sábado, maio 28, 2011

Fotos do dia

Christine Fernandes está na capa da "Status" de junho Praça Júlio Prestes, na região da Luz, é tomada por usuários de drogas Bandeira americana em meio a escombros após tornado atingir a cidade de Joplin, nos EUA
Messi domina a bola em treino para final da Liga dos Campeões da Europa Rooney se prepara para disputar o título conta o Barcelona Danilo e Neymar correm em treinamento para jogo contra o Botafogo pelo Brasileirão

Leia Notícias do seu time

Voo 447 caiu em 3 minutos e 22 segundos

Folha de S.Paulo

O voo 447 da Air France despencou a 187 km/h em três minutos e 22 segundos, revelou ontem relatório do BEA, órgão do governo francês que investiga o acidente de 31 de maio de 2009 na rota Rio-Paris --na ocasião, as 228 pessoas a bordo morreram.

Documento feito pelo BEA corrobora apuração inicial do próprio órgão, de 2009, de que falhas nas sondas pitot --que medem a velocidade do avião-- foram o ponto de partida para a queda. Por outro lado, o relatório traz dados que põem em xeque a conduta dos dois pilotos que comandavam o Airbus, que podem ter sido induzidos a erro pela falha nas sondas pitot.

O documento não traz nenhuma conclusão definitiva sobre o acidente, mas reproduz a cronologia do voo.

Uma das constatações: quando os problemas começaram, o avião ficou quase sempre com o nariz empinado e nessa posição ele caiu.

Ocorre que o procedimento padrão é outro: abaixar o nariz do avião para fazê-lo alcançar a velocidade ideal e recuperar a estabilidade, diz Pierre Sparaco, da Academia Francesa do Ar e do Espaço.

Empinar o nariz do avião pode ter sido uma tentativa de recuperar altitude, só que arriscada, pois se a velocidade estivesse muito baixa, o avião perderia sustentação e começaria a cair.

Só que, em razão da falha nas sondas pitot, os pilotos não sabiam a velocidade, justamente o dado essencial para, em situações assim, recuperar a estabilidade.

Os dados não confiáveis que o Airbus transmitia fizeram desativar o piloto automático. Aos pilotos, restou tentar controlar o avião "na mão", pelo manche. O alarme de perda de sustentação foi ativado e a aeronave oscilou e o avião perdeu altitude.

Os problemas começaram às 23h10min05s, quando os pilotos receberam informações dos pitots --uma queda da velocidade. O impacto no mar ocorreu às 23h14min18s. O relatório final será divulgado em junho.

Fonte: Agora

INSS deve pagar 1ª parcela do 13º em agosto

Luciana Lazarini
do Agora

Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) devem receber a primeira parcela do 13º a partir do dia 25 de agosto. Cerca de 24 milhões de segurados têm direito a receber a grana extra.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical, João Inocentini, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, e o presidente do INSS, Mauro Hauschild, garantiram que a antecipação do abono de Natal dos aposentados será feita neste ano. "Ontem, o presidente do INSS ficou de enviar, nesta segunda-feira, uma resposta oficial, por e-mail, confirmando o pagamento deste ano", afirmou.

O Ministério da Previdência disse que pretende renovar o acordo, mas que ainda precisa da autorização do Palácio do Planalto para oficializar a antecipação. Para o governo liberar a primeira parcela do 13º dos aposentados, será preciso publicar um decreto.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora neste sábado

sexta-feira, maio 27, 2011

CMI Brasil - (SP) É proibido proibir: Marcha pela Liberdade

CMI Brasil - (SP) É proibido proibir: Marcha pela Liberdade: "(SP) É proibido proibir: Marcha pela Liberdade

– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

Com qual presidente eu vou?

SANDRO VAIA
BOLG DO NOBLAT

Depois de um descanso de cinco meses, o presidente Lula reassumiu seu cargo na quarta-feira passada, foi almoçar com algumas eminências pardas na casa do sábio conselheiro Sarney, colocou ordem na casa da Mãe Joana em que se tornou o governo, deu um pito em alguns ministros, puxou as orelhas de Palocci e de Dilma Roussef por estarem maltrando a base aliada e foi embora para casa.

Não sem antes, claro, posar para as fotos com ar de Eisenhower pronto para comandar o desembarque na Normandia.

Na quinta, as prerrogativas do cargo voltaram às mãos de sua alter-ego eleita, que mandou arquivar os filmetes de propaganda anti-homofóbica que o ministro da Educação ia distribuir nas escolas públicas, dizendo que não cabe ao governo fazer propaganda de opções sexuais e nem interferir na vida privada das pessoas.

É certo que os filmetes só foram interditados depois que a bancada evangélica, com a sutileza elefantíaca de um Anthony Garotinho, ameaçou votar a favor da convocação de Palocci para depor na Câmara se os filminhos homoafetivos de Haddad não fossem retirados de circulação.

Ficou a impressão de que a presidente decidiu certo por linhas tortas, mas esses também são ossos do ofício presidencial.

Ao retomar seu cargo, a presidente ainda criticou aqueles que estão “politizando” o caso Palocci, como se a acusação de descomedido e rápido enriquecimento do ministro não fosse uma questão política, como se ela própria não fosse política , como se o acusado não fosse político, como se governo e oposição não estivessem aqui ou em qualquer lugar do mundo tratando de política e em qualquer hora do dia ou da noite travando um embate político, pois é de política que a política trata.

A República viveu uma semana divertida em sua primeira experiência multipresidencial desde que 3 militares dividiram a presidência, quando o marechal Costa e Silva sofreu uma trombose que o impediu de continuar governando.

Já na segunda-feira o governo sofrerá uma estrondosa derrota na votação da lei do Código Florestal, principalmente na votação da emenda que transfere aos estados a regulamentação de alguns artigos controvertidos do Código.

O PMDB, esteio numérico da base aliada, votou em peso na emenda, que a presidente Dilma chamou de “vergonhosa”, segundo o sutil aviso de Cândido Vaccarezza, o líder do governo na Câmara Federal, que foi atropelado em plenário e aplastado como um gato de desenho animado pelos seus próprios liderados.

Para completar a noite gloriosa, Vaccarezza deixou no ar uma advertência que horrorizou os deputados de almas mais sensíveis e que os distraídos jornalistas políticos deixaram passar batido como se fosse apenas uma banalidade: “Esta Casa corre risco quando o governo é derrotado”.

O que quis dizer Vaccarezza com isso? Ele estaria com um AI-5 no bolso ou foi apenas uma boquirrotice de um goleiro abalado pela bola que tinha acabado de passar por baixo de suas pernas?

Alguns deputados esbravejaram da tribuna, mas nenhum jornalista se deu ao trabalho de perguntar ao líder o que ele quis dizer com aquilo.

A semana agitada parece se encaminhar para um final menos turbulento, ainda que com uma dúvida pairando no ar: qual presidente governará na semana que vem?



Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br


Sinopses dos jornais

O Globo


Manchete: Aumento patrimonial - Dilma e Palocci atendem Lula e dão explicações

Após 11 dias, presidente fala sobre caso em público; ministro, só a portas fechadas

Após o ex-presidente Lula cobrar reação mais forte da presidente Dilma Rousseff e do ministro Antonio Palocci, os dois falaram pela primeira vez ontem, 11 dias depois, a respeito das suspeitas que recaem sobre o aumento do patrimônio do hoje chefe da Casa Civil. Dilma abordou a crise num evento público, mas Palocci, apenas numa reunião fechada com senadores do PT. Dilma usou o mesmo argumento de Lula para defender Palocci, com a concordância do ministro: chamou as denúncias de "luta política" e disse que "a oposição tenta o terceiro turno" das eleições. Os dois disseram que Palocci dará todas as explicações aos órgãos de controle. (Págs. 1, 3 e 4 e editorial "Não ser tutelado nem refém de clientela")


Dilma: desmatamento não pode ser anistiado

A presidente Dilma Rousseff disse que o governo negociará no Senado mudanças no Código Florestal para retirar a anistia aos desmatadores. Admitiu que, se a anistia for mantida, pode vetar a emenda e questioná-la na Justiça. (Págs. 1 e 15)

Destruição da Mata Atlântica cai 55% (Págs. 1 e 34)


Kit anti-homofobia era já a partir de 11 anos

Motivo de polêmica no Congresso, o kit "Escola sem homofobia" não se destinava só ao ensino médio, como informava o MEC, mas também a alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental - a partir de 11 anos, portanto. Entidades gays criticaram a decisão da presidente Dilma de suspender a distribuição do kit e disseram que o MEC aprovou o material. Dilma disse que o governo não fará propaganda de opção sexual. (Págs. 1 e 9 a 11)

Campinas: vice, do PT, é preso no aeroporto

Suspeito de corrupção, o vice-prefeito de Campinas (SP), Demetrio Vilagra, do PT, foi preso ontem ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos, vindo de Madri. Ele é acusado de comandar um esquema de fraudes em licitações que já teria desviado R$ 615 milhões dos cofres públicos e envolveria mais de dez pessoas. Vilagra teria pedido propina a empresários para pagar dívidas de campanha. (Págs. 1 e 4)

Extrativista é enterrado sem o governo e o PT

Sem a presença de ministros ou representantes nacionais de partidos, nem mesmo do PT, foram enterrados ontem os corpos dos dois extrativistas assassinados no Pará. Três mil pessoas acompanharam a cerimônia. (Págs. 1 e 14)

Ciclovia no Rio tem preço de rodovia

Cada quilômetro da ciclovia na Zona Oeste inaugurada domingo passado pelo prefeito Eduardo Paes custou mais que o preço médio de uma estrada, segundo a Associação das Empresas de Engenharia do Estado do Rio, ou metade de uma rodovia (segundo o Dnit) ou de uma rua (pela tabela da Emop). Um engenheiro do Crea classificou a obra de R$ 20 milhões, que já apresenta rachaduras, como "um quebra-galho". (Págs. 1 e 17)


Plataforma da Petrobras é interditada

Nove meses após problemas na P-31 e na P-33, auditores do Ministério do Trabalho mandaram interditar ontem a P-65, a mais antiga da Bacia de Campos. Foram constatadas 34 falhas que põem em risco os trabalhadores. (Págs. 1 e 25)


Google critica ditadores do mundo árabe

No G-8, que reúne as maiores economias do mundo, o diretor-executivo da Google, Eric Schmidt, criticou a censura à internet no Irã e na Síria e lembrou que a infraestrutura da web, nesses casos, pertence aos governos. (Págs. 1 e 30)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Ministério Público decide investigar ganhos de Palocci

Procuradoria do DF pede cópia da declaração do IR da empresa para a Receita; ainda é possível abertura de inquérito criminal

O Ministério Público Federal abriu investigação para apurar se a evolução patrimonial do ministro Antonio Palocci de 2006 a 2010 é compatível com os ganhos da sua empresa, a Projeto.

O chefe da Casa Civil multiplicou seu patrimônio por 20 quando acumulou as funções de deputado e consultor, revelou a Folha. (Págs. 1 e Poder A4 a A8)

Ministro está se explicando, diz Dilma

Mesmo sem fazer defesa enfática do ministro da Casa Civil, a presidente Dilma Rousseff procurou mostrar ontem que seu principal auxiliar no governo conta com sua confiança - e aproveitou para atacar a oposição.

Um dia após Lula alertar sobre falhas na articulação política, a presidente participou de evento público, recebeu senadores do PT e comentou pela primeira vez a situação de Palocci: em uma entrevista improvisada. (Págs. 1 e Poder A8)

Eliane Cantanhêde

Dilma não quer contaminação com crise que é “dele", não do governo. (Págs. 1 e Opinião A2)

Intervenção de Lula na crise foi mal necessário, avaliam aliados (Págs. 1 e Poder A8)

Foto legenda: Palocci e Dilma durante a cerimônia no Palácio do Planalto.

Kit do MEC fazia "propaganda", afirma presidente

Após barrar o kit anti-homofobia, a presidente Dilma Rousseff disse não aceitar que o governo faça "propaganda de opção sexual".

Para representante de grupo gay, o que se deseja é a "propaganda da discriminação sexual". (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Foto legenda: Dor e medo

Familiares, amigos e ativistas do MST acompanham o funeral de José Cláudio Ribeiro da Silva e da mulher dele, em Marabá (PA); parentes do líder extrativista assassinado disseram que se sentem ameaçados. (Págs. 1 e Poder A10)

Ex-líder militar do conflito na Bósnia é preso após 16 anos

O ex-líder militar Ratko Mladic foi preso depois de 16 anos foragido. Ele responde a 15 acusações em tribunal ligado a ONU; entre elas, o massacre de Srebrenica, em que mais de 8.000 homens e meninos muçulmanos morreram em 1995.

Detido na Sérvia. Mladic deverá ser extraditado para a Holanda. (Págs. 1 e Mundo A12 e A13)

Empresa promete fazer Itaquerão por R$ 600 mi

A construtora Serpal, uma das convidadas pelo Corinthians para refazer o orçamento do Itaquerão, promete erguer o estádio por R$ 600 milhões. O último preço da Odebrecht foi R$ 1.064 bilhão. (Págs. 1 e Esporte D5)

Rodolfo Landim

Brasil tem muito a fazer em educação, que é o maior ativo de qualquer país. (Págs. 1 e Mercado B11)

Barbara gancia

Querem gravar o rótulo de 'nazi' na testa de Danilo Gentili. (Págs. 1 e Cotidiano C2)

Editoriais

Leia "Ricos vs. emergentes", sobre a sucessão no comando do FMI, e
"A caixa-preta do BNDES", acerca dos negócios do banco com grupos empresariais. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Orientada por Lula, Dilma reaparece e defende Palocci

Presidente critica 'politização' do caso; ministro admite a petistas que ganhou dinheiro, mas de modo legal

Dois dias após a intervenção de Lula para contornar o escândalo envolvendo Antonio Palocci, a presidente Dilma Rousseff, orientada pelo ex-presidente, rompeu o silêncio e saiu em defesa de seu ministro da Casa Civil. “Quero assegurar a vocês que o ministro Palocci está dando todas as explicações aos órgãos de controle. Espero que a questão não seja politizada", disse Dilma. Para ela, a oposição quer um “terceiro turno". A senadores do PT, Palocci admitiu que ganhou bastante dinheiro, mas negou qualquer crime. (Págs. 1 e Nacional A4)


Bastidores
Dora Kramer
Um entrevero entre Palocci e Temer sobre o apoio do PMDB superou o limite do habitual. (Págs. 1 e Nacional A8)


'Menos que um automóvel'
Walter Torre Jr., dona da construtora WTorre, diz ao Estado que pagou valor ‘irrisório' pelas consultorias de Antônio Palocci. (Págs. 1 e Nacional A4)

Governo não interfere em opção sexual, diz presidente

Após ceder à pressão da bancada católica e evangélica e suspender o kit anti-homofobia do Ministério da Educação, a presidente Dilma Rousseff disse ontem que o governo não vai fazer "propaganda de opções sexuais" nem “interferir na vida privada das pessoas". O kit, que gerou polêmica entre especialistas, foi usado como moeda de troca para evitar a investigação do ministro Antonio Palocci (Casa Civil). (Págs. 1 e Vida A18)


Fernando Haddad
Ministro da Educação
"Há muita dificuldade de organizar um debate racional sobre o assunto". (Pág. 1)

União garante superávit forte e gastará mais

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, anunciou ontem que o governo vai afrouxar os gastos, depois de atingir um superávit primário de R$ 41,4 bilhões até abril, metade da previsão para o ano. O forte aumento da receita garantiu o resultado. (Págs. 1 e Economia B1)

Ibama barra duplicação da Régis Bittencourt (Págs. 1 e Cidades C1)


Motos terão de reduzir emissão de poluentes (Págs. 1 e Cidades C3)


Fernando Gabeira

Palocci e o jogo do futuro

A solução para a crise do caso Palocci e o escândalo das fraudes em saneamento em Campinas terá papel decisivo no futuro político do País. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Timothy Garton Ash

Um mundo do G-20

Se o G-8 não existisse hoje, ninguém sonharia em inventá-lo. O G-20 é um agrupamento muito mais apropriado para o século 21. (Págs. 1 e Visão Global A17)

Notas & Informações

A presidente 'ultrapassada'

Com a entrada de Lula em cena, Dilma Rousseff foi “ultrapassada", como se diz na caserna. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Câmara afrouxa regras para evitar futuras cassações

Os deputados aprovaram um projeto para regulamentar o Conselho de Ética da Casa e abriram a possibilidade de punições brandas para os parlamentares flagrados em atos ilícitos e processados por quebra de decoro. A partir de agora, eles podem receber censura ou ter o mandato suspenso por seis meses. O novo texto deixou de fora propostas para impor regras mais rígidas de conduta. Flagrada em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator de um esquema de corrupção em Brasília, Jaqueline Roriz (PMN-DF) será julgada em 8 de junho pelo Conselho e o caso dela se encaixa em artigos que preveem pena de suspensão. No entanto, o presidente da comissão, José Carlos Araújo (PDT-BA), afirma que as novas normas não vão alterar os rumos do processo de Jaqueline. (Págs. 1, 3 e 22)

Superlotado e inseguro

Segundo a Polícia Civil, o barco que naufragou no domingo, causando a morte de nove pessoas, transportava 110 passageiros, quase 20% a mais que a capacidade autorizada, de 92. Além disso, imagens feitas por peritos no fundo do Lago Paranoá mostram que os coletes salva-vidas estavam amarrados na estrutura da embarcação, dificultando o acesso aos equipamentos de segurança. Um dos sobreviventes conseguiu recuperar uma foto tirada por ele momentos antes da tragédia. (Págs. 1 e 19 a 21)

Foto legenda: Ninguém viu esse absurdo?

Em um dos estacionamentos da Praça do Buriti, que abriga as sedes do GDF, da Câmara Legislativa e do Tribunal de Justiça, um quiosque clandestino vendia livremente lanches na tarde de ontem. Após serem informadas do flagrante feito pela equipe do Correio, as autoridades prometeram tomar providências, mas somente hoje. (Págs. 1 e 26)

Homofobia: Comissão avaliará o novo kit para o MEC

Vetada por Dilma Rousseff, a cartilha antihomofóbica será reformulada. Segundo o ministro Fernando Haddad, um colegiado na Presidência da República dará a palavra final sobre temas como comportamento. Ele não descarta que os vídeos, considerados inadequados por Dilma, sejam totalmente refeitos. (Págs. 1, 7 e Visão do Correio, 12)

Foto Legenda: Peixe de terno e gravata

Pela primeira vez desde que foi eleito deputado, Romário visitou ontem uma escola pública em Ceilândia para debater políticas de incentivo à prática esportiva e levou ao delírio mais de 200 estudantes. (Págs. 1 e 27)

Dragão da inflação já come parte da renda dos brasileiros (Págs. 1 e 8)


Riqueza: Servidores e governo ainda são o motor do PIB do DF

O Produto Interno Bruto do Distrito Federal cresceu 3,6%, atingindo R$ 140,9 bilhões em 2010. O desempenho ficou bem abaixo da expansão nacional, de 7,5%. Em compensação, impulsionado pelo setor público, que representa 47,5% da economia local, o PIB per capita do brasiliense é de R$ 50,2 mil, quase o triplo da média do país. (Págs. 1 e 29)

Sérvia prende assassino

Acusado de genocídio na Bósnia, o general Ratko Mladic foi recapturado, após 15 anos foragido. Ele será julgado pelo Tribunal de Haia. (Págs. 1 e 15)

Candidata ao FMI de olho no Brasil

A francesa Christine Lagarde quer o apoio das nações emergentes para chefiar o Fundo. Ela deve visitar o país nos próximos dias. (Págs. 1 e 11)

Gravidez rouba a cena no G-8

Em meio ao debate sobre a Líbia, Sarkozy e Carla Bruni chamaram a atenção. A barriguinha da primeira-dama foi atração para os fotógrafos. (Págs. 1, 14 e 15)

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Valor Econômico


Manchete: Ricos ampliam pressão para assegurar o controle do FMI

A reação do presidente da França, Nicolas Sarkozy, ontem, mostra o nível de tensão a que chegou a relação entre os países ricos e os emergentes para a indicação do novo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). A Europa já fez muitas concessões aos emergentes, disse Sarkozy, para justificar a provável eleição de mais um europeu para dirigir o organismo. E acrescentou que a França já "trava um combate" para o Brasil fazer parte do Conselho de Segurança da ONU. Sarkozy fez as declarações após oito horas de reuniões com os outros líderes do G-8, o grupo dos países ricos, em Deauville, uma estação balneária a cerca de 200 km de Paris.

Na atual divisão de poderes, os ricos têm larga margem de votos - europeus e americanos contam com 50% - para eleger sem problemas sua principal candidata, a ministra da Economia da França, Christine Lagarde. Ontem, em entrevista ao "Financial Times", ela prometeu que os países em desenvolvimento serão razoavelmente representados no alto escalão do Fundo. E anunciou que fará uma turnê pelas capitais de mercados emergentes para persuadi-los de que um europeu deveria mais uma vez ocupar o posto mais alto no mundo financeiro mundial - ela chegará a Brasília na segunda-feira. Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e China assinaram uma declaração conjunta pedindo o fim da "convenção não escrita e obsoleta", em vigor desde 1947, segundo a qual o diretor-gerente do FMI deve ser um europeu.(Págs. 1, A9 e A10)

Cana ganha importância para Bunge

O grupo americano Bunge vai investir US$ 350 milhões neste ano em seu negócio de cana-de-açúcar, sendo que a maior parcela será destinada ao aumento da área plantada. É o maior volume de recursos entre todos os negócios da multinacional no Brasil, segundo Pedro Parente, presidente da companhia no país.

Em três anos, a área em fase de plantio deverá representar grandes volumes de matéria-prima para processamento nas usinas. Na safra encerrada em 31 de março, as sete usinas brasileiras do grupo processaram 13,4 milhões de toneladas, 7,6 milhões de toneladas abaixo de sua capacidade. Em dois meses, começa a operar a oitava unidade sucroalcooleira, em Pedro Afonso, no Tocantins. (Págs. 1 e B12)

Cheques compensados por imagem

Em vigor desde o dia 20, a compensação de cheques por meio da digitalização da imagem movimenta investimentos dos bancos e as estratégias de fornecedores de tecnologias. Sob o novo modelo, a imagem dos cheques é capturada por um scanner e enviada com os dados do documento por meio de um arquivo eletrônico. Não há mais necessidade de transporte do cheque físico, que fica retido na agência até que seja liquidado na compensação digital.

Para Walter Tadeu de Faria, diretor-adjunto de serviços da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a compensação digital é o embrião de um processo mais abrangente. "A partir desse modelo, os bancos poderão eliminar o trânsito de papel e migrar toda a sua documentação para o ambiente digital".(Págs. 1 e B3)

Curso superior não garante renda maior

O rendimento médio real dos trabalhadores com curso superior cresceu apenas 0,3% entre 2003 e o ano passado, segundo dados do IBGE na pesquisa realizada nas seis principais regiões metropolitanas do país. No mesmo período, o rendimento médio da população ocupada em geral avançou 19%. A estagnação da renda de trabalhadores com nível superior foi puxada por São Paulo, onde o rendimento caiu 6,6%.

Para especialistas consultados pelo Valor, a expansão do ensino superior e o consequente retardamento da entrada de jovens no mercado de trabalho aumentaram a oferta de mão de obra qualificada e puxaram o salário desses profissionais para baixo, já que a remuneração do primeiro emprego tende a ser baixa. "O Brasil está de cabeça para baixo em relação ao resto do mundo", diz Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV. "Enquanto todos lá fora que têm educação estão tendo ganho de renda maior, aqui acontece o oposto". (Págs. 1 e A3)

Cresce busca por trainees mais ecléticos

A escassez generalizada de mão de obra qualificada no país está levando muitas companhias a rever suas prioridades e reduzir as exigências em relação à formação acadêmica dos candidatos. Tornou-se mais comum programas para trainees aceitarem jovens com formação em outros cursos além dos tradicionais, de administração, economia e engenharia.

A gerente-geral de recursos humanos da Whirlpool Latin America, Úrsula Angeli, acredita que não restringir a formação dos trainees tem um impacto positivo na inovação. "A estratégia é evitar a procura por competências muito específicas, pois isso cria pensamentos limitados", afirma. A empresa aceita inscrições de formados em qualquer curso que esteja ligado ao seu negócio, inclusive gastronomia e arquitetura. Denise Asnis, gerente da Natura, acredita que é mais fácil formar aspectos técnicos do que valores. Dar um curso de informática, por exemplo, é mais simples e barato do que tentar inocular uma cultura. (Págs. 1 e D12)

HRT compra 45% da Petra em 21 blocos

A HRT decidiu exercer seu direito de compra da participação de 45% de sua sócia Petra em 21 blocos exploratórios que dividem na Amazônia por R$ 1,28 bilhão. A quantia equivale a US$ 796 milhões pelo câmbio de ontem. A decisão da HRT foi tomada após a Petra, controlada pelo empresário Roberto Viana, recusar oferta de US$ 1,050 bilhão da TNK-BP, joint-venture entre a russa TNK (Alfa Group e Access Renova) e a inglesa BP. O Valor apurou que a Petra entende que sua participação vale mais do que isso, podendo chegar a US$ 3 bilhões. (págs. 1 e B8)

Especialista afirma que novo Código é "pior que o de 1934"

A aprovação do Novo Código Florestal pela Câmara foi uma vitória dos ruralistas sobre os ambientalistas. Mas o tamanho da conquista de um sobre o outro ainda está em disputa. Para o advogado Raul Silva Telles do Valle, especialista na área e ligado às lideranças verdes, a emenda 164 - proposta pelo PMDB e aprovada na noite de terça para quarta-feira pelo placar de 273 a 182 votos - vai modificar a legislação de tal forma que as florestas estarão menos protegidas do que em 1934, quando foi aprovado o primeiro Código Florestal brasileiro.

Segundo Telles, o texto final é muito pior do que aquele que havia sido acordado com o governo. "É uma lei cheia de regras ambíguas. O texto diz uma coisa, mas nas entrelinhas diz outra". (págs. 1 e A14)

Maquiagem carregada

As vendas do varejo de produtos de beleza e cuidados pessoais somaram US$ 37,4 bilhões no Brasil no ano passado, com crescimento de 30%. O país é o terceiro maior mercado do setor, atrás de EUA e Japão. (Págs. 1 e B1)

Heineken e Diageo miram Schin

A holandesa Heineken e a britânica Diageo poderiam se unir em uma joint venture para adquirir a Schincariol. Segundo o Valor apurou, um dos entraves para o negócio seriam dúvidas em relação às dívidas da cervejaria brasileira. (Págs. 1 e B6)

Novo Nordisk lança 'blockbuster'

A Novo Nordisk lança no Brasil o Victoza, para controle do diabetes tipo 2. A multinacional aposta no produto como seu novo campeão de vendas e projeta receitas mundiais de US$ 1 bilhão até o fim do ano. (Págs. 1 e B7)

Petrobras assume Suape II

A Petrobras assumiu o controle da térmica Suape II, que tinha o grupo Bertin como maior acionista. A estatal, que era minoritária, exerceu direito contratual para garantir o término da obra no prazo previsto. (Págs. 1 e B8)

Calçada 'resgata' Palace II

A construtora Calçada vai erguer um novo prédio de apartamentos no terreno que abrigava o Palace II, na Barra da Tijuca, palco de um dos maiores desastres ocorridos no Rio, quando o edifício desmoronou em 1998. (Págs. 1 e B8)

Verba recorde para a nova safra

Os recursos do Plano de Safra 2011/12 que será anunciado pelo Ministério da Agricultura até meados de junho terão um aumento de 7% em relação a atual temporada, para o recorde de R$ 107 bilhões. Cana e pecuária terão atenção especial. (Págs. 1 e B12)


Negócios sustentáveis

Entulho da demolição do antigo estádio da Fonte Nova, em Salvador, é reaproveitado nas fundações da nova arena, em obras viárias na capital baiana e até como suvenir para turistas e aficionados, com renda destinada a obras assistenciais. (Págs. 1 e Caderno especial)

Valor Financeiro/Seguros

Em meio a mudanças regulatórias, mercado segurador brasileiro deve ultrapassar R$ 200 bilhões em faturamento neste ano, com taxa de crescimento duas vezes superior a do PIB. Entre os desafios do setor estão a conquista da nova classe média e a busca por mão de obra qualificada. (Págs. 1 e Valor Financeiro)

Ideias

Claudia Safatle

Na visão do mercado, ou Palocci prova que nada fez de errado e permanece no cargo ou sua presença perde sentido. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Zaki Laidi

Os Brics não constituem um grupo político coerente no cenário mundial e, a cada dia mais, o Brasil perceberá isso. (Págs. 1 e A11)

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Estado de Minas


Manchete: Fé em Deus...

Duas capelas históricas dedicadas a Nossa Senhora do Rosário serão reabertas neste fim de semana inteiramente restauradas. A primeira delas, do século 18, vai ser entregue hoje à comunidade de Piranga, na Zona da Mata, depois de receber investimentos de R$ 590 mil. A outra, em Betim, na Grande BH, é do século 19, passou pela primeira reforma em 114 anos, ao custo de R$ 620 mil, e será reinaugurada amanhã. (Págs. 1 e 25)

Campanha tentará frear tragédia diária dos atropelamentos em BH

...Pé na faixa

No ano passado, 2.645 pessoas foram atropeladas na capital, média de 7,2 por dia. Nos quatro primeiros meses deste ano, a média diária subiu para 7,6 atropelamentos. O índice é maior do que o de cidades brasileiras do mesmo porte, como Fortaleza (6,7), e até do que o de Nova York(4). Por isso, a BHTrans lançará campanha educativa para conscientizar motoristas e pedestres a respeitarem a sinalização e as regras do trânsito. (Págs. 1, 21, 22 e o editorial ‘Motoristas e pedestres’, 10)

Trabalhador tem renda engolida pela inflação

IBGE aponta pequena queda na taxa de desemprego, de 6,5% em março para 6,4% no mês seguinte, o melhor desempenho para abril desde 2002. Mas o rendimento médio real caiu de R$ 1.568 para R$ 1.540 no mesmo período, devido à elevação do IPCA. (Págs. 1 e 13)

Câmara de BH: MP quer que vereadores devolvam verba

Ações individuais contra cada parlamentar exigem ressarcimento por gastos irregulares com a verba indenizatória de R$ 15 mil mensais. (Págs. 1 e 3)

Cargo público

Processo contra desembargador que paga pensão com emprego põe entidades em conflito. (Págs. 1 e 4)

Homofobia

Dilma diz que vetou kit porque ele não combate violência e humilhação. (Págs. 1 e 8)

Mata Atlântica

Carvão e eucalipto põem Minas na liderança do desmatamento no país. (Págs. 1 e 23)

Foto legenda: Pichação não

Na guerra aos pichadores, lei federal publicada ontem proíbe a venda de tinta spray a menores e descriminaliza o grafite. Especialistas duvidam da eficácia. Para o grafiteiro Sérgio Luiz Amaral, a lei é um avanço, mas não acabará com o vandalismo. (Págs. 1 e 26)

Chacina de Unaí

Suspeito de matar fiscais é capturado no Mato Grosso. (Págs. 1 e 9)

Guerra da Bósnia

Preso o criminoso mais procurado da Europa. (Págs. 1 e 18)

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Jornal do Commercio


Manchete: Faltam UTIs para recém-nascidos

Para solucionar o déficit em Pernambuco, seriam necessários pelo menos 28 novos leitos de terapia intensiva neonatal. Número é da Secretaria de Saúde e toma por base cálculos do Ministério. (Págs. 1 e Cidades 4)

Por Palocci, Dilma faz barganha

Presidente defendeu chefe da Casa Civil publicamente e teria cedido à pressão da bancada religiosa ao suspender kit anti-homofobia para proteger o ministro. Segundo ela, não é papel do Estado divulgar opções sexuais. (Págs. 1 e 3 a 6)

Sepultamento de casal extrativista vira manifestação (Págs. 1 e 9)


ANJ lança plano de transparência para os jornais (Págs. 1 e 11)


Preso comandante de massacre na Guerra da Bósnia (págs. 1 e 12)


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Zero Hora


Manchete: PMs irão à casa de motoristas buscar carteiras suspensas

Em ofensiva contra a impunidade, 7.336 gaúchos que violaram limite de 20 pontos terão de entregar CNH a órgãos de trânsito sob pena de serem denunciados. (Págs. 1 e 28)

Efeito Lula

Governo se movimenta para esfriar caso Palocci. (Págs. 1, 4, 5 e Rosane de Oliveira, 10)

Dom Pedrito

Quartel apura coreografia em versão funk do Hino Nacional. (Págs. 1 e 29)

Previdência

Tarso estuda estímulo a quem adiar aposentadoria. (Págs. 1 e 6)

Rodoviária da Capital pode ganhar shopping

De olho na Copa de 2014, Daer prepara licitação para reformular o prédio e os serviços na estação. (Págs. 1 e 37)

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Brasil Econômico


Manchete: Governo passa a adotar ações de emergência para obras da Copa

Miriam Belchior, ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, admite que nem tudo estará pronto em 2014, mas o que é necessário para o Mundial será cumprido

“Nosso problema com aeroportos não é a Copa. É hoje”, diz a ministra, revelando que o governo definiu planos de curto, médio e longo prazos, incluindo as ações chamadas emergenciais de melhoria da infraestrutura aeroportuária. Há estudos para remodelar todo o sistema, começando pela flexibilização de regras que permitam maior participação de empresas estrangeiras no mercado brasileiro. Representantes das companhias aéreas não acreditam em solução para os gargalos atuais ou na Copa e alegam que as obras em andamento se concentram nos terminais de passageiros e não contemplam pistas e estacionamento de aviões.(Págs. 1 e P4)


Projetos para trens e metrô deixam otimistas fabricantes como Bombardier e Siemens. (Pág. 1)

Construção descobre potencial de Campinas

Gafisa, Cyrela e Brookfield são algumas das companhias que estão explorando a região, que atrai pela proximidade da capital paulista, sua vocação logística, e pelo perfil de renda da população. (Págs. 1 e P18)

Bancos dos EUA lucram US$ 29 bi com especulação

Origem da crise financeira global de 2008, principais conglomerados financeiros dos Estados Unidos especulam com derivativos de petróleo, diz Paulo Rabello de Castro. (Págs. 1 e P2)

Desaceleração da economia reduz projeções para emprego

Além de influenciarem negativamente o ritmo de expansão econômica, as altas nas taxas de juros e a inflação afetam também o futuro do mercado de trabalho brasileiro. (Págs. 1 e P12)

Política agrícola vai ser reformulada para ampliar o uso de instrumentos financeiros nos programas de crédito ao setor (Págs. 1 e P14)


Ações de teles entram na linha

O índice de telecomunicações (itel), que reúne papéis da Oi, Tim, Telesp e Vivo, registra ganho de 8,05% em maio (Págs. 1 e P34)

http://clipping.radiobras.gov.br

Dilma não vai mudar de estilo

Carlos Chagas

A presidente Dilma Rousseff agradece conselhos, sugestões e palpites, podendo até considerá-los, mas manterá seu estilo de governar. Não é papel carbono ou vídeo-tape, sequer do Lula. Reconhece a necessidade de aproximar-se mais de sua base parlamentar, ainda que a aproximação não signifique ceder a pressões para nomeações em profusão ou liberação indiscriminada de recursos para emendas parlamentares.

Jamais repetirá a performance do antecessor, de estar todo dia na mídia, falando sobre tudo e sobre todos, por escrito ou de improviso. Seu estilo é de gestora, dando preferência a reuniões com auxiliares e com representantes da sociedade, para enfrentar problemas, em vez de frequentar palanques. Não vai se transformar em garota-propaganda do próprio governo.

É impulsionada por boas intenções, de um lado, mas também por interesses escusos, de outro, essa pressão atualmente desencadeada sobre Dilma para trocar de perfil e mudar sua natureza de ser. Tem gente achando que ela deveria seguir em gênero, número e grau o modelo desempenhado pelo Lula, mas acontece que o Lula é único. Inimitável. Depois, porque os tempos são outros. Existem, no reverso da medalha, aqueles que tentam tirar partido do estilo da presidente, imaginando fraqueza onde ela tem demonstrado segurança. PMDB e PT, em parte, resolveram testá-la, exigindo que satisfaça interesses fisiológicos, como se o governo fosse um bolo a ser repartido. A votação do Código Florestal, na Câmara, demonstrou as intenções da banda podre da base governamental, mas o caso continua inconcluso, tendo em vista a votação no Senado.

O episódio Antônio Palocci enfraqueceu a todos, em especial o próprio, mas permanecendo ou saindo o chefe da Casa Civil, é pequena a diferença entre o que agora acontece e a anterior quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo. São percalços inerentes a qualquer administração, naturalmente divulgados pelos meios de comunicação e aproveitados pela oposição e por alguns falsos aliados.

Em suma, enganam-se quantos imaginam a presidente disposta a mudar a estratégia de governar, submetendo-se a figurinos exógenos. Até porque, sua aceitação junto à opinião pública, amplamente reconhecida nas pesquisas recentes, deve-se ao seu estilo.

***
SÓ VAI PERDER O TOPETE

A doença que acometeu o senador Itamar Franco foi detectada no início, tudo indicando sua superação, conforme os médicos do hospital Albert Einstein. O ex-presidente da República, espera-se, perderá apenas o topete, com o tratamento quimioterápico a que se submete. Mas por pouco tempo. À licença de trinta dias requerida ao Senado, seguir-se-á o recesso do mês de julho, tempo suficiente para o topete voltar.

A cada dia que passa mais se reconhece a excelente performance de Itamar no palácio do Planalto, ímpar nas situações mais difíceis. Até seu chefe da Casa Civil, Henrique Hargreaves, amigo de longa data, ele afastou sem titubear, diante de acusações mais tarde julgadas infundadas. Hargreaves voltou, recebido com tapete vermelho.

***
PAZ NO NINHO?

Até a noite de ontem, madrugada de hoje, prosseguiam as tentativas de pacificação no ninho tucano. O problema é que o confronto entre José Serra e Aécio Neves vem desde muito antes das eleições presidenciais do ano passado. Naqueles idos o candidato depois derrotado ganhou o primeiro round interno, saindo indicado. Agora, o ex-governador mineiro dá o troco, tentando não apenas impedir que Serra venha a presidir o Instituto Teotônio Vilela de Estudos Políticos, mas já preparando o embate para a indicação de 2014. Pacificar o PSDB com o recuo de Serra parece difícil. O fim de semana dirá.

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MELANCIAS RACHADAS

Vimos, dias atrás, nos jornais e nas telinhas, a eclosão de estranha praga nas melancias cultivadas na China. Assim que desenvolvidas, antes de colhidas, as frutas rachavam de alto a baixo. Abriam-se, apodrecendo a polpa vermelha e gostosa, sem poder ser aproveitada.

Com todo o respeito, o fenômeno parece estar-se repetindo no PT. Cada vez mais vem sendo expelidos e afastam-se do partido os companheiros ideológicos, aqueles que uma vez tentaram levar o PT para a esquerda consciente, plena de ideais reformistas. Permanecem os que integram a casca, sem utilidade a não ser para fazer um doce danado de ruim. O fisiologismo começa a dominar a legenda que já foi dos trabalhadores e hoje é dos candidatos a cargos no segundo escalão do governo.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Para que serve o vice-presidente? De 1889 a 1946, muitas atribuições. Presidia o Senado, além de substituir o presidente que viajava. Ou derrubá-lo, quando lhe interessava. Chegamos ao inútil, inexpressivo e inócuo Temer.

Helio Fernandes

Com exceção dos dois marechais que usurparam a República e se transformaram em seus “proprietários”, os outros vices, durante 57 anos (de 1889 a 1946) presidiam o Senado, na falta do que fazer. Pois na verdade eram “segundos”.

Floriano foi o primeiro a quebrar a ética e a linhagem da sucessão. Em 3 de novembro de 1891, Deodoro fechou o Congresso, prendeu quem o atrapalhava, fosse parlamentar, ministro de estado ou mesmo ministro do Supremo. Não aguentou, em 23 do mesmo novembro foi derrubado pelo vice, que afirmou: “Deodoro renunciou”, e ficou no lugar dele.

Fosse ou não verdade, Floriano devia assumir. E se isso acontecesse na primeira metade do mandato, realizar eleições. Depois da metade, completaria o mandato. (O que aconteceu em 1909 com Nilo Peçanha. O presidente Afonso Pena morreu faltando apenas 17 meses para o fim do mandato, o vice assumiu até o fim).

Empossado, Floriano não fez nenhum movimento para deixar o cargo ou convocar eleição. Rui Barbosa, senador, protestou, ameaçado de prisão, teve que se asilar. Na Argentina e no Uruguai. Em 1894 terminava o mandato, usurpado e ilegítimo, Floriano não convocou eleição, mas assim mesmo Prudente de Moraes foi eleito.

Num calor terrível, nada preparado, sem transporte (nesse mesmo 1894, o genial Henry Ford lançava o primeiro automóvel), indo até a Rua Primeiro de Março num “tilbury” e de casaca, Prudente se empossou.

Na época e até a primeira ditadura que começou em 1930, os vices vinham geralmente do Norte/Nordeste. O primeiro vice civil foi Manuel Vitorino, da Bahia. Entrou na História pela façanha: como interino, mudou a sede do governo. Prudente foi se operar, ele assumiu, comprou o Palácio das Águias (depois retificado e ratificado justamente como do Catete).

O presidente trabalhava no belo Palácio do Itamarati, na Rua Larga (depois, Marechal Floriano). Transferiu o governo, na sede então vazia colocou o Ministerio das Relações Exteriores. Contra a expectativa geral, meses depois, Prudente voltou, reassumiu, ninguém mais falou em Manuel Vitorino.

A Constituinte, eleita em 1945 e começando a trabalhar em 1946, regulamentou a linha de sucessão, mudando a ordem. Antes era: primeiro, o vice, (que presidia o Senado), segundo, o presidente do próprio Senado, terceiro, o da Câmara, quarto, o do Supremo. Era muito Senado, todos concordavam.

A Constituinte, acertadamente colocou como sucessor do vice, o presidente da Câmara. Depois vinha o presidente do próprio Senado. O vice eleito (?) continuava presidindo o Senado, com direito a voz, mas não a voto.

O primeiro vice que nunca foi ao Senado, Venceslau Brás, vice de Hermes da Fonseca, e em 1914 presidente da República. Como era rompido pessoalmente com o senador Pinheiro Machado (assassinado em 1915), não quis criar atrito.

Diversos vices assumiram. Muitas vezes por conspirações veladas ou ostensivas, lideradas por eles mesmos. São muitos, e pelos motivos os mais diversos. Conspiração (Café Filho), morte (Sarney), renúncia (João Goulart). Por isso, o Brasil tem quase tantos vices que assumiram, quanto presidentes eleitos. (Que não terminaram o mandato).

Agora chegamos ao fim do poço, com o inefável Michel Temer. Por que foi escolhido? Sem voto, sem prestígio, sem representatividade, não levou um voto a Dona Dilma, e ainda tirou muitos, mas muitos mesmo.

Até José Sarney, nas circunstâncias, mais importante e necessário. Era preciso fazer a transposição do São Francisco, perdão, da ditadura para uma nova experiência. E diga-se: Sarney não queria ser vice de Tancredo e sim de Maluf.

Péssimo analista, excelente adesista, mandou um jornalista (infelizmente, já morto) falar com o corruptíssimo de São Paulo. Este recusou seu nome, Tancredo aceitou, aconteceu o que aconteceu.

Não é de hoje que se recebe denúncias a respeito de irregularidades, Temer jamais respondeu ou refutou coisa alguma. Assim mesmo foi indicado a vice pelo PMDB mais podre que já existiu.

Os “autênticos” do MDB, que ainda estão vivos, revoltados com a escolha. Os que já se foram, devem dizer; “Para isso lutamos tanto, nos sacrificamos?”

Michel Temer nem vai ao Senado, embora seja “o pai e a mãe” da reforma política amaldiçoada, aprovada lá mesmo no Senado. E que felizmente será torpedeada na Câmara.

***

PS – Vice, Temer continua presidente do PMDB, lógico, licenciado. O PMDB passa recibo: “Não temos outro nome para presidir o partido. Ou Temer ou nada”.

PS2 – Que Republica, perdão, que vice, que se parece mais com vice-versa.

PS3 – Agora o Brasil tem um presidente, um vice e o senhor dos anéis, Luiz Inácio Lula da Sil

va. Ninguém esperava que a sucessão de 2014 se resolvesse tão facilmente.

PS4 – Lula só teve problema em 1989, 1994 e 1998. A partir daí, e até onde a vista pode abranger ou atingir, aparece o sucessor de Dona Dilma, de corpo inteiro.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Em menos de 6 meses, Dona Dilma se transformou em Inês de Castro, que foi (rainha) sem nunca ter sido. Está resolvida a sucessão de 2014, mas ela pode ficar até lá, demitindo o corrupto Palocci.

Helio Fernandes

Imaginavam muita coisa, especulavam se Dona Dilma seria a sucessora de si mesma em 2014 ou se Lula voltaria a ser eleito. As duas hipóteses eram examinadas, pesadas, analisadas. E como Dona Dilma foi escolhida, imposta, eleita e empossada por Lula, não seria surpreendente que reivindicasse (leia: exigisse) o lugar que era dele.

Mas substituir a presidente que ele mesmo elegeu, antes de completados 6 meses, é espantoso, assombroso e até perigoso. Convenhamos, a culpa é da própria Dilma, que abriu as portas da fortaleza para a invasão.

O artífice da crise foi o corrupto Palocci, que “protegido” por Dona Dilma, acabou por sepultá-la, isolá-la politicamente e comprometer seu futuro e sua carreira. Agora, a saída de Dilma é demitir o Chefe da Casa Civil, se firmar e mostrar ao país: “Lula é meu amigo, mas quem manda no Planalto sou eu”.

***

PS – Lula constrangido de ir ao Planalto, montou seu bunker na casa oficial do presidente do Senado, José Sarney. Que fez toda a carreira e “construiu” a fortuna (e da família) no Maranhão, o estado mais pobre do Brasil.

PS2 – É o Ibope que diz: “No Maranhão, 26 por cento das residências têm um membro que ganha por mês, um quinto de 1 salário mínimo”.

PS3 – Façam as contas, vejam quanto isso significa, e transfiram o cálculo para a fortuna de Sarney e da família. Dona Roseana que perde e é empossada no governo. Sarneyzinho ministro. Fernando sócio de Ricardo Teixeira e contribuindo para a sua impunidade.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Após ataques, lojas retiram caixas eletrônicos

Folha de S.Paulo

Donos de farmácias, supermercados e postos de gasolina já começaram a desativar ou retirar caixas eletrônicos dos estabelecimentos com medo da onda de roubos e furtos que atinge o Estado.

Na madrugada de ontem, um grupo deixou uma dinamite dentro de um terminal instalado em um supermercado no Parque dos Pinheiros, em Taboão da Serra (Grande São Paulo), durante tentativa de furto. Ninguém foi preso.

Na capital, quatro lojas da rede de drogarias Farto desativaram os terminais, há cerca de um mês, por precaução. Na unidade da Vila Madalena (zona oeste de SP), dois caixas --do Bradesco e do Banco 24h-- foram desligados.

"Falamos com os bancos, os técnicos retiraram o dinheiro e orientaram a cobrir o caixa e pôr uma placa de 'desativado temporariamente'", disse o gerente Douglas de Oliveira. Os terminais, no local há dez anos, nunca haviam sido desligados antes.

Estabelecimentos menores têm o mesmo temor. Na Vila Curuçá (zona leste), a Drogaria Lc Carlos mandou remover, há um mês, um terminal do Banco 24h. A justificativa é a mesma. "Tenho medo de explosão, de ter prejuízo e de machucar pessoas", explica a gerente Maria Castro.

No segunda-feira, a Associação Comercial de São Paulo recomendou aos comerciantes a negociar com os bancos a desativação dos equipamentos. Ontem, o vice-presidente da Apas (associação de supermercados), José Alberto Paiva Gouveia, disse que a entidade recomenda aos associados. "Não podemos oferecer um serviço, correndo risco, sem nenhuma garantia dos bancos." O serviço também está sendo suspenso em lojas de conveniência de postos.

Procurado, o Bradesco disse que não comenta o caso. A assessoria da TecBan, responsável pelo Banco 24h, disse que a empresa aposta na tecnologia que mancha as cédulas para barrar esses crimes, mas não se manifestou sobre as desativações.

A Febraban (federação dos bancos) não falou sobre as desativações e voltou a "lamentar" esse tipo de crime.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que reforçou o policiamento para coibir roubos a caixas eletrônicos.

Fonte: Agora

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Convênio poderá cobrar reajuste acumulado

Débora Melo
do Agora

Os beneficiários de convênios médicos que tiverem contratos com aniversário em maio poderão pagar reajuste retroativo nos próximos meses. Isso porque a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) ainda não divulgou o índice de correção que as operadoras poderão aplicar aos planos individuais contratados a partir de 1999.

O reajuste passa a ser cobrado no aniversário de cada plano, ou seja, na data de assinatura do contrato, valendo pelos 12 meses seguintes. Segundo a ANS, o índice proposto ainda precisa ser aprovado pelo Ministério da Fazenda.

No ano passado, o reajuste (de 6,73%) foi anunciado no dia 11 de junho. Assim, quem tinha contrato com aniversário em maio recebeu a fatura com a correção retroativa.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta sexta,

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