quarta-feira, julho 23, 2025

Decisões sobre Bolsonaro expõem rachas em Turma do STF e na Câmara

 Foto: Felipe Sampaio/Arquivo/STF

Plenário do STF23 de julho de 2025 | 10:04

Decisões sobre Bolsonaro expõem rachas em Turma do STF e na Câmara

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As recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jair Bolsonaro revelaram divisões internas na Primeira Turma da Corte. Por quatro votos a um, os ministros mantiveram a imposição de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares ao ex-presidente. O único voto divergente foi de Luiz Fux, que argumentou que não há provas concretas que justifiquem tais restrições e criticou a desproporcionalidade das medidas em relação a direitos fundamentais como a liberdade de expressão e de locomoção. A reportagem é da CNN.

A postura de Fux tem chamado atenção por se posicionar como contraponto ao relator Alexandre de Moraes, cujas decisões vêm sendo endossadas pelos demais integrantes da Turma. Embora tenha votado anteriormente a favor do recebimento de denúncia contra Bolsonaro, Fux fez ressalvas importantes, como a crítica à competência do STF para julgar todos os casos do 8 de janeiro e a avaliação de que algumas penas seriam excessivas. Isso tem levado as defesas de investigados a vê-lo como um possível voto favorável em recursos futuros, ainda que suas discordâncias não sejam suficientes para alterar a situação judicial do ex-presidente.

Na Câmara dos Deputados, também há rachas, especialmente entre aliados de Bolsonaro e o presidente da Casa em exercício, Hugo Motta, que barrou reuniões de comissões durante o recesso. Enquanto isso, Bolsonaro, diante da tensão jurídica e do risco de prisão, tem adotado uma postura discreta. Na terça-feira (22), ele evitou aparições públicas, permanecendo na sede do PL e depois seguindo para casa, em um movimento de cautela em meio ao acirramento político e judicial.

Politica Livre

Fux teve conclusões opostas sobre liberdade de expressão em decisões sobre Lula e Bolsonaro

 Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal)22 de julho de 2025 | 18:45

Fux teve conclusões opostas sobre liberdade de expressão em decisões sobre Lula e Bolsonaro

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, chegou a conclusões opostas sobre a importância das liberdades de imprensa e de expressão em duas decisões tomadas sobre Lula e Jair Bolsonaro no espaço de sete anos.

Em setembro de 2018, ele censurou um pedido de entrevista feita pelo jornal Folha de S.Paulo ao petista, que estava preso, atendendo a um pedido do Partido Novo. A autorização para a conversa com a colunista Mônica Bergamo já havia sido dada pelo então ministro Ricardo Lewandowski, mas foi revertida por Fux.

Na época, ele disse que a liberdade de imprensa é algo que poderia ser relativizado e não pode ser alçado a um “patamar absoluto incompatível com a multiplicidade de vetores fundamentais estabelecidos na Constituição”.

O argumento na ocasião é que veicular uma entrevista de Lula naquele momento, a poucos dias da eleição presidencial, poderia influenciar na decisão de voto.

“É nesse sentido que se faz necessária a relativização excepcional da liberdade de imprensa, a fim de que se garanta um ambiente informacional isento para o exercício consciente do direito de voto”, afirmou.

Por outro lado, em seu voto proferido nesta segunda-feira (21) contra a imposição de medidas cautelares a Bolsonaro, Fux faz uma defesa robusta da liberdade de expressão. A proibição de que o ex-presidente use redes sociais ou dê entrevistas é um dos pontos determinados pelo ministro Alexandre de Moraes.

O ministro diz que a liberdade de expressão é “cláusula pétrea”. “Destaque-se que parte das medidas cautelares impostas, consistente no impedimento prévio e abstrato de utilização dos meios de comunicação indicados na decisão (todas as redes sociais), confronta-se com a cláusula pétrea da liberdade de expressão”, afirmou.

Ele afirma ainda que as medidas “restringem desproporcionalmente direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão e comunicação, sem que tenha havido a demonstração contemporânea, concreta e individualizada dos requisitos que legalmente autorizariam a imposição dessas cautelares”.

Bolsonaristas comemoraram o voto de Fux, embora ele tenha ficado em minoria na Primeira Turma do STF. A expectativa é que ele faça um contraponto a Moraes durante o julgamento de Bolsonaro na suposta trama golpista.

Fábio Zanini/FolhapressPolitica Lvre

Reação de Bolsonaro e aliados esbarra em Motta e ameaça de Moraes

 Foto: Gustavo Moreno/Arquivo/Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro23 de julho de 2025 | 06:33

Reação de Bolsonaro e aliados esbarra em Motta e ameaça de Moraes

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Os planos de reação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus aliados contra as medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), como o uso de tornozeleira eletrônica e restrição a divulgação de entrevistas, esbarram na ameaça de prisão do magistrado e também na resistências do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em permitir atividades durante o recesso parlamentar.

A estratégia agora é de contenção de danos. A defesa dele manifestou nesta terça-feira (22) ao Supremo que ele não descumpriu as medidas cautelares ao dar entrevistas e declarações, como feita na Câmara na véspera, e não tem como controlar redes sociais de terceiros.

A defesa promete que Bolsonaro não vai se manifestar até que seja esclarecido exatamente o que pode ou não fazer com relação a entrevistas.

Aliados relatam, por outro lado, que o ex-presidente entrou em contato com dirigentes partidários ao longo desta terça para buscar ajuda a uma solução apresentada por seu filho deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a sobretaxa de 50% determinada pelo presidente Donald Trump sobre produtos do Brasil —quando vinculou o anúncio a uma suposta perseguição ao ex-presidente.

Na segunda-feira (21), Moraes proibiu a transmissão ou veiculação de vídeos ou áudios de entrevistas de Bolsonaro nas redes sociais. O ex-presidente tomou reprimenda e ameaça de prisão após falar de improviso na saída da Câmara, numa cena em que exibiu a tornozeleira e foi republicada pela imprensa, por apoiadores e críticos nas redes sociais.

Seu entorno quer blindá-lo de possíveis consequências mais graves, como prisão, mas admite que Bolsonaro é imprevisível. Por isso, a ideia é reduzir a exposição dele neste momento.

A defesa de Bolsonaro foi nessa linha, em manifestação ao STF nesta terça. “Em sinal de respeito absoluto à decisão da Suprema Corte, o Embargante não fará qualquer manifestação até que haja o esclarecimento apontado nos presentes Embargos.”

Mas Bolsonaro não interrompeu as atividades nos bastidores e passou a terça na sede do PL, na região central de Brasília. Uma das preocupações é reduzir o desgaste por causa dos impactos na economia brasileira a partir do anúncio de Trump.

As medidas cautelares contra Bolsonaro foram tomadas no âmbito do inquérito aberto contra Eduardo para apurar as ações dele nos EUA que teriam como objetivo coagir o Judiciário no processo da trama golpista na qual o ex-presidente é réu.

Eduardo se dispôs a levar os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para conversar com autoridades nos Estados Unidos. Esta é a primeira movimentação do ex-presidente no sentido de resolver o imbróglio

Nas conversas, Bolsonaro teria dito que não quer ver o país afundar e pede ajuda para resolver a situação.

Inicialmente, o ex-mandatário tinha a intenção de participar nesta terça de comissões comandadas pelo seu partido na Câmara dos Deputados, cujas reuniões foram chamadas para aprovar moções de apoio a ele.

Mas, por determinação dos advogados, desistiu, sobretudo após a ameaça de prisão por descumprimento de medida cautelar ao ir à Casa na véspera.

A iniciativa de retomar os trabalhos legislativos para fazer pressão ao STF não vingou. O presidente da Câmara tentou dissuadir a oposição de tentar fazer as reuniões na véspera, sem sucesso, e publicou um ato proibindo reuniões até 1º de agosto.

Sua justificativa é a de que não haveria respeito à pluralidade da Casa, uma vez que outros parlamentares não estão em Brasília. E que eles podem fazer atos em defesa de Bolsonaro na volta dos trabalhos daqui a duas semanas.

Segundo aliados, Motta se incomodou com a iniciativa da oposição e disse que não seria atropelado por eles.

Parlamentares de partidos de centro, que já estavam afastados da oposição com a sobretaxa de Trump, tiveram a avaliação de que os bolsonaristas estão se isolando na Casa.

Viram os atos como movimentos radicalizados e que repeliram aliados. A iniciativa de forçar a volta dos trabalhos foi interpretada dessa forma.

Um líder de partido de centro disse que, no retorno ao trabalho, diminuirão ainda mais as chances de levar adiante projetos de interesse do PL.

Sem o palco para realizar as comissões e homenagens ao ex-presidente, os deputados disseram à imprensa que o recesso legislativo estava cancelado –para eles. Na prática, a maioria volta para suas cidades, onde buscará organizar principalmente atos pró-Bolsonaro.

Deputados também optaram por não esticar mais a corda. “Nossa prioridade legislativa é pautar a anistia. Como que a gente vai pautar a anistia sem uma decisão do presidente? Você entende que não pode ser absolutamente contrário. A gente não pode desrespeitar a decisão do presidente e depois insistir que a anistia seja pautada”, disse Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública.

Houve um racha entre os bolsonaristas e alguns defenderam que o deputado e insurgisse contra a decisão de Motta, o que não ocorreu.

Além disso, durante a coletiva de imprensa para marcar que não haveria a reunião, o deputado Delegado Caveira (PL-PA) chegou a exibir uma bandeira de Donald Trump, mas colegas pediram que ele retirasse o item.

A anistia aos condenados nos ataques de 8 de Janeiro continua sendo a prioridade do PL na Casa. Ao lado dela, os bolsonaristas passaram a defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com o foro especial. A medida, segundo disseram reservadamente, traria mais “conforto” para os deputados votarem a proposta da anistia sem medo de retaliação da corte.

A frente legislativa é uma das três anunciadas pelo PL, em resposta às medidas de Moraes. Eles se reuniram ainda para tratar de comunicação e de mobilizações de rua. De acordo com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), os planos de trabalho serão apresentados na quarta-feira (23).

Marianna Holanda/FolhapressPolitica Livre

Reforma administrativa terá bônus de resultado para servidor, ministro e juiz, com até 15º salário

 Foto: Zeca Ribeiro/Arquivo/Agência Câmara

Pedro Paulo23 de julho de 2025 | 08:25

Reforma administrativa terá bônus de resultado para servidor, ministro e juiz, com até 15º salário

economia

A reforma administrativa que será proposta pela Câmara dos Deputados criará um bônus por resultado para os servidores da União, estados e municípios dos três Poderes, afirma o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), coordenador do grupo de trabalho sobre o tema. O funcionário público que atingir as metas poderá ganhar um 14º e até 15º salários, a depender do desempenho.

Esse bônus financeiro será calculado com base em metas institucionais e individuais, segundo o parlamentar. O projeto estimulará, por exemplo, que cada área de uma secretaria de saúde tenha objetivos próprios a serem batidos, como reduzir a fila de espera para consultas. Mas também metas individuais para cada servidor, como o número de atendimentos feitos.

“A meta individual será uma pequena parte do bônus, 20% ou 30%, porque se refere mais a uma tarefa. O que melhora o serviço para a população é a meta institucional ser batida”, diz.

A ideia, afirma o parlamentar, é evitar o que ocorre hoje em dia com o bônus de eficiência dos auditores e analistas da Receita Federal, que está desvinculado de resultados individuais e é pago até para os aposentados.

“Será completamente diferente desse modelo em que todo mundo recebe, sem avaliação individual, tudo incorporado ao vencimento e com paridade com os aposentados”, diz o deputado.

O bônus proposto na reforma administrativa poderá alcançar até dois salários por ano, mas, para isso, outras áreas ficarão sem receber. “O gestor poderá disponibilizar uma folha de salário a mais para esse ‘prêmio’ e a distribuição não poderá ser igualitária”, afirma. Os objetivos constarão de um plano feito a cada quatro anos, com metas anuais e um contrato de gestão assinado com cada órgão.

A proposta é que o pagamento possa superar o teto salarial do funcionalismo público e substitua parte das verbas indenizatórias que compõem os supersalários de juízes, promotores e outras carreiras —que, com penduricalhos, ganham mais do que esse limite, equivalente aos rendimentos dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), de R$ 46.366,19 mensais.

A reforma pode conter modificações nessas verbas, mas o coordenador diz que ainda precisará se reunir com as bancadas partidárias para verificar se há apoio suficiente para que constem do parecer final.

O texto legislativo só será apresentado em agosto, após consultas aos partidos políticos, mas o arcabouço legal do bônus constará em uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que autorizará a sua criação, e em um projeto de lei complementar, que regulamentará o funcionamento.

Após isso, cada estado e município ainda precisará estabelecer uma regulação própria. O grupo da Câmara também vai propor um projeto de lei ordinária com outros temas da reforma.

De acordo com Pedro Paulo, o bônus fará parte do que ele batizou de Lei de Responsabilidade de Resultados e poderá ser recebido por ministros de Estado, secretários estaduais e municipais, juízes e promotores. Mas não será autorizado o pagamento para agentes políticos, como deputados, senadores, governadores e o presidente da República.

O professor Humberto Falcão, da Fundação Dom Cabral, diz que a ideia do bônus “é ótima, semelhante às melhores práticas das democracias avançadas”, mas é preciso que o valor financeiro seja módico.

“Não deve superar 15%, 20% da remuneração. Em alguns países ela não chega a 10%. Se for um valor alto, pode gerar dependência e frustração. O agente público começa a querer sempre mais, fica com ressentimento e o efeito de melhoria no trabalho vai embora”, alerta.

Falcão defende que a avaliação de desempenho seja por equipe, mas com metas robustas. “No passado, houve a edição de um decreto que permitia um bônus de desempenho, e vários órgãos e entidades fizeram simulacros de planejamento estratégico para justificarem o pagamento. Não pode ser assim”, critica.

A Prefeitura de Santos (SP) foi pioneira e há dez anos estabeleceu um modelo em que todos os funcionários da secretaria são bonificados de acordo com o percentual de objetivos cumpridos pela equipe. O projeto-piloto começou com três áreas e hoje engloba todos os servidores.

“O trabalho conjunto acaba sendo natural dentro do processo. Há uma cobrança saudável para que cada servidor cumpra sua meta, para que todos possam receber a bonificação”, diz o ex-prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP), atualmente deputado federal.

O pagamento de diferenciais por produtividade é importante para estimular o serviço público, afirma o professor Gustavo Fernandes, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), mas o bônus atrelado ao desempenho individual traz risco de hierarquizar a estrutura, sem necessariamente aumentar a eficiência do serviço.

“Quais são os efeitos colaterais que a gente tem? Desenvolver uma cultura em que o chefe passa a ser cultuado. Aniversário do chefe, todo mundo compra um presente bem legal para ele, porque no final das contas ele vai dar umas notas legais e nos avaliar positivamente”, diz. “Precisa de um sistema moderno, que avalie o esforço e o resultado”, argumenta.

Outro desafio para a criação do bônus é a falta de espaço orçamentário para novas despesas. Embora seja uma espécie de prêmio, o mecanismo terá que se enquadrar nos limites máximos de gasto com pessoal por estados e municípios. E, no caso da União, ser acomodado no já apertado orçamento.

Ex-secretária de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Renata Vilhena conta que a experiência no estado “deu muito certo”, mas que a crise fiscal levou à suspensão dessa política. “Isso gerou uma frustração muito grande nas equipes, eu diria que quase uma revolta”, afirma.

Atualmente na presidência do Conselho da República.org, ela destaca que o bônus acelerou a entrega de políticas públicas e diminuiu significativamente o número de licenças médicas e o absenteísmo dos servidores porque o pagamento era proporcional ao número de dias efetivamente trabalhados.

Raphael Di Cunto/FolhapressPolitica Livre

Moraes pede esclarecimentos e ameaça prender Bolsonaro após fala no Congresso


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Bolsonaro falou pela última vez antes de ser censurado

 

Marianna Holanda e Cézar Feitoza
Folha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu 24 horas para a defesa de Jair Bolsonaro (PL) esclarecer declarações do ex-presidente após ter proibido transmissão ou veiculação de áudios e vídeos de entrevistas do ex-mandatário nas redes sociais.

Em sua decisão na noite desta segunda-feira (21), Moraes pede esclarecimentos, “sob pena de decretação imediata da prisão do réu”. No documento, ele mostra imagens do ex-presidente exibindo sua tornozeleira e prints de vídeos com suas falas sendo compartilhados nas redes sociais.

TORNOZELEIRA – O ex-presidente falou com jornalistas na tarde de segunda-feira na Câmara dos Deputados ao sair de reunião com parlamentares de oposição ao governo Lula (PT).

“Covardia o que estão fazendo com ex-presidente da República. Vamos enfrentar a tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus”, declarou o ex-presidente. “Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação”, afirmou, apontando para a tornozeleira.

A declaração de Bolsonaro foi gravada em áudio e vídeo e compartilhada por perfis de apoiadores e opositores do ex-presidente nas redes sociais.

MAIS PROIBIÇÕES – Bolsonaro falou à imprensa menos de três horas depois de Moraes divulgar um despacho informando que as medidas cautelares impostas na última sexta-feira (18) também proibiam o ex-presidente de dar declarações que fossem divulgadas nas redes.

“A medida cautelar de proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros, imposta a Jair Messias Bolsonaro inclui, obviamente, as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas de redes sociais de terceiros”, escreveu Moraes.

Segundo o ministro, a utilização de entrevistas para a divulgação de suas declarações nas redes sociais seria um meio de burlar a decisão judicial. Moraes definiu que se a regra for desrespeitada, haverá “imediata revogação e decretação da prisão” do ex-presidente.

MEDIDAS CAUTELARES – Bolsonaro cumpre medidas cautelares desde sexta-feira (18). Ele está proibido de acessar redes sociais e de falar com o seu filho Eduardo, que está nos Estados Unidos e cuja atuação para o governo Trump levantar sanções contra o Brasil é investigada pela Polícia Federal.

O ex-presidente também está sendo obrigado a usar tornozeleira eletrônica e não pode sair de casa à noite e nos fins de semana. Não pode manter contato com outros investigados ou com representantes de embaixadas estrangeiras.

As medidas foram impostas por Moraes após a PGR (Procuradoria-Geral da República) argumentar que elas seriam urgentes para evitar uma eventual tentativa de fuga de Bolsonaro. O ex-presidente nega a intenção de deixar o país.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É difícil entender Alexandre de Moraes. Ele é implacável e destrói os adversários sem a menor clemência. Usa sem limites os poderes que julga ter, mas não existe nenhuma lei que lhe garanta esse direito. Bolsonaro, ao contrário,  está imobilizado, sob censura, condenado antes de julgamento, não adianta Luiz Fux aparecer agora como voz contrária, mais de um ano depois de Moraes vir exercendo atos ditatoriais livremente, com apoio de todos os ministros. Fux acordou  tarde demais(C.N.)

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