segunda-feira, setembro 16, 2019

Irã reage e nega envolvimento em ataques contra petrolífera saudita


por Folhapress
Irã reage e nega envolvimento em ataques contra petrolífera saudita
Foto: Reprodução / Globo News
O Irã rejeitou as acusações dos Estados Unidos de que estaria por trás dos ataques com drones a instalações petrolíferas na Arábia Saudita, que podem levar a uma redução de metade da produção diária de petróleo saudita. Apoiados pelo Irã e há cinco anos em confronto com a coalizão militar da Arábia Saudita, os rebeldes houthis xiitas do Iêmen assumiram a autoria dos ataques contra instalações da gigante estatal Aramco no sábado (14). Mas o governo americano argumenta que os ataques vieram do Irã e que mísseis de longo alcance podem ter sido usados.

No sábado, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou o Irã de envolvimento com o episódio. Segundo ele, não há qualquer prova de que "o ataque sem precedentes contra o fornecedor mundial de energia" tenha origem no Iêmen. Mesmo assim, Washington não descarta a possibilidade de um encontro entre o presidente Donald Trump e o líder iraniano, Hassan Rowhani.

Kellyanne Conway, conselheira da Casa Branca, afirmou que os ataques "não ajudavam" a perspectiva de uma reunião entre os dois chefes de Estado durante a Assembleia Geral da ONU, neste mês, mas deixou a possibilidade em aberto. "Vou deixar o presidente [Trump] anunciar um encontro ou não", Conway disse.

No Twitter, Trump afirmou que "há razões para acreditar que sabemos quem foi o culpado, e estamos preparados para reagir dependendo da confirmação, mas estamos esperando para ouvir do reino sobre quem eles acham que causou o ataque, e em que termos devemos proceder".

Maior exportador mundial de petróleo, a Arábia Saudita tenta restabelecer o nível normal de produção de petróleo bruto. A ofensiva provocou incêndios em Abqaiq, maior instalação de processamento de petróleo no mundo, e em Jurais. Os ataques causaram uma redução e 5,7 milhões de barris por dia na produção, ou seja, o equivalente a 6% do abastecimento mundial. Analistas acreditam que o barril do petróleo terá alta entre US$ 5 e US$ 10 na segunda-feira (16).

A Arábia Saudita comanda uma coalizão militar sunita que age no Iêmen contra os rebeldes houthis desde 2015. Os sauditas culpam os xiitas iranianos por ataques anteriores e acusam o Irã e armar os rebeldes iemenitas. Teerã nega a participação. O confito do Iêmen já levou a mais de 7 mil mortes, muitas causadas por ataques aéreos sauditas.

Neste domingo (15), os governos do Irã e do Iraque rejeitaram as acusações de que estariam envolvidos com o ataque. "Em vez de culparem a si mesmos --e admitirem que sua presença na região está criando problemas--, os americanos culpam os países da região ou o povo do Iêmen", criticou o presidente iraniano, Hassan Rowhani.

O chanceler iraniano, Javad Zarif, afirmou no Twitter: "Já que a campanha de pressão máxima fracassou, o secretário Pompeo está recorrendo à mentira máxima." O porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Abbas Musavi, disse que as acusações têm o objetivo "de prejudicar a reputação de um país para criar um marco para futuras ações contra o Irã".

Em entrevista neste domingo (15), uma autoridade americana mostrou imagens de satélites com 19 pontos de impacto dos drones e disse que a amplitude e a precisão do ataque demonstram que ele não foi lançado do Iêmen. Já Amirali Hajizadeh, comandante do braço aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã, alertou para o risco de um conflito armado. "O Irã está preparado para uma guerra total", mas "nem nós nem os americanos queremos a guerra."

Bahia Notícias

Coronel revela sugestão de Otto Alencar para filho e abre portas do PSD para Pinheiro


por Rodrigo Daniel Silva
Coronel revela sugestão de Otto Alencar para filho e abre portas do PSD para Pinheiro
Foto: Bahia Notícias
O senador Ângelo Coronel revelou, nesta segunda-feira (16), que Otto Alencar sugeriu ao seu filho, o deputado estadual Diego Coronel, transferir o titulo de eleitor de Coração de Maria para Salvador a fim de ser um nome para disputar a prefeitura de Salvador no próximo ano. Em entrevista ao Bahia Notícias, Coronel ainda abriu as portas do PSD para o secretário estadual de Planejamento (Seplan), Walter Pinheiro (sem partido).

"Ele [Otto Alencar] convidou Diego para transferir o titulo para se tornar apto. Mas não existe nada definido ainda. O jogo ainda não está sendo jogado", declarou o senador Angelo Coronel.

Sobre Pinheiro, o senador afirmou que "não se pode esquecer de um grande player". "É um excelente quadro da política, que já disputou a eleição para prefeito e teve uma boa performance. Não se pode excluir uma pessoa que tem suas qualidades. Ele está sem partido. O político que fica sem partido está no freezer abaixo de zero grau. E o nosso partido é um partido agregador. É um partido que gosta de dar calor as pessoas que estão frios", afirmou.

O senador minimizou as críticas que Pinheiro sofre por ter um desempenho questionável como titular da Secretaria de Educação. "Essas críticas de que fez uma gestão apagada ou não depende da visão de quem olha", atenuou. 

Coronel falou ainda sobre as ameaças de morte que têm recebido após virar presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CMPI) sobre Fake News. "A polícia está investigando e já descobriram os alvos", pontuou. 

Bahia Notícias

Não é homônimo: o suspeito de fraude é mesmo Hélio Negão, amigo de Bolsonaro


REVISTAFORUM.COM.BR
Fontes da PF dizem que o nome de Negão foi colocado indevidamente para comprometer o superintendente da PF no Rio de Janeiro. Não é verdade. É o próprio Hélio Negão

Jornalista descobre condomínio que liga o escândalo no Paraguai a Bolsonaro


URBSMAGNA.COM
O jornalista Pedro Zambara, do Diário do Centro do Mundo, encontrou o condomínio que liga Bolsonaro e o PSL diretamente ao escândalo do Itaipugate que ameaça derrubar o presidente do Paraguai

Será que estamos nos transformando em idiotas ou realmente os somos?

Duke
Foro Divulgação

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Saudades dos tempos em que o Brasil tinha um chanceler como Rio Branco


Resultado de imagem para barão do rio brancoCarlos MarchiFacebook
O Brasil deve a José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, boa parte de suas fronteiras atuais. Em 1895, assegurou boa parte de Santa Catarina e Paraná, na “Questão de Palmas”, litígio com a Argentina arbitrado pelo presidente dos EUA, Grover Cleveland.
Em 1900, por arbitragem do governo suíço, a fronteira com a Guiana Francesa foi fixada no rio Oiapoque e o Brasil ganhou boa parte do que hoje é o Amapá. Ganhou no argumento. Não xingou o então presidente Émile Loubet nem desrespeitou sua mulher.
CHANCELER – Tornou-se chanceler brasileiro em 1902 e passou a simbolizar a referência da diplomacia brasileira. Como chanceler, resolveu com a Bolívia o litígio do Acre, nascido quando a Bolívia quis arrendar um grande território a um consórcio anglo-americano. A terra não era reclamada pelo Brasil, mas era ocupada por brasileiros, liderados por Plácido de Castro.
Rio Branco convenceu o governo boliviano a assinar o “Tratado de Petrópolis”. O Acre passou a ser brasileiro mediante uma compensação econômica.
A consolidação da posse do Acre deu-se em 1909, quando Rio Branco convenceu o governo do Peru a aceitar o acordo com a Bolívia.
SEM ARMAS – Você me pergunta se a figura notável de Rio Branco usava uma pistola na cintura. Respondo que não, ele nunca pegou numa arma – e nunca o Brasil ganhou tanto na diplomacia.
A boa diplomacia é que a dispensa as armas. A que ganha no argumento, na palavra dita ou escrita, no convencimento.
O caso de Eduardo Bolsonaro fez minha amiga Denise Marino lembrar que o primeiro embaixador do Brasil nos Estados Unidos (com esse título) foi o dândi abolicionista e mulherengo Joaquim Nabuco. “Embora servindo à República, era monarquista e contava em sua obra (Minha Formação) que a elite norte americana (absolutamente republicana) elogiara D.Pedro II afirmando que seu governo era muitas vezes superior a qualquer das repúblicas latino-americanas”, assinala Denise.

Piada do Ano! Gilmar, que não erra, pede que Lava Jato assuma erros e saia de cena


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Charge do Cláudio Aleixo (Arquivo Google)
Thais Arbex e Tales FariaFolha e UOL
Prestes a liberar para julgamento o pedido de suspeição do ex-juiz Sergio Moro, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que a corte não pode se curvar à popularidade do hoje ministro da Justiça para tomar suas decisões. “Se um tribunal passar a considerar esse fator, ele que tem que fechar”, disse o magistrado em entrevista à Folha e ao UOL.
Gilmar Mendes foi o primeiro convidado de um programa de entrevistas de Folha e UOL que estreia neste domingo (15). O programa faz parte da inauguração de um estúdio compartilhado pelas duas Redações em Brasília.
PROMISCUIDADE – Crítico ferrenho da Lava Jato, o ministro afirmou que as mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil e por outros órgãos de imprensa, como a Folha, mostram um “jogo de promiscuidade”.
“O conúbio entre juiz, promotor, delegado, gente de Receita Federal é conúbio espúrio. Isso não se enquadra no nosso modelo de Estado de Direito.”
Sem citar o nome de Moro nem do coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, Gilmar disse que o Brasil precisa “encerrar o ciclo dos falsos heróis” e defendeu que a cúpula da força-tarefa assuma que cometeu erros e saia de cena. “Simplesmente dizer: nós erramos, fomos de fato crápulas, cometemos crimes. Queríamos combater o crime, mas cometemos erros crassos, graves, violamos o Estado de Direito.”
POPULARIDADE DE MORO – “Se um tribunal passar a considerar esse fator, ele que tem que fechar, porque ele perde o seu grau de legitimidade. A população aplaude linchamento. E a nossa missão, qual é? É dizer que o linchamento é legal porque a população aplaude? A volúpia, a irracionalidade leva a desastres.”
“No caso do juiz, isso é mais grave porque ele tem que aplicar a lei. Do contrário, a nossa missão falece. Se é para sermos assim legitimados, entregamos, na verdade, a função ao Ibope”.
MORO E DELTAN DALLAGNOL – “As pessoas percebem que esse promotor não está atuando de maneira devida. Esse juiz não está atuando de maneira devida. Se nós viermos a anular ou não esses julgamentos, o juízo que está se formando é o de que não é assim que a Justiça deve funcionar. Que isso é errado, que essas pessoas estavam usando as funções para outra coisa. Isso ficou cada vez mais evidente”.
“O processo penal, em geral, não envolve Madre Teresa de Calcutá. Envolve pessoas que podem ter cometido crimes. Ainda assim, elas têm direitos e esses direitos precisam ser respeitados”.
SUPREMO SOB ATAQUE –“O país entrou, de uns tempos para cá, isso não é de agora, num processo de acendrada polarização, no final do primeiro governo Dilma [Rousseff] e no início do segundo governo Dilma”.
“O tribunal, em geral, ficou isolado. A mídia fez esse tipo de eco. O Supremo foi muito vilipendiado nesse contexto, embora o tribunal tivesse um ativo consigo. Foi o tribunal que condenou os mensaleiros, foi o tribunal que levou a cabo sem produzir diatribes processuais, sem produzir violações. Só mandou prender depois do trânsito em julgado”.
AMEAÇAS À DEMOCRACIA – “Considerando os nossos antecedentes históricos, devemos sempre ter cuidado. Comemoramos no ano passado 30 anos de normalidade institucional, 30 anos de democracia sob a Constituição de 1988, e acho que devemos prosseguir nesse trabalho de construção e reconstrução institucional”.
“Temos que fortalecer a democracia. E devemos, de fato, criticar fortemente aqueles que, de alguma forma, por discurso, por prática, a ameaçam. Devemos estar atentos e, a cada sinal, especialmente partindo de pessoas com responsabilidade institucional, devemos criticar ou mesmo reprimir. Clamar pela restauração do regime militar é um crime contra a democracia, contra a segurança nacional”.
LAVA JATO X DEMOCRACIA – “Quando alguma autoridade se investe de um poder incontrastável ou soberano, ela de fato ameaça a democracia. Quando se diz que não se pode contrariar a Lava Jato, que não se pode contrariar o espírito da Lava Jato —e muitos de vocês na mídia dão um eco a isso—, nós estamos dizendo que há um poder soberano. Onde? Em Curitiba.”
“Que poder incontrastável é esse? Aprendemos, vendo esse submundo, o que eles faziam: delações submetidas a contingência, ironizavam as pessoas, perseguiram os familiares para obter o resultado em relação ao investigado. Tudo isso que nada tem a ver com o Estado de Direito”.
FECHARIAM O CONGRESSO – “Vamos imaginar que essa gente estivesse no Executivo. O que eles fariam? Certamente fechariam o Congresso, fechariam o Supremo. Esse fenômeno de violação institucional não teria ocorrido de forma sistêmica não fosse o apoio da mídia. Portanto, são coautores dos malfeitos”.
“Por sorte e a despeito de vir de uma fonte ilegal, houve essa revelação. E parece que os colegas hoje percebem a gravidade, que na verdade se estava gerando o ovo da serpente. Pessoas inexperientes que se deslumbraram, sem controle, porque não havia controle sequer dos órgãos correcionais. Eles começaram a delirar no sentido literal do termo”.
USO DE PROVAS ILÍCITAS – “A gente já tem precedentes, talvez tópicos aqui e acolá, [sobre] o uso da prova ilícita em benefício do réu. Quando você, por exemplo, tem uma informação que isenta alguém de responsabilidade por um homicídio, ainda que tenha sido obtido ilicitamente, deve ser de alguma forma reconhecida”.
“Esse é um debate que certamente vamos ter na turma, se chegarmos a esse ponto da questão, sobre o uso das informações vindas do The Intercept”. Mas aí uma curiosidade e uma observação: quem defendia o uso de prova ilícita até ontem eram os lavajatistas. Nas dez medidas [de combate à corrupção], estava lá que a prova ilícita de boa-fé deveria ser utilizada.
AUGUSTO ARAS E LISTA TRÍPLICE – “É uma pessoa experiente. A lista [tríplice, da associação nacional dos procuradores] é uma coisa inventada. Ela não tem base jurídica e não tem nada de democrática. Na verdade aquilo é um partido de sindicatos”.
“Um dos grandes erros institucionais do PT foi o de assegurar que nomearia o primeiro da lista, porque isso significava que o presidente se demitia do poder de nomear e de estabelecer qualquer critério. E quem seria o primeiro da lista? O presidente da associação, o dono da associação, o dono do sindicato. É importante a mudança e que o presidente tenha escolhido de forma livre”.
EVANGÉLICO NO SUPREMO – “Primeiro precisa saber ler a Constituição. É fundamental que tenha a reputação ilibada e notável saber jurídico. O critério religioso não faz parte do texto constitucional. As pessoas podem ter as mais diversas convicções. Poderá vir um ministro evangélico que seja um notável juiz, mas não deve ser escolhido por isso. Deve ser escolhido por saber aplicar bem a Constituição”.
“Moro no Supremo? Isso terá que ser considerado no seu tempo. Começamos com o Moro quase como primeiro-ministro, agora já não se sabe mais nem se ele será ministro amanhã, se continua [no governo] ou em que condições continua”.
“Em suma, esse processo é muito dinâmico, e a política é um pouco assim. Nós estamos vivendo tempos de vertigem, de mudanças. Precisamos esperar, mas certamente não será uma indicação muito simples. O Senado terá algo a dizer sobre qualquer nome que vier a ser colocado”.
CPI DA LAVA TOGA – “É notório que uma CPI para investigar o Supremo ou um dado ministro, pela própria jurisprudência da Casa, é flagrantemente inconstitucional. Acho que os próprios signatários, os principais líderes, sabem disso”.
“Se essa CPI fosse instalada, produziria nenhum resultado. Certamente, o próprio Supremo mandaria trancá-la. A independência dos Poderes não permite esse tipo de investigação, está dentro das cláusulas pétreas. Mas, se ela não fosse trancada, também não produziria resultado. É mais uma mensagem desse populismo aí”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É o tipo de “Entrevista-Vôlei”. Os jornalistas levantam a bola para o entrevistado “dar cortadas sem bloqueio” e depois “nadar de braçada”. O entrevistado passa a ser o dono da verdade. Exemplo: na matriz USA, a prova ilícita de boa fé é válida, mas aqui na filial Brazil não pode… Desse jeito, a matéria ganha automaticamente inscrição na Piada do Ano, denegrindo o jornalismo da Folha/UOL.  Mas quem se interessa? (C.N.)

Caso Coaf: controle de dados serve para defesa de aliados e ataque aos adversários

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Charge do Son Salvador (Arquivo Google)
Eliane CantanhêdeEstadão
O mais novo temor em Brasília é que a Lava Jato original possa ser trocada por uma Lava Jato particular, em que os dados não seriam mais compartilhados por uma força-tarefa de juízes, procuradores, auditores e delegados para o combate à corrupção, mas, sim, centralizados num único gabinete: o do presidente da República.
Quando se questiona essa investida simultânea na PF, no antigo Coaf e na Receita, suspeita-se que tudo isso é para a proteção de filhos, parentes, amigos e poderosos dos três Poderes. Que tal olhar para o outro lado da moeda? E se, em vez de ser exclusivamente de defesa, uma intervenção nas instituições de investigação servir também para o ataque?
PODER ABSOLUTO – Em tese, já imaginaram o que pode representar a PF nas mãos de um filho do presidente, eventualmente escrivão de polícia; um secretário da Receita Federal disposto a mudar tudo e a centralizar os dados e investigações para dividi-las com o poder; um chefão do Coaf que admita compartilhar informações sobre movimentações financeiras com o Planalto?
Significa que, sempre em tese, uma única pessoa, o presidente da República – atual ou futuro – teria a sua disposição um mapeamento detalhado da vida pessoal, da folha policial e dos dados fiscais e bancários de todos os seus desafetos de qualquer área. Além de defender o amigo X, ele poderia facilmente atacar o adversário Y.
Mesmo antes de centralizar as escolhas do novo procurador-geral da República e o comando da PF, Receita e Coaf, o presidente Jair Bolsonaro já usou publicamente, e com seu próprio viés, informações conhecidas contra, por exemplo, Luciano Huck, João Dória, jornalistas. E se tiver acesso a dados de ministros de tribunais, deputados, senadores, governadores, funcionários, cidadãos e cidadãs? Além de divulgar, ficaria tentado a usar esse arsenal para amedrontar quem ousar confrontá-lo ou meramente questioná-lo?
Especialista – É interessante a aproximação de Bolsonaro, seus filhos, seu chanceler e outros ministros com o autoproclamado guru da direita internacional, Steve Bannon, que foi estrategista da campanha presidencial de Donald Trump e depois demitido por ele da Casa Branca. Entre outras coisas, Bannon é especialista em coleta, análise e uso político de dados de cidadãos.
Aliás, quem gosta de ficção vai ficar fascinado pelo documentário “The Great Hack” (“Nada é Privado: o escândalo da Cambridge Analytica”), que confirma o quanto a realidade anda superando a imaginação e as construções mais mirabolantes dos ficcionistas. O 007 é pré-histórico, quer dizer, pré-internet.
ARMADILHAS – Em resumo, para não dar “spoiler”, ali é contada como foi construída a vitória de Trump, ou melhor, a derrota de Hillary Clinton nos EUA, e como o Reino Unido conseguiu cair na armadilha do Brexit. Primeiros-ministros vêm e vão, sem recuos e sem avanços – sem saída. E como se chegou a isso?
Com o uso dos dados e mentes das pessoas, identificando e focando nas menos convictas – logo, mais suscetíveis a propagandas maciças e às demoníacas fake news. Por trás de tudo, a onda mundial da extrema direita. Detalhe: Bolsonaro aparece ligeiramente no filme.
APARELHAMENTO – Na era PT, ficamos roucos de denunciar o aparelhamento de órgãos e estatais em favor de um partido, um grupo político e, finalmente, um esquema sistêmico de corrupção. Neste primeiro ano de Bolsonaro, surgem dúvidas sobre o aparelhamento, se não é mais por um partido, mas por um projeto de poder com conexões internacionais e centralizado num presidente que, vira e mexe, dá uma cutucada na democracia.
Com instituições e dados centralizados, sob o risco de uso na defesa de aliados e no ataque de adversários, ou de meros críticos, pode-se criar a mais destrutiva arma política: o medo. É só suposição, mas não é pura ficção.

Procurador do ‘miserê’ já é alvo de 22 representações na Ouvidoria do MP


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Charge do Mor (Notícias UOL)
Isabella SoutoEstadão
O procurador de Justiça Leonardo Azeredo dos Santos – famoso por classificar o salário da categoria de “miserê” – já é alvo de 22 representações na Ouvidoria do Ministério Público. As manifestações serão avaliadas e, caso sejam relacionadas à conduta e trabalho do procurador, serão encaminhadas à Corregedoria Geral do Ministério Público, que é o órgão encarregado de apurar eventuais ou possíveis ilegalidades ou desvios de conduta por parte dos membros do MP.
Caso seja aberto algum procedimento, será acompanhado também pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
LICENCIOU-SE – Desde que as declarações feitas pelo procurador durante reunião da câmara de procuradores de Justiça, no último dia 12 de agosto, foram divulgadas, o procurador não foi visto na sede do Ministério Público. Ele está de licença médica desde a quarta-feira (11/9).
Nesta quinta-feira (13/9), o órgão não informou quando se encerra o afastamento do procurador por se tratar de “informações de caráter particular”. Durante a reunião em que reclamou do salário e de ter que reduzir o “estilo de vida”, o procurador afirmou fazer uso de remédios controlados e antidepressivos para “aguentar a situação atual”.
A reclamação de Leonardo Azeredo foi feita durante sessão para discutir o orçamento do MP para 2020. Isso porque os procuradores foram informados que a categoria poderia ficar sem reajuste no vencimento no ano que vem, caso a Assembleia Legislativa aprove os projetos de lei que tratam do ajuste fiscal em Minas Gerais.
ARROCHO SALARIAL – Entre as propostas, está a venda de estatais e o congelamento de salário de servidores de todos os poderes. Na reunião, o procurador-geral de Justiça, Antonio Sérgio Tonet, chegou a dizer que poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir um aumento no contracheque da categoria.
Embora o procurador tenha reclamado que os R$ 24 mil são insuficientes para bancar seus gastos, levantamento realizado pelo Estado de Minas mostrou que ele ganha um valor bem superior.
O procurador custou ao contribuinte mineiro pelo menos R$ 4 milhões nos últimos cinco anos com o salário, indenizações e “remunerações retroativas ou temporárias”, segundo o portal da transparência do Ministério Público.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O procurador não tem o menor problema para tirar licença médica. Consegue atestado por telefone, consegue atestado por telefone, porque todo médico já sabe que se trata de um débil mental. 
(C.N.)

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