quarta-feira, julho 23, 2025

Amor à democracia é a maior mentira do mundo contemporâneo


Democracia neste sete de abril - Rede Humaniza SUSRede Humaniza SUS - O SUS QUE DÁ CERTO

Charge do Solda (Solda Cáustico)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Um traço importante de regimes totalitários é seu modus operandi na sociedade. A sociabilidade totalitária hoje no Brasil cobre quase a totalidade do mundo das letras, mas esse fenômeno não recebe a devida atenção dos especialistas.

Adiantaria uma hipótese que pode parecer radical aos olhos dos desavisados: eu suspeito que a natureza do social seja sua vocação irresistível ao modus operandi totalitário. Se nos for dada a oportunidade de novo de linchar pessoas em público, o faremos sempre com gosto. Com a mesma fúria do passado.

AINDA BÁRBAROS – O “amor à democracia” é a maior mentira do mundo contemporâneo. Permanecemos bárbaros: o que importa é esmagar aquele que é meu adversário. O resto é papo furado. É essa a mensagem da polarização hoje que ninguém reconhece. Os tomates podres são guardados com ódio em nossos armários de cozinha.

Essa hipótese, que pode parecer radical, mas que na verdade é banal, implica que o maior inimigo da democracia são as próprias pessoas. E nisso pouco importa a conta bancária, os títulos de doutorado, o número de línguas que se fala. A tolerância de quem disputa o monopólio legítimo da violência tende a zero.

O pecado capital na democracia é o ódio implícito às pessoas que não concordam comigo. Raras são as exceções e, quando encontramos uma, sentimos o odor do milagre no ar. O resto é blá-blá-blá.

UTOPIA DAS ELITES – A democracia é uma utopia das elites intelectuais, embora elas também guardem seus tomates podres, com fúria, nos armários de suas cozinhas.

Hoje, no Brasil, quem tem a chance de praticar essa sociabilidade totalitária é a esquerda, mas, se fosse dada a mesma chance à direita, ela faria a mesma coisa. Uma vez tendo os dispositivos sociais certos, ela também praticaria a exclusão social de quem é de esquerda. É da natureza da vida na polis a destruição de quem não pensa como eu. O resto é blá-blá-blá.

E quais são esses dispositivos sociais em jogo? O primeiro da lista é quem detém o poder de convidar pessoas para jantares que são verdadeiras redes de contatos, tanto para amizades quanto para espaços de trabalho. Pessoas indesejáveis são radioativas quando uma sociabilidade se torna totalitária. Todo mundo sabe disso, mas mente.

RADIOATIVOS – Os judeus eram radioativos na Alemanha nazista, muito antes de serem levados ao matadouro. Os dissidentes eram radioativos na União Soviética, antes de serem enviados ao gulag. Pais podem exercer esse poder de condenação sobre os filhos, quando eles se relacionam com indesejáveis, sendo o caso inverso também verdade óbvia para quem vê a realidade. Nisso pouco importa a geração, a idade ou o quanto a cabeça é aberta.

O processo vai muito além da exclusão social propriamente dita, ou seja, a exclusão do ciclo de amizades. A sociabilidade totalitária inviabiliza empregos no mundo de hoje e também inviabiliza patrocínios —o branding e o marketing, por exemplo, são formas ativas de sociabilidade totalitária no âmbito do trabalho.

Essa forma de sociabilidade busca a destruição dos mecanismos imediatos de sobrevivência daqueles que não merecem viver ou sobreviver na sociedade em questão, quando tomada por tais dispositivos.

ATAQUE TOTAL – O Estado exercerá também sua violência, jogando sobre suas vítimas toda sorte de mecanismos destrutivos: fiscalização, multas, processos judiciais, bloqueio de contas, desapropriação de posses, enfim, leis que visam excluí-las do Estado de direito.

A universidade é um espaço em que esse tipo de sociabilidade totalitária é evidente —só ignorantes e ingênuos creem que a universidade seja uma instituição democrática, pois ela é o oposto disso.

Instâncias colegiadas votam medidas que visam destruir a vida acadêmica de seus desafetos.

APAGAR OS RASTROS – O alcance desses dispositivos atinge inclusive os alunos dos desafetos daqueles que detêm o poder institucional, dificultando o acesso a bolsas, financiamentos para ir a congressos e aprovação de projetos para mestrado ou doutorado. A intenção é apagar os rastros dos seus desafetos para as próximas gerações.

O mesmo procedimento ocorre no mercado editorial, nas livrarias que boicotam autores indesejáveis ou na produção de feiras literárias. Esses dispositivos buscam, especificamente, aquilo que se chama de apagamento, que se constitui no cancelamento do desafeto da história enquanto tal.

Assim como a vida acadêmica e as casas editoriais, a mídia, na intimidade das redações, pode se constituir num instrumento poderoso de destruição de desafetos políticos. No Brasil, a sociabilidade totalitária ainda não cobre o país inteiro, mas o mundo das letras.


Fux acordou tarde demais e erros de Moraes não podem ser corrigidos

Publicado em 23 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Clima quente no STF: Embate entre Fux e Moraes viraliza - Diário do Poder

Fux demorou muito a perceber que Moraes agia fora da lei

Deu no g1

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o único ministro da Primeira Turma a votar contra a imposição de uma série de medidas restritivas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinadas por Alexandre de Moraes.

Como os demais ministros votaram para confirmar a decisão do relator Moraes, Bolsonaro permanece obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar redes sociais ou se comunicar com os demais investigados pelo Supremo.

Fux foi o último dos cinco ministros da turma a votar no plenário virtual da Corte.

EXAGEROS DE MORAES – No voto publicado na noite desta segunda-feira (21), minutos antes do fim do prazo para manifestação, ele afirmou que a amplitude das medidas “restringe desproporcionalmente direitos fundamentais”, como a “liberdade de ir e vir” e de “expressão e de comunicação”.

Para o ministro, não houve “demonstração contemporânea, concreta e individualizada dos requisitos que legalmente autorizariam a imposição dessas cautelares”.

Ele continua: “É indispensável a demonstração concreta da necessidade da medida para a aplicação da lei penal e sua consequente adequação aos fins pretendidos”.

SEM NECESSIDADE – “À luz desses requisitos legais, não se vislumbra nesse momento a necessidade, em concreto, das medidas cautelares impostas”, avaliou Fux.

Em um trecho específico, o ministro se posiciona contra a proibição de uso das redes sociais. “Destaque-se que parte das medidas cautelares impostas, consistente no impedimento prévio e abstrato de utilização dos meios de comunicação indicados na decisão (todas as redes sociais), confronta-se com a cláusula pétrea da liberdade de expressão”.

Segundo Fux, “pelo menos por ora”, a decisão não deve ser referendada com base em princípios constitucionais. “Tratando-se de análise cautelar e ainda perfunctória dos fatos, reservo-me a prerrogativa de reavaliação dessas questões quando do exame do mérito das ‘possíveis condutas ilícitas’, tal como categorizado na decisão.”

SANÇÕES DE TRUMP – Na sexta-feira (18), horas após a operação da Polícia Federal que cumpriu a determinação do STF e impôs as medidas cautelares a Bolsonaro, os Estados Unidos suspenderam os vistos do relator do caso, Alexandre de Moraes, e de outros sete ministros do tribunal.

Marco Rubio, secretário de Estado do governo Donald Trump, que cuida das relações dos Estados Unidos com os outros países, anunciou que revogou os vistos americanos para Moraes, “de seus aliados e de seus familiares imediatos”.

De acordo com fontes do governo federal, além Moraes, tiveram seus vistos suspensos: Luís Roberto Barroso, o presidente da Corte; Edson Fachin, vice-presidente; Dias Toffoli; Cristiano Zanin; Flavio Dino; Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux ficaram de fora da lista.

GONET, TAMBÉM – Além dos ministros, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também teve a permissão para entrar nos Estados Unidos suspensa.

Ao anunciar a medida, Rubio disse que Trump deixou claro que o governo norte-americano punirá estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos.

“A caça às bruxas, política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro, criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos”, diz a postagem de Rubio na rede social X.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Luiz Fux que nos desculpe a franqueza, mas demorou demais a acordar e perceber que Moraes e o Supremo vem supliciando os réus do 08 de Janeiro e principais envolvidos no planejamento do golpe de estado, já que não se caracterizou a “tentativa”. Desde as primeiras condenações, Fux concordou com todas as barbaridades de Moraes e sua trupe. Somente agora, na undécima hora, quando o mal já está feito e não pode ser desfeito, Fux vem se posicionar dentro da lei, sendo ele um dos maiores processualistas do país. Agora, o Brasil está cada vez mais dividido e Fux tem culpa no cartório, embora possa passar o final do recesso na Disneylândia. (C.N.)

Loterias, mais um malabarismo do incoerente Rodrigo Valadares

 em 23 jul, 2025 3:24

   Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
    “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

“Parabenizo a prefeita Emília Corrêa pela acertada decisão de vetar o projeto da loteria municipal”. Sem entrar no mérito da propositura, o texto do deputado Rodrigo Valadares ontem no Instagram mostra mais uma vez a incoerência do parlamentar que está ficando conhecido pelos sergipanos pelo malabarismo que faz na política nos últimos anos, de apoiador do PT, do presidente Lula, passando a adorador do golpista Bolsonaro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seria natural a declaração de Rodrigo se o passado recente dele, como deputado estadual, já evangélico, não compravasse outra incoerência da vida partidária dele. Em votação na Assembleia Legislativa em 29 de setembro de 2021, foi aprovado o projeto de Lei Ordinárias número 218/2021, de autoria do Executivo Estadual criando a Loteria Estadual. A ata da sessão extraordinária esà à disposição nos anais do site da Alese (PRINT ACIMA).

Então, o deputado Rodrigo Valadares tem que se atentar quando for as redes sociais e relembrar o que fez no verão passado para não continuar sendo chamado do malabarista de Sergipe, trocando de posições como se troca de camisas.

O eleitor sergipano está atento…

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/loterias-mais-um-malabarismo-do-incoerente-rodrigo-valadares/

terça-feira, julho 22, 2025

Defesa diz que Bolsonaro não descumpriu ordem de Moraes nem pode ser punido por atos de terceiros

 Foto: Pedro França/Agência Senado/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)22 de julho de 2025 | 19:00

Defesa diz que Bolsonaro não descumpriu ordem de Moraes nem pode ser punido por atos de terceiros

brasil

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) disse ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (22) que o ex-presidente não descumpriu a ordem do ministro Alexandre de Moraes que o impediu de conceder entrevistas que fossem divulgadas pelas redes sociais.

A manifestação da defesa foi feita após Bolsonaro falar a jornalistas na Câmara dos Deputados, na segunda-feira (21), contra a obrigação de usar uma tornozeleira eletrônica. Os vídeos da declaração do ex-presidente foram publicados nos perfis de apoiadores e opositores.

“Cabe esclarecer que o Embargante não descumpriu o quanto determinado e jamais teve a intenção de fazê-lo, tanto que vem observando rigorosamente as regras de recolhimento impostas por este Tribunal”, diz a defesa de Bolsonaro em petição enviada ao Supremo.

A defesa disse ainda que o ex-presidente “jamais cogitou que estava proibido de conceder entrevistas” por causa de sua replicação nas redes sociais. Afirma também que Bolsonaro não havia sido intimado da nova decisão de Moraes quando, pouco depois das 17h de segunda, exibiu a tornozeleira a repórteres e fotógrafos e discursou contra as medidas cautelares impostas pelo Supremo.

A equipe de advogados do ex-presidente, comandada por Celso Vilardi, pediu a Moraes que esclareça se Bolsonaro pode conceder entrevistas.

A dúvida foi gerada após Moraes proibir, sob risco de prisão, que perfis em redes sociais publicassem trechos de entrevistas do ex-mandatário. Nesse cenário, Bolsonaro poderia falar à imprensa contanto que nenhuma parte de sua declaração fosse replicada nas mídias digitais.

A defesa de Bolsonaro diz que a replicação de declarações do ex-presidente são “desdobramento incontrolável das dinâmicas contemporâneas de comunicação digital”.

“Assim, naturalmente uma entrevista pode ser retransmitida, veiculada ou transcrita nas redes sociais. E tais atos não contam com a participação direta ou indireta do entrevistado, que não pode ser punido por atos de terceiros”, diz a equipe de Vilardi na petição.

Os advogados dizem que Bolsonaro não dará novas declarações até que os limites da nova decisão de Moraes sejam esclarecidos.

“Dessa forma […], requer que a decisão seja esclarecida, a fim de precisar os exatos termos da proibição de utilização de mídias sociais, esclarecendo, ademais, se a proibição envolve a concessão de entrevistas”, completam.

A controvérsia surgiu na última segunda. Pouco depois das 14h, Moraes assinou um despacho em processo contra Bolsonaro proibindo que o ex-presidente concedesse entrevistas que fossem divulgadas nas redes sociais de terceiros.

“A medida cautelar de proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros, imposta a Jair Messias Bolsonaro inclui, obviamente, as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas de redes sociais de terceiros”, escreveu Moraes.

Segundo o ministro, a utilização de entrevistas para a divulgação de suas declarações nas redes sociais seria um meio de burlar a decisão judicial que o impediu de usar as plataformas. Moraes definiu que se a regra for desrespeitada, haverá “imediata revogação e decretação da prisão” do ex-presidente.

Cerca de três horas depois do despacho de Moraes, Bolsonaro se encontrou com parlamentares de oposição na Câmara dos Deputados. Diante de repórteres e fotógrafos, o ex-presidente puxou a barra da calça e mostrou, em sua perna esquerda, a tornozeleira que monitora sua localização.

“Covardia o que estão fazendo com ex-presidente da República. Vamos enfrentar a tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus”, declarou o ex-presidente. “Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação”, afirmou, apontando para a tornozeleira.

A declaração de Bolsonaro foi replicada por diversos perfis em redes sociais. Na noite de segunda, Moraes deu 24 horas para a defesa do ex-presidente esclarecer sobre o possível descumprimento das medidas cautelares.

Com a manifestação da defesa de Bolsonaro, agora cabe ao ministro do Supremo decidir se a resposta foi satisfatória ou se vai determinar a prisão do ex-presidente. Ele ainda pode pedir a avaliação da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o caso.

Cézar Feitoza/FolhapressPolitica Livre

Haddad desfaz acordo com Congresso e cria um imposto para a Emenda Pix


Charge do JCaesar | VEJA

Charge do JCaesar | VEJA

Deu no MSN

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma nova regra que estabelece a retenção de 1% dos valores das chamadas “emendas Pix” como taxa de operação. A medida, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, está sendo formalizada por meio de uma portaria que regulamentará a cobrança. A iniciativa afeta diretamente os repasses indicados por deputados e senadores a municípios e estados, modalidade que ganhou notoriedade por permitir transferências rápidas e com poucas exigências formais.

Segundo o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, a cobrança foi autorizada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 e tem como objetivo custear a manutenção e o aprimoramento do Transferegov.br — plataforma digital que centraliza as transferências da União.

MAIS CONTROLE – O governo argumenta que a taxa visa garantir mais controle e transparência sobre os recursos públicos. “Essa retenção, nos moldes do artigo da LDO, pode ser utilizada com a cobertura dos custos operacionais, a manutenção e o desenvolvimento de sistemas estruturantes vinculados às transferências”, afirmou a pasta.

Criada em 2019 pelo Congresso Nacional, a emenda Pix permite que parlamentares destinem verbas diretamente a prefeituras e governos estaduais com agilidade, dispensando etapas burocráticas exigidas por outros tipos de transferência.

 No entanto, a modalidade é alvo constante de críticas por não assegurar transparência adequada sobre o uso dos recursos. Em 2025, o valor previsto para esse tipo de emenda é de R$ 7,3 bilhões, o que pode gerar R$ 73 milhões em taxas para os cofres da União.

SEM FISCALIZAÇÃO – Apesar de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que exige a rastreabilidade das emendas, os critérios de fiscalização continuam sendo descumpridos. Um relatório do próprio Ministério da Gestão enviado ao STF mostra que, em 2024, seis em cada dez documentos entregues por municípios não informavam claramente como os recursos foram ou seriam utilizados.

O levantamento realizado pela reportagem também revela que o Estado do Pará e 860 prefeituras não apresentaram planos de trabalho sobre os recursos recebidos entre 2020 e 2024. Como consequência, estão temporariamente impedidos de receber novos repasses até que regularizem a documentação. O Espírito Santo, por sua vez, teve o plano rejeitado e também está suspenso de novos recebimentos.

A baixa adesão dos parlamentares à emenda especial após as exigências do STF confirma o impacto das mudanças. Ainda assim, a modalidade continua sendo a mais utilizada no Congresso por conta de sua flexibilidade e rapidez. Originalmente, foi criada para evitar a cobrança de taxas por parte da Caixa Econômica Federal, responsável por fiscalizar emendas parlamentares.

USO IRREGULAR – A reportagem aponta, ainda, que há registros de uso irregular do dinheiro das emendas Pix, como pagamentos de shows em cidades sob calamidade pública, obras superfaturadas e até salários de servidores — prática proibida por lei. A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou ainda repasses para organizações sociais sem capacidade de execução dos projetos contratados.

O governo federal sustenta que a cobrança de 1% servirá para desenvolver melhorias no Transferegov.br, ampliando a transparência.

“Essa melhoria do processo beneficia também o cidadão, que poderá exercer o controle social de tudo que é operacionalizado dentro da plataforma”, disse o Ministério da Gestão. A LDO permite cobrança de até 4,5%, mas a adoção da tarifa é opcional e restrita ao uso em ferramentas que aprimorem o sistema de execução e controle das emendas.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Havia um compromisso entre governo e Congresso, para que não fosse taxada a Emenda Pix. Mas parece que a palavra dessas autoridades de Brasília não tem o valor de uma nota de três dólares. Vamos ver qual será a reação dos parlamentares. (C.N.)


Em defesa do Supremo Tribunal Federal

 

Em defesa do Supremo Tribunal Federal


22/07/2025


Em defesa do Supremo Tribunal Federal

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) manifesta seu absoluto apoio aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diante das ameaças de deslegitimação da Corte.

De acordo com o art. 102 da Constituição Federal, compete ao STF, precipuamente, a guarda da Constituição — a lei máxima do ordenamento jurídico brasileiro e fundamento do Estado Democrático de Direito.

Ao constituir-se em Estado Democrático de Direito, a República Federativa do Brasil tem como fundamento a soberania, prevista no art. 1º, inciso I, da Constituição — pilar da independência nacional e símbolo da autodeterminação da sociedade brasileira.

Em consonância com esse princípio, o art. 2º do Estatuto da Associação Brasileira de Imprensa estabelece que cabe à ABI, na qualidade de fórum da sociedade civil, promover e articular movimentos em defesa do patrimônio e da soberania nacionais.

Nesse sentido, a ABI considera inadmissíveis quaisquer pressões externas ou tentativas de intimidação contra os ministros da Suprema Corte, venham de onde vierem. A soberania do Brasil e a autonomia de suas instituições devem ser plenamente respeitadas, como valores fundamentais e inegociáveis da democracia.

Em tempos de ataques à ordem constitucional, reafirmamos nossa total solidariedade ao Supremo Tribunal Federal e reiteramos nosso compromisso com a legalidade, a democracia, a independência dos Poderes e o respeito às instituições brasileiras.

Rio de Janeiro, 20 de julho de 2025.

 OCTÁVIO COSTA

Presidente da Associação Brasileira de Imprensa

https://www.abi.org.br/em-defesa-do-supremo-tribunal-federal/

Em defesa da soberania nacional

 

Em defesa da soberania nacional


22/07/2025


 

A soberania é o poder que um povo tem sobre si mesmo. Há mais de dois séculos o Brasil se tornou independente e governa o seu próprio destino. Como nação, expressamos nossa soberania democraticamente e apenas nos subordinamos à lei e à Constituição.

Neste grave momento, em que nossa soberania está sendo atacada de maneira vil e indecorosa, a sociedade civil, mais uma vez, se mobiliza na defesa da cidadania, das instituições constitucionais e dos interesses econômicos e sociais da Nação.

Convocamos todos brasileiros e brasileiras para o Ato de Lançamento da Carta em Defesa da Soberania Nacional, que será lida no dia 25 de julho, às 11 horas da manhã, no Salão Nobre da histórica Faculdade de Direito do Largo de São Francisco

COMITÊ DE DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL 

https://www.abi.org.br/em-defesa-da-soberania-nacional/

Trump e Lula sabem que não faltam, ao seu redor, arautos do quanto pior melhor

 Por Coisas da Política

COISAS DA POLÍTICA

Atuais e novos desafios

...

Publicado em 22/07/2025 às 11:16

Alterado em 22/07/2025 às 11:31



Congresso tem peso para ajudar o Brasil a optar: ou reage, para se firmar na liderança, ou retroage, se não quiser comprar briga com os poderosos esquemas da Casa Branca Foto: Agência Brasil

Em meio às turbulências da semana, fartas a ameaçadoras, o que parece inevitável é reconhecer que já se instalou uma relação mais que conflituosa com os Estados Unidos; e, assim reconhecido, as ações políticas e diplomáticas devem obedecer a certos critérios, cuja preocupação maior é não permitir o agravamento; evitar que mergulhemos num impasse, o que seria indesejável, tanto para a política como para os interesses no campo da economia. Há forças contrárias, em pleno vapor, aqui e no Exterior. Se todos percebem isso claramente, os presidentes Trump e Lula certamente sabem que não faltam, ao seu redor, espíritos catastrofistas, arautos do quanto pior melhor. É preciso removê-los, porque acham proveitoso que países com tal expressão vivam arranhados, longe das razões da harmonia.

Exatamente por estarmos nesse clima, num quadro verdadeiramente delicado, caberia cobrar atenção e cuidados de nossa chancelaria, acostumada a interesses em sua maioria distantes desse jogo pesado com Washington em que estamos metidos. O Itamaraty tem de saber que estamos abraçados com um urso poderoso, que não apenas nos ameaça com sobretaxas salgadas em nossas exportações, mas tem truculência suficiente para estender tentáculos, mundo afora, com o objetivo de nos complicar.

2 - Diante de tal realidade, passemos a cuidar, com a devida seriedade, de outros desafios iminentes que vão chegar, ainda que, em decisão de undécima hora, em 1º de agosto, o governo americano decida aliviar a ofensa tarifária, hoje em 50%, por reconhecer que, mantendo-a, estaria sacrificando o comércio bilateral. Quanto a novos riscos a cair sobre o Brasil, por obra e graça da Casa Branca, insinua-se animosidade com a Otan e países que são fornecedores em itens estratégicos, como fertilizantes e equipamentos de defesa. Trump tem prestígio suficiente para nos embaraçar com os europeus, sobretudo quando deles nos afastamos e abrimos braços amistosos para a Rússia, contra a Ucrânia. Convém estarmos atentos.

Afora a troca de desaforos entre os presidentes; acima da decisão do governo americano de assumir as dores do ex-presidente Jair Bolsonaro; além da recusa do Departamento de Estado em receber nossa embaixadora; acrescida da desafiadora revogação de vistos para que ministros do Supremo pisem em chão de Tio Sam, se não bastasse há algo ainda mais delicado, com tudo para potencializar tensões num capítulo seguinte das dificuldades. É a suspeita, cada semana mais visível, de que o Brasil está prestes a ser formalmente denunciado pela equipe de Trump como o país em que o Irã e o Hamas apostam para apoiar a criação de uma base do regime dos aiatolás na América do Sul, velha aspiração de Teerã, sempre sequiosa de urânio. Isso começou num namoro com a ditadura da Venezuela, mas ela não conseguiu dar conta do recado. Nada melhor que o Irã para complicar nossas relações com o Ocidente, outro motivo para nossa diplomacia não descuidar.

3 – Tem mais, e agora com atenções voltadas para o Congresso Nacional. Mesmo preocupado com seus crescentes desencontros com o Executivo, o parlamento podia dedicar atenções necessárias aos desafios que desabam sobre a política externa. Não faltam razões para um aprofundado e cuidadoso estudo da parte dos senadores e deputados. Porque também lhes compete avaliar e medir as graves dificuldades introduzidas nas relações internacionais, nunca se satisfazendo com discursos isolados e protestos patrióticos. Mas ir fundo nas questões.

Além das provocações já citadas, outra instigante é o futuro da liderança do Brasil no Brics, depois da aventura de partir para a resistência à dolarização como instrumento único a interferir nos quatro cantos do mundo. O presidente dos Estados Unidos já sentiu o desafio, faz claras ameaças, juntando-as às demais citadas. O Congresso precisa mostra a face, clara, sem maquiagem, ante a quadra temerária que estamos vivendo.

Sobre dificuldades possíveis, no grupo que é do desagrado de Trump, o Congresso tem peso para ajudar o Brasil a optar: ou reage, para se firmar na liderança, ou retroage, se não quiser comprar briga com os poderosos esquemas da Casa Branca. Qualquer que seja o caminho, avançando ou reduzindo o ímpeto no enfrentamento, não poderá prescindir do respaldo político da Câmara e do Senado. Sente-se a indigência da base parlamentar de apoio. Fala-se pouquíssimo sobre o Brics, que já corre risco de alguma desistência. Pior, sobre o assunto, nem contra nem a favor.

Raramente sobe às tribunas uma avaliação serena, competente e desapaixonada sobre os conflitos que nos cercam. Fosse diferente, as duas casas emprestariam real contribuição, para corrigir excessos e descuidos, como também, não menos importante, para ajudar a sociedade brasileira a compreender melhor o que, em seu nome, andam fazendo os governantes.

https://www.jb.com.br/colunistas/coisas-da-politica/2025/07/1056277-atuais-e-novos-desafios.html

Em destaque

Jeremoabo e a Virada Administrativa: Modernizar antes que “a vaca vá para o brejo”

Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por JEREMOABO FM (@jeremoabo.fm) Jeremoabo e a Virada Administrativa: M...

Mais visitadas