sábado, janeiro 19, 2019

Caso Queiroz: Coaf tem autorização para enviar dados ao MP sem passar por juiz


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TV Globo revelou os depósitos na conta de Flávio Bolsonaro
Carolina BrígidoO Globo
Decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça ( STJ) autorizam o Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ) a repassar informações bancárias a autoridades com poderes de investigação, mesmo sem uma decisão judicial prévia autorizando a quebra do sigilo dos dados. Além disso, a lei que criou o Coaf determina que o órgão, hoje ligado ao Ministério da Justiça, encaminhe dados de movimentações financeiras suspeitas a autoridades, também sem necessidade de quebra judicial do sigilo.
Portanto, em tese, não é ilegal o Ministério Público do Rio de Janeiro ter acesso aos dados financeiros do ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro, que será empossado senador em fevereiro. Ao contrário do que alegou o parlamentar em ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), não houve quebra de sigilo sem decisão judicial, por parte do Ministério Público do Estado.
A quebra de sigilo bancário e fiscal é uma outra forma de se acessar os dados protegidos de uma pessoa, mas ela só pode ser determinada por um magistrado, em uma investigação devidamente instaurada na Justiça.
FASE INICIAL – O caso de Flávio Bolsonaro é outro: ele não é investigado judicialmente, mas em um procedimento investigatório criminal interno do Ministério Público do Rio. Trata-se de uma fase anterior, para se examinar se há indícios mínimos para a abertura de um inquérito judicial.
Na reclamação ao STF, Flávio Bolsonaro argumentou que apenas o STF poderia autorizar o acesso às informações sigilosas – já que, como senador eleito, ele tem direito ao foro privilegiado. Fux não analisou se o Coaf poderia ou não ter repassado os dados. Apenas paralisou a investigação para que o relator, ministro Marco Aurélio, tome decisões a partir de fevereiro, quando termina o recesso da Corte.
SEM QUEBRAR SIGILO – No caso Fabrício Queiroz, o procedimento adotado pelo Coaf foi o padrão. Ao detectar movimentações suspeitas, alerta as autoridades competentes para que investiguem se elas são irregulares ou não. Quando recebeu o relatório, o Ministério Público Federal constatou que a atribuição era do MP estadual, por haver menção a deputado estadual. Com isso, enviou os dados para o outro órgão. O MP do Rio, portanto, não pediu quebra do sigilo bancário.
A defesa de Flávio citou uma decisão de 2016 do STJ segundo a qual a obtenção e o uso, para instruir investigação criminal, de dados contidos em relatório do Coaf dependem de autorização judicial. Mas o mesmo STJ mudou o entendimento no ano seguinte. No julgamento de outro processo, a Corte não viu ilegalidade em um pedido de informações ao Coaf feito diretamente pelo Ministério Público. O STJ também já estabeleceu que a Polícia Federal pode usar dados do Coaf em investigações, sem a necessidade de autorização judicial.
Na lei que criou o Coaf, de 1998, há uma lista de instituições que são obrigadas legalmente a enviar informações ao órgão sobre operações financeiras e transações de altos valores. Na lista estão bancos, joalherias, seguradoras, imobiliárias e administradoras financeiras. Essas informações são recebidas em um sistema eletrônico. Depois, o Coaf analisa os dados para verificar se há indícios de irregularidade na transação.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Cai por terra a principal arma da defesa de Flávio Bolsonaro, aquele deputado que nada tinha a esconder, estava à disposição das autoridades e considerou “plausível” a explicação que Queiroz teria lhe dado sobre a movimentação atípica. (C.N.)

Ordem da PF é só dificultar se o interessado quiser comprar mais de quatro armas


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Charge do André (Arquivo Google)
Camila BomfimTV Globo — Brasília
Em um memorando para delegados da Polícia Federal de todo o país, o delegado Eder Rosa de Magalhães, chefe da Divisão Nacional de Controle de Armas de Fogo, passou orientações sobre pedidos de posse de armas feitos por cidadãos.
O memorando explica para os delegados da PF como deve ser a atuação dos profissionais diante de um decreto, assinado nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro, que flexibiliza regras para a posse de armas. Cabe à PF receber os pedidos da população e emitir autorização para posse.
QUATRO ARMAS – Um dos trechos do memorando determina “análise aprofundada” para casos de pessoas que queiram posse de mais de quatro armas. Pelo decreto de Bolsonaro, solicitações de mais de quatro armas somente serão aceitas em casos excepcionais.
O delegado Rosa de Magalhães alertou para riscos de um eventual “aumento exagerado” de armas em poder da população.
“Desse modo, nos requerimentos voltados à aquisição de mais de quatro armas de fogo, deverá haver uma análise aprofundada voltada a sopesar a ‘efetiva necessidade’ prevista na Lei nº 10.826/2003 para aquisição e transferência de armas de fogo, haja vista as nefastas consequências que um aumento exagerado do número de armas em poder dos cidadãos pode acarretar à incolumidade pública”, afirmou o delegado no memorando.
DELEGADOS EXECUTIVOS – O documento também afirma que a decisão final sobre conceder posse de mais de quatro armas de fogo caberá aos delegados regionais executivos das superintendências regionais da PF.
O memorando ainda ressalta que, pelo decreto, as informações declaradas pela pessoa que solicita a arma serão presumidas como verdadeiras. Por isso, salientou o delegado Rosa de Magalhães, não caberá à PF verificar se o solicitante tem cofre em casa para guardar a arma. O cofre é um requisito exigido para casas em que morem crianças ou pessoas com deficiência mental.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Como se vê, a ordem é não dificultar, a não ser que o interessado queira mais de quatro armas. Na verdade, dependendo do requerente, a facilidade deveria ser total. Quem já teve arma registrada em seu nome, por exemplo, deveria ter direito automático, sem ter de demonstrar que sabe manejar e cuidar, porque isso é óbvio. Muitas pessoas acreditaram que a violência ia diminuir e entregaram suas armas para serem inutilizadas. Agora, podem estar arrependidos e querer comprar outra arma, mas a burocracia é absurda, com cursos de tiro e tudo o mais. (C.N.)

Único caminho de Flávio Bolsonaro seria renunciar, para deixar o pai governar


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A sombra do filho se projeta sobre a imagem do presidente
Francisco Bendl
Lamento, evidentemente, a situação do presidente Jair Bolsonaro, pois o próprio filho Flávio lhe traiu, colocando-o em palpos de aranha! Caso houvesse mesmo honradez e decência entre políticos, o futuro senador deveria renunciar ao mandato, e tentar salvar o nome do pai e da sua família. Caso esta atitude digna fosse levada a efeito, o presidente Bolsonaro calaria a boca de milhões de pessoas, e subiria vertiginosamente no conceito popular.
Digo mais. Os duzentos poços artesianos que estão sendo abertos no Nordeste, obra executada pelo Exército, darão fim à seca e à indústria da pobreza naquela região, que sempre foi explorada e roubada pelos seus políticos aproveitando-se dessa condição climática.
DINHEIRO NO LIXO – Quantos bilhões de reais foram injetados ao longo desses anos no Nordeste para combater a seca, e simplesmente o objetivo não foi alcançado?!
Bastou Bolsonaro ser presidente para que a sua primeira medida fosse proporcionar água aos moradores dos sertões, e resolver o problema que sempre fez padecer aquele povo maravilhoso, humilde, digno, pacato.
Logo, o seu filho não teria motivos para assumir a função de senador, e comprometer a administração do seu pai irremediavelmente!

Se Eduardo ama a sua família, e sente pelo povo brasileiro um mínimo de respeito e consideração, a renúncia é inevitável para o bem do país, e que a esperança seja mantida para um Brasil melhor!

Por mais que faça Bolsonaro de extraordinário, ele carregará a fama desgraçada de outros governos, e se misturará ao conceito de que jamais, nesta nação roubada e explorada pelos políticos, teremos um governo honesto, lamentavelmente.

Fux determina que ação contra posse de armas será julgada após o recesso


Fux determina que ação contra posse de armas será julgada após o recesso
Foto: José Cruz / Agência Brasil
O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, decidiu, nesta sexta-feira (18), que a ação do PCdoB contra o decreto de armas do presidente Jair Bolsonaro só será julgada no dia 1º de fevereiro. A data marca o dia em que a Corte retoma os trabalhos após o período de recesso. O relator do caso será o ministro Celso de Mello. 

Fux, que está sendo o responsável pelas ações que chegam ao tribunal esse mês,  determinou que o caso não se enquadra à hipótese excepcional em que o presidente do Tribunal deve decidir questões urgentes no recesso. 

O partido alegou que, ao flexibilizar as regras para a posse de arma de fogo no país, Bolsonaro "usurpou atribuições do poder legislativo" (veja aqui). 

O decreto permite que todos os brasileiros, brasileiras e estrangeiros que residem no país que vivem em áreas urbanas com mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes possuam até quatro armas em casa, desde que fiquem guardadas em cofres ou locais seguros. 
Bahia Notícias

Mulher morre eletrocutada ao tentar desligar geladeira de casa em Gandu

Sexta, 18 de Janeiro de 2019 - 20:20


Mulher morre eletrocutada ao tentar desligar geladeira de casa em Gandu
Foto: Reprodução / Blog do Valente
Uma mulher de 25 anos morreu após ser eletrocutada por uma geladeira na casa onde morava, na cidade de Gandu, baixo sul da Bahia, nesta quinta-feira (17). De acordo com o G1, a vítima tentava ligar o eletrodoméstico para realizar a limpeza, quando recebeu a descarga elétrica. A vítima chegou a ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu e morreu ainda no local.

A Polícia Civil informou que um representante da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) esteve no local e relatou que na região onde a vítima morava, tinha maior risco de descarga elétrica devido às ligações de energia clandestina. O corpo da vítima foi encaminhado para Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Valença, onde foi periciado.
Bahia Notícias

Una: Ex-sindicalistas são condenados a 20 anos por golpe contra trabalhadores rurais

Sexta, 18 de Janeiro de 2019 - 21:00


Una: Ex-sindicalistas são condenados a 20 anos por golpe contra trabalhadores rurais
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias
Dois ex-sindicalistas foram condenados a 20 anos de prisão por terem cometido golpes contra trabalhadores rurais, no município de Una, na região sul da Bahia, entre os anos de 2014 e 2016. Natanael Fagundes dos Santos e Riosney Fagundes da Silva foram acusados pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e peculato.

De acordo com o Ministério Público do Estado (MP-BA), os condenados induziram pelo menos seis trabalhadores rurais aposentados ou pensionistas, a maioria idosos, a tomarem empréstimos em agências financeiras, localizadas em Ilhéus e Itabuna, cujos recursos foram desviados em favor deles, num total aproximado de R$ 65 mil.

Na sentença, o juiz Felipe Remonato afirmou que Natanael e Riosney “usavam da posição no Sindicato de Trabalhadores Rurais de Una para angariar vítimas, pessoas simples e na maioria das vezes analfabetas, para cometer diversos crimes, durante anos, de maneira covarde”.

Ainda de acordo com o texto, a ação decorreu da Operação Bonsucesso, deflagrada pelo MP no dia 24 de julho de 2018 nas cidades de Ilhéus e Una, com o apoio da Polícia Civil e do Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública. Na ocasião, os dois foram presos e realizadas buscas e apreensões em três residências e em uma agência correspondente bancária. As investigações contaram com o apoio da Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional (CSI) do MP.
Bahia Notícias

Em um mês, Flávio Bolsonaro recebeu R$ 96 mil em 48 depósitos de dinheiro vivo


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Flávio cobrava pedágio dos seus “assessores” na Assmebleia
Deu em O Globo
Um novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ) identificou , em um período de um mês, depósitos em dinheiro que somam cerca de R$ 96 mil na conta do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). A informação é da TV Globo.
O relatório encontrou 48 depósitos em espécie na conta de Flávio entre junho e julho de 2017, que somam cerca de R$ 96 mil, concentrados no terminal de autoatendimento da Assembleia Legislativa do Rio. Em diversas datas, foram identificados depósitos em valores idênticos na conta do parlamentar em intervalo de poucos minutos. Em uma das datas analisadas, por exemplo foram feitos dez depósitos de R$ 2 mil em um intervalo de cinco minutos.
SEM IDENTIFICAÇÃO – O Coaf diz que não foi possível identificar quem fez os depósitos, mas afirma que o fato de terem sido feitos de forma fracionada pode significar a intenção de impedir a identificação da origem dos recursos. O novo relatório foi pedido pelo Ministério Público do Rio no dia 14 de dezembro e foi atendido no dia 17, um dia antes de Flávio Bolsonaro ser diplomado como senador. Procurado pela TV Globo, Flávio Bolsonaro não respondeu.
Por conta deste relatório, segundo a TV Globo, Flávio Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação das provas da investigação. Nesta quinta-feira, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, a pedido de Flávio Bolsonaro, a investigação do Ministério Público do Rio sobre as movimentações funanceiras do ex-assessor Fabrício Queiroz. Flávio argumentou que estava sendo investigado pelos promotores do Rio e que, por ter foro privilegiado, deveria deveria ser processado no STF pelo fato de que assumirá o mandato no Senado em poucos dias.
ASSESSOR AMIGO – O primeiro relatório do Coaf apontou movimentações atípicas na conta de Queiroz , que atuava como motorista e segurança de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, ele movimentou R$ 1,2 milhão. O ex-assessor recebeu depósitos de oito assessores e ex-assessores do gabinete em sua conta. Queiroz é amigo de Jair Bolsonaro desde 1984 e acompanhava a família do presidente em festas, churrascos e pescarias.
Além disso, Queiroz empregou duas filhas, a atual mulher e a enteada no gabinete de Flávio Bolsonaro. Segundo o Coaf, “foi identificada a realização de operações fracionadas em espécie”, que poderiam servir para ocultar a origem e o destino dos recursos.
Queiroz faltou a dois depoimentos no MP do Rio, alegando problemas de saúde. No fim de dezembro, o policial militar da reserva se internou no Hospital   Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para tratar um câncer no cólon.
MUDANÇA PARA SP – Sua mulher e suas filhas também não compareceram aos depoimentos com os promotores, sob a justificativa de que tinham se mudado provisoriamente para São Paulo para acompanhar o tratamento. Flávio Bolsonaro também não prestou depoimento ao Grupo de Atribuição Originária Criminal (Gaocrim) da Procuradoria-Geral de Justiça, que havia sugerido a data de 10 de janeiro. Como parlamentar, ele tem a prerrogativa de definir a data e o local onde seria ouvido pelos promotores.
Apesar das ausências, o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, afirmou que o órgão pode denunciar os envolvidos mesmo sem ouvi-los , tendo como base provas documentais classificadas por ele como “consistentes”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – No linguajar policial, os depósitos na conta de Flávio Bolsonaro significam “batom na cueca”. È como a história do marido que chega bêbado em casa, diz à mulher que foi à igreja, alega que o padre o convidou para tomar vinho, mas não sabe explicar por que havia batom na cueca. (C.N.)

Pente fino nas fraudes da Previdência Social precisa incluir empresas sonegadoras


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Charge reproduzida do Arquivo Google
Pedro do Coutto
Reportagem de Manoel Ventura e Marta Beck, edição de ontem de O Globo, revela o combate às fraudes no INSS, através das quais surgem prejuízos enormes ao sistema da Previdência Social. A reportagem enumera os seis  pontos principais de fraudes identificados na medida provisória que instaurou ontem as investigações que abrangem benefícios concedidos sem levar em conta os limites da lei; formas de retificação de aposentadorias irregulares; critérios pra pagamentos do auxílio reclusão; concessão de pensões por morte muitas vezes a partir de documentos falsos; aposentadoria rural sem comprovação de tempo de desconto e finalmente bônus financeiros para ações de peritos superestimados.
Perfeito. Ninguém pode ser contra tais medidas moralizadoras e que paralelamente acusam seus autores. Mas também a medida provisória baixada pelo presidente Bolsonaro devia incluir, a meu ver, também as irregularidades e ilegalidades praticadas por empresas sonegadoras, processo que acarreta os maiores prejuízos à receita do INSS.
GRANDE NEGÓCIO – As sonegações, no fundo do problema, representam um prejuízo muito maior do que as fraudes personalizadas baseadas no recebimento ilegal de assalariados. Até porque o recolhimento em massa das contribuições para o INSS depende dos empregadores que têm que entrar com sua cota e também deduzir a parte dos empregados, responsabilizando-se pela arrecadação.
É muito difícil, excluindo os trabalhadores autônomos, que aqueles que devem pagar a Previdência o façam diretamente ao INSS. Então o recolhimento de suas partes é canalizado, ou então o deveria ser, pelos empregadores que o remuneram. Há inúmeros exemplos de sonegação facilmente comprováveis através de verificação das guias recolhidas mensalmente pelas empresas. Agora mesmo, o governo Temer liberou recursos do PIS e abriu a possibilidade dos assalariados retirarem suas cotas junto à Caixa Econômica Federal, mas quando os assalariados tentaram localizar seus saldos, não encontraram os depósitos respectivos.
APROPRIAÇÕES INDÉBITAS – O mesmo fenômeno negativo localiza-se também nos recolhimentos das contribuições ao INSS. Há incidências até de apropriações indébitas. Empresas descontam a parte de seus empregados e simplesmente embolsam os recursos não os revertendo para as folhas da Previdência Social.
Mas o prejuízo maior decorre da sonegação maciça, uma vez que o recolhimento obrigatório de 20% sobre a folha de salários que cabe ao empregador não é recolhido na fonte como a lei determina. Um cálculo superficial sobre as sonegações através do tempo podem atingir a espantosa cifra de 1 trilhão de reais. Vamos ver se o pente fino do INSS toca esses pelos da sonegação.

A dúvida é saber se Bolsonaro foi informado e aprovou o pedido de Flávio ao Supremo


Dida Sampaio/Estadão
Onyx afirma que Bolsonaro sofre uma tentativa de desgaste
Carlos Newton
Como dizia Raul Seixas, a serpente está na terra, o programa está no ar. E com certeza não se fala em outra coisa, é o grande assunto do momento e vai continuar assim até o início de fevereiro, quando o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, enfim vai decidir se mantém na primeira instância a investigação sobre movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro.
Tudo indica que o pedido de foro privilegiado no Supremo será recusado e a investigação sobre Flávio Bolsonaro e Fabricio Queiroz continuará a cargo do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O próprio Marco Aurélio Mello já sinalizou claramente essa tendência. Mas ainda há algumas perguntas que continuam no ar.
BOLSONARO SABIA? – Há muitas dúvidas, mas a questão principal é saber se o presidente Jair Bolsonaro foi consultado a respeito da decisão de Flávio recorrer ao Supremo e aceitou essa ideia tresloucada. Ou será que a ideia partiu do próprio Bolsonaro, que parece ser meio desatinado e muito desabusado? No Brasil de hoje em dia, tudo é possível, não é mesmo?
O mais provável, na minha opinião, é que a ordem tenta partido do próprio Flávio Bolsonaro ou de seu advogado Hugo Mendes Plutarco, que divulgou nota alegando que o Ministério Público do Rio de Janeiro teria quebrado ilegalmente os sigilos fiscal e bancário do deputado estadual, agora eleito senador.
Será que realmente aconteceu a quebra de sigilo e a apuração complicou Flávio Bolsonaro? Mas isso não ocorreu, porque o Coaf pode encaminhar extratos sem a indispensável autorização judicial, e o caso muda de figura, a investigação não pode ser anulada.
APENAS SUSPENSA – O fato concreto é que Fux apenas suspendeu a investigação. Se houvesse provas de ilegalidade em quebra de sigilos fiscal e bancário (o advogado mencionou os dois, por escrito), certamente o vice-presidente do Supremo teria agido com toda a energia.
Então, vamos partir do princípio de que a investigação vai prosseguir a partir do dia 2 de fevereiro. É claro que o Ministério Público estadual vai retomar o caso com rigor redobrado e situação de prioridade, devido à ofensa que a defesa de Flávio Bolsonaro fez aos procuradores e distribuiu à imprensa.
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P.S. – Depois do impacto inicial, a entourage  de Bolsonaro pai  começou a se manifestar e Onyx Lorenzoni disse que o presidente está sendo vítima de um processo de tentativa de desgaste. O chefe da Casa Civil errou parcialmente na avaliação. Bolsonaro está sendo vítima de tentativa de desgaste, é claro, mas o processo contra ele ainda vai demorar muito. (C.N.)

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