quarta-feira, julho 01, 2026

Do Perdido, a Metade: A Urgência de Salvar o Casarão do Coronel João Sá em Jeremoabo

Do Perdido, a Metade: A Urgência de Salvar o Casarão do Coronel João Sá em Jeremoabo


José Montalvão

Jeremoabo assistiu, ao longo dos anos, à dolorosa perda de grande parte de seu patrimônio histórico mais importante. Testemunhas silenciosas do passado viraram poeira, restando-nos poucas referências físicas da grandiosa história da nossa terra. Diante desse cenário de perdas, o ditado popular "do perdido, a metade" ganha uma força extraordinária. Ele nos lembra de que, diante do prejuízo iminente, agir para salvar o que resta é a única decisão inteligente.

No nosso entendimento, resta hoje um único patrimônio de suma importância e com força identitária capaz de resgatar essa memória: o Casarão do Coronel João Sá. Aquela imponente residência não é apenas paredes e teto; dali saíram decisões cruciais que moldaram os rumos não apenas do município de Jeremoabo, mas de todo o estado da Bahia.

Uma Sugestão Democrática e o Poder do Diálogo

Em recente conversa com o presidente da Câmara Municipal, o vereador Neguinho de Lié, apresentamos uma proposta concreta para evitar que o casarão se transforme em uma ruína definitiva. Neguinho de Lié tem se mostrado um político profundamente democrático, aberto ao diálogo e receptivo a sugestões da comunidade antes de tomar suas decisões.

A proposta apresentada foi direta: que a Câmara Municipal articule junto ao Prefeito Tista de Deda a desapropriação do Casarão do Coronel João Sá para a implantação de uma Biblioteca Pública e de um Museu Municipal.

A justificativa é simples e viável: A Câmara de Vereadores dispõe de recursos que poderiam ser canalizados para esse mistério. Seria um investimento com retorno garantido para a identidade do nosso povo.

Os Impactos para o Futuro de Jeremoabo

A transformação do Casarão em um polo cultural traria benefícios imensuráveis para a cidade em quatro pilares fundamentais:

  • Educação: Um espaço adequado para pesquisa, leitura e aprendizado de jovens e crianças.

  • Cultura: A preservação viva da história do Coronelismo, do cangaço e da formação socioeconômica da região.

  • Turismo: Um novo ponto de parada obrigatório para visitantes, integrando Jeremoabo aos roteiros históricos do sertão baiano.

  • Geração de Emprego: O funcionamento do espaço e o fluxo turístico fomentam o comércio local e criam postos de trabalho diretos e indiretos.

O Caminho para um Final Feliz

Demonstrando a sensibilidade política que o caracteriza, o presidente Neguinho de Lié considerou a ideia de extrema importância. Comprometeu-se a levar o tema para debate com seus pares no legislativo e a entrar em contato com o prefeito Tista de Deda — gestor que vem se destacando por reconstruir Jeremoabo sob a ótica de uma nova vida e de uma nova mentalidade administrativa.

A semente da preservação foi plantada através do diálogo. Agora, cabe a todos nós, cidadãos jeremoabenses, torcer e acompanhar de perto para que este projeto avance, ganhe as ruas, as comissões e o orçamento necessário. Salvar o Casarão do Coronel João Sá é dar a Jeremoabo o futuro cultural que ela merece, honrando o passado que a construiu. Que tenhamos um final 

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: O canal dos seus mais de treze milhões de leitores, combatendo as cortinas de fumaça da política e exigindo o progresso de Jeremoabo em alta velocidade!


Jeremoabo Precisa de Desenvolvimento Real, Não de Mudanças Ilusórias


Jeremoabo Precisa de Desenvolvimento Real, Não de Mudanças Ilusórias


Por José Montalvão

Jeremoabo vive um momento em que as prioridades precisam ser encaradas de frente. O debate recente sobre a alteração da data jurídica da emancipação política do município levanta uma questão central: o que realmente transforma a vida do cidadão jeremoabense? A resposta é clara e baseada na realidade prática: o que o município precisa é de desenvolvimento econômico, infraestrutura e serviços públicos de qualidade, e não de discussões burocráticas inócuas e inoportunas que não trazem nenhum benefício real para o povo.

Nesse cenário, merece aplausos a coragem e a lucidez do grande advogado Dr. Antonio Arquimedes, que expressou o sentimento de muitos ao classificar o debate como uma "causa inútil", cravando a identidade histórica da cidade: "Jeremoabo será sempre 6 de julho". Mexer no calendário oficial não muda o passado e muito menos constrói o futuro.

As Verdadeiras Demandas de Jeremoabo

O crescimento real de Jeremoabo depende de uma agenda de ações concretas que impactem o dia a dia das pessoas. O foco do poder público e das lideranças deve estar concentrado em frentes que gerem emprego, renda e dignidade:

  • Atração de Empresas e Empregos: Criar políticas fiscais e incentivos para atrair indústrias e comércios fortes, fixando o jovem na sua terra.

  • Fortalecimento do Campo: Adequar as políticas públicas à realidade local da agricultura e da pecuária, modernizando a produção e apoiando o produtor.

  • Água para a Zona Rural: Levar segurança hídrica para as comunidades que mais sofrem com a seca, garantindo o básico para a vida e a produção.

  • Infraestrutura Viária: Recuperar e manter as estradas vicinais transitáveis, essenciais para o escoamento da produção e o deslocamento das pessoas.

  • Educação Superior e Técnica: Trazer faculdades e cursos que capacitem a população local, abrindo portas para o mercado de trabalho.

  • Saúde, Educação e Segurança: Fortalecer a rede de atendimento médico, garantir escolas estruturadas e dar mais tranquilidade às famílias.

Nota de Reconhecimento: É justo destacar que avanços importantes já estão acontecendo, como a melhoria no transporte escolar que a atual gestão do prefeito já vem colocando em prática. Esse é o caminho: dar continuidade e ritmo ao que funciona.

  • Implementação do Turismo: Explorar o potencial cultural, histórico e natural do município como uma nova matriz geradora de receita e orgulho local.

A Lógica Econômica: Mudar a Data Não Gera Riqueza

Sob a ótica financeira e administrativa, alterar o dia em que se comemora a emancipação é um ato estritamente simbólico. A economia e a contabilidade pública não se movem por símbolos, mas por dados reais. A ciência econômica confirma que essa mudança é nula para o progresso do município por três motivos claros:

  1. Repasses do FPM Inalterados: O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é calculado com base exclusiva no número de habitantes medido pelo IBGE. A idade da cidade ou o dia do seu aniversário não acrescentam um único centavo a esse repasse.

  2. Arrecadação Local Estática: Mudar o dia no papel não altera a base de cálculo ou as alíquotas de impostos essenciais, como o IPTU e o ISS. O comércio e os serviços continuarão arrecadando exatamente o mesmo.

  3. Custos Burocráticos Desnecessários: Longe de trazer lucro, a alteração gera despesa. Ela exige a revisão de leis municipais, a atualização de documentos oficiais e a reformulação de materiais institucionais, desperdiçando tempo e recursos da máquina pública com burocracia.

Conclusão: Olhar para o Futuro

A emancipação política que realmente importa é aquela que liberta o cidadão do desemprego, da falta de água e da falta de oportunidades. Jeremoabo tem pressa e tem potencial.

Gastar energia política e dinheiro público com debates que não alteram as variáveis macroeconômicas ou fiscais da cidade é um equívoco. O foco deve permanecer na gestão eficiente, na infraestrutura e na atração de investimentos. O jeremoabense quer ver a sua vida melhorar na prática, no chão da fábrica, na sala de aula, no hospital e na roça. Todo o resto é distração.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: O canal dos seus mais de treze milhões de leitores, combatendo as cortinas de fumaça da política e exigindo o progresso de Jeremoabo em alta velocidade!

Enquanto Caiado fecha vice, Flávio e Zema têm problemas para compor a chapa


EDITORIAL: Jeremoabo entre a Disputa de Datas e as Ruínas do Passado – A Quem Interessa Mudar o Calendário se a História Está Desabando?

 

EDITORIAL: Jeremoabo entre a Disputa de Datas e as Ruínas do Passado – A Quem Interessa Mudar o Calendário se a História Está Desabando?


Por José Montalvão


Nos últimos tempos, Jeremoabo tem sido palco de um debate que, para a realidade prática e as necessidades urgentes do seu povo, soa quase como uma distração burocrática e uma futilidade de bastidor: a imposição, por parte de alguns setores isolados, para alterar a data da emancipação política do município, movendo as celebrações tradicionais de 6 de julho para o dia 25 de outubro de 1831.

Há quem tenha dedicado tempo, suor e legítima pesquisa para trazer luz aos fatos, oferecendo sua contribuição cidadã ao debate histórico, o que merece o devido respeito. No entanto, a grande verdade que ecoa pelas ruas e feiras da cidade é uma só: mudar ou não a folha do calendário, a esta altura do campeonato, é o mesmo que nada. Essa canetada burocrática não irá gerar um único posto de trabalho, não colocará comida na mesa de ninguém, não melhorará o atendimento na saúde e nem trará o desenvolvimento econômico que a população tanto espera.

A história de Jeremoabo, infelizmente, foi transformada por gestões passadas em um cristal quebrado. E, como todos sabem, não adianta querer emendar as arestas de um espelho partido quando o que ele reflete já está desfigurado pelo tempo e pela negligência.

O Apagamento das Raízes e o Descaso Histórico com o Patrimônio

Enquanto mentes desocupadas discutem um dia abstrato no papel para a emancipação, o patrimônio material, arquitetônico e histórico de Jeremoabo desaba a olhos vistos em consequência de décadas de abandono. Destruir ou abandonar a memória física de uma cidade provoca uma perda irreparável na identidade cultural de um povo. O que vemos hoje é a desfiguração da nossa paisagem urbana, o enfraquecimento do senso de pertencimento e um impacto econômico brutal no turismo histórico-cultural, que poderia ser uma fonte real de emprego e renda para os nossos jovens.

Quando uma cidade perde suas referências físicas, ocorre o chamado "apagamento de raízes". Os monumentos e edifícios antigos contam a história viva da fundação e da evolução da sociedade. Sem eles, as próximas gerações perdem o vínculo com seus antepassados. E os fatos, lamentavelmente, não mentem e expõem a herança maldita do amadorismo:

  • A Casa do Barão de Jeremoabo: A residência onde nasceu Cícero Dantas Martins (1838–1903) — primeiro e único Barão de Jeremoabo, latifundiário, industrial e responsável por instalar a primeira usina de açúcar do Norte e Nordeste do Brasil — hoje não passa de ruínas humilhantes.

  • A Casa do Coronel João Sá: Um dos políticos mais influentes e importantes não apenas de Jeremoabo, mas de todo o estado da Bahia, teve sua imponente residência transformada em tristes escombros.

  • Marcos Primitivos: A primeira casa construída no município e o primeiro Mercado Oficial da cidade também sucumbiram ao abandono de outrora e viraram poeira.

  • A Natureza e os Pontos de Encontro: Até mesmo as referências afetivas foram historicamente castigadas. Os antigos cajueiros, onde os jeremoabenses se reuniam e tomavam banho, sumiram. A antiga Delegacia tornou-se um prédio totalmente deteriorado.

  • Ataques Recentes à Memória: Exemplos de desrespeito continuam acontecendo na propriedade privada, como a desconfiguração da histórica Residência de Dona Olga e a derrubada seguida da queima criminosa de um juazeiro centenário, episódios que marcam o descaso cultural e o crime contra o patrimônio verde e urbano.

"Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado." — Emília Viotti da Costa, historiadora.

Patrimônio é Identidade, Não Burocracia de Gabinete

A frase da célebre historiadora Emília Viotti da Costa reflete perfeitamente a tragédia constante enfrentada por Jeremoabo, que mimetizou, em escala local, o mesmo descaso institucional que o Brasil assistiu no trágico incêndio do Museu Nacional em 2018. O patrimônio cultural de uma sociedade é tudo aquilo que constitui sua alma. Não se guarda a história se não houver um compromisso real com a preservação da memória e com a retidão das certidões públicas.

Mudar a data da emancipação política pode até render discursos políticos inflamados na oposição ou preencher atas vazias em gabinetes, mas não reconstrói o teto que caiu, não ergue as paredes da casa do Barão e não devolve a dignidade da memória jeremoabense que foi jogada no ralo.

A sociedade civil cumpriu seu papel, pesquisou e alertou. Mudar o dia da festa não esconde o rastro de abandono que as administrações passadas deixaram na cidade.

Conclusão: O Desafio de Reconstruir Sobre as Cinzas

Diante desse cenário de terra arrasada deixado pelo passado, hoje só resta ao atual prefeito Tista de Deda a hercúlea e necessária missão de continuar construindo e resgatando o que foi destruído por aqueles que governavam sem planejamento técnico. O passado de abandono já não existe mais como governança, mas as suas ruínas ainda cobram o preço.

Enquanto os palanques se digladiam por vaidades de calendário, a atual gestão foca na alta performance administrativa: trouxe o São João da Inovação neste ano de 2026, prestigiou a agricultura familiar e segue limpando as contas no TCM para garantir investimentos permanentes na infraestrutura urbana e rural. A população consciente não quer cosmética de datas vazias em Diário Oficial; o povo quer dignidade, trabalho e a reconstrução real da nossa querida Jeremoabo!

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: O canal dos seus mais de treze milhões de leitores, combatendo as cortinas de fumaça da política e exigindo o progresso de Jeremoabo em alta velocidade!

terça-feira, junho 30, 2026

Michelle reposta relato de festas de Vorcaro com 'mulher pelada' e 'homem que defende família'

 

Michelle reposta relato de festas de Vorcaro com 'mulher pelada' e 'homem que defende família'

Flávio Bolsonaro nunca foi citado como presente em eventos de ex-banqueiro, mas postagem foi entendida como indireta a ele

Por Mônica Bergamo/Folhapress

30/06/2026 às 17:30

Foto: Reprodução

Imagem de Michelle reposta relato de festas de Vorcaro com 'mulher pelada' e 'homem que defende família'

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro repostou um vídeo em que o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho diz ter visto imagens de festas de Daniel Vorcaro com mulheres peladas e "homens que defendem a família".

Ela capturou o vídeo do perfil da jornalista Julie Milk, que se apresenta na rede como alguém que defende "quem trabalha e paga imposto" e já defendeu a mulher de Jair Bolsonaro.

A postagem, com o título "a verdade de Jesus vai prevalecer", gerou novas críticas à ex-primeira-dama entre bolsonaristas e aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O entendimento foi o de que ela quis fazer provocações e mandar indiretas ao enteado, mantendo a disputa entre ambos em evidência.

O pré-candidato nunca foi citado como presente em festas do ex-banqueiro, mas teve que explicar suas relações com o dono do Banco Master, a quem pediu dinheiro para a produção de um filme sobre o pai.

No vídeo, Garotinho afirma: "Vocês não acreditam, eu vou até contar sem dar nomes aqui. Uma é que era festa, o nome da festa: 'A Noite das Astronautas'. Eu falei: A Noite das Astronautas, que que é isso? Aí fui ver o vídeo, as mulheres peladas, os homens pelados, mas as mulheres tinham capacete de astronauta na cabeça. E aí o homem, para escolher a mulher, levantava aquela viseira do capacete: essa aqui que eu quero. Gente, isso é um absurdo!".

O ex-governador segue dizendo que no vídeo aparecem "deputados, senadores, governadores, muitos secretários, homens que defendem a família. Sinceramente, sabe, não é questão de moralismo não, isso é barbaridade. Como é que o sujeito, esse Vorcaro, isso é 171 qualificado".

Na semana passada, Michelle Bolsonaro postou vídeos nas redes sociais em que dizia já ter sido maltratada e desrespeitada por Flávio, e que "eles" a tratariam "como idiota".

O filho de Bolsonaro, desde então, vem tentando virar a página em relação ao assunto, pedindo desculpas à madrasta e evitando fazer novas críticas a ela. Os irmãos dele também permaneceram em silêncio.

A própria Michelle havia feito uma nova postagem dizendo que não tinha "raiva de ninguém" e que gostaria de "trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno. Não há briga".

Politica Livre

Mendonça pede parecer da PGR sobre pedido de investigação no caso 'Dark Horse'

 

Mendonça pede parecer da PGR sobre pedido de investigação no caso 'Dark Horse'

Por Luísa Martins, Folhapress

30/06/2026 às 17:40

Foto: Luiz Silveira/STF/Arquivo

Imagem de Mendonça pede parecer da PGR sobre pedido de investigação no caso 'Dark Horse'

Ministro encaminhou processo para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, nesta terça-feira (30)

O ministro André Mendonça, do STF (Superior Tribunal Federal), pediu parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o pedido de investigação do caso "Dark Horse", filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro que teria sido financiado com dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

O envio ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, ocorreu nesta terça-feira (30). O chefe do MPF (Ministério Público Federal) vai definir se já há elementos suficientes para pedir a abertura formal de um inquérito que apure os repasses.

Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, definiu que o pedido de investigação feito pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) deve ficar sob relatoria de Mendonça, e não do ministro Alexandre de Moraes.

Fachin afirmou que os episódios narrados pelo parlamentar coincidem com o objeto de outros processos que já são de responsabilidade de Mendonça, relator das investigações sobre as fraudes financeiras do Master.

Lindbergh acionou o STF depois que o site The Intercept Brasil divulgou um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, pede dinheiro a Vorcaro para bancar o longa-metragem.

De início, o pedido para investigar o caso foi para o gabinete de Moraes, pois Lindbergh alegou que os repasses de Vorcaro podem ter sido destinados à estadia do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, caso que está sob relatoria do ministro.

Como presidente do STF, entretanto, Fachin avaliou que Mendonça deveria concentrar tudo o que diz respeito aos pagamentos suspeitos feitos por Vorcaro. O ex-banqueiro está em prisão preventiva na unidade conhecida como Papudinha.

O primeiro ato de Mendonça no caso foi dar vista à PGR — um procedimento protocolar, já que o Ministério Público é o órgão do sistema de Justiça responsável por requerer a abertura de investigações penais. Não há prazo definido para o parecer de Gonet ser enviado ao magistrado.

Flávio nega irregularidades. O senador disse que só tratou com Vorcaro para conseguir angariar recursos para realizar o filme, e que omitiu essa informação de aliados devido a uma cláusula de confidencialidade no contrato.

Politica Livre

Em destaque

Michelle Bolsonaro deixa o PL Mulher e agrava crise com Flávio

  Michelle Bolsonaro deixa o PL Mulher e agrava crise com Flávio Foto: Evaristo Sa / AFP A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro não aceitou a...

Mais visitadas