terça-feira, maio 24, 2011

Tribunal dá revisão para aposentados após 1992

Luciana Lazarini, Carolina Rangel e Gisele Lobato
do Agora

Os segurados do INSS que poderiam ter se aposentado antes de 1992, mas decidiram adiar o pedido de aposentadoria podem conseguir uma revisão no valor do benefício.

Essa correção, reconhecida pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em abril deste ano, poderá beneficiar quem contribuiu por até 20 salários mínimos até julho de 1989, ano em que o governo reduziu o máximo de contribuição para dez salários mínimos.

Isso porque, nessa época, o valor da aposentadoria era a média salarial dos últimos 36 pagamentos ao INSS (três anos) corrigidos. Como a contribuição sobre até 20 salários mínimos só valeu até 1989, quem se aposentou após julho de 1992 pode ter tido grandes perdas porque não usou nenhuma contribuição sobre 20 salários mínimos no cálculo do benefício.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta terça

segunda-feira, maio 23, 2011

Abertura de concurso para Coordenador Pedagógico em Jeremoabo



Agora a tardinha recebi o email abaixo transcrito, a respeito de concurso na Prefeitura de Jeremoabo-Bahia, onde o Coordenador Pedagógico com curso superior e pós graduação após ser aprovado, irá receber o super salário de R$ 700,00 reais.

Esse é o incentivo e o valor que o governo da modernidade e educação de primeiro mundo, oferece aos professores.

Traduzindo: com um salário desse, só escutando o video acima do hoje deputado Tiririca em homenagem ao Professor

"Olha aí pessoal, a Prefeitura de Jeremoabo abriu concurso. Repassa a informação para os amigos porque as inscrições encerram no dia 3 de junho. Não aceitam por internet, só pessoalmente.

O salário para Coordenador Pedagógico (exige curso superior e pós graduação) é de R$ 700.00 reais!! Vejam que fortuna!! É o mesmo salário para outros cargos que exigem apenas o Ensino Fundamental!!"

Governo da modernidade e educação de primeiro mundo é isso aí!!!

PALOCCI! O CARA!

PALOCCI! O CARA!

Fiscalização sob suspeita: De fiscais a investigados – 20% dos conselheiros dos Tribunais de Contas respondem a inquéritos e processos « Jogo do Poder

Fiscalização sob suspeita: De fiscais a investigados – 20% dos conselheiros dos Tribunais de Contas respondem a inquéritos e processos « Jogo do Poder: "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

Nos jornais: conselheiros de Tribunais de Contas são investigados

O Globo

Conselheiros de Tribunais de Contas são investigados

Eles estão ali para fiscalizar os gastos do setor público. Muitos, porém, não entenderam os limites e as responsabilidades do cargo que ocupam. Levantamento da Associação Nacional do Ministério Público de Contas mostra que 48 dos 240 ministros e conselheiros dos tribunais de contas brasileiros, sejam os estaduais ou o da União, sofreram ou enfrentam no momento algum tipo de investigação.

Do envolvimento em fraudes clássicas, como licitações viciadas e superfaturamento, a casos insólitos, como o uso do cargo para pressionar prefeitos e vereadores a apoiar a candidatura do filho a deputado estadual, a lista de investigados nos últimos oito anos corresponde a 20% do total dos conselheiros do país.

Ao todo, são 55 inquéritos e processos. Jaleco, Taturana, Caixa de Pandora, Pasárgada e Navalha são algumas das operações policiais que tiveram, entre os alvos investigados, conselheiros de contas. Em Rondônia, por exemplo, seis dos sete conselheiros são investigados.

Se o mesmo percentual de conselheiros suspeitos fosse aplicado no Judiciário, o número representaria nada menos do que 3.400 dos 17 mil magistrados brasileiros - mas não há oficialmente um percentual disponível sobre a quantidade de juízes sob algum tipo de investigação.

Governo enquadrará aliados para blindar Palocci

O governo vai exigir fidelidade e comprometimento dos integrantes da base aliada no Congresso diante da tentativa da oposição de criar uma CPI mista para investigar suspeitas sobre o aumento substancial no patrimônio do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

O recado do Planalto já foi enviado aos líderes partidários no final da semana passada e será reforçado hoje durante reunião da presidente Dilma Rousseff com integrantes da coordenação de governo, quando deverá ser definida a estratégia de atuação da tropa governista no Congresso.

A tática do governo é tentar esvaziar a polêmica em torno do ministro da Casa Civil com a retomada das votações no Congresso - ainda que seja desgastante o debate sobre o Código Florestal, a ordem é votar esta semana. Melhor isso do que a paralisia e falta de agenda, deixando um vácuo para a ação da oposição, que começa a colher hoje assinaturas na Câmara e no Senado para a criação da CPI.

O instrumento de pressão do governo para cobrar fidelidade é o mesmo que tanta dor de cabeça causa: os cargos. Quem tem cargos tem obrigação de se comportar como aliado. Quem ainda não tem e ameaçar com alguma rebelião, assinando a CPI, entrará na lista negra do Planalto. A aposta dos governistas, especialmente dos petistas, é que o cinturão de defesa em torno de Palocci está assegurado até o momento.

Código Florestal: PT tentará barrar votação

O PT vai tentar barrar a votação do Código Florestal, marcada para amanhã de manhã na Câmara, mas deve ficar isolado, com apoio apenas do PV e do PSOL. Segundo o líder do PT, Paulo Teixeira (SP), o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), não participou das negociações e não tem compromisso em pôr o texto na pauta.

Mas os líderes do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e do PMDB, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), além do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP), confirmam a votação. Os partidos de oposição referendaram o acordo em torno do Código, mas estão com a preocupação de descolar a votação das suspeitas que pesam sobre o enriquecimento do ministro Antonio Palocci.

A insinuação do PV e do PSOL de que a oposição pode desistir da investigação do caso Palocci se conseguir aprovar o Código Florestal irritou PSDB e DEM.

— Isso é ilação. Nós dissemos que votaríamos o Código Florestal há três semanas, e as denúncias contra o ministro Palocci surgiram há uma semana. Votaremos o Código Florestal e não pouparemos o ministro Palocci. A oposição vai para cima para convocar o ministro e para conseguir as assinaturas e criar a CPI — reagiu o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP).

Pacientes sofrem em maternidades públicas

Levantamento feito pelo Cremerj constatou o sofrimento de parturientes que recorrem às maternidades públicas do Rio: no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, por exemplo, pacientes são acomodadas em cadeiras nos corredores, enquanto esperam vaga em um leito. Com a super lotação, mulheres também são colocadas em colchões no chão. O Cremerj enviou relatório ao Ministério Público estadual.

Chile exuma hoje corpo de Allende

Quase 38 anos após o golpe de 11 de setembro de 1973, o Chile vai exumar hoje o corpo do presidente Salvador Allende, morto no Palácio de La Moneda durante o ataque dos militares. Com apoio da família de Allende, a Justiça pretende determinar se ele se suicidou, como afirma a versão oficial, ou foi assassinado.


O Estado de S. Paulo

Falta de investimentos é ameaça para o etanol

O sucesso do etanol brasileiro, uma experiência tida como um modelo em todo o mundo, pode ser seriamente comprometido. Sem investimentos na produção, sem grandes projetos à vista, a expectativa é que haja déficit de cana-de-açúcar para atender a frota crescente de veículos flexíveis, cuja participação no mercado nacional tem avançado a uma taxa média de 35% ao ano desde 2006. Se não houver uma reversão no quadro, a previsão é que o volume de carros biocombustível abastecidos com etanol caia gradualmente. A participação, que já atingiu 60% na safra 2008/2009, recuou para 45% neste ano, e pode despencar para 37%, em 2020/2021, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Ao defender ministro, Temer diz que tentou legalizar lobby

O vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) defendeu ontem a aprovação de regras mais duras para estabelecer limites nos conflitos de interesses de agentes públicos. Ele afirmou que as medidas já estão sendo e foram tomadas. "Até tentei, enquanto presidente da Câmara, regulamentar a questão do lobby, para deixar as regras mais claras", ressaltou, ao comparecer à convenção estadual do PP em São Paulo, realizada ontem na Assembleia.

Temer defendeu o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, alvo de suspeitas por ter multiplicado por 20 seu patrimônio nos últimos quatro anos. "Nós confiamos muito no ministro e ele vai prestar todos os esclarecimentos possíveis. Não tenho dúvida da lisura do Palocci", disse o vice-presidente.

"Operação abafa" chega ao Senado para barrar CPI e convocação de Palocci

O governo federal considera esta semana decisiva para conter a crise em torno do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, cobrado a explicar o aumento de seu patrimônio nos últimos anos. A base aliada governista no Congresso estabeleceu como prioridade barrar a tentativa de convocação de Palocci para depor no Senado, ação bem-sucedida na Câmara na semana passada, e impedir que a oposição avance na coleta de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso.

"Essa disputa é um embate político, e o governo vai reagir para não permitir o desgaste do ministro. O Palocci já deu todas as explicações", afirma o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). A avaliação governista é a de que barrar a convocação de Palocci na Comissão de Fiscalização e Controle, onde a oposição quer levá-lo para dar explicações, e segurar os movimentos pró-CPI seriam um passo político fundamental diante do atual cenário da crise, uma estratégia que não pode levar em conta o surgimento de fatos novos que agravariam a situação.

Crise política invade agenda de governadores do PT

Na esteira da crise envolvendo o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, o presidente do PT, Rui Falcão, vai se reunir hoje com os cinco governadores petistas, em Brasília. O encontro será na residência do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, em Águas Claras. A pauta oficial é a reforma política, bandeira que o PT tem levantado na tentativa de aprovar no Congresso o financiamento público das campanhas eleitorais.

Embora a reunião tenha sido marcada antes de estourar o escândalo que atingiu o principal articulador político do Planalto, a estratégia de defesa de Palocci não escapará das conversas reservadas e da avaliação conjunta dos governadores petistas. Não é só: os governadores, que vão assinar ali a Carta de Brasília, também estão de olho na montagem do segundo escalão do governo federal, pois todos indicaram nomes para vagas em estatais.

MP 'frankenstein' deve ser votada amanhã

Editada no penúltimo dia de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 30 de dezembro de 2010, para criar instrumentos de estímulo a investimentos de longo prazo em infraestrutura e dar incentivos fiscais para alguns segmentos econômicos, a Medida Provisória 517, que está na pauta de votação de amanhã, na Câmara, chegou ao plenário como um legítimo exemplo de "MP Frankenstein".

O relator, deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), manteve as modificações propostas pelo governo federal na Lei das S/A (6.404/1976). Originalmente, quando saiu do Planalto, a MP 517 já tratava de oito assuntos, misturando incentivos para a área de informática e o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), incentivos para a indústria de equipamentos nucleares e até a definição da cobrança de juros nos empréstimos do Fundo de Financiamento do Estudante do Ensino Superior, o Fies. O texto do Executivo, que contava com 22 artigos, passou a ter 52.

Obama volta a defender fronteiras pré-1967

O presidente Barack Obama, em discurso realizado ontem, em Washington, enalteceu os laços com Israel, mas reafirmou a defesa de um Estado palestino com base nas fronteiras pré-1967.

Beatificação de irmã Dulce reúne 70 mil

Apesar da chuva, 70 mil fieis acompanharam a beatificação de Irmã Dulce em Salvador. A celebração contou com a presença de Dilma Rousseff e foi lembrada no Vaticano.

Enquanto os outros se divertem, eles lucram

Profissionalismo, alta dose de planejamento e menos glamour. Este é o perfil dos novos empresários da noite, um segmento onde a longevidade é sempre um desafio.


Folha de S. Paulo

PM paga salários acima da lei para oficiais

A cúpula da Polícia Militar de São Paulo vem pagando, há pelo menos quatro anos, o salário de oficiais com valores acima do que deveria por lei. O prejuízo estimado aos cofres públicos supera R$ 200 milhões nesse período. Esse pagamento a mais, considerado irregular pelos técnicos do próprio governo, vem ocorrendo porque a PM interpreta -de maneira distorcida- uma lei sobre uma gratificação chamada RETP. A RETP (regime especial de trabalho policial) é uma gratificação fixa que dobra o salário base de todos os policiais.

Ela é paga para compensar as horas extras realizadas por eles. Aí está a questão: em vez de fazer essa multiplicação apenas sobre o salário base, como diz a lei estadual (731/ 93), os oficiais paulistas fazem o cálculo sobre o salário base somado a "todas as vantagens pecuniárias". Essa fórmula pode transformar, por exemplo, um salário que deveria ser de R$ 12 mil em um de R$ 16 mil. Os oficiais incluem nessas vantagens pecuniárias desde o acréscimo por nível universitário até aulas dadas na academia de polícia.

Dilma não consegue elevar participação feminina em chefias

Passados quatro meses de nomeações, o governo Dilma Rousseff não conseguiu atingir seu objetivo de elevar a participação feminina nos principais postos de comando e assessoria do segundo escalão federal. Segundo os primeiros dados sobre o funcionalismo na nova administração petista, as mulheres ocupam pouco mais de um quinto dos principais cargos de livre nomeação do Executivo -ou 55 de um total de 262.

São secretárias-executivas, secretárias de Estado, assessoras-chefes e presidentes de institutos, funções conhecidas na burocracia brasiliense pelas siglas DAS-6 (Direção e Assessoramento Superior, nível 6) e NES (Cargos de Natureza Especial). A participação feminina atual nessa elite gerencial está ligeiramente abaixo da contabilizada no final do governo Lula, durante o qual o percentual cresceu de forma lenta e descontínua.

"Bem-aventurada Dulce dos pobres" é beatificada sob chuva em missa para 70 mil

A religiosa baiana Maria Rita Lopes Pontes, a Irmã Dulce [1914-1992], foi beatificada ontem, em Salvador, em missa com 70 mil pessoas e sob chuva intermitente. A cerimônia simbolizou o novo fôlego que o culto à beata conferiu à Igreja Católica na região, onde as denominações neopentecostais ganham terreno. O cardeal d. Geraldo Majella Agnelo leu a carta enviada pelo papa Bento 16 e proferiu uma homilia centrada no trabalho de caridade que tornou Irmã Dulce conhecida. A instituição de caridade fundada por ela em 1949 realiza atualmente 5,5 milhões de atendimentos por ano. Por volta das 18h, sob o som de sinos dobrando e intensos aplausos, o cardeal proclamou a religiosa "bem-aventurada Dulce dos pobres", título conferido pela igreja à beata.

Processos da ditadura ficarão on-line

Ao mesmo tempo em que o Congresso discute a criação da Comissão da Verdade, que fará a narrativa dos crimes cometidos pelo Estado brasileiro durante a ditadura, o Ministério Público Federal em São Paulo decidiu colocar na internet um milhão de páginas de processos militares abertos contra presos políticos do período. A digitalização dos documentos começará no mês que vem e o acervo deve entrar no ar em 2012. Atualmente, não há nenhuma base on-line de processos da ditadura. Quem quer ler arquivos públicos do período tem de pedi-los aos órgãos onde ficam armazenados, como o STM (Superior Tribunal Militar).

Em SP, "apagão" de oficiais de justiça atrasa decisões

Com um deficit de 40% no seu quadro de oficiais de Justiça, o Judiciário paulista enfrenta uma grave situação de atraso no cumprimento de decisões e atos judiciais. Desde o concurso para o cargo realizado em 1999, nenhum novo oficial de Justiça foi contratado pelo TJ (Tribunal de Justiça) paulista. Com isso, 3.357 dos 8.801 postos da categoria estão vagos nas comarcas do Estado.

A partir daquele ano, o número de processos na primeira instância de São Paulo subiu de cerca de 10 milhões para mais de 18 milhões. Em 2009, o TJ fez seleção para 500 vagas na função, mas ninguém foi contratado. A direção do Judiciário paulista diz que o preenchimento de mil postos já é suficiente para suprir as necessidades nas varas e que ainda não houve novas contratações por conta de cortes orçamentários realizados pelo Executivo estadual.

China revela esquema de venda de crianças

Aos 64 anos, a agricultora Liu Shuzhen parece mais mãe do que avó, o neto de um ano no colo. E é com dor de mãe que ela lembra o dia 15 de março de 2004, quando o Comitê de Planejamento Familiar da região de Shaoyang a separou de sua neta Zhou Zuna, de apenas três meses.

"Eles pediram 10 mil yuans [R$ 2.500]. Como eu não tinha dinheiro, eles disseram que eu tinha de deixar a criança. Eu me recusei, então duas pessoas me agarraram e me obrigaram a colocar as digitais num documento", conta Liu à Folha.

Zhou, cujo paradeiro é desconhecido, é uma das pelo menos 20 crianças retiradas dos pais na empobrecida área rural de Hunan. Segundo reportagem da revista "Caixin", considerada a mais independente da China, a ação tinha dois objetivos: cumprir com as metas da Política do Filho Único e engordar os cofres públicos.

Socialistas sofrem derrota histórica em eleições na Espanha

Em meio a manifestações de dimensões inéditas, a Espanha renovou ontem suas prefeituras e comunidades autônomas em eleições marcadas pela derrota política do premiê José Luis Rodríguez Zapatero. O partido socialista, de Zapatero, sofreu sua pior derrota nas urnas e foi atropelado pela principal oposição, o Partido Popular. Em uma espécie de termômetro para as eleições presidenciais de 2012, o PP abocanhou 11 das 13 comunidades autônomas -espécie de Estados- que participavam destas eleições, inclusive a da capital, Madri. Nas prefeituras, só não foram maioria em quatro comunidades. No total, o PP obteve 37,5% dos votos, ante 27,8% dos socialistas, que perderam feudos eleitorais como Barcelona -a cidade, que governaram nos últimos 32 anos, passará ao partido catalão Convergência e União.

Internet já é o 2º maior canal bancário

O internet banking brasileiro já é o segundo canal de serviços mais utilizado pelos clientes, atrás apenas dos caixas automáticos (31%), respondendo por 23% das operações bancárias efetuadas no Brasil, segundo dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Mas essa escalada de importância na vida dos clientes precisa ser acompanhada por uma reformulação tanto na forma de manuseio dos serviços quanto na linguagem empregada nos sites, afirma Fabiana Yazbek, especialista em usabilidade e arquitetura da informação da Lumens Consultoria. "Em vez de ter uma infinidade de serviços que ninguém sabe como usar, o site de banco ideal deveria oferecer satisfatoriamente o básico, que é uma visão global da conta corrente e dos investimentos, como saldo, últimas operações e agendamento de pagamentos", diz Yazbek.


Correio Braziliense

Barco naufraga no Lago Paranoá com 104 pessoas a bordo

Um barco de festas afundou no Lago Paranoá, por volta das 21h, com prováveis 104 pessoas a bordo, nas proximidades do Ascade, clube de servidores da Câmara de Deputados. Até a meia-noite de ontem, pelo menos seis pessoas haviam sido internadas nos hospitais da rede pública da cidade. Um bebê de seis meses morreu. A mãe dele estava desaparecida e as buscas continuariam durante a madrugada. Cinco ambulâncias, dois helicópteros e mais de cem homens do Corpo de Bombeiros participavam do socorro às vítimas. Sobreviventes relatam que o naufrágio teria durado cerca de cinco minutos. Quando começaram a ver a água entrando no barco, passageiros correram para a popa da embarcação. Suspeita-se que não havia colete salva-vidas para todos. Muitos pularam na água e conseguiram nadar até a margem. Outros foram resgatados pelos bombeiros. O comandante do barco, Airton Carvalho da Silva, 28 anos, foi ouvido na 10ª DP, no Lago Sul.

Dulce, um anjo brasileiro

A baiana Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes foi beatificada ontem e passou a ser chamada de bem-aventurada Dulce dos Pobres. Mais de 70 mil pessoas, entre elas a presidente Dilma Rousseff, participaram da cerimônia de beatificação de Irmã Dulce. O dia dedicado a ela no calendário católico será 13 de agosto.

Mais uma mudança no Código Florestal

Emenda que será apresentada e votada amanhã, com o relatório do deputado Aldo Rebelo, transfere ao Estado a responsabilidade pelas regras de regularização de áreas de preservação permanente.

Fonte: Congressoemfoco

PFC: a oposição descobriu esta sigla

Sem conseguir emplacar CPIs contra o governo, parlamentares oposicionistas apelam para um outro instrumento de investigação, as Propostas de Fiscalização e Controle. Entenda como elas funcionam

Fabio Pozzebom/ABr
Diante da impossibilidade de emplacar uma CPI, ACM Neto apela para uma proposta de fiscalização e controle para investigar Palocci

Mário Coelho

Na tentativa de não deixar as denúncias contra o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, caírem no esquecimento, o DEM apresentou na semana passada cinco propostas de fiscalização e controle (PFCs), com o mesmo conteúdo, em diferentes comissões permanentes da Câmara. Duas semanas antes, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) pediu a investigação de uma série de denúncias contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com o mesmo instrumento. Pouco conhecido fora do Congresso, a PFC se tornou, no início da legislatura, uma forma de parlamentares da oposição fazerem barulho contra o governo.

Com uma grande maioria na Câmara e no Senado, a presidenta Dilma Rousseff corre pouco risco de enfrentar comissões parlamentares de inquérito (CPIs). Instrumento mais conhecido de fiscalização, a CPI é um comitê temporário formado por parlamentares para investigar determinados fatos por um período pré-estabelecido de tempo. Com maiores poderes de investigação, as CPIs já foram capazes até de derrubar um presidente: foi a CPI do PC que iniciou a apuração que abriu caminho para o impeachment do ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTB-AL). Sem a possibilidade de conseguir emplacar comissões de inquérito contra o governo Dilma, surge como alternativa para a oposição a PFC, que não requer assinaturas de um terço de deputados e senadores e a consequente formação de um colegiado, além de ter poderes similares.

“Apresentei a proposta porque uma CPI é inviável”, admitiu Garotinho. Segundo ele, pressões do governo e do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, levaram uma série de deputados a retirar suas assinaturas da CPI que ele propusera para investigar a Confederação Brasileira de Futebol e seus contratos para a Copa do Mundo.

A PFC é uma aposta de Garotinho e outros oposicionistas como alternativa. Ela pode ser protocolada por qualquer deputado em uma comissão permanente da Câmara. Apesar de aparentemente mais fácil, há, porém, sobre ela também possíveis obstáculos. Após a apresentação, o pedido de PFC é numerado na Mesa Diretora e despachado pelo presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS). Embora ele não tenha poder de analisar o mérito, pode barrar o andamento da proposta caso entenda que o pedido não está dentro dos poderes do colegiado. Além disso, o petista, no exercício do cargo, pode atrasar o prosseguimento da PFC.

Deputados cedem a pressão e CPI da CBF perde força

20 PFCs

Mesmo com o risco de poder ser barrada por Marco Maia, as PFCs caíram na atual estratégia da oposição, nem que seja para provocar algum desgaste para o presidente da Câmara e para o governo. Do início da legislatura para cá, foram apresentadas 20 PFCs. Destas, somente três foram devolvidas às comissões de origem. Duas aguardam parecer prévio do relator, enquanto a outra espera pela indicação de um deputado para analisar a proposta. A mais recente que foi despachada por Marco Maia data de 24 de março. De 30 de março para cá, outras 16 propostas esperam pela assinatura do petista. Até agora não receberam.

Entre as propostas à espera da assinatura do presidente da Câmara, estão os requerimentos pedindo a instalação de investigação contra a CBF, como o Congresso em Foco mostrou na semana passada, a apuração de contratos de serviços terceirizados nos aeroportos brasileiros e auditoria no processo de reajuste tarifário da Companhia Energética de Pernambuco (CELPE) em 2011, entre outros. As duas que já têm relator foram de autoria do deputado Augusto Coutinho (DEM-PE). Uma quer investigação no programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, e outra a apuração dos impactos gerados pelo aumento do nível de água nas usinas de Jirau e Santo Antônio.

Veja a lista completa de PFCs apresentadas em 2011

Anthony Garotinho insiste em investigar CBF

Depois de serem despachadas pelo presidente, elas voltam para as comissões que foram apresentadas. Aí, é indicado um relator, que, primeiro, terá a missão de fazer um relatório prévio determinando quais pontos serão investigados e um plano de trabalho. Ele leva o parecer ao plenário do colegiado, que vota pela aprovação ou não. Em um cenário de numerosa base governista, é improvável que seja aprovada qualquer proposta contrária ao governo, mesmo se o relator for da oposição.

Se o parecer pela investigação for aprovado, o relator começa seu trabalho. Ele não tem prazo para terminar. Apesar de não poder quebrar sigilos fiscais e bancários, por exemplo, quem comandar a PFC pode convocar autoridades, requerer oitivas e solicitar levantamentos ao Tribunal de Contas da União (TCU). No fim do trabalho, ele apresenta novo relatório, desta vez com suas conclusões e sugestões. “Ressalte-se que o parecer, neste caso, será sobre o relatório final e não sobre a PFC, uma vez que esta já foi admitida no relatório prévio”, disse Kátia Maria Paiva Gomes, autora do estudo Proposta de Fiscalização e Controle: um instrumento de controle do Legislativo sobre o Executivo, publicado em 2008.

Fogo de palha

O atual entusiasmo da oposição pelas PFCs pode acabar sendo fogo de palha. Apesar do otimismo mostrado na quinta-feira (19) pelo líder do DEM, ACM Neto (BA), quando disse que pelo duas propostas apresentadas devem ter continuidade, já que foram protocoladas em comissões presididas por demistas – Agricultura e Segurança Pública –, o estudo feito na Câmara, abrangendo os anos de 1995 e 2006, mostra o contrário. Das 317 PFCs criadas neste período, somente 11 foram concluídas com parecer favorável. A grande maioria – 209 – terminou de forma melancólica, sendo arquivadas sem conclusão. Outras 90 acabaram no relatório prévio.

DEM apresenta proposta de fiscalização contra Palocci

Além de mostrar que a grande maioria das PFCs acabou de forma desfavorável para quem pediu a investigação, o estudo sugere que, apesar de ser similar a uma CPI, a proposta não é vantajosa. “a PFC exige muita dedicação, podendo, no decorrer do processo, sair do controle dos atores e tomar um rumo indesejável. O seu potencial de investigação e diagnóstico pode causar uma sensação de ‘isolamento’ ao relator diante das conseqüências que pode trazer.”

Para piorar, as PFCs costumam ter um tempo de tramitação alongado, o que dificulta a apuração de questões urgentes. Como, por exemplo, é o pedido do líder do DEM contra o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. De acordo com a monografia da servidora da Câmara, existe um quadro de “extrema lentidão” no processo de tramitação de uma PFC. “Num período de 12 anos, somente uma delas iniciou e encerrou por completo os seus trabalhos num mesmo ano”, disse Kátia.

Para a servidora da Câmara, os requerimentos de informação são alternativas mais viáveis para fiscalizar o Executivo. Por isso, segundo ela, existe, no mesmo período, uma quantidade muito maior de requerimentos apresentados pelos deputados. Foram 13.070 contra 317. “A apresentação de uma PFC é uma iniciativa de custo alto, pois possui, além da justificativa, o plano de execução e a metodologia de avaliação”, completou.

Fonte: Congressoemfoco

Yulo contesta apetite de Marcelo Nilo por cargos

Fernanda Chagas e Lílian Machado

Em seu quarto mandato, o deputado estadual Yulo Oiticica, líder do PT na Assembleia, falou sem meias palavras com a Tribuna sobre o processo de distribuição de cargos no governo, cuja briga por espaços estaria emperrando a aliança com os independentes, leia-se PTN, PSC e PV.

Mais além, deixa claro que o governador é totalmente contrário à vinda para a base só para querer ter uma parte do bolo. Sobre possíveis queixas de Marcelo em relação aos critérios adotados por Cézar Lisboa para a divisão, disse que: ‘Nilo, obviamente, não é um deputado especial, é um deputado de uma bancada’.

Colocando ainda mais lenha na fogueira, disparou não ter dúvidas que “nós teremos um novo presidente no próximo biênio”. Quando o assunto foi a sucessão municipal, pontuou que a base governista tem excesso de bons nomes.

TB - Como líder do PT na AL, de que forma avalia a força da bancada de governo?
YO - Olha, o governador Jaques Wagner teve uma vitória extraordinária, foi reconduzido no primeiro turno com mais de 64%, e isso não é qualquer coisa. Não foi só a vitória do governador Wagner, foi a vitória de um projeto e uma vitória daqueles que se juntaram a esse projeto. Todos aqueles que vieram na perspectiva de se unir ao projeto comandado por Jaques Wagner aumentaram suas bancadas. Se nós formos olhar para estadual, por exemplo, nós coligamos com todos os partidos que quiseram coligar com o PT e todos eles cresceram. E não foi diferente a bancada do PT. Nós éramos dez, aumentamos pra quatorze, portanto só a bancada do PT cresceu 40%. E a bancada do governo já foi eleita majoritária pra comandar a Assembleia Legislativa, mas, naturalmente deputados, partidos que perderam a eleição, que, inclusive, não vieram oficialmente na coligação e não apoiaram o governador na campanha já se aproximaram e após a eleição também incorporaram. Portanto, o governador tem uma bancada bastante ampliada, bastante folgada, e isso dá uma condição de maior governabilidade por conta da folga, mas isso também não significa que você possa hoje aprovar qualquer coisa. A relação inaugurada pelo governador Wagner com a Assembleia demonstra que a Bahia republicana está em curso e isso não é retórica, não é simplesmente discurso. O fato é que nós, por exemplo, no primeiro governo Wagner, derrubamos um veto do governador diante de um projeto, portanto a Assembleia faz o debate, discute, não aprova facilmente muitas coisas exatamente porque não reina mais essa subserviência absoluta do passado, mas sim o bom debate.

TB - Mas esse inchaço também não teria pontos negativos?
YO - Sem dúvidas. Tudo tem o seu preço. Em um regime capitalista onde a corrupção impera, você compra deputados e faz uma base; onde a democracia impera você divide poder, portanto aumentar essa bancada tem um preço, significa dividir secretarias, autarquias, dividir verdadeiramente o poder. Acho que o governador Jaques Wagner tem tido habilidade para não perder de vistas que o que há é a unidade em torno de um projeto, sendo assim, fica mais fácil discutir e ocupar secretarias sem perder essa dimensão.

TB - A tendência é que essa bancada aumente ainda mais com a entrada dos independentes na bancada. O senhor é a favor ou contra?
YO - Eu sou sempre a favor de crescer o time, para mim o desafio da política é unir e não separar. Portanto, todos aqueles que tentam se unir ao nosso governo numa perspectiva de unidade de projetos, que acham que o governo Wagner é o melhor para Bahia e se juntam a partir dessa concepção, acho que é muito bom. Naturalmente a vinda só pra querer ter uma parte do bolo é muito prejudicial, pois essa é a tática da barganha, da chantagem e isso é muito ruim, mas o que tem sido positivo é que o debate tem sido em torno de um projeto.

TB- A concretização dessa aliança tem demorado. O senhor acha que a briga por espaços estaria emperrando?
YO - Olha, teve alguns fatos novos nesse contexto - por exemplo, a reforma administrativa. Nós acabamos de aprová-la, há duas foi sancionada e nessa semana, no dia de hoje (sexta- feira), por exemplo, tivemos uma secretária tomando posse em um ato público, portanto esse atraso foi devido, inevitavelmente, à ocupação de cargos. Nós somos comandados pelo secretário Cézar Lisboa, que tem conduzido isso com muita maestria, espírito democrático e até diria muita tolerância. Numa perspectiva de decisão coletiva de critérios, ou seja, como está se dando a decisão para ocupação de cargos regionais? Critérios de voto. É claro que isso desagrada a alguns, mas é o critério mais democrático. Por exemplo, a Bahia hoje está dividida em 26 territórios de identidade. Dentro desses 26 territórios, em 24 o PT ganhou as eleições, ou seja, o povo da Bahia disse nesses 24 territórios que o PT tinha que estar na linha de frente. Esse é o princípio do voto, o princípio da democracia, sendo assim, quem é que tem o direito de escolher a primeira pedida? Mesmo assim volto a dizer e ressaltar a tolerância do secretário Cézar Lisboa, que mesmo depois de discutir com todos os partidos, definir os critérios, se preocupou em realizar mais mesas de negociação para discutir exatamente o que a gente pode compor, onde é que nesses territórios a gente pode abrir mão, ou seja, a ideia é construirmos onde o bom senso prevaleça, mas não acontecendo o bom senso e o entendimento, vale o critério.

TB - Rumores dão conta de que a bancada estaria insatisfeita com essa divisão de cargos.
YO - Qual a bancada? A do governo?

TB - Sim
YO - Pois é. Eis a questão, alguns acham que deveria haver outro critério. Mas qual outro critério seria? O PT, por coincidência, é também o partido do governador. Volto a dizer: o PT ganhou em 24 dos 26 territórios. Qual seria o critério? Por deputado? Se for definir por deputado, o PT também é a maior bancada, nós somos 14, quase um quarto da quantidade, tendo em vista que somos 63 no total. Portanto, se for dividir por deputado, o PT também vai ser maioria. Então não tenho dúvida de que foi consenso entre os partidos que o critério do voto é o mais democrático.

TB - Falando em Cézar Lisboa, informações dão conta de que o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo, estaria insatisfeito com os critérios adotados por ele.
YO - O deputado Marcelo Nilo é o deputado. O PDT é o partido. As mesas de negociações, quem participou da comissão política foram os presidentes de partido e os líderes de bancada. Portanto, o deputado Marcelo Nilo obviamente não é um deputado especial, é um deputado de uma bancada. Vale lembrar que o partido dele, o PDT, tem a presidência da Assembleia. Vale dizer, conduzido e duas vezes reconduzido, portanto a presença do deputado Marcelo Nilo na presidência da Assembleia é uma demonstração de que o PT não tem nenhum problema em dividir poder, partilhar a condução do governo. Todos nós sabemos que Marcelo Nilo era o deputado do PSDB, que cansou de ter posições adversas ao presidente Lula no cenário nacional. Aqui na Bahia não seria o caso porque sempre fomos oposição. Exatamente quando nos tornamos governo ele foi eleito presidente da Assembleia, portanto eu não tenho dúvida que o PDT tem uma considerável parte do poder hoje no governo baiano.

TB - Falando em presidência da Assembleia, o senhor é a favor ou contra a reeleição na Casa?
YO - Olha, todo rodízio enriquece o processo democrático. Não tenho dúvidas que qualquer processo de rodízio fortalece qualquer processo democrático, seja nos sindicatos, nas Nações Unidas, nas comunidades continentais ou nas comunidades europeias, e na Assembleia não deve ser diferente. Sou a favor do rodízio sim. Acho que o deputado Marcelo Nilo é um bom presidente, alinhado com o governo Wagner, mas também não tenho dúvidas de que nós teremos um novo presidente no próximo biênio.

TB - E quanto à bancada de oposição. Também reforça o discurso de que o grupo está fragilizado?
YO - Sem dúvidas, ela está fragilizada seja no número, seja na qualidade. Vários e bons deputados perderam a eleição, a exemplo do deputado Gaban, e o que foi líder da bancada, o deputado Heraldo Rocha. Com toda divergência ideológica que nós temos, eram deputados conceituados e que perderam a eleição. O líder da bancada de oposição, deputado Reinaldo Braga, é bastante qualificado, é o que mais tem mandatos na Assembleia, agora, é claro, é muito limitado por conta da quantidade de deputados na oposição, que está muito fragilizada e com possibilidade de ficar menor ainda.

TB - O fato de o deputado Reinaldo Braga defender o governo não contradiz com o fato de ser líder da oposição?
YO - Sem dúvidas, você que sempre foi atacante e sempre esteve no governo com todas as benesses do poder e passa a ser oposição é uma coisa muito difícil. Isso essa turma não aprendeu: viver a pão e água e ter resistência para fazer o enfrentamento, isso de fato eles não estão acostumados, portanto é natural que não tenham um desempenho tão grande. Agora volto a dizer, deputado Reinaldo é um deputado, enquanto parlamentar, altamente qualificado.

TB - Quanto à disputa para prefeitura de Salvador, o senhor acha que o nome de Pelegrino será escolhido de forma consensual?
YO - Nós temos nos partidos, junto conosco, bons candidatos, boas candidatas, portanto o primeiro debate não tem que ser sobre o candidato do PT, mas o candidato desse agrupamento, que está alinhado com o governador Wagner e construir de fato um projeto para a cidade de Salvador. A cidade de Salvador não pode mais pagar pela irresponsabilidade de tantos gestores incompetentes. De fato, precisamos eleger alguém capaz de construir uma cidade a partir do planejamento de uma discussão com a sociedade civil, seja de fato com uma gestão que tenha a perspectiva de implementar políticas públicas. Não dá pra gente sair daqui pra Aracaju e ficar com vergonha de nossa orla. Nós temos um presente da natureza, um presente de Deus que é todo o nosso lindo e gigantesco litoral, mas as praias estão um desastre, simplesmente por não se sentar para discutir com a sociedade. Não dá pra se implementar uma gestão a partir da vontade de um prefeito, mas sim a partir da vontade da cidade, da vocação da cidade.E nós hoje temos um acúmulo gigantesco enquanto sociedade organizada soteropolitana. Qualquer gestor tem que enxergar, tem que reconhecer isso como preliminar para fazer uma boa gestão. Depois veremos os nomes. Acho que o PT tem vários nomes preparados pra isso. Um deles é o deputado Nelson Pelegrino. Eu fui cogitado em alguns momentos, porque fui o segundo deputado do PT mais bem votado na capital. Temos nomes qualificados, mas o mais importante é a construção de um nome de consenso em todo esse agrupamento.

TB - Inevitavelmente, o PT tem hegemonia do estado. O senhor acha que o partido vai abrir mão da prefeitura de Salvador nessa disputa?
YO - Eu não gosto de discutir política como uma ciência exata. Eu acho que as coisas devem se dar por osmose. Eu acredito nas coisas construídas, portanto, eu acho que o PT tem toda condição sim de lançar um nome, mas eu não subestimo tantos outros excelentes nomes, que aí estão sendo colocados, do PSB, do PCdoB, do PP, portanto essa é uma discussão secundária. O PT sempre teve atitudes grandes quando foi preciso, portanto, se tiver uma candidatura melhor do que a nossa não tenho dúvidas que podemos consentir.

TB - O deputado federal, inclusive, disse em entrevista à Tribuna que vai trabalhar para que os partidos aliados e o governador entendem que a unificação em torno da candidatura de Alice Portugal é o melhor para Salvador.
YO - Olha, Alice já foi candidata a vice na chapa do PT, com Nelson Pelegrino na cabeça, mas não tenho dúvida que ela é uma deputada valorossísima, já foi minha colega na Assembleia, uma mulher, uma parlamentar de muito valor. Não tenho dúvida da sua qualificação e também não tenho dúvida de que ela está preparada para ser prefeita de Salvador. Portanto, eu acho que o nosso problema não é falta de nomes, o nosso bom problema é exatamente ter muitos bons nomes. Também não tenho dúvida que, para nós do PT, Pelegrino é altamente qualificado para o cargo.

TB - É nítido que está havendo, em especial no diretório municipal, um distanciamento entre os comunistas e petistas. O senhor acredita em rompimento futuro com vistas a 2012, como já está sendo cogitado?
YO - Não, de forma alguma. O PCdoB é aquele irmão do PT e não existe bons irmãos que nunca brigaram, mas somos do mesmo sangue ideológico, estamos no mesmo projeto político e não tenho dúvida que temos uma discussão aqui ou ali, mas vamos construir a unidade no final do caminho.

TB - Para finalizar, como o senhor avalia o governo do estado?
YO - O governo Wagner foi capaz de quebrar paradigmas. Imagine que no primeiro momento o governador Wagner convoca o chefe do Poder Judiciário, o chefe do Poder Legislativo e constrói um grupo para debater todos os assuntos relevantes da Bahia e a participação de cada um, portanto isso é uma quebra de paradigmas porque no passado era subserviência, agora é o diálogo.

Fonte: Agora

Gabriel De Angelis/TB

CRISTIANE Felix

A missa dominical deste 22 de maio foi mais do que especial para milhares de pessoas, foi um dia histórico para ficar marcado na memória de fiéis baianos e brasileiros. Até onde os olhos avistassem, viam-se rostos cheios de expectativa pelo momento do anúncio esperado há onze anos. Desde ontem, por determinação do papa Bento XVI, a venerável Irmã Dulce passa a ser chamada Bem-aventurada Dulce dos Pobres.

A cerimônia de beatificação do Anjo Bom da Bahia, realizada no Parque de Exposições de Salvador, foi acompanhada por cerca de 70 mil fiéis de diversas partes do país. A consagração de ontem foi o ponto alto de uma semana intensa de orações e louvores que comemoram mais um passo na busca pela canonização da, agora, beata.

A celebração teve início às 14h com a encenação de Nasce uma Flor, apresentação teatral que relembrou passagens da vida e da obra de Irmã Dulce. No palco, mais de 500 alunos, de seis a quinze anos, do Centro Educacional Santo Antônio (CESA), parte das Obras Sociais Irmã Dulce, dividiram a cena com o padre Antônio Maria, que completou a apresentação artística com músicas bastante conhecidas dos católicos e que foram acompanhadas por um coro de milhares de vozes de fiéis e admiradores da bem-aventurada.

Nem mesmo a chuva, que insistiu em cair durante toda a tarde e início da noite, diminuiu a empolgação dos fiéis que lotaram a estrutura descoberta montada no parque. “A chuva não é nada perto da satisfação de poder presenciar esse momento.

Sou de Penedo, interior de Alagoas, e viajei só para ver de perto a beatificação. Além de ter tido a oportunidade de conhecê-la pessoalmente e, várias vezes, ter recebido sua bênção, tenho uma amiga que recebeu uma graça e estou aqui para agradecer por ela”, contou, emocionada, Ubaldina Silva, de 69 anos.

Por volta das 16h, ao anunciar a entrada da imagem de Nossa Senhora da Conceição da Praia no altar montado para o evento, o padre Antônio Maria cantou a canção Nossa Senhora, de Roberto Carlos, e leu uma mensagem enviada pelo próprio Rei para o momento: “Padre, quando cantar Nossa Senhora, estarei cantando com você. Envio a todos uma saudação especial para este dia tão importante”.

Na plateia, um senhor se destacava entre os demais pela visível alegria e emoção, apesar da aparente idade. “Meu canto é carregado de fé, de amor e de orgulho como eram as ações de Irmã Dulce. Fico muito honrado de tê-la conhecido e, antes mesmo de a nominarem santa, já me considero um devoto”, disse o morador da Ribeira João Assis Tavares, de 60 anos. Além de admiradores anônimos, a plateia da cerimônia estava repleta de políticos baianos como César Borges e Antônio Imbassay, além do ex-governador de São Paulo José Serra.

Lenços e saudação

Logo após a entrada da imagem da Conceição da Praia, por volta das 16h30, lenços brancos estampados com a imagem da beata e levantados pelos fiéis deram as boas-vindas à imagem do Nosso Senhor do Bonfim, colocada no centro do altar da cerimônia.

A entrada da imagem foi acompanhada com emoção pela voluntária mais antiga da Osid, Iraci Lordello, de 75 anos, que foi amiga pessoal de Irmã Dulce e acompanhou todo o desenvolvimento das obras. “Eu lembro do amor e da caridade e sinto muita saudade dela, que era uma pessoa maravilhosa. O maior presente que Deus poderia ter me dado é esse, poder presenciar esse momento, de vê-la beatificada”, disse.

O rito de beatificação que consagrou Irmã Dulce como Bem-aventurada teve início às 17h, com o pedido do arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, solicitando ao papa Bento XVI a inscrição do nome da religiosa na lista dos santos e beatos da Igreja Católica.

Logo após a leitura da biografia de Irmã Dulce, o cardeal dom Geraldo leu o decreto apostólico do papa inscrevendo Irmã Dulce na lista dos beatos da Igreja. “Que seja chamada de hoje em diante de Bem-aventurada Dulce dos Pobres com sua festa litúrgica fixada no dia 13 de agosto”, dizia o documento lido pelo arcebispo.

Assim, as badaladas de sinos de igreja e, novamente, os lenços brancos hasteados pelos milhares de fiéis foram o anúncio do momento mais emocionante da tarde. Logo após a leitura, no alto do palco foi descerrado o véu que recobria a foto da nova beata. O ato foi acompanhado da entoação do hino da Bem-aventurada Dulce dos Pobres, apresentado por um coral com 206 pessoas que estavam do lado direito do altar.

Ao mesmo tempo, uma procissão solene que tinha à frente a miraculada Cláudia Cristiane Santos Araújo, funcionária pública cuja cura de uma hemorragia foi reconhecida pelo Vaticano como milagre atribuído à intercessão de Irmã Dulce. “Foi o milagre da minha vida e está sendo uma emoção muito grande participar disso tudo. Devo muito a Irmã Dulce”, destacou.

A cerimônia foi encerrada às 19h40 com um agradecimento do arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, ao papa Bento XVI pela beatificação da religiosa, que foi seguida por uma queima de fogos que surpreendeu a todos os presentes.

Fonte: Tribuna da Bahia

A hora do enfrentamento

Carlos Chagas

Esta semana será decisiva para a base parlamentar do governo, até para o próprio governo. Não haverá salvação, caso mantida a estratégia suicida da semana passada, na Câmara, de suspender as reuniões das Comissões Técnicas visando evitar que elas votem a convocação do ministro Antônio Palocci para explicar o aumento de seu patrimônio. Porque não dá mais ficar empurrar indefinidamente com a barriga um problema a ser enfrentado.

Já foi um vexame assistir líderes governistas acertando com assessores palacianos o cancelamento das atividades em todas as comissões. Nitidamente manobra desesperada, daquelas em que os defensores de uma fortaleza sacrificam a própria vida e terminam não impedindo a invasão dos adversários.

Se é para Palocci acabar convocado, precisando depor, que assim aconteça. Sempre existirá a hipótese de o governo ganhar no voto, como ganhou no plenário, quando a maioria rejeitou a hipótese. O que parece inadmissível é paralisar os trabalhos das estruturas tidas como a alma da Câmara, suas comissões técnicas. Chegou a hora do enfrentamento, jamais do recuo permanente.

***
REFORÇO NECESSÁRIO

O ex-presidente Lula chega a Brasília para reforçar a decisão da presidente Dilma de blindar Antônio Palocci, se possível superando o episódio das consultorias. O que o antecessor não conseguiu em 2006, na crise do caseiro, a sucessora poderá conseguir. Claro que tudo depende do aparecimento ou não de fatos novos relacionados à fortuna do chefe da Casa Civil.

Durante oito anos de governo, o Lula sempre foi infenso a entrevistas coletivas, preferindo as conversas na esquina com jornalistas que o seguiam. De uma forma ou de outra, se não conseguir escapar, há uma pergunta imprescindível: o que o ex-presidente foi fazer em meteórica visita ao Panamá, semana passada? Viajou mesmo às expensas de uma grande empreiteira nacional, encarregada de obras naquele país? Ganhou cachê? Qual o objetivo de ambos, a empreiteira e ele?

***
RELATÓRIO SECRETO OU ABERTO?

O ministro Antônio Palocci terá passado o final de semana trabalhando no relatório solicitado pelo Procurador Geral da República a respeito de suas atividades empresariais. O prazo para a apresentação do documento é de quinze dias, mas o chefe da Casa Civil pretendia antecipar logo a obrigação. A pergunta que se faz é se Palocci incluirá a relação dos clientes a quem prestou consultoria e o montante recebido por cada uma. Mais ainda, se ele ou o procurador Roberto Gurgel divulgarão o conteúdo.

***
A HORA DO ESPANTO

Pouca gente acredita que o Supremo Tribunal Federal possa julgar este ano o processo contra os 39 mensaleiros, desde 2006 tramitando na corte. O relator Joaquim Barbosa tem dúvidas sobre se são necessárias informações adicionais dos Tribunais de Justiça de alguns estados para que se chegue ao capítulo das considerações finais da Procuradoria Geral da República e de cada um dos réus. A sucessão de recursos e protelações conseguidas pelos advogados da quadrilha surpreende até os mais experientes observadores dos trabalhos do Poder Judiciário.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Palocci: o homem do dia, do mês, do ano, desgatou a presidente, Dona Dilma.

Helio Fernandes

O tumulto, a confusão, o enriquecimento, as trapalhadas do Ministro Palocci. Veio de Ribeirão Preto acusado de fatos os mais indefensáveis. Desde o assassinato de Celso Daniel, estava no centro dos acontecimentos.

Apesar de tudo, se transformou em poderoso Ministro da Fazenda. Apanhado em flagrante na “casa oficial”, foi denunciado por um senador do PT, seu próprio partido, que traiu até uma jornalista que lhe dera a informação. Foi demitido, mas usou todo o Poder da Caixa Econômica para “desmoralizar” e colocar na pior posição o caseiro Francenildo.

Foi vergonha intransponível, usou e utilizou toda a engrenagem oficial para “sequestrar” o caseiro que não praticou nenhuma irregularidade, ilegalidade, falta de credibilidade. Pelo que havia feito desde Ribeirão Preto, não podia mais ocupar nenhum cargo, como esse importantíssimo chefe da Casa Civil.

Agora, com menos de 5 meses como o mais importante personagem do Planalto, está nas manchetes dos jornais, televisão, internet. E não há defesa para ele. A única saída de Dona Dilma é demitir Palocci pelo telefone, como Lula fez com vários ministros.

Surpreendente: o ex-presidente Lula não deu uma palavra para “apoiar” a presidente, e concordar com a demissão imediata de Palocci. Este, recusa qualquer investigação, não admite a “quebra” do seu sigilo bancário e financeiro. Mas perseguiu o caseiro Francenildo, emparedou-o, sequestrou-o, acusou-o.

Sem o menor constrangimento, o chefe da Casa Civil, telefona diariamente para dois tipos de pessoas. 1 – Falou com os economistas, pedindo desculpas por ter acusado todos eles, “de terem feito a mesmo coisa que eu fiz”.

2 – Telefona para deputados e senadores do PSDB, com estas palavras, textuais: “Espero que vocês não admitam organizar uma CPI, também serão atingidos”. Apelo e intimidação, demonstração de falta de caráter e covardia.

É evidente que a CPI será formada. É facílimo, bastam 171 deputados e 27 senadores, pois a ideia é envolver a Câmara e o Senado. Motivo: assim mobilizam os nomes mais destacados do Congresso. Se fizesse só da Câmara, abandonariam os senadores, e vice-versa.

Além do mais, muitos parlamentares assinarão (?) apenas para negociar, isso nem é novidade. Assinam, depois negociam com o Planalto, “renegociam” e logo “desassinam”, retiram as assinaturas. O Planalto terá que tratar com deputados e senadores, mas o custo será altíssimo.

Sem falar no desgaste. Não adianta dizer, “as CPIs começam, acabam e ninguém é responsabilizado”. Isso é apenas um quarto da verdade. Ricardo Teixeira respondeu a uma CPI, foi indiciado por 6 crimes financeiros. Mas com dinheiro, alguns processos foram arquivados, outros retardados, e até absolvidos.

De que ainda? É sempre chamado de CORRUPTO, não adianta tentar amenizar. Essas CPIs costumam durar meses e meses, o noticiário é vasto, diário e inclemente. Palocci não vai suportar, só a presença física dele é incômoda, suja (interna e externa), vão massacrá-lo. Depois de todo esse tenebroso processo de massacre, o que restará de Palocci?
Ninguém irá tratar com ele como representante legítimo do governo, e o objetivo dele com empresário, estabelecer pontes ou pontos de acordo com o interesse nacional. Chegarão logo com a proposta: “Ministro, preciso de financiamento do BNDES (ou do Banco do Brasil) para a minha empresa, mas não posso pagar mais de 3 por cento de comissão”.

Além do mais, a CPI não será sobre a atuação de Palocci na Casa Civil, e sim desde que apareceu c-r-i-m-i-n-o-s-a-m-e-n-t-e no cenário de Ribeirão Preto. (Que, aliás, pautado e identificado pela atuação de Palocci, passará a ser citado como Ribeirão NEGRO).

Como Palocci irá se defender de todas as fases de sua vida? De lá onde surgiu, do Ministério da Fazenda, do que fez, a razão da demissão? E se convocarem o ex-presidente Lula para explicar a razão da saída de Palocci do cargo?

Pelo silêncio de Lula. Ele está disposto a comparecer, contar tudo sobre o ex-ministro da Fazenda. E com isso, desanuviar a visão de Dona Dilma. Como Lula poderá explicar a incoerência de dizer, “espero que Palocci me dê sinal verde para baixar os juros”, depois demiti-lo desprezivelmente?

Uma das coisas que a CPI irá investigar imediatamente: seu patrimônio. E como ele mesmo informou que ganhou 8 milhões e empregou TODO ESSE DINHEIRO na compra de dois imóveis”, pedirão à Receita que informe qual é seu verdadeiro patrimônio.

Se for realmente de 8 milhões, tudo empregado em imóveis, um fato. Se nada foi declarado, deverá ser demitido durante o funcionamento da própria CPI. E se houve “transparência”, muitas vezes maior do que os 8 milhões, aí não há previsão ou analise sobre a repercussão.

PS – De qualquer maneira, foi total imprudência a elevação de Palocci à Chefia da Casa Civil. O silêncio de Lula pode ser protesto contra a nomeação de quem ele demitiu tão discricionariamente. Acintosamente. Inesperadamente. Silenciosamente.

PS2 – Dona Dilma tem uma solução. Negociar com Obama e conseguir o apoio dele, para que Palocci vá para o FMI. No lugar de Straus-Kahn.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Com taxas de juros em alta, é hora de renegociar dívidas

Economia

Segunda-feira, 23/05/2011

Hugo Arada/Gazeta do Povo

Hugo Arada/Gazeta do Povo / “Para quem está com dívidas do cheque especial, a dica é fazer um empréstimo consignado ou pessoal. A hora é boa para pagar contas. Mas o refinanciamento da dívida de nada vai adiantar caso o consumidor pegue um pouco mais para gastar.” José Guilherme Vieira, professor de finanças da Universidade Federal do Paraná (UFPR) “Para quem está com dívidas do cheque especial, a dica é fazer um empréstimo consignado ou pessoal. A hora é boa para pagar contas. Mas o refinanciamento da dívida de nada vai adiantar caso o consumidor pegue um pouco mais para gastar.” José Guilherme Vieira, professor de finanças da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Finanças pessoais

Hora é boa para pagar contas e trocar dívidas caras

Alta dos juros e outras medidas do Banco Central devem elevar o custo do dinheiro até o fim do ano

Publicado em 23/05/2011 | João Pedro Schonarth

A alta dos juros e dos índices de inflação nos últimos meses criou um cenário ruim para quem pretende fazer compras à prazo. Para quem já está com a “corda no pescoço”, no entanto, este é o momento para trocar dívidas com taxas mais altas por outras mais baixas, antes que os juros subam ainda mais. A recomendação, válida para o ano todo, ganha força com a perspectiva de que o Banco Central deve manter o aperto na economia nos próximos meses.

Especialistas explicam que, diante de um panorama ainda incerto sobre o comportamento da inflação até o fim deste ano, seria possível prever que as taxas de empréstimos pagas pelos consumidores devam ficar mais altas até dezembro. De janeiro do ano passado para cá, os juros do cheque especial, do empréstimo pessoal e do consignado vêm apresentando tendência de alta. A alta aconteceu no mesmo período em que houve a elevação da taxa básica de juros, a Selic, que também de um aumento do esforço do Banco Central para conter a escalada da inflação. Outro fator que influencia diretamente a taxa de juros cobrada pelos bancos é a inadimplência: conforme ela cresce, a taxa sobe também – ela já está mais alta do que no fim do ano passado.

Walter Alves/Gazeta do Povo

Walter Alves/Gazeta do Povo / “O mecanismo principal de controle da inflação são os juros. Mas o Banco Central pode ampliar os compulsórios, como em um ‘efeito esponja’, para reduzir o dinheiro disponível para os bancos emprestarem.” Carlos Magno Bittencourt, professor de Economia da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR) Ampliar imagem

“O mecanismo principal de controle da inflação são os juros. Mas o Banco Central pode ampliar os compulsórios, como em um ‘efeito esponja’, para reduzir o dinheiro disponível para os bancos emprestarem.” Carlos Magno Bittencourt, professor de Economia da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR)

Parcelamento

Coloque tudo na ponta do lápis

Além de pagar as contas, o consumidor deve aproveitar o momento para refletir sobre a maneira que consome. Se for fazer uma compra e resolver pagar parcelado, o cliente precisa pôr na ponta do lápis cada centavo da prestação. “Uma economia de R$ 10 pode garantir uma semana de pão, por exemplo. Sempre que comparar o valor à vista com o valor à prazo a pessoa precisa se perguntar: ‘O que eu posso comprar com esta diferença?’”, diz o professor da UFPR, José Guilherme Vieira. Ele lembra que as pessoas cuidam mais, em geral, dos maiores valores, mas que os desperdícios estão nas pequenas compras.

Na hora de renegociar uma dívida, o professor ensina que é possível diminuir bastante a taxa de juros. “O banco vai esperar o consumidor se endividar bastante, para depois financiar mais barato. O que não é divulgado é que se a pessoa não estiver conseguindo pagar o limite do cheque especial, por exemplo, pode pedir uma redução de juros no banco. Geralmente eles fazem uma nova negociação”, afirma Vieira.

Uma dica básica para ajudar a mudar a cultura do consumidor, naturalmente desatento à taxa de juros, é levar consigo uma calculadora sempre que for fazer uma compra. “Uma calculadora bem básica, com as quatro operações, já ajuda para a pessoa fazer a conta. Multiplicar as parcelas e diminuir do valor à vista é a melhor maneira para saber o quanto se está pagando a mais, por um produto que às vezes ela nem precisa”, alerta o professor da PUCPR, Carlos Magno Bittencourt.

Soma-se a isso, dizem os economistas, a possibilidade de haver outros apertos da política monetária pela frente. Além de elevar a taxa básica de juros – atualmente em 12% ao ano –, o Banco Central pode aumentar o compulsório (dinheiro que os bancos devem repassar para o BC) para diminuir a oferta de crédito. Com o aumento já feito, o BC calcula que retirou cerca de R$ 61 bilhões de circulação. E a medida teve efeito imediato na oferta de crédito: houve uma redução de 21% nos empréstimos contratados em dezembro, comparado a novembro. Em janeiro, segundo o BC, a queda foi ainda mais acentuada, com 76,63% a menos no volume de contratações.

Medidas

Além disso, o governo tem outras opções, como trabalhar com as medidas macroprudenciais. Um exemplo seria aumentar tributos, como já fez com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – elevado tanto para as compras feitas no exterior quanto na concessão de crédito para pessoas físicas. Outro tributo que pode ser aumentado, segundo os especialistas, é o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O governo tem a opção, ainda, de restringir a quantidade de parcelas no pagamento de compras feitas no varejo, por exemplo. “O mecanismo principal de controle da inflação são os juros. Mas o Banco Central pode ampliar os compulsórios, como em um ‘efeito esponja’, para reduzir o dinheiro disponível para os bancos emprestarem”, explica o professor de Eco­­nomia da Escola de Negó­cios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR), Carlos Magno Bittencourt. “Além disso, o governo pode aplicar outros instrumentos da política monetária, como ajustes de tributos, por exemplo, o que elevaria o preço do produto final.”

Hora de pagar as contas

O professor de finanças pessoais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) José Guilherme Vieira fez os cálculos de um empréstimo de R$ 5 mil para serem pagos em 12 parcelas, nas diversas modalidades de crédito (veja a simulação acima). No cheque especial, o consumidor paga até quatro vezes mais caro do que no crédito consignado, no fim dos doze meses. “Para quem está com dívidas do cheque especial, a dica é fazer um empréstimo consignado ou pessoal. A hora é boa para pagar contas. Mas o refinanciamento da dívida de nada vai adiantar caso o consumidor pegue um pouco mais para gastar”, alerta Vieira.

De acordo com os economistas, a taxa do consignado é mais barata porque o banco tem mais segurança ao realizar o empréstimo, já que pode fazer o desconto direto na folha de pagamento. O empréstimo pessoal é um pouco mais barato que o cheque especial porque os consumidores têm como pesquisar mais, por não haver urgência na tomada de crédito. Por essa razão, a concorrência entre os bancos em oferecer este crédito aumenta e com isso, as taxas ficam mais atraentes para o consumidor, que não precisa necessariamente ser cliente da instituição para tomar o empréstimo.

O cheque especial, no entanto, é muito mais alto porque é um crédito de emergência, que o consumidor toma na hora do aperto por não ter tempo para pesquisar outras taxas. “Os bancos cobram taxas altas porque não têm concorrentes neste segmento, pois o empréstimo está pré-aprovado. A instituição não tem medo de perder o cliente nesta situação”, ressalta o professor da UFPR. De acordo com o BC, a taxa média do cheque especial em março era de 174,62% ao ano, a do empréstimo pessoal era de 47,28% a.a. e a do consignado era de 28,1% a.a.

Fonte: Gazeta do Povo

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616 mil devem ter atrasados neste ano

Gisele Lobato e Carolina Rangel
do Agora

Cerca de 616 mil segurados do INSS no país deverão ter atrasados de até R$ 32.700 solicitados pela Justiça neste ano. A grana será liberada para quem ganhar uma ação contra a Previdência de forma definitiva, ou seja, sem que o INSS possa recorrer.

Isso porque estão reservados R$ 3,2 bilhões para esses pagamentos ainda neste ano. Porém, como a grana é paga em dois meses após o pedido da Justiça, esses segurados poderão receber os atrasados até fevereiro de 2012, no caso de solicitação em dezembro.

Esses atrasados são pagos todos os meses, conforme o mês do pedido. Para acompanhar a liberação da bolada, basta acessar o site do tribunal onde a ação foi aberta. Para segurados de São Paulo, o site é o do TRF3.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta segunda,

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