quinta-feira, abril 23, 2020

Após especulações, Braga Netto desmente pedido de demissão do ministro Sérgio Moro


Braga Netto passa 'cola' a ministros durante entrevista coletiva ...
Os jornalistas insistiram e Braga Netto então desfez as especulações
Lucas NegrisoliO Tempo
Após um suposto embate motivado pela troca de comando na Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (23) entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Justiça e Segurança pública, Sergio Moro, a assessoria de imprensa do gabinete do ex-juiz federal afirma que ele não confirma o pedido de demissão da pasta.
Mais cedo, chegou-se a falar que o ministro poderia sair do cargo se Bolsonaro retirasse o delegado Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal.
“O ministro não confirma o pedido de demissão”, diz a nota encaminhada pelo ministério à reportagem. Questionada se Moro nega que teria pedido para ser exonerado do cargo, a pasta não respondeu.
Em coletiva de imprensa realizada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, o Chefe da Casa Civil, General Braga Netto, foi questionado sobre a situação do ministro da Justiça. “A assessoria dele desmentiu isso”, afirmou o militar.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – As matérias sobre o assunto não têm jeito de “fake news”. O que parece ter acontecido é que realmente a assessoria do Planalto comunicou a Valeixo que ele seria demitido, o ministro Moro então reagiu, mandando vazar a notícia de que pediria demissão caso o afastamento do diretor-geral da PF, seu subordinado, ocorresse sem seu prévio conhecimento. Essa confusão demonstra que o clima está estranho no Planalto, mas muito estranho, mesmo. Vamos voltar ao assunto, devido à sua gravidade. (C.N.)

Moro vai se demitir se Bolsonaro confirmar afastamento do diretor da Polícia Federal

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Moro confirma Maurício Valeixo como diretor-geral da PF - Política ...
Moro avisou Bolsonaro para não insistir na demissão de Valeixo
Laryssa BorgesVeja
Até o momento, o diretor-geral da PF não foi avisado oficialmente sobre a sua saída. A única sinalização que recebeu foi que a de que o presidente Jair Bolsonaro comunicou que ele deverá ser trocado e aguardar mais informações sobre como proceder. A nova ofensiva pela saída do Valeixo do posto máximo da PF coincide com o momento em que há uma aproximação do presidente com alguns políticos do centrão, alvos de investigações dentro da Polícia Federal.
Desde o início deste ano, Valeixo vem conversando com Moro sobre a sua saída. A avaliação feita pelo diretor-geral da PF é que a sua relação com o presidente Jair Bolsonaro está desgastada. Nos últimos meses, delegados têm sido sondados pelo Palácio do Planalto para o comando da instituição.
DESCONFORTO – As informações sobre cada sondagem feita pela equipe de Bolsonaro, no entanto, chegavam a Valeixo, o que ampliava seu desconforto no cargo.
Esta não é a primeira vez que integrantes do governo se articulam para mudar a cúpula da PF. No ano passado, houve um um movimento de Bolsonaro para enfraquecer Moro, considerado mais popular que o próprio chefe, o ministro da Justiça identificou grupos dentro da própria PF como responsáveis por tentar desgastá-lo junto ao Palácio do Planalto.
Um dos casos que deixou clara a disputa na PF foi a inclusão indevida do nome de um homônimo do deputado bolsonarista Hélio Negão em um inquérito sobre fraudes previdenciárias. Em agosto, em uma entrevista no Palácio da Alvorada, o presidente havia afirmado que iria vir a público uma “falsa acusação de uma pessoa importante que está do meu lado”. Àquela altura, ele já havia sido informado da armação contra Negão.
MANDANTE DO ATENTADO – Na sequência, o próprio Moro se reuniu reservadamente com Bolsonaro para explicar a guerra de grupos dentro da corporação. Quase três semanas depois das explicações, Bolsonaro disse a Moro que Maurício Valeixo continuaria no cargo, por enquanto.
Outra reclamação recorrente de Bolsonaro era a de que a Polícia Federal não havia conseguido chegar a um suposto “mandante” do atentado que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018. Em setembro, houve outro desgaste político para Valeixo.
A PF deflagrou uma operação para investigar o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado. Investigadores fizeram buscas no Congresso, o que causou a revolta de alguns parlamentares, que reclamaram com Moro e Bolsonaro.
HOMEM DE CONFIANÇA – Maurício Valeixo é um nome de confiança de Moro na Polícia Federal. O delegado foi superintendente da Polícia Federal no Paraná e coordenou a operação de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Foi também em sua gestão que foi fechada a delação de Antonio Palocci com a PF em Curitiba.
Na crise anterior, Moro afirmou que pediria demissão do Ministério, caso o diretor-geral da Polícia Federal seja demitido

Militares tentam evitar saída de Moro após novo choque com Bolsonaro


Charge Animada: Bolsonaro e Moro na luta contra a corrupção - YouTube
Charge do Lézio Júnior (Diário da Região)
Jussara Soares
Estadão
Os ministros do Palácio do Planalto tentam reverter na tarde desta quinta-feira, 23, uma possível saída do ministro da Justiça, Sergio Moro, após o presidente Jair Bolsonaro comunicar a ele que trocará o comando da Polícia Federal, atualmente ocupada por Maurício Valeixo. De acordo com interlocutores do presidente, Moro não chegou a pedir demissão, mas afirmou que não concordava com a troca “de cima para baixo” e reavaliaria sua permanência no governo.
Ao final de reunião na manhã desta quinta-feira, o ministro da Justiça deixou o Palácio do Planalto sem uma definição do seu futuro. Os militares do primeiro escalão tentam encontrar uma solução para o impasse. Bolsonaro quer indicar o nome do chefe da PF, mas Moro resiste a ficar sem Valeixo, com quem trabalha desde os tempos da Operação Lava Jato, e, principalmente, não ter poder de decisão sobre um dos principais cargos do seu ministério.
MINISTRO MAIS POPULAR – Nos bastidores, no entanto, a ameaça de demissão é encarada como uma pressão de Moro, o ministro mais popular do governo. Por outro lado, Bolsonaro, durante a crise com o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que não há ministro “indemissível”.
Em outra ocasião, disse que usaria sua caneta contra pessoas do governo que “viraram estrelas”. Para interlocutores do presidente, o recado mirava não apenas Mandetta, mas também Moro, que vinha sendo alvo de reclamação de Bolsonaro por não se empenhar na defesa das posições do governo.
É a segunda vez que o presidente ameaça impor um novo nome na cúpula da corporação. Valeixo foi escolhido por Moro para o cargo ainda na transição, em 2018. O delegado comandou a Diretoria de Combate do Crime Organizado (Dicor) da PF e foi Superintendente da corporação no Paraná, responsável pela Lava Jato, até ser convidado pelo ministro, ex-juiz da Operação, para assumir a diretoria-geral.
DUELO DE FORÇAS – Embora a indicação para o comando da PF seja uma atribuição do presidente, tradicionalmente é o ministro da Justiça quem escolhe.
Interlocutores de Valeixo dizem que a tentativa de substituí-lo ocorre desde o início do ano, mas que não teria relação com o que aconteceu no ano passado, quando Bolsonaro tentou pela primeira vez trocá-lo por outro nome. Na ocasião, o presidente teve que recuar diante da repercussão negativa que a interferência no órgão de investigação poderia gerar.
No ano passado, após Bolsonaro antecipar a saída do superintendente da corporação no Rio de Janeiro, ministro e presidente travaram uma queda de braço pelo comando da PF.
ALEGAÇÕES FÚTEIS – Em agosto, o presidente antecipou o anúncio da saída de Ricardo Saadi do cargo, justificando que seria uma mudança por “produtividade” e que haveria “problemas” na superintendência. A declaração surpreendeu a cúpula da PF que, horas depois, em nota, contradisse o presidente ao afirmar que a substituição já estava planejada e não tinha “qualquer relação com desempenho”.
Nos dias seguintes, Bolsonaro subiu o tom. Declarou que “quem manda é ele” e que, se quisesse, poderia trocar o diretor-geral da PF. Agora, a crise chega ao ápice.

Ciro Gomes e PDT protocolam pedido de impechament contra Bolsonaro por participação em manifestação


Ciro e Lupi acusam Bolsonaro de cometer crime de responsabilidade
Danielle Brant
Folha
O ex-candidato presidencial Ciro Gomes e o presidente do PDT, Carlos Lupi, protocolaram nesta quarta-feira, dia 22,  um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por sua participação nos atos de defesa de um novo AI-5.
Com isso, os casos sob análise do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegam a 24, incluindo pedidos de parlamentares do PSOL e um do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado de Bolsonaro.
CRIME DE RESPONSABILIDADE – O documento de Ciro e Lupi acusa Bolsonaro de cometer crime de responsabilidade por ter incentivado atos contra Legislativo e Judiciário no último domingo (19). Na manifestação, que pedia intervenção militar no país, apoiadores do presidente fizeram críticas ao Congresso e ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo o pedido, “a incitação de manifestação contra os Poderes constituídos, a presença, apoio e endosso do presidente da República a pedidos de ruptura da ordem constitucional, do fechamento do Congresso Nacional e do STF” e a adoção de atos institucionais autoritários são uma “afronta ao princípio da separação dos Poderes, sendo, portanto, crimes de responsabilidade”.
PROTOCOLOS  – O texto afirma ainda que Bolsonaro descumpriu orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde), do Ministério da Saúde e de normas de estados e municípios quanto à adoção de medidas de prevenção de contágio do coronavírus.
O pedido lembra que a experiência em outros países demonstra que grande parte da população terá contato com o vírus, mas que, ainda assim, é preciso tomar medidas para reduzir a velocidade de contágio, de forma a impedir que o sistema de saúde entre em colapso.
MESQUINHARIA – “As atitudes mesquinhas do denunciado resguardam apenas os interesses escusos do capital, no que se olvida que a fatura da pandemia da Covid-19 não pode ser paga com vidas alheias, em patente desrespeito a direitos individuais e sociais”, afirma o texto.
O documento estabelece que as condutas de Bolsonaro “encerram um atentado contra o exercício dos direitos individuais e sociais, ao passo que também violam patentemente as garantias individuais e os direitos sociais assegurados pela Constituição Federal de 1988″.
O pedido se soma aos demais que estão na Câmara. Maia, hoje rompido com Bolsonaro, é o responsável por analisar de forma monocrática se dá ou não sequência aos pedidos de impeachment. Ele não tem prazo para tomar essas decisões.
PROCESSO – Caso seja dada sequência, o caso é analisado por uma comissão especial e, depois, pelo plenário da Câmara. Somente com o voto de ao menos 342 dos 513 deputados é autorizado que o Senado abra o processo.
Nesse caso, Bolsonaro seria afastado até a conclusão do julgamento — ele perderia o mandato caso pelo menos 54 dos 81 senadores votassem nesse sentido. O Brasil já teve dois episódios de impeachment: o de Fernando Collor (1992), que renunciou antes da decisão final do Senado, e o de Dilma Rousseff (2016).

Paulo Afonso 02 dois casos confirmados de Coronavírus



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Empresário proprietário da Fazenda Pajuçara doa alimentos a prefeitura de Jeremoabo para famílias carentes e de trabalhadores informais durante a pandemia de coronavírus




O Município de Jeremoabo está sofrendo grandes impactos econômicos e sociais devido à crise ocasionada pela pandemia do novo coronavírus.
Porém, estamos diante de uma iniciativa por parte de empresários recém chegados, proprietários da Fazenda Pajuçara que num ato digno de aplausos e louvor teve a iniciativa  para por intermédio da prefeitura oferecer acalento para a população.
A ação de solidariedade dos Proprietários da Fazenda Pajuçara, em meio à pandemia do novo coronavírus, contrasta com posições de empresários residentes em Jeremoabo que sempre usufruíram das benesses da " viúva", porém, no momento do retorno desaparecem.
Não conheço nem mantive contato com qualquer componente da Fazenda Pajuçara, porém quero parabenizá-los, por essa nobre atitude que busca levar esperança a centenas de famílias, sobretudo neste momento de maior vulnerabilidade, quando muitas pessoas estão sem poder trabalhar e buscar seu sustento devido à quarentena.

Nota da redação deste Blog - Esse vídeo foi encaminhado pelo vereador Jairo do Sertão.

Editorial: Os homens de rapina

Editorial A TARDE

Não se pode tolerar, em hipótese alguma, a oportunidade da rapina | Foto: Rafael Martins | Ag. A TARDE - Foto: Rafael Martins | Ag. A TARDE


Aproveitar o momento de fragilidade da sociedade civil, em razão da pandemia, com o objetivo de produzir fraudes ou superfaturamento, ao fornecer produtos e serviços, pode ser interpretado como estágio definitivo da perversão aplicada aos negócios públicos. Poucas maquinações seriam consideradas mais infames quando trata-se de vidas humanas e, mais, vida de seus concidadãos, se o investidor escroque atropela princípios básicos de convívio para subtrair do erário em contexto de vulnerabilidade.
O desprezo pelos valores morais e a crueldade diante do risco de morte, materializados pelos biltres, exigem dos órgãos fiscalizadores a diligência mais atenta com o objetivo de flagrar, punir e executar, na forma da lei, as penas cabíveis à torpeza de caráter.
A afinidade de gestores e fornecedores, livres das amarras de licitações, devido ao estado de calamidade, não pode servir de lastro para transferência de recursos financeiros sem a devida contrapartida em prol de comunidades assustadas e confinadas. Junto ao trabalho combativo da Imprensa, o Ministério Público revela-se atento à movimentação, bem como é dever do Ministério da Justiça/Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU) procederem, como já anunciado, a devida cautela ao verificar as minúcias de contratos.
Não se pode tolerar, em hipótese alguma, a oportunidade da rapina, agravada pelas condições impostas diante da pandemia, se ficar confirmado o vezo já flagrado inclusive em determinados municípios baianos, de acertos espúrios, clandestinos, imorais e ilegais de transações sigilosas. Embora a lei permita as compras emergenciais, por uma questão de necessidade na rapidez do atendimento aos desesperados, o mau uso do dinheiro público precisa ser punido com mais rigor, dado o oportunismo da hora do achaque.
Aos gestores públicos, assoberbados pela angústia coletiva, cabe pedir maior atenção, pois a assinatura em contratos representa aquiescência das combinações com fornecedores: depois do erro consumado, não se poderá alegar engano ou distração.


Analista político da XP, Richard Back indica que Barroso tende a adiar eleições municipais


Analista político da XP, Richard Back indica que Barroso tende a adiar eleições municipais
Foto: Reprodução / Youtube
O analista político da XP Investimentos, Richard Back, fez uma análise da situação política brasileira em meio à pandemia do novo coronavírus, e seu impacto no mercado financeiro. Back, que participou de uma transmissão ao vivo da plataforma BP Money nesta quarta-feira (22), trabalhou no Congresso Nacional, integra a corretora desde 2015. Desde então, o mercado enfrentou momentos conturbados como a decisão do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceitar o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, a saída da presidente, a chegada de Michel Temer ao Palácio do Planalto, a delação de Joesley Batista, a eleição de Jair Bolsonaro e a aprovação da reforma da Previdência.

"Esse ano a gente achou que ia ficar mais sossegado. É eleição municipal, o mercado não olha tanto. A gente vai acompanhar porque é interessante, mas tributário é mais o dia a dia. É mais acompanhar a evolução. Foi a previsão mais errada que a gente fez desde o início do trabalho na XP", brincou. 

Back comentou durante a conversa com Leonardo Souza, sócio da BP Money, e André Luzbel, sócio da BP Investimentos, como a atual crise vai aumentar os desdobramentos de outros problemas, e lamentou as “polêmicas e falsas polêmicas" criadas.

Para o analista, era necessário diálogo pra lidar com as questões de forma mais assertiva. "De um lado tem o oportunismo de dizer 'tem que fechar tudo'. Do outro, não dá pro presidente vir e dizer que lotérica e igreja é essencial. Você sabe desde a peste negra que espalhou porque as pessoas se reuniram pra rezar. Então é meio óbvio".

Richard apontou ainda que atualmente o presidente não possui uma base sólida, como a que tinha o presidente Michel Temer. Mas ao mesmo tempo, há um receio sobre as posições de Bolsonaro. Por isso, mesmo com articulações como troca de cargos ou liberação de emendas, os parlamentares da sua base "às vezes estarão, às vezes não estarão" com o presidente.

"Eles não querem explodir com o Rodrigo [Maia, presidente da Câmara] porque não confiam no Bolsonaro. Isso a gente ouviu deles. Os líderes do Centrão disseram que não dá pra confiar no Bolsonaro porque ele contrata hoje e demite amanhã, na primeira pressão das redes sociais. Então eles não vão ficar atacando o Rodrigo, não vai ter uma virada na Câmara".

Durante a transmissão ao vivo, o membro da XP Investimentos ainda tratou sobre como o ministro da Economia, Paulo Guedes, perdeu força em um momento em que muito era esperado dele. Mas ainda assim vê acertos na decisão do economista. Para ele, problemas na relação com o Congresso Nacional atrapalharam a sua atuação. Foi nesse momento que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ganhou mais espaço no noticiário: "No momento que começou o coronavírus, eu pensei: vai ter destaque o ministro da Saúde, o presidente, o Paulo Guedes e mais um ou outro. Jamais imaginei que o Campos Neto fosse ter tanta relevância, por exemplo. É o presidente do Banco Central, tem sua relevância, mas não é um cara do dia a dia das pessoas. Mas ele virou popstar em alguns círculos, enquanto o Paulo Guedes diminuiu".

Ainda assim, ele crê que as medidas do Ministério da Economia são “bem intencionadas”, principalmente por exigirem uma mudança drástica no rumo das ações da pasta. "O mais difícil é uma virada de chip. Eu acho que o cara sofre com isso também. Você tá falando de reforma, corte, Estado menor, e de repente você tem que ter um Estado gigantesco pra Salvador o mundo".

Richard Back ainda comentou que cresce a chance de adiar em alguns meses as eleições municipais, para dezembro ou março. "Antes do ministro Barroso ser eleito presidente do TSE, a gente tinha falado com ele e ele já era favorável a adiar, preocupado com a logística da eleição. Você tem que montar a urna. O chipe vem de fora. Você não sabe se vai produzir o chipe. Aí você tem o protocolo de segurança, muita gente junta no mesmo lugar no centro de logística pra distribuir, pra garantir a fiscalização, em um momento em que você não pode reunir as pessoas em um lugar".

Mas ele acredita que não é interesse dos parlamentares adiar por muito tempo a disputa nas urnas. "A não ser que o coronavírus exploda aqui e seja uma situação como Milão, que aí você não tem nem o que discutir. Adia e depois vê quando marca".

Por fim, o analista falou sobre o temor de Bolsonaro com a eventual entrada do ministro da Justiça, Sérgio Moro, na política, apesar do ex-juiz não ter declarado interesse de participar do pleito. "A gente soube esses dias que ele tá morrendo de medo de uma chapa do Moro pra presidente e Mandetta pra vice. É uma chapa pra quebrar ele no meio, porque complica a vida dele. Dois ministros do governo, numa linha diferente da dele no enfrentamento da crise e que podem falar mal dele com propriedade".

Para Back, a alternativa seria “derrubar Moro” para cima, o colocando na vaga que vai abrir no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas ainda assim, não há certeza sobre os passos do presidente.

"De repente ele quer cozinhar o Moro, dizer que vai pra segunda vaga, porque na primeira precisa compor com a base evangélica, precisa de um perfil mais conservador no STF, que não é a coisa do Moro", sugeriu, apontando qual seria a melhor opção em sua visão e quais os eventuais riscos caso Moro decidisse enfrentar Bolsonaro nas urnas. 

Detran-BA implanta CRLV-e obrigatório; cópia poderá ser impressa em casa


Detran-BA implanta CRLV-e obrigatório; cópia poderá ser impressa em casa
Foto: Divulgação
O Detran-BA implantou a obrigatoriedade da versão eletrônica do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV-e), que entrará em vigor na próxima segunda-feira (27). O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa por meio das redes sociais, nesta quarta-feira (22). A versão impressa e a segunda via do documento deixarão de existir, mas o cidadão poderá fazer uma cópia do CRLV-e em casa. Os atuais documentos impressos continuarão valendo. 

A medida cumpre a deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) n° 180/2019, que determinou a adaptação dos estados à mudança até 30 de junho deste ano. Na Bahia, o departamento de trânsito decidiu se antecipar por causa da pandemia do coronavírus. “Aceleramos a implantação da novidade, em parceria com a Secretaria da Administração [Saeb], por meio do SAC Digital, para oferecer essa facilidade aos baianos, ainda no período de isolamento social", ressaltou o diretor-geral do Detran-BA, Rodrigo Pimentel.

A pessoa poderá baixar gratuitamente o CRLV eletrônico no site do SAC Digital (www.sacdigital.ba.gov.br) de forma simples e rápida. O documento será liberado para quem estiver com o licenciamento do veículo em dia. Na mesma plataforma, o usuário terá a opção de fazer uma cópia do CRLV-e.

“Consideramos uma transformação na nossa relação com os proprietários de veículos. A substituição do CRLV impresso pela versão digital acabará com o envio do documento pelos Correios, o que vai gerar economia para o Estado e trazer mais comodidade ao cidadão”, completou Pimentel.

Bahia Notícias

Usar máscaras no cotidiano é o menor dos desafios impostos pelo novo coronavírus


por Fernando Duarte
Usar máscaras no cotidiano é o menor dos desafios impostos pelo novo coronavírus
Foto: Leitor BN
Máscaras farão parte da rotina do brasileiro durante algum tempo. A Bahia confirmou que o uso delas será obrigatório em todo o estado e, a partir desta quinta-feira (23), Salvador vai passar a cobrar que cidadãos a incorporem na indumentária regular. Será uma rotina difícil, porém necessária. Em conversa com o Bahia Notícias, o prefeito da capital baiana, ACM Neto, sinalizou que, ainda que as medidas restritivas sofram flexibilização, as máscaras devem ser adicionadas ao vestuário do dia a dia. Eis mais um desafio que o novo coronavírus impõe à nossa sociedade.

Usar máscara incomoda. E não é pouco. Numa cidade úmida e quente como Salvador, parece que a chatice aumenta exponencialmente. Ainda mais quando se tem que usar durante todo o dia – e o tempo inteiro. Porém não chega a ser uma escolha de Sofia. É muito mais fácil incorporar o uso de máscaras ao cotidiano do que lidar com uma crise ainda mais grave na saúde pública e privada. Ainda assim, veremos muita gente reclamando. (Ok, eu estarei nesse grupo, mas reconheço que é por uma boa causa.)

Como há quem enxergue na crise uma oportunidade, produzir e vender máscaras virou uma opção para lidar com a queda de renda. Quase todo mundo com uma máquina de costura passou a fazer o item em casa, seja para doação, seja para angariar alguma grana extra no período. Todos estão certos nesse caso. Se agora há uma demanda alta por máscaras, por que não aproveitar para firmar uma cadeia produtiva, ainda que temporária?

Em Salvador, ACM Neto deu indicações de que, mesmo após o fim das restrições de funcionamento do comércio e de serviços, o uso da máscara fará parte do dia a dia da população durante muito tempo. Então é bom pensar em como faremos esse uso. Como publicou um amigo nas redes sociais, podemos avançar em outra fase nesse processo: a máscara combina com a camisa? Com o terno? Com a gravata? Com o vestido? Pode ter estampas diferentes?

Brincadeiras à parte, é importante que façamos máscaras serem apenas mais um item da nossa rotina. Entre tantos desafios que a Covid-19 nos impõe, esse talvez seja o mais simples. Por isso, fazer isso com um sorriso pode tornar mais fácil lidar com o problema. Ainda que a máscara impeça que o sorriso seja visto.

Este texto integra o comentário desta quinta-feira (23) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM, Clube FM, RB FM, Valença FM e Alternativa FM Nazaré.

Farmacêutico que liberou hidroxicloroquina para médico em Ilhéus é demitido


Farmacêutico que liberou hidroxicloroquina para médico em Ilhéus é demitido
Foto: Divulgação
O farmacêutico do Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, foi demitido por cometer uma infração ao vender remédios para o médico Gilmar Calasans, de 55 anos, que estava infectado com coronavírus. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde da Bahia.

Gilmar Calasans utilizou hidroxicloroquina e a azitromicina que foi liberada pelo farmacêutico após entrega de receita. O médico que prescreveu foi advertido, de acordo com o órgão.

Com hipertensão e diabetes, Gilmar estava em tratamento domiciliar até sofrer um mal súbito e morrer na última segunda-feira (20). O secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, acredita que os efeitos da medicação causaram a morte (leia mais aqui).

Bahia Notícias

Pintadas: Prefeitura tem recurso negado e terá de fornecer cestas básicas para estudantes

Quinta, 23 de Abril de 2020 - 08:20


por Cláudia Cardozo / Francis Juliano
Pintadas: Prefeitura tem recurso negado e terá de fornecer cestas básicas para estudantes
Foto: Reprodução / A Bahia e seus Encantos
A prefeitura de Pintadas, na Bacia do Jacuípe, teve um recurso negado por pedir o não pagamento de cestas básicas para estudantes da rede municipal de educação. Uma decisão do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Lourival Trindade, publicada nesta quinta-feira (23) recusou o pedido e manteve decisão da Comarca local. Assim, o Município de Pintadas – como também Ipirá e Baixa Grande, na mesma região – terá de providenciar os kits de alimentação para os estudantes.

Caso a medida não seja cumprida, a prefeitura poderá ter os recursos bloqueados. A prefeitura de Pintadas argumentou que não haveria verba suficiente para oferecer as cestas básicas, o que causaria agravamento e risco à ordem pública. No entanto, para o presidente do TJ-BA os motivos que causariam esse “risco à ordem pública” não foram claros por parte do Município.
Bahia Notícias

Nota da redação deste Blog - Enquanto isso, os vereadores de Jeremoabo não agem e esperam que o milagre aconteça.
Os vereadores de Jeremoabo devem espelhar-se nas outras cidades onde a coisa funciona,  aprender a agir, e não dar a impressão que tem medo da justiça.

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