sábado, abril 18, 2020

Nelson Teich procura equilibrar-se entre Bolsonaro e o isolamento do coronavírus


Coronavírus: Saiba o que pensa Nelson Teich, novo ministro da ...
Mais do que numa “fria”, Nélson Teich entrou numa “gelada”
Pedro do Coutto
O dilema transpareceu nesta sexta-feira, quando o presidente da República deu posse ao novo  ministro da Saúde e este admitiu levemente a flexibilização do isolamento,  mas deixou claro que qualquer mudança dependeria da realidade na qual se refletem os índices de contaminação e os casos letais que vêm se verificando. Esta posição foi ao encontro das opiniões científicas e distanciou-se da visão do presidente da República, que voltou a acentuar sua preocupação com a retomada da taxa de empregos.
Entretanto, como se constatou no final da tarde o índice das contaminações no país superou os 33 mil casos. Um avanço de 10% nas últimas vinte e quatro horas, sem falar na falta de notificação ideal.
A PANDEMIA AVANÇA – A taxa de mortalidade avançou também no mesmo percentual passando de 2000 casos. Diante desse quadro, mantido esses ritmos, a liberação de atividades comerciais como deseja o presidente da República torna-se praticamente impossível. Basta verificar a média diária superior a 10% tanto num caso quanto no outro.
Sinal de que a pandemia avança e está ganhando velocidade incontestável. Nesse panorama o ministro da Saúde não terá condições de concordar com a tese de Bolsonaro. Seria uma atitude simplesmente absurda. Também ontem o governador João Dória prorrogou o isolamento até meados de maio. Pergunto: qual o governador e também qual ministro da Saúde seria capaz, num quadro como esse, de liberar grande parcela dos trabalhadores e funcionários públicos?
UM IMPACTO ENORME – Seria um risco enorme se tal fato viesse a acontecer com o impacto político muito grande na vida nacional. Verifica-se que a progressão dos contaminados é muito alta. Indica claramente que o ponto máximo da curva de ascensão ainda não foi alcançado e, dessa forma, os números absolutos causados pela pandemia só podem aumentar. Ainda atravessamos uma fase longe de significar o ponto máximo da virose.
Além do mais, como o prazo assintomático é de 14 dias, muitos contaminados ainda não foram ingressar nas estatísticas oficiais. Portanto, qualquer decisão tanto do governo federal quanto dos governadores e prefeitos poderá estimular esse fenômeno capaz de acrescentar números estatísticos ainda piores.
Ou seja, o presidente Bolsonaro está praticamente sozinho ao defender a redução do isolamento.

Efeito Mandetta! Bolsonaro acha que Rodrigo Maia ligou ‘bomba relógio’ e prepara troco


CPI sobre fake news abre discussão sobre liberdade de expressão na ...
Charge do Nani (nanihumor.com)
Vera RosaEstadão
O mais duro ataque público do presidente Jair Bolsonaro ao deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), na noite de quinta-feira, dia 16, pode custar caro ao governo. O novo capítulo do duelo entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, após a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem como pano de fundo o programa de socorro a Estados e municípios, no valor de R$ 89,6 bilhões. A briga, no entanto, vai muito além dessa cifra.
Convencido de que Maia quer não apenas derrubá-lo como fazer uma manobra para ser reeleito ao comando da Câmara, em 2021, Bolsonaro iniciou, nas últimas semanas, uma rodada de conversas com dirigentes do Centrão.
NOVA ESTRATÉGIA – No novo modelo de articulação política planejado pelo presidente, as negociações do Planalto com o Congresso, a partir de agora, serão feitas com deputados e senadores.
Antes carimbados como “velha política”, líderes de legendas como PP, PR e PSD foram chamados para encontros reservados com Bolsonaro. Politicamente isolado, o presidente pediu ajuda a todos eles para a votação de projetos que possam amenizar a crise social e econômica provocada pela pandemia do coronavírus.
Na avaliação de Bolsonaro há uma “bomba-relógio” fiscal em curso, armada por Maia, com o objetivo de ferir de morte sua gestão.
TEORIA CONSPIRATÓRIA – “Parece que a intenção é me tirar do governo. Quero crer que eu esteja equivocado”, disse o presidente, na noite desta quinta-feira, em entrevista à CNN Brasil. “Qual o objetivo do senhor Rodrigo Maia? Ele quer atacar o governo federal, enfiar a faca. (…) Está conduzindo o País para o caos”, emendou.
Dois dias antes, Maia já havia reclamado dos “coices” dados pelo governo. Desta vez, porém, mudou o linguajar e falou em pedras. “Ele joga pedras e o Parlamento vai jogar flores”, afirmou o deputado.  
Apesar do discurso, o troco pode vir a cavalo. O governo teme, por exemplo, que a Medida Provisória instituindo o contrato verde e amarelo perca a validade.
DERROTA NO HORIZONTE – A MP flexibiliza o pagamento de direitos trabalhistas e contribuições sociais para facilitar a contratação de jovens e funcionários com mais de 55 anos. Foi aprovada pela Câmara, mas, se não for votada até segunda-feira, 20, ela caduca. Ao que tudo indica, há mais uma derrota no horizonte para o Planalto.
Bolsonaro está especialmente irritado com Maia porque, em videoconferências com banqueiros e investidores, o deputado tem alfinetado sua administração. O presidente da Câmara chegou a dizer, num desses encontros virtuais, que, se não fosse a crise do coronavírus, o Congresso já teria rompido com Bolsonaro.
A demissão de Mandetta azedou de vez um relacionamento que já era ruim. A exemplo de Maia e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), Mandetta é filiado ao DEM, partido que também integra o Centrão.
CRISE INSTITUCIONAL – Na prática, Bolsonaro aproveitou o bate-boca desta quinta para desviar o foco negativo da dispensa de Mandetta, o ministro que era mais popular do que o chefe. Ao anunciar a saída, o presidente foi, novamente, alvo de panelaços em várias capitais do País.
O confronto entre Bolsonaro e Maia, no entanto, vem de longe. Tanto que o presidente da Câmara nem fala mais com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sob a alegação de que não quer se aborrecer. A queda de braço ganhou contornos mais nítidos após a disputa pelo controle do Orçamento e chegou ao ápice recentemente, com a aprovação do programa de socorro a Estados e municípios.
REVÉS PARA O GOVERNO – O valor de R$ 89,6 bilhões que passou pelo crivo da Câmara é outro revés para o governo, que tenta mudar a proposta na votação no Senado, oferecendo uma transferência direta com valor fixo de R$ 40 bilhões. Guedes argumenta que “não se pode dar um cheque em branco a governadores de Estados mais ricos”, pois não é possível saber quanto tempo vai durar a pandemia.
Bolsonaro também usa essa justificativa para não ampliar os repasses a Estados que adotam medidas de isolamento social para enfrentar o coronavírus.
A avaliação ali é a de que, ao compensar por seis meses a perda na arrecadação de dois impostos (ICMS e ISS), o governo federal acabará bancando o prolongamento da quarentena em Estados administrados por adversários, como João Doria (São Paulo) e Wilson Witzel (Rio). Os dois são pré-candidatos à cadeira de Bolsonaro, em 2022.
SACRIFÍCIO DO POVO – “O que o povo tem a ver com a briga do presidente com o governador João Doria?”, provocou Maia, que é próximo do tucano. “Vamos deixar as brigas para o futuro”.
Maia tem dito que não fará qualquer movimento para conquistar novo mandato à frente da Câmara. Antes da pandemia, porém, Alcolumbre já havia consultado até mesmo juristas sobre o assunto.
A Constituição proíbe que presidentes da Câmara e do  Senado sejam reconduzidos ao posto na mesma legislatura. Para alterar esse quadro, o Congresso precisaria aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e, ainda, alterar o regimento das duas Casas.
EFEITO CORONAVIRUS – Diante da crise do coronavírus, no entanto, o Congresso pode adotar uma fórmula que permita a reeleição de Maia e Alcolumbre, para desespero dos bolsonaristas. Cresce, ainda, a possibilidade de adiamento das eleições municipais de outubro para dezembro.
Nas redes sociais, seguidores de Bolsonaro já comemoram com antecedência a saída de Maia e Alcolumbre de seus postos. No afã de ver a dupla pelas costas, eles erraram até mesmo a data do término da gestão no Congresso. Marcaram dezembro, quando, na realidade, é no fim de janeiro. De 2021.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Movido por teorias conspiratórias desde o início de sua gestão, incentivadas pelo guru terraplanista Olavo de Carvalho, o presidente Bolsonaro mostra que é um homem corajoso, ao demonstrar que realmente não tem medo do ridículo. E o país, desgovernado, passa a viver em permanente crise institucional, que não interessa a ninguém. (C.N.)

“Gabinete do ódio” fez dossiê contra Mandetta e descobriu um homem honrado


Sob ameaça, Mandetta é cobiçado por governadores
MAndetta, um homem honrado, foi aplaudido ao deixar o cargo
Deu no Correio Braziliense(Agência Estado)
Ainda no comando do Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta se tornou alvo do núcleo ideológico do governo. Um dossiê foi montado contra o então ministro sob a supervisão do “gabinete do ódio”, liderado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) que incentiva o presidente Jair Bolsonaro a adotar posições beligerantes nas redes.
A ideia era mostrar que Mandetta cometeu erros na condução do combate ao coronavírus, para que não saísse como “vítima” da crise. A estratégia foi desenhada para desgastar a imagem do agora ex-ministro desde que o confronto entre ele e Bolsonaro aumentou.
UM TIRO NO PÉ – Para a ala ideológica, a permanência do ministro após a série de atritos com o presidente foi um “tiro no pé”, que deve ser debitado na conta dos militares da Esplanada.
Os bolsonaristas compartilharam o dossiê acusando Mandetta de ser lobista de planos de saúde e de ter defendido “a destruição do SUS”, porque Mandetta foi dirigente de uma operadora de saúde entre 2001 e 2004 em Campo Grande (MS). Deixou o posto para assumir a Secretaria de Saúde daquela cidade. Permaneceu no cargo entre 2005 a 2010.
O mesmo documento afirma ainda que o município teve de devolver à União R$ 14,8 milhões. Mandetta sempre contestou a acusação e nem chegou a virar réu.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É triste ver o principal grupo de apoio ao presidente ser chamado de “gabinete do ódio”, liderado pelo filho Zero Dois, Carlos Bolsonaro, um dos maiores especialistas brasileiros em “teorias conspiratórias”. Desta vez, foram “fabricar” um dossiê contra o médico Luiz Henrique Mandetta, por não ter aceitado as ordens insanas e nada republicanas do presidente da República, e o esforço foi um tiro pela culatra. A investigação constatou uma honrada carreira de médico, que foi deputado federal por duas legislaturas e tinha desistido da política, recusando-se a ser novamente candidato em 2018.
A única suposta irregularidade encontrada foi uma denúncia “inventada” contra Mandetta há dez anos pelo “gabinete do ódio” de um político rival, no Mato Grosso Sul, mas era uma acusação tão furada que sequer foi aceita pela Justiça estadual.
Quanto a Carlos e Flávio Bolsonaro, os dois irmãos não podem dizer o mesmo, pois tudo fazem para evitar que a polícia investigue suas “rachadinhas”, seus funcionários fantasmas e seus milicianos. E toca o barco, como dizia nosso amigo Ricardo Boechat. (C.N.)

sexta-feira, abril 17, 2020

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