quarta-feira, abril 22, 2020

Laudo do IML aponta que Adriano da Nóbrega foi baleado a pelo menos um metro e meio de distância


Nóbrega era apontado como um dos chefes do Escritório do Crime
Wilson Tosta
Estadão
Um novo laudo pericial, agora produzido pelo Instituto Médico-Legal do Rio, no corpo de Adriano da Nóbrega, morto por policiais militares na Bahia em fevereiro, mostra que o ex-PM foi baleado a pelo menos um metro e meio de distância e tinha nas costelas fraturas compatíveis com tiros.
Obtido pela Rede Globo, o documento afirma ainda que  Adriano, um miliciano foragido do Rio havia mais de um ano, pode ter morrido por ferimentos no coração e pulmão, provocados por dois tiros. Devido ao estado de decomposição do cadáver, é impossível determinar com certeza o que causou a morte, afirmaram os peritos.
ESCRITÓRIO DO CRIME – Nóbrega era apontado como um dos chefes do Escritório do Crime, uma milícia que domina as comunidades da Muzema e de Rio das Pedras, também especializada em homicídios por encomenda. Ao bando, era ligado Ronnie Lessa, um ex-PM preso sob acusação de ter matado a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018.
A mãe de Nóbrega, Raimunda Veras Magalhães, e a ex-mulher Danielle Mendonça da Costa foram assessoras do hoje senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ) quando era deputado estadual no Rio.
LAUDO – Segundo o laudo, um projétil atingiu Nóbrega no tórax à esquerda e voltou a entrar no pescoço, saindo por trás. Outro tiro foi dado de cima para baixo, na região da clavícula direita. Os peritos afirmaram não haver marcas de lesões violentas nem na região sexual, mãos, pés e boca.
Os disparos, de acordo com a perícia, eram compatíveis com carabina IA2 calibre 556 e com fuzil 7.62. O corpo apresentava lesão na região frontal (testa) produzida ainda em vida. Alegando desconhecer “a dinâmica do evento”, os peritos não puderam confirmar se uma queimadura na região torácica foi provocada pelo cano quente de uma arma de fogo.
PROXIMIDADE –  Por indicação de Flávio, Nóbrega recebeu a Medalha Tiradentes, mais alta homenagem do Legislativo fluminense, em 2005. Estava na cadeia, acusado de um homicídio, mas acabou solto.
O  presidente Bolsonaro, quando deputado federal, defendeu o policial pela morte, afirmando que matara um traficante. Já na  Presidência, afirmou que ao ser homenageado por seu filho, Nóbrega era “um herói”.
QUEIMA DE ARQUIVO – Quando Nóbrega foi morto, Flavio protestou. Afirmou, como o pai, que o ex-PM foi torturado e morto em uma operação de “queima de arquivo”, supostamente promovida por um governo do PT, o da Bahia. O governador Rui Costa repudiou as acusações em termos duro. Flávio até exibiu  na internet vídeo com imagens de um corpo supostamente de Adriano com o que disse ser marcas de tortura.
Mas não era possível dizer com certeza que o corpo erado ex-PM. Os ferimentos não eram compatíveis com os do cadáver do ex-oficial, e o local da filmagem não era compatível com o IML da Bahia, segundo autoridades locais.

Felizmente, nem a democracia nem a liberdade dependem do presidente Bolsonaro


Estratégia de Jair Bolsonaro é afrontar, para depois se desdizer
Deu no Estadão
O presidente Jair Bolsonaro assumiu de vez que é candidato a caudilho. Em comício para seus simpatizantes, de caráter escandalosamente golpista, anunciou: “Nós não queremos negociar nada. Queremos é ação pelo Brasil. Chega da velha política. Acabou a época da patifaria. Agora é o povo no poder. Lutem com o seu presidente”.
Não é possível dizer que Bolsonaro desta vez passou dos limites, pois, a rigor, ele já os havia ultrapassado quando, ainda militar, se insubordinou ou então, quando deputado, violentou o decoro parlamentar seguidas vezes. No primeiro caso, recebeu uma punição branda; no segundo, nem isso. Ou seja, a pusilanimidade das instituições ao lidar com Bolsonaro deu-lhe a segurança de que, para ele, não há limites, salvo os ditados por seu projeto autoritário de poder.
REAÇÃO À AFRONTA – É reconfortante, no entanto, observar que, desta vez, integrantes de todas as instituições da República se manifestaram com firmeza contra mais essa afronta de Bolsonaro e de seus seguidores à democracia. Até mesmo o procurador-geral da República, Augusto Aras, que vinha se omitindo ante a escalada bolsonarista, anunciou a abertura de um inquérito para investigar “fatos em tese delituosos envolvendo a organização de atos contra o regime da democracia representativa brasileira”.
O presidente não está entre os investigados, porque não há indícios de que tenha ajudado a organizar o comício, mas o simples fato de o procurador Aras ter qualificado como atentatório à democracia um ato que teve como sua estrela o presidente da República deveria ser suficiente para embaraçar Bolsonaro.
Mas será difícil constranger o presidente, cuja desconsideração pela opinião alheia, salvo quando é a dos filhos ou dos bajuladores que o cercam, é notória.
INSULTO À INTELIGÊNCIA – Diante da repercussão negativa de seu discurso autoritário, o presidente, como sempre, tratou de minimizar o fato, insultando a inteligência de todos. No dia seguinte à afronta, Bolsonaro negou que tivesse atacado os demais Poderes e disse que, “no que depender do presidente Jair Bolsonaro, democracia e liberdade acima de tudo”.
Felizmente, nem a democracia nem a liberdade dependem de Jair Bolsonaro. Dependem, exclusivamente, do cumprimento da Constituição. Num arroubo à Luís XIV, Bolsonaro chegou a dizer: “Eu sou realmente a Constituição”. Não é. A Constituição é a materialização do pacto democrático, aquele ao qual todos se submetem, do mais humilde cidadão ao presidente da República.
Mas Bolsonaro, como sempre fez em sua trajetória política, está testando a disposição da sociedade de defender a ordem democrática por ele sistematicamente ameaçada.
CLIMA GOLPISTA – Pode-se quedar inerte diante das bravatas bolsonaristas, permitindo que se instaure um clima golpista, mas também se pode riscar uma linha no chão e dizer que, deste ponto em diante, é o terreno do intolerável.
Por isso, espera-se que o até agora silente ministro da Justiça, Sérgio Moro, faça jus à sua fama de inflexível cruzado da moralidade e da lei no exercício do serviço público e manifeste pelo menos desconforto diante do comportamento acintosamente impróprio de Bolsonaro na chefia da Nação. O mesmo se espera dos tantos ministros do presidente, militares reformados e da ativa, tidos como bedéis do governo, responsáveis por conter os muitos excessos de Bolsonaro.
Até agora, contudo, predomina o silêncio – tão mais embaraçoso quando se recorda que o ato golpista protagonizado pelo presidente Bolsonaro, que é o comandante em chefe das Forças Armadas, ocorreu no Dia do Exército e diante do QG do Exército.
GUERRA DE BOLSONARO – Consta que a afronta bolsonarista gerou mal-estar nas Forças Armadas, que não querem se ver vinculadas a movimentos que pedem a volta da ditadura militar e de medidas de exceção, como o famigerado AI-5, em franco desafio à Constituição.
Para os generais, a guerra a ser vencida hoje não é contra os inimigos que Bolsonaro inventa todos os dias, mas contra o coronavírus.
Mas a guerra de Bolsonaro, já está claro, é contra as instituições da República e contra a maioria absoluta dos brasileiros, afrontados por um presidente que só se importa com o poder. Quem estiver na trincheira com Bolsonaro, seja no governo, seja em movimentos golpistas, vai se desmoralizar junto com ele.
(editorial enviado por José Carlos Werneck)

Desmentindo afastamento do prefeito de Paulo Afonso


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e terno

LIBERDADE DE IMPRENSA
A CF nos art.. 5º, IX, diz que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença, enquanto no art. 220, § 2º, ela ainda expressa: § 2º. É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.
Como se vê, a liberdade de imprensa é garantida por cláusula pétrea na CF, seja no art. 5º, IX, quanto no art. 220, § 2º, contudo a liberdade de informar tem embutido o conceito de informar o fato efetivamente acontecido, diferentemente do que acontece hoje com as fake news, quanto inverdades são publicadas e quando desmentidas já causaram danos muitas vezes irreparáveis ao atingido, ou já criaram um fato perturbador para a comunidade.
Hoje a tarde recebi telefonemas me perguntando se seria verdadeiro o afastamento do prefeito Municipal de paulo Afonso, o Dr. Luiz de Deus, por forca de decisão judicial a pedido do Ministério Público da Bahia. Como eu abri um grupo no wthasapp para discussão sobre ciência política e a situação nacional me deparei com publicações no sentido, fake news sobre o Prefeito, o que me causou sério constrangimento, não somente pela notícia não ser verdadeira, como também pelo fato do grupo não servir de sede para futricas ou jornalismo rasteiro.
A notícia veiculadas por sites de notícias na internet, na mídia social e em rádio comunitária sobre o Prefeito Municipal, não somente é mentirosa, como também revela uma imprensa inescrupulosa sem compromisso com a verdade e as garantias constitucionais.
Paulo Afonso, 22 de abril de 2020.
Antonio Fernando Dantas Montalvão.

Vereador Sargento Silvano muda de opinião: “não é uma gripinha, Bolsonaro mentiu para o povo”


HORADOPOVO.COM.BR
Bolsonarista, após ser contaminado, vereador de Belém afirmou: “Covid-19 mata, e está matando muita gente” O vereador de Belém (PA), Sargento Silvano (PSD), depois de ser infectado e ter vários membros da família internados por conta do coronavírus mudou sua opinião sobre o assunto. “I...

Bolsonaro tenta montar base aliada e fará nova rodada de reuniões com lideranças


Rossi diz é seu dever discutir para “salvar vidas e empregos”
Vera Rosa
Estadão
Em busca de apoio ao governo, o presidente Jair Bolsonaro fará nova rodada de conversas com partidos, nos próximos dias. Nesta quarta-feira, dia 22, por exemplo, ele receberá o deputado Baleia Rossi (SP), presidente do MDB, e, na quinta-feira, o prefeito de Salvador ACM Neto, que comanda o DEM.
Até agora, o Palácio do Planalto agiu para isolar o DEM do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), com quem trava um ruidoso embate. Na prática, Bolsonaro tenta montar uma base de sustentação parlamentar no Congresso e tem oferecido cargos a partidos do Centrão, em troca de votos.
ATAQUES – No último domingo, porém, ao participar de manifestação que defendia o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente atacou o que chamou de velha política. “Nós não queremos negociar nada. Nós queremos ação pelo Brasil”, afirmou ele, em cima da caçamba de uma caminhonete, diante do Quartel General do Exército.
Além de acusar Maia de “enfiar a faca” em seu pescoço, Bolsonaro comprou, recentemente, outras brigas com o DEM. Na semana passada, por exemplo, ele demitiu o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta – que é filiado ao partido -, substituindo-o por Nelson Teich. Além disso, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, outro nome do DEM, acabou rompendo com Bolsonaro depois que ele defendeu o fim do isolamento social na crise do novo coronavírus.
DIFERENÇAS DE LADO – “Nesse momento difícil que o Brasil vive, é hora de deixar as diferenças de lado e buscar agora uma agenda em comum”, disse ao Estado o líder do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB). “Nessa hora, falar em intervenção militar por um lado e impeachment, por outro, é um desserviço para o Brasil. Já temos crise de saúde, crise econômica e uma nova crise política não seria bem-vinda”, emendou Efraim.
Pelo Twitter, Baleia Rossi observou que, como presidente do MDB é seu “dever” discutir com Bolsonaro propostas para “salvar vidas e empregos”. “Precisamos de um pacto de união nacional para enfrentar o Covid 19 e seus impactos. Não é hora de disputa política nem de discursos agressivos. É hora de bom senso”, avaliou
PERDA DE COMANDO – O Estado apurou que o DEM perderá o comando da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e da Parnaíba (Codevasf), que deve ser entregue ao PP do senador Ciro Nogueira. Além disso, a direção e as superintendências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), hoje com militares, podem ficar com o PL de Valdemar Costa Neto.
Em governos passados, o partido de Valdemar tinha o domínio da área de transportes. Na dança das cadeiras, cargos no Banco do Nordeste, Funasa, Caixa e até em secretarias de ministérios, como o da Saúde, também deverão ser oferecidos aos novos aliados.

Deputado bolsonarista diz que pandemia é “cortina de fumaça” e que STF é “comunista”


Deputado pediu apoio a Bolsonaro que “está um pouco sozinho”
Patrik Camporez
Estadão
No dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um inquérito para apurar a organização de manifestações antidemocráticas do último domingo, o deputado  federal bolsonarista (PSL-RJ) convocou um protesto em defesa do presidente Jair Bolsonaro e disse que o Supremo é “comunista”.
“Meu pensamento é o seguinte: saiam de suas casas… Se vier Augusto Aras, Ministério Público, STF… ‘Ah, eu vou investigar os deputados que estão chamando as pessoas para as ruas…’ A pandemia é uma cortina de fumaça”, disse, em frente ao Congresso Nacional, onde participou de um ato religioso em defesa do presidente Jair Bolsonaro.
“COMUNISTA” – “Tem muitos ali (aponta para o  Congresso atrás dele) que têm rabo preso com o STF, que é comunista, que não esperava que o presidente assumisse a presidência”. O deputado foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou.  
O parlamentar disse ter saído do Rio de Janeiro, sua base eleitoral, às 15 horas de segunda-feira. Segundo ele, viajou de carro por 15 horas até Brasília para participar do ato religioso. Na live transmitida aos seguidores, em que aparecem pessoas rezando em pé e de joelhos, o deputado defende a teoria de conspiração do Congresso contra Bolsonaro.
SOLITÁRIO – “O Brasil, evidentemente, pela corrupção, que vilipendia o povo todo os anos, aproveitou para fazer essa cortina de fumaça aqui no Congresso para acabar com o presidente. Então meu pensamento é: apoie o presidente. Ele precisa de você. Aquele cara que você apoiou nas eleições, que fazia arminha, é o mesmo cara, mas agora ele está um pouco sozinho”, afirmou.  
No último domingo, o presidente Jair Bolsonaro participou de protesto em Brasília, marcado por faixas e palavras de ordem contra o Congresso e a favor de uma intervenção militar. Nesta terça, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu atender ao pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e abriu um inquérito para apurar “fatos em tese delituosos” envolvendo a organização de atos antidemocráticos.

Além de recados, cúpula militar precisa manifestar claramente repúdio a golpes e AI-5


Bolsonaro participa de manifestação no quartel general do Exército ...
Jair Bolsonaro, ao discursar diante do Quartel-General do Exército
Eliane CantanhêdeEstadão
Enquanto Jair Bolsonaro fazia discurso inflamado em manifestação não só contra o Supremo e o Congresso, mas a favor de um golpe militar e a volta do famigerado AI-5, um de seus filhos divulgava o vídeo de uma fila de sujeitos praticando tiro, alguns metidos em camisetas pretas com o rosto do presidente e todos gritando: Bolsonaro!
No mesmo domingo, o presidente e seus três filhos mais velhos, um senador, um deputado federal e um vereador licenciado, postavam a foto do café da manhã familiar com uma curiosidade: o quadro na parede não era de uma natureza morta ou da tradicional Santa Ceia, tão comuns nos lares brasileiros, mas de uma metralhadora AK-47, deveras inspiradora.
VÍDEO DE SOLDADOS – No dia seguinte, circulava um vídeo em que várias dezenas de soldados corriam num calçadão da zona sul do Rio e no fim se aglomeravam, ainda na praia, à luz do dia, gritando “Bolsonaro” e “Mito”. Fariam isso sem orientação de superiores? Esses superiores pediram autorização ao Comando Militar do Leste? O comandante consultou o Comando do Exército em Brasília? Afinal, pode?
O que mais impressionou civis e até militares, porém, foi o local onde Bolsonaro discursou para militantes pró-golpe e AI-5: o Setor Militar Urbano, com o Quartel-General do Exército ao fundo. Um oficial pergunta: e se os políticos decidirem fazer protesto ali? Eu acrescento: e se a CUT e o MST também?
Aboletado na carroceria de uma caminhonete, vestido e agindo como vereador em campanha para a prefeitura de Cabrobó e liderando um ato ostensivamente antidemocrático, Jair Bolsonaro esquecia-se de que, além de presidente da República, eleito por 57 milhões de brasileiros, ele é também comandante em chefe das Forças Armadas – ambas as funções exigem decoro e compostura.
DÚVIDA ASSUSTADORA – O episódio – que estressou o domingo e que o ministro do STF Luís Roberto Barroso chamou de “assustador” – deixou uma dúvida perturbadora: os comandos militares compactuam com pedidos de golpe e AI-5? Acham normal o uso do SMU e do QG – ou seja, da imagem das FFAA – para atos golpistas? Na primeira reação, generais do governo demonstraram “desconforto”, depois falaram em “saia-justa” e no fim do dia passaram a admitir “irritação”, enquanto discutiam como “reduzir danos”.
E os danos são muitos. As Forças Armadas, instituições de Estado, não de governo, durante décadas mantiveram-se profissionais e imunes à política e a governos que vêm e vão. Consolidaram-se assim no primeiro lugar de prestígio junto à sociedade, sem concorrentes. Vão jogar tudo fora em favor de um presidente, e logo de um que só faz o que lhe dá na veneta?
Há, ainda, a questão da hierarquia. Bolsonaro expõe Exército, Marinha e Aeronáutica a um velho fantasma: as divisões internas.
FIM DA HIERARQUIA – Como já me ensinava o general Ernesto Geisel, quando a política entra por uma porta nos quartéis, a hierarquia se vai pela outra. Tendo como fato que a cúpula militar realmente considerou “péssimo” o teatro antidemocrático de Bolsonaro no domingo, a pergunta seguinte é: e as bases, os capitães, majores, sargentos – e suas famílias – acharam o quê?
O vice Hamilton Mourão já disse marotamente que “está tudo sob controle, só não sabe de quem”, e nós, meros mortais, ficamos sem entender nada. É uma grande enrascada e remete à entrevista do então comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, em dezembro de 2016, em que ele me relatou como respondia aos civis “tresloucados” que vinham bater à sua porta pedindo intervenção militar: “Chance zero!”
Em nota, nesta segunda-feira, o Ministério da Defesa foi mais suave, mas disse que as FFAA trabalham pela “paz e a estabilidade”, “sempre obedientes à Constituição”. Logo, contra o golpe. É o que se espera dos líderes militares, diante não apenas da Nação, mas da história.

Veja os números de infectados, mortos e curados da Covid-19 em SE

em 22 abr, 2020 14:32


Estado registrou novo recordo de casos em 24h (Arte: Ícaro Novaes/Portal Infonet)

Com os números atualizados desta última terça-feira, 21, Sergipe chegou a 117 casos confirmados da Covid-19. Foram 25 casos registrados nas últimas 24h, um novo recorde no estado. O número de mortes provocadas pela doença também subiu: de cinco para sete.
O infográfico também mostra o atual número de pessoas curadas do vírus: 37. O Portal Infonet segue acompanhando os números e atualizando ao longo do dia.

Em destaque

Que delação é essa?

  Que delação é essa? TixaNews mai 7   LEIA NO APP   Arte: Marcelo Chello Assine agora E o Daniel Vorcaro entregou sua proposta de delação p...

Mais visitadas