sábado, maio 14, 2011

Parlamentares são acusados por 350 crimes no STF

Crimes contra a Lei de Licitações e eleitorais são as acusações mais comuns nos 293 processos em tramitação no Supremo contra 136 deputados e senadores. Veja o ranking das denúncias

Rudolfo Lago
Parlamentares respondem a 350 crimes no STF. Mais comuns são fraudes em licitação e crimes eleitorais

Edson Sardinha e Fábio Góis

As denúncias contra os parlamentares se avolumam e se repetem. Nos 293 processos contra deputados e senadores em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), são atribuídos a eles 350 crimes. Eles alcançam quase 40 crimes tipificados no Código Penal. As denúncias mais comuns são por crimes contra a Lei de Licitações, com 47 ocorrências, crimes eleitorais, que aparecem em 46 casos, e os chamados crimes de responsabilidade, que aparecem 39 vezes.

Na quarta colocação no ranking das denúncias mais frequentes contra deputados e senadores, aparece o crime de peculato, ou seja, desvio de recursos públicos, objeto de 32 processos. Os chamados crimes contra a honra, como calúnia, injúria e difamação, vêm a seguir, com 23 casos. Em sexto lugar, os crimes contra a ordem tributária, com 18, e, em sétimo, de lavagem de dinheiro, com 12, aparecem na sequência.

Na relação das denúncias mais comuns, há ainda 11 acusações de crimes contra o sistema financeiro (nona colocação) e improbidade administrativa e dez de corrupção (décima colocação).

Os dez tipos penais que mais afetam os parlamentares englobam 249 acusações (71% do total).

Ao todo, 22 senadores e 114 deputados respondem a algum tipo de investigação na mais alta corte do país. No momento, 201 estão na fase de inquérito (investigação preliminar) e 92 tramitam como ações penais (processos que podem resultar em condenação). Em muitos casos, são atribuídos mais de um crime aos parlamentares em um mesmo processo. Entre os casos isolados, há denúncias de homicídio qualificado, crime contra a liberdade pessoal, lesões corporais e coação no curso do processo.

Os dados fazem parte de levantamento exclusivo feito pelo Congresso em Foco a partir de informações disponíveis na página do Supremo Tribunal Federal na internet até o dia 27 de abril. Mais um deputado passou a ser investigado pela corte esta semana. Começou a correr no STF um inquérito em que Romário (PSB-RJ) é investigado por crimes ambientais e contra o patrimônio genético.



Confira as reportagens publicadas nos últimos dias pelo Congresso em Foco a partir do levantamento:

Congresso tem 60 parlamentares réus no STF

Veja a relação dos parlamentares réus no STF

Um quinto dos deputados responde a processo no STF

Veja a relação dos deputados com pendências no STF

Veja o que dizem os deputados em sua defesa

Veja a relação dos senadores com pendências no STF

Veja o que dizem os senadores em sua defesa

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Os senadores campeões em processos no STF

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Entenda os tipos de crimes mais comuns

Fonte: Congressoemfoco

Senadora do PSOL entra com representação contra Bolsonaro

J. Freitas/ Agência Senado

J. Freitas/ Agência Senado / Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) em reunião na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que debate proposta que pune discriminação a homossexuais no dia 12 de maio Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) em reunião na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que debate proposta que pune discriminação a homossexuais no dia 12 de maio
Polêmica

Marinor Brito (PSOL-PA) bateu boca com o deputado nesta quinta-feira (12). Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse que foi a senadora quem iniciou a discussão

13/05/2011 | 18:32 | G1/Globo.com

A senadora Marinor Brito (PSOL-PA) ingressou com uma representação na Procuradoria do Senado contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) por quebra de decoro parlamentar.

Na manhã de quinta-feira (12), Marinor e Bolsonaro bateram boca no final da reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, que discutiu o projeto que prevê punições para discriminação de homossexuais.

Na representação, a senadora disse que se sentiu ofendida pelas declarações do deputado.

Bolsonaro afirmou ao G1 nesta sexta-feira (13) que foi a senadora quem começou a discussão. "Todo mundo que ver a fita vai ver que eu estava lá, em silêncio, quieto, como papagaio de pirata, e ela veio para cima de mim, me agrediu, me chamou de corrupto e homofóbico. Ela deveria agradecer por eu estar divulgando uma cartilha do governo", disse o deputado.

Durante a discussão no Senado na quinta, Bolsonaro afirmou que iria sugerir a elaboração de um projeto para aplicar punições para discriminação de heterossexuais e ainda provocou Marinor. “Ela [Marinor] não pode ver um heterossexual perto dela que sai batendo. Ela não pode ver um macho que fica louca. Tem que ter um projeto para criminalizar o preconceito hetero”, falou Bolsonaro.

Na justificativa da representação, a senadora afirmou que a atitude do deputado é "desrespeitosa". Ela ainda disse que "sentiu ofendida em sua feminilidade". Além da representação no Senado, o PSOL pretende ingressar com uma representação na Corregedoria da Câmara dos Deputados contra o parlamentar.

Bolsonaro criticou a senadora pela representação. "Ela tinha era de ficar quieta. Está faltando com o caráter, não tem vergonha na cara. Se ela acha que eu vou me acovardar está muito enganada. Que feminilidade tem uma mulher que sai batendo por ai. Ela [Marinor] não tem nada de feminilidade", disse o deputado.

A discussão

Presente à reunião, Bolsonaro, que é crítico das causas homossexuais, tentou exibir um panfleto “antigay” atrás da senadora Marta Suplicy (PT-SP) durante a entrevista que a parlamentar, relatora da matéria, concedia.

A atitude de Bolsonaro irritou a senadora Marinor, que iniciou a confusão dando um tapa nas mãos do deputado do PP, na tentativa de arrancar o panfleto exibido por ele."Tira isso daqui, rapaz. Me respeita!”, advertiu Marinor, batendo no panfleto de Bolsonaro. “Bata no meu aqui. Vai me bater?”, respondeu Bolsonaro. “Eu bato! Vai me bater?”, rebateu Marinor. “Depois dizem que não tem homofóbico aqui. Tu és homofóbico. Tu deveria ir pra cadeia! Tu deveria ir pra cadeia! Tira isso daqui. Homofóbico, criminoso, criminoso, tira isso daqui, respeita!”, prosseguiu a senadora do PSOL.

Fonte: Gazeta do Povo

Defesa de Cesare Battisti faz novo pedido de liberdade ao STF

No ano passado, Lula negou pedido da Itália para extraditar ex-ativista. Pedido será julgado pelo ministro Marco Aurélio Mello

13/05/2011 | 18:02 | G1/Globo.com atualizado em 13/05/2011 às 19:00

A defesa do ex-ativista de esquerda Cesare Battisti pediu nesta sexta-feira (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relaxamento de prisão do italiano. O ministro Marco Aurélio Mello decidirá sobre o pedido.

Na quinta (12), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ao Supremo parecer contra o pedido do governo da Itália para que o ex-ativista fosse extraditado. Segundo o documento, a Itália não poderia ter interferido na extradição por não ser parte no processo.

Battisti foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana por ter supostamente participado de quatro assassinatos. Ele está preso no Brasil desde 18 de março de 2007.

Em novembro de 2009, o STF tinha autorizado, por 5 votos a 4, a extradição do italiano, mas os ministros deixaram a palavra final para o presidente.

No dia 31 de dezembro de 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou o pedido de extradição do ativista feito pelo governo italiano. Mesmo depois da decisão do ex-presidente Lula, Battisti permanece na cadeia. Em janeiro deste ano, o governo da Itália pediu que o STF reveja a decisão de Lula. O PGR avalia que a Itália não pode interferir na decisão do ex-presidente.

Em janeiro deste ano, a defesa de Battisti fez pedido de liberdade. Por conta do recesso do Judiciário, que recebeu o pedido foi o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, que determinou o encaminhamento do pedido ao relator do caso, ministro Gilmar Mendes.

Como Gilmar Mendes está em viagem aos Estados Unidos, o novo pedido da defesa de Battisti será analisado pelo ministro Marco Aurélio.

Fonte: Gazeta do Povo

Aliança PT-PMDB vai se romper em São Paulo, Rio e Belo Horizonte

Pedro do Coutto

As matérias publicadas pelas repórteres Adriana Vasconcelos, no Globo, e Cristiane Samarco, no Estado de S. Paulo, ambas a 12 de maio, deixam bem claro que a aliança nacional entre o PT e o PMDB vai ser rompida nas eleições municipais de 2012, principalmente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Tendência natural que não abala, pelo menos até a sucessão de 2014, a posição da presidente Dilma Rousseff e a ampla maioria que detém no Congresso.

A dificuldade de aprovar o novo Código Florestal é muito mais uma questão envolvendo a propriedade rural do que uma lacuna do Executivo. Ressurge a velha questão da reforma agrária, tema da sucessão presidencial de 60, bandeira de João Goulart em 63, um dos principais motivos de sua queda em 64. A Lei do Estatuto da terra, elaborada por Roberto Campos em novembro daquele ano, mas que não consegue sair do papel. Incrível. Porém, este é outro problema.

O fato é que em São Paulo, a filiação ao PMDB do empresário Paulo Skaf, presidente da FIESP, está sendo incentivada pelo vice Michel Temer, que apareceu publicamente com ele em manifestação partidária interna, já prevendo a luta nas urnas pela Prefeitura da capital. Reúne um terço do eleitorado paulista, sem foi base política fundamental de poder e de projeção de imagem. Vejam só, por exemplo, o que conseguiu de apoio o prefeito Gilberto Kassab em seu impulso bem sucedido de esvaziar o DEM e o PSDB e fortalecer o PSD.

Em São Paulo, o PMDB anuncia para a Prefeitura a candidatura do deputado Gabriel Chalita, que, da mesma forma que Skaf, está deixando o PSB. Com o apoio de Temer, o projeto – admitido pelo próprio vice – é Chalita para 2012, Paulo Skaf para o governo de São Paulo em 2014. Chalita, daqui a dezesseis meses, deve enfrentar, pelo PT, ou Marta Suplicy ou Fernando Haddad. A candidatura Mercadante parece mais fraca do que a de Marta. Entretanto, a de Haddad pode se viabilizar na medida em que Dilma Rousseff se empenhar para finalmente vê-lo afastado do Ministério da Educação;

O prazo de desincompatibilização é de seis meses para os ministros de estado. Portanto, a definição das candidaturas tem que ser tomada até 3 de abril do ano que vem. Faltam assim na realidade dez meses para a primeira etapa eleitoral, as convenções partidárias.

Segundo revelou Adriana Vasconcelos, Michel Temer afirmou-se favorável a uma candidatura própria do PMDB para enfrentar a reeleição de Geraldo Alckmin. O candidato, admitiu, seria o atual presidente da Federação das Indústrias. Quem correria pelo PT. Mais provável, hoje, que venha a ser Marta Suplicy. Fernando Haddad ficaria destinado à disputa pela Prefeitura. Dessa forma, sairia do MEC em abril do ano que vem. Dilma Rousseff alcançaria a solução que ela deseja sem magoar Lula, que se empenhou pela manutenção de Haddad no cargo. Coisa de política.

No Rio de Janeiro, o PT se prepara para concorrer ao Palácio da Cidade com o senador Lindberg Farias, que já trocou de domicilio eleitoral. Deixou Nova Iguaçu pela Zona Sul carioca. Enfrentaria Eduardo Paes, pois este tentará a reeleição. Lindberg é também um nome forte no Partido dos Trabalhadores para concorrer, em 2014, à sucessão de Sergio Cabral.

Finalmente Belo Horizonte. A coligação PT-PMDB foi amplamente derrotada por Aécio Neves, que elegeu Antonio Anatasia, em 2010. O prejuízo foi do PT, que não teve oportunidade de disputar o Palácio da Liberdade com Fernando Pimentel e deslocar o desfecho para o segundo turno. Agora no episódio da luta por BH não deve repetir o esquema. Deve concorrer isolado. Pois antes só do que mal acompanhado. A política é assim.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Efeitos da semana de dois dias

Carlos Chagas

Depois da lambança verificada no plenário da Câmara na noite de quarta-feira, seguiu-se espetáculo menos explosivo mas igualmente lamentável: retiraram-se os deputados para só voltarem terça-feira da próxima semana, quando será retomado o processo de votação do Código Florestal. Apesar de há décadas o Congresso paralisar suas atividades cinco dias por semana, das quintas às terças, a indignação cresce mais quando se assiste os parlamentares deixarem para depois decisões essenciais à sua própria razão de ser. Mais ou menos como uma equipe médica estar operando o coração de um paciente e, diante de uma obstrução inesperada, abandonar o infeliz na maca e só retornar dias depois. O risco é de encontrar um defunto.

Foi do PT a decisão de abortar a sessão diante da derrota iminente de seus pontos de vista. O governo estava perto de ver a bancada ruralista sair vitoriosa, ironicamente respaldada pelo relator do projeto, Aldo Rebelo, do PC do B. Os ambientalistas iam perdendo a votação, mas antes perderam a compostura. Agrediram o deputado com acusações de “canalha!” e “traidor!” Não aceitaram a isenção para reflorestamento de pequenas propriedades. Até o marido da ex-senadora Marina Silva foi chamado de contrabandista de madeira.

De repente, como se nada tivesse acontecido, foram todos jantar. Numa época em que se discute a reforma política, seria bom que alguém apresentasse proposta pelo funcionamento deliberativo de Câmara e Senado durante a semana inteira, exceto aos domingos. Com desconto em folha dos faltosos e até cassação do mandato para os recalcitrantes.�

PAíS RICO É ASSIM MESMO

Sob poucos protestos, o Senado aprovou a revisão das notas reversais com o Paraguai, a respeito da decisão do governo de pagar ao governo daquele país três vezes mais do que recebe pela compra da energia de Itaipu que não usam. De 120 milhões de dólares por ano, canalizaremos agora 360 milhões para Assunção.

A vitória ampla do palácio do Planalto, seguindo as determinações do ex-presidente Lula, não impediu que senadores como Itamar Franco, Demóstenes Torres e Jarbas Vasconcelos botassem a boca no trombone, acusando a decisão da maioria de subserviente e irresponsável. Além de ter sido política, jamais técnica, destinada a inflar o balão do presidente Lugo.

Itamar indagou sobre quem fiscaliza as contas de Itaipu, concluindo não ser o Senado e muito menos o Tribunal de Contas da União. A empresa binacional, para ele, é uma caixa-preta, aparentemente controlada pela Eletrobrás, hoje uma empresa de capital aberto com ações na bolsa de Nova York. Pagar mais aos paraguaios que não investiram um centavo na implantação e na manutenção da usina pode constituir-se numa temeridade.

Demóstenes provou que o aumento cairá sobre os ombros do contribuinte, lamentando a instabilidade da situação dos brasileiros que trabalham e residem no Paraguai, os “brasilguaios”, desprotegidos e até perseguidos. Pelo menos, deveríamos exigir compensações por mais essa benesse praticada em favor de nossos vizinhos.

Jarbas bateu firme no governo, lembrando que o Senado apenas referendava uma decisão tomada previamente pelo Executivo. Os recursos desviados para o Paraguai serviriam para incrementar obras e planos sociais no Brasil.

VÃO EXIGIR MAIS�

Engana-se quem supuser a presidente Dilma entusiasticamente aplaudida pela multidão, domingo, em sua viagem meteórica ao Paraguai. Anunciará a elevação dos recursos pagos àquele país pela compra fictícia da energia produzida por nós, mas receberá novas exigências do presidente Lugo. Uma delas a de limitar o número de cidadãos brasileiros que demandam aquele país, levando capital e disposição para trabalhar. Também deverá protestar por antecipação diante das novas medidas que o Brasil adotará nas fronteiras, para cercear a ação de contrabandistas. Tomara que a chefe do governo fale duro, lá, como tem falado aqui, diante de seus ministros.

PROJEÇÕES FUTURAS

Caso a presidente Dilma venha a candidatar-se a um segundo mandato, no longínquo 2014, o PMDB reivindicará a manutenção da chapa vitoriosa ano passado, quer dizer, Michel Temer indicado para a vice-presidência. Na hipótese de o candidato do PT vir a ser o Lula, da mesma forma os peemedebistas pleitearão o cargo, com o mesmo Michel Temer. Dessa forma, nos próximos doze ou dezesseis anos, o partido do dr. Ulysses permanecerá a reboque.

A pergunta que se faz é se aguentará como força política de vulto, já que desde o ano passado suas bancadas na Câmara começaram a minguar. Mais duas ou três eleições parlamentares, reunidas às de governador, e a perspectiva parece sombria. Será por isso que o presidente interino do PMDB, Waldir Raupp, interrompeu a sessão de votação do projeto das medidas provisórias, no Senado, para saudar o ingresso de Paulo Sckaff em suas fileiras? Em vez de partido das massas, vai virar o partido dos empresários?

Fonte: Tribuna da Imprensa

É a segunda vez que o general Augusto Heleno vai ao “Canal Livre”. Na primeira vez, estava na ativa, não podia falar nada. Agora, não. Na reserva, já pode dizer o que realmente pensa.

Carlos Newton

Muita expectativa quanto à entrevista do general Augusto Heleno este domingo, no “Canal Livre”, às 23h30m, na Band, já anunciada aqui no blog da Tribuna por Helio Fernandes. É a segunda vez que ele comparece ao tradicional programa de entrevistas. Na primeira vez, decepcionou, porque ainda estava na ativa, submetido ao rígido Regulamento do Exército, e não podia realmente dar as declarações que eram esperadas.

Naquela ocasião, o general Heleno teve que ser comedido e contido, o programa não rendeu. Mas desta vez é diferente, o chefe militar acaba de passar para a reserva, não está mais subjugado pela proibição de fazer declarações sobre assuntos das Forças Armadas ou temas políticos. Pode dizer o que bem entende, a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos o protege, pois o que vale para a nossa Matrix, vale também aqui para a Filial.

É considerado muito competente e corajoso. Foi comandante das tropas do Brasil no Haiti. Depois, assumiu o estratégico Comando Militar da Amazônia, quando deu as declarações que o tornaram nacionalmente famoso, ao denunciar a cobiça internacional por aquela região brasileira e ao relatar a precária situação das Forças Armadas, em termos de recursos e equipamentos, para defender os interesses nacionais.

Foi quando o convidaram para o primeiro Canal Livre. Pura perda de tempo, porque ele não poderia falar nada de importante, nem mesmo repetir as denúncias que já fizera, num momento de desabafo. Este domingo, porém, poderemos assistir ao verdadeiro general Augusto Heleno, que é um mito nas Forças Armadas e certamente não pretende decepcionar sua legião de admiradores. Muitos deles, aliás, insistem em tentar convencê-lo a disputar a presidência da República. Parece uma idéia tresloucada, mas no atual panorama da política brasileira, tudo é possível. Há alguns anos, por exemplo, quem apostaria numa candidatura de Dilma Rousseff? E quem apostaria que ela sairia vitoriosa?

Fonte: Tribuna da Imprensa

Fotos do dia

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INSS será intimado na segunda-feira

Gisele Lobato e Luciana Lazarini
do Agora

O prazo de 90 dias para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pagar, no posto, a revisão pelo teto começará a contar nesta segunda-feira, quando o órgão deverá ser oficialmente avisado sobre a decisão, de acordo com a Justiça Federal em São Paulo.

O INSS e a Advocacia-Geral da União afirmam que só se falarão sobre o assunto após a intimação da Justiça. Depois da notificação oficial, eles poderão recorrer.

Após ação do Ministério Público, a 1ª Vara Previdenciária mandou o INSS recalcular os benefícios de todos os segurados que tiveram o pagamento limitado ao teto da época da concessão, além de pagar os atrasados --diferenças dos últimos cinco anos. A revisão foi garantida em 2010 pelo Supremo Tribunal Federal.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora neste sábado

Saiba garantir a grana dos atrasados em 2012

Gisele Lobato e Luciana Lazarini
do Agora

Os segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que ganharam uma ação de revisão ou de concessão de benefício na Justiça e que garantirem o pedido de pagamento de seu atrasado até 30 de junho poderão receber a grana no ano que vem.

Apesar de a ordem de pagamento depender da Justiça, é possível pedir para o advogado acelerar a ação para evitar que a grana saia em 2013.

Os atrasados pedidos entre 1º de julho de 2010 e 30 de junho deste ano serão pagos em 2012 se ultrapassarem 60 salários mínimos --R$ 30.600 em 2010 e R$ 32.700 atualmente. Pedidos após julho terão de esperar dois anos.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora neste sábado,

sexta-feira, maio 13, 2011

PGR - Ato que negou extradição de Battisti não pode ser questionado pela Itália - Migalhas: Quentes - 13/05/2011

PGR - Ato que negou extradição de Battisti não pode ser questionado pela Itália - Migalhas: Quentes - 13/05/2011: "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

Privatização de cartórios gera polêmica

Adriano Villela e Lilian Machado

A polêmico projeto de privatização dos cartórios, considerado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma prioridade no processo de modernização dos serviços cartoriais da Bahia, já está na pauta de votação da Assembleia Legislativa para ser apreciado a partir de segunda-feira, entretanto será mais uma vez discutido entre os líderes de bancada e a presidente do Tribunal de Justiça, Telma Brito, antes de ser votado.

Reivindicado pela sociedade baiana, o projeto, que tramita desde 2009 e já teve sua apreciação adiada várias vezes, passou por alterações feitas pelo TJ, porém ainda pode ter pontos ressalvados como duvidosos, a exemplo das tarifas exorbitantes a serem cobradas futuramente pelos cartórios.

Apesar da expectativa de uma revisão dos artigos, os deputados garantem que haverá primazia para votação da matéria. Dos mais de mil cartórios no estado, cerca de 600 não estão funcionando e 250 tem problemas de autossuficiência.

Segundo o líder do governo na Casa, Zé Neto (PT), o projeto já pode ser votado, porém, aguardam-se as considerações preliminares do relator, deputado José Raimundo (PT), e uma reunião na próxima semana entre os líderes e vice-líderes e a presidente do TJ, Telma Brito, para que sejam esclarecidas todas as dúvidas.

“Vamos nos reunir para fazermos um cronograma de votação, fato que deve ocorrer, no meu ponto de vista, dentro desses 30 dias. Mesmo não sendo tarefa do Legislativo e do Executivo, é algo que nos traz muita preocupação porque essa questão dos cartórios tem sido um problema para todo o estado”, enfatizou.

Conforme o líder, a discussão gira em torno de garantias para que não haja prejuízos para os funcionários dos cartórios, sobre o processo de licitação e a elevação das tarifas.

“Vamos discutir se a licitação deve ser ampla e ocorrer de uma só vez ou se será gradativamente, como o TJ quer”. Questionado se haverá despesas para o governo, o petista descartou: “O que pode haver é a necessidade de criação de um fundo para compensar os cartórios que não dão lucro ou não são sustentáveis”, disse.

A planilha de tarifas foi um dos pontos colocados pelo líder da oposição, Reinaldo Braga (PR), como passíveis de discussão. “Vamos avaliar a constitucionalidade de o Judiciário apresentar essa planilha que consideramos ser atribuição do Executivo”, frisou. O presidente Marcelo Nilo (PDT) acredita que haja consenso na formulação de ajustes. “Vamos conversar com todos e votar em 30 dias”, disse.

Apesar de prevista na Constituição Federal de 1988, que prevê a transferência desta atividade para a iniciativa privada, a Bahia mantém-se como único estado a operar esta atividade via poder público. Na prática, o fato se traduz com problemas no atendimento - a exemplo de filas na madrugada para a obtenção de senhas, como esta Tribuna denunciou em uma série de matérias, a última publicada fevereiro.

Noites em claro, usuários vindos do interior perdendo a viagem por falta de fichas, dificuldades de transporte. Este foi o calvário que esta TB registrou na edição de 2 de fevereiro em visita a quatro cartórios.

Com poucas fichas, quem necessitava de serviços como autenticação de cópias e reconhecimento de firma teve que chegar antes das 6 horas. Morador do Arenoso, Róbson Madeira chegou ontem à Baixa dos Sapateiros às 4h20. Foi a forma que encontrou para enfim autenticar documentos para o casamento.

Serviços muito mais caros

Frase atribuída por muitos ao Nobel de Economia de 1976, o americano Milton Friedman, a expressão “Não Existe almoço grátis” cabe bem aos cartórios extrajudiciais baianos.

Se, por um lado, a mudança pode melhorar o atendimento; por outro, os cartórios extrajudiciais privatizados cobram custas muito maiores. Enquanto uma procuração custa R$ 14 em Salvador, no Rio de Janeiro é cobrados mais de dez vezes este valor (R$ 150). Exemplos semelhantes não faltam.

Para quem vai casar no civil a situação é semelhante. Enquanto as custas na Bahia giram em torno de R$ 25, num cartório privado em São Paulo, para o mesmo atendimento, é necessário um reembolso de R$ 261. Se o matrimônio ocorrer fora do cartório, essa conta sobe para R$ 872,50.

No Paraná, os cartórios promoveram um reajuste de 45% este ano, quando a inflação em 2010 ficou em aproximadamente 15% deste percentual. O reajuste recorde foi liminarmente barrado pelo CNJ, por provocação da seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil.

Em Brasília, a mudança no registro de nascimento sai por R$ 24.71 (com prova documental) e R$ 37,01. A certidão de óbito fica entre R$ 26 a R$ 29, contra R$ 5 aqui em Salvador. As queixas quanto ao serviço prestado na Bahia são tão grandes que a doméstica Maria da Conceição Ferreira Santos prefere a privatização, mesmo acreditando que haverá aumento das custas.

“A gente só muda se for para melhorar. Para ficar melhor, eu sou a favor da privatização. Hoje a gente chega antes das 8h para ser atendido, toma chuva. Isso tem que mudar”.

O diretor de imprensa do Sinpojud, Genildo Castro, acredita que não haverá risco de disparada de preços. “A Corregedoria do Tribunal de Justiça vai definir a tabela de preços e fiscalizar”.

Intervenção da CNJ

Em razão de indefinições entre o texto enviado pelo Tribunal de Justiça e o relatório elaborado na Assembléia Legislativa, a autorização legal para a privatização dos cartórios baianos vem se arrastando desde 2009.

“Já é possível ver que em relação à questão dos cartórios extrajudiciais quase nenhuma providência foi adotada e que agora eles terão que tomar providências para melhorar os serviços”, afirmou, em janeiro, a corregedora nacional de Justiça, a ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon.

A corregedora revelou preocupação com a situação dos cartórios baianos. “Entendo que a melhor solução seria o Tribunal de Justiça aparelhar esses cartórios para que eles pudessem funcionar, porque a população baiana está sofrendo demais com o desamparo do poder público em relação ao serviço de cartório”, afirmou a corregedora.
Em fevereiro, a Corregedoria Nacional de Justiça voltou a fazer gestões para a solução do caso.

No Legislativo, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto (PT), disse que o parlamento estava esperando um posicionamento do Tribunal sobre as emendas acolhidas pelo primeiro relator do projeto 18.324, ex-deputado Pedro Alcântara, que não foi reeleito no ano passado. Por isso, no último mês de março, a relatoria foi repassada ao deputado José Raimundo.
Fonte: Tribuna da Bahia

Privatização de cartórios gera polêmica

Adriano Villela e Lilian Machado

A polêmico projeto de privatização dos cartórios, considerado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma prioridade no processo de modernização dos serviços cartoriais da Bahia, já está na pauta de votação da Assembleia Legislativa para ser apreciado a partir de segunda-feira, entretanto será mais uma vez discutido entre os líderes de bancada e a presidente do Tribunal de Justiça, Telma Brito, antes de ser votado.

Reivindicado pela sociedade baiana, o projeto, que tramita desde 2009 e já teve sua apreciação adiada várias vezes, passou por alterações feitas pelo TJ, porém ainda pode ter pontos ressalvados como duvidosos, a exemplo das tarifas exorbitantes a serem cobradas futuramente pelos cartórios.

Apesar da expectativa de uma revisão dos artigos, os deputados garantem que haverá primazia para votação da matéria. Dos mais de mil cartórios no estado, cerca de 600 não estão funcionando e 250 tem problemas de autossuficiência.

Segundo o líder do governo na Casa, Zé Neto (PT), o projeto já pode ser votado, porém, aguardam-se as considerações preliminares do relator, deputado José Raimundo (PT), e uma reunião na próxima semana entre os líderes e vice-líderes e a presidente do TJ, Telma Brito, para que sejam esclarecidas todas as dúvidas.

“Vamos nos reunir para fazermos um cronograma de votação, fato que deve ocorrer, no meu ponto de vista, dentro desses 30 dias. Mesmo não sendo tarefa do Legislativo e do Executivo, é algo que nos traz muita preocupação porque essa questão dos cartórios tem sido um problema para todo o estado”, enfatizou.

Conforme o líder, a discussão gira em torno de garantias para que não haja prejuízos para os funcionários dos cartórios, sobre o processo de licitação e a elevação das tarifas.

“Vamos discutir se a licitação deve ser ampla e ocorrer de uma só vez ou se será gradativamente, como o TJ quer”. Questionado se haverá despesas para o governo, o petista descartou: “O que pode haver é a necessidade de criação de um fundo para compensar os cartórios que não dão lucro ou não são sustentáveis”, disse.

A planilha de tarifas foi um dos pontos colocados pelo líder da oposição, Reinaldo Braga (PR), como passíveis de discussão. “Vamos avaliar a constitucionalidade de o Judiciário apresentar essa planilha que consideramos ser atribuição do Executivo”, frisou. O presidente Marcelo Nilo (PDT) acredita que haja consenso na formulação de ajustes. “Vamos conversar com todos e votar em 30 dias”, disse.

Apesar de prevista na Constituição Federal de 1988, que prevê a transferência desta atividade para a iniciativa privada, a Bahia mantém-se como único estado a operar esta atividade via poder público. Na prática, o fato se traduz com problemas no atendimento - a exemplo de filas na madrugada para a obtenção de senhas, como esta Tribuna denunciou em uma série de matérias, a última publicada fevereiro.

Noites em claro, usuários vindos do interior perdendo a viagem por falta de fichas, dificuldades de transporte. Este foi o calvário que esta TB registrou na edição de 2 de fevereiro em visita a quatro cartórios.

Com poucas fichas, quem necessitava de serviços como autenticação de cópias e reconhecimento de firma teve que chegar antes das 6 horas. Morador do Arenoso, Róbson Madeira chegou ontem à Baixa dos Sapateiros às 4h20. Foi a forma que encontrou para enfim autenticar documentos para o casamento.

Serviços muito mais caros

Frase atribuída por muitos ao Nobel de Economia de 1976, o americano Milton Friedman, a expressão “Não Existe almoço grátis” cabe bem aos cartórios extrajudiciais baianos.

Se, por um lado, a mudança pode melhorar o atendimento; por outro, os cartórios extrajudiciais privatizados cobram custas muito maiores. Enquanto uma procuração custa R$ 14 em Salvador, no Rio de Janeiro é cobrados mais de dez vezes este valor (R$ 150). Exemplos semelhantes não faltam.

Para quem vai casar no civil a situação é semelhante. Enquanto as custas na Bahia giram em torno de R$ 25, num cartório privado em São Paulo, para o mesmo atendimento, é necessário um reembolso de R$ 261. Se o matrimônio ocorrer fora do cartório, essa conta sobe para R$ 872,50.

No Paraná, os cartórios promoveram um reajuste de 45% este ano, quando a inflação em 2010 ficou em aproximadamente 15% deste percentual. O reajuste recorde foi liminarmente barrado pelo CNJ, por provocação da seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil.

Em Brasília, a mudança no registro de nascimento sai por R$ 24.71 (com prova documental) e R$ 37,01. A certidão de óbito fica entre R$ 26 a R$ 29, contra R$ 5 aqui em Salvador. As queixas quanto ao serviço prestado na Bahia são tão grandes que a doméstica Maria da Conceição Ferreira Santos prefere a privatização, mesmo acreditando que haverá aumento das custas.

“A gente só muda se for para melhorar. Para ficar melhor, eu sou a favor da privatização. Hoje a gente chega antes das 8h para ser atendido, toma chuva. Isso tem que mudar”.

O diretor de imprensa do Sinpojud, Genildo Castro, acredita que não haverá risco de disparada de preços. “A Corregedoria do Tribunal de Justiça vai definir a tabela de preços e fiscalizar”.

Intervenção da CNJ

Em razão de indefinições entre o texto enviado pelo Tribunal de Justiça e o relatório elaborado na Assembléia Legislativa, a autorização legal para a privatização dos cartórios baianos vem se arrastando desde 2009.

“Já é possível ver que em relação à questão dos cartórios extrajudiciais quase nenhuma providência foi adotada e que agora eles terão que tomar providências para melhorar os serviços”, afirmou, em janeiro, a corregedora nacional de Justiça, a ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon.

A corregedora revelou preocupação com a situação dos cartórios baianos. “Entendo que a melhor solução seria o Tribunal de Justiça aparelhar esses cartórios para que eles pudessem funcionar, porque a população baiana está sofrendo demais com o desamparo do poder público em relação ao serviço de cartório”, afirmou a corregedora.
Em fevereiro, a Corregedoria Nacional de Justiça voltou a fazer gestões para a solução do caso.

No Legislativo, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto (PT), disse que o parlamento estava esperando um posicionamento do Tribunal sobre as emendas acolhidas pelo primeiro relator do projeto 18.324, ex-deputado Pedro Alcântara, que não foi reeleito no ano passado. Por isso, no último mês de março, a relatoria foi repassada ao deputado José Raimundo.
Fonte: Tribuna da Bahia

Estado de S. Paulo

A votação do projeto de Código Florestal deflagrou a primeira crise na base aliada da presidente Dilma Rousseff. Insatisfeitos com o conteúdo da proposta e com a demora no preenchimento dos cargos de segundo escalão, os aliados se uniram à oposição para derrotar o Palácio do Planalto. A fusão ameaça agora a agenda legislativa do Planalto. Além da votação do Código ter sido suspensa diante da insegurança do governo sobre sua aprovação, novas votações importantes para o governo podem ser contaminadas.

O esgarçamento da base é sintoma da centralização nas mãos do alto petismo das nomeações para cargos-chave. Cerca de 350 deputados votariam contra a proposta do Código Florestal, um placar resultante da poderosa articulação dos ruralistas com a insatisfação na base por conta da distribuição de cargos.

Brasil retalia Argentina e impõe barreiras à importação de carros

O governo brasileiro decidiu impor barreiras à importação de carros. O objetivo principal é forçar a Argentina a rever as ações protecionistas contra o Brasil, mas a medida também procura defender as montadoras instaladas no País do avanço dos automóveis asiáticos.

Desde terça-feira, os importadores devem solicitar licenças de importação não automáticas, que só são expedidas após análise dos técnicos do governo e podem demorar 60 dias. Não estão incluídos pneus e autopeças, para não prejudicar o funcionamento das fábricas no Brasil.

Um debate que virou bate-boca na Câmara

A atuação da ex-senadora Marina Silva (PV-AC) na discussão sobre o novo Código Florestal desencadeou um bate-boca em plenário e acusações contra o seu marido, Fábio Vaz de Lima. Já era início da madrugada de ontem quando o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator do projeto, reagiu a uma crítica feita por Marina no microblog twitter sobre mudanças que ele havia feito no texto final.

"Quem fraudou contrabando de madeira foi o marido de Marina Silva, defendido por mim nesta Casa quando eu era líder do governo", disse Aldo. "Quando líder do governo, evitei o depoimento do marido de Marina", afirmou. As declarações, dadas no microfone do plenário, ocorreram minutos depois de Marina escrever na internet direto do Congresso: "Estou no plenário da Câmara. Aldo Rebelo apresentou um novo texto, com novas pegadinhas, minutos antes da votação. Como pode ser votado?"

Votação do Código Florestal é adiada

O governo não sabe quando vai retomar as sessões para tentar aprovar o novo Código Florestal, mas já decidiu que a meta é reabilitar o texto do relator Aldo Rebelo (PC do B-SP) fechado anteontem à noite. Os líderes políticos, com a ajuda do Ministério do Meio Ambiente, manterão a versão acordada, mas corrigindo as "pegadinhas" detectadas na madrugada de ontem.

A nova tentativa de votação do Código, que chegou a ser agendada para terça-feira, está ameaçada pela viagem de lideranças da Câmara à Coreia, na semana que vem. E o PMDB, aliado número um do PT e do Planalto, anunciou, por meio do seu líder, Henrique Eduardo Alves (RN), que está em obstrução permanente, isto é, rejeita qualquer votação enquanto não for decidido o que fazer com o Código Florestal.

''Negros têm de ser prioridade no Brasil sem Miséria''

Os negros e os pardos constituem a maioria (70,8%) da população de 16,2 milhões de miseráveis que o programa Brasil Sem Miséria pretende beneficiar. Para a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, tal constatação, anunciada na semana passada, deveria levar os mentores do programa, a ser lançado nos próximos dias, a explicitar que seu alvo principal é a população negra. A decisão contribuiria para focar as ações, orientar agentes sociais e atrair um segmento populacional que acredita "muito pouco" na capacidade do poder público de lhe oferecer atenção.

Ex-prefeito de Jandira vendeu bens, acusa MP

O Ministério Público apurou que o ex-prefeito de Jandira (SP), Paulinho Bururu (PT), apontado como um dos beneficiários do cartel da merenda escolar, estava se desfazendo de seu patrimônio para escapar à ação da Justiça. A informação consta de medida cautelar, por meio da qual a promotoria requereu em caráter criminal o sequestro dos imóveis do petista.

Bururu ocupou o governo de Jandira entre 2001 e 2008. A promotoria identificou 17 casas, terrenos e apartamentos do petista - sobre 15 desses imóveis já foram apuradas as condições de compra. A maior parte dos bens foi adquirida por Bururu no exercício do mandato. Ele é acusado de enriquecimento ilícito.

Gurgel defende decisão de Lula sobre Battisti

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve rejeitar uma reclamação do governo italiano contra a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter no Brasil o ex-ativista italiano Cesare Battisti.

Em seu último dia de governo, Lula recusou-se a entregar Battisti para a Itália apesar de o STF ter autorizado a extradição do ex-ativista. Na Itália, Battisti foi condenado à prisão perpétua em processos nos quais foi acusado de envolvimento em assassinatos.

Insatisfação na base aliada aumenta e já compromete agenda de votações

A votação do projeto de Código Florestal deflagrou a primeira crise na base aliada da presidente Dilma Rousseff. Insatisfeitos com o conteúdo da proposta e com a demora no preenchimento dos cargos de segundo escalão, os aliados se uniram à oposição para derrotar o Palácio do Planalto. A fusão ameaça agora a agenda legislativa do Planalto. Além da votação do Código ter sido suspensa diante da insegurança do governo sobre sua aprovação, novas votações importantes para o governo podem ser contaminadas.

Interferência de Marina no debate do Código Florestal preocupa governo

O governo acompanha com preocupação e com perfil de zagueiro as movimentações da ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata ao Planalto Marina Silva (PV) nas negociações da reforma do Código Florestal.

A meta é impedir que Marina Silva atrapalhe um acordo entre governo e sua base de apoio no Congresso, mas, sobretudo, impedir que ela ganhe espaço para viabilizar uma terceira via política, entre Dilma Rousseff e a oposição, de olho disputa ao Planalto em 2014.

Marco Maciel recusa cargos de Kassab

Depois de um grande constrangimento dentro do seu partido, o presidente do Conselho Político do DEM, Marco Maciel, recusou as indicações para compor o conselho de duas empresas da Prefeitura de São Paulo. Pernambucano, o ex-vice-presidente da República foi convidado para os cargos pelo prefeito Gilberto Kassab, que deixou o a legenda de Maciel para fundar o PSD. O fato levou integrantes do DEM a pressioná-lo para escolhesse entre o partido ou o prefeito paulistano.

Ao justificar a indicação, Kassab afirmou que Maciel merecia ser conselheiro da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da São Paulo Turismo (SPTuris) por sua "experiência" na vida pública. O ex-vice-presidente do DEM Jorge Bornhausen, aliado de Kassab que também deixou a legenda, chegou a dizer que se deveria "bater palmas" para a indicação.

Ministra quer apoio de prefeitos contra racismo

A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, participou ontem de reuniões com representantes da sociedade civil e lideranças políticas e do movimento negro de Ribeirão Preto (SP), para apresentar a campanha Igualdade Racial é Pra Valer, lançada pelo governo federal em março. "Essa visita faz parte de um processo mais amplo, de ida aos Estados, para conversas com governadores, prefeitos e sociedade civil, um chamamento para que todos participem da política de promoção da igualdade racial", resumiu a ministra.

No calor do debate, Aldo acusa marido de Marina de contrabando

A atuação da ex-senadora Marina Silva (PV-AC) na discussão sobre o novo Código Florestal desencadeou um bate-boca em plenário e acusações contra o seu marido, Fábio Vaz de Lima. Já era início da madrugada de ontem quando o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator do projeto, reagiu a uma crítica feita por Marina no microblog twitter sobre mudanças que ele havia feito no texto final.

"Quem fraudou contrabando de madeira foi o marido de Marina Silva, defendido por mim nesta Casa quando eu era líder do governo", disse Aldo. "Quando líder do governo, evitei o depoimento do marido de Marina", afirmou. As declarações, dadas no microfone do plenário, ocorreram minutos depois de Marina escrever na internet direto do Congresso: "Estou no plenário da Câmara. Aldo Rebelo apresentou um novo texto, com novas pegadinhas, minutos antes da votação. Como pode ser votado?"

PMDB se arma para eleger 100 prefeitos em SP

O PMDB deve lançar candidaturas próprias a prefeito na maioria dos 645 municípios do Estado de São Paulo. A ação, comandada de Brasília pelo vice-presidente Michel Temer, faz parte da estratégia do partido para recuperar antigos redutos eleitorais no Estado, perdidos principalmente para o PSDB e para o PT.

"Vamos ter candidaturas a prefeito no maior número de cidades e, onde isso não for possível, temos de garantir o vice", afirmou o ex-deputado federal e ex-prefeito de Sorocaba Renato Amary, coordenador da sigla na região. Segundo ele, além das candidaturas próprias, a legenda vai investir na formação de chapas completas no maior número possível de cidades, a fim de ampliar o quadro de vereadores nos municípios paulistas.

Prioridade da União é investir em cidade menor

O governo federal já se articula para alavancar o desempenho nas urnas dos candidatos petistas e aliados nas eleições municipais. A estratégia é priorizar investimentos em cidades pequenas com obras de saneamento básico e construção de casas para a população de baixa renda.

A partir de 15 de junho, os prefeitos de cidades com menos de 50 mil habitantes poderão apresentar propostas para pleitear recursos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Serão R$ 5 bilhões do PAC para obras de saneamento nos pequenos municípios e não há contrapartidas.

Temer informa a Dilma seu apoio a Chalita

BRASÍLIA - O vice-presidente Michel Temer comunicou oficialmente à presidente Dilma Rousseff que o PMDB de São Paulo está filiando o deputado Gabriel Chalita para tentar elegê-lo prefeito em 2012, independentemente do projeto eleitoral do PT. Embora os petistas tenham uma dezena de pré-candidatos à Prefeitura paulistana, o PMDB não abre mão de indicar o nome do cabeça de chapa.

O encontro ocorreu na noite de quarta-feira, 11, no Palácio da Alvorada, poucas horas depois de o vice comandar a cerimônia de filiação do presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "Não tem sentido fazer esta mobilização toda sem trocar ideia com a senhora. O Chalita tem um nome muito bom, trabalhou muitíssimo por nós e virá para o PMDB", disse Temer. A presidente não demonstrou preocupação. "Gosto muito do Chalita, é uma ótima figura, uma pessoa muito decente e que nos ajudou muito na campanha", respondeu Dilma.

Correio Braziliense

Descanse que o Senado garante superaponsentadorias

O novo plano de carreira do Senado estende a aposentados um benefício próprio de quem está na ativa: a gratificação por desempenho, que em tese deveria ser paga apenas a servidores que cumprem metas e se destacam. A artimanha, revelam os repórteres Ana D’angelo e Fábio Monteiro, turbinou o contracheque dos inativos e provocou na Casa uma corrida pela aposentadoria. A maioria, gente que vai receber mais de R$ 20 mil mensais em proventos.

Foi só o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar o projeto de lei que o criou o atual plano de cargos e salários do Senado, em julho do ano passado, em meio à Copa do Mundo, para que servidores da Casa dessem início a uma corrida pela aposentadoria. Não é para menos. A maioria deles — técnicos de nível médio e analistas legislativos, de nível superior — pendurou as chuteiras levando para casa mais de R$ 20 mil cada um em proventos. De acordo com dados fornecidos pela Secretaria de Comunicação do Senado, de julho para cá foram concedidas 319 aposentadorias, contra apenas 44 no primeiro semestre de 2010 e 99 em todo o ano de 2009.

Verde que te quero verde?

O adiamento da votação do novo Código Florestal expressa o grau de complexidade com que nasce um documento que pretende, pelas aparências, modernizar e preservar o campo por meio de leis sintonizadas com o tempo. Também traduz o tom desafinado que rege os passos das próprias bases do governo Dilma Rousseff no Congresso Nacional.

É bem possível, no entanto, que os efeitos da suspensão das decisões sobre o tema não tenham sido tão negativos para o Planalto. Talvez fosse esse o intervalo que Dilma precisava — veremos por que — para ensaiar mais uma vez e afinar melhor os instrumentos de um teatro que envolve atores de toda sorte de gêneros. Desde o homem do campo, a mata, o deputado ruralista, a água, o ativista verde de plantão, o produtor ambicioso, o parlamentar perdido no meio dessa floresta de símbolos.

Cotação de Izabella em alta

Das heranças que recebeu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma das que mais agradou ao estilo de trabalho exigido pela presidente Dilma Rousseff foi a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Discretíssima, Izabella esteve presente em todas as fases de discussão do Código Florestal. Ao ponto de ontem ter recebido um telefonema da senadora Gleisi Hoffmann lhe parabenizando pela postura firme.

Izabella é considerada entre os assessores palacianos uma grande surpresa. A mesma Dilma Rousseff que, quando ministra da Casa Civil, enfrentou um duro embate com a então ministra Marina Silva, não teve o menor problema com ela. Ao contrário: é vista como alguém que consegue buscar um ponto de equilíbrio. Recentemente, aceitou, por exemplo, que as áreas destinadas à agricultura familiar ficassem fora das exigências de preservação. Apesar disso, em vários pontos, ela sempre atua de forma a fazer com que a balança acabe pendendo para o lado ambientalista. Ao longo das negociações do Código Florestal dentro do governo, foi ela — não o ministro da Agricultura, Wagner Rossi — a mais ouvida durante as conversas em curso na Casa Civil, o que acabou irritando mais os ruralistas e criando desconfianças na hora de votar o projeto.

Cristal quebrado

A votação de um tema tão polêmico como o Código Florestal expôs a fragilidade dos líderes partidários para tratar de assuntos que fogem à tradicional divisão de governo contra oposição. Na base aliada, nenhum deles conseguiu, nas últimas 48 horas, dar ao Palácio do Planalto a certeza de que o texto do acordo seria aprovado na íntegra. Nem mesmo tiveram controle sobre as bancadas para expor aos próprios parlamentares qual era o acordo que estava valendo, já que o próprio líder do PT, Paulo Teixeira, acusou o relator, Aldo Rebelo, de apresentar ao plenário um texto diferente daquele que havia sido acordado — o que serviu de estopim para a desconfiança que terminou por adiar mais uma vez a votação.

Divisão racial também nas mortes

Ipea revela que, entre as fatalidades por causas externas, homicídios são responsáveis pela maioria dos óbitos na população negra. Entre os brancos, predominam vítimas do trânsito violento. Governo anuncia campanha contra racismo

No dia em que a ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, apresentou, em São Paulo, a campanha nacional contra o racismo Igualdade Racial é Pra Valer, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou dados preocupantes no levantamento Dinâmica Demográfica da População Negra Brasileira. Segundo o estudo, os afrodescendentes homens morrem mais de causas violentas do que os brancos. Quase 10% dos homens negros mortos anualmente têm idades entre 15 e 29 anos, número que não chega a 4% entre os jovens brancos na mesma faixa etária.

Feridas abertas na base aliada

As discussões sobre o novo Código Florestal deixaram à mostra feridas abertas ao longo dos anos e a desafinação de líderes partidários da base com o governo. Nas tentativas de costurar acordos, e diante da necessidade de contar nos dedos os aliados, o Planalto se deparou com atuações pouco convincentes e agora paga o preço das próprias escolhas. Um dos buracos surgidos durante as negociações envolve o líder do PT, Paulo Teixeira (PT-SP), e o comando palaciano.

A atuação do petista foi criticada em conversas de governistas do primeiro escalão durante as tentativas de acordo. O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, comentou que o líder não se empenhou como devia nas discussões em torno do tema e abriu muitas brechas para que deputados ruralistas do partido fizessem pregações contrárias às pretensões governistas. O petista também foi enquadrado quando anunciou que iria desistir da briga na Câmara e mandar o debate para o Senado. As declarações foram interpretadas como a tentativa de lavar as mãos e evitar o próprio desgaste dentro da bancada.

Ilegais em 11 de junho

A pressa da bancada ruralista em ver aprovado o novo Código Florestal Brasileiro tem a ver com o fim do prazo estabelecido pelo governo para os produtores regularizarem as áreas de preservação permanente (APPs) e as reservas legais. Se, até agora, a bancada tentou a todo custo votar a nova lei, a situação ficará ainda pior nas semanas que antecedem o fim do prazo. O dia de 11 de junho — menos de um mês, portanto — é o último previsto no decreto presidencial que obriga a regularização das áreas que deveriam estar preservadas. Depois disso, os produtores irregulares passariam automaticamente à ilegalidade.

Como a votação do novo Código Florestal está prevista para ocorrer em duas semanas, restarão apenas mais duas semanas para o relatório efetivamente ser aprovado. Se os mesmos impasses permanecerem, o que é provável diante do cenário de distensão entre ruralistas e governo, o Planalto precisará decidir se ampliará o prazo previsto no Decreto nº 7.029, de dezembro de 2009, que instituiu o Programa Mais Ambiente. O programa obriga a regularização de APPs e reservas legais num prazo de dois anos, que se encerra em 11 de junho.

Inquérito cita Romário

Vinte e quatro horas depois de ser diplomado para o cargo de deputado federal, o ex-jogador Romário (PSB-RJ) fez seu primeiro ato parlamentar. Chamado à Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ), em 17 de dezembro do ano passado, para explicar suposto crime ambiental praticado na Área de Preservação Ambiental dos Tamoios, região sob responsabilidade da Marinha, Romário se recusou a falar e alegou foro privilegiado.

Mudança demográfica

O Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge), divulgado há duas semanas, trouxe uma novidade não vista desde o primeiro levantamento, realizado em 1872: o número de negros ultrapassou o de brancos no país. Na última pesquisa, 97 milhões de pessoas declararam ser afrodescendentes, contra 91 milhões que disseram ser brancas.

Para o Ipea, o principal fator para essa mudança é a verificação de maior fecundidade entre as mulheres negras na comparação com as brancas. “Observando a pirâmide etária, notamos que as afrodescendentes são responsáveis pela maioria dos nascimentos no país”, destacou a técnica em pesquisas do Ipea Ana Amélia Camarano, responsável pela pesquisa.

Pressão sobre os ruralistas

Para forçar a frente agropecuária a aceitar o texto acordado com o Planalto, líderes governistas vão deixar a votação do projeto para 25 de maio, 15 dias antes de 90% dos agricultores brasileiros ficarem na ilegalidade

O governo federal ameaça colocar cerca de 90% dos agricultores do Brasil na ilegalidade para pressionar a bancada ruralista a aprovar o relatório do Código Florestal apresentado por Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Na ressaca pela sessão de quarta-feira à noite que terminou em crise deflagrada na base governista, o Palácio do Planalto decidiu peitar até aliados, como o PMDB, para fazer valer o texto oficial. Depois de assistir à manobra comandada pela oposição e pela própria base para desfigurar o relatório acordado entre ministérios, entidades civis e lideranças na Câmara dos Deputados, o Palácio do Planalto decidiu utilizar a entrada em vigor da Lei de Crimes Ambientais, marcada para 11 de junho (leia Para saber mais), para radicalizar nas negociações. Caso os deputados não aceitem o projeto do governo até o início de junho, boa parte dos agricultores ficará na ilegalidade.

Proposta cheia de remendos

Passava das 22h na quarta-feira, o clima era de uma iminente votação e, até aquele momento — 13 horas depois de iniciada a discussão — o relator do novo Código Florestal Brasileiro, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), não havia aparecido no plenário da Câmara. Aldo chegou às 22h10. Começou a falar 10 minutos depois. Exaltou seu relatório, mas não deu qualquer detalhe sobre o que estava escrito no texto prestes a ser votado. Poucos exemplares circularam no plenário, que tinha mais de 460 deputados. Poucos leram, às pressas, o texto: líderes de partidos, jornalistas, representantes de entidades ambientalistas e produtores rurais. Ninguém entendeu muita coisa. Aldo acatou a emenda 186 e rejeitou as demais. Os deputados estavam prontos para votar uma proposta praticamente desconhecida por eles.

Relator no ataque

O deputado Aldo Rebelo (foto) assumiu, há um bom tempo, estar de um lado só. No momento mais decisivo das negociações com o governo, para definir o texto final do novo Código Florestal, Aldo jantou com as principais lideranças ruralistas. Foram os mesmos deputados que, poucos dias depois, compareceram ao gabinete do relator — e lá permaneceram por meia hora — para opinar sobre alterações no texto, também numa circunstância decisiva do acordo, até agora frustrado, com o governo. Aldo está fechado com os ruralistas, e não esconde isso.

Veto aos "superpoderes"

Preocupado com a formação de comissão parlamentar mista com superpoderes capazes de questionar suas medidas provisórias, o governo escalou líderes petistas para desarticular o grupo do Senado que conseguiu aprovar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera as regras de tramitação de MPs. Depois do acordo firmado entre o relator da PEC, senador Aécio Neves (PSDB-MG), e o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), o Planalto temeu que a proposição fosse enviada a toque de caixa para o plenário, o que causaria dor de cabeça à Dilma Rousseff.

O Globo

Alckmin e Kassab loteiam cargos como PT

SÃO PAULO. Para acomodar aliados e inflar o seu novo PSD, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tem ampliado de forma contínua o número de secretarias da prefeitura. Só no último mês foram criadas mais duas, e o total de pastas atingiu o recorde de 29. Quando José Serra (PSDB) deixou a prefeitura em 2006, eram 21 secretarias. Kassab também está loteando a gestão entre aliados, como faz o tucano Geraldo Alckmin no estado, apesar de PSDB, DEM e o novo PSD atacarem o loteamento feito pelo PT no governo federal.

BR puxa queda de até 11% nos combustíveis

Um dia depois de a BR Distribuidora ter anunciado redução dos preços da gasolina e do álcool hidratado - de 6% e 13%, respectivamente - para sua rede de postos em todo o país, o consumidor já encontra combustível até 11,5% mais barato do que na semana anterior. Levantamento feito pelo GLOBO em dez postos do Rio mostra que os preços da gasolina começaram a baixar ontem, acompanhando reduções do preço do álcool. O freio nos preços foi articulado pelo governo, conforme antecipou o GLOBO na terça-feira, que decidiu usar a BR, subsidiária da Petrobras - que conta com 7 mil postos de um total de 37 mil revendas no país e negocia mais de 40% do volume de combustíveis vendido - para acelerar a normalização dos valores cobrados nas bombas. Trata-se de uma estratégia para conter a alta da inflação.

Evangélicos travam projeto anti-homofobia

BRASÍLIA. Por pouco não terminou em tapas a primeira tentativa da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado de retomar o debate do projeto de lei que tipifica como crime a homofobia, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Diante da mobilização da bancada evangélica - tendo à frente os senadores Magno Malta (PR-ES) e Marcelo Crivella (PRB-RJ) e deputados como Anthony Garotinho (PR-RJ) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) -, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), relatora da matéria, tirou o assunto de pauta. Mas o clima tenso levou a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) e o deputado Bolsonaro a trocar insultos.

Alckmin e Kassab loteiam cargos como PT

SÃO PAULO. Para acomodar aliados e inflar o seu novo PSD, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tem ampliado de forma contínua o número de secretarias da prefeitura. Só no último mês foram criadas mais duas, e o total de pastas atingiu o recorde de 29. Quando José Serra (PSDB) deixou a prefeitura em 2006, eram 21 secretarias. Kassab também está loteando a gestão entre aliados, como faz o tucano Geraldo Alckmin no estado, apesar de PSDB, DEM e o novo PSD atacarem o loteamento feito pelo PT no governo federal.

Aldo confessa ter ajudado a acobertar investigado

BRASÍLIA. No calor das discussões sobre mudanças no Código Florestal, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) admitiu em plenário que ajudou a proteger Fábio Vaz, marido da ex-senadora Marina Silva, embora houvesse a suspeita de que ele tivesse sido favorecido numa doação ilegal de madeira feita pelo Ibama. Ao atacar Marina, o próprio Aldo chamou Fábio Vaz de contrabandista, na madrugada de ontem. Em seguida, confessou que participou do acerto para livrar Vaz de se explicar na Câmara, em 2004. Na época, Aldo era líder do governo Lula, e a ex-senadora, ministra do Meio Ambiente.

Após críticas, Maciel desiste de cargos em SP

SÃO PAULO. O ex-vice-presidente e ex-senador Marco Maciel anunciou ontem que desistirá de ocupar cargos nos conselhos de administração da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da São Paulo Turismo (SPTuris), empresas da prefeitura paulistana. Aliado do prefeito Gilberto Kassab e derrotado nas últimas eleições, ele tinha ganhado os cargos para cuidar de trânsito em São Paulo, mesmo morando em Pernambuco.

Como conselheiro das duas empresas paulistanas, receberia R$12 mil por mês, mas teria de comparecer a apenas uma reunião em cada órgão. Pressionado e criticado após a descoberta do "presente" de Kassab, Maciel anunciou à Executiva do DEM que desistirá dos postos.

Depois do impasse, Código Florestal agora não tem prazo para ser votado

BRASÍLIA. Ainda sob a ressaca da fracassada tentativa de votar alterações no Código Florestal, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), avisou ontem que não há novo prazo para a votação. É preciso tempo para recompor as relações entre o governo, os ruralistas e o relator da proposta, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), azedadas depois da confusão na noite de anteontem. Além disso, há viagens oficiais de líderes e do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), na próxima semana.

Dilma cancela viagem por recomendação médica

BRASÍLIA. A presidente Dilma Rousseff cancelou a viagem que faria neste domingo ao Paraguai para as comemorações do bicentenário daquele país. Segundo o porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena, a viagem foi adiada por recomendação médica. Dilma se recupera de uma pneumonia diagnosticada em 28 de abril. Orientada a repousar, a presidente reduziu o ritmo de trabalho nas últimas duas semanas.

- Os médicos recomendaram cautela. Embora a presidente esteja praticamente recuperada, a recomendação foi para que ela não se expusesse a uma viagem de seis horas - disse Baena.

Gurgel é contrário à extradição de Battisti

BRASÍLIA. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contrário ao pedido da Itália para que o ex-ativista Cesare Battisti seja extraditado. Em 2009, o STF autorizou a extradição do italiano, mas estabeleceu que a decisão final caberia ao então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em dezembro do ano passado, Lula negou a extradição. Foi quando a Itália pediu ao STF para derrubar a decisão do ex-presidente.

Infiltração policial contra pedofilia

BRASÍLIA. Os policiais vão poder usar os mesmos truques dos pedófilos em páginas de bate-papo e sites de relacionamento na Internet para investigar crimes sexuais contra crianças e adolescentes na rede. O Senado aprovou ontem projeto que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para permitir que policiais possam se infiltrar em páginas da internet e se passar por vítimas para investigar crimes sexuais contra crianças e adolescentes. O projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e agora vai ser apreciado na Câmara.

Líderes da Câmara levantam voo

BRASÍLIA. Duas viagens internacionais vão afastar da Câmara, na semana que vem, o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), e os líderes das duas maiores bancadas - a do PT, Paulo Teixeira (SP), e a do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN) -, esvaziando o debate do Código Florestal. Estão nas duas missões pelo menos mais três deputados.

Marco Maia embarcou ontem para a Coreia do Sul, acompanhado de quatro deputados: Paulo Teixeira, Arlindo Chinaglia (PT-SP), Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e Cláudio Cajado (DEM-BA), para participar da II Cúpula Parlamentar do G-20, entre 18 e 20 de maio.

Na votação, governo conta 88 traidores

BRASÍLIA. Um grupo de 88 deputados da base do governo juntou-se à oposição anteontem à noite para tentar votar o relatório do Código Florestal. Esses deputados não atenderam à orientação da liderança do governo de obstruir o processo de votação, e votaram contra o requerimento de retirada de pauta do projeto. Ao todo, 177 deputados ficaram a favor da votação imediata do texto. Mas eram necessários 257 votos para que o Código fosse à votação.

PSDB de SP reconduz nome ligado a Alckmin

SÃO PAULO. Após um impasse na semana passada, o PSDB encerrou ontem em São Paulo a eleição da sua nova direção estadual, com a recondução do secretário-geral, César Gontijo, ligado ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O cargo estava sendo pleiteado também pelo deputado Vaz de Lima, ligado ao ex-governador José Serra, mas ele decidiu abrir mão da vaga. O desfecho sem disputa foi resultado de um esforço dos líderes tucanos para estancar a crise que atingia o partido desde abril, quando houve debandada de filiados após a convenção municipal - seis vereadores e um dos fundadores do PSDB, Walter Feldman, ligado a Serra.

PSDB, DEM e PSD têm telhado de vidro em loteamento

SÃO PAULO. Para acomodar aliados e inflar o seu novo PSD, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tem ampliado de forma contínua o número de secretarias da prefeitura. Só no último mês foram criadas mais duas, e o total de pastas atingiu o recorde de 29. Quando José Serra (PSDB) deixou a prefeitura em 2006, eram 21 secretarias. Kassab também está loteando a gestão entre aliados, como faz o tucano Geraldo Alckmin no estado, apesar de PSDB, DEM e o novo PSD atacarem o loteamento feito pelo PT no governo federal.

Queda de braço entre ruralistas e ambientalistas ganha novo ânimo

BRASÍLIA, SÃO PAULO e CUIABÁ. O Ministério do Meio Ambiente disse ontem que o relatório que Aldo Rebelo apresentou em plenário, com o aval da liderança do governo na Câmara, traz mudanças substanciais com relação ao que havia sido negociado na Casa Civil. Segundo o diretor do Departamento de Florestas do ministério, João de Deus Medeiros, o texto tira da lista de Áreas de Preservação Permanente algumas categorias de áreas ambientalmente frágeis, como os manguezais e as veredas, e ainda abre caminho para a diminuição de áreas protegidas na Amazônia por meio de novos desmatamentos.

Folha de S. Paulo

Governo dificulta importação de carros

O governo federal adotou uma medida que dificulta a importação de automóveis, o que pode atrasar a entrada desse produto no Brasil em até dois meses.

Desde terça-feira, os carros que chegam ao país dependem de uma licença prévia para a liberação da guia, o que, até então, era feito de forma automática.

Procuradoria ataca projeto que afrouxa licitações da Copa

O Ministério Público Federal classificou de "inconstitucional" a iniciativa do governo que permite o estouro do orçamento inicial e cria brechas na Lei de Licitações para as obras da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.

A proposta do governo cria o chamado RDC (Regime Diferenciado de Contratações). Por esse mecanismo, as concorrências para obras e serviços dos dois eventos -como aeroportos, metrô e etapas não licitadas dos estádios- podem deixar de ser regidas pela Lei de Licitações.

Governo estuda reduzir vistoria de obra de pequeno porte

Depois de frustrar prefeitos ao "lavar as mãos" em relação aos principais pontos de reivindicação da 14ª Marcha de Prefeitos, encerrada ontem, o governo decidiu estudar formas de afrouxar as exigências para a liberação de verbas para obras de pequeno porte.

Em reunião na noite de anteontem, representantes de dez ministérios, incluindo a ministra Miriam Belchior (Planejamento) e o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, chegaram a um acordo com os municípios no sentido de analisar pelo menos quatro formas de "desburocratizar" os repasses de convênios.

Código Florestal gera crise na base aliada do governo

A suspensão da votação do Código Florestal explicitou, na madrugada de ontem, a dissonância interna do PT e expôs uma crise com o PMDB, principal aliado do governo Dilma Rousseff.

Em descompasso com o Planalto, a base ameaça emperrar a votação da medida provisória que agiliza a contratação de obras destinadas à realização da Copa e da Olimpíada no Brasil.

Aldo diz estar "arrependido" de críticas a Marina

O relator do texto do Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), disse estar "arrependido" do tom dos ataques à ex-senadora Marina Silva (PV-AC) e seu marido.

Anteontem, ele acusou a ex-ministra de ter dito pelo Twitter que ele fraudou o texto do Código Florestal. Irritado, esbravejou: "quem fraudou contrabando de madeira foi o marido de Marina Silva".

Votação polêmica indica dificuldade para assegurar maioria

A discussão da votação do novo Código Florestal ultrapassou as fronteiras da Câmara dos Deputados, mobilizando os diferentes setores da sociedade. Os constantes adiamentos da votação sinalizam a dificuldade de construção de maioria política capaz de mudar uma medida relevante para o padrão de desenvolvimento brasileiro.

Serra e Alckmin tentam mostrar união no PSDB

Na tentativa de mostrar que a crise do PSDB em São Paulo foi superada, o ex-governador José Serra e o atual, Geraldo Alckmin, comemoraram juntos a eleição da executiva da sigla no Estado.

Após impasse sobre a ocupação da secretaria-geral, nomes indicados por Serra, Alberto Goldman e o senador Aloysio Nunes, foram contemplados com cargos na executiva. Ainda assim, os alckmistas são maioria no comando do PSDB-SP.

Lula dá "palestra-surpresa" em resort na Bahia para executivos de cervejaria

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu ontem pela manhã palestra em um evento fechado da cervejaria AmBev no resort Costa do Sauípe, no litoral da Bahia.

A multinacional o contratou para animar uma reunião de executivos brasileiros e de outros países da América Latina. A assessoria de imprensa da AmBev afirmou que não tinha informações sobre a palestra.

Sai novo conselho da Fundação Nemirovsky

Deve tomar posse em 18 de maio o novo conselho da Fundação Nemirovsky. O advogado Arnoldo Wald Filho presidirá o grupo, substituindo o arquiteto Jorge Wilheim.

A vice-presidente será Maria Carolina Nemirovsky Leme, filha de Beatriz Nemirovsky, herdeira do acervo de arte mantido pela entidade.

Indicadores de abril apontam para ritmo menor da indústria

Após um início de ano forte, a economia brasileira já dá sinais de desaquecimento. Dados de abril apontam para a estabilidade da produção industrial e uma redução do crescimento do varejo.

A tendência deve se manter ao longo do ano. Para economistas, a inflação alta e as condições de crédito mais apertadas - com juros maiores e prazo menores- vão reduzir as vendas do comércio. Isso, somado à competição com os importados, vai afetar a produção, dizem.

Para BC, corte nos combustíveis não é suficiente para conter alta da inflação

DO RIO - O presidente do BC (Banco Central), Alexandre Tombini, classificou a redução do preço dos combustíveis feita pela BR Distribuidora como importante para combater a inflação. Ele ressaltou, no entanto, que a medida não é suficiente para segurar, sozinha, a elevação dos índices.
Em resposta à determinação do governo, a BR Distribuidora reduziu em 6% o preço da gasolina e em 13% o do etanol.

"[As medidas] ajudam, mas não fazem totalmente o trabalho. São informações importantes que nós vamos levar em consideração e certamente vão repercutir sobre a inflação ao consumidor", avaliou.

Ex-secretário da Receita Federal volta ao governo

DE BRASÍLIA - O ex-secretário da Receita Otacílio Cartaxo foi nomeado ontem presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão do Ministério da Fazenda. O órgão cuida do julgamento de recursos apresentados à Receita. Cartaxo foi indicado pelo ministro Guido Mantega.

Ele comandava a Receita em 2010, quando a Folha revelou que funcionários do órgão quebraram o sigilo fiscal de Verônica Serra, filha de José Serra (PSDB), então candidato à Presidência. Desgastado, Cartaxo deixou a Receita.

Fonte: Congressoemfoco

Votação do Código Florestal: o relator, Aldo Rebelo, se descontrola, acusa o marido da presidenciável Marina Silva de “ser desmatador e fazer contrabando de madeira”.

Helio Fernandes

Foram 12 horas de discussões, debates, desencontros, acordos e desacordos. Quase à meia noite de quarta (ontem, para quinta, hoje) um tremendo debate entre Ruralistas e Ambientalistas, uma tremenda divergência e até hostilidade, entre a chamada base do governo e o próprio governo.

Poucos entendiam alguma coisa, a confusão era geral. Quando os líderes dos partidos foram chamados para orientarem as bancadas, a surpresa dos porta-vozes do governo: Candido Vaccareza, Henrique Eduardo Alves e Paulo Teixeira.

Assombrados, constataram, só o PT votava com o governo. Surgia ou se prenunciava total derrota do Planalto-Alvorada.

Aí, como a votação estava para começar, com a derrota inevitável do governo, veio a ordem da Casa Civil, Palocci naturalmente monitorado lá do alto: “Não pode haver votação”. Então, como a ordem era para não haver votação, e como não havia tempo, utilizaram um recurso sem ética e totalmente irresponsável: “Os partidos que não podiam DESOBEDECER ao Planalto (sob pena de PERDEREM ou NÃO GANHAREM mais cargos) se declararam em OBSTRUÇÃO.

Para os que não estão “familiarizados” com a linguagem ou a irresponsabilidade parlamentar, significa que NÃO VOTARÃO. E como T-O-D-O-S os partidos que apóiam o governo, tomaram essa decisão-posição, foi constatada a seguinte realidade-irrealidade fisicamente contraditória: os deputados estava presentes, mas declaravam que NÃO VOTARIAM. Inacreditável.

Aí, enquanto o presidente da Câmara, Marco Maia (que recebeu ordem pelo celular) tentava encerrar prematuramente a sessão, começou outra, paralela, de XINGAMENTO TOTAL E ABSOLUTO. Foi então que, enquanto o deputado Aldo Rebelo era acusado de ter modificado o relatório, veio outra, mais grave, pronunciada pelo líder Vaccareza: “O relator Aldo Rebelo não emendou o projeto, fez outro, completamente diferente, exatamente o contrário”.

O plenário gritava “Aldo, Aldo”, e alguns emendavam “GRANDE ALDO”, ele se descontrolava e fazia as acusações que coloquei no título dessas notas. Aconteceu então o incrível: enquanto o deputado acusava violentamente o marido de Dona Marina, a ex-presidenciável estava bem atrás dele.

A confusão se prolongou, cinco deputados (até do PT e, lógico, do PV) ocupavam o microfone do plenário, e EXIGIAM (textual) que o deputado do PCdoB retirasse as acusações, que foram usadas sem nenhum sentido e num momento inteiramente sem oportunidade.

Os deputados que defendiam o marido de Dona Marina (ninguém falou seu nome para acusar ou defender) se revezavam no microfone. Aldo Rebelo desapareceu, Marco Maia conseguiu dizer: “A sessão está encerrada, convoco outra EXTRAORDINÁRIA PARA AMANHÔ (hoje). Lembrou que não pode convocar EXTRAORDINÁRIA, já com a sessão encerrada, pegou o microfone e retificou: “A sessão de amanhã será ordinária”. Se for, a palavra cabe perfeitamente, mais ordinária é impossível.

A votação ficou então marcada para a próxima quarta-feira, único dia reservado para DELIBERAÇÃO, só que ontem foi quarta e não votaram. E ninguém sabe se haverá mesmo votação na próxima.

O governo terá uma semana para transformar em VOTO A FAVOR os que se consideraram em OBSTRUÇÃO. É só liberar mais alguns cargos. Palocci terá uma semana de “Ribeirão Preto”. O “Grande Aldo” terá também uma semana para se reabilitar com o governo, mas não se reabilitará com a própria “Casa”, com o PT, com Dona Marina e com a opinião pública. Com o governo é fácil.

***

PS – No meio daquela confusão toda, às 23,40, consegui ver o ex-futuro quase presidenciável José Serra. O que fazia ali? Conversava muito.

PS2 – Dois senadores que não tiveram votos para se reeleger, também estavam presentes, inteiramente silenciosos e inteiramente abandonados.

PS3 – Eram Eduardo Azeredo, que já presidiu o PSDB, e Sergio Guerra, que preside o mesmo PSDB, e será reeleito.

PS4 – Que Código Florestal, que República.

Fonte: Tribuna da Imprensa

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