terça-feira, junho 18, 2019

Lista para a escolha do Procurador-Geral da República será conhecida hoje


Bolsonaro faz mistério sobre a escolha do novo procurador-geral
José Carlos Werneck
No dia em que devem ser conhecidos os três nomes mais votados pela categoria para a Procuradoria- Geral da República, o presidente Jair Bolsonaro disse, na manhã desta terça-feira, que não sabe se a sua indicação sairá da lista tríplice.
Indagado se atual Procuradora-Geral, Raquel Dodge, pode ser reconduzida ao cargo, afirmou que pode escolher “todo mundo”, de dentro ou de fora da lista, e que agirá de acordo com o que determina a Constituição Federal.
AINDA NÃO VIU – “Ah, não sei, eu não vi a lista tríplice ainda”, afirmou ao ser perguntado sobre a lista feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República na qual aparecem os mais votados pelos membros do MPF. A afirmação foi feita depois que ele participou, com seus ministros, de uma cerimônia de hasteamento da bandeira ,no Palácio do Planalto.
“Todo mundo, todos que estão dentro, fora da lista, tudo é possível. Vou seguir a Constituição”, disse, depois de ouvir a pergunta sobre o nome da atual Procuradora-Geral Raquel Dodge, que concorre por fora e manifestou desejo de ser reconduzida ao cargo.
Ela fez gestões junto à Presidência da República, antes da formação da lista tríplice, além de contatos com os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e falou diretamente com Bolsonaro e com os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB) e de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).
NO PLANALTO – Na segunda-feira, Raquel Dodge esteve no Palácio do Planalto para participar da cerimônia pública de assinatura da medida provisória que dá agilidade à venda de bens apreendidos junto aos traficantes de drogas, quando ganhou um afago de Bolsonaro e sentou-se ao lado do ministro da Justiça, Sergio Moro, que vem enfrentando uma inusitada “crise” motivada pela divulgação de mensagens trocadas entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava-Jato em Curitiba, publicadas pelo site “The Intercept”, mostrando uma suposta interferência de Sergio Moro nos atos do MPF.
Antes mesmo da formação da lista tríplice, prevista para ser divulgada na noite de hoje, procuradores que desejam o cargo, já fizeram gestões junto ao Palácio do Planalto, numa esperança de convencer o presidente da República e serem indicados para a PGR.
Bolsonaro, até agora, não firmou qualquer compromisso com nenhum candidato da lista escolhida pela categoria, o que provocou uma ferrenha e nunca vista disputa pelo cargo. O subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Jorge Antônio de Oliveira, por ser muito próximo da família Bolsonaro, passou a ser considerado um nome importantíssimo e decisivo no processo de escolha do novo Procurador-Geral da República.

Câmara de Foz do Iguaçu aprova projeto que multa quem jogar lixo na rua


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G1.GLOBO.COM
Iniciativa da vereadora Inês Weizemann (PSD) foi aprovada por unanimidade nesta terça-feira (18); multa a ser aplicada é de cerca de R$ 40.

Maquiavel Lava Jato x Maquiavel Intercept, por Fábio de Oliveira Ribeiro

A reputação que Sérgio Moro e Deltan Dellagnol desfrutaram desde o início da Lava Jato – e inclusive quando eles começaram a cometer abusos – não foi útil ou benéfica à liberdade.




Maquiavel Lava Jato x Maquiavel Intercept, por Fábio de Oliveira Ribeiro

A cada chat de Sérgio Moro e Deltan Dellagnol liberado pelo The Intercept fica mais evidente a crença deles de que, exceto eles mesmos, “…os homens são ingratos, volúveis, simulados e dissimulados, fogem dos perigos, são ávidos de ganhar…” (Maquiavel, O Príncipe, Martins Fontes, São Paulo, 2004, p. 80).
No caso de Lula, os procuradores e juízes da #VazaJato (TRF-4 e STJ incluídos) usaram esse texto de Maquiavel como se ele tivesse mais valor jurídico do que o princípio da presunção de inocência que está expresso na CF/88 (art. 5º, LVII). Ao que parece eles ignoram um outro texto do diplomata florentino.
“Os que, por deliberação errônea ou por inclinação natural, se afastam dos tempos em que vivem, são geralmente infelizes, e condenados ao insucesso em seus empreendimentos: o êxito coroa aqueles que se ajustam ao seu tempo.” (Comentários sobre a Primeira Década de Tito Lívio, Maquiavel, editora UNB, 3ª edição, Brasília, 1994, p. 332)
Na era da internet não existem segredos que não possam ser revelados. Greenwald não é o responsável pela degradação da Justiça brasileira. Foram os próprios juízes e desembargadores que agiram como se fossem ingratos, volúveis, dissimulados, medrosos e ávidos de lucro.
Enredados nas próprias ilegalidades que cometeram, os heróis lavajateiros se desesperam.
Sérgio Moro se apega ao cargo como se o Ministério da Justiça fosse sua última tábua de salvação. Quando não reclama do jornalista do The Intercept – como se ele mesmo tivesse o poder de editar o material que está sendo divulgado – o Ministro da Justiça ameaça transformar a PF numa milícia a serviço dos seus interesses pessoais para perseguir um inimigo. Ele se tornou incapaz de perceber a ironia. Se fizer com Greenwald o que fez com Lula, Moro apenas confirmará a tese de que é incapaz de conceber um Estado que atue de maneira impessoal.
Chamado de “bobinho” pelo Ministro Gilmar Mendes, Deltan Dellagnol decidiu não entregar o celular à PF. Uma coisa somos obrigados a admitir. O paladino evangélico da Lava Jato é coerente. Dellagnol não fez prova do crime que imputou a Lula e não pretende fazer prova contra si mesmo do crime que pode ter cometido.
Gabriela Hardt afirmou que vai processar quem divulgar conversas dela. Ela não aprendeu que os membros do Judiciário não têm poder para revogar a liberdade de imprensa prescrita na Constituição Federal? É evidente que Gabriela Hardt deve ter conversado com Sérgio Moro. A sentença dela no caso do Sítio de Atibaia foi considerada uma cópia mal feita da decisão proferida por Moro no caso do Triplex. Ambas provavelmente serão anuladas pelo mesmo motivo.
Acusada de fazer parte da conspiração, a Rede Globo tenta construir uma versão que inocente a empresa e melhore a imagem de Sérgio Moro e Deltan Dellagnol. Entretanto, a tese do hacker criminoso que forneceu provas ilícitas que merecem ser descartadas não se sustenta. Além disso, se os telefones utilizados para a troca de mensagens são funcionais as comunicações entre o procurador e o juiz sobre um processo público não podem ser consideradas privadas.
O STF considera válidas quaisquer provas que corroborem a inocência de um acusado. A ilicitude da prova em relação aos heróis lavajateiros não deve prejudicar a anulação do processo de Lula. Além disso, tudo aquilo que o The Intercept recebeu está também nos telefones de Deltan Dellagno, Sérgio Moro e, eventualmente, de Gabriela Hardt. Eles não querem abrir mão do sigilo telefônico porque tem algo a esconder?
Maquiavel não foi um teórico do Direito, nem da Justiça. Mas ele teve o bom senso de reconhecer que “…uma das instituições mais importantes do Estado deve ser a que impede que os cidadãos possam fazer o mal à sobra do bem; e que só tenham a reputação que possa ser útil e benéfica à liberdade.”(Comentários sobre a Primeira Década de Tito Lívio, Maquiavel, editora UNB, 3ª edição, Brasília, 1994, p. 148).
A reputação que Sérgio Moro e Deltan Dellagnol desfrutaram desde o início da Lava Jato – e inclusive quando eles começaram a cometer abusos – não foi útil ou benéfica à liberdade. Muito pelo contrário. Seguros de si, eles passaram a cometer ilegalidades, a fazer o mal, à sombra de duas instituições que são voltadas para o bem público (o MPF e o Judiciário). Que isso sirva de lição tanto aos órgãos do Estado quanto à chamada imprensa livre que conspira agora para silenciar o jornalista que está relevando toda a verdade.

RSF repudia ataques contra os jornalistas do The Intercept Brasil

As reportagens do The Intercept Brasil sobre a operação Lava Jato desencadearam uma enxurrada de ataques contra o jornalista norte americano Glenn Greenwald, editor chefe da agência de notícias, assim como contra sua família e colegas de trabalho. A Repórteres sem Fronteiras (RSF) denuncia um ambiente hostil ao jornalismo e pede às autoridades que garantam o sigilo da fonte e investiguem a origem das ameaças contra o The Intercept Brasil e seus representantes.
Os ataques começaram assim que o The Intercept Brasil publicou a primeira parte de uma série de reportagens que expõe graves irregularidades ocorridas durante a operação Lava Jato, investigação que revelou um dos maiores escândalos de corrupção na história do país, no último domingo 9 de junho de 2019. O primeiro alvo dos ataques foi o co-fundador e editor chefe do The Intercept BrasilGlenn Greenwald. Em seguida, sua família e a redação como um todo. No dia 11 de junho, o deputado federal David Miranda, marido de Glenn Greenwald, denunciou publicamente algumas das mensagens sórdidas e ameaças de morte que recebeu após as revelações do The Intercept Brasil, dentre as quais um pedido de resgate no valor de 10 mil U$ em bitcoins em troca da segurança dos filhos do casal.
Nas redes sociais, insultos, mensagens caluniosas e ameaças de morteespalharam-se como rastilho de pólvora, alimentadas por informações e notícias falsas com o objetivo de descredibilizar o trabalho da equipe do The Intercept Brasil e o jornalista Glenn Greenwald, vencedor do prêmio Pulitzer em 2014, residente no Brasil. No Twitter, a hashtag DeportaGreenwald pedindo a expulsão do jornalista alcançou os trending topics no país. Uma petição online no mesmo sentido foi criada no site Change.org, que teve quase 90 mil assinaturas antes de ser retirada do ar.
As primeiras reações por parte de integrantes do governo, de alguns meios de comunicação e de personalidades diretamente apontadas nas revelações, em particular o atual ministro da justiça Sérgio Moro, se concentraram em atacar a origem do vazamento e o caráter ilegal das interceptações de mensagens privadas de Telegram, gravações em áudio, vídeos, fotos, documentos judiciais e outros itens enviados ao The Intercept Brasil por uma fonte anônima.
As autoridades brasileiras devem respeitar o direito ao sigilo da fonte, garantido pela Constituição Federal, assim como assegurar a proteção dos jornalistas do The Intercept Brasil e investigar as graves ameaças recebidas por Glenn Greenwald e sua família”, declarou Emmanuel Colombie, diretor regional da RSF para a América Latina. “Ataques contra a credibilidade de meios de comunicação que revelam informações de interesse público, comprometedoras para o governo, são infelizmente frequentes no Brasil; têm por objetivo claramente desviar a atenção do público sobre o conteúdo das revelações. Nesse episódio inédito, são ainda mais graves pois estão acompanhados de ameaças contra a integridade física do jornalistas e por uma enxurrada de insultos de caráter homofóbico e xenófobo desprezíveis”. 
No Brasil, a proliferação de estratégias de desinformação e o discurso público cada vez mais orientado pela crítica à imprensa estão alavancando o sentimento de desconfiança para com o jornalismo. Uma desconfiança que tem se materializado frequentemente em discurso de ódio, campanhas de difamação, linchamentos virtuaisprocessos judiciais abusivos e acaba estimulando a autocensura. Os profissionais de imprensa no Brasil estão, de maneira geral e em particular com a chegada ao poder do presidente Bolsonaro, confrontados a um ambiente cada vez mais hostil ao livre exercício do jornalismo. 
As reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil revelam uma colaboração proibida do ex-juiz e atual ministro da justiça, Sérgio Moro, com o procurador Deltan Dallagnol e a força-tarefa da operação Lava Jato durante a investigação.
O Brasil ocupa o 105° lugar entre 180 países, após ter caído 3 posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2019, estabelecido pela RSF.

Para sair da recessão, basta parar de remunerar diariamente a sobra de caixa dos bancos


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Fattorelli denuncia o esquema do BC que beneficia os bancos
Maria Lucia FattorelliAuditoria Cidadã da Dívida
As taxas de juros de mercado que os bancos cobram das indústrias, dos estabelecimentos comerciais e das pessoas físicas que precisam de crédito no Brasil são as mais elevadas do Planeta e atingem níveis inacreditáveis! Esses juros elevadíssimos impedem o financiamento de investimentos geradores de emprego e renda, inibem o empreendedorismo no país e até provocam a quebra de muitas indústrias que necessitam capital de giro para financiar a sua produção, aumentando ainda mais o grave quadro de desemprego existente no país.
São poucas as empresas e pessoas dispostas a pagar as escorchantes taxas de juros que os bancos cobram no Brasil. Dessa forma, uma montanha de dinheiro deixade ser emprestada e sobra no caixa dos bancos ao final de cada dia: atualmente, cerca de R$ 1,2 trilhão, ou seja, quase 20% do PIB!
SEM PREJUÍZOS – Alguém poderia deduzir que deixar de emprestar essa montanha de dinheiro provocaria grandes prejuízos aos bancos, que tenderiam então a reduzir as taxas de juros cobradas da população, para não ficar com todo esse dinheiro parado em caixa, certo?
Errado! O Banco Central não deixa isso acontecer! O Banco Central aceita toda essa sobra de caixa dos bancos e, em troca, entrega a eles títulos da dívida pública. Na medida em que os bancos detêm os títulos, eles passam a ter o direito de receber remuneração por isso. Essa montanha de recursos equivalente a quase 20% do PIB fica esterilizada no Banco Central, amarra a economia do país, gera “dívida pública” sem contrapartida alguma, e, ainda por cima, gera despesa diária com a sua remuneração aos bancos!
GRANDES NÚMEROS – Esse tipo de operação vem superando a marca de R$ 1 trilhão desde 2016, e nos últimos 4 anos custou quase R$ 500 bilhões aos cofres públicos. Conforme balanços publicados pelo Banco Central, de 2014 a 2017, essa remuneração da sobra de caixa dos bancos consumiu R$ 449 bilhões.
Assim, além de instituir cenário de profunda escassez de recursos financeiros, acirrando a elevação das taxas de juros de mercado para patamares indecentes, impedindo o financiamento de atividades produtivas geradoras de emprego e renda, essa operação tem custado muito caro para a sociedade brasileira.
O mais grave é que não existe fundamento legal para esse tipo de operação. O Banco Central tem utilizado indevidamente a rubrica “Operações Compromissadas”, que foi criada para controlar o volume de moeda em circulação e, teoricamente, a inflação.
INFLAÇÃO BAIXA – Em 2017, por exemplo, a inflação caiu para perto de zero e o IGP-M calculado pela FGV foi negativo, ou seja, não se justificaria esterilizar, de forma tão onerosa, essa montanha de recursos “para controlar a inflação”. No entanto, o volume dessas operações aumentou em 2017, atingindo o patamar mais elevado da série em outubro: R$ 1,23 trilhão, o que desmascara completamente o argumento de utilização das Operações Compromissadas para controle inflacionário.
Diante dessa flagrante ilegalidade, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, enviou ao Congresso Nacional o projeto de lei – PL 9.248/2017 na Câmara dos Deputados – que visa legalizar essa remuneração da sobra de caixa dos bancos por meio da criação de “Depósito Voluntário Remunerado”, de tal forma que os bancos irão depositar sua sobra no Banco Central e este continuará remunerando diariamente.
VISIBILIDADE – É importante dar ampla visibilidade para esse projeto de lei, justamente no momento em que enfrentamos crise financeira brutal, contrarreformas que retiram direitos sociais, propostas de privatizações que alcançam o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Petrobras, a Eletrobras, entre outras estatais, além de completa ausência de recursos que compromete o funcionamento de universidades, institutos federais, hospitais e o atendimento a investimentos públicos em áreas relevantes e demais necessidades fundamentais do povo brasileiro.
Nessas circunstâncias, qual é a justificativa para a utilização de recursos públicos para remunerar diariamente a sobra de caixa dos bancos? Temos dinheiro sobrando para isso?…
Além de estar prevista no projeto, a criação de “Depósito Voluntário Remunerado” está também sendo embutida no projeto de “Autonomia do Banco Central”, que o atual presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (alvo de pelo menos 3 investigações de corrupção) anunciou que seria levado diretamente ao Plenário, sem passar pelas comissões temáticas da Câmara.
VALOR DAS ESTATAIS – O economista Paulo Guedes divulgou publicamente o valor de mercado de estatais vitais para a economia do país, totalizando R$ 437,4 bilhões. Esse valor de R$ 437,4 bilhões é inferior ao valor gasto nos últimos 4 anos só para remunerar a sobra de caixa dos bancos, que totalizou R$ 449 bilhões!
Se não enfrentar esse mecanismo que gera “dívida pública” de forma ilegal, a um custo elevadíssimo para as contas públicas e prejuízo para toda a economia do país, não adianta continuar privatizando todo o patrimônio público para pagar essa dívida, pois ela não irá parar de crescer!
Só em 2016, o prejuízo do Banco Central bateu o recorde de R$ 250 bilhões! Quem pagou esse rombo? Você! Pois esse prejuízo foi coberto por novos títulos da dívida pública que você irá pagar, pois a Lei de Responsabilidade Fiscal não estabeleceu limite algum para os rombos produzidos pela política monetária suicida praticada pelo Banco Central. E, ao contrário, mandou que os prejuízos fossem transferidos ao Tesouro Nacional. Simples, não?
DEFÍCITS NOMINAIS – O que trouxe as contas públicas para essa situação caótica em que nos encontramos em 2018 foi a acumulação de déficits nominais, desde o Plano Real, decorrentes do excesso de despesas financeiras para manter a política monetária praticada pelo Banco Central, que engloba a prática de juros abusivos, a realização de Operações Compromissadas destinadas a remunerar a sobra de caixa dos bancos e os questionáveis contratos de swap cambial.
Aí está o rombo das contas públicas, e não nos gastos e investimento sociais. Por isso, não precisa privatizar BB, CEF, Petrobras, Eletrobras etc. Basta parar de remunerar diariamente a sobra de caixa dos bancos que já alcança R$ 1,2 trilhão e custou quase meio trilhão de reais aos cofres públicos nos últimos 4 anos!

Após críticas ao pai em redes sociais, filho transgênero se reaproxima de Wilson Witzel


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A foto antiga mostra que o relacionamento entre os dois sempre foi bom
Gabriela Goulart e Lucas AltinoO Globo
Pelas redes sociais, a relação entre o governador Wilson Witzel e seu filho Erick nunca pareceu das mais fáceis. Desde a época da pré-campanha, foram muitos os desabafos. Em outubro do ano passado, poucos dias antes da eleição, Erick rompeu o silêncio que manteve durante a disputa eleitoral para dizer que se sentiu usado pelo pai ao ver sua situação de transgênero citada por ele em entrevistas sem sua autorização. Também foi crítico ao resultado das urnas e não compareceu à posse de Witzel. Ainda se posicionou contra o pai no episódio em ele aparece junto ao deputado estadual Rodrigo Amorim quebrando a placa com o nome da vereadora assassinada Marielle Franco.
Desde então, Erick tem dedicado muitas de suas postagens à defesa das causas LGBT+. Em seu perfil no Instagram, que reúne 9.335 seguidores, também registra seu tratamento com hormônios e destaca os benefícios da alimentação vegana, da qual é adepto e com a qual trabalha.
BANDEIRA BRANCA – No último domingo, porém, ele aproveitou a comemoração do Dia dos Pais – no Reino Unido, nos EUA e em mais 85 países (da Europa, da América Latina, da Ásia e da África), a data é celebrada no terceiro domingo de junho – para levantar uma bandeira branca. Quase um pedido de reaproximação com o pai.
“É Dia dos Pais hoje em outra parte do mundo e vendo tantas fotos e declarações de amor me fizeram pensar em como eu gostaria que nossa história fosse diferente. Essa foto, nesse porta retrato, sempre esteve comigo e eu olho pra ela, imaginando como as coisas eram tão simples tempos atrás. Só Deus sabe como foi esse último ano. Olhando hoje, com calma, poderíamos ter resolvido entre nós, mas não foi assim. Palavras ditas, vindo de um lugar de muita indignação, tanta coisa aconteceu que eu não saberia nem por onde começar”, diz um trecho do post, que é acompanhado de duas fotos.
FOTO ANTIGA – A imagem citada por Erick mostra uma foto antiga de família, com Witzel bem jovem e de cavanhaque, num porta-retrato com duas mãos fazendo um coração sobre a inscrição: “Te amo de perto, de longe e para sempre…”.
A postagem também faz referência a outra foto, de 2016, com Erick abraçado ao pai, “pouco antes de tudo começar a mudar”: “Por esses dias eu ouvi o seguinte: ‘mesmo que eu e meu pai não concordássemos em nada, eu daria tudo para tê-lo aqui, por perto.’ Foi um tapa na cara. E realmente eu discordo de quase tudo dele, mas que bem eu faço ignorando? Vetando qualquer diálogo? Por quanto tempo a gente se falaria pela mídia?”, ressalta a postagem.
A partir daí, o texto consolida a intenção de reaproximação: “Cabe aquele clichê antigo: não dá pra voltar atrás e mudar o passado, mas dá pra (re)começar agora e fazer um outro final. Brega, mas é verdade. Não mudaria nada que passou, porque foi preciso, pra amadurecer, pra entender. Mas estou cansado de brigar, de alimentar sentimentos ruins. Gostaria que ele pensasse diferente, agisse diferente, mas só o que eu posso fazer agora é mostrar outro lado, explicar, conversar, tentar. Nós, todos nós, precisamos de paz, precisamos de entendimento. Que os pais possam aceitar os filhos, que os filhos possam se sentir seguros”.
SEUS IDEAIS – Erick Witzel, no entanto, ressalta que uma possível retomada de diálogo não vai afastá-lo de suas causas:
“Não vou abandonar meus ideais, nem deixar de defender os direitos humanos e a comunidade LGBT+. Preciso abrir esse caminho de diálogo, não só por mim, mas por todos que vivem situações semelhantes. Depois das últimas eleições, não é algo que possa ser ignorado ou alimentado com ódio, está tudo escancarado e por mais que nos escandalizemos, precisamos lidar com o que estamos vivendo”.
DIZ WITZEL – Para Wilson Witzel, o recomeço citado será só para seu filho porque, para ele, a relação “nunca teve fim”. Apesar disso, o governador admitiu que os dois estavam distanciados e que houve uma reaproximação recente. Witzel chegou a dizer que agora seu filho “entendeu” sua decisão de virar governador.
– Relacionamento com os filhos é sempre um aprendizado. Talvez seja um recomeço para ele, mas para mim nunca teve fim. Meu filho sempre foi amado, respeitado. Cada um faz suas reflexões que acha conveniente na vida – explicou o governador, que mencionou que Erick esteve no aniversário do irmão recentemente, no Palácio Laranjeiras, com sua namorada.
Witzel disse que, quando decidiu ser governador, avisou que isso afetaria toda a família, mas que ninguém poderia ser “egoísta” a ponto de demovê-lo da ideia.
TUDO MUDOU – “Evidente que quando decidi ser governador, mudou na vida dele e eu disse que iria mudar. Mas disse que não poderíamos ser egoístas a ponto de me impedir de tomar a decisão que eu tomei. E que cada um me compreendesse. Então acho que agora ele está me entendendo. Que bom que ele me compreendeu e está cada vez mais próximo, como sempre deveria ter estado. Ele tem um coração muito bom. Temos que entender as diferenças, compreendê-las e dar amor aos nossos filhos”.
Logo depois da posse, quando soube que o filho tinha postado o começado do tratamento com hormônios pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pois não tinha plano nem condições para seguir adiante em sua transformação com médicos particulares, Witzel disse:
“Meu amor por ele é incondicional. Desejo boa sorte (no tratamento) e que seja feliz”.

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