sábado, janeiro 12, 2019

Planalto fará publicidade para explicar que “posse” não significa “porte” de armas


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Charge do newton Silva (newtonsilva.com)
Jussara SoaresO Globo
Antes mesmo da publicação do decreto que vai flexibilizar o Estatuto do Desarmamento, o governo Jair Bolsonaro já prepara uma campanha publicitária para explicar à população as novas regras para obter a posse de armas no Brasil. O Planalto quer evitar que o ato do presidente seja entendido por parte da população como um “risco de aumento da violência”.
A estratégia de comunicação usará televisão, rádio, mídia impressa e outdoor, mas vai priorizar as redes sociais. A campanha já foi encomendada pela Secretaria de Comunicação a cinco agências de publicidade que prestam serviço ao Planalto.
UTILIDADE PÚBLICA – De acordo com informações do Planalto, a ideia é que a campanha tenha o tom de utilidade pública para explicar detalhes do decreto, previsto para ser assinado por Bolsonaro no início da próxima semana.
Para o governo, é fundamental que o ato do presidente não leve “medo à população” ou seja atrelado à possibilidade de aumento de violência. Para isso, a estratégia de comunicação vai reforçar o discurso de Bolsonaro ao longo de toda a campanha que a arma é “apenas uma segurança pessoal”.
Outro pedido da Secretaria de Comunicação é que as peças publicitárias diferenciem a posse, o direito da pessoa ter a arma em casa, do porte, que permite que o cidadão ande armado. Além de especificar os direitos e os deveres daqueles que obtiverem o porte.
ATÉ DUAS ARMAS – O decreto, que ainda passa por ajuste finais, prevê a permissão para que uma pessoa tenha até duas armas. De acordo com as novas regras, para ter uma arma será preciso apenas uma declaração de próprio punho de que a pessoa tenha efetiva necessidade do equipamento.
As empresas Artplan, Calia Propaganda e NBS Propaganda que vão apresentar propostas para as campanhas tradicionais, com comerciais para emissoras de rádio, TV, impressos e em cartazes afixados em espaços publicitários na vias urbanas. Já as agências Isobar e TV1 foram solicitadas para elaborar a campanha para as mídias digitais. As melhores propostas serão contratadas pelo governo.
A previsão, segundo integrantes do governo, é que o decreto seja assinado por Bolsonaro na segunda ou terça-feira, em uma cerimônia do Planalto. A flexibilização da posse de armas foi umas principais promessas de campanha.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Conforme o jurista Jorge Béja já explicou aqui na TI, é conveniente que o governo baixe uma Medida Provisória e não somente um Decreto, que pode ser contestado na Justiça, por se tratar de ato que não pode modificar determinação expressa em lei(C.N.)

Na guerra do Ceará, facções explodem torre de energia e concessionária de veículos


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De madrugada, torre de transmissão foi explodida em Fortaleza
João Pedro PitomboFolha
Em mais uma madrugada de ataques no Ceará, criminosos derrubaram uma torre de transmissão de energia em Maracanaú, cidade da Grande Fortaleza. Os bandidos usaram explosivos para derrubar a torre de transmissão, que acabou tombando. Em nota, a Enel Distribuição Ceará confirmou o ataque e informou que enviou equipes ao local para inspecionar os danos.
A distribuidora ainda informou que o ataque não resultou em interrupção no fornecimento de energia para clientes da distribuidora. Contudo, uma rodovia teve que ser bloqueada temporariamente por causa do perigo gerado pelos fios de alta tensão. ​
ATAQUE A BOMBA – Na manhã deste sábado (12), os bandidos provocaram uma explosão em uma concessionária de automóveis em Fortaleza. O ataque aconteceu por volta das 5h da manhã e não deixou feridos.
Este é o 11º dia seguido de ataques registrado no Ceará. Ao todo, foram registradas 194 ocorrências provocadas pelos criminosos desde o início do ano.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará, um suspeito de ter atuado do ataque contra a concessionária de veículos foi preso em flagrante ainda na manhã deste sábado.
PRESO EM FLAGRANTE – Após perseguição policial, Danilo Barbosa de Assis, 22, que portava uma pistola, foi detido nas proximidades do estabelecimento comercial. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de dano, explosão, receptação, porte ilegal de arma de uso restrito e por integrar organização criminosa.
Nas imediações do Anel Viário, no bairro Ancuri, onde a torre foi derrubada, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar do Ceará e peritos da Perícia Forense do Estado do Ceará realizaram vistorias no local, após liberação do acesso pelos técnicos da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).
Ainda de acordo com a SSPDS, equipes da Polícia Rodoviária Federal bloquearam a via e as forças de segurança buscam os outros suspeitos envolvidos na explosão e trabalham na identificação dos criminosos que provocaram a queda da torre.
DESLIGAMENTO – Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) informa que recebeu do Operador Nacional de Sistema (ONS) o registro do desligamento automático da linha de transmissão que liga Fortaleza ao Porto de Pecém devido à queda da torre.
A perda da linha de transmissão, segundo o órgão, não causou interrupção no fornecimento de energia ou desligamento no abastecimento aos consumidores. “O registro informa também que, para preservar as condições de segurança elétrica da operação do sistema interligado, foi acionado o despacho momentâneo de geração térmica adicional”, disse o MME em nota.
A crise na segurança no Ceará começou na noite de 2 de janeiro. Ataques foram registrados no estado em decorrência de intenção do governo de não mais separar integrantes de facções nos presídios cearenses.
227 PRESOS – Até a última quinta-feira (10), o governo havia informado que 277 pessoas haviam sido presas por relação com os atentados no Ceará.
Na manhã deste sábado, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu em uma rede social que ações como incendiar e explodir bens públicos ou privados sejam tipificados como terrorismo, citando um projeto de lei do senador Lasier Martins (PSD-RS).
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança, o Ceará foi, em 2017, o terceiro estado do país com mais mortes violentas. A taxa foi de 59,1 mortos a cada 100 mil habitantes. À frente do estado estiveram apenas Rio Grande do Norte (68) e Acre (63,9).
MENOS MORTES – Em 2018, segundo dados divulgados pelo estado, houve queda de 10,5% na taxa de homicídios entre janeiro e novembro de 2018, comparado com 2017.
Mesmo assim, no ano passado ocorreu a maior chacina da história do Ceará, com 14 mortos durante uma festa na periferia de Fortaleza, em janeiro, e a morte de seis reféns após ação policial para evitar assalto a dois bancos em Milagres, no interior, em dezembro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Como se vê, trata-se de uma guerra civil não declarada. O presidente Bolsonaro tem toda razão em defender a tese do novo governador do Rio, Wilson Witzel, de que ações como portar armas privativas, incendiar e explodir bens públicos ou privados sejam tipificadas como terrorismo, conforme já consta de um projeto de lei do senador Lasier Martins (PSD-RS), que precisa ser logo aprovado. Os criminosos precisam aprender que guerra é guerra.(C.N.)

Vídeo de Queiroz dançando com a filha no hospital viraliza na internet


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Queiroz, muito á vontade, no hospital da elite de São Paulo
Constança RezendeEstadão
Um vídeo gravado por uma filha de Fabrício de Queiroz, em que o ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) aparece dançando no hospital Albert Einstein enquanto toma soro, viralizou nas redes sociais na manhã deste sábado, dia 12. O Estadão confirmou a autenticidade do vídeo com pessoas próximas a Queiroz. Não há informação sobre a data exata da filmagem.
Na gravação, o ex-assessor — que, segundo o Coaf, fez movimentações bancárias atípicas — aparece dançando, em meio a gargalhadas, quando a filha diz: “Agora é vídeo, pai! Pega teu amigo, pega teu amigo!”. Ele rodopia em seguida, fazendo um sinal de positivo com as mãos.
“UM DESASTRE” – Pessoas próximas a Queiroz avaliaram o vídeo como um desastre. O advogado de Queiroz, Paulo Klein, afirmou ao Estadão que só se pronunciará sobre o vídeo depois de falar com o ex-assessor. Procurado, Queiroz ainda não respondeu.
Ele faltou duas vezes a depoimentos marcados no Ministério Público alegando motivos de saúde. Antes de Paulo Klein assumir a sua defesa no caso, Queiroz havia faltado a outros dos depoimentos também, alegando que não havia tido acesso aos autos da investigação.
As filhas de Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, assim como o pai, ex-assessoras de Flávio Bolsonaro citadas no relatório, também faltaram a suas oitivas. Elas alegaram ao MP que precisavam ficar com o pai doente, que passou por uma cirurgia em São Paulo nesta semana.
DE MUDANÇA – Ao MP, a defesa da família afirmou que “todas se mudaram temporariamente para cidade de São Paulo, onde devem permanecer por tempo indeterminado e até o final do tratamento médico e quimioterápico necessários, uma vez que, como é cediço, seu estado de saúde demandará total apoio familiar”.
Na terça-feira, 8, Queiroz disse ao Estado que “estava muito a fim de esclarecer tudo isso”, “mas não contava com essa doença”. “Nunca imaginei que tinha câncer”, disse. Ele afirmou que dará as explicações apenas ao MP “por respeito” ao órgão, mas não informou a data. Queiroz também afirmou que está sendo tratado como “o pior bandido do mundo”. Ele culpou a exposição do caso Coaf pelos problemas de saúde detectados recentemente.
ATÉ NO PSIQUIATRA – “Após a exposição de minha família e minha, como eu fosse o pior bandido do mundo, fiquei muito mal de saúde e comecei a evacuar sangue. Fui até ao psiquiatra, pois vomitava muito e não conseguia dormir”, justificou.
O documento do Coaf apontou que Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e de 2017 e recebeu depósitos de assessores de Flávio Bolsonaro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A família (ou famiglia) de Queiroz está brincando com a verdade. A doença não é grave e ele não ficará eternamente em São Paulo. Logo terá de voltar ao Rio de Janeiro. A pergunta que não quer calar é a seguinte: “Quem está pagando o tratamento Albert Einstein e a mudança da família inteira para São Paulo?”. O povo quer saber quem está por trás de tudo isso. (C.N.)

PONDO REMENDO EM REDE VELHA...

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PONDO REMENDO EM REDE VELHA...

A vida nos mostrar que o ser humano em suas qualidades natas, individuais, diferente das qualidades inatas que se atribuem a alguns da espécie humana, nos faz entender com clareza o perfil de cada um, quer por suas ações já realizadas ou por demonstração do se reconhecer pequeno e não produtivo, volta-se a defesa de quem à sua frente espalha migalhas ao chão, migalhas essas que lhes servem de sustentação dia a dia, é incapaz de produzir ou criar algo seu, pois até as cópias que faz saem pioradas, mas mesmo assim não é capaz de enxergar o desprezo com o qual é visto, categoria de capacho, menino de recado, únicos feitos para agradar, já que nada mais aprendeu!
Vemos ainda que a mania de por roupa nova em caras velhas permanecem sendo copiadas, velhos sistemas que se repetem através da ausência de capacidade para criação de coisa própria, então, nada mais do que repetição de cópias, e que agora são copiadas nas piores de suas formas, suplantando a própria mediocridade, e nada mais do que reafirmando o já sabido, incompetência para inovar, mas se sobressaindo em um ponto em particular: o somatório de erros, pois esses, mesmos praticados em excessos que suplantam a história passada, apenas pioraram as práticas dos mesmos erros, inclusive das novas maneiras de fazer e pratica-los, ratificando o já dito, até as cópias são pioradas.
Aprendi com um professor de que há cinco degraus para se alcançar a sabedoria, que são: calar, ouvir, lembrar, sair e estudar! Parei para analisa-los e assim pude defini-los:
Calar – quando diante de uma situação onde o diálogo se perdeu no sentido de gerar algo produtivo, não vale a pena por remendo em rede velha, ela rasgará a margem da costura e continuará rasgando, chegou o seu tempo, isso nos ensina que muitas vezes é melhor calar a querer justificar o injustificável, silencie e aprenda mais;
Ouvir – princípio da sabedoria para o aprendizado, pois quem não é capaz de ouvir está de antemão condenado ao fracasso, saber ouvir, nos leva a fazer melhor análise de cada pré-julgamento, pois se ninguém é dono da verdade, devemos ter humildade para saber ouvir e assim aprender mais;
Lembrar – para aperfeiçoar-se e não continuar praticando os mesmos erros do passado, ao tempo em que busca melhorar a si mesmo, utilizando-se da biblioteca construída com todo aprendizado passado;
Sair – é ter consciência de que “bater em retirada” não é se sentir derrotado, é na realidade, uma estratégia para retornar com mais força e conhecimento sobre o ponto de partida, acaso julgue necessário ali voltar, há momentos em que a permanência só piora os erros, ampliando-os;
Estudar – o único caminho para que o cidadão saia da ignorância e não se perca na caminhada evolutiva da história, quem não estuda não aprende, quem não aprende ignora, passa a viver em torno do que lhe é dito ou do ouvi dizer, quando lê não sabe interpretar, se julga, o faz de forma empírica, não analisa por lhe faltar discernimento entre o certo e o errado. Aqui está nossa realidade do momento ora vivido.
J. M. VARJÃO

Em, 12/01/2019.
Nota da redação deste Blog - Caro José Mário, apenas te parabenizar por essa sábia matéria, e completar esse curto comentário com o pensamento:
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“DESPETIZAÇÃO” DE ONYX TEM SÓ 1% DE PETISTAS

Em uma semana, governo Bolsonaro exonera 293 de cargos de confiança para eliminar quem "tem marca ideológica clara”, mas só 35 são filiados a partidos, dos quais três, ao PT

ALLAN DE ABREU E MARCELLA RAMOS

ILUSTRAÇÃO: ISABELA DA SILVEIRA

Anunciada no dia 2 de janeiro como uma “despetização” do governo federal pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a demissão de funcionários públicos com cargos de confiança tem baixo teor de petismo. Entre os dias 3 e 10 de janeiro, 293 servidores comissionados da administração direta e indireta foram exonerados tanto por Onyx quanto pelos demais ministros – o levantamento da piauí desconsidera funcionários públicos de estatais, militares (que não podem se filiar a partidos) e também demissões a pedido do servidor. Desse total, apenas 35 (12%) são filiados a algum partido, três (1%) ao PT e quatro ao PSDB. A sigla com mais exonerados é o MDB de Michel Temer, com seis.
Há até cabo eleitoral de Bolsonaro entre os demitidos. Filiado desde 2008 ao PSC de Barreiras, na Bahia, Sigisvaldo Vilares dos Santos, funcionário comissionado da Subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência, foi um dos exonerados. Como muitos no seu partido, Santos fez campanha aberta para Bolsonaro, e chegou a convidá-lo pessoalmente para visitar sua cidade, Luís Eduardo Magalhães, na Bahia – o que não impediu sua demissão, no dia 7.
Entre os servidores demitidos que são filiados, há uma pulverização entre quinze siglas, incluindo algumas das quais apoiam o governo Bolsonaro, como PSC, PRB e PR. É uma contradição em relação às declarações de Onyx sobre o que seria uma “despetização”: “Vamos retirar de perto da administração pública federal todos aqueles que têm marca ideológica clara. Nós todos sabemos do aparelhamento que foi feito principalmente do governo federal nos quase catorze anos que o PT aqui ficou”, disse o ministro, no dia 2.
Naquele dia, Onyx assinou um decreto que exonerava ou dispensava de uma só vez 320 funcionários de primeiro escalão que ocupavam cargos de Direção e Assessoramento Superiores, a DAS – os chamados “cargos de confiança”. A portaria, no entanto, não detalhava quem eram os funcionários públicos exonerados ou dispensados, com nome ou cargo. Na semana seguinte, as exonerações foram publicadas aos poucos em portarias tanto da Casa Civil quanto de outros ministérios, num processo ainda em andamento.

Um dos funcionários exonerados, Rafaela Dias Pires, filiada ao PT de Belém há quinze anos, foi demitida da Coordenação Geral de Segurança e Saúde em Portos, braço do Ministério da Infraestrutura. Procurada pela piauí, ela não quis detalhar o caso. Disse apenas que o fato de ser petista não tem relação com sua exoneração.
Já Sigisvaldo Santos, o funcionário exonerado que chegou a fazer campanha para Bolsonaro, contou que, na sua repartição, “quase todos” foram mandados embora. “O ministro [da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz] não sabia como funcionava a nossa área, então chamaram um por um para conversar sobre quais eram seus cargos e como funcionava cada coisa. Depois de ouvirem todos, mandaram embora quase todo mundo. Se sobraram dois foi muito.”
Segundo Santos, assim como ele, muitos fizeram campanha para Bolsonaro na subchefia em que dava expediente. “O presidente Temer não se posicionou, então deixou as pessoas fazerem campanha pra quem quisessem. Fiz muita campanha, na minha cidade só deu ele”. Luís Eduardo Magalhães foi uma das quatro cidades da Bahia em que Bolsonaro venceu Haddad no segundo turno. A vitória foi de 58,8%. Os outros municípios em que o candidato do PSL venceu foram Itapetinga, Buerarema e Teixeira de Freitas. O estado da Bahia tem 417 municípios. Haddad foi o mais votado por lá, com 72,7% dos votos.
Passados mais de dois anos desde que Dilma deixou o poder, a “ideologia” predominante entre os exonerados é, com larga vantagem, a dos funcionários sem partido, seguida pelos emedebistas ligados a Temer. Um deles é Sabonete, apelido que Palmínio Altimari ganhou no sistema Drousys, que organizava as propinas pagas pela Odebrecht. Prefeito de Rio Claro, no interior paulista, entre 2009 e 2012, Du Altimari, como é conhecido, foi nomeado no dia 23 de março de 2017 para o cargo de “assessor especial da subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República”, com salário de 13,6 mil reais. Duas semanas mais tarde, veio à tona a delação de Guilherme Paschoal, um dos executivos da empreiteira, que citava Altimari como beneficiário de 150 mil reais, dinheiro que, segundo o delator, seria usado como caixa dois na campanha à reeleição para a prefeitura de Rio Claro, em 2012.
Altimari, ou Sabonete, não quis falar com a piauí. Exonerado por Onyx Lorenzoni, evitou criticar a decisão. “Não atribuo a exoneração a questão partidária. É muito natural que o presidente eleito forme a sua equipe de governo com pessoas de sua confiança e aliados. Minha passagem pelo gabinete da Presidência foi para contribuir nas questões que envolvem os municípios. Cumpri a função de estreitar o elo entre os municípios e o governo federal”, afirmou, em nota enviada à reportagem. Sobre a delação da Odebrecht, disse que “ainda está tomando conhecimento dos fatos”.
Onyx Lorenzoni demonstrou menos rigor com duas indicações do emedebista Eduardo Cunha, deputado cassado e preso preventivamente pela Lava Jato em Curitiba. Dois advogados ligados a Cunha foram mantidos como subchefes adjuntos para Assuntos Jurídicos da Casa Civil.
Thiago Camargo Lopes, filiado ao MDB de Goiânia, teve sua exoneração do cargo de secretário de Políticas Digitais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações publicada na última quarta-feira. “A única vez que conversei com alguém do novo ministério foi no dia da posse, com o secretário executivo [Júlio Semeghini]. Ele chegou pra mim e disse ‘que pena que você não vai ficar com a gente’. Aí eu perguntei se já tava tudo certo para a minha exoneração, porque eu já queria sair. Ele disse que a portaria seria publicada no dia seguinte. Na verdade, ainda levou uma semana”.
No dia seguinte, de qualquer forma, o ministro Marcos Pontes anunciou a extinção da Sepod, como é chamada a secretaria de políticas digitais, para o dia 30 de janeiro. A informação chegou antes de sua própria exoneração, e deixou Lopes apreensivo. “Recebo no dia 30, então fiquei meio confuso sobre como seria feito meu pagamento. Liguei no RH e eles também não sabiam o que ia acontecer”. O emedebista – “não praticante”, enfatiza – afirma que chegou a receber uma proposta do Ministério da Economia, mas recusou para voltar à iniciativa privada.
A extinção da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil levou à exoneração de quatro membros ativos do Solidariedade. Líder da sigla, Paulinho da Força tinha influência nessa área durante o governo Temer, que nomeou assessores do partido recém-fundado. Guilherme Menezes Martinelli foi um deles. Ele não acha que a questão partidária tenha influenciado sua exoneração e de seus colegas, “até porque o Solidariedade é de centro. De qualquer forma, ele não faz parte do governo”.
A portaria de Onyx exonerando 320 cargos comissionados não nomeia nenhum servidor. Segundo especialistas em gestão pública, o recomendável seria listar todos os nomes. “Está muito genérico, sugerindo mais um teatro do ato administrativo”, afirma Álvaro Martim Guedes, docente da Universidade Estadual Paulista.
Procurada no dia 7, a assessoria da Casa Civil não respondeu aos questionamentos da reportagem. Quando assumiu a Presidência da República, Temer prometeu cortar 4 mil servidores comissionados, mas terminou sua gestão com 22,9 mil, um aumento em relação aos 21,8 mil no fim da era Dilma Rousseff, em 2016, como mostra reportagem publicada no jornal O Estado de S.Paulo. Esse grupo de funcionários custa 1 bilhão de reais por ano aos cofres públicos, o equivalente a 0,4% da folha salarial da União.
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Errata: Após a publicação desta reportagem, constatamos que uma das servidoras exoneradas não é filiada ao PT. Assim, até o dia 10 de janeiro, foram três servidores petistas exonerados, e não quatro. A informação foi corrigida.
https://piaui.folha.uol.com.br/despetizacao-de-onyx-tem-so-1-de-petistas/

Filha de Otto Alencar é nomeada para gabinete de Gildásio Penedo no TCE

Quinta, 10 de Janeiro de 2019 - 09:50


por Fernando Duarte / Rodrigo Daniel Silva
Filha de Otto Alencar é nomeada para gabinete de Gildásio Penedo no TCE
Foto: Divulgação / Alô Alô Bahia
A filha do senador Otto Alencar (PSD), Isadora Félix de Alencar, foi nomeada para o gabinete do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Gildásio Penedo. O ato foi publicado no Diário Oficial da Corte no dia 7 de janeiro deste ano. 

Segundo a publicação, Isadora vai ocupar o cargo em comissão de secretária de plenário. Em 2007, o TCE já tinha nomeado uma sobrinha de Otto Alencar, Roberta de Alencar Santana Penedo, esposa de Gildásio. Roberta é servidora de carreira do estado e está à disposição da Corte de contas desde 2007.

O atual presidente do TCE chegou ao órgão apenas em 2014, sete anos após a chegada de Roberta para compor o quadro funcional do Tribunal. (Atualizada às 12h06)

Após dois anos, PGR silencia sobre indícios contra Maia

Sábado, 12 de Janeiro de 2019 - 09:00


por Camila Mattoso | Folhapress
Após dois anos, PGR silencia sobre indícios contra Maia
Foto: Divulgação
Quase dois anos depois de a Polícia Federal apontar a existência de indícios de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) até hoje não se manifestou sobre eventual denúncia ou arquivamento do caso.

Com apoio do PSL, partido do governo de Jair Bolsonaro, o deputado tenta se reeleger para ficar mais dois anos no cargo. O inquérito sobre o caso foi concluído no fim do mandato do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em fevereiro de 2017.

Desde que assumiu o comando da PGR, em setembro de 2017, a substituta dele, Raquel Dodge, pediu algumas providências, mas até agora não apresentou acusação formal ou encerrou o caso.

A PGR afirmou à reportagem que a investigação "não ficou parada" e que "a análise dos autos revelou a necessidade de complemento de diligências apuratórias, o que foi feito diretamente pelo órgão".

"Por uma questão de estratégia de investigação, aguardou-se a disponibilização de elementos de corroboração que apenas recentemente foram disponibilizados. O inquérito continua em análise e, tão logo haja uma decisão, as providências cabíveis serão adotadas pela PGR", diz nota do órgão.

O inquérito foi aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) em maio de 2016 e está em sigilo. Por esse motivo, o Ministério Público Federal diz não poder dar detalhes do caso. Assim que Dodge se manifestar, o Supremo vai decidir o futuro de Maia e se acolherá pedido da procuradora-geral para que vire réu ou para que se arquive o caso.

O relator do inquérito é o ministro Edson Fachin, responsável pela Lava Jato na corte.De acordo com relatório da Polícia Federal, o parlamentar prestou favores à empreiteira OAS em troca de doações eleitorais.

A investigação teve como base supostas mensagens de celular trocadas entre Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora, e Maia. Reportagem da Folha de S.Paulo de 2016 revelou que, no celular de Pinheiro, havia mensagens de uma pessoa identificada como Rodrigo Maia com pedidos de doação, encontros e conversa sobre projetos do Congresso.

"A doação de 250 vai entrar?", diz mensagem de um número identificado como o do deputado do DEM, em 17 de setembro de 2014.

Em 26 de setembro, ele reitera: "Se tiver ainda algum limite pra doação, não esquece da campanha aqui". Naquele mesmo mês, o então presidente da OAS encaminha para um destinatário desconhecido outra mensagem supostamente recebida de Rodrigo Maia.

"Saiu MP nova. Trata de programa de desenvolvimento da aviação regional. Prazo de emenda até 8/8". Léo Pinheiro completa com um comentário: "Vamos preparar emendas".

A OAS fez doações naquele ano para César Maia, pai do presidente da Câmara, que foi candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. Desde que os autos do inquérito voltaram para a PGR, novas informações da Lava Jato do Paraná também foram adicionadas.

Também se aguardou o andamento de acordos de colaboração que estavam em negociação, porque havia a expectativa de que seriam úteis no caso.

Léo Pinheiro, preso em Curitiba, tenta assinar uma delação premiada. Oito executivos da empreiteira que trabalhavam no setor responsável pelo caixa dois e pelos repasses de propinas da construtora já tiveram seus acordos homologados pelo Supremo.

Os ex-funcionários não ocupavam a cúpula da OAS, mas, por atuar na área de movimentação ilegal de dinheiro, conhecida internamente como controladoria, forneceram documentos que podem permitir a comprovação de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

Desde o início das investigações, Maia sempre afirmou que nunca recebeu vantagem indevida para apreciar qualquer matéria na Casa. Tem dito também que, ao longo de seus cinco mandatos de deputado federal, sempre votou "de acordo com a orientação da bancada ou com a própria consciência."

Maia também é investigado por repasses recebidos da Odebrecht. Ele apareceu na delação premiada de executivos da empreiteira.

Além das explicações do episódio específico, a PGR informou de forma genérica que os inquéritos são trabalhados de acordo com determinados critérios de "natureza fática" ou "jurídica", como as investigações nas quais ocorreria a perda de foro perante o Supremo Tribunal Federal.
Bahia Notícias

Anastasia tenta articular Jereissati para presidir o Senado, mas não há estusiasmo


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De férias, Jereissati ainda nem começou a fazer campanha
José Carlos Werneck
O senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais, escreveu no Twitter que tem articulado a candidatura de Tasso Jereissati para a presidência do Senado. “Acredito que Tasso. pela sua trajetória, pelo seu perfil, suas qualidades, competência, serenidade e preparo, tem todas as condições de comandar o Senado da República pelos próximos dois anos e colaborar para que o Brasil saia de vez da crise e devolva a dignidade para o seu povo.”
Enquanto isso, Izalci Lucas, senador eleito pelo PSDB do Distrito Federal, alfinetou seu correligionário Tasso Jereissati, potencial adversário de Renan Calheiros na disputa pela presidência do Senado: “Ele quer ser ungido”, declarou ao site “O Antagonista”.
DE FÉRIAS – “O Tasso, eu acho, tem o perfil ideal, mas está de férias. Nem para mim ele pediu voto ainda. Ele quer ser ungido. E ungido não vai acontecer.” disse Izalci.
Nas apostas feitas nos corredores do Senado, Izalci aparece como eleitor de Renan Calheiros. E com a recente decisão do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, a votação em 2 de fevereiro será secreta.
Informado disso, Izalci rebateu: “Não tem nada decidido, tem muita coisa pela frente, tem que ver a proposta de cada um.”
Para ele, por ter a segunda maior bancada da Casa, o PSDB “não pode brincar”. “Não dá para brincar. Não pode perder espaço”, disse o senador eleito.
SEM ENTUSIASMO – O PSDB tem hoje a vice-presidência, ocupada pelo senador Cássio Cunha Lima, da Paraíba, que não conseguiu se reeleger.
A grande verdade é que os tucanos não estão nada entusiasmados com candidatura de Tasso à presidência do Senado. Muitos deles dão a impressão que tanto faz, e com isso estão totalmente desestimulados e parecem conformados com uma muito provável vitória de Renan Calheiros.
O senador Tasso Jereissati realmente faz algumas articulações para tentar viabilizar sua candidatura à presidência do Senado, mas está muito difícil encontrar correligionários do tucano empolgados com a possibilidade. Para vários deles, tanto faz se Tasso concorrer ou não. 

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