quarta-feira, junho 17, 2015

TCU dá 30 dias para Dilma comprar o tribunal

TCU dá 30 dias para Dilma comprar o tribunal







17/06/2015
 às 14:56 \ BrasilCultura

Promover a impunidade é tratar o crime como “erro” e aceitar a promessa de que ele não irá se repetir

Nardes Dilma Adams
Nardes, Dilma e Adams: juro que não vou fazer de novo, ok?
A linguagem da imprensa colabora para a impunidade de Dilma Rousseff, ensaiada pelo ministro Augusto Nardes, no Tribunal de Contas da União.
- Dilma não cometeu “erros de manejamento” coisa nenhuma, nas contas do governo de 2014. Cometeu “crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal”, confirmado pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, que ainda ressaltou a intencionalidade da petista, em ano de eleição.
- O TCU não “exigiu” explicação de Dilma. O TCU, no mínimo, concedeu à petista uma chance de explicar o comprovado crime.
- O TCU tampouco “tinha de adiar” o julgamento das contas de Dilma para evitar que o governo fosse ao STF alegar que não teve “direito à ampla defesa”. O TCU tinha é de reprovar as contas, conforme recomendado, ciente de que o governo poderá ir ao STF contra o tribunal - e sair impune da corte aparelhada pelo PT - mesmo depois da “ampla defesa” de Dilma.
O site da VEJA ainda informa (corretamente, claro):
“Depois do alívio momentâneo do governo, que corria risco real de ter suas contas rejeitadas, o advogado-geral da União (AGU) Luís Inácio Adams afirmou que, se o TCU considerar definitivamente as ‘pedaladas’ como uma manobra ilegal, o governo não vai mais repetir a prática de maquiagem nas contas públicas.”
Ou seja,  “se” o TCU não considerar ilegal a manobra:
- a maquiagem do governo continuará em 2015, 2016 e 2017.
- terá valido a pena maquiar as contas públicas para vencer a eleição.
- e, a qualquer ameaça de rejeição das contas, bastará ao governo prometer, como um moleque travesso ciente da transigência da mamãe, que não fará isso de novo (“se”).
É um insulto à inteligência dos brasileiros que a mamãe TCU se submeta à tamanho deboche das leis do país, com a cumplicidade verbal e/ou moral da imprensa.
Promover a impunidade é tratar o crime (de Dilma) como “erro” e aceitar a promessa cínica (de Adams) de que ele não irá se repetir.*
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