quinta-feira, abril 17, 2025

Moraes se torna imagem da Justiça brasileira no exterior e ganha páginas na imprensa internacional

 Foto: Antonio Augusto/ STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)17 de abril de 2025 | 18:00

Moraes se torna imagem da Justiça brasileira no exterior e ganha páginas na imprensa internacional

brasil

Qualificado como “juiz estrela” pela inglesa The Economist nesta quarta-feira, 16, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vem ocupando espaço em jornais e revistas de grande circulação pelo mundo. O foco no magistrado remete principalmente aos processos de grande repercussão dos quais é relator, às quedas de braço internacionais e ao protagonismo assumido pelo juiz em ações visando a defesa da democracia.

O artigo mais recente, publicado pela The Economist, afirma que o Judiciário brasileiro é um sistema de “juízes com poder excessivo”, e, segundo a revista, nenhuma figura personifica isso melhor do que Moraes. O artigo avalia que a Suprema Corte do País enfrenta “crescentes questionamentos” na medida em que tenta “administrar” assuntos políticos.

No início do mês, a revista The New Yorker publicou uma entrevista com o ministro, que incluiu também um ensaio fotográfico. As fotos foram feitas em 26 de março, mesmo dia que a Primeira Turma da Corte tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados réus por tentativa de golpe de Estado.

O perfil, publicado em 7 de abril na versão digital, e que também ilustrou a versão impressa da revista, mostrou a forma de atuação de Moraes ao longo da carreira.

Enquanto secretário de Segurança Pública, por exemplo, ele foi descrito como mantendo a linha “tolerância zero contra o crime”, o que lhe rendia críticas de setores progressistas. A imagem do ministro mudou quando passou a fazer a relatoria de inquéritos contra a família Bolsonaro, sendo aclamado pela esquerda e criticado na extrema direita, descreve o perfil.

Em setembro do ano passado, uma reportagem da Financial Times qualificou Moraes, já no título, como o “implacável juiz brasileiro que enfrenta Elon Musk”. A publicação ocorreu em meio à sequência de atritos entre o X (antigo Twitter), do bilionário, e o Judiciário brasileiro, que resultou no bloqueio da plataforma no País por quase 40 dias.

“Para seus defensores, o magistrado de 55 anos é um herói que protegeu a democracia contra uma enxurrada de notícias falsas. Para os detratores, ele é culpado de censura e mira injustamente nos conservadores”, diz trecho da reportagem.

Outro entrave envolvendo Moraes para além das fronteiras nacionais foi repercutido pelo jornal The New York Times no início de fevereiro. O magistrado brasileiro foi alvo de uma ação por suposta violação à soberania americana, movida pela Trump Media, ligada ao presidente Donald Trump, e pela plataforma de vídeos Rumble.

O jornal descreveu a ação como “um esforço surpreendente” de Trump em prol de um aliado com uma trajetória similar, “que, assim como ele, é um líder de direita indiciado por haver tentado reverter sua derrota eleitoral”, disse o jornal se referindo a Bolsonaro, que considera Moraes seu maior rival político.

Em outubro do ano passado, o mesmo jornal publicou uma reportagem questionando se a expansão do Supremo “para poder proteger a democracia” agora o tornava uma espécie de “ameaça”. Afirmando que a Corte nomeou Moraes como uma “espécie de xerife da internet brasileira”, o artigo cita a relatoria de Moraes no inquérito das fake news e narra diversas ações tomadas pelo ministro no bojo dessa investigação.

Karina Ferreira/Estadão

Glauber Braga põe fim a greve de fome após aceno de Motta contra cassação

Foto: Divulgação
O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) em entrevista após encerrar greve de fome17 de abril de 2025 | 18:45

Glauber Braga põe fim a greve de fome após aceno de Motta contra cassação

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O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) anunciou na tarde desta quinta-feira (17) o encerramento da greve de fome que havia iniciado no último dia 9, após o Conselho de Ética da Câmara recomendar a cassação de seu mandato.

A decisão foi tomada depois que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), concordou com uma negociação para suspender o processo contra Glauber por 60 dias. Na prática, o caso pode ficar parado ao menos até agosto, devido ao recesso parlamentar.

“Após este período, as deputadas e os deputados poderão soberanamente decidir sobre o processo”, afirmou Motta em publicação nas redes sociais.

Em abril de 2024, Glauber expulsou da Câmara com chutes e empurrões um militante do direitista MBL (Movimento Brasil Livre).

Integrantes do PSOL e do PT articularam a construção de um acordo para evitar a cassação do mandato do psolista, enfrentando a resistência de integrantes do centrão, grupo hoje majoritário na Casa.

Hugo Motta se decidiu pela suspensão por 60 dias da tramitação do caso após análise de recurso na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O objetivo seria dar tempo para uma saída que envolva uma punição menos severa, como uma suspensão do mandato ou uma advertência.

O PSOL organizou uma entrevista coletiva na tarde desta quinta, quando foi anunciado oficialmente o fim da greve de fome de Glauber.

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados recomendou no último dia 9, por 13 votos a 5, a perda do mandato, mesma data em que o congressista do PSOL iniciou a greve de fome. Segundo assessores, ele estava ingerindo apenas apenas água, soro e bebidas isotônicas.

O deputado e aliados improvisaram um colchão ao lado da mesa de coordenação do plenário 5 da Câmara, a mesma sala onde o conselho recomendou a sua cassação.

Eventual cassação do mandato do deputado, se concretizada, representaria uma medida inédita —a primeira vez que um deputado teria essa punição por uma agressão física.

A história da Câmara é repleta de casos de violência que jamais resultaram em perda de mandato —desde socos desferidos por um parlamentar no rosto de uma colega dentro do plenário, em 1991, até episódios recentes que mencionam chutes, soco na barriga, pisão no pé e violência doméstica.

Glauber deve recorrer, possivelmente na próxima semana, à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. À comissão, cabe analisar se o rito do Conselho de Ética foi cumprido. Caso entenda ter havido irregularidades, o caso pode voltar para nova análise no órgão.

Ranier Bragon/Folhapress

PoliticaLivre 

“Se eu falar, ele manda me prender ou matar”, disse o ex-assessor de Moraes"


Mensagens inéditas revelam medo de ex-assessor de Moraes: “se falar algo, o  ministro me mata” – Blog do Silva Lima

Eduardo Tagliaferro é um servidor de excelente currrículo

Renan Ramalho
Gazeta do Povo

Mensagens obtidas pela Polícia Federal na investigação sobre o perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelam que ele temia ser preso por ordem do ministro, ou até morto, caso contasse publicamente o que sabia. Em conversas particulares que manteve ao longo do ano passado com sua mulher, Tagliaferro expressou muito medo do ex-chefe.

“Se eu falar algo, o Ministro me mata ou me prende”, escreveu o perito, em 31 de março de 2024, para a sua atual esposa, numa mensagem de WhatsApp. No diálogo, ele manifestou o desejo de “contar tudo de Brasília” antes de morrer. “Minha vontade, é chutar o pau da barraca, jogar tudo para o alto”, escreveu Tagliaferro.

ESTÃO NO INQUÉRITO – As mensagens, inéditas, foram capturadas pela Polícia Federal no inquérito contra Tagliaferro que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A Gazeta do Povo acessou o histórico de conversas dele com a mulher pelo WhatsApp a partir de um relatório oficial da investigação. O inquérito é público e o documento pode ser acessado por qualquer pessoa cadastrada no sistema de consulta processual do STF.

O relatório, que também é público, contém a análise dos dados extraídos do celular de Tagliaferro e nele a PF inseriu link e endereço na internet onde estão arquivos com prints das conversas dele com a atual esposa ao longo de quase oito meses, entre março e novembro do ano passado, bem como mensagens trocadas com seu advogado.

Os diálogos, de 2024, ocorreram no ano seguinte à demissão de Tagliaferro do cargo que ocupava no TSE. O perito chefiou, entre agosto de 2022 e maio de 2023, a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED). Ele era o responsável pela elaboração de relatórios sobre políticos, ativistas e veículos que publicavam nas redes sociais críticas ou ofensas a Moraes, ao TSE ou ao STF.

RELATÓRIOS SOB MEDIDA – No último dia 2 de abril, a Polícia Federal indiciou Tagliaferro pelo crime de violação de sigilo funcional com dano à administração pública, por supostamente vazar à imprensa mensagens que ele trocou com outros auxiliares de Moraes. Essas mensagens, reveladas pela Folha de S.Paulo em agosto do ano passado, mostravam como Moraes, quando presidia o TSE, encomendava relatórios de Tagliaferro que depois eram usados pelo próprio ministro para bloquear perfis e remover postagens de críticos nas redes sociais.

As mensagens publicadas em agosto indicavam que Moraes tinha alvos pré-determinados. Na época da revelação das mensagens, o ministro afirmou que eram pessoas já investigadas no inquérito das fake news, no STF, e que, como presidente do TSE, Moraes também tinha poder de polícia para coletar provas contra os investigados.

As novas mensagens, de Tagliaferro com a atual companheira, mostram que ele não só temia o ministro, como tinha opiniões negativas sobre ele. Pelo WhatsApp, o perito desabafava com ela sobre o período em que trabalhou com Moraes, queixando-se do serviço que realizava e do ex-chefe, que chegou a xingar de “FDP”.

FOI DETIDO – Tagliaferro foi demitido da chefia da AEED por Moraes em 9 de maio de 2023, um dia após ser preso em Caieiras (SP). Na noite da véspera, em casa, durante um desentendimento com a ex-mulher (com quem convivia na época) e um amigo, sua arma pessoal disparou e ele foi detido por suposta prática de violência doméstica.

Nesta reportagem, selecionamos trechos das conversas com sua atual mulher, cerca de um ano depois, nos quais Tagliaferro menciona Moraes, o STF e o TSE.

“Se eu falar algo, o Ministro me mata ou me prende” – em vários diálogos, Tagliaferro e sua atual esposa conversavam sobre as dificuldades que ele enfrentou em Brasília. Em 31 de março de 2024, ele expressou o desejo de contar o que viu: “Mas antes de eu morrer/ Tenho que contar tudo de Brasília/ Só falta isso/ O resto, mesmo eu sofrendo, já coloquei cada um no seu lugar”, escreveu.

Depois, desabafou: “Sabe que hoje, se eu falar algo, o Ministro me mata ou me prende, ele é um FDP”. Em seguida, deu como exemplo o caso de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Bolsonaro. “Veja pelo Cid, falou em um grupo privado, algo que nem seria crime, somente comentou uma verdade, o FDP mandou prender ele de novo”.

Na sequência do desabafo com a atual mulher, Tagliaferro escreveu: “Parece que a vida é boa para quem é ruim/ Cheguei a essa conclusão”. Momentos depois, voltou a falar sobre a vontade de revelar o que sabia. “Minha vontade, é chutar o pau da barraca, jogar tudo para o alto”, escreveu. “Meter o louco e não fazer mais nada, mas não posso, tenho as meninas”, completou depois, em referência a duas filhas adolescentes.

Em 23 de abril de 2024, Tagliaferro travou um diálogo com a atual esposa que, segundo a PF, mostraria que ele teria vazado as conversas com a equipe de Moraes para a imprensa. Ele relatou ter falado com a Folha. “Estão investigando o ministro”.

Ela demonstrou preocupação: “Não falou besteira né?”. E Tagliaferro responde: “O necessário. Mas não serei identificado”. Depois, em tom de brincadeira, ele continua: “Se eu morrer, já sabe rsrs”.

Momentos depois, ele voltou a conversar com ela sobre o contato com a imprensa. “Pensando no que falei para Folha”. “Falou merda?”, perguntou a mulher. Ele respondeu: “Kkkk. A verdade”.

As vezes a verdade não é uma boa opção”, comentou ela. Tagliaferro respondeu: “Eu sei/ Mas eu só trabalho com a verdade. Mesmo ela não sendo a melhor opção”. “Falei como a área funcionava”, escreveu depois.

NO SUPREMO – Sobre o andamento do caso de Tagliaferro no STF, no dia 2 de abril, no indiciamento dele, a PF não fez um pedido de prisão preventiva, apenas imputou a ele o crime de violação de sigilo funcional com dano à administração pública, cuja pena varia de 2 a 6 anos de prisão.

O relatório final da investigação foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), a quem cabe agora decidir se denuncia o perito ou arquiva o caso, se entender que não há crime ou indícios suficientes de autoria.

O inquérito tramita na Corte, sob relatoria de Moraes. Para o ministro, estaria no “contexto de reiterados ataques institucionais ao Poder Judiciário” e o vazamento das mensagens teria “intuito de atribuir e/ou insinuar a prática de atos ilícitos por membros” do STF.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – No Brasil, a Justiça agora está sendo feita ao contrário. No banco dos réus, no lugar da Tagliaferro, quem deveria está sentado é o próprio ministro Alexandre de Moraes. Realmente há crimes nos autos, mas eles foram principalmente cometidos por Moraes, que determinava a seu subalterno Tagliaferro que os cometesse, criando provas quando elas não existissem. E ainda chamam isso de Justiça. (C.N.)

URGENTE

Glauber Braga encerra greve de fome de mais de 200 horas após acordo com presidente da Câmara e anuncia próximos passos

Depois de 8 dias em greve de fome, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) acatou a decisão da plenária popular de apoiadores e encerrou a greve de fome. Glauber estava sem se alimentar há mais de 200 horas, em protesto contra o processo de cassação golpista aprovado pelo Conselho de Ética da Câmara.

O acordo foi firmado com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos- PB). A costura foi feita pela deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). 

Pelo acordo, o caso de Glauber não será analisado neste primeiro semestre.

Sâmia abriu a plenária, realizada no Plenário 5 Casa, onde Gla…

Fonte: Inteligência Brasil Imprensa IBI


Nota da redação deste Blog - A injustiça como instrumento de poder e a força implacável da lei do retorno

Em tempos sombrios, quando a ética se dobra à conveniência política, é comum vermos indivíduos que se aproveitam do poder institucional para punir sem qualquer elemento comprobatório, movidos por interesses mesquinhos ou sede de vingança. Esquecem-se, contudo, de que a injustiça, ainda que demore, cobra seu preço – pois a lei do retorno não falha.

Um exemplo recente e emblemático foi o do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), que, em protesto contra um processo de cassação considerado por muitos como golpista e sem base legal concreta, enfrentou mais de 200 horas em greve de fome. Sua atitude, de coragem extrema, escancarou não apenas a arbitrariedade do processo, mas também o estado de exceção que ameaça se instaurar no Legislativo brasileiro, onde a vontade de punir suplanta o compromisso com a verdade.

O desfecho temporário desse episódio veio com um acordo entre os parlamentares e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), intermediado por Sâmia Bomfim e Lindbergh Farias. Ficou acertado que o processo contra Glauber não será analisado neste primeiro semestre. Uma vitória parcial, sim, mas que aponta para a mobilização da sociedade e da política como instrumentos de resistência.

A punição sem provas é a arma dos fracos, dos que temem o contraditório e desejam eliminar vozes dissonantes. São esses os agentes da injustiça, que hoje agridem o devido processo legal e amanhã serão vítimas daquilo que plantaram. Porque quem governa ou julga com ódio, perseguindo, humilhando ou usando a máquina para destruir adversários, constrói o próprio abismo.

A história está repleta de exemplos. Nenhum tirano se sustentou para sempre. Nenhum injusto terminou em paz. Quando o poder é usado para oprimir em vez de servir, é apenas uma questão de tempo até que a verdade venha à tona e o retorno se cumpra.

O caso de Glauber é simbólico: um alerta para os que ocupam cargos públicos. A cadeira que hoje é símbolo de poder, amanhã pode ser o banco dos réus. A assinatura de uma injustiça pode ser o início da ruína pessoal e política. Quem semeia perseguição, colherá desgraça. A consciência dos justos pode pesar, mas a consciência dos culpados afunda.

Aos que ainda usam a caneta para perseguir, lembrem-se: a justiça dos homens pode falhar, mas a justiça do tempo, não. E a lei do retorno... essa é infalível.

"Sem medo, sem ódio, sem rancor: a resistência de um filho de Jeremoabo"

                                   Foto Divulgação

 "Sem medo, sem ódio, sem rancor: a resistência de um filho de Jeremoabo"

Por: José Montalvão

Por vezes, a vida nos impõe desafios que testam não apenas nossa força, mas nossa essência. E quando os ventos da perseguição sopram contra aqueles que mantêm a cabeça erguida e o coração limpo, é preciso reafirmar com coragem de onde viemos, quem somos e, sobretudo, o que nos move.

Hoje, como em tantos outros momentos da minha trajetória, fui fortalecido por um ensinamento do grande professor Darcy Ribeiro — político, intelectual, homem de princípios — cujas palavras sempre serviram de bússola à minha conduta: ética, coragem e compromisso com o bem comum.

Nasci em Jeremoabo. Meus pais, também filhos desta terra, aqui construíram suas histórias. Meus avós, do mesmo chão, cultivaram valores que carrego com orgulho. Não sou passageiro, sou raiz. E por isso, Jeremoabo é e sempre será o que defendo, com todas as minhas forças, até meu último dia.

Sei que imprevistos acontecem. Sei também que há quem tente obscurecer aquilo que não consegue compreender ou aceitar: a verdade. Mas a verdade não se intimida. Ela resiste.

Não me calo diante das injustiças. Não me resigno. Meu lema é claro e transparente: sem medo, sem ódio e sem rancor. A quem se incomoda com minha firmeza, minha coragem ou minha ética, só posso dizer: comportem-se com dignidade, respeito e honestidade. Isso é o mínimo que Jeremoabo merece.

Perseguir quem se mantém fiel aos princípios é a atitude dos fracos. Mas nem a calúnia, nem a injúria, nem a intimidação terão força contra quem caminha com a consciência tranquila e o olhar voltado para o bem do povo.

A minha luta é pela verdade, pela justiça e por um futuro melhor para Jeremoabo. E a cada passo, reafirmo: não tenho medo de injustiças. A história faz justiça a quem anda do lado certo. E eu continuarei do lado certo. Do lado de Jeremoabo.

Já não é apenas insegurança, o clima em que se vive é de medo e terror


Quem tem medo da polícia? - Revista Galileu | Revista

As pessoas hoje têm medo dos criminosos e dos policiais

Vicente Limongi Netto

É preocupante, avassaladora e dramática a escalada da violência e da insegurança no país. Ninguém tem mais sossego. Os marginais ganham todas e o pior, ficam impunes. Tragédias constantes por roubos de celulares. Conflitos em bares e restaurantes com tiros, cadeiradas e mortes. Crianças são sequestradas, violentadas e mortas.  Feminicídios em todo canto. Roubos de carros, motos e bicicletas. Famílias são destruídas.

A polícia faz o quê? Bem, os policiais estão fazendo bico em lojas, supermercados, shoppings. É preciso zelar pela segurança das pessoas nas ruas.  Inacreditável. Policiais também praticam truculências estarrecedoras. Alguns sequestram e estupram as vítimas.

MEDO E PAVOR – Somos violentados e humilhados todos os dias. Quando não é violência física, sofremos na alma, no espírito. O medo e o pavor dominam as famílias. Balas perdidas matam crianças. O governo é inoperante. Reuniões, projetos, planos de segurança. Tudo conversa fiada. Com duvidosa e desastrada atuação.

O cidadão não suporta mais ser ultrajado. Marginais atacam dentro dos ônibus e nas paradas. A bandidagem infelizmente tomou conta do Brasil. É preciso estancar tanta brutalidade. O quadro é medonho e desesperançoso.

TRÊS NOTAS – A primeira é sobre a importância do trabalho. Um expressivo e didático artigo do presidente da Confederação Nacional do Comério, Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros (Correio Braziliense – 14/04), destaca a importância do Sistema Comércio para o crescimento do Brasil e para uma melhor qualidade de vinda aos brasileiros. 

A segunda nota é sobre um senhor cidadão. O verdadeiro maestro do futebol brasileiro, Paulo Henrique Ganso, é o novo cidadão carioca. Título merecido. Torcedores e a bola também gratos e felizes.

E a terceira é sobre moçoilas e rapazolas da GloboNews felizes. Se Donald Trump não existisse, não haveria telejornal. Estariam no olho da rua. Agradecidos, farão pix para comprar ovos de páscoa para Trump, a usina interminável de notícias.


Como Trump está conseguindo portar-se como um ditador em plena democracia?


Tarifaço de Donald Trump está prejudicando a hegemonia dos Estados Unidos. Charge de William Medeiros.

Charge do William Medeiros (Arquivo Google)

Marcus André Melo
Folha

A singularidade do presidente dos Estados Unidos na centralização da tomada de decisões em uma democracia

Trump é um caso singular de centralização da tomada de decisões em uma democracia. Ele personifica seu gabinete. Atua como titular das pastas da Fazenda, Relações Exteriores e Justiça — para dizer o mínimo. Suas decisões são divulgadas em sua própria rede social ao longo do dia.

Ocorre que o sistema político norte-americano é, ao contrário dos sistemas parlamentaristas unipartidários, precisamente o tipo de arranjo institucional em que a centralização do poder decisório não deveria ser possível, como discuti aqui na coluna.

FREIOS E CONTRAPESOS – O sistema foi desenhado para dificultar a concentração de autoridade e garantir freios e contrapesos robustos: combina um Judiciário independente com forte capacidade de revisão judicial, um Legislativo bicameral cujos mandatos são defasados no tempo, uma Presidência institucionalmente limitada.

Além disso, há um federalismo robusto e eleições legislativas de meio de mandato que ampliam a responsividade do sistema à opinião pública e ao desempenho do Executivo.

Mccubbins identificou um trade-off inerente ao desenho institucional das democracias entre o que chama decisiveness (capacidade de um sistema institucional de aprovar e implementar mudanças em políticas) e resoluteness (capacidade do sistema de manter e sustentar essas políticas ao longo do tempo).

EQUILÍBRIO INSTITUCIONAL – Sistemas com alta capacidade decisória tendem a ser menos resilientes e mais vulneráveis à volatilidade institucional. Em contraste, sistemas com baixa capacidade decisória frequentemente enfrentam bloqueios decisórios e paralisia governamental.

O número e a localização institucional dos veto players moldam esse equilíbrio entre capacidade decisória e estabilidade normativa. Arranjos institucionais situados nos extremos desse espectro — seja com vetos excessivos ou com concentração de poder — tendem a gerar disfunções governativas, comprometendo a estabilidade democrática, seja pela incapacidade de adaptação institucional, seja pela facilidade de captura do sistema por lideranças de perfil autocrático.

Sistemas altamente decisivos facilitam a aprovação rápida de mudanças —inclusive aquelas que podem fragilizar a democracia—, tornando-se mais suscetíveis à instabilidade política. Por outro lado, sistemas com baixa capacidade decisória, ao se depararem com impasses institucionais recorrentes, geram paralisia e um déficit de responsividade frente às demandas sociais.

DIVISÃO DE PODERES – No presidencialismo, a forte separação de poderes tende a limitar a capacidade decisória, pois distribui o poder entre diferentes atores institucionais, exigindo algum consenso para aprovação de políticas. Já a separação de propósitos — a divergência de preferências políticas entre os atores que controlam as instituições — também reduz a capacidade decisória, dificultando-o.

O inverso — o alinhamento político entre os atores institucionais — pode resultar na hegemonia de uma única força; no limite, na eliminação dos pontos de veto que garantem freios e contrapesos ao Executivo.

Assim, a combinação do mandato das urnas (no colégio eleitoral e voto popular), o controle das duas casas congressuais, a maioria na Suprema Corte, as eleições de meio de mandato em 2026, e a proibição de mais uma reeleição geram uma estrutura de incentivos que produz o decisionismo trumpista.


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  DEMONSTRATIVO DE SUPERENDIVIDAMENTO 1. IDENTIFICAÇÃO Nome: ____________________________________________ CPF: _____________________________...

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