domingo, outubro 03, 2010

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Proprietários decidem virar inquilinos de imóvel

Folha de S.Paulo

Trocar o aluguel pela casa própria costuma ser a trajetória mais comum de quem pode aproveitar o mercado imobiliário aquecido e a oferta abundante de crédito.

Mas uma parte dos paulistanos prefere fazer o oposto: deixar o imóvel que possui para virar inquilino.

As dificuldades para se deslocar e a procura por qualidade de vida são os fatores que mais interferem nessa decisão. "A propriedade deve servir às pessoas, e não o contrário", comenta Roseli Hernandes, diretora comercial da imobiliária Lello.

Uma pesquisa feita pela empresa entre junho e agosto mostra que 3,3% dos inquilinos de seus 9.000 imóveis locados têm casa própria.

Segundo o levantamento, 40% dos proprietários que viram inquilinos alugam um imóvel para ficar mais perto do local de trabalho.

"O principal fator é o trânsito. É impraticável, por exemplo, morar na zona leste e trabalhar na zona sul", considera Leonel Marques Vicente, diretor da Robotton Imóveis.

A pesquisa DNA Paulistano, feita pelo Datafolha em 2008, mostra que, em média, o paulistano demora 37,4 minutos para ir de casa ao trabalho. Em bairros do extremo sul, o tempo médio de deslocamento é de 44,6 minutos. No extremo leste, essa média chega a 46,3 minutos.

Para reduzir o tempo gasto no trânsito, a enfermeira Aline Valesin, 31, alugou seu apartamento na Mooca (zona leste) e virou inquilina.

Foi para perto do trabalho, na Chácara Santo Antônio (zona sul). "Eu e meu marido economizamos tempo e vamos curtir mais a nossa filha de cinco meses", conta.

A maioria dos que se tornam inquilinos também opta por alugar o imóvel em que residiam. Segundo Luciano Godoy, professor de direito civil da FGV (Fundação Getulio Vargas), a escolha pode ser explicada pela facilidade da transação. "Quando se trata de casais, o contrato pode sair em nome de um cônjuge e o outro ser seu fiador."

Fonte: Agora

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Sob o signo da lambança

Carlos Chagas

Realizam-se hoje eleições que seriam rotineiras e serviriam para definir o Brasil como uma democracia estável, não fosse a contribuição inusitada do Poder Judiciário com vasta carga de lambanças. O eleitor vai às urnas sabendo que seu título não vale mais nada, tornou-se dispensável. Ao mesmo tempo, ignora-se se a lei ficha limpa vale ou não, quer dizer, candidatos condenados no passado poderão concorrer, vencer e ter sua diplomação negada. Ao mesmo tempo, proíbe o Tribunal Superior Eleitoral a divulgação do número de votos dados aos candidatos ficha suja, que ficarão na dependência de posterior decisão judicial sobre sua diplomação. Enquanto isso, paralisam-se os cálculos a respeito dos votos em legenda.

Com todo o respeito, mas as intervenções dos tribunais tem causado muito mais confusão do que esclarecimento, no processo eleitoral. Da constitucionalidade da lei ficha limpa ao uso dos títulos eleitorais, não há certeza de nada. Virou tudo fumaça.

AÇÃO ENTRE AMIGOS

Outra definição não se aplicaria melhor ao último debate entre os candidatos presidenciais encerrado na madrugada de sexta-feira: ação entre amigos. Um pouco de educação e civilidade não faz mal a ninguém, mas, convenhamos, abandonar a discussão sobre temas polêmicos em troca de rapa-pés e salamaleques em nada contribuiu para esclarecer o eleitor. Dilma Rousseff e José Serra, em especial, evitaram enfrentar-se. Deixaram Marina Silva pendurada no pincel, sem escada, assim como Plínio de Arruda Sampaio, lança em riste, investindo sobre moinhos de vento. Quantos votos teriam mudado de destino uma vez encerrado o debate? Nenhum.

A DÚVIDA DO SEGUNDO TURNO

Só por volta da meia-noite de hoje saberemos da realização ou não de um segundo turno das eleições presidenciais. Dilma poderá ter vencido em definitivo, mesmo por pequena margem, ou Serra terá suas esperanças renascidas. Nesta última hipótese, serão mais quatro semanas de campanha, propaganda obrigatória pelo rádio e a televisão, novos debates insossos e, com toda certeza, mais algumas decisões polêmicas da Justiça Eleitoral. Para os que fazem das campanhas uma atividade comercial, ótimo. Para o eleitorado, péssimo.

NA DEPENDÊNCIA DOS ALIADOS

Prováveis, uns, garantidos, outros, o PT não elegerá mais do que cinco governadores: Tião Viana, no Acre, Agnelo Queirós, no Distrito Federal, Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, Marcelo Deda, em Sergipe, e Jacques Wagner, na Bahia.

Caso as representações parlamentares sigam a mesma tendência, ficará difícil aos companheiros elegerem as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Permanecerão na dependência de alianças com o PMDB e penduricalhos para viabilizar seus projetos. Na hipótese da vitória de Dilma Rousseff, emergirá a liderança do então vice-presidente Michel Temer, aquele da prática de ver distribuído o pão.

Fonte: Tribuna da Imprensa

sábado, outubro 02, 2010

Propaganda eleitoral só pode ser feita até as 22h de hoje 02/10/2010 às 18:23

Priscilla Mazenotti, da Agência Brasil


Hoje é o último dia permitido pela legislação eleitoral para que os candidatos façam propaganda eleitoral. Até as 22h é permitida apenas a distribuição de material gráfico e a participação de candidatos em caminhadas, carreatas, passeatas ou o uso de carros de som divulgando jingles ou mensagens dos candidatos. É permitido ainda o uso de alto-falantes ou amplificadores de som.

Amanhã (3), dia da eleição, é proibido qualquer tipo de propaganda. Ao eleitor é permitida apenas a manifestação silenciosa por meio de bandeiras, broches e adesivos.

Os departamentos de Trânsito (Detrans) de todo o país poderão fazer plantão no domingo. No Distrito Federal, mais de 100 agentes estarão fiscalizando as ruas para apreender os carros que estiverem fazendo propaganda perto dos locais de votação ou transportando eleitores. Haverá também uma Operação Bafômetro, para averiguar motoristas dirigindo sob efeito de bebida alcoólica.

Fonte: A Tarde

Instituto de Criminalística constatou “artificialismo gráfico” na declaração de Tiririca

O laudo questiona o documento em que o candidato afirma saber ler e escrever. O Ministério Público reapresentou a denúncia
Victor Ferreira

O Ministério Público Eleitoral (MPE) reapresentou na Justiça a denúncia de falsificação contra o candidato a deputado federal Tiririca (PR). O promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes se baseia em laudo do Instituto de Criminalística expedido nesta tarde. O estudo aponta “artificialismo gráfico” na declaração apresentada pelo candidato ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TER-SP) afirmando que sabe ler e escrever. Na ausência de um comprovante de escolaridade, como é o caso de Tiririca, o candidato deve apresentar uma declaração de próprio punho dizendo que sabe ler e escrever.

O juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloísio Sérgio Silveira, já havia recusado a denúncia contra Tiririca por falsificação do documento. No entanto, a perita criminal Gláucia Tacla constatou que o autor da declaração possui uma habilidade gráfica maior do que a apresentada no documento. Para o promotor Ribeiro Lopes, uma pessoa bem instruída escreveu a declaração tentando imitar uma letra menos desenvolta, para se passar pelo candidato. “Para mim está claro que Tiririca é analfabeto e alguém escreveu a declaração para ele”, diz.

Os indícios de que o candidato seja analfabeto foram revelados por ÉPOCA no último sábado. O humorista Ciro Botelho, que escreveu um livro assinado por Tiririca, disse à reportagem que o candidato não sabe ler nem escrever. ÉPOCA mostrou ainda situações em que Tiririca ficou nervoso quando lhe foi pedido para ler algum texto. De acordo com as pesquisas, o palhaço Tiririca poderá ser o deputado mais votado do país e ajudar a eleger mais quatro ou cinco candidatos de sua coligação, formada por PT, PR, PC do B, PRB e PT do B.

SL


Comentários
  • marilea pedra | RJ / Teresópolis | 02/10/2010 18:18
    Tiririca - o palhaço no poder
    Que seja eleito o Tiririca! Será apenas mais um palhaço no grande circo formado em Brasília. Palhaçada maior é a entrada da mulher de Roriz na reta final da campanha eleitoral. Ou estão pensando que os palhaços somos nós, os brasileiros.
  • Marlise | SP / São Paulo | 02/10/2010 18:12
    HUMBERTO
    HUMBERTO SP, que tipo de orégano você cheira? Em qual escola você estudou?
  • Eduardo | SP / São Paulo | 02/10/2010 18:10
    Porque um analfabeto nao pode ser deputado?
    Porque a função de um deputado é apresentar projetos de lei. É triste a perspectiva de futuro do Brasil, com um povo que vota por diversao e acha graça em eleger um palhaço, suportar a estrategia de partidos inescrupulosos que se aproveitam da lei eleitoral para empurrar atraves da maioria de legendas um caminhão de incompetentes e bandidos ao parlamento. No meu tempo ensinavam na escola o papel de cada politico, a importancia do voto. Essa é a cara do novo Brasil. Pão e circo = poder perpetuo.
  • Fonte: Revistaepoca. globo .com

A diferença entre Serra e Waldyr Pires: o Golpe

Um ordinário blogueiro, Emiliano e Waldyr. Serra estava no telefone

Este ordinário blogueiro esteve em Salvador para participar de um seminário sobre “O PiG (*) e as Eleições”, promovido pelo deputado federal Emiliano José, candidato à re-eleição com o número 1331.

Este ordinário blogueiro toma a liberdade de reproduzir o início de sua palestra.

Ao lado dele estava o notável brasileiro Waldyr Pires, Consultor Geral da República do grande presidente João Goulart, professor de Direito na Universidade de Dijon, enquanto esteve exilado na França, deputado, governador da Bahia ao derrotar ACM – clique aqui para ler “por que Serra elogia tanto o ACM” – e Ministro de Lula.

“Waldyr Pires caiu ao lado de Jango. E até hoje permanece fiel às idéias que o derrubaram, contidas no programa das Reformas de Base.

Waldyr foi ao Comício da Central do Brasil, em que Jango lançou o programa das Reformas.

Antes, no Palácio das Laranjeiras, com Darci Ribeiro, ajudou a redigir o discurso do Presidente.

E lá estavam a Reforma Agrária e a expansão da Petrobrás, com a estatização do refino.

José Serra esteve no Comício da Central, como presidente da UNE.

Mas, a ambição sem Norte ou ideologia levou Serra à extrema direita e à companhia dos que derrubaram Jango e, hoje, por seus sucessores, tentam derrubar Lula.

Serra é o PiG (*). O PiG (*) é Serra.”

Em tempo: como ninguém é de ferro, depois fomos todos jantar no Ki-Mukeka. Um horror !

Paulo Henrique Amorim



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
Fonte: Conversaafiada

Aleluia do DEM é um farsante. Promete projeto que já existe e não é dele.

José Carlos Aleluia é mais um candidato farsante. Quer ser senador às custas de mentiras e farsas. Ele fala em sua campanha grotesca em apresentar projeto de lei para “responsabilizar políticos por promessas não cumpridas”. O tal projeto já existe, não é dele. É da autoria dos senadores Antônio Carlos Valadares e Suplicy e já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça. O projeto leva o número 80/2003.

Aleluia é aquele deputado que atribuiu à jornalista Marília Gabriela declarações que não eram dela. Outra picaretagem do Aleluia do DEM. A famosa jornalista foi obrigada a desmentir o parlamentar baiano, e processá-lo por danos morais.

Votar em Aleluia é perder tempo. Vá pra casa Aleluia.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

Pinheiro e Lídice lideram, com 18% e 17%

Donaldson Gomes, do A TARDE


A disputa pelas duas vagas no Senado Federal confirmou as expectativas e chega à reta final como a mais acirrada das eleições 2010 na Bahia. O segundo levantamento A TARDE/Vox Populi confirma o cenário de empate técnico entre os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenções de votos, embora apresente uma alteração no primeiro lugar. O número de indecisos caiu de 39% em agosto para 27%, mas ainda é suficiente para fazer diferença na eleição.

No pleito de amanhã, o eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes para o Senado. O Instituto Vox Populi utiliza uma metodologia própria para totalizar as intenções de votos, com uma ponderação que modifica o peso dos votos de eleitores indecisos e os brancos e nulos. Por isso, os números apresentados são de grandezas diferentes dos que são apresentados por outros institutos e a conta fecha em 100%.



Com um crescimento de cinco pontos percentuais, o deputado federal Walter Pinheiro (PT) assumiu a primeira colocação, com 18%, e está seguido da deputada Lídice da Mata (PSB), que aparece com 17% de intenções de votos, após um crescimento de sete pontos. O senador César Borges (PR) manteve os 14% de intenções de votos que apresentava em agosto, mas estaria em terceiro lugar por conta do crescimento dos oponentes, empatado com os dois primeiros dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Em seguida, aparece o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (DEM), que ampliou em 1% as intenções de votos em relação à primeira pesquisa e estaria com 5% das intenções de votos, seguido pelo vice-prefeito Edvaldo Brito (PTB) e o deputado José Carlos Aleluia (DEM), empatados com 4% de intenções de votos nessa eleição.

Segundo voto - Para o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, o crescimento de Lídice e Pinheiro é sinal de que a estratégia do “voto casadinho” está surtindo o efeito esperado pelo comando da campanha governista. “César Borges tem uma votação muito boa sozinho, mas quase não recebe o segundo voto. Isso está complicando a eleição para ele”, avalia Coimbra.

No primeiro voto, César desponta como opção para 20% do eleitorado, seguido por Lídice da Mata, com 18% e Walter Pinheiro, que teria 17%. Como opção de segundo voto, Pinheiro assume a liderança, com 19% das intenções, Lídice teria 15% e César cairia para 7% das intenções de votos. “A eleição está completamente aberta e vai depender dos esforços na reta final de campanha”, acredita.


NOTÍCIAS RELACIONADAS


Institutos apresentam cenários diversos em 02/10/2010
Fonte: A Tarde

O teto do Supremo continua firme

Carlos Chagas

Durante quase um século, ainda na Idade Média, os papas deixaram Roma, fazendo de Avignon, na França, a sede da cristandade. Para não dizer dissolutos, os costumes eram mais ou menos livres, a começar pelos cardeais, verdadeiros príncipes da Igreja. Um belo dia morreu o Papa e eles reuniram-se em concílio para escolher o sucessor, mas nada de chegarem a um consenso. Também, para que? A vida transcorria entre festas, banquetes, impasses calculados e tentativas de suborno que aumentavam a bolsa de cada um. Foi quando o rei Felipe, da França, que tinha o seu candidato, mandou os soldados seqüestrarem os cardeais, prendendo-os numa capela nos subúrbios da cidade, com uma peculiaridade: não havia teto e as portas e janelas tinham sido muradas. Estavam Sua Eminências expostos ao sol, ao sereno, à chuva e à neve. Uma vez por dia recebiam pequena quantidade de pães e o alerta de que nem isso teriam, caso não escolhessem rapidamente o novo Papa. Escolheram, é claro.

Essa história se conta, com todo o respeito, a propósito do Supremo Tribunal Federal. Claro que guardadas as proporções. A mais alta corte nacional de justiça não decidiu se a lei da ficha limpa vale ou não vale para as eleições de amanhã, deixando eleitores e candidatos em grandes dúvidas. Ignora-se quando decidirá, provavelmente depois que o presidente Lula designar o último cardeal, perdão, o décimo-primeiro ministro que falta para completar a corte e evitar a continuação do empate de 5 a 5 lá registrado. Cada dia que passa aumenta a perplexidade nacional. Afinal, dúvidas constitucionais são para ser dirimidas pelo Supremo, assim como a escolha dos papas cabe aos cardeais.

Felizmente não temos rei, mas, se o impasse persistir, quem sabe algum ministro, no plenário, olhe para o alto e dê graças a Deus porque o teto continua lá…

INTERFERÊNCIA TELEFÔNICA?

Um repórter da Folha de S. Paulo jura ter visto e escutado o candidato José Serra pedir a um auxiliar que providenciasse ligação celular-telefônica para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Era a tarde de quarta-feira e a mais alta corte nacional de justiça apreciava recurso do PT contra a obrigatoriedade de os eleitores, para poder votar amanhã, apresentarem o título e mais um documento qualquer, com fotografia. A decisão já contava com sete ministros contrários à dupla exigência. Coincidência ou não, depois de receber telefonemas, como todos os demais ministros recebem durante os julgamentos, Gilmar Mendes pediu vista do processo e adiou seu voto.

Tanto Serra quanto o ex-presidente do Supremo negam que se tenham falado, mas não deixa de ser significativo que os tucanos sustentem a manutenção da necessidade dos dois documentos e os companheiros agora se insurjam contra ela. Complicações prejudicam eleitores mais modestos.

BIRUTA DE AEROPORTO

Empenham-se os institutos de pesquisa, esta semana, em apresentar diariamente os últimos números apurados junto à pequeníssima fração do eleitorado que conseguem consultar. Assim, os números não batem, sequer os de cada instituto com ele mesmo, pois o divulgado na véspera colide com o mostrado no dia seguinte. “Dilma caiu”, “Dilma parou de cair”, “Dilma continua onde estava”, “Serra cresceu”, “Serra estacionou”, “Marina subiu” e outras conclusões tem sido apresentadas pelos veículos de comunicação e pelas próprias empresas encarregadas das consultas, tudo sem o menor respeito à inteligência do eleitor. Será que imaginam estar o cidadão comum acreditando na dança dos percentuais, como se a população se assemelhasse a imensa biruta de aeroporto, ao sabor do vento? Na verdade, quem quiser aferir as tendências e até as decisões já tomadas por 135 milhões de eleitores, em 5.583 municípios do país, deve esperar a abertura das urnas, amanhã à noite. Ficar imaginando acertar, depois de consultar quatro mil eleitores em duzentos municípios, ou é presunção descabida ou vã tentativa de influenciar a voz do eleitorado.

VER TUDO COMEÇAR DE NOVO?

Em sã consciência, poderá ser preso como boateiro ou doido quem afirmar, hoje, que vamos ou não vamos ter segundo turno nas eleições presidenciais. O problema é que, se tivermos, deve o cidadão comum preparar-se para mais algumas semanas de sofrimento. Voltará a execrável propaganda gratuita no rádio e na televisão, como de novo ganharão as ruas os abomináveis carros de som, além das falsas tertúlias entre candidatos – no caso apenas dois no plano federal e nos estados onde não tiver havido vitória na primeira eleição para governador. Sem esquecer os debates com as mesmas regras coercitivas anteriores, a empáfia de boa parte dos mediadores e o canhestro aproveitamento da fala de cada um conforme as tendências partidárias e econômicas do veículo de comunicação que for comentá-los.

Ainda bem que eleições gerais, só de quatro em quatro anos…

Fonte: Tribuna da Imprensa

Bancários decidem manter a greve

Carol Rocha
do Agora

Em assembleia realizada ontem, os bancários decidiram manter a greve iniciada na última quarta-feira. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, das 6.633 agências do Estado, 561 fecharam na capital e em outros 16 municípios da Grande SP. A entidade estima que 32,2 mil trabalhadores aderiram à greve.

Segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), das 19.830 agências existentes no país, 6.215 foram fechadas.

O número representa um crescimento de 27% em relação ao segundo dia da paralisação, quando 4.895 agências ficaram sem atendimento, segundo os sindicatos.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora neste sábado

Aliado de Jucá joga R$ 100 mil pela janela

Folha de S.Paulo

BOA VISTA - A Polícia Federal em Boa Vista (RR) apreendeu ontem R$ 100 mil jogados de um carro que tinha acabado de sair do escritório do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado e candidato à reeleição.

O dinheiro estava em poder do empresário e colaborador voluntário da coligação de Jucá, Amarildo da Rocha Freitas, irmão do deputado Urzeni Rocha (PSDB), que disputa a reeleição.

Detido pela PF, Freitas prestou ontem mesmo depoimento, ao qual a reportagem teve acesso. Nele, disse que recebeu um envelope das mãos de Jucá, momentos antes da abordagem da polícia, sem saber que se tratava de dinheiro nem que estava endereçado ao seu irmão.

Logo que saiu do escritório de Jucá, o colaborador disse que percebeu que estava sendo seguido pela PF. "Assustado pela situação", diz Freitas, no depoimento, jogou o envelope para fora do carro.

Só durante a abordagem da PF, alega o empresário, ele percebeu que havia dinheiro no envelope --recuperado pelos agentes. Mais tarde, em entrevista coletiva, a PF informou que eram R$ 100 mil.

Jucá foi depois à PF, acompanhado do deputado federal Márcio Junqueira (DEM-RR). O senador negou envolvimento com o episódio.

Junqueira disse que estava "passando por perto" do escritório quando ouviu os disparos e testemunhou que o líder do governo não estava lá.

Foi a segunda apreensão de dinheiro envolvendo Jucá nesta semana. Na quarta-feira, a PF apreendeu R$ 80 mil com um coordenador da campanha do senador.

Havia a suspeita de que a quantia seria usada para a compra de votos. A campanha de Jucá nega e afirma que o dinheiro seria usado para pagar cabos eleitorais.

A reportagem tentou falar com Freitas, Junqueira e Rocha, mas eles não foram localizados. A reportagem deixou recados, mas até a conclusão desta edição eles não haviam ligado de volta.

No início da noite, o superintendente da PF-RR, Herbert Gasparini, disse que há uma investigação aberta, mas evitou ligar o nome do senador ao fato, embora tenha confirmado que seus agentes estivessem em campana em frente à produtora do senador e que houve um disparo.

Fonte: Agora

Vereador reclama que recebe menos propina

Folha de S.Paulo

CUIABÁ - Em conversa gravada pela Polícia Federal no dia 7 de junho, dois vereadores da Câmara de Dourados explicam como funcionava um suposto desvio de verbas e ainda asseguram cobrar menos propina que a Câmara de Campo Grande (MS).

"É assim, ó: 30% para nós, 20% de nota e 50% é de vocês, fica na prefeitura", diz o então presidente da Casa, Sidlei Alves (DEM), em conversa da qual participaram o secretário Eleandro Passaia, agindo como infiltrado da PF, e o vereador Humberto Teixeira Junior (PDT), primeiro-secretário da Câmara.

Em um trecho, Passaia diz que 30% "é muito", ao que Teixeira Júnior responde: "O Paulo Siufi [presidente da Câmara da capital e ex-líder do PMDB] com o prefeito de Campo Grande [Nelson Trad Filho, do PMDB] devolve 50% todo mês". A Prefeitura de Dourados repassava R$ 1 milhão mensal como duodécimo (recurso para custear as despesas do Legislativo municipal) à Câmara. Do total, segundo a reportagem apurou, R$ 400 mil eram devolvidos mensalmente à prefeitura.

Por meio de notas fiscais frias, 30% deste valor era "lavado" e, segundo as investigações, revertido aos vereadores da cúpula.

Resposta

Paulo Siufi disse ontem que "desconhece" as afirmações contidas no diálogo gravado, mas ressaltou que "se existirem, os responsáveis serão incriminados". Ele diz que o repasse do duodécimo é "constitucional" e a devolução de sobras, "obrigatória".

A Prefeitura de Campo Grande disse, por meio de sua assessoria, que não irá comentar o caso enquanto não houver uma investigação oficial.

O advogado João Arnar, que representa o vereador Sidlei Alves, negou irregularidades, mas disse que não pode comentar informações sob segredo de Justiça. Aílton Garcia, advogado do vereador Humberto Teixeira Junior, disse que só vai se manifestar após ter acesso à integra do processo.

Fonte: Agora

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