Um senhor parou o trânsito para dizer que estava, como muitos, nas ruas, duvidando da doença. E alertou: que ninguém acredite em quem nega o vírus e o perigo.
quarta-feira, abril 22, 2020
ILHÉUS SALTA PARA 92 CASOS POSITIVOS E ITABUNA POSSUI 72 INFECTADOS PELA COVID-19
- 21 de abril de 2020
- r
Tempo de leitura: < 1 minuto
Os dois maiores municípios do sul da Bahia atingiram, hoje (21), total de 164 casos positivos do novo coronavírus (Covid-19). Ilhéus saiu de 79 ontem (20) para 92 hoje. Itabuna saiu de 54 para 72 no mesmo período.
Os dados aqui publicados levam em conta os resultados apontados em boletins das vigilâncias epidemiológicas dos municípios e do Estado.
O número de pacientes recuperados em Itabuna se manteve em 12. Em Ilhéus, subiu de 27 para 35 o número de pessoas recuperadas de ontem para hoje, se levar em conta apenas os dados disponíveis no boletim municipal, que apontou apenas 85 casos confirmados.
MAIS DE 1,5 MIL CASOS NO ESTADO
Levando-se em conta apenas os dados do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), a Bahia chegou a 1.504 casos de covid-19 ao final da tarde desta terça (21).
Salvador lidera, no Estado, com 922 casos confirmados, porém com 2,8 milhões de habitantes. Ilhéus aparece na segunda posição, com 92 casos (boletim da Sesab), porém com apenas 162,3 mil habitantes.
Itabuna assumiu a terceira posição, com 82 casos (segundo o boletim municipal) e 213 mil moradores. Na sequência, vem Feira de Santana, com 61 casos e população de 614,8 mil habitantes.
ÓBITOS
Ainda conforme a Sesab, há 376 pacientes recuperados (receberam alta) dentre os 1.504 casos confirmados e 48 óbitos, 3 deles em Ilhéus, 2 em Gongogi 1 em Itabuna.
Aplicativo 'Monitora' é aliado na luta contra o coronavírus na Bahia

Foto: Divulgação
O aplicativo "Monitora Covid-19" é uma das estratégias do governo da Bahia no combate à pandemia do novo coronavírus. Mas a ferramenta está aliada a outras iniciativas também importantes para evitar o colapso no sistema de saúde.
De acordo com o secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, o Governo do Estado tem trabalhado incansavelmente para proteger o bem mais precioso do cidadão, que é a vida. “Além da ampliação do número de leitos, aumentando a capacidade da nossa rede, da aquisição de equipamentos essenciais para o trabalho dos profissionais de saúde e de tantas outras ações, o Governo se preocupa em atender o cidadão de forma a evitar aglomerações. O ‘Monitora’ coloca o cidadão em contato direto com um profissional, o qual vai indicar se é necessário, naquele momento, procurar uma unidade de saúde”, ressalta.
O app foi programado para dar orientações e cuidados imediatos. O cidadão passará a ser monitorado em casa pelo aplicativo. O cadastro é realizado por meio de um cadastro simples (nome, CPF, nome da mãe e número do cartão SUS) e a ferramenta possibilitará, também, acesso rápido a informações sobre a Covid-19, orientações sobre o isolamento social, serviços de saúde próximos e o acompanhamento do estado de saúde do paciente, além de um “converse conosco”.
A secretária da Secti, Adélia Pinheiro, que é médica por formação, destaca a importância de serviços como o aplicativo. “Com o Monitora, avançamos na missão de atender o cidadão dentro da sua própria casa. Assim também é o Tele Coronavírus, que lançamos para atender qualquer pessoa que tenha dúvida sobre a Covid-19, gratuitamente, pelo número 155. Essas são ações preventivas que auxiliam a população no diagnóstico, indicando quais medidas tomar na hipótese do aparecimento de sintomas da doença”, indica.
ALIANDO ESTRATÉGIAS
A estratégia da Secti e da Sesab é aliar quatro ferramentas: o “Monitora Covid-19”; o mapa de calor com as regiões com mais casos de pessoas sintomáticas (veja aqui); um aplicativo para médicos identificarem pacientes entre os casos suspeitos (veja aqui); e a Plataforma de Registro Eletrônico, que reúne informações de diversos prontuários eletrônicos do paciente para gerar um quadro mais completo da pessoa que será atendida.
A estratégia da Secti e da Sesab é aliar quatro ferramentas: o “Monitora Covid-19”; o mapa de calor com as regiões com mais casos de pessoas sintomáticas (veja aqui); um aplicativo para médicos identificarem pacientes entre os casos suspeitos (veja aqui); e a Plataforma de Registro Eletrônico, que reúne informações de diversos prontuários eletrônicos do paciente para gerar um quadro mais completo da pessoa que será atendida.
BAIXE O 'MONITORA'
O aplicativo “Monitora” possibilita o registro de informações de pessoas com suspeita da Covid-19, viabilizando o atendimento remoto, monitoramento e acompanhamento dos cidadãos. O app está disponível gratuitamente na plataforma android, sendo, posteriormente, disponibilizado para iOS. Para localizá-lo, é preciso fazer a busca digitando “monitoracovid”, com as duas palavras juntas, e fazer a seleção do aplicativo “Monitora Covid-19”, de cor azul, de autoria do “Governo da Bahia”, ou acessar diretamente este link: https://bit.ly/2UYHR9L.
O aplicativo “Monitora” possibilita o registro de informações de pessoas com suspeita da Covid-19, viabilizando o atendimento remoto, monitoramento e acompanhamento dos cidadãos. O app está disponível gratuitamente na plataforma android, sendo, posteriormente, disponibilizado para iOS. Para localizá-lo, é preciso fazer a busca digitando “monitoracovid”, com as duas palavras juntas, e fazer a seleção do aplicativo “Monitora Covid-19”, de cor azul, de autoria do “Governo da Bahia”, ou acessar diretamente este link: https://bit.ly/2UYHR9L.
Bahia Notícias
Coronavírus: Sérgio Moro pede atuação 'implacável' da PF contra desvios de verbas

Foto: Reprodução / IstoÉ
O ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro anunciou em suas redes sociais que determinou à Polícia Federal a abertura de investigações para apurar possíveis desvios de verba federal destinada ao combate do novo coronavírus. Ele destacou que quer um atuação “implacável” contra a corporação e indicou que o trabalho será desenvolvido junto com a Controladoria-Geral da União.
De acordo com o IstoÉ, o Grupo Especial de Combate à Corrupção e ao Desvio de Recursos Públicos, o GECOR/COVID-19, foi criado para, “excepcionalmente, instaurar e prosseguir com a investigação de casos de corrupção e de desvio de recursos federais destinados ao combate à pandemia do novo coronavírus”. O grupo será supervisionado pelo Coordenador-Geral de Repressão à Corrupção e Lavagem de Dinheiro, o delegado Márcio Anselmo.
Bahia Notícias
Número de países com regulação contra fake news dispara durante a pandemia
por Bruno Benevides | Folhapress

Foto: Reprodução / Canal Tech
A pandemia do novo coronavírus trouxe com ela uma onda de notícias falsas sobre a doença em todo o mundo. Contra isso, diversos países têm aprovado regras para tentar conter a disseminação dessas fake news.
Há dúvidas, porém, tanto sobre a eficácia dessas medidas quanto sobre seu real propósito —já que em muitos casos as novas leis abrem brecha para a supressão da liberdade de expressão e de imprensa.
“Apesar de ser necessário conter distúrbios de informação durante a Covid-19, a implementação precipitada de leis contra fake news sem o debate necessário abre a porta para que pessoas no poder cometam abusos”, afirma Nuurrianti Jalli, que pesquisa o tema na Universidade Tecnológica Mara, na Malásia.
Além disso, regras criadas durante um período de exceção provavelmente continuarão a ser usadas quando a pandemia acabar, diz o advogado Diogo Rais, professor da Universidade Mackenzie e cofundador do Instituto de Liberdade Digital.
Segundo dados compilados pelo Instituto Poynter no final de 2019, 16 países do mundo tinham alguma forma de regulação contra fake news.
Desde o início da pandemia, 16 países criaram regras sobre o assunto de acordo com o monitoramento feito pelo ICNL (International Center for Not-for-Profit Law), entidade com sede em Washington. A lista não inclui ainda o Peru, que recentemente também aprovou uma nova lei nesse sentido.
Como os dois levantamentos usam critérios diferentes para definir quem tem uma regulação específica contra fake news, não é possível somar o total de países. Além disso, três deles (Egito, Malásia e Tailândia) aparecem nas duas listas. Ou seja, já possuíam regras contra fake news, mas as modificaram durante a pandemia.
No caso tailandês, por exemplo, a lei foi alterada para incluir a proibição de “relatar ou espalhar informações sobre a Covid-19 que são falsas ou que podem causar medo na população”.
A maioria dos países que criaram regras sobre o assunto recentemente, porém, não tinha leis anteriores contra fake news.
A lista vai dos autoritários Emirados Árabes Unidos à democrática África do Sul e tem integrantes nas Américas, na Europa, na África e na Ásia. No Brasil, há projetos para punir quem espalhar fake news sobre o coronavírus na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas de três estados (Minas Gerais, Paraíba e Mato Grosso).
As regras —e as punições para quem descumpri-las— variam bastante. No estado indiano de Maharashtra, por exemplo, tanto a imprensa quanto indivíduos só podem divulgar informações sobre coronavírus após consultar as autoridades de saúde.
Já na Bolívia, quem publicar informações erradas contra as regras de isolamento pode ser processado e condenado a até dez anos de prisão. Na Hungria, o tempo de prisão para quem divulgar informações falsas ou distorcidas sobre a pandemia é de cinco anos, enquanto no Zimbábue a detenção pode chegar a 20 anos.
Segundo Zachery Lampell, da ICNL, não está claro quanto essas leis conseguem limitar a disseminação de desinformação sobre a Covid-19.
“Ironicamente, leis que buscam proibir notícias falsas podem resultar na supressão de notícias verdadeiras, incluindo a divulgação de análises não partidárias. Isso é especialmente importante quando essas análises vão contra a posição ou a política de um governo”, afirma.
Para Rais, do Instituto de Liberdade de Digital, uma lei contra fake news realmente eficaz deveria ter como foco a pessoa que intencionalmente cria as informações falsas com o objetivo de enganar o público.
Não faz sentido, diz ele, punir com prisão alguém que recebe uma fake news no WhatsApp, acredita nela e a compartilha com conhecidos —na maior parte das regulações existentes, porém, essa pessoa também pode acabar sendo presa.
A disseminação de notícias falsas sobre o coronavírus fez a Unesco (braço das Nações Unidas dedicado à educação e à ciência) emitir um alerta à comunidade internacional no qual pede providências aos países e afirma que a desinformação sobre a Covid-19 pode levar a um aumento no número de mortes ao redor do mundo.
Para Jalli, porém, na maior parte dos países, as leis existentes que regulam as comunicações já seriam suficientes.
“Em vez de impedir a disseminação de notícias falsas e de desinformação, essas leis provavelmente vão sufocar a mídia independente, criando um efeito assustador no debate público e enfraquecendo a democracia”, completa Lampell, da ICNL.
A liberdade de expressão e de informação pode, inclusive, ser uma arma no combate ao coronavírus, segundo José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da ONG Human Rights Watch.
“É muito importante entender que mais do qualquer outra coisa, na pandemia é necessária a cooperação da população. E para o povo cooperar, ele precisa estar devidamente informado e conhecer os efeitos do vírus”, afirma.
Há dúvidas, porém, tanto sobre a eficácia dessas medidas quanto sobre seu real propósito —já que em muitos casos as novas leis abrem brecha para a supressão da liberdade de expressão e de imprensa.
“Apesar de ser necessário conter distúrbios de informação durante a Covid-19, a implementação precipitada de leis contra fake news sem o debate necessário abre a porta para que pessoas no poder cometam abusos”, afirma Nuurrianti Jalli, que pesquisa o tema na Universidade Tecnológica Mara, na Malásia.
Além disso, regras criadas durante um período de exceção provavelmente continuarão a ser usadas quando a pandemia acabar, diz o advogado Diogo Rais, professor da Universidade Mackenzie e cofundador do Instituto de Liberdade Digital.
Segundo dados compilados pelo Instituto Poynter no final de 2019, 16 países do mundo tinham alguma forma de regulação contra fake news.
Desde o início da pandemia, 16 países criaram regras sobre o assunto de acordo com o monitoramento feito pelo ICNL (International Center for Not-for-Profit Law), entidade com sede em Washington. A lista não inclui ainda o Peru, que recentemente também aprovou uma nova lei nesse sentido.
Como os dois levantamentos usam critérios diferentes para definir quem tem uma regulação específica contra fake news, não é possível somar o total de países. Além disso, três deles (Egito, Malásia e Tailândia) aparecem nas duas listas. Ou seja, já possuíam regras contra fake news, mas as modificaram durante a pandemia.
No caso tailandês, por exemplo, a lei foi alterada para incluir a proibição de “relatar ou espalhar informações sobre a Covid-19 que são falsas ou que podem causar medo na população”.
A maioria dos países que criaram regras sobre o assunto recentemente, porém, não tinha leis anteriores contra fake news.
A lista vai dos autoritários Emirados Árabes Unidos à democrática África do Sul e tem integrantes nas Américas, na Europa, na África e na Ásia. No Brasil, há projetos para punir quem espalhar fake news sobre o coronavírus na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas de três estados (Minas Gerais, Paraíba e Mato Grosso).
As regras —e as punições para quem descumpri-las— variam bastante. No estado indiano de Maharashtra, por exemplo, tanto a imprensa quanto indivíduos só podem divulgar informações sobre coronavírus após consultar as autoridades de saúde.
Já na Bolívia, quem publicar informações erradas contra as regras de isolamento pode ser processado e condenado a até dez anos de prisão. Na Hungria, o tempo de prisão para quem divulgar informações falsas ou distorcidas sobre a pandemia é de cinco anos, enquanto no Zimbábue a detenção pode chegar a 20 anos.
Segundo Zachery Lampell, da ICNL, não está claro quanto essas leis conseguem limitar a disseminação de desinformação sobre a Covid-19.
“Ironicamente, leis que buscam proibir notícias falsas podem resultar na supressão de notícias verdadeiras, incluindo a divulgação de análises não partidárias. Isso é especialmente importante quando essas análises vão contra a posição ou a política de um governo”, afirma.
Para Rais, do Instituto de Liberdade de Digital, uma lei contra fake news realmente eficaz deveria ter como foco a pessoa que intencionalmente cria as informações falsas com o objetivo de enganar o público.
Não faz sentido, diz ele, punir com prisão alguém que recebe uma fake news no WhatsApp, acredita nela e a compartilha com conhecidos —na maior parte das regulações existentes, porém, essa pessoa também pode acabar sendo presa.
A disseminação de notícias falsas sobre o coronavírus fez a Unesco (braço das Nações Unidas dedicado à educação e à ciência) emitir um alerta à comunidade internacional no qual pede providências aos países e afirma que a desinformação sobre a Covid-19 pode levar a um aumento no número de mortes ao redor do mundo.
Para Jalli, porém, na maior parte dos países, as leis existentes que regulam as comunicações já seriam suficientes.
“Em vez de impedir a disseminação de notícias falsas e de desinformação, essas leis provavelmente vão sufocar a mídia independente, criando um efeito assustador no debate público e enfraquecendo a democracia”, completa Lampell, da ICNL.
A liberdade de expressão e de informação pode, inclusive, ser uma arma no combate ao coronavírus, segundo José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da ONG Human Rights Watch.
“É muito importante entender que mais do qualquer outra coisa, na pandemia é necessária a cooperação da população. E para o povo cooperar, ele precisa estar devidamente informado e conhecer os efeitos do vírus”, afirma.
Coronavoucher: 'Farinha pouca, meu pirão primeiro' e a lógica de que corruptos são outros
por Fernando Duarte

Foto: Reprodução/ Instagram
Entre muitos milhões de brasileiros, alguns milhares serão beneficiados pelo "coronavoucher", o auxílio emergencial cuja paternidade é pedida pelo Executivo e pela Câmara dos Deputados. Porém muitos dos beneficiários não deveriam ter acesso pelo simples fato de não se enquadrarem nos requisitos para receber os R$ 600. Pelo menos não na vida real, já que no papel a omissão de informações agora ou no passado permite que o auxílio seja pago, ainda que a crise da Covid-19 não tenha gerado um problema financeiro.
Após o início do pagamento do benefício, sobraram exemplos nas redes sociais de quem se vangloriou de tê-lo recebido sem ter direito. Um dos exemplos mostrava um carro de supermercado com caixas de cerveja, carne e carvão. O que era para evitar a fome de uma família estava ali, resumida pela infâmia de quem não consegue enxergar além da própria mesquinhez. Quando recebi as imagens, até pensei em divulgá-las para gerar constrangimento. Mas já entendi que essa pedagogia há muito deixou de funcionar no Brasil. Pena que esses mesmos hipócritas se travestem de "cidadãos de bem" quando o assunto é atacar o sistema político.
Não que nossos políticos sejam exemplares na conduta, especialmente com o dinheiro público. Esse momento do coronavoucher explicita que tudo o que criticamos neles é, na verdade, a imagem e semelhança de um povo como o brasileiro. Aqui temos bandidos de estimação e também flexibilidade para pequenas corrupções, que acumuladas ao longo de uma vida criam um monstro que, por enquanto, chamamos de nação. Brasília não é o grande problema do Brasil. Ela é o reflexo de nossa população, por isso insistimos tanto em criticá-la.
No domingo, durante uma live que prometia ser bombástica, vi um corrupto condenado pela Justiça sugerir que existia um homem incorruptível no país. A transmissão não passou de uma encenação grotesca do paraíso idílico em que muita gente acha que vivemos. Na vida real, há pouco espaço para incorruptíveis e uma parcela expressiva da população finge ser contra atos assim até que haja uma oportunidade de fazê-lo. Essa vida é dura e crua, simultaneamente.
Para servir de alento, a crise do novo coronavírus também mostra outras facetas do povo. Aquele que ajuda o próximo, mesmo que ele não seja tão próximo, e age como na parábola do bom samaritano. São nessas pessoas que devemos apostar nossas fichas. Talvez um dia elas se sintam confortáveis para gerir o nosso país. Espero sobreviver para ver esse dia. E aí sim comprar cerveja, carne e carvão para celebrar que chegamos ao futuro. Com dinheiro que todos realmente mereçamos.
Este texto integra o comentário desta quarta-feira (22) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM, Clube FM, RB FM, Valença FM e Alternativa FM Nazaré.
Bahia Notícias
Roberto Jefferson diz que “deduziu” complô no Legislativo e que para derrubar Bolsonaro “só se for a bala”

Jefferson diz que “o maestro dessa orquestra é o Fernando Henrique”
Deu no Correio Braziliense
Na semana em que o presidente Jair Bolsonaro aumentou os ataques ao Legislativo e ao Judiciário, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, disse que há uma tentativa do Congresso de promover novo impeachment no País e previu uma reação à altura. “Para derrubar Bolsonaro, só se for a bala”, afirmou ele. A análise reverbera o que pensa a ala ideológica do governo.
Com 37 anos na política, Jefferson foi da tropa de choque do então presidente Fernando Collor, denunciou o mensalão do PT e acabou preso. Disse não ver um ato de desespero nas atitudes de Bolsonaro, que participou domingo de ato que pedia o fechamento do Congresso e do Supremo. “O que o Bolsonaro está fazendo? Está botando o povo na rua, mas do lado dele”, argumentou.
O senhor insinuou que o Parlamento prepara o impeachment do presidente Bolsonaro. Com base em que o senhor disse isso?
É dedução minha. Deputados estão me falando que Rodrigo (Maia, presidente da Câmara) vai acelerar o projeto de reeleição (para os comandos da Câmara e do Senado, proibido na mesma legislatura). E as atitudes do Rodrigo mostram o confronto aberto com o Executivo. Ele dá a cabeça do Bolsonaro e ganha sua reeleição.
É dedução minha. Deputados estão me falando que Rodrigo (Maia, presidente da Câmara) vai acelerar o projeto de reeleição (para os comandos da Câmara e do Senado, proibido na mesma legislatura). E as atitudes do Rodrigo mostram o confronto aberto com o Executivo. Ele dá a cabeça do Bolsonaro e ganha sua reeleição.
O presidente da Câmara daria andamento ao impeachment de Bolsonaro?
O Rodrigo é muito habilidoso e está reunido com Fernando Henrique (Cardoso), Doria (João Doria, governador de São Paulo), Wilson Witzel (governador do Rio), o presidente da OAB (Felipe Santa Cruz) e partidos de esquerda. O maestro dessa orquestra é o Fernando Henrique. A entrevista dele ao jornal O Estado de S. Paulo de domingo é nítida.
O Rodrigo é muito habilidoso e está reunido com Fernando Henrique (Cardoso), Doria (João Doria, governador de São Paulo), Wilson Witzel (governador do Rio), o presidente da OAB (Felipe Santa Cruz) e partidos de esquerda. O maestro dessa orquestra é o Fernando Henrique. A entrevista dele ao jornal O Estado de S. Paulo de domingo é nítida.
Quais elementos o senhor vê na entrevista do Fernando Henrique sobre isso?
O pior foi ele dizer que o governo é compartido entre Senado, Câmara e Supremo. Como o presidente não tem agenda legislativa, ele não governa. E, quando ele não governa, é passível de impeachment. Ele ainda diz mais. (Diz que) O Brasil, apesar de não aceitar culturalmente o parlamentarismo, vive um parlamentarismo branco. A entrevista dele foi o prefácio do golpe. Ele diz claramente que o presidente não tem condições de governar. Diz que o (Luciano) Huck acabou e quem cresceu foi o Doria, fazendo oposição a Bolsonaro. Ele desenha o quadro.
O pior foi ele dizer que o governo é compartido entre Senado, Câmara e Supremo. Como o presidente não tem agenda legislativa, ele não governa. E, quando ele não governa, é passível de impeachment. Ele ainda diz mais. (Diz que) O Brasil, apesar de não aceitar culturalmente o parlamentarismo, vive um parlamentarismo branco. A entrevista dele foi o prefácio do golpe. Ele diz claramente que o presidente não tem condições de governar. Diz que o (Luciano) Huck acabou e quem cresceu foi o Doria, fazendo oposição a Bolsonaro. Ele desenha o quadro.
Declarações e atitudes de Bolsonaro mostram a reação de alguém acuado ou ele se perdeu?
O Bolsonaro não se perde. Para derrubá-lo, só se for a bala. Ele é guerreiro. É leão. Não vai miar. Ele vai rugir. Eu não vejo nas atitudes de Bolsonaro um ato de desespero. Ele está buscando o apoio que precisa ter. O Fernando Henrique diz: falta de governabilidade, governo compartilhado e povo na rua. O que o Bolsonaro está fazendo? Está botando o povo na rua, mas do lado dele. A terceira perna do tripé para o impeachment que o Fernando Henrique constrói na entrevista ao Estado é o povo. Só falta o povo.
O Bolsonaro não se perde. Para derrubá-lo, só se for a bala. Ele é guerreiro. É leão. Não vai miar. Ele vai rugir. Eu não vejo nas atitudes de Bolsonaro um ato de desespero. Ele está buscando o apoio que precisa ter. O Fernando Henrique diz: falta de governabilidade, governo compartilhado e povo na rua. O que o Bolsonaro está fazendo? Está botando o povo na rua, mas do lado dele. A terceira perna do tripé para o impeachment que o Fernando Henrique constrói na entrevista ao Estado é o povo. Só falta o povo.
Mas, quando o presidente participa de ato de quem defende medidas antidemocráticas, isso não mostra escalada autoritária?
A escalada autoritária está sendo feita contra ele, mas com luvas de pelica. Com luva de pelica eles estão dizendo que Bolsonaro não pode continuar porque chegou a um ponto que a agenda política não pertence mais a ele. Ele reage do jeito que ele sabe. Mas ele não falou em AI-5, em fechamento do Congresso ou do Supremo.
A escalada autoritária está sendo feita contra ele, mas com luvas de pelica. Com luva de pelica eles estão dizendo que Bolsonaro não pode continuar porque chegou a um ponto que a agenda política não pertence mais a ele. Ele reage do jeito que ele sabe. Mas ele não falou em AI-5, em fechamento do Congresso ou do Supremo.
Até que ponto os militares apoiam Bolsonaro?
Se o Congresso fizer isso (impeachment), nós temos que ir para as ruas e apostar em qualquer jogo. E os militares vão ser chamados a agir. Se essa turma do vermelho achar que vai mudar o jogo fazendo um golpe legislativo para tirar um governo legal, vai encontrar resistência forte. E vai acabar tendo de ter uma intervenção até para estabilizar o que está ocorrendo.
Se o Congresso fizer isso (impeachment), nós temos que ir para as ruas e apostar em qualquer jogo. E os militares vão ser chamados a agir. Se essa turma do vermelho achar que vai mudar o jogo fazendo um golpe legislativo para tirar um governo legal, vai encontrar resistência forte. E vai acabar tendo de ter uma intervenção até para estabilizar o que está ocorrendo.
Intervenção militar?
Intervenção nas ruas. Se a esquerda fizer qualquer ação para tirar Bolsonaro, vai encontrar a direita na rua.Para a ONG, a pandemia de Covid-19 escancarou crises que ameaçam o direito a informações livres,independentes, plurais e confiáveis. O ranking é publicado anualmente desde 2002 e avalia a situação para o exercício do jornalismo em 180 países, com relação ao seu desempenho em matéria de pluralismo, independência das mídias, ambiente e autocensura,arcabouço legal, transparência, qualidade da infraestrutura de suporte à produção da informação e violência contra a imprensa.
Intervenção nas ruas. Se a esquerda fizer qualquer ação para tirar Bolsonaro, vai encontrar a direita na rua.Para a ONG, a pandemia de Covid-19 escancarou crises que ameaçam o direito a informações livres,independentes, plurais e confiáveis. O ranking é publicado anualmente desde 2002 e avalia a situação para o exercício do jornalismo em 180 países, com relação ao seu desempenho em matéria de pluralismo, independência das mídias, ambiente e autocensura,arcabouço legal, transparência, qualidade da infraestrutura de suporte à produção da informação e violência contra a imprensa.
FHC rebate Jefferson sobre complô contra Bolsonaro : “Discordar é normal, sem derrubadas”

Jefferson afirmou que FHC é o “maestro” de suposta trama
Gregory Prudenciano
Estadão
Estadão
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reagiu nesta terça-feira, dia 21, às críticas feitas pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, em entrevista publicada pelo Estado. Jefferson afirmou que o ex-presidente é o “maestro” de uma suposta trama do Legislativo para derrubar o presidente da República, Jair Bolsonaro, que teria a participação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Também em entrevista ao Estado, publicada no domingo, FHC afirmou que não vê elementos para um impeachment. “O impeachment é traumático, deixa marcas. Não vejo que se aplique ao caso atual.”
SEM DERRUBADAS – O ex-presidente voltou ao assunto em sua conta do Twitter: “Um ex-deputado fala em complô meu com Maia e (o governador de São Paulo, João) Doria para derrubar Bolsonaro. Nada mais errado: não quero tal. Melhor ter paciência histórica. Respeito o voto popular. Discordar é normal, sem derrubadas. Coesão contra o vírus, é preciso. Não intrigas”, escreveu Fernando Henrique, sem citar nominalmente Roberto Jefferson.
Em entrevista no Estadão um ex deputado fala em complô meu com Maia e Doria para derrubar Bolsonaro. Nada mais errado:não quero tal. Melhor ter paciência histórica. Respeito o voto popular.Discordar é normal, sem derrubadas. Coesão contra o vírus, é preciso. Não intrigas.
5.343 pessoas estão falando sobre isso
Líder da “tropa de choque” que defendeu o ex-presidente Fernando Collor, alvo de processo de impeachment em 1992, e delator do escândalo do Mensalão, pelo qual foi condenado a 7 anos de prisão, Jefferson passou a ser aliado de Bolsonaro recentemente.
PLANO – Desde domingo, o presidente e seu entorno vêm divulgando declarações de Jefferson sobre um suposto plano do Congresso para tirar poder do Planalto.
Além de FHC, lideranças políticas repudiaram as falas de Jefferson. Antigo aliado de Bolsonaro, o senador Major Olímpio (SP), líder do PSL, classificou a fala como uma “teoria louca de conspiração”.
OAB e partidos políticos acionam STF contra medida de Bolsonaro para repasse de dados

Charge do Gilmar Fraga (gauchazh.clicrbs.com.br)
Fernanda Vivas e Márcio Falcão
G1
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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e três partidos políticos (PSB, PSOL e PSDB) entraram com ações no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, dia 20, para questionar pontos da medida provisória que estabelece que empresas de telefonia devem enviar os dados de seus clientes (empresas e cidadãos) à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As quatro ações pedem a suspensão da eficácia da MP.
Segundo o governo, os dados serão usados para “entrevistas em caráter não presencial no âmbito de pesquisas domiciliares”. Já o IBGE afirmou que as informações são importantes para a “continuidade da coleta das pesquisas e dos trabalhos desenvolvidos junto à área da saúde”.
AVAL – A MP, publicada na sexta-feira, dia 17, passada, já está em vigor, mas precisa do aval do Congresso Nacional em 120 dias. Nas ações, a OAB e os partidos afirmam que a medida coloca em risco o direito à privacidade dos cidadãos, o que viola a Constituição.
“A MP 954 é um risco à democracia e à privacidade das pessoas. O compartilhamento de dados sensíveis (endereço e telefone) de todos os brasileiros sem finalidade específica e sem medidas mínimas de segurança deve ser repelido pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou o advogado do PSB, Rafael Carneiro.
“O perigo latente da medida legislativa é de tamanha envergadura que, podemos dizer, aproxima o ato de uma medida de exceção, típica dos Estados ditatoriais, ao despir o brasileiro de seus direitos fundamentais essenciais ao convívio em sociedade e à garantia de não sobreposição do Estado à sua condição humana. Não por menos, a suspensão desses direitos somente se admite em condição de Estado de Defesa ou Estado de Sítio”, diz o PSDB em sua ação.
ACESSO – “A possibilidade de acesso aos dados, mesmo que no período de excepcionalidade da pandemia do Covid-19, que é flagrante na abertura de modo genérico e sem necessidade do direito ao segredo das pessoas físicas e jurídicas, tem o potencial de trazer danos irreversíveis às pessoas e uma completa insegurança jurídica e instabilidade social”, afirmaram advogados do PSOL.
“A medida provisória em análise viola o sigilo de dados dos brasileiros e invade a privacidade e a intimidade de todos, sem a devida proteção quanto à segurança de manuseio, sem justificativa adequada, sem finalidade suficientemente especificada e sem garantir a manutenção do sigilo por uma Autoridade com credibilidade, representatividade e legitimidade”, afirmou a OAB.
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