quarta-feira, setembro 16, 2009

Usuários do Orkut já podem participar de bate-papos com vídeo

O Google anunciou nesta terça-feira (15) uma nova funcionalidade para a ferramenta de bate-papo do Orkut, que permite que os usuários conversem com seus amigos também por vídeo. Com isso, o usuário pode obter uma experiência de comunicação mais rica no chat integrado à rede social mais popular do Brasil.
'O bate-papo por vídeo facilita a manutenção do contato com todos que você conhece permitindo conversar com amigos inscritos no Gmail ou no iGoogle, mesmo que não sejam usuários do Orkut', diz o post, publicado no blog oficial do serviço, assinado pelos engenheiros de software Robin Schriebman e David Wu.

Usuários do Orkut poderão conversar através de vídeo
Para usar o novo recurso, é necessário ter uma webcam. O membro da rede social deve então clicar em um plugin disponível no menu da página inicial, fazer o download e esperar a finalização da atualização.
Uma vez conectado, é possível identificar quais amigos também contam com webcam e estão disponíveis para falar via vídeo-chat, ao visualizar um pequeno ícone em forma de filmadora que aparece ao lado do nome da lista de contatos.
Para iniciar a conversa com um dos amigos da lista do Orkut, basta abrir uma janela de chat e clicar em 'Iniciar bate-papo por vídeo', no menu “Ações”. Ainda é possível ter uma visão ampla do bate-papo, ampliando a janela da conversa em toda a tela do computador.
A nova funcionalidade vem na sequência do lançamento de outras ferramentas da rede social do Google, como o aplicativo 'Maravilhas do Orkut', primeiro concurso oficial de fotos da rede social; e o 'Sugestões de amigos', que analisa e indica possíveis contatos a partir da rede de cada usuário.
(Com informações do G1)
Fonte: Correio da Bahia

Veja os principais pontos da reforma eleitoral aprovada pelo Senado

GABRIELA GUERREIROMÁRCIO FALCÃOda Folha Online, em Brasília
O Senado concluiu nesta terça-feira a votação da reforma eleitoral com a análise dos pontos polêmicos da proposta. Como os senadores fizeram mudanças, o texto volta para uma nova votação na Câmara.
Veja os principais pontos da reforma eleitoral aprovada pelo Senado
Campanha na internet
Como é: Uma resolução editada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) permite campanha eleitoral na internet apenas nos sites oficiais dos candidatos ou partidos.
Como fica: O Senado aprovou a reforma eleitoral sem restrições à internet no período de campanhas eleitorais. Os parlamentares aprovaram emenda que libera a atuação de sites jornalísticos, blogs e sites de relacionamentos durante as campanhas. A emenda manteve apenas a proibição do anonimato aos jornalistas e a garantia de direito de resposta aos candidatos que se sentirem ofendidos. Os sites também terão que seguir as regras impostas às rádios e TVs se quiserem realizar debates entre candidatos. Pela lei, os responsáveis pelos debates devem convidar pelo menos dois terços dos candidatos, desde que sejam filiados a partidos com mais de dez parlamentares eleitos para o Congresso Nacional.
Propaganda política na internet
Como é: Os sites oficiais dos candidatos ou partidos têm que sair do ar 48 horas antes da disputa e só podem ser reativados 24 horas depois do pleito.
Como fica: Os senadores tiraram da reforma o artigo que proibia a veiculação de propaganda política na internet desde 48 horas antes do pleito até 24 horas depois da eleição. Pelo texto aprovado no Senado, os candidatos podem fazer propaganda em seus sites oficiais, ou dos partidos, mesmo no dia da eleição.
Cassação de mandatos
Como é: Não existe lei. O TSE fixou um entendimento de que quando um político eleito em primeiro turno for cassado, o Estado ou município deve realizar uma nova eleição direta. Nos casos em que a disputa foi decidida em segundo turno, geralmente, o segundo colocado assume o mandato. No entanto, se a perda do mandato for determinada após o político ter cumprindo dois anos de mandato, o novo ocupante deve ser indicado pela Assembleia Legislativa local. Quando o político cassado não teve mais da metade dos votos [geralmente em caso de segundo turno], se anula os votos do cassado e se faz um cálculo dos votos válidos. Se o segundo colocado obtiver mais da metade dos votos, ele assume.
Como fica: O Senado mudou as regras de escolha dos substitutos de prefeitos, governadores e presidente da República cassados por crimes eleitorais. Ficou definido que serão realizas eleições diretas para a escolha do substituto dos titulares em caso de vacância --em qualquer que seja o período da cassação.
Doação oculta
Como é: A lei eleitoral em vigor estabelece 12 restrições para doações diretas aos candidatos, o que acabou instituindo a doação oculta. Para burlar as regras, entidades como concessionárias, sindicatos, entidades beneficentes e religiosas, ONGs, por exemplo, que recebam recursos públicos e empresas esportivas que recebam financiamento público acabam fazendo doações para partidos, que passam os recursos para os candidatos.
Como fica: Os parlamentares oficializaram a chamada doação oculta permitindo que pessoas físicas e jurídicas, como igreja, agremiações esportivas e ONGs façam repasses de forma ilimitada a partidos políticos para que as siglas encaminhem os recursos para os candidatos. Os senadores rejeitaram emenda do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que obrigava aos partidos detalhar todas as doações de campanha antes da disputa.
Voto impresso
Como é: A votação é feita apenas em urnas eletrônicas e, em caso de defeito do equipamento, a Justiça Eleitoral utiliza cédula de papel. O texto do Senado prevê o armazenamento dos dados registrados nas urnas em meio eletrônico para assegurar a idoneidade do pleito.
Como fica: O Senado rejeitou a proposta da Câmara de que, a partir das eleições de 2014, 2% das urnas deveriam ter um dispositivo para permitir a impressão do voto e garantir uma futura auditoria da Justiça Eleitoral.
Anúncios na internet
Como é: Atualmente, os candidatos são proibidos de publicar anúncios pagos na internet.
Como fica: Os candidatos à Presidência da República poderão publicar até 24 anúncios pagos em sites jornalísticos durante a campanha eleitoral, com limite máximo de ocupação de um oitavo da página.
Debates em rádio, TV e internet
*Como é:A As emissoras são obrigadas a convidar todos os candidatos filiados a partidos que têm representação na Câmara dos Deputados para participarem dos debates.
Como fica: O texto aprovado pelo Senado permite às emissoras de rádio e TV convidar apenas dois terços dos candidatos para a participação nos debates. Também devem ser convidados candidatos filiados a partidos que têm pelo menos dez representantes no Congresso.
Ficha limpa
Como é: Não há restrições para o registro de candidatos que respondem a processos na Justiça em casos nos quais não houve sentença definitiva.
Como fica: Os senadores aprovaram emenda que autoriza apenas políticos com "reputação ilibada e idoneidade moral" disputarem cargos eletivos. Caberá ao juiz estadual, segundo o projeto, definir aqueles que poderão entrar na disputa.
Pesquisas
Como é: Não há regra definida para os institutos de pesquisa. Cada um tem a liberdade de fixar critérios para a realização das sondagens eleitorais.
Como fica: O projeto da reforma eleitoral obriga os institutos de pesquisa a seguir critérios definidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas pesquisas eleitorais --como escolaridade, idade, sexo e nível econômico.
Doações
Como é: Pela regra em vigor, as doações podem ser feitas por meio de depósitos identificados ou transferência eletrônica.
Como fica: O Senado autorizou a doação para campanhas eleitorais via internet, telefone, cartão de crédito, por meio de boleto bancário ou de cobrança na conta telefônica.
Fonte: Folha Online

TJ: Desembargador é suspeito em censura a jornal

Agência Estado
Os integrantes do Conselho Especial do Tribunal de Justiça (TJ) do Distrito Federal decidiram hoje afastar o desembargador Dácio Vieira do processo no qual ele proibiu o Grupo Estado de divulgar reportagens sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).Relator do caso no TJ, o desembargador Dácio Vieira foi o autor da decisão que censurou o jornal. Por maioria de votos, os desembargadores do Conselho Especial concluíram que Vieira não tinha mais isenção para continuar como relator. Eles chegaram a essa conclusão durante o julgamento de uma exceção de suspeição movida pelos advogados do Grupo Estado contra Dácio. O julgamento foi sigiloso. Apenas os advogados do Grupo Estado puderam assisti-lo.A perda da isenção teria ocorrido no momento em que o desembargador se manifestou sobre uma primeira exceção de suspeição movida pelo Grupo Estado na qual foi alegado que Dácio Vieira não poderia ter decidido sobre a proibição da reportagem por ter amizade com integrantes da família Sarney. Ao prestar essas informações, Dácio Vieira teria criticado o jornal e a mídia, o que teria configurado perda de isenção. Os desembargadores, no entanto, rejeitaram a exceção de suspeição relacionada à suposta amizade de Vieira com os Sarneys. Reportagem publicada no final de julho mostrou que Dácio Vieira, que foi consultor jurídico do Senado, era do convívio social da família do presidente do Senado e do ex- diretor-geral da Casa Agaciel Maia.O desembargador foi um dos convidados presentes ao luxuoso casamento de Mayanna Maia, filha de Agaciel, em junho, em Brasília. Dácio, Sarney e Agaciel apareceram juntos numa foto do casamento publicada numa coluna social do Jornal de Brasília.Depois de terem rejeitado a exceção de Dácio Vieira por causa das relações com a família Sarney, os desembargadores decidiram afastá-lo do caso porque ele fez críticas ao jornal. Censura - De acordo com o relator das exceções de suspeição, desembargador Waldir Leôncio, o Grupo Estado continua impedido de divulgar reportagens sobre a Operação Boi Barrica. Ele disse que caberá ao novo relator do caso, Lecir Manoel da Luz, decidir se mantém ou não a censura.Se tivesse sido aceita pelo TJ, a exceção de suspeição na qual era alegada a suposta amizade entre Dácio Vieira e os Sarneys, a publicação de reportagens sobre o tema estaria liberada. No entanto, como o fato que provocou a perda de isenção ocorreu após a decisão, a censura está mantida e terá de ser analisada pelo novo relator.No início da noite, a assessoria de comunicação do TJ divulgou uma nota no site do tribunal na internet com informações sobre o caso. "A segunda exceção foi acolhida em razão de fatos supervenientes que envolveu a pessoa do julgado no caso do desembargador Dácio Vieira. De acordo com o Tribunal, a manifestação do desembargador na primeira exceção de suspeição gerou uma insegurança na permanência de imparcialidade dele", informou a nota do TJ. Segundo a nota, o "Conselho acolheu a segunda exceção de suspeição e foi determinada a sua redistribuição. Somente o novo relator poderá confirmar ou não a decisão tomada pelo desembargador Dácio Vieira, no agravo de instrumento", concluiu o TJ na nota divulgada em sua página na Internet.
Fonte: A Tarde

Senado libera uso da internet em campanhas eleitorais

Agência Estado
Na minirreforma eleitoral aprovada hoje no Senado a toque de caixa, os senadores retiraram do texto as restrições ao uso da internet nas campanhas eleitorais de 2010. Pelo projeto, que agora precisa ser votado pelos deputados para valer para as eleições do ano que vem, não haverá nenhum tipo de censura à internet, com a livre manifestação de pensamento nos sites de notícias, blogs, redes de relacionamento e de mensagens instantâneas durante as campanhas eleitorais. É vedado o anonimato e garantido o direito de resposta.A única restrição imposta foi às TV Web que nos debates terão de seguir as mesmas regras das televisões. Ou seja: ter a participação de dois terços dos candidatos às eleições majoritárias, com pelo menos 10 deputados federais. "Do meu ponto de vista essa exigência é descabida, uma vez que aprovamos a liberdade total na internet", reclamou o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP). A liberdade total na internet foi aprovada por acordo com o aval de todos os partidos políticos. "A internet é uma tecnologia que veio para ficar e deve ser totalmente livre", afirmou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que deixou a presidência da sessão para descer ao plenário e se manifestar favoravelmente ao fim de qualquer restrição na internet. "Não há a menor condição de exercer censura na internet. Ela nasceu livre e deve permanecer livre", disse a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC).A votação da reforma ainda não foi concluída no Congresso e o PSOL já ameaça recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra obrigatoriedade de participação de apenas dois terços dos candidatos às eleições majoritárias, que tenham 10 deputados federais. "Isso é um erro inaceitável. Os pequenos partidos são contra essa cláusula de barreira. Seremos obrigados a ir ao Supremo arguir a inconstitucionalidade", afirmou o senador José Nery (PA).Outro artigo que poderá ser contestado no Supremo é a realização de eleições diretas para as vagas de governadores e prefeitos que tiverem seus mandatos cassados por crime eleitoral. Os senadores aprovaram essa regra, mesmo suspeitando que ela é inconstitucional. "Foi uma posição política que tem por objetivo estar em sintonia com a sociedade. Mas na minha avaliação, a decisão é inconstitucional porque não tem analogia com o que a Constituição Federal nem as constituições estaduais dizem", afirmou o senador Renato Casagrande (PSB-ES). "Aceitaram um apelo demagógico, que vai cair ali na frente", observou o socialista. "Estão jogando para a plateia. Votamos uma lei ordinária sobre um assunto em que é preciso uma emenda à Constituição", argumentou o senador Tião Viana (PT-AC). A proposta é considerada inconstitucional porque a atual Constituição prevê a eleição direta, em caso de vacância do cargo de presidente da República e de vice-presidente, nos dois primeiros anos de mandato. Ocorrendo a vacância nos dois últimos anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita pelo Congresso Nacional. "Em tese, essa proposta aprovada pelo Senado confronta o texto constitucional", disse o deputado Flávio Dino (PC do B-MA), que será o relator da reforma eleitoral na Câmara. Com o apoio de todos os partidos, os senadores derrubaram duas emendas do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que pretendiam dar mais transparências às doações para as campanhas eleitorais. Pela proposta do petista, os nomes dos doadores de campanha teriam de ser conhecidos antes das eleições. Os partidos políticos também teriam de revelar ainda durante a campanha os nomes dos doadores - hoje, as legendas só tornam públicos os nomes dos financiadores das campanhas seis meses depois das eleições. "Não é verdade que essas propostas deem mais transparência ao processo. Isso só vai servir para inibir as doações", afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).
Fonte: A Tarde

terça-feira, setembro 15, 2009

Ministro do STF suspende processos que pedem a cassação de governadores

Folhapress
O ministro Eros Grau, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira a suspensão de todos os processos que pedem a cassação de governadores, senadores e deputados federais que tramitam no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A decisão vale até que o plenário do STF decida sobre a ação apresentada por cinco partidos que questiona se o TSE tem a atribuição de julgar processos de cassação contra políticos. Na ação, os partidos sustentam que a competência seria dos TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de cada Estado e apenas caberia recurso ao TSE.
Na prática, a decisão suspende temporariamente o julgamento de quatro processos que podem resultar em cassações de governadores: Ivo Cassol (PP), de Rondônia; José de Anchieta Jr. (PSDB), de Roraima; Marcelo Déda (PT), de Sergipe; e Roseana Sarney (PMDB), do Maranhão.
Segundo Grau, há divergências dentro do TSE sobre a competência para julgar esses casos. Para o ministro, se o tribunal continuar a julgar casos de perda de mandato pode promover injustiças sem o devido direito de reparação.
"No próprio TSE a questão foi decidida por margem mínima de votos e até vir a ser pacificada pelo STF muitos mandatários podem ter o diploma cassado, caso reformado o entendimento, sem qualquer possibilidade de reparação pelo tempo que deixarem de exercer mandatos outorgados pela soberania do voto popular", afirmou.
A decisão não atinge imediatamente os governadores cassados, mas, se o plenário do STF confirmar a decisão de Grau, abrirá brecha para que no futuro esses políticos questionem a perda dos mandatos.
O tribunal já cassou os mandatos dos governadores de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e do Maranhão, Jackson Lago (PDT). Outros dois acabaram absolvidos nos processos de cassação --Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de Santa Catarina, e Waldez Góes (PDT), do Amapá.
Fonte: Tribuna da Bahia

Homem é preso transportando 240 quilos de maconha

240 quilos de maconha
Samanta Uchôa
Nesta madrugada (15), um homem identificado como Ricardo da Silva Santos, de 26 anos, foi preso transportando 240 quilos de maconha no seu carro, um Gol de placa JPT 6503. A abordagem foi feita próximo ao posto da Polícia Rodoviária de Simões Filho, na BR-324.
Segundo os policiais, ele tentou fugir atravessando um canteiro, mas foi capturado. A droga veio do município de Ribeira do Pombal para ser distribuída em Salvador.
Ricardo já tem passagem pela polícia por roubo de veículos e está detido na DTE. Vaner Casaes
Fonte: Tribuna da Bahia

Blog “Política com dedo na ferida” está com novo endereço

O blog “Política com dedo na ferida”, pilotado por Antônio do Carmo acaba de mudar de endereço, mas, continua com a mesma língua ferina e verdadeira. Ele mete mesmo o dedo na ferida. Ele mostra como o ex-governador Paulo Souto (DEM), o dissimulado, se meteu numa grande negociata no apagar das luzes do seu governo, dando de presente milhões de reais (não seriam dólares?) ao cunhado do governador José Serra, de São Paulo. Essa história da Ilha do Urubu, em Trancoso, ainda vai dar o que falar.Ele avisa que Geddel, o reciclável, está em contagem regressiva para sair da clandestinidade e anunciar a próxima traição.Também lembra que “ACM Nero” foi a Roma para aprender técnicas de botar fogo no circo.

NOVO ENDEREÇO
Fonte; Bahia de Fato

TST: JT é incompetente para determinar ao INSS averbação de tempo de serviço

A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho declarou a incompetência da Justiça do Trabalho para determinar a averbação, pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), de tempo de serviço reconhecido em juízo, e reformou acórdão regional que julgava em sentido contrário. A relatora do recurso, ministra Dora Maria da Costa, acolheu o recurso da União contra a decisão da Justiça do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) e trouxe julgados do Tribunal em que se decidiu pela incompetência material trabalhista.
Ela observou que a Constituição não reservou à Justiça do Trabalho a competência para averbar o período em que houve o reconhecimento de vínculo empregatício em juízo, para fins de contagem de tempo de serviço, e que tampouco norma infraconstitucional havia autorizado tal determinação. “Portanto, conclui-se que a competência para tal é da Justiça Federal ou da Justiça Estadual, na hipótese em que a comarca do domicílio do segurado ou do beneficiário não seja sede de vara do juízo federal”, disse em seu voto.
O TRT afastou a arguição de incompetência levantada pela União, ressaltando que não se aplicaria ao caso o artigo 109 da Constituição Federal, que atribui competência à Justiça Federal nas causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal fossem parte em processo, pois o INSS não havia integrado a relação de emprego nem participou da fase inicial, de conhecimento, do processo. Para o TRT, o inciso VIII do artigo 114 da Constituição Federal define a competência da Justiça Trabalhista para a execução, de ofício, das contribuições sociais. Assim, a contagem como tempo de serviço do período em que as contribuições foram cobradas obrigaria o INSS à averbação, viabilizando ao segurado obrigatório usufruir dos benefícios previdenciários.
A Oitava Turma do TST acolheu por unanimidade o voto da relatora, eximindo a autarquia de fazer a averbação do tempo de serviço e de receber as penalidades estipuladas pelo juiz de primeiro grau em caso de descumprimento. “A competência é da Justiça Federal, pois não se encontra taxativamente prevista no artigo 114 da Constituição, nem existe legislação em vigor que fixe a competência dessa Justiça Especializada para determinar a averbação”, concluiu a relatora. (RR-227/2007-043-015-00.6)
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho >>
Revista Jus Vigilantibus

Aumenta bolada para pagar atrasados em 2010

Anay Curydo Agora
Em 2010, o número de segurados que receberão os atrasados do INSS na Justiça --valores de revisões ou concessões de benefícios não pagos em até cinco anos-- deverá aumentar. A previsão é que cerca de 763 mil pessoas que entraram com ações contra a Previdência recebam a grana.
Pagamento sai todo mês
Isso porque o governo aumentou o valor reservado no Orçamento para as despesas judiciais. Neste ano, devem ser usados R$ 6,1 bilhão para o pagamento de ações contra o INSS. Já no ano que vem, estão previstos R$ 6,75 bilhões, conforme informou ontem o ministro da Previdência, José Pimentel. O valor separado no Orçamento de 2010 é 10,65% maior do que o reservado para este ano.
Em 2009, considerando a média de atrasados de R$ 8.840 por segurado (número obtido com base nos pagamentos até junho), 690 mil segurados do INSS deverão receber seu dinheiro. O balanço considera os pagamentos por RPV (Requisição de Pequeno Valor), para pedidos de até R$ 27.900, e por precatório, para os valores maiores.
A maioria dos aposentados recebe por RPV --forma na qual o pagamento é mais rápido, leva cerca de dois meses após o fim do processo. Neste ano, cerca de 618 mil devem receber os atrasados por RPV, com valor médio mais baixo, de cerca de R$ 5.000. Outros 72 mil receberam via precatório, com espera de até dois anos, os valores mais altos.
Com mais recursos disponíveis em 2010, mais pessoas com ações poderão receber o pagamento. Ainda com base no valor médio dos atrasados deste ano, de R$ 8.840, 763 mil segurados poderão receber a grana no ano que vem.
Hoje, há pelo menos 5,8 milhões de ações contra o INSS, segundo levantamento de junho de 2008. Os pedidos dos segurados que entram na Justiça são relativos à revisão de aposentadoria --quando o governo erra na hora de calcular o valor-- ou à concessão de benefícios.
Fonte: Agora

Fora dos trilhos

Dora Kramer


O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, foi comedido ontem ao considerar “extremamente difícil” que a criação de mais de 7 mil novas vagas de vereadores entre em vigor de imediato, como pretende o Con­­­gresso. Em análises mais detalhadas sobre o tema, o ministro vai muito além. Acha absolutamente “impossível”, e anômala, a execução da emenda antes da próxima eleição municipal (em 2012) e vê na posição do Legislativo um sinal – entre muitos – de que reina a desordem no modelo eleitoral e na maneira como as instituições têm tratado das relações entre representantes e representados.
Gilmar Mendes aponta os erros do Parlamento, mas indica também os equívocos cometidos no Judiciário, no Ministério Público e manifesta perplexidade pela forma como o Executivo se impõe ao Legislativo e a facilidade com que este se submete. “Da forma como está estruturado o poder de mando, o alinhamento político prevalece sobre regras e prerrogativas formais, o que dificulta – quando não impede – a interlocução institucional.”
Seria um exagero dizer que o ministro acha que o ambiente é de vale-tudo. Mas seguramente é possível afirmar que, na visão dele, se não houver um freio de arrumação, chega-se lá com relativa rapidez e facilidade. E por que a PEC dos Vereadores serve de exemplo da desorganização que se generaliza?
Simplesmente pelo absurdo contido na proposta do Congresso: a alteração da composição das câmaras municipais eleitas em 2008. Porque não se trata meramente de abrir novas vagas para vereadores, convocando os suplentes. Se a questão fosse só a ampliação do mercado de trabalho dos cabos eleitorais municipais remunerados pelo poder público, já seria grave.
Mas as implicações vão muito além. Como serão refeitos os cálculos de proporcionalidade para a redistribuição das vagas, haverá vereadores com mandato que simplesmente serão cassados. “Isso mexe em todo o processo eleitoral e também nos efeitos dos atos daqueles vereadores.” Por exemplo, as leis aprovadas com os votos de quem, pelo novo cálculo, não teria direito à cadeira.
É, em última análise, uma subversão da regra do jogo atual e, portanto, do resultado da eleição. A essa supremacia da vontade sobre a norma geral e a racionalidade é que se dá, numa tradução livre do pensamento do presidente Gilmar Mendes, o nome de “vale-tudo”.
Por analogia, pode-se, então, enquadrar no mesmo cenário de desordem as decisões da Justiça Eleitoral de cassação de governadores por crimes eleitorais e a decisão de dar posse ao segundo colocado. Na opinião de Gilmar Men­­­des, o melhor seria convocar novas eleições, mas o mais correto mesmo, o ideal, seria a reformulação completa do modelo de exame dessas questões de abuso de poder, uso da máquina e outras infrações cometidas no processo eleitoral.
“As medidas teriam de ser preventivas. No curso da campanha, no ato das infrações e, no máximo, no período entre a eleição e a posse. O que não pode é, de repente, se dizer que quem perdeu a eleição ganhou o cargo.”
Inclusive porque nada garante que o segundo lugar não tenha cometido as mesmas, ou piores, ilegalidades. Mas ninguém presta atenção em ações contra os perdedores e os processos contra os eleitos andam mais rápido. Ainda assim, tramitam lentamente em relação ao tempo da realidade.
Aí entram não apenas a Justiça Eleitoral, mas também o Minis­­­tério Público e todo aparato de fiscalização que, segundo o presidente do STF, teria de ser reformulado. Para propiciar avanços efetivos, como foi o caso do voto eletrônico.
Seria difícil, parecia impossível e, no entanto, pouco a pouco se implantou um sistema reconhecida e comprovadamente eficaz. “O que não é razoável é cassar vários governadores e considerar que isso está adequado à democracia.” Mas é razoável o presidente da República fazer campanha eleitoral aberta fora do prazo e a Justiça Eleitoral julgar que as ações são lícitas?
O presidente do Supremo acha que não é. Mas sem detalhar muito sua posição, a fim de não entrar em conflito com o Tri­­­bunal Su­­­perior Eleitoral, que recentemente desconsiderou uma ação da oposição contra o uso da má­­­quina federal pelo presidente para fins eleitorais.” O presidente Lula atua na franja da dubiedade e o tribunal não en­­­fren­­ta essa questão.”
Por falta de coragem? “Acho que mais por falta de uma penalidade intermediária que não implicasse uma solução radical como a cassação da candidatura.” Nesse caso haveria dois pesos e duas medidas no tratamento dado a autoridades de maior ou menor importância? “Justamente para evitar isso é que o ordenamento das regras e das atitudes precisa estar muito claro, a fim de que todos saibam seus limites, e mais importante numa democracia jovem, dada a experimentos: que sejam respeitados.”
Fonte: Gazeta do Povo

Parecer da CCJ abre brecha para cassinos

Proposta que legaliza bingos autoriza funcionamento de cassinos em três regiões do país. Relator diz que vai retirar liberação de texto que será votado amanhã por comissão da Câmara.
Lúcio Lambranho e Rodolfo TorresO parecer do deputado Régis de Oliveira (PSC-SP) que legaliza os bingos em todo o país também abre caminho para a liberação dos cassinos. O relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara incorporou sugestão do deputado Vicentinho Alves (PR-TO), favorável à legalização dessa modalidade de jogos de azar no Brasil.
Embora Régis negue a intenção de estender a autorização para os cassinos, o substitutivo apresentado pelo deputado paulista considera constitucional o relatório do parlamentar do Tocantins, aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. A proposição será votada amanhã (16) na CCJ, último passo antes do plenário (leia mais).
"Não sabia do parecer da CCJ, mas tenho absoluta certeza de que o meu projeto pode ser incorporado. Os cassinos são realidade assim como as prostitutas, que, se tiver projeto para regulamentar a profissão, também vou votar a favor. Precisamos combater a hipocrisia, já que nas três Américas só Brasil e Cuba não têm cassinos", afirma Vicentinho Alves.
Apesar de liberar o funcionamento de cassinos, o substitutivo de Vicentinho Alves faz três restrições para a regulamentação do mercado no Brasil. A primeira é que os estabelecimentos só poderão funcionar nas três regiões menos desenvolvidas economicamente do país: Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A segunda é que só será autorizado o funcionamento de dois cassinos por região, ou seja, seis em todo o país.
O projeto deixa, no entanto, margem para que o governo federal amplie o número de casas. "Ao final de cinco anos, contados da entrada em funcionamento do primeiro deles, feita uma avaliação de mercado pelo órgão controlador, fica o Poder Executivo Federal autorizado a estabelecer um novo quantitativo", diz o texto.
A terceira restrição imposta por Vicentinho Alves prevê o limite de dois estabelecimentos por sociedade empresarial que investir em bingos ou cassinos. "Tomamos todos os cuidados para que o controle seja feito pelo Ministério da Fazenda e pela Caixa Econômica Federal. Será preciso apenas mais um programa igual ao que controla as loterias da Caixa para fiscalizar os cassinos", justifica o deputado do PR. “Imagina um cassino no Jalapão. Será como um novo Texas no Brasil”, compara o parlamentar tocantinense.
Não bastasse a polêmica que o assunto provoca, o relator causou estranheza entre os colegas de comissão ao recomendar a aprovação de dois substitutivos que tratam, de maneira distinta, a liberação de jogos no Brasil.
Questão regimental
Além da proposta de Vicentinho Alves, Régis de Oliveira também recomenda a aprovação do relatório do deputado João Dado (PDT-SP), que prevê apenas a liberação de bingos, videobingos e videoloterias. O texto foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação em junho.
"Regimentalmente, o relator acata a constitucionalidade dos dois substitutivos e, por isso, a liberação dos cassinos pode ser incorporada", avalia o deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
O presidente da CCJ, deputado Tadeu Filipelli (PMDB-DF), ressalta que o colegiado analisa apenas a constitucionalidade, e não o mérito, da matéria. O peemedebista afirma que estranhou o parecer de Régis de Oliveira. Segundo ele, a CCJ não pode adotar dois pareceres de comissões temáticas que apresentam pontos conflitantes, como fez o relator da proposta que legaliza os jogos de azar no Brasil.
Crime organizado
Para Biscaia, que já presidiu a CCJ, a permissão dada também para a instalação de videobingos e videoloterias pode gerar mais problemas para o governo. "É o crime organizado que mantém esse negócio e sabemos que os componentes dessas máquinas são contrabandeados antes de serem montados aqui no Brasil", explica o deputado do PT.
Biscaia também rebate a justificativa de geração de empregos usada para a liberação dos jogos de azar. O relator na CCJ usa os números da Força Sindical. Segundo a central sindical, 320 mil postos de trabalho foram fechados após a proibição da atividade. "Vai acontecer um embate e não é possível justificar dessa maneira. Daqui a pouco vai legalizar o tráfico de pessoas, que também é altamente lucrativo”, critica o petista. Biscaia vai apresentar voto em separado ao projeto de lei tornando crime a exploração de jogos. Atualmente a operação de jogos de azar é considerada apenas contravenção, delito de menor potencial e com penas mais brandas. “Poderoso instrumento”
"Os cassinos não estão em questão e, se tiver algum ponto que possa permitir a liberação, vai ser retirado do parecer", diz o relator da matéria na CCJ, Régis de Oliveira. Apesar da promessa, o relator defende, em várias passagens de seu parecer, a liberação de cassinos no país.
"De fato, defendo não só a regulamentação do jogo de bingo, como também a legalização dos denominados 'jogos de azar' no território nacional. Em primeiro lugar, porque a abertura de cassinos fomentará a indústria do turismo no Brasil. Indiscutivelmente, os cassinos atraem os visitantes estrangeiros, fator decisivo para o desenvolvimento do turismo e fortalecimento do setor hoteleiro", diz Regis de Oliveira em seu parecer.
O relator defende que a "instalação de cassinos pode ser utilizada, também, como um poderoso instrumento de desenvolvimento e crescimento das regiões pobres e carentes do Brasil." É justamente o que prevê o texto proposto pelo deputado Vicentinho Alves, que exclui as regiões Sul e Sudeste da regra para criação de cassinos.
O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), integrante da CCJ, qualifica a liberação de bingos e caça-níqueis como um “desvio de prioridade”. “O Brasil tem outras prioridades. A comissão deveria endurecer o Código Penal”, afirma Aleluia. “É por isso que o Congresso está com a credibilidade em baixa”, complementa.
Fonte: Congressoemfoco

A imagem de Joshua Bernard agonizante divide os americanos

Cláudio Versiani*Quais são os limites éticos para a publicação de uma foto de um soldado ferido e que morrerá logo depois? Essa é a pergunta que alguns norte-americanos estão se fazendo depois que a agência Associated Press distribuiu a imagem do marine Joshua Bernard.

O blog Lens, do NY Times, contou a história muito bem...
A discussão ganhou a rede, dividiu os americanos e chegou ao governo. O secretário de Defesa de Obama, Robert Gates, ficou sabendo que a AP iria distribuir a foto e resolveu intervir. Gates escreveu uma carta para Tom Curley, presidente da agência, tentando fazer com que a Associated Press não divulgasse a imagem de Joshua Bernard em seus últimos momentos de vida. “Por respeito aos desejos da família, peço que reconsidere sua decisão. Sua falta de compaixão e de senso comum em colocar a imagem de um filho (soldado) ferido e mutilado na primeira página de vários jornais americanos é terrível.” E acrescentou: “não posso imaginar a dor e o sofrimento que a morte do cabo Bernard causou à sua família”. Gates ainda disse que a imagem era atroz.A agência manteve sua decisão e justificou o motivo. O diretor de fotografia, Santiago Lyon, rebateu: "O Afeganistão não é exceção. Acreditamos que é nosso dever jornalístico mostrar a realidade da guerra neste país, por mais desagradável e brutal que seja essa realidade".Os EUA são divididos em branco e negro, sem trocadilho, e pouco espaço há para o cinza ou qualquer outra cor ou matiz. Bush fez questão de dividir o país em “ou você está comigo ou você está contra a América”. A estratégia colou no primeiro mandato e começou a se desfazer no começo do segundo. Bush saiu da Casa Branca com um dos maiores índices de desaprovação entre todos os presidentes americanos. Obama tentou fazer exatamente o contrário. A ideia era juntar novamente um país rachado. Mas a direita até hoje não engoliu a eleição de um negro quase africano de nome quase islâmico e que bateu um herói americano da guerra Vietnã na disputa pelo cargo de comandante em chefe do império norte-americano.Obama foi fazendo concessões aqui e ali, tentando compor. O secretário Robert Gates, que chefiou a CIA no governo Bush, é uma delas. Parece que não está dando certo. A direita disparou seus contra-ataques. Voltemos à foto e à sua autora. Julie Jacobson mantém um diário com suas anotações sobre o trabalho no Afeganistão.No dia 15 de agosto de 2009 Julie contou como fez a foto de Joshua Bernard ferido de morte por uma granada lançada pelos talibãs. E no dia 19 de agosto ela escreveu..."Eu acredito que como jornalista nossa responsabilidade social é capturar e publicar essas imagens. Nós não sofremos oposição para fotografar ou publicar os mortos das forças do outro lado ou mesmo as mortes de civis. Será que essas pessoas são menos humanas do que os americanos ou outros soldados da Otan?"O diário de Julie aqui.Ou então veja e escute Julie contar como foi o episódio.O curioso ou o trágico é que quando se discutia a publicação ou não da foto de Bernard, a notícia da semana foi o bombardeio da Otan que matou 90 afegãos - não se sabe muito bem quantos talibãs – mas, ao certo, metade ou mais de 45 pessoas eram civis, e claro, mulheres e crianças, as vítimas preferenciais dos efeitos colaterais de toda guerra. O bombardeio foi ordenado por oficiais alemães e uma investigação foi instaurada para apurar os fatos. Não vai dar em nada, muito provavelmente.Os norte-americamos gostam de se meter aonde não são chamados e produzir uma guerra aqui e outra ali. A invasão do Iraque foi motivada por duas grandes mentiras de Bush e sua turma. A armas de destruição em massa nunca foram encontradas no país de Saddam Hussein e a ligação do ditador com o atentado de 11 de setembro de 2001 era pura balela. Mas, na época, convinha acreditar e gastar o estoque de mísseis “Tomahawk” que estavam por perder a data de validade.Obama herdou as duas guerras e não sabe o que fazer com nenhuma delas. O Iraque anda mais ou menos. Mas o Afeganistão está cada dia pior. Só no mês de agosto morreram mais de 50 soldados americanos. Ninguém gosta de ver ninguém morto. E muito menos os norte-americanos, para quem os soldados são heróis e estão defendendo o “mundo livre” em todos os lugares do planeta. A imagem de herói não combina com a morte comum num terreno qualquer no longínquo Afeganistão.O pai de Joshua, John Bernard, um ex-marine, disse ao repórter da AP que lhe mostrou a foto do soldado agonizante: “Nem eu, nem minha esposa, nem minha filha necessitamos ver isso. Ninguém precisa ver isso. Se você estiver procurando por minha aprovação, você não a tem. Volte para sua empresa (AP) e diga a eles que ninguém precisa ver isso. Isso (a imagem) desonra Joshua, desonra as forças armadas, desonra Deus, desonra este país e desonra a sua agência.”Um pouco mais sobre imagens proibidas aqui (“La imagen prohibida de Irak”).Na opinião do veterano do Vietnã Jim Looram, fotos de soldados mortos não deveriam nunca ser publicadas durante a guerra. Para ele, civis não entendem o que é estar em um campo de batalha. Sua filha, Meaghan, é a editora de fotos do NYTimes que lidou com as imagens que acompanharam o artigo de Kamber e Arango. Ela, no entanto, discorda de seu pai: “Olhar as fotos de um soldado seriamente ferido ou morto é uma experiência afetiva e emocional. Porém, eu acho que é meu dever como jornalista mostrar todas as conseqüências que uma guerra pode trazer”.
Fonte: Congressoemfoco

PEC dos Vereadores deve valer só para 2012, diz Gilmar Mendes

Edson Sardinha e Fábio Góis
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse que é "extremamente difícil" que a chamada PEC dos Vereadores beneficie os atuais suplentes dos Legislativos municipais. De acordo com o ministro, a tendência é que a criação de cerca de 7 mil vagas tenha efeito apenas a partir de 2012, quando serão realizadas novas eleições municipais.
"Não sei o teor exato desta PEC, mas é extremamente difícil que ela seja aplicada de imediato, convocando os suplentes como se estivéssemos realizando uma eleição a posteriori", afirmou.
Gilmar disse que o Supremo tem restrições a mudanças no processo eleitoral em “sentido amplo”. "Ela certamente terá efeitos, se for aprovada, para a próxima eleição", ponderou o ministro, em entrevista coletiva em São Paulo, durante abertura da Semana Nacional de Conciliação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A PEC dos Vereadores foi aprovada na semana passada pela Câmara (leia mais). Em linhas gerais, a PEC amplia de 51.748 para 59.791 o número desses cargos no país (diferença de 7.343 – ou 14,1% de ampliação de vagas). A proposta também altera a proporcionalidade de vereadores em relação à quantidade de habitantes em
Aprovada em meio a impasses regimentais por Câmara e Senado em 2008, a PEC 47/08 – também chamada "PEC Paralela dos Vereadores", uma vez que foi extraída de outra – define o limite de gastos para as câmaras municipais, para atender o aumento das vagas de vereador previsto na PEC originária.
Traduzindo em percentuais, sem dependência de fatores econômicos, a PEC estabelece, em suma, limites máximos de gastos entre 2% e 7% (o texto aprovado na Câmara fixava esse limite em 2% E 4,5% – leia aqui e aqui). Atualmente, o percentual varia entre 2% e 8%.
Fonte: Congressoemfoco

Relator fecha voto e tucanoduto vai ao pleno do STF


Fábio Pozzebom/ABrO ministro Joaquim Barbosa, do STF, concluiu o seu voto no inquérito que apura as malfeitorias praticadas no caso do tucanoduto.

Relator do processo, Joaquim levou-o ao plenário, para julgamento. Aguarda-se apenas que o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, marque a data.

O tucanoduto ganhou o noticiário como uma versão mineira do mensalão petista. Na origem, os dois pés-de-meia tem o mesmo provedor: Marcos Valério.

Embora só tenha sido pendurado nas manchetes em 2005, nas pegadas do mensalão, o tucanoduto é de 1998.

Trata-se de esquema urdido para borrifar verbas de má origem nas arcas reeleitorais do então governador Eduardo Azeredo, hoje senador pelo PSDB.

Foi denunciado ao STF em novembro de 2007. Assina a denúncia o procurador-geral da República da época, Antonio Fernando de Souza.

Além de Azeredo, a peça do Ministério Público acusa outras 14 pessoas. Entre elas Valério e o ex-ministro Walfrido Mares Guia, que teve de deixar a equipe de Lula.

Numa decisão tomada em maio passado, o relator Joaquim decidira desmembrar o processo.

Manteve no STF apenas o caso de Azeredo que, como senador, dispõe de foro privilegiado. Os outros acusados serão julgados pela Justiça Federal de Minas.

Azeredo nega as acusações que lhe foram imputadas pelo Ministério Público. Na denúncia, Antonio Fernando é categórico.

Refere-se às arcas de Azeredo como “esquema criminoso” de financiamento de campanha eleitoral.

O envolvimento do senador é, na expressão do ex-procurador-geral, “comprovado”. Sustenta que a verba espúria teve três origens:

1) “Desvio de recursos públicos do Estado de Minas Gerais, diretamente ou tendo como fonte empresas estatais”.

2) “Repasse de verbas de empresas privadas com interesses econômicos perante o Estado de Minas Gerais, notadamente empreiteiras e bancos, por intermédio da engrenagem ilícita” arquitetada, entre outros, por Marcos Valério.

3) “Utilização dos serviços profissionais e remunerados de lavagem de dinheiro”, operados, entre outros, por Valério e seus sócios, “em conjunto com o Banco Rural, para garantir uma aparência de legalidade às operações [...]”.

Logo que o caso veio à luz, o PSDB alegara que o tucanoduto era mero “caixa dois”. Diferente do mensalão, que envolvera desvio de verbas públicas.

Afora o fato de que caixa dois também é crime, Antonio Fernando cuidou de demonstrar que a coisa foi muito além.

O ex-chefe do Ministério Público nem fala em caixa dois. Menciona crimes mais pesados: peculato e lavagem de dinheiro

Demonstra, de resto, que pingaram na contabilidade eleitoral de Azeredo pelo menos R$ 3,5 milhões em verbas públicas.

Distribui a tunga ao erário assim: R$ 1,5 milhão da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais)...

...R$ 1,5 milhão da Comig (Companhia Mineradora de Minas Gerais); e R$ 500 mil do Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais).

A expectativa é de que Joaquim Barbosa trate o caso do tucanoduto com os rigores que dispensara à encrenca do mensalão petista.

Algo que, se confirmado, resultará na conversão da denúncia em ação penal. Azeredo passaria de acusado a réu.

O voto de Joaquim, seja qual for o seu conteúdo, terá de passar pelo crivo dos demais ministros que integram o plenário do STF.

- Serviço: A quem possa interessar, a íntegra da denúncia de Antonio Fernando de Souza está disponível aqui.
Escrito por Josias de Souza
Fonte: Folha Online

Um ministro em banho-maria

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