segunda-feira, novembro 26, 2018

Alvos da Lava Jato pressionam Maia a abrandar as leis penas, e Moro reage


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Moro pede que o projeto não entre em pauta este ano
Camila Mattoso e Ranier BragonFolha
Um grupo de parlamentares de partidos envolvidos nas investigações da Lava Jato pressiona o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a colocar em votação nas próximas semanas projeto que altera as regras de execução penal no Brasil, afrouxando a punição a diversos crimes, incluindo os de colarinho branco. Integrantes do PP —uma das siglas mais implicadas no escândalo da Petrobras e a terceira maior bancada na Câmara—, entre outros partidos, dizem ser essa uma das condições para o apoio a Maia, que tentará a reeleição ao cargo em fevereiro.
Questionado se irá colocar o projeto na pauta de votações, o presidente da Câmara afirmou: “Estou estudando o assunto e ouvindo algumas pessoas antes de decidir”.
CONDIÇÕES – Investigado em inquérito decorrente de delação da Odebrecht, ele nega que haja colegas propondo o apoio em troca da votação. “As condições pra votar este e outros projetos é que possam caminhar em harmonia com os outros Poderes e o Ministério Público.”
A Folha confirmou a existência da pressão na semana passada com parlamentares que falaram sob a condição de se manter no anonimato. Procurado, o futuro ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Sergio Moro, disse que a proposta tem vários pontos controversos. “Entendo que a apreciação de projetos de reformas da lei penal deve ser adiada para a próxima legislatura para que o novo governo possa apreciá-los. O PL 9054/17 tem pontos muito problemáticos”, disse Moro.
Ele cita o caso de progressão de pena antecipada em casos de presos de unidades superlotadas e a exigência de sentença para o reconhecimento de falta grave de um presidiário, o que, segundo ele, pode levar anos.
PRESOS PERIGOSOS – “O projeto pode inadvertidamente implicar a soltura antecipada de presos perigosos e prejudicar a disciplina nas prisões. Confio que o Congresso terá a sensibilidade de aguardar”, afirmou Moro, que foi o juiz responsável pela Lava Jato em Curitiba até o início do mês. Questionado sobre os casos de abrandamento de punição a crimes de colarinho branco, ele não fez mais comentários.
Responsável pela articulação política de Michel Temer, o ministro Carlos Marun afirmou que o governo não tem opinião sobre a proposta, mas externou sua posição pessoal: “Defendo que o Brasil busque consensos. E penso que o primeiro deles deveria ser o absoluto respeito, por todos os Poderes, da literalidade da lei. Chega de vermos interpretações criativas balizando sentenças e atitudes de autoridades.”
Temer é alvo de duas denúncias sob acusação de corrupção passiva e organização criminosa. Elas estão congeladas e serão retomadas após o fim de seu mandato.
PROJETO RENAN – Elaborado por uma comissão de juristas instalada em 2012 pelo então presidente do Senado, José Sarney (MDB-AP) e que concluiu seu trabalho no final de 2013, o projeto foi assinado pelo então presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), também alvo da Lava Jato, e foi aprovado na Casa em 2017.
O texto de 37 páginas tem como eixo principal o abrandamento de penas e regras com o objetivo de combater a superlotação do sistema penitenciário, facilitar a ressocialização de presos e reduzir a burocracia do sistema. Para isso, abranda a punição para diversos tipos de crimes, desde que atendidos alguns pressupostos.
Uma das mudanças possibilita a substituição da prisão por pena restritiva de direitos (proibição de sair de casa após determinado horário, por exemplo), nos casos de condenação a penas inferiores a cinco anos (desde que se trate de crimes não praticados com violência), como associação criminosa e fraude em licitações.
SUSPENSÃO – Outra permite ao Ministério Público negociar a suspensão do processo para crimes com pena mínima de três anos, em vez de um ano, como é hoje. O autor ficaria com diretos restringidos no período e, ao final, pode ter a punição extinta.
“Em sendo aprovada tal redação, possível será, em tese, a aplicação do instituto a diversos crimes de significativa ofensividade, em especial, crimes financeiros e contra a administração pública, a saber: peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de capitais e organização criminosa”, escreveu no ano passado o Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais do Ministério Público do Paraná em estudo sobre a proposta.
O projeto também eleva de 8 para 9 anos a exigência de que os condenados comecem a cumprir a pena em regime fechado e coloca na lei a previsão de mutirões da Justiça para antecipar benefícios a presos em caso de superlotação, entre outros pontos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Trata-se de uma versão menos radical da anistia que Rodrigo Maia colocou em votação de surpresa, na calada da noite, em manobra desfeita pela reação indignada dos deputados Miro Teixeira (Rede-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP). Se Maia colocar em pauta, o projeto da semi-anistia será aprovado, sem a menor dúvida. (C.N.)

domingo, novembro 25, 2018

Anabel deve concorrer ao cargo de prefeita de Jeremoabo

Luiz Brito DRT/BA 3.913

Foto: Reprodução
Ex-prefeito da cidade já articula com aliados retorno ao cargo que ocupou
Ex-prefeito da cidade já articula com aliados retorno ao cargo que ocupou
A ex-prefeita de Jeremoabo, Anabel de Tista, afirmou que pretende disputar o cargo de prefeita da cidade nas eleições de 2020. Bebela está animada e confiante para retornar ao cargo que ocupou por 4 anos.
Anabel vive uma grande empolgação e já articula com aliados o retorno ao pleito municipal, onde ela começou a ganhar notoriedade estadual quando foi prefeita da terra da Jurema em flor. Tsntp é que foi acomodada no governo Rui Costa, com o poder de articulação com todos os prefeitos do interior. 
Após a eleição suplementar que elegeu o emprrsário derí do Paloma,  alguns nomes começaram a ser levantados como postulantes à sua sucessão, que  só ocorre daqui dois anos.
Derí por enquanto não se pronunciou sobre o projeto de reeleição. Seus aliados mais próximos  dizem que sua preocupação agora é cuidar da cidade.
Outros nomes também já foram levantados, como o da ex prefeita Anabel de Tista (PSD) que esta semana participou de um evento denominado Semana da consciência Negra,  que não deixou escapar o tom de pré lançamento da sua  candidatura em 2020, inclusive com a presença do prefeito na mesa diretora. O evento foi realizado nas dependências da Câmara, depois ganhou as ruas da cidade.
Na fotografia Derí demonstra claramente o seu aparente desconforto em terreno minado de eternos adversários. A exemplo a deputada estadual reeleita Fátima Nunes (PT), Anabel e o ex-prefeito interino Antônio Chaves

Nos bastidores, também fala-se numa possível candidatura do  sindicalista Marcelo que já esteve nos dois lados, agora deverá tentar carreira solo.
Nota da redação deste Blog -  Na politicagem de Jeremoabo nada é impossível, já assisti um filme com  mesmo enredo, onde contra Spencer  Tista estava de " pior para acabou" e terminou retornando ao poder.
Além do mais o grupo de Anabel está com a maioria dos vereadores,,a oposição já começou a entrar em campo denunciado  as irregularidades praticadas pelo atual gestor, inclusive com representações na Justiça Federal, portanto, o futuro a Deus pertence.

Bolsonaro veta avaliação para médicos brasileiros, proposta por futuro ministro


Bolsonaro participa de encontro com atingos e atuais comandantes, professores e alunos da Escola de Educação Física do Exército, na Urca, Zona Sul do Rio Foto: Divulgação
Bolsonaro participou de um evento do Exército, na Urca
Igor MelloO Globo
O presidente eleito Jair Bolsonaro rejeitou a proposta de criar uma espécie de Revalida para médicos formados no Brasil. A ideia foi dada por seu futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), em entrevista ao GLOBO neste domingo . Segundo o presidente, a ideia do futuro ministro pode ter consequências parecidas com as do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), obrigatório para que bacharéis em Direito possam atuar como advogados. A prova tem índices altos de reprovação.
— Sou contra Revalida para médicos brasileiros, está ok? Ele (Mandetta) está sugerindo um Revalida até com uma certa periodicidade.  Sou contra porque vai desaguar na mesma situação que acontece com a OAB. Nós não podemos formar jovens no Brasil, cinco anos no caso da advocacia, e depois submetê-los a serem boys de luxo nos escritórios de advocacia — disse o presidente eleito.
NO CONGRESSO – Em entrevista ao Globo, Mandetta defendeu a avaliação de médicos brasileiros e disse que o governo deveria encaminhar uma proposta ao Congresso sobre o tema.
— Precisa haver no Congresso esse debate. A gente tem que ir para a certificação das faculdades e ter um nível mínimo de formação dos nossos profissionais. Inclusive, se o médico brasileiro é formado nos EUA, na Bolívia, na Argentina ou na Coreia do Sul, ele faz a mesma prova. Eu não tenho por que cobrar conhecimento diferente do médico brasileiro e do de fora — declarou o futuro ministro.
Bolsonaro, porém, não defende a mesma posição. Mudou de assunto e projetou anunciar todo o ministério do futuro governo nos próximos dias. Nomes para pastas importantes, como as da área de infraestrutura, ainda não foram anunciados.
— Os nomes que aparecem têm que estudar. Espero até o final do mês estar resolvida essa questão dos ministérios — disse.
RECADO – Bolsonaro também mandou neste domingo um recado para o Congresso ao abordar votações importantes de sua futura gestão.
— As votações importantes não são para o presidente, nem para o Parlamento. São para o Brasil. Vai da consciência de cada um. O que nós decidimos desde que comecei minha campanha, há quatro anos, é que faria uma política diferente. Se vai dar certo, espero que sim. Mas fazer a mesma política vai dar errado — disse.
O presidente comentou o adiamento da cirurgia que retirará a bolsa de colostomia usada por ele desde que sofreu um atentado a faca durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em setembro. O procedimento só deve ocorrer no dia 20 de janeiro. “Estou chateado, mas não posso forçar a barra. Se fizer a cirurgia hoje poderia ter que refazer a colostomia” — lamentou.
CALÇÃO PRETO – Bolsonaro foi neste domingo à Escola de Educação Física do Exército, na Urca, Zona Sul do Rio, onde participou do 10° Encontro do Calção Preto, que reúne antigos e atuais comandantes, instrutores, professores e alunos da instituição. O presidente eleito chegou à instalação militar às 11h10, escoltado por homens da Polícia Federal.
Segundo o Centro de Capacitação Física do Exército, o evento tem como objetivo “relembrar momentos inesquecíveis passados” na unidade. Bolsonaro participou de todas as edições até hoje, segundo o Exército

Palocci acusa Lula de interferir em fundos de pensão para bancar campanhas


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Palocci disse que o próprio Lula comandava as reuniões
Ricardo BrandtEstadão
Em delação premiada à Polícia Federal, o ex-ministro Antônio Palocci relata suposta atuação criminosa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para viabilizar o projeto de nacionalizar a indústria naval e arrecadar recursos para “quatro ou cinco” campanhas do PT – em especial, a primeira eleição de Dilma Rousseff, em 2010 –, à reboque da descoberta do pré-sal.
Segundo Palocci, Lula e Dilma teriam determinado indevidamente a cinco ex-dirigentes dos fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), da Caixa Econômica Federal (Funcef) e da Petrobrás (Petros), indicados aos cargos pelo PT, que capitalizassem o “projeto sondas” (Sete Brasil).
TUDO ILÍCITO – A operação financeira, que resultou na criação da Sete Brasil, em 2010, buscava viabilizar a construção no Brasil dos navios-sonda – embarcações que perfuram os poços de petróleo – para a Petrobrás explorar o pré-sal. A estatal anunciara em 2008 que precisaria de 40 equipamentos – no mundo, existiam menos de 100. “Dentro desse investimento, tinha todo ilícito possível”, afirmou o ex-ministro, em depoimento à PF.
As “ordens” de Lula – que, assim como Palocci, está preso e condenado pela Operação Lava Jato – eram cumpridas, diz o ex-ministro. Os presidentes dos fundos, segundo ele, “eram cobrados a investir sem analisar.”
A Polícia Federal levantou dados que corroborariam a delação ao indicar que prazos, estudos técnicos detalhados e apontamentos de riscos e prejuízos foram ignorados. O delator afirma que “todos” sabiam que estavam “descumprindo os critérios internos” dos fundos “e também gerando propinas ao partido”.
NA LAVA JATO – Cinco ex-dirigentes são citados: Sérgio Rosa e Ricardo Flores (Previ), Guilherme Lacerda (Funcef) e Wagner Pinheiro e Luís Carlos Affonso (Petros). Na sexta-feira, como parte da 56ª fase da Lava Jato, a Justiça determinou a prisão de Affonso, enquanto endereços de Pinheiro foram alvo de operações de busca e apreensão. Ambos são investigados por supostas irregularidades em obra da sede da Petrobrás na Bahia.
Palocci cita “reuniões” de Lula com os representantes dos fundos, “muitas vezes em conjunto”, outras separadamente. A delação forneceu à PF pistas para confirmação dos encontros, alguns em “reuniões oficiais” com atas. O ex-ministro afirmou ter alertado Lula sobre os riscos, por não serem “atas de reuniões, mas sim relatos de ilícitos”.
O delator disse ter sido procurado por ex-dirigentes dos fundos, que demonstraram “preocupação”. “Eles pediam para que eu ajudasse a tirar a pressão do Lula e da Dilma para que eles pudessem ter tempo de avaliar o projeto e fazer (os investimentos) de forma adequada.” Segundo ele, “o presidente reagia muito mal”. “Ele (Lula) falava ‘quem foi eleito fui eu, ou eles cumprem o que eu quero que façam ou eu troco os presidentes’”.
ALTA DELAÇÃO – Palocci não é um colaborador qualquer. Preso desde outubro de 2016 em Curitiba e condenado a 12 anos, além de ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma, ele foi um dos coordenadores das campanhas do PT, interface do partido com o empresariado e o setor financeiro, membro do Conselho de Administração da Petrobrás e responsável pela indicação de alguns dos presidentes dos fundos de pensão de estatais.
O PT ocupou os comandos da Previ, Funcef e Petros desde o início do governo Lula, em 2003, segundo o delator. O ex-ministro das Comunicações Luiz Gushiken (que morreu em 2013) era o principal responsável pela área. Palocci diz que foi padrinho político de Sérgio Rosa e Wagner Pinheiro e que o ex-ministro José Dirceu indicou Guilherme Lacerda – todos com aval de Gushiken.
O papel de liderança de Palocci no esquema político de corrupção alvo da Lava Jato pesou na decisão da Polícia Federal em aceitar a delação. Os termos acordados foram homologados em junho pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, que vai julgar nesta semana a eficácia da colaboração para obtenção dos benefícios de redução de pena.
SETE BRASIL –  A nacionalização dos setor naval garantiu no final do segundo mandato de Lula a promessa de 100 mil empregos nos estaleiros e milhões em contratos vinculados à Petrobrás. Os 28 fechados entre 2011 e 2012 no primeiro pacote somavam US$ 22 bilhões.
Os aportes de recursos da Funcef, Petros e Previ foram fundamentais para consolidação dos investimentos que resultaram na criação da Sete Brasil Participações S/A. Sociedade da Petrobrás (que tinha 10% das cotas) e do FIP Sondas (90%) – composto majoritariamente por dinheiro dos fundos previdenciários e dos bancos BTG, Santander e Bradesco.
A Sete Brasil, criada em dezembro de 2010, ficou responsável por contratar as construções dos navios-sondas de estaleiros “companheiros”, instalados no País, e alugá-los em funcionamento para a Petrobrás – que foi sócia, investidora e contratante da empresa.
ERAM DO CARTEL – Os estaleiros contratados foram o Enseada Paraguaçu, na Bahia, BrasFELS, no Rio de Janeiro, Aracruz Jurong, no Espírito Santo, Atlântico Sul, em Pernambuco, e Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Três deles controlados por empreiteiras nacionais, como Odebrecht, OAS, UTC, Engevix, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão – do cartel acusado na Lava Jato de fatiar obras de refinarias desde 2004.
As revelações sobre a “aventura da Sete Brasil” – como registra o delator – servem para duas investigações em que Palocci colabora: a da Lava Jato, em Curitiba, sobre corrupção de pessoas ligadas à Petrobrás e a Sete Brasil, e a da Operação Greenfield, em Brasília, sobre desvios nos fundos de pensão das estatais em benefício de políticos do PT e do MDB.
Com a Lava Jato deflagrada em 2014 e a descoberta de que 1% de propinas nos negócios, a Sete Brasil quebrou em 2016 sem entregar nenhuma das sondas. Alguns dos estaleiros faliram. Petrobrás e os investidores ainda calculam os prejuízos. Dos 28 equipamentos que começariam a ser entregues em 2016, só quatro serão viabilizados.
PROPINAS –  A interferência nos fundos estava diretamente ligada à reunião no Palácio do Alvorada, no início de 2010, narrada por Palocci no Termo 01 da delação – tornado público na semana final do primeiro turno das eleições 2018 pelo ex-juiz federal Sérgio Moro. Nela, Lula teria exigido do ex-ministro, de Dilma e de José Sérgio Gabrielli (ex-presidente da Petrobrás) que os negócios das sondas bancassem as campanhas do PT.
O episódio é citado por Palocci como a “cena mais chocante” de um presidente que “sucumbiu ao pior da política no melhor dos momentos do seu governo” e “marca uma mudança significativa” na forma como Lula interagia com a corrupção nos governos do PT.
ATUAÇÃO DE LULA – “Ele (Lula) sempre soube que tinha ilícito e sempre apoiou as iniciativas de financiamento ilícito de campanha, mas no caso do pré-sal ele passou a ter uma atuação pessoal, direta”, afirmou Palocci, em uma das 63 vezes que deixou a carceragem da PF, em Curitiba, para colaborar.
“Eu a Dilma e o Gabrielli ficamos um pouco perplexos da maneira sem cerimônia que ele (Lula) abriu e fechou o assunto. Ele raramente fazia dessa maneira, tão explícita e tão direta.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A defesa de Lula vai dizer que Lula não entendia nada do que se falava nessas reuniões. Ele achava que Sete Brasil era um plano para dividir o país em sete, para facilitar a circulação do dinheiro. Além do mais, na verdade tudo o que Lula fazia era sempre culpa de dona Marisa.(C.N.)

Colisão entre carreta e ônibus com fanfarra de Euclides da Cunha deixa 5 mortos e 29 feridos na BR-116


Redação Portal Cleriston Silva PCS

Uma colisão entre um ônibus escolar e uma carreta deixou pelo menos cinco mortos e 29 feridos na manhã deste domingo (25), na altura do km 382 da BR-116, perto da cidade de Santa Bárbara, a cerca de 35 km de Serrinha. As informações obtidas pelo Portal Cleriston Silva – PCS - são da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A subtenente do Corpo de Bombeiros, Gabriela, disse que foi necessário utilizar um guincho para ajudar no resgate. Ainda de acordo com ela, três adultos morreram no local, e mais dois foram a óbito no hospital.

Por meio de nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que dos 29 feridos, seis foram atendidos no Hospital Municipal de Santa Bárbara, 19 foram encaminhados para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, e quatro para o Hospital Estadual da Criança (HEC), também em Feira. Não há detalhes do estado de saúde deles.

Segundo a polícia, o acidente ocorreu por volta das 10h50. O grupo que seguia no ônibus saiu do município de Euclides da Cunha, a cerca de 143 km de Serrinha, e ia para um concurso de bandas e fanfarras da Liga Cultural de Bandas Musicais da Bahia (Licbamba) em Antônio Cardoso, cidade vizinha a Feira de Santana.

Informações preliminares da PRF apontam que o motorista da carreta tentou fazer uma ultrapassagem e bateu no ônibus que transportava a equipe da Fanfarra do Educandário Oliveira Brito (Faneob). A cabine da carreta ficou destruída e o motorista morreu preso às ferragens. As outras quatro pessoas que morreram estavam no ônibus, que também ficou destruído.

As equipes da polícia foram encaminhadas para o local e a rodovia foi interditada. Além da PRF, bombeiros e agentes da polícia técnica estiveram no local do acidente.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura de Antônio Cardoso, o evento cultural de fanfarras e bandas foi cancelado. Moradores de Antônio Cardoso fizeram homenagens às vítimas com a formação de uma grande roda e orações.


Carreta e ônibus que bateram na BR-116

Bombeiros e agentes da Polícia Técnica no local do acidente

De acordo com Sesab, 29 ficaram feridos

ônibus escolar com fanfarra de Euclides da Cunha colide com carreta na BR-116

No caso do ministro Velez, o que se viu foi um gesto de submissão de Bolsonaro


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Silas Malafaia apoiou e comemorou a indicação de Velez
Ascânio SelemeO Globo
Um dos melhores nomes que circularam na mesa de ministeriáveis do presidente eleito, Jair Bolsonaro, o de Mozart Neves Ramos, para a Educação, foi bombardeado e expelido pela bancada evangélica. Com todo respeito aos evangélicos e aos fiéis de qualquer outra denominação, a questão não é religiosa, e não pode ser. O Estado brasileiro é laico por determinação constitucional. Significa que seus governantes não se subordinam a nenhuma instância religiosa. Não foi o que aconteceu na indicação do futuro ministro da Educação.
Mozart Ramos foi vetado, esta é a palavra correta, pela bancada evangélica, e antes de nomear seu substituto, o presidente eleito pediu o aval de Silas Malafaia, pastor pentecostal de uma igreja ligada à Assembleia de Deus. Malafaia apoiou e festejou a indicação do filósofo colombiano Ricardo Vélez Rodriguez. Os evangélicos do Congresso também gostaram do novo nome, um conservador de direita que comandará o Ministério da Educação levando em conta o conceito da Escola sem Partido.
TRÊS GURUS – Três homens influenciam Jair Bolsonaro. Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes e Olavo de Carvalho. Todos indicaram ministros. Onyx chegou a chamar um pelo nome antes mesmo de ele ser anunciado pelo presidente eleito. Guedes nomeia quem quer e gasta no máximo uma hora explicando ao seu chefe por que este vai para o BC e aquele para o BB. Olavo nunca se encontrou com Bolsonaro e falou com ele pelo telefone apenas três vezes, segundo entrevista que deu para a repórter Natália Portinari. Mesmo assim, já nomeou dois ministros.
Depois do chanceler antiglobalista, ele recomendou Vélez Rodriguez, especialmente pelo seu perfil conservador. Olavo não é burro, sabe que Escola sem Partido é uma miragem. Ele disse na entrevista ao Globo que primeiro é preciso se conceituar o que é isso e como se manifesta o esquerdismo nas escolas e universidades, para depois tentar produzir um projeto de lei que delimite sua abrangência.
Segundo ele, o ideal seria conceituar o movimento como Escola sem Censura. Num post em rede social, Olavo disse que na sala de aula o professor deveria expor sua opinião e a opinião oposta.
RELIGIÃO – O fato é que, no Brasil, 87% da população é cristã, e pelo menos um quarto deste contingente frequenta serviços religiosos. Talvez por isso, pelo espetacular tamanho do rebanho que dominam, líderes religiosos muitas vezes se julgam justos o suficiente e capazes o bastante para dizer que rumo todos devem tomar, inclusive os que não professam a mesma fé ou que não professam fé alguma. E assim vetaram Mozart Ramos, que era a primeira escolha de Bolsonaro, mas se lixava para a Escola sem Partido.
A bancada evangélica sempre exerceu influência sobre governos, mas nunca a ponto de apor vetos a ministros. Houve ministros indicados pelo grupo mesmo nos governos petistas, mas jamais se soube de um nome escolhido pelo presidente que acabasse sendo retirado por determinação religiosa.
SUBMISSÃO – O que se viu esta semana em Brasília foi um gesto de submissão de um presidente eleito. Fazer consultas a partidos e bancadas da sua base ou que representam sua orientação ideológica faz sentido e é do jogo democrático. Ouvir e aceitar um não publicamente é que são elas.
Mais de 20% dos brasileiros frequentam cultos religiosos pelo menos uma vez por mês. Na Itália, 11% da população vão a algum tipo de missa, contra 3,5% na Grã-Bretanha e apenas 1% na Suécia. Agora, imaginem um pastor, um bispo ou um grupo político ligado a igrejas evangélicas vetando um ministro em Estocolmo. Pois é. E o Brasil assim vai se modernizando.

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