terça-feira, julho 15, 2025

Taxação é consequência de ataques a Bolsonaro’, diz agente do alto escalão dos EUA

 Foto: Antonio Augusto/ STF/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)14 de julho de 2025 | 22:00

‘Taxação é consequência de ataques a Bolsonaro’, diz agente do alto escalão dos EUA

economia

Assumindo a dimensão política da sobretaxa de 50% imposta a todos os produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA, Darren Beattie, afirmou nesta segunda, 14, que o tarifaço é uma “consequência há muito esperada”. Segundo ele, o ato do governo dos EUA foi motivado pelos “ataques” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Procurado, o STF não quis se manifestar.

“O presidente Trump enviou uma carta impondo consequências há muito esperadas à Suprema Corte de Moraes e ao governo Lula por seus ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio americano. Tais ataques são uma vergonha e estão muito abaixo da dignidade das tradições democráticas do Brasil”, escreveu, em inglês, o funcionário do alto escalação americano em seu perfil no X (antigo Twitter).

No domingo, 13, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, defendeu a autonomia do Judiciário brasileiro e criticou a taxação imposta pelos EUA.

“As declarações do presidente Trump são claras. Estaremos observando atentamente”, encerra o Subsecretário de Diplomacia Pública americana. Na carta que comunicou o aumento das taxas, Donald Trump critica a julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o classificando como “uma desgraça internacional” e afirma que “esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE!”.

A página oficial da embaixada dos EUA no Brasil replicou e traduziu a postagem feita pelo funcionário público americano em sua conta no X, endossando a mensagem.

De acordo com a página oficial do órgão em que Darren Beattie trabalha, “o Subsecretário de Diplomacia Pública lidera os esforços do Departamento para expandir e fortalecer as relações entre o povo dos Estados Unidos e cidadãos de outros países”.

“Os departamentos e escritórios subordinados ao Subsecretário promovem os interesses nacionais, buscando envolver, informar e compreender as perspectivas de públicos estrangeiros”, prossegue a definição.

Tarifaço possui dimensões políticas

Em entrevista concedida à Globo News na última sexta-feira, 11, o filho do ex-presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já havia admitido que “a sanção que o Trump impõe não é meramente econômica, todos nós sabemos disso, ela tem, sim, um viés político, e tem um viés econômico, porque o Trump olha para a América do Sul e enxerga para onde o Lula está levando nosso País”.

As novas taxas sobre produtos brasileiros devem entrar em vigor no dia 1º de agosto. Até lá, o governo tenta encontrar soluções, por meio de um comitê interministerial presidido pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Além de aliados do governo, nomes da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também tentam negociar para reverter ou adiar o tarifaço.

Sobre os esforços, Paulo Figueiredo, blogueiro aliado do ex-presidente e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que dos EUA pede por sanções em busca de anistia para os condenados por 8 de janeiro, diz que o governador “atrapalha sem saber” ao tentar reverter as taxas, e atrasa um possível perdão que seria negociado para evitar as tarifas.

Fellipe Gualberto/EstadãoPolitica Livre

Lula assina decreto que regulamenta Lei de Reciprocidade após sobretaxa de Trump

 Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

O presidente Lula (PT)14 de julho de 2025 | 19:45

Lula assina decreto que regulamenta Lei de Reciprocidade após sobretaxa de Trump

economia

O presidente Lula (PT) assinou nesta segunda-feira (14) o decreto que regulamenta a chamada Lei da Reciprocidade, instrumento que permitirá ao Brasil adotar medidas em resposta à sobretaxa de 50% anunciada pelo governo Donald Trump para produtos brasileiros.

O decreto estabelece os procedimentos que devem ser adotados para a aplicação da lei aprovada pelo Congresso em abril, que impõe a reciprocidade de regras ambientais e comerciais nas relações do Brasil com outros países. A proposta teve tramitação acelerada na Câmara e no Senado, com apoio de ruralistas e governistas.

O conteúdo do decreto deve ser publicado na edição de terça-feira (15) do Diário Oficial da União.

O ministro Rui Costa (Casa Civil) afirmou a jornalistas na tarde desta segunda que o decreto, assim como a norma aprovada pelos parlamentares, autoriza o Executivo a adotar medidas de “proteção do país quando medidas extemporâneas e extraordinárias forem adotadas de forma unilateral por outros países”.

“Por isso a denominação reciprocidade. Para que o Brasil possa responder num formato também rápido se outro país fizer medida semelhante a essa anunciada pelos EUA”, disse o ministro da Casa Civil.

O decreto de Lula deve prever que o parceiro comercial alvo da reciprocidade seja comunicado pelos canais diplomáticos em cada fase do processo, o que garante que a negociação seja mantida constantemente entre os países —e serve até mesmo como uma forma de pressão para evitar qualquer tipo de retaliação.

A Lei da Reciprocidade define como alvo qualquer país ou bloco econômico que decida adotar medidas unilaterais e ações que prejudiquem a competitividade internacional de bens e produtos brasileiros.

O modelo permite ao Brasil adotar contramedidas comerciais e diplomáticas proporcionais quando países ou blocos econômicos impuserem barreiras ambientais injustificadas aos produtos brasileiros. A Camex (Câmara de Comércio Exterior) passa a ter papel central na aplicação de medidas, garantindo uma abordagem mais técnica e menos suscetível a distorções políticas.

Em vez de barreiras automáticas, o texto prevê consultas diplomáticas coordenadas pelo Ministério de Relações Exteriores, possibilitando a resolução de conflitos de forma negociada antes da aplicação de contramedidas. A proposta também permite que o Brasil suspenda concessões comerciais e de investimentos, bem como reavalie obrigações em acordos de propriedade intelectual, garantindo mais flexibilidade na defesa dos interesses nacionais.

O decreto também deve criar oficialmente o comitê interministerial anunciado pelo governo federal para discutir medidas de proteção da economia brasileira. O grupo será presidido pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, e será formado pelos ministros Rui Costa (Casa Civil), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Fernando Haddad (Fazenda). Outros ministros poderão participar de reuniões temáticas do colegiado.

Trump anunciou a sobretaxa no último dia 9, em publicação numa rede social. Produtos importados pelos EUA do Brasil são sobretaxados atualmente em 10%, tarifa anunciada por Trump em 2 de abril. Ou seja, além das tarifas de importação já cobradas, há uma cobrança adicional de 10%.

Um exemplo é o caso do etanol, de acordo com interlocutores. Os americanos impunham uma tarifa de 2,5% ao produto, elevada a 12,5% após a sobretaxa de 10%. Com o novo anúncio, a porcentagem sobe a 52,5% em agosto.

A sobretaxa não é adicionada a produtos que já sofrem tarifas setoriais, como aço e alumínio, sobre os quais há tarifas de 50%.

Catia Seabra/Victoria Azevedo/FolhapressPolitica Livre

PGR cita omissões e ‘comportamento contraditório’ de Cid e descarta perdão judicial

 Foto: Ton Molina/STF/Arquivo

O tenente-coronel Mauro Cid15 de julho de 2025 | 08:45

PGR cita omissões e ‘comportamento contraditório’ de Cid e descarta perdão judicial

brasil

A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu na noite desta segunda-feira (14) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus do núcleo central da trama golpista.

O posicionamento está nas alegações finais da acusação no processo, entregue por Paulo Gonet ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

No documento da PGR, Gonet trata das inconsistências na delação premiada de Mauro Cid e sugere uma redução de apenas um terço da pena, e não dois terços a que ele teria direito pela colaboração.

Gonet cita tanto o episódio em que Moraes ouviu o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro novamente, em novembro de 2024, por causa de supostas omissões relacionadas a um plano de matar e sequestrar autoridades, quanto a informação, que veio à tona em junho deste ano, de que ele teria uma conta ativa nas redes sociais para se comunicar com o ex-presidente.

Gonet afirma, por um lado, que omissões e a adoção de uma “narrativa ambígua” não afetariam as provas da ação —que tem na delação de Cid um elemento central.

“Diante do comportamento contraditório, marcado por omissões e resistência ao cumprimento integral das obrigações pactuadas, entende-se que a redução da pena deva ser fixada em patamar mínimo. O Ministério Público sugere, na esteira dessa construção, a redução de 1/3 da pena”, diz a PGR.

Assim a PGR rejeita concessão de perdão judicial ou conversão de pena restritiva de direitos, “uma vez que esses benefícios exigem colaboração efetiva, integral e pautada pela boa-fé, requisitos não plenamente evidenciados no presente caso”.

A peça foi entregue momentos antes do fim do prazo, que era às 23h59. A expectativa no Supremo é que o processo sobre a tentativa de golpe de Estado esteja pronto para ir a julgamento no início de setembro.

O ex-presidente já foi condenado pelo TSE por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral e é réu no STF sob a acusação de ter liderado a trama golpista de 2022. Hoje está inelegível ao menos até 2030.

Caso seja condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado, a pena pode passar de 40 anos de prisão.

Na Presidência, Bolsonaro acumulou uma série de declarações golpistas às claras, provocou crises entre os Poderes, colocou em xeque a realização das eleições de 2022, ameaçou não cumprir decisões do STF e estimulou com mentiras e ilações uma campanha para desacreditar o sistema eleitoral do país.

Após a derrota para Lula, incentivou a criação e a manutenção dos acampamentos golpistas que se alastraram pelo país e deram origem aos ataques do 8 de Janeiro.

Nesse mesmo período, adotou conduta que contribuiu para manter seus apoiadores esperançosos de que permaneceria no poder e, como ele mesmo admitiu publicamente, reuniu-se com militares e assessores próximos para discutir formas de intervir no TSE e anular as eleições.

Ana Pompeu e José Marques/FolhapressPolitica livre

Na véspera do AI-5, Roberto Marinho tentou humilhar o diretor de O Globo


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Marinho usou os militares para construir seu império

Carlos Newton

Muito interessante a comemoração dos 100 anos de O Globo, que serviu de base à formação de uma das maiores redes de comunicação social do mundo, que jamais poderia se formar em países verdadeiramente democráticos, porque neles a legislação não aceita que nenhum empresário possa deter tantas fatias de poder pessoalmente ou em sua relação com as autoridades dos três poderes.

Na festa dos 100 anos, é pena que os filhos não tenham a grandeza de traçar uma visão realista da organização e de seus criadores, preferindo exagerar na louvação a Roberto Marinho, cujos defeitos ultrapassavam em muito as possíveis qualidades.

AUTORITARISMO – Aliás, perscrutando em profundidade sua trajetória, a única qualidade que hoje consigo identificar em Marinho era a incontestável autoridade que exercia nas empresas e na vida pessoal.

Em sentido amplo, porém, essa qualidade pode ser também negativa, pois se transforma em autoritarismo, e realmente jamais conheci ninguém mais autoritário do que ele, pois os próprios filhos o chamavam de “Doutor Roberto”, embora não tivesse formação acadêmica.

Seu gabinete era colado na redação e havia uma porta, que ele raríssimamente usava. Em salas menores ficavam o diretor de redação e o editorialista, que eram os únicos que falavam diretamente com Marinho no dia-a-dia da Redação, além de Carlos Chagas, que escrevia a coluna de Política.

VÉSPERA DO AI-5 – Em 12 dezembro de 1968, uma quinta-feira de muito calor, o país estava fervendo com a tentativa de cassação do deputado Márcio Moreira Alves, devido a um pequeno discurso que pronunciara na Câmara, criticando o governo ditatorial e pedindo que as jovens não dançassem com os cadetes nos bailes de formatura das academias militares.

Era uma situação que começara ridícula e se tornava cada vez mais patética e perigosa. No início da noite, os editores se reuniam numa grande mesa, lá no final da Redação, para apresentar ao diretor Moacyr Padilha as matérias que mereciam sair na primeira página.

Abre-se a porta e Roberto Marinho entra na Redação. Faz-se um impressionante silêncio e só se ouvem os passos dele, que caminhava batendo os calcanhares no assoalho de madeira, e trazendo na mão um exemplar do jornal.

AUTORITARiSMO – Foi uma situação sinistra, a demonstrar o autoritarismo do dono de O Globo, que ostentava o título de diretor-redator-chefe, função que nunca exerceu. Ele não precisava fazer cena, bastava chamar a seu gabinete o diretor Padilha, um jornalista de vastíssima cultura e pessoa de finíssimo trato, filho do governador fluminense Raimundo Padilha. Mas o descontrolado Roberto Marinho queria humilhá-lo em plena Redação.

– Como é que vocês publicam essa entrevista do Djalma Marinho? – indagou bem alto, com aquela voz roufenha que o caracterizava.

Padilha, um homem muito educado, ficou lívido. Por acaso,  Roberto Marinho parara a meu lado, e vi que ele estava tão furioso que espumava pela boca, em meio ao silêncio constrangedor.

O QUE ESTÁ HAVENDO? – O editor de Política era o lendário Antonio Vianna, que tinha entrevistado o deputado Djalma Marinho, presidente da Comissão de Justiça, um jurista muito respeitado e que se manifestara contra a cassação de Moreira Alves.

– O que está havendo, Roberto? Nunca vi você assim. O assunto do momento é o caso Moreira Alves, e Djalma Marinho preside a Comissão que vai julgá-lo. Tínhamos de ouvi-lo.

Roberto Marinho caiu em si. Viu a bobagem que fizera ao humilhar Moacyr Padilha e não disse nada. Simplesmente virou as costas e voltou a seu gabinete, naquele caminhar de passos marcados, em meio ao silêncio dos jornalistas.

CORAGEM E MODÉSTIA – Quando a porta se fechou, todos os editores se levantaram das cadeiras e cercaram Vianna. O diretor Padilha estava impressionado e agradeceu. “Nunca vi ninguém tão corajoso quanto você. E ainda o chamou de Roberto!!!”

Modesto, Vianna tentou sair pela tangente: “Não tenho coragem, o que tenho é um cartório, que me dá uma situação financeira equilibrada. Assim, posso contestar nosso chefe e chamá-lo de Roberto, porque o conheço há 20 anos e somos amigos”.

Não era verdade. Vianna era tabelião do cartório mais furreca da cidade. O faturamento era tão pequeno que sua mulher e um de seus filhos tinham de trabalhar lá, para completar o orçamento familiar.

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P.S. 1
 – E assim o AI-5 foi baixado no dia seguinte, uma sexta-feira, 13. Em tradução simultânea, Roberto Marinho sabia que o AI-5 seria assinado. Se fosse mais jornalista do que empresário, teria dado a notícia como manchete do Globo, mas não teve coragem para tanto.

P.S. 2 – Quanto a Antonio Vianna de Lima, sua coragem era conhecida. Foi ele quem salvou a vida de Carlos Lacerda, quando um deputado do PSD tentou matar o líder da UDN, no plenário da Câmara, que ainda funcionava no Rio de Janeiro. Se amanhã eu estiver melhor da gripe, vou tentar contar essa história, que raríssimas pessoas conhecem. (C.N.)


Os políticos de Sergipe já esqueceram a duplicação da BR-235

 Adiberto de Souza

em 15 jul, 2025 7:32

Anunciada com estardalhaço no começo da gestão do presidente Lula da Silva (PT), a sonhada duplicação do trecho da BR-235 entre Aracaju e Itabaiana parece ter caído no esquecimento dos políticos sergipanos. Aliás, a gestão petista não tem mais tempo para concluir a promessa. O silêncio sobre o assunto também é visível no governo federal, agora muito mais preocupado em aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e se blindar contra o tarifaço dos Estados Unidos. Publicado no começo do ano passado, o edital visando a contratação dos projetos para a obra também prevê a readequação do trecho entre Itabaiana e Carira, totalizando 114,8 quilômetros de extensão. Trata-se de um empreendimento da maior importância, principalmente para os municípios do agreste sergipano, prejudicados pela dificuldade de escoamento da produção por uma rodovia que vive permanentemente congestionada de veículos pesados. Apesar disso, o silêncio das autoridades permite suspeitar que esta será mais uma obra que não sairá do papel, até mesmo para alimentar os inflamados discursos dos políticos durante as campanhas eleitorais. Home vôte!

A caminho do recesso

Os deputados estaduais vão entrar em recesso na próxima sexta-feira, suspendendo as sessões na Assembleia por 14 dias. Nesta última semana de trabalhos em plenário estão previstas uma sessão especial, nessa terça-feira, para discutir sobre os serviços de abastecimento e esgotamento sanitário prestados pela empresa Iguá Sergipe, e uma audiência pública para tratar sobre as violações dos direitos humanos em ações da polícia sergipana. Pelo visto, os três projetos autorizando o governo Mitidieri fazer empréstimos de cerca de R$ 1,5 bilhão só deverão ser voltados quando os deputados retornarem do recesso. Ah, bom!

Desigualdade absurda

O sistema tributário brasileiro provoca um tipo mais profundo de injustiça, pois onera proporcionalmente os mais pobres em relação aos mais ricos. Recente estudo do Instituto de Estudos Socioeconômicos revela que os 10% mais pobres da população comprometem 32% da renda com o pagamento de impostos. Para os 10% mais ricos, o peso dos tributos cai para 21%. Nos 10% mais pobres da população, 68,06% são negros e 31,94%, brancos. A faixa mais desfavorecida é composta por 45,66% de homens e 54,34% de mulheres. Êita Brasilzão desigual!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/os-politicos-de-sergipe-ja-esqueceram-a-duplicacao-da-br-235/

É hora de separar os patriotas dos “patriotários” golpistas

em 15 jul, 2025 4:59

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
          “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 



Não há mais meio-termo. Não tem muro onde os covardes possam se equilibrar. O momento exige firmeza: é agora ou nunca para defender a soberania nacional e, de quebra, separar o joio bolsonarista do trigo republicano. Triste fim — ou seria apenas mais um vexame? — para os golpistas da família Bolsonaro e sua turminha de seguidores que acharam que poderiam chantagear o Brasil como quem pede mesada no grito. Tentaram golpe, fracassaram. E agora querem fazer birra contra a cidadania, como se o Brasil fosse um parquinho particular.

Afinal, quem flerta com a traição deve esperar um final digno É claro que nem o STF nem o governo federal vão se dar ao trabalho de responder às “exigências” do sempre extravagante Donald Trump. E nem precisam. A melhor resposta virá em forma de algemas para o patriota de araque Eduardo Bolsonaro, por crime de lesa-pátria, e com um agrado especial: um agravo penal de cortesia. de novela mexicana — só que sem glamour, sem audiência e, sobretudo, sem indulto.

Aliás, Trump está nos fazendo um favor e tanto. Com esse tarifaço absurdo, abre a porta para que o Brasil produza mais e — quem diria — consuma o que antes era exportado a preço de banana e deixava o povo só com o caroço. Que tal café mais barato? Carnes de primeira no prato? O Brasil para os brasileiros, olha que ideia revolucionária!

O empresariado americano, que não costuma gostar de surpresas nem de perder dinheiro, está rangendo os dentes. A bronca não é só nossa: o tarifaço também ferra os próprios norte-americanos. Agro e indústria brasileiros, claro, também sentem o baque, mas vamos combinar: a chantagem trumpista pode virar oportunidade para ampliar relações com outros parceiros globais, também vítimas do ego inflado de um homem que ainda acha que está filmando um episódio de “O Aprendiz”.

Está mais do que evidente: o tarifaço é político, não técnico. Um capricho de um extremista com saudades do tempo em que os EUA ditavam regras. Um tiro no pé — ou melhor, um míssil no calcanhar — que atinge em cheio a família do capitão-golpista e seus vassalos.

Trump vive de passado, Bolsonaro de fake news, e os dois parecem não ter percebido que o mundo virou a página. O Brasil, ao contrário, segue trabalhando, produzindo, crescendo. Se depender deles, viveríamos de farsa, medo e servidão. Mas o Brasil não aceita cabresto — e quem tentar impor um, vai acabar picado pelo vespeiro que cutucou.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/e-hora-de-separar-os-patriotas-dos-patriotarios-golpistas/

PMA aciona Justiça após falas do ex-deputado Arthur do Val

 

Emília Corrêa (Foto: PMA)

A Prefeitura de Aracaju informou nesta segunda-feira, 14, que a Procuradoria-Geral do Município está adotando todas as medidas judiciais cabíveis contra o ex-deputado de São Paulo, Arthur Moledo do Val, em razão do vídeo publicado nas redes sociais cujo teor contém trechos desrespeitosos ao povo sergipano. A PMA classificou as palavras como “ofensas xenofóbicas e ataques à honra do povo aracajuano”.

No âmbito cível, o Município vai ingressar com ação para reparação por danos morais coletivos. Segundo a PMA, o objetivo é defender a dignidade e a imagem de toda a população de Aracaju, que foi atingida de forma direta pelas falas ofensivas.

Já esfera penal, as declarações configuram, em tese, crimes contra a honra, como injúria e difamação, além de possível discriminação. As providências necessárias já estão sendo adotadas para que o ex-deputado responda criminalmente pelas ofensas dirigidas tanto à população quanto às autoridades públicas envolvidas.

“A Prefeitura reforça que Aracaju é uma cidade de povo trabalhador, alegre e acolhedor. Terra de Ilma Fontes, de Zé Peixe, de Luciano Cabral e de Maria Rita Soares. Terra de tantas pessoas que constroem a nossa história e guardiã de belezas que encantam o Brasil. Enquanto houver qualquer tentativa de desrespeitar o nosso povo, a Prefeitura de Aracaju agirá com firmeza para garantir respeito e justiça”, disse a PMA em nota.

Entenda o caso

Uma fala agressiva do ex-deputado estadual por São Paulo, jornalista e youtuber Arthur do Val, direcionada ao povo sergipano, gerou forte polêmica e reações negativas nos últimos dias, tanto na internet quanto em veículos de comunicação.

Em um vídeo publicado em suas redes sociais com o título “A verdade sobre Wesley Safadão”, o ex-parlamentar reage a uma gravação do evento em que o cantor , no palco do Forró Caju 2025, convida a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e o deputado federal Thiago de Joaldo, para anunciarem, em público, o compromisso de garantir por emenda parlamentar a contratação do artista para o ano seguinte. Em um trecho, ele dispara palavras contra os sergipanos e, revoltado com o que considerou uso político da festa, Arthur do Val, dispara diversas palavras ofensivas.

Por Verlane Estácio com informações da PMA

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