quinta-feira, julho 10, 2025

Lula manda “devolver” carta de Trump, após Itamaraty confirmar a veracidade

Publicado em 10 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Continuamos acreditando no diálogo', afirma diplomata brasileira sobre  situação na Venezuela

Embaixadora Escorel confirmou que a carta é verdadeira

Deu no UOL

O governo Luiz Inácio Lula da Silva avisou na noite desta quarta-feira, dia 9, que devolverá a carta por meio da qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou a imposição unilateral de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil.

Nesta noite, o encarregado de negócios Gabriel Escobar, chefe da embaixada dos Estados Unidos em Brasília, foi convocado pela segunda vez no dia a comparecer ao Itamaraty. Ele é a principal autoridade do governo americano no País desde janeiro, quando a ex-embaixadora Elisabeth Bagley voltou aos EUA. Trump nunca indicou seu novo representante.

COMUNICAÇÃO – A embaixadora Maria Luisa Escorel, secretária de Europa e América do Norte, comunicou a Escobar que o presidente não receberia a carta, divulgada informalmente por Trump na rede Truth Social.

A diplomata quis saber do encarregado se a carta era autêntica, e o encarregado confirmou que sim, relatam fontes familiarizadas com a conversa. Isso ocorreu pelo método considerado “pouco ortodoxo” na diplomacia de publicar o documento antes que chegasse ao destinatário

A embaixadora Escorel afirmou que a carta era “ofensiva” e apontou que havia “afirmações inverídicas” sobre o País e “erros factuais” a respeito da relação comercial bilateral. Trump citou um déficit na balança, quando na verdade os EUA têm superávit com o Brasil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mais Piadas do Ano! Entre as “afirmações inverídicas” e os “erros factuais de Trump, o Itamaraty só conseguiu encontrar um, quando ele menciona o “déficit” que na verdade é “superávit” americano. De qualquer maneira, o governo brasileiro devolver a carta que o mundo inteiro já leu é como a piada do matuto que se aborreceu com o motorista do ônibus e, para sacaneá-lo, comprou passagem de ida e volta, foi e não voltou, para que a poltrona ficasse vazia, dando prejuízo ao ônibus… (C.N.)

Não se engane, os políticos são farinha do mesmo saco

Adiberto de Souza 

em 10 jul, 2025 8:12

Engana-se quem pensa que os políticos, em sua grande maioria, estão interessados em resolver os problemas vividos no dia a dia pelos sergipanos. Para os que têm mandatos vale mais garantir a reeleição, independente de qual partido estejam. Já quem está na planície, dorme e acorda pensando nas eleições de 2026. Antes de defenderem bandeiras ideológicas, como prometem fazer nos inflamados discursos, os políticos preferem se juntar com quem lhe garante a manutenção no poder. Portanto, é bom o eleitor acompanhar com lupa a trajetória dessa turma, principalmente aqueles que já ensaiam participar das eleições do próximo ano. Do contrário, comprará gato por lebre. Nunca esqueça que a maioria dos políticos é adepta do velho ditado popular: “farinha pouca, meu pirão primeiro”. E o povo que se exploda. Marminino!

Cadê o dinheiro?

A deputada estadual Linda Brasil (Psol) quer saber do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), “aonde está o dinheiro da Deso”. A pergunta da parlamentar se refere aos R$ 4,5 bilhões apurados com a concessão à empresa Iguá dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário que eram prestados pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). Linda estranha que, com tanto dinheiro em caixa, o Executivo tenha enviado para a Assembleia três projetos pedindo autorização para fazer um empréstimo de quase R$ 1,5 bilhão. A deputada defende que o Legislativo não concede “esse cheque em branco” ao governador Mitidieri. Deus é mais!

Escolha estratégica

Após o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), ter dito que não aceita o senador Rogério Carvalho (PT) na chapa governista, o petista revelou que “a definição do nome para o governo de Sergipe será feita em diálogo com o presidente nacional do PT e com a coordenação da campanha do presidente Lula”. Sem citar nomes, Carvalho afirmou que “será uma escolha estratégica, construída coletivamente, pensando no futuro do nosso estado”. Rogério também revelou que o “nosso palanque [para 2026] está pronto, com os nossos candidatos e candidatas tanto para estadual quanto federal”. Ah, bom!

Reajuste de 10%

Após a pressão dos sindicados que representam o funcionalismo estadual, o governo de Sergipe enviou Projetos de Lei à Assembleia Legislativa propondo um reajuste salarial de 10% para servidores que integram os Planos de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCVs). A proposta contempla mais de 18 mil funcionários públicos, entre ativos e inativos. O impacto financeiro mensal do aumento na folha de pessoal será de R$ 6,2 milhões. A expectativa do governo é que, com a aprovação dos Projetos de Lei pelos deputados, o reajuste passe a vigorar a partir de agosto próximo. Então, tá!

Atitude de vira-lata

O deputado federal João Daniel (PT) não escondeu a indignação com a bancada do PL na Câmara que aprovou uma moção de regozijo em apoio à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar em 50% as exportações brasileiras: “Foi um gesto vergonhoso de traição aos interesses nacionais”, fuzila o petista. De acordo com Daniel, a tentativa dos EUA de interferir no Brasil é uma jogada política para alimentar a extrema-direita. Por fim, o deputado afirmou que, “querendo ou não, Bolsonaro vai responder pelos seus crimes, junto a todos os golpistas que atacaram a democracia”. Danôsse!

Coisa antiga

Espalhar notícias falsas nas campanhas eleitorais é coisa muito antiga. Novo mesmo só o nome dado à mentira política: fake news. Na campanha eleitoral de 2003, a assessoria do saudoso João Alves Filho, então candidato a governador de Sergipe anunciou que se ele fosse eleito iria construir uma mega refinaria de petróleo na Barra dos Coqueiros. O empreendimento prometido tinha até nome: Atlântico Sul. Era tudo conversa mole para engabelar os tolos. Misericórdia!Só em novembro

A hipocrisia de Trump contra Alexandre de Moraes

    em 10 jul, 2025 3:25

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A ameaça de Donald Trump de impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, beira o grotesco e escancara não apenas a sua ignorância sobre os fundamentos mais elementares do Direito Internacional, como também sua hipocrisia política crônica. Em qualquer Estado soberano minimamente civilizado, atos praticados por servidores públicos no exercício de suas funções, se eventualmente causarem algum tipo de dano a terceiros, são de responsabilidade do ente estatal a que pertencem — no caso, a República Federativa do Brasil. A investida pessoal contra Moraes, portanto, não é apenas juridicamente inepta, mas revela a tentativa desesperada de transformar uma figura institucional num bode expiatório conveniente para alimentar a retórica populista que Trump cultiva com esmero.

É de um cinismo escancarado que o mesmo homem que tenta silenciar jornalistas, perseguir opositores, coagir juízes e difamar instituições venha posar de defensor da liberdade de expressão e da democracia. Trump, que considera liberdade apenas a sua liberdade — e apenas quando a usa para humilhar, mentir e manipular —, vê no ministro Moraes um símbolo de resistência ao delírio autoritário que ele gostaria de universalizar. A lógica é simples (e doentia): toda crítica a ele é censura; toda resposta institucional, perseguição. Sua cruzada contra Moraes, portanto, é menos sobre o Brasil e mais sobre sua obsessão em calar vozes que não se curvam ao seu projeto de poder — sejam elas de ministros da Suprema Corte brasileira, jornalistas independentes, estudantes, professores ou o cidadão comum.

O que se vê é o velho truque da vitimização autoritária: atacar as instituições enquanto se diz atacado por elas. Trump faz isso desde sempre. A diferença agora é que tenta arrastar o Brasil e suas instituições democráticas para dentro do seu circo de insanidades. Resta saber se encontrará plateia. Porque mesmo para os padrões do trumpismo, mirar sanções num ministro de outro país por exercer suas funções constitucionais ultrapassa o limite do ridículo e entra no campo da farsa diplomática. A única sanção cabível aqui é a da razão contra a estupidez. E essa, infelizmente, não depende do Congresso americano. Depende de nós.

Trump resolveu taxar os produtos brasileiros em 50% — e, claro, os patriotas de verde e amarelo, de prontidão, devem aplaudir de pé, com direito a continência e dancinha de TikTok. Afinal, para essa ala do bolsonarismo, patriotismo mesmo é com P maiúsculo, de Patriot Act, não de pátria amada. No fundo, sonham com Trump no Planalto, de farda e faixa presidencial, nomeando Eduardo Bolsonaro embaixador vitalício em Mar-a-Lago e rebatizando Brasília de “Trumpistão do Sul”. O Brasil? Só serve como colônia obediente, exportadora de minérios, bois e, sobretudo, vassalagem ideológica. Se Trump invadir, não estranhe ver patriotas abrindo os portões com bolo, faixa de “Welcome” e uma jura de amor eterno.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/a-hipocrisia-de-trump-contra-alexandre-de-moraes/

NOTA À IMPRENSA

 




NOTA À IMPRENSA
 

Nota à Imprensa

 

Tendo em vista a manifestação pública do presidente norte-americano Donald Trump apresentada em uma rede social, na tarde desta quarta-feira (9), é importante ressaltar:
 

O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém.
 

O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais.
 

No contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática.

No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira.
 

É falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano. As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos.

Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica.
 

A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo.
 

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Presidente da República
 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
 

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Polícias Civil e Militar erradicam duas roças de maconha na zona rural de Jeremoabo

 

Por

Redação



a operação conjunta entre a Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial (DT) de Jeremoabo, vinculada à 18ª COORPIN de Paulo Afonso, e a Polícia Militar da Bahia resultou na erradicação de duas roças de maconha, nesta quarta-feira (9), na zona rural de Jeremoabo.

A ação foi fruto de levantamentos investigativos com apoio de drones para reconhecimento aéreo, que identificaram uma propriedade onde estavam as plantações em plena fase de cultivo.

Segundo a polícia, a estrutura contava com sistema de irrigação avançado, com tubulações por toda a área e abastecimento por dois poços artesianos. Durante a chegada das equipes, um indivíduo que estava no local fugiu pela vegetação e não foi localizado.

Toda a plantação foi erradicada e incinerada no local, conforme previsto no artigo 50-A da Lei 11.343/2006. Uma amostra foi recolhida e encaminhada para perícia técnica.

A Polícia informou ainda que foram adotadas todas as providências legais, como lavratura do boletim de ocorrência e abertura de inquérito policial. As investigações seguem para identificar o responsável pelo cultivo da droga.

Vídeo aqui

https://www.pa4.com.br/noticias/policias-civil-e-militar-erradicam-duas-rocas-de-maconha-na-zona-rural-de-jeremoabo/

quarta-feira, julho 09, 2025

Câmara aprova criação de 160 cargos no STF e acelera benefício fiscal mesmo com cobrança por cortes

 Foto: Kayo Magalhães/Arquivo/Câmra

Plenário da Câmara09 de julho de 2025 | 10:03

Câmara aprova criação de 160 cargos no STF e acelera benefício fiscal mesmo com cobrança por cortes

brasil

No momento em que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) estavam reunidos com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira, 08, o texto-base do projeto de lei que cria 160 cargos comissionados e 40 cargos de policial judicial no Supremo Tribunal Federal (STF).

Antes, os deputados já tinham acelerado uma proposta para instituir, a partir de janeiro de 2027, um programa de incentivos à indústria brasileira e mudanças no regime especial da indústria química com impacto de, no mínimo, R$ 5 bilhões por ano aos cofres públicos.

Enquanto ministros, líderes do governo e a cúpula do Congresso discutiam o aumento do IOF na residência oficial da Câmara, uma festa com pagode da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) comemorava o avanço de beneficio tributário.

O impacto apenas das funções comissionadas no STF é de cerca de R$ 7,8 milhões neste ano, valor que se repete em 2026. O Supremo afirma que os recursos previstos já estão incluídos no teto orçamentário da Corte e que haverá “somente remanejamento interno entre ações”.
A proposta foi aprovada com 209 votos favoráveis, 165 contrários e quatro abstenções. Os deputados precisam analisar três destaques – pontos específicos do texto – que podem mudar o teor do projeto se aprovados.

Apenas servidores de carreira podem ocupar as funções comissionadas criadas. Os cargos são do nível FC-6, o que significa que seus ocupantes receberão R$ 3.256,70 em incremento nos contracheques.
Atualmente, cada gabinete de ministro tem 17 servidores ocupantes de cargos comissionados: 1 FC-6, 3 FC-4 (R$ 2.056,28) e 13 FC-3 (R$ 1.461,81). Se o projeto virar lei, o STF afirma que vai acrescentar 16 cargos FC-6 em cada gabinete de ministro, totalizando 17 por gabinete, e remanejar os demais cargos com adicionais menores para outras áreas.

“Um Judiciário eficiente, moderno e comprometido com a prestação jurisdicional de excelência é essencial para a garantia dos direitos fundamentais dos cidadãos e para a manutenção do Estado Democrático de Direito”, afirmou o deputado Stélio Dener (Republicanos -RR).

O STF citou os atos golpistas do 8 de Janeiro, quando teve o prédio invadido, e o caso ocorrido em novembro de 2024, quando um homem morreu após explodir bombas na Praça dos Três Poderes, para justificar o aumento do efetivo de policiais judiciais.

“A medida decorre da evidente escalada de ameaças reais, sistemáticas e crescentes contra o Tribunal, seus ministros, servidores e o regular funcionamento de suas atividades”, disse a Suprema Corte. Neste caso, segundo o STF, não há aumento de despesa e será arcado com recursos já existentes do orçamento da Corte.

Em cinco minutos, Câmara acelera benefício e projeto que prevê cortes

Antes, em menos de cinco minutos, a Câmara já tinha aprovado regime de urgência para um projeto que cria um novo benefício fiscal e outro que prevê um corte linear de, no mínimo, 10% nessas renúncias. O regime de urgência acelera a tramitação de um projeto na Casa.

A primeira proposta institui, a partir de janeiro de 2027, um programa de incentivos à indústria química brasileira (Presiq) e propõe mudanças ao regime especial da indústria química (Reiq).

O debate sobre novos subsídios ao setor ocorre justamente no momento em que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), endossa o discurso sobre a necessidade de cortar gastos tributários para reforçar o ajuste fiscal.

Já o projeto que prevê corte em benefícios fiscais teve sua urgência aprovada poucos minutos depois. De autoria do deputado Mauro Benevides (PDT-CE), ele prevê uma redução gradual, com no mínimo 5% neste ano e no mínimo 5% no ano que vem. Os porcentuais poderão ser diferenciados por setor econômico.

Além disso, conforme o projeto, fica proibida a concessão de novos benefícios da mesma natureza, assim como a prorrogação dos já existentes, salvo se houver redução simultânea de

Indústria química
O projeto que cria um novo benefício fiscal para a indústria química é autoria do deputado Afonso Motta (PDT-RS), o programa estabelecerá duas modalidades de benefícios. Em uma delas, as empresas cadastradas poderão receber créditos financeiros equivalentes a até 5% do valor gasto na compra de determinados insumos químicos. O valor máximo autorizado para essa modalidade será de R$ 4 bilhões anuais, entre 2027 e 2029.

O texto ainda abre brecha para que o benefício seja prorrogado nos anos seguintes, respeitando o limite global máximo. “Poderão ser autorizados créditos financeiros para utilização nos anos calendários subsequentes, com vistas a contemplar os projetos plurianuais, respeitados os limites anuais previstos no § 3º”, diz.

Já as empresas habilitadas na modalidade investimento – aplicável às centrais petroquímicas e às indústrias químicas mediante compromisso de investimento – teriam direito a créditos financeiros de até 3% sobre a receita bruta até o limite do valor do investimento. O montante total disponível para essa modalidade de crédito financeiro será limitado a R$ 1 bilhão por ano, entre 2027 e 2029. Este benefício também poderá ser prorrogado nos anos subsequentes.

Os créditos financeiros previstos na lei corresponderão a créditos do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Além disso, o valor desses créditos não será incluído na base de cálculo de outros tributos, como o próprio IRPJ, CSLL, a futura Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

O projeto diz ainda que as empresas poderão usar os créditos financeiros para compensar débitos tributários com a Receita Federal ou solicitar ressarcimento em dinheiro.

O requerimento de urgência é assinado por líderes partidários da Câmara, entre eles o líder do PP, deputado Luizinho (RJ); do União Brasil, deputado Pedro Lucas (MA); do PDT, deputado Mário Heringer (MG); e do PSDB, deputado Adolfo Viana (BA).

Pedro Augusto Figueiredo, Pepita Ortega e Giordanna Neves/Estadão Conteúdo

Juiz tem processo administrativo arquivado pelo TJ-BA após chamar advogado de “rato” e “palhaço”

 Foto: Divulgação

Magistrado teria chamado o advogado de "rato" e "palhaço" durante uma discussão09 de julho de 2025 | 12:22

Juiz tem processo administrativo arquivado pelo TJ-BA após chamar advogado de “rato” e “palhaço”

exclusivas

Nesta quarta-feira (9), o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ‑BA) decidiu, por maioria de 39 votos, arquivar a sindicância instaurada contra o juiz Carlos Carvalho Ramos de Cerqueira Júnior, titular da 6ª Vara Cível de Salvador, após um diálogo exaltado com um advogado durante audiência no Fórum Ruy Barbosa. O magistrado teria chamado o advogado de “rato” e “palhaço” durante uma discussão.

A Corregedoria-Geral da Justiça da Bahia, por meio do desembargador corregedor Roberto Maynard Frank, havia recomendado a abertura de processo administrativo disciplinar (PAD), alegando que a conduta do magistrado violou dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN), do Código de Ética da Magistratura e da Lei de Organização Judiciária do estado. A justificativa apontava falta de “serenidade, urbanidade e autocontrole”, mesmo diante de provocações do advogado.

Apesar da recomendação do corregedor, o colegiado do TJ‑BA considerou que o incidente foi isolado e não caracterizou má-fé nem postura reiterada. A desembargadora Rosita Falcão, que divergiu da maioria, ressaltou que desrespeitar profissionais da advocacia é inaceitável, mas a decisão predominante entendeu que um PAD não era cabível. Também foi recomendado que a OAB-BA avalie a conduta do advogado envolvido.

Política Livre

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