segunda-feira, julho 14, 2025

Quem mais sofrerá com esse tarifaço será a economia dos EUA

Publicado em 13 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Trump envia carta a Lula e impõe tarifa de 50% a produtos brasileiros |  Jovem Pan

Trump conseguiu fortalecer Lula e a campanha do PT

Bráulio Borges
Folha

O “raio tarifador” trumpista voltou com toda a força nesta semana, pouco mais de três meses após o patético Dia da Libertação. Nessa nova rodada, os alvos foram inúmeros países (Japão, Coreia do Sul, Brasil, Tailândia, Indonésia, África do Sul, dentre outros) e produtos específicos. As maiores tarifas adicionais, de 50%, foram aplicadas ao Brasil e ao cobre, com os demais países recebendo elevações de “apenas” 20% a 40%. Em tese, essas novas alíquotas começariam a vigorar a partir de agosto —mas talvez isso não aconteça, já que, como se diz por aí, TACO (sigla para “Trump Always Chickens Out” ou, em tradução, “Trump sempre volta atrás”).

Em abril, no Dia da Libertação, a tarifa adicional aplicada ao Brasil havia sido de “somente” 10%, já que, na fórmula totalmente sem sentido apresentada naquele episódio, seriam penalizados os países com os quais os EUA mantinham déficits comerciais na balança de bens —e os EUA têm registrado superávits comerciais sistemáticos ante o Brasil há mais de 15 anos.

ERRO DE TRUMP – Assim, é simplesmente uma mentira o seguinte trecho da carta enviada pelo governo dos EUA ao brasileiro: “Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de políticas tarifárias e não tarifárias do Brasil e barreiras comerciais, causando esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos. Est e déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional!”.

Vamos aos números: segundo dados do Departamento de Comércio dos EUA, considerando apenas a balança comercial de bens, os EUA vêm registrando superávits sistemáticos com o Brasil desde 2008, acumulando um saldo favorável aos EUA de quase US$ 166 bilhões (R$ 920 bilhões) entre 2008 e 2024 (preços correntes).

Levando em conta as transações de bens e serviços, os EUA têm registrado superávits com o Brasil desde 2007, com um saldo acumulado favorável a eles de US$ 436 bilhões (R$ 2,4 trilhões) entre 2007 e 2024.

TUDO ERRADO – Ou seja, na métrica “tosca” do governo Trump, que mede os benefícios do comércio de um país de uma forma mercantilista (superávit é ganho, déficit é prejuízo), seriam os EUA que estariam sendo “injustos” com o Brasil e não o contrário.

Não custa reforçar que essa é uma métrica totalmente equivocada, como argumentei em coluna anterior aqui na Folha: ainda que venha acumulando déficits comerciais na balança de bens contra o resto do mundo há muitos anos, diversos estudos apontam que os EUA ganharam, e bastante, com a ampliação do comércio internacional (embora alguns grupos específicos tenham sofrido com isso, sobretudo os trabalhadores de alguns segmentos da manufatura).

Como diversos analistas vêm alertando, quem mais sofrerá com esse aumento expressivo das tarifas de importação, que deverão passar de cerca de 5% para algo entre 12% e 15% levando em conta uma média ponderada, serão os cidadãos norte-americanos e a economia dos EUA.

O TEMPO PASSA – Embora esse tarifaço ainda não tenha afetado de forma significativa os preços dos produtos na maior economia do mundo, isso certamente ocorrerá: só não aconteceu ainda pois houve uma explosão de importações no final de 2024 e nos primeiros meses deste ano, que permitiram a formação de um estoque de produtos sem essas tarifas adicionais.

Tendo consciência de que o custo de vida irá aumentar, uma parcela majoritária da população dos EUA não está satisfeita com a política comercial adotada por Trump: segundo o agregador de pesquisas Silver Bulletin, quase 54% dos norte-americanos desaprovam essa política, percentual bem acima dos 39% que aprovam.

Trump está encomendando uma derrota para os republicanos nas eleições intermediárias para o Congresso que acontecerão nos EUA no final de 2026, além de estar dando força eleitoral para os políticos mundo afora que se posicionam contra ele (como já aconteceu no Canadá e na Austrália).

Seria Jesus Cristo um místico judeu, que ficou face a face com Deus?

Publicado em 13 de julho de 2025 por Tribuna da Internet


foi executada em técnica manual com pincel e tinta nanquim, com estilo rachuras, sobre papel branco. Posteriormente, a arte foi escaneada, manipulada e colorizada digitalmente.  Na horizontal, com proporção vertical, medindo 13,9 cm x 9,1 cm, a ilustração figurativa e estilizada apresenta quatro rostos masculinos sobrepostos e parcialmente fundidos, criando um efeito visual complexo e fragmentado. A composição desses rostos se assemelha aos rostos de Jesus e Moisés. À esquerda, um homem com rosto e pescoço em tom laranja, barba longa e cabelos ondulados, vestindo um manto verde. No centro, outro homem de barba e bigodes longos brancos, com o rosto dividido entre áreas laranja e brancas, usando um turbante alto branco com linhas pretas. À direita, um terceiro rosto parcial em laranja, com bigode longo, sobreposto ao quarto rosto, em branco, com cabelos ondulados. O fundo é composto por áreas em verde texturizado e preto, com formas onduladas brancas que sugerem movimento. A técnica combina traços gráficos fortes em preto, com preenchimentos chapados em laranja e verde musgo. No canto inferior direito, aparece a assinatura “Cammarota"

Ilustração de Ricardo Cammarota (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Seria Jesus um místico? Nada do que direi aqui pressupõe qualquer debate teológico acerca do que significa a figura do Cristo para os cristãos. Trata-se, apenas, de um diálogo com dois grandes especialistas no “profeta de Nazaré”, como um dos dois autores aqui se refere a Jesus Cristo.

Mas, antes, um reparo. O que significa dizer que alguém é um místico? O substantivo “mística” já é, por si só, um objeto de alta credencial teológica, filosófica e histórica, que demanda repertório consistente e vasto se quisermos entender pelo menos um pouco acerca desse fenômeno que atravessa muitas religiões.

VEM DO GREGO – O substantivo é comumente derivado da palavra grega “mystikós” —em transliteração, significaria algo como “iniciado”, “oculto”. Ao longo do tempo, no mundo cristão, especificamente, a palavra, na sua versão adjetiva ou substantiva, se transformou.

Segundo um dos maiores historiadores da mística cristã, Bernard MacGinn (nascido em 1937), o termo “mística” ou “místico” foi, de início, usado no nascente cristianismo como um adjetivo qualificativo para textos sagrados nas suas camadas mais profundas de interpretação.

Com o tempo o uso migrou para a transformação da consciência do leitor mergulhado nos textos sagrados, para finalmente chegar ao adjetivo usado para pessoas que teriam uma experiência direta com Deus. Esse uso vai se tornar usual e conceitual a partir dos séculos 13 e 14 até o uso canônico no século 15 e adiante.

A PRESENÇA DE DEUS – Sua obra com diversos volumes chama-se “The Presence of God, a History of Western Christian Mysticism”, que tem vários volumes traduzidos em português, até onde sei.

Portanto, quando se usa o adjetivo “místico” para Jesus, se quer dizer que ele esteve imerso em alguma tradição religiosa em que a ideia de estar face a face com Deus — ou numa experiência direta de conhecimento de Deus — estava presente. Evidentemente, essa tradição religiosa é a judaica.

Um dos autores, Pierluigi Piovanelli, professor de judaísmo antigo e origens do cristianismo da Universidade de Ottawa, no Canadá, identifica essa tradição como sendo a mística judaica, típica do período do segundo templo israelita de Jerusalém em que Jesus viveu.

MOISÉS E JESUS – O outro autor, o teólogo Joseph Ratzinger, papa Bento 16, que dispensa apresentações, localiza Jesus na linhagem da mística mosaica em que Moisés é visto como o único que viu Deus face a face no Sinai, segundo a narrativa bíblica, e que Jesus teria ido além nesse tipo de visão direta de Deus, por ser ele mesmo, o seu filho.

A obra-chave de Piovanelli sobre o “Jesus místico” é “Le Jésus des Historiens: Entre Vérité et Légende”, ou o Jesus dos historiadores, entre verdade e lenda, sem tradução no Brasil, até onde sei.

Nessa obra, o autor afirma que Jesus era um místico da tradição da “merkava”, ou carruagem, em transliteração para o português.

NA CARRUAGEM – Aqui a alma do místico viaja numa espécie de carruagem que a leva a dimensões, mesmo perigosas, em direção ao trono de Deus no reino dos céus. Essa tradição, marcadamente visionária, é apontada pelo autor em inúmeras passagens em que são descritas visões extáticas de Jesus —ou sobre ele— no evangelho.

Seu batismo e a descida do espírito santo sobre sua cabeça como uma pomba. As tentações no deserto e as visões que o Satanás o faz contemplar.

As inúmeras referências à “Casa do Pai” e suas moradas e ao “Reino de Deus”. A transfiguração do Cristo no monte Tabor. Segundo Piovanelli, esse repertório fez de Jesus alguém que falava uma língua reconhecida pelos judeus à sua volta. Daí, seu carisma.

JESUS DEUS – Já a obra de Ratzinger é “Jesus de Nazaré, do Batismo no Jordão à Transfiguração” (ed. Planeta). Trata-se, mais especificamente, do prefácio e da introdução deste que é o primeiro volume dos três tomos dessa obra.

Aqui Ratzinger faz uma crítica metodológica sobre a abordagem histórico-crítica da Bíblia, sem recusá-la obviamente. Mais especificamente a “obsessão” pelo Jesus histórico em detrimento do Cristo da fé, para ele, uma figura muito mais ligada à leitura teológica interna da Bíblia —o que ele chama de “exegese canônica”— e o aporte posterior que construirá a ideia do Jesus Deus, do que a figura meramente histórica do profeta de Nazaré.

Nesse sentido, ele defenderá a ideia de que Jesus falava com Deus e via sua face diretamente, como é narrado em vários momentos do Evangelho, radicalizando aquela intimidade que Moisés tinha com Deus. A mística é uma forma de intimidade com Deus, sempre. Nada nesse tipo de reflexão diminui o caráter divino do Cristo para os cristãos, apenas o situa na tradição judaica de então.

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Nos 100 anos de O Globo, conheça o falso e o verdadeiro Roberto Marinho


Há 15 anos morria Roberto Marinho, o homem que mudou a TV

Roberto Marinho, um Cidadão Kane vendido aos militares

Carlos Newton

Achei interessante assistir na TV Globo os supostos biógrafos de Roberto Marinho dando palpites sobre os 100 anos de O Globo e a transformação do jornal numa das maiores corporações de comunicação social do mundo, no decorrer dos 21 anos da ditadura militar brasileira.

Caramba! Para começar, esses supostos biógrafos não destacaram o impressionante papel do jornalista baiano Euricles de Matos, que deve ser considerado o verdadeiro criador do jornal, porque o patriarca Irineu Marinho morreu em 1925, poucos dias depois do lançamento de O Globo.

JOVEM DEMAIS – Irineu deixou três filhos. Roberto era o mais velho, com apenas 21 anos e não tinha a menor condição de dirigir o jornal, que desde a fundação vinha sendo comandando pelo diretor de redação, Euricles de Matos.

Todos achavam que O Globo iria fracassar, porque o empreendimento tinha sido muito caro, Irineu Marinho deixara pesadas dívidas. Mas o jornalista Euricles de Matos, que era um grande intelectual, poeta e historiador de arte, criou um jornal dedicado também à cultura, à defesa do consumidor e aos esportes, o projeto foi um sucesso e logo se transformou num dos maiores vespertinos do país.

Quando Euricles de Matos morreu, em 1931, Roberto Marinho já tinha 26 anos e assumiu a direção do jornal simbolicamente, pois jamais participou da redação, sempre cuidou apenas da administração da empresa.

O CONCORRENTE – Na época em o jovem Marinho assumiu, teve de assistir ao formidável crescimento da organização jornalística criada por seu maior concorrente, Assis Chateaubriand, que era 12 anos mais velho e tinha uma experiência formidável, pois trabalhava em redação de jornal desde os 15 anos, era professor de Direito e empresário, escrevia os editoriais etc.

Entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, Chateaubriand foi o Cidadão Kane das comunicações no Brasil, como dono dos Diários Associados, o maior conglomerado de mídia da América Latina, que em seu auge contou com mais de cem jornais, emissoras de rádio e TV, revistas e agência telegráfica.

Também é conhecido como o criador e fundador, em 1947, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), junto com Pietro Maria Bardi, e ainda como o responsável pela chegada da televisão ao Brasil, inaugurando em 1950 a primeira emissora do país, a TV Tupi. Foi senador da República entre 1952 e 1957, embaixador na Inglaterra e membro da Academia Brasileira de Letras.

SEM CONDIÇÕES – Roberto Marinho não tenha a menor condição de enfrentar Chateaubriand. Para conseguiu fazer a Organização Globo Crescer e substituir os Diário Associados, Marinho teve de se aliar ao embaixador americano Lincoln Gordon na conspiração contra o presidente João Goulart e durante 21 anos alugou sua consciência à ditadura militar.

Ao montar a TV Globo, descumpriu as leis para associar-se ao grupo americano Time Life, por seis milhões de dólares. Na mesma época, apoderou-se do controle da TV Paulista, canal 5 de São Paulo, sem pagar um centavo aos mais de 600 acionistas da empresa.

Dessa forma, Marinho imitava Chateaubriand, que apoiara e explorara o governo de Getúlio Vargas, e o ditador lhe concedeu até o pátrio poder sobre uma filha que o jornalista sequestrara: “Se a lei é contra mim, vamos ter que mudar a lei”, disse Chateaubriand, à época.

NÃO ERA JORNALISTA  – Roberto Marinho imitou o rival no que ele tinha de pior. Mas não conseguiu ser jornalista e redigir seus próprios artigos. Em sua sala em O Globo, havia uma máquina de escrever sobre uma mesinha, mas Marinho somente a usava para tirar fotografias, fingindo estar escrevendo.

O filho mais velho, Roberto, morreu num acidente rodoviário, ao voltar de um final de semana em Cabo Frio. Seus três irmãos herdaram a fortuna, mas nenhum deles conseguiu trabalhar como jornalista ou administrador. Especializaram-se em nada fazer.

Quando a esquerda chegou ao poder, ficaram com medo e abominaram o pai, que morreu em 2003, e proclamaram que tinha sido um erro Marinho apoiar a ditadura. O pai lhes deu tudo e, mesmo assim, eles renegaram sua memória.

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P.S. –
 Amanhã, se eu estiver bem disposto, contarei como foi a véspera do AI-5 para Roberto Marinho. Ele estava tão enfurecido que espumava pela boca..(C.N.)

Lula reuniu ministros no domingo para discutir a Lei da Reciprocidade

Publicado em 14 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Reciprocidade aos EUA não serão apenas taxas, diz Rui Costa | AGORA CNN

Rui Costa diz que poderá haver medidas complementares

Emilly Behnke e Luciana Amaral
da CNN

Os últimos ajustes da regulamentação da reciprocidade às tarifas impostas pelos Estados Unidos foram debatidos por integrantes do governo na noite deste domingo (13) em reunião de última hora convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio da Alvorada.

O encontro e o prazo previsto para publicação do texto em resposta às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foram adiantados pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), ainda pela manhã. Durante agenda em São Paulo, ele afirmou que teria que voltar a Brasília porque foi convocado por Lula.

CONFIRMADOS – A CNN confirmou a presença de ao menos três ministros na reunião: Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). A secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, e a secretária executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, também participaram. Não houve pronunciamentos.

A regulamentação da Lei da Reciprocidade faz parte da reação do governo brasileiro ao anúncio de Trump sobre a taxação de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

A avaliação no Planalto é que “alguns adendos” além da aplicação direta de novas alíquotas podem ser incluídos no decreto. Os detalhes, no entanto, são mantidos sob sigilo para evitar reações antecipadas de empresas ou países atingidos.

ANÁLISE DA SITUAÇÃO – O governo argumenta que os Estados Unidos mantêm um superávit comercial com o Brasil, tanto na balança de bens quanto de serviços, e não vê justificativa econômica para o chamado “tarifaço”.

A sobretaxação foi anunciada por Donald Trump na última quarta-feira (9). Após a decisão unilateral dos Estados Unidos, Lula afirmou que irá responder ao aumento de tarifas com base na Lei da Reciprocidade.

E o chefe da Casa Civil, Rui Costa, acrescentou que a Lei da Reciprocidade será a base, mas podem ser adotadas medidas complementares.

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Políticos expõem a falta de vergonha na janela partidária

Adiberto de Souza

em 14 jul, 2025 7:46

Muitos deputados federais e estaduais já estão negociando seus passes com outros partidos pelos quais pretendem disputar a reeleição em 2026. Os entendimentos seguem até março do próximo ano quando será aberta a janela partidária, instrumento legal que permite a troca de legenda sem o risco de perder o mandato. É preciso dizer que esse dispositivo da lei eleitoral virou um descarado trampolim para os políticos pularem a cerca visando unicamente benefícios pessoais. Ao ser criada, o principal objetivo da janela partidária era permitir que o parlamentar em litígio com seu partido mudasse de endereço sem ser punido. Esperava-se, inclusive, que o suplicante batesse na porta de uma sigla com coloração ideológica parecida à que estava caindo fora. Ledo engano! Foi-se o tempo em que o sujeito nascia e morria UDN ou PSD. Atualmente, a grande maioria dos deputados dispostos a pular a cerca partidária busca garantir a reeleição. Portanto, a janela partidária serve principalmente para expor a falta de vergonha. Home vôte!

Jovem senador

Entre os dias 18 e 22 de agosto próximo o Senado terá 27 novos representantes dos estados: são os jovens senadores que participarão em Brasília da Semana de Vivência Legislativa. Sergipe será representado pelo estudante José Guylherme Santos Santana, do Colégio Estadual Professor João de Oliveira, em Poço Verde. Ele participou da seleção estadual com uma redação intitulada “Emergência Climática: Pense no Futuro, Aja no Presente”, e ficou em primeiro lugar. Antes de viajar à capital federal, Guylherme cumprirá uma agenda de atividades, incluindo uma visita à Câmara Municipal de Aracaju. Supimpa

Assédio na caserna

Exatos 39,2% das policiais declaram ter sido vítimas de algum tipo de assédio (moral ou sexual) dentro da corporação. Entre os homens, dos 20,1% que declararam que foram assediados, 95,6% sofreram assédio moral. É o que revela a recente pesquisa “As Mulheres nas Instituições Policiais” feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O assédio se manifesta através de condutas abusivas, como constrangimento, humilhação, discriminação e violência, que podem causar danos físicos e psicológicos às vítimas, além de afetar o ambiente de trabalho.  Danôsse!

Mal na fita

Sergipe está entre os oito estados onde menos da metade das crianças (38,4%) são alfabetizadas. Ou seja, tivesse participando de uma prova final o estado seria reprovado, pois não obteve nota 50. O índice foi divulgado pelo Ministério da Educação e faz parte do estudo Resultados da Alfabetização 2024, Indicador Criança Alfabetizada. Apesar desse percentual alarmante, o governo de Sergipe comemorou porque conseguiu ficar um pouquinho acima da meta de 38% estipulada para os estados. O MEC está atuando em Sergipe e em outros sete estados que não atingiram o nível 2, que é o índice do resultado nacional (59,2%), da escala do Criança Alfabetizada. Creindeuspai!

Recesso exagerado

Veja o que publicou o coleguinha Matos Ramos em sua coluna dominical no site Destaquenotícias“Nada menos do que 15 Assembleias Legislativas têm recesso, agora no meio do ano, maior do que o do Congresso, que é de 14 dias. A boa notícia é que o Legislativo de Sergipe está entre os poucos do país que paralisa as atividades parlamentares com base no recesso da Câmara Federal e do Senado. Reportagem do portal de notícias UOL mostra que as Assembleias do Rio de Janeiro e de São Paulo têm recessos de 31 dias. Ai já é tempo de mais para descansar”, escreveu Ramos. Aff Maria!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/politicos-expoem-a-falta-de-vergonha-na-janela-partidaria/

Fala agressiva de Arthur do Val gera polêmica e revolta em Sergipe

 Prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, promete medidas judiciais


Ex-parlamentar publicou vídeo no qual comenta anúncio feito no Forró Caju 2025 (Foto: reprodução/redes sociais)

Uma fala agressiva do ex-deputado estadual por São Paulo, jornalista e youtuber Arthur do Val, direcionada ao povo sergipano, tem gerado forte polêmica e reações negativas nos últimos dias, tanto na internet quanto em veículos de comunicação.

Em um vídeo publicado em suas redes sociais com o título “A verdade sobre Wesley Safadão”, o ex-parlamentar reage a uma gravação do evento em que o cantor , no palco do Forró Caju 2025, convida a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e o deputado federal Thiago de Joaldo, para anunciarem, em público, o compromisso de garantir por emenda parlamentar a contratação do artista para o ano seguinte. Em um trecho, ele dispara palavras contra os sergipanos e, revoltado com o que considerou uso político da festa, Arthur do Val, segue com diversas palavras ofensivas.

“Presta atenção no que eu vou falar aqui, que eu não vou poupar palavras: este povo burro do c…, povo de chimpanzil, gente muito burra, gente filha da p…, retardada, aplaude quando um deputado vai lá e fala — eu trouxe emenda parlamentar pra trazer o Wesley e já estou firmando o compromisso de trazer ele ano que vem de novo. — E a galera aplaude, velho.”

As falas viralizaram rapidamente nas redes sociais, gerando reações de repúdio de autoridades. A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, respondeu em vídeo afirmando que não aceitará ataques ao povo da capital.

“Eu estava trabalhando na rua, como sempre faço, e me deparei com um vídeo revoltante. O autor, um deputado federal cassado de São Paulo, famoso por suas falas vergonhosas — aquele mesmo que teve a coragem de ofender as mulheres ucranianas em plena guerra — agora resolveu direcionar o preconceito dele para Aracaju. Pode me criticar, pode criticar a gestão, mas ofender o povo de Aracaju, aí não. Tomarei as providências legais cabíveis, repudiando essa fala criminosa. Porque o que ele fez não foi crítica. Ele cometeu crime. E crime de xenofobia tem que ser tratado como tal.”

O vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques, também se manifestou. “Meu repúdio a falas deste ex-deputado famoso por se envolver em polêmicas e comentários infelizes. Agora, de forma sem noção, atinge o nosso povo, que estava feliz se divertindo no nosso Forró Caju, uma festa linda que reuniu gente de todo o Brasil e aqueceu a nossa economia. Aceitamos críticas políticas, mas ofensas ao nosso povo, jamais. Lembro que xenofobia é crime e está enquadrado na Lei do Racismo”.

O governador de Sergipe também criticou a postura do ex-parlamentar em uma declaração pública. “Ele tem todo o direito de criticar o uso de emendas parlamentares para festejos, eventos culturais — isso é um direito democrático. Há pessoas que concordam, há pessoas que discordam. Mas na hora em que ele usa suas palavras para desrespeitar o povo sergipano, nós temos que nos manifestar. O povo sergipano é um povo bom, trabalhador. Nenhum povo, muito menos o nosso, merece ser tratado de forma desrespeitosa como ele fez. Nós exigimos respeito. Queremos ser tratados como as pessoas de bem que somos e repudiamos totalmente a fala do ex-deputado Arthur do Val”.

O deputado federal Ícaro de Valmir usou as redes sociais para dizer que o “respeito ao povo sergipano é inegociável”. Ele informou que apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Federal para que sejam apurados os possíveis crimes cometidos pelo ex-deputado. “Sergipe merece respeito. E quem ataca nosso povo, ataca a todos nós”, declarou.

A Federação dos Municípios de Sergipe (FAMES) também se pronunciou, classificando as declarações de Arthur do Val como “xenofóbicas, ofensivas e racistas”. Em nota, a entidade afirmou que as falas demonstram “desprezo pela dignidade e pela cultura do povo sergipano” e reforçou que os eventos culturais, como o Forró Caju, são expressões legítimas da cultura junina e do direito ao lazer. A FAMES exigiu que o ex-deputado se retrate publicamente

Apesar da repercussão, até o momento, Arthur do Val ainda não se posicionou sobre as declarações dos políticos sergipanos.

Por Verlane Estácio

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Nota da Redação Deste Blog - O que causou toda celeuma foi este vídeo:


TRAÍDORES DA PÁTRIA


Luis Carlso

A vida pública de Bolsonaro prova que o ex-presidente é um inimigo do Brasil que sempre colocou seus interesses particulares acima dos do País. A essa altura, portanto, já deveria estar claro para os que pretendem herdar os votos antipetistas que se associar a Bolsonaro, não importa se por laços familiares, crença ou pragmatismo eleitoral, significa trair os ideais da República e arriscar o progresso da Nação.

Por razões óbvias, Bolsonaro não virá a público condenar o teor da famigerada carta de Trump a Lula. Isso mostra, como se ainda houvesse dúvidas, até onde Bolsonaro é capaz de ir – causar danos econômicos não triviais ao País – na vã tentativa de salvar a própria pele, imaginando que os arreganhos de Trump tenham o condão, ora vejam, de subjugar o Supremo Tribunal Federal e, assim, alterar os rumos de seu destino penal.

O Brasil não merece lideranças que relativizam os próprios interesses nacionais em nome da lealdade a um projeto autoritário, retrógrado e personalista. Até quando a direita brasileira permitirá ser escrava de um desqualificado como Bolsonaro? Não é essa a direita de um país decente. Não é possível defender o Estado Democrático de Direito e, ao mesmo tempo, louvar e defender um ex-presidente que incitou ataques às urnas eletrônicas, ameaçou as instituições republicanas, sabotou políticas de saúde pública e usou a máquina do Estado em benefício próprio e de sua família ao longo de uma vida inteira.


O Estadão

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