segunda-feira, março 24, 2025

Em meio às ameaças de Trump, Brasil vai propor pacto comercial com Japão

Publicado em 23 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Lula injetará R$ 30,7 bi na economia para recuperar popularidade

Enfim, uma viagem de negócios que deve dar resultados

Jamil Chade
do UOL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai propor ao Japão um acordo comercial com o Mercosul, na esperança de reforçar a presença do bloco no mercado asiático. A ideia vai ser levada pelo governo brasileiro durante a viagem de Lula para Tóquio, na próxima semana.

Fontes diplomáticas confirmaram ao UOL que o tema está na agenda, ainda que não esteja definido se seria um acordo de livre comércio ou apenas de associação, no qual ambos os lados se comprometem a reduzir barreiras e garantir maior acesso ao fluxo comercial.

MERCOSUL – Dependendo da resposta do Japão, o Brasil levará a ideia para os demais sócios do Mercosul.

Com a aproximação, o governo Lula tem dois objetivos: reforçar a relação com a Ásia, no momento de uma onda protecionista por parte dos EUA, e garantir fortalecimento interno do Mercosul. Um dos aspectos centrais para o Brasil será conseguir maior acesso para carnes no mercado japonês.

Em fevereiro, a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento) preparou um levantamento sobre o Japão, marcando o 130º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

BOAS PERSPECTIVAS – O estudo identificou mais de 360 perspectivas para as exportações brasileiras, incluindo combustíveis minerais, minérios de cobre e ferro, soja, celulose, milho, trigo e centeio, além de carne suína e bovina.

Entre 2020 e 2024, a pauta exportadora brasileira cresceu, em média, 7,8%. A taxa foi superior ao crescimento limitado da economia japonesa: nos últimos anos, a taxa de crescimento do Japão tem sido uma das mais baixas entre os países ricos. Em 2022, a expansão do PIB foi de 1,2%, contra 1,7% em 2023 e apenas 0,3% em 2024.

Hoje, minérios de ferro, carnes de aves e café verde representam 43,4% das vendas brasileiras para o Japão. No total, as exportações brasileiras para o Japão alcançaram US$ 5,6 bilhões em 2024, tornando o Brasil a 15ª principal origem das importações japonesas.

INVESTIMENTOS – A Apex também destaca como o Japão vem ampliando sua presença no Brasil. Em 2023, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto japonês no Brasil totalizou US$ 36,1 bilhões, um aumento de US$ 6,6 bilhões em comparação com 2022.

Hoje, o Japão é o 11º maior investidor no Brasil, principalmente em setores como metalurgia, agronegócio, veículos, química e petroquímica, alimentos e bebidas.

Entre 2013 e janeiro de 2024, foram registrados mais de 220 projetos de investimento do Japão no Brasil. No conjunto, esses investimentos foram responsáveis pela criação de mais de 32,7 mil empregos no Brasil.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O Brasil é um dos países com maior potencial de crescimento. Mas o problema são os sucessivos governos incompetentes, que não têm sabido aproveitar essas ótimas perspectivas e  não investem em setores com maior expectativa de crescimento. O problema é a incompetência dessa gente. (C.N.)


domingo, março 23, 2025

Projeto da anistia beneficia Bolsonaro? Entenda as brechas que podem incluir o ex-presidente

 Foto: Isac Nóbrega/Arquivo/PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro23 de março de 2025 | 10:56

Projeto da anistia beneficia Bolsonaro? Entenda as brechas que podem incluir o ex-presidente

brasil

O discurso formal de Jair Bolsonaro (PL) e de seus aliados sobre a anistia do 8 de Janeiro tem se concentrado nos militantes presos. Mas o projeto de lei articulado na Câmara dos Deputados que propõe perdoar os crimes referentes àquele episódio têm brechas para beneficiar diretamente o ex-presidente.

Como mostra o Placar da Anistia do Estadão, levantamento exclusivo divulgado neste domingo, pelo menos um terço (171) dos 513 parlamentares da Câmara dos Deputados apoia a proposta – um número suficiente para garantir a apresentação da proposta de urgência do projeto de lei no plenário da Casa.

Apesar de o projeto original, proposto pelo então deputado federal Major Vitor Hugo (PL-GO), ter sido protocolado em 24 de novembro de 2022, mais de um mês antes dos ataques aos Três Poderes em Brasília, a proposição recebeu sete apensamentos para abarcar os acontecimentos consecutivos.

O texto de Vitor Hugo prevê anistia a manifestantes, caminhoneiros, empresários e a todos os que tenham participado de manifestações “em qualquer lugar do território nacional” — Bolsonaro estava na Flórida no momento dos ataques golpistas —, mas um dos parágrafos amplia o perdão a quem tenha participado também do “financiamento, organização ou apoio de qualquer natureza”.

“A anistia de que trata o caput compreende crimes políticos ou com estes conexos e eleitorais. Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política”, diz um parágrafo do documento, que recebeu críticas da ministra da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffmann (PT), neste sábado, 22.

“Em linguagem clara: além dos atentados de 8 de janeiro, dos acampamentos nos quartéis, bloqueios de estradas, da bomba no aeroporto de Brasília, seriam perdoados como “crimes conexos” os decretos do golpe, o plano de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, a conspiração com os chefes militares, todos os crimes praticados por Bolsonaro e seus cúmplices contra a democracia, inclusive os crimes eleitorais. Não é, nunca foi para as ‘senhorinhas da Bíblia’. O PL da Anistia é para livrar Bolsonaro da cadeia”, escreveu Gleisi numa rede social.

Quando a proposta foi protocolada, os apoiadores de Bolsonaro tinham migrado das rodovias para a frente dos quartéis fazia pouco tempo, e episódios como o 8 de Janeiro ainda não estavam no horizonte. Foi somente em 12 de dezembro que a violência recrudesceu. Naquele dia, data da diplomação do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), bolsonaristas radicais tentaram invadir o prédio da Polícia Federal, incendiaram carros e ônibus e bloquearam vias em Brasília.

Já naquele dia, o deputado José Medeiros (PL-MT) protocolou um projeto para anistiar “todos aqueles que, no período entre 1º de junho de 2022 até a data de entrada em vigor desta Lei, tenham se manifestado, por meio de atos individuais ou coletivos, ou tenham financiado ou participado de tais manifestações e protestos, relacionados às eleições de 2022 e temas a ela pertinentes”.

A brecha para abranger a situação de Bolsonaro, hoje denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado e condenado duas vezes à inelegibilidade pela Justiça Eleitoral, foi ampliada em outros projetos de lei.

A proposta de Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e sua bancada na Câmara concede anistia aos participantes de manifestações com motivação política ou eleitoral, ou que as apoiaram com contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em redes sociais. Reforça que a anistia compreende os crimes com motivação política ou eleitoral.

A justificativa do texto critica as “abundantes prisões” no 8 de Janeiro, mencionado como episódio que gerou “a maior comoção” entre as manifestações e definido como “excepcionalidade”. Crivella se refere à sua proposta como “apaziguadora, de arrefecimento de espíritos e congraçamento dos contrários por meio do perdão soberano”.

Adilson Barroso (PL-SP) foi o mais célere a propor um projeto mirando no perdão a Bolsonaro — foi protocolado no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-presidente à inelegibilidade por ataques à democracia, em 30 de junho de 2023. Concede anistia “a todos aqueles que, no período das eleições de 2022 tenham praticado atos que sejam investigados ou processados sob a forma de crimes de natureza política e eleitoral.”

De maneira semelhante, o projeto do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) propõe anistiar todos os acusados e condenados pelos crimes antidemocráticos ocorridos no 8 de Janeiro. “Vale ressaltar que não estamos propondo uma anistia ampla, mas apenas para esses crimes específicos, dada a impossibilidade de identificar objetivamente a intenção de cometê-los. Permanecendo as acusações e condenações pelos crimes de dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa, porventura ocorridas em razão das manifestações”, diz o texto.

O texto do Delegado Ramagem (PL-RJ) e cinco correligionários visa separar os vândalos dos apoiadores, financiadores e organizadores do 8 de Janeiro. Propõe alterar o Código Penal para incluir o termo “violência contra a pessoa” no artigo que trata de “tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito”. O objetivo é afastar interpretações que enquadrem como “atentado ao Estado democrático de direito o que seja em verdade dano ao patrimônio público, depredação e congêneres”.

O projeto de Hélio Lopes (PL-RJ), outro da tropa de choque de Bolsonaro na Câmara, foi o único apensado ao de Vitor Hugo que mira nos condenados de menor poder aquisitivo em vez de favorecer os “peixes grandes” do episódio. O texto prevê livrar de pagamento de prestação pecuniária (pena alternativa à prisão, que consiste no pagamento de uma quantia em dinheiro à vítima) aqueles bolsonaristas presos que estejam inscritos no Cadastro Único ou comprovem que não têm condições de arcar com o pagamento “sem prejuízo ao seu sustento próprio ou de sua família”.

Por fim, ainda que decrete a revogação das punições e crimes atribuídos a todos os envolvidos “nos eventos de 8 e 9 de janeiro de 2023”, a proposição de Marcos Pollon (PL-MS) restringe o perdão às acusações e condenações de crimes de “associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado e incitação ao crime”.

Prevê que a anistia não impede a continuidade de investigações sobre eventuais crimes cometidos durante o ato — isto é, restariam as punições a vandalismo contra o patrimônio público, por exemplo. Cita “punições desproporcionais” e “penas pesadas” em razão de um “erro na tipificação das condutas”, uma vez que, segundo o autor, houve uma excessiva generalização das condutas, tipificando como tentativa de golpe ações menos graves.

Apesar das brechas, Bolsonaro e os aliados têm centrado o discurso nos militantes presos e por vezes se esquivado de responder se cabe o perdão ao ex-presidente. Em fevereiro, durante uma ida ao Senado Federal, ele foi questionado se teria votos suficientes para também aprovar a sua própria anistia. Ele respondeu que o seu caso poderia ser resolvido com uma revisão da Lei da Ficha Limpa, e não um projeto de lei para perdoar seus crimes.

“Não é anistia o meu caso. O meu caso é mudar a Lei da Ficha Limpa. Deixa amadurecer um pouquinho mais. O pessoal está entendendo que a Lei da Ficha Limpa é usada para perseguir a direita, só isso”, declarou Bolsonaro na ocasião. Ao contrário do que diz Bolsonaro, PT e PL tiveram quase o mesmo número de candidatos barrados pela Ficha Limpa em 2024.
Como mostrado pelo Placar da Anistia do Estadão, pelo menos 43 deputados são favoráveis à extinção ou redução das penas dos envolvidos no atos, mas são contra estender esse benefício ao ex-presidente.

Guilherme Caetano/Estadão Conteúdo

Eduardo Bolsonaro voltará ao país para disputar eleição de 2026, diz Costa Neto

Publicado em 23 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Moraes concede liberdade provisória a Valdemar Costa Neto

Costa Neto acredita que Eduardo se elegerá deputado

Deu na Folha

Apesar de o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) cogitar pedir asilo político nos EUA e permanecer indefinidamente em solo americano, o PL conta com ele como candidato na eleição do ano que vem.

Questionado pelo Painel sobre o tema, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, diz não ter dúvida do retorno de Eduardo. “Lógico [que ele volta ao Brasil]. Vai ser nosso senador”, afirmou o dirigente.

O filho de Jair Bolsonaro vem sendo cogitado para disputar uma das duas vagas ao Senado por São Paulo em 2026. Outra hipótese mencionada é ele disputar a Presidência no lugar do pai, que está inelegível.

EXILADO POLÍTICO – A decisão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de se licenciar do cargo para permanecer nos Estados Unidos fez com que ganhasse de parlamentares bolsonaristas o status de “exilado político” e manifestações de solidariedade.

Por outro lado, integrantes do governo Lula (PT) e parlamentares de esquerda viram no gesto uma tentativa de vitimização e de difamação do país no exterior.

Eduardo anunciou, na manhã desta terça-feira (18), que continuaria nos EUA com sua família, onde já tem passado boa parte do ano, numa cruzada para convencer a administração de Donald Trump a aplicar sanções a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), sobretudo, Alexandre de Moraes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O autoexílio de Eduardo Bolsonaro é mais um problema para Moraes e para o Supremo, devido às sanções pretendidas por Trump e Musk. Proibidos de entrar nos EUA, os ministros do Supremo ficarão inconsoláveis, dá até pena… (C.N.)


Morre Dr. Francisco Xavier - Médico sofreu infarto durante cirurgia no Hospital Nair Alves de Souza


Internet
Morre Dr. Francisco Xavier - Médico sofreu infarto durante cirurgia no Hospital Nair Alves de SouzaInternet

O médico Francisco Xavier faleceu às 15h35 deste domingo (23), no Hospital Nair, em Paulo Afonso, após sofrer uma parada cardíaca enquanto realizava sua segunda cesariana do dia. Conhecido e respeitado na cidade pela dedicação à medicina, Dr. Francisco recebeu atendimento imediato de vários colegas, incluindo seu próprio filho, Fabrício Xavier, que estava presente na sala de cirurgia quando o fato ocorreu.


Houve a intenção de transferi-lo para outra unidade de saúde, mas, infelizmente, não houve tempo para a remoção. A morte de Dr. Francisco Xavier representa uma grande perda para a comunidade médica e para todos os que foram beneficiados por seu trabalho ao longo dos anos.


A notícia de seu falecimento gera forte comoção em Paulo Afonso, onde o médico era admirado não apenas pelo profissionalismo, mas também pela humanidade com que tratava seus pacientes. Amigos, colegas de profissão e familiares lamentam sua partida precoce e prestam homenagens à sua memória. 

https://www.tribunadopovo.net/

Nota da redação deste Blog - Com profundo pesar, recebi a triste notícia do falecimento do Dr. Francisco Xavier. Tive o privilégio de conhecê-lo desde o início de sua trajetória profissional, quando começou a atuar como médico perito no INPS. Sua dedicação e compromisso com a medicina sempre foram notáveis. Que Deus, em sua infinita misericórdia, conceda conforto e força aos familiares e amigos neste momento de dor. Meus sentimentos.

Governança Pública: Transformando a Gestão Municipal em Jeremoabo


A administração pública municipal enfrenta desafios complexos e diversos, exigindo soluções inovadoras e estratégicas para garantir a eficiência e a transparência na gestão. Nesse contexto, o prefeito Tista de Deda, ao nomear   Anabel de Sá Lima Carvalho, designada pela Portaria 201/2025, de 04.02.2025, uma ex-prefeita e ex-assessora de Secretaria de Governo do Estado da Bahia para a Secretaria de Governo de Jeremoabo, deu um passo significativo para a implementação da política de governança pública em seu município. Essa escolha demonstra um compromisso com a profissionalização da gestão e a busca por soluções baseadas em experiência e conhecimento técnico.

A governança pública, de forma simples, busca criar valor para a sociedade por meio de mecanismos de liderança, estratégia e controle. Essa abordagem permite que problemas sejam sanados e que a administração pública passe por uma transformação positiva. Ou seja, a governança auxilia o prefeito na organização da gestão municipal, tornando-a mais eficiente e transparente.

A complexidade das competências e dos desafios enfrentados diariamente na administração municipal reforça a necessidade de uma governança estruturada. Para compreender sua importância, podemos fazer uma analogia com o setor privado: assim como uma empresa tem acionistas e gestores responsáveis por maximizar seus lucros, o município possui cidadãos que elegem um prefeito para gerir os recursos públicos de forma eficiente. O objetivo da governança municipal é gerar valor para a população por meio de políticas e serviços públicos de qualidade.

Fortalecer os mecanismos de governança pública reduz o distanciamento entre a prefeitura e o cidadão, garantindo uma imagem institucional positiva ao gestor e deixando um legado duradouro para a cidade. Isso ocorre por meio da aplicação de boas práticas de liderança, estratégia e controle, essenciais para uma administração eficiente e moderna.

As políticas públicas, conjunto de ações e planos governamentais voltados para o bem-estar social, também são impactadas pela governança. As decisões de um governo municipal não devem se limitar a uma única gestão, mas sim considerar o desenvolvimento de longo prazo da cidade. A governança pública proporciona maior capacidade de resposta às necessidades sociais e impulsiona o progresso contínuo da administração.

A modernização da administração pública é uma exigência da sociedade atual. O mundo passou por transformações tecnológicas significativas nas últimas décadas, e a governança pública busca acompanhar esse ritmo, promovendo inovação e eficiência nos serviços prestados à população. Para isso, é necessário que os gestores municipais adotem práticas modernas e inovadoras na gestão de políticas públicas.

A governança pública trabalha para que problemas prioritários tenham destaque na agenda governamental, evitando que interesses individuais se sobreponham às demandas coletivas. O ciclo de governança inclui etapas fundamentais como a identificação de soluções, tomada de decisão, planejamento da execução, implementação das políticas e avaliação dos resultados. Essas etapas garantem que as políticas públicas sejam eficazes e atendam às necessidades da população.

Para atender às demandas sociais de maneira eficaz, a prefeitura deve fortalecer seus mecanismos de governança pública, baseando-se em três pilares: liderança, estratégia e controle. Dessa forma, é possível reduzir a distância entre o governo e os cidadãos, resultando em uma administração mais transparente e eficiente.

Entre as principais iniciativas que a governança pública pode trazer para um município, destacam-se:

  • Promoção da inovação e modernização da administração;

  • Ampliação do diálogo entre governo e sociedade, com novas formas de participação social;

  • Redução de custos e melhora na alocação dos recursos públicos;

  • Aumento da receita sem elevação de impostos;

  • Redução da burocracia e aumento da produtividade;

  • Planejamento estratégico focado em resultados e eficiência;

  • Implementação de projetos de longo prazo para o desenvolvimento sustentável;

  • Utilização da tecnologia para aprimorar os serviços públicos e facilitar o acesso da população aos programas governamentais.

A governança pública permite que a gestão municipal seja mais eficiente, inovadora e transparente, garantindo que as políticas públicas sejam executadas de forma planejada e eficaz. Com a adoção dessa metodologia, o município de Jeremoabo pode se tornar referência na administração pública, oferecendo serviços de qualidade e promovendo o desenvolvimento sustentável para sua população. 

https://portal.tcu.gov.br/data/files/61/A7/41/87/4E9F771072725D77E18818A8/Cartilha%20Governanca_compressed%20_1_.pdf

Saiba quem precisa declarar o imposto de renda em 2025

 em 22 mar, 2025 15:40

Saiba quem precisa declarar o imposto de renda em 2025 (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

Em 2025, a Receita Federal espera receber 46,2 milhões de declarações do Imposto de Renda, ou seja, cerca de um quinto da população terá que prestar contas ao Fisco neste ano. Afinal, quem precisa declarar o Imposto de Renda?

A obrigatoriedade está relacionada aos ganhos recebidos e o patrimônio do contribuinte em 2024, conforme a normativa 2255, divulgada pela Receita Federal em março deste ano. O prazo para declarar o Imposto de Renda 2025 vai até o dia 30 de maio.

Saiba quem precisa declarar o Imposto de Renda:

Rendimentos acima de R$ 33.888: quem recebeu rendimentos tributáveis, como salário, férias, aposentadoria ou pensão por morte, acima de R$ 33.888 é obrigado a fazer a declaração do Imposto de Renda.”Se, em 2024, a pessoa recebeu mais de R$ 33.888, ela tem que declarar este ano. Se ela recebeu outros tipos de rendimentos que não são os tributáveis, mas são rendimentos isentos ou com tributação exclusiva na fonte de valor superior a R$ 200 mil, também está obrigada. Quem possuía, em 31 de dezembro de 2024, somatório de bens acima de R$ 800 mil também está obrigado a declarar”, explica o auditor-fiscal da Receita Federal, José Carlos Fonseca.

Atividade rural: é obrigatória a declaração para quem teve receita bruta acima de R$ 169.440 ou pretende compensar prejuízos de 2024 ou anos anteriores.

Investimentos fora do país: “A Lei nº 14754 determinou que o imposto que se paga desses rendimentos de aplicações no exterior deixou de ser mensal e passou a ser anual. Então, ano passado, em 2024, não houve cobrança de imposto sobre os rendimentos recebidos em 2024, porque agora, eles deverão ser colocados na declaração deste ano, de 2025, e vão ser tributados nesta declaração”, diz o auditor-fiscal.

Valores de imóveis: quem tem imóveis e os valores foram atualizados no final de 2024, com o pagamento de um imposto sobre ganho de capital diferenciado de 4%, também está obrigado a declarar, segundo o auditor-fiscal.

Residente no Brasil: quem passou à condição de residente no Brasil em 2024 também deve apresentar a declaração do Imposto de Renda.

Não sou obrigado a declarar o IR, mas posso fazer?

Agora, surge outra questão: e se a pessoa não for obrigada a declarar, ela pode fazer isso voluntariamente. O professor Deypson Carvalho, coordenador adjunto do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF). “A pessoa física, ainda que desobrigada, pode apresentar a Declaração de Ajuste Anual à Receita Federal do Brasil, observando-se que é vedado a um mesmo contribuinte constar simultaneamente em mais de uma declaração, seja como titular ou dependente, exceto em casos de alteração na relação de dependência no ano-calendário de 2024”.

O que mudou no IR de 2025?

A professora do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera, Valéria Vanessa Eduardo, destaca uma mudança na ordem de restituição do Imposto de Renda.

“Quem optar por receber através de Pix e também fazer a declaração pré-preenchida terá prioridade sobre quem apenas fizer a pré-preenchida ou aceitar o pagamento via Pix. Vale lembrar que as prioridades legais foram mantidas, beneficiando idosos, pessoas com deficiência, doentes graves e aqueles cuja maior fonte de renda seja o magistério.”
Há mudanças, ainda, em campos da declaração como, por exemplo, no fim da exigência do preenchimento de título de eleitor, códigos de consulado e embaixada para residentes no exterior e número da última declaração.

Além disso, o aplicativo Meu Imposto de Renda foi extinto. A declaração deve ser feita pelo aplicativo da Receita Federal ou pela plataforma Gov.br.

O prazo para declaração do Imposto de Renda 2025 começou no dia 17 de março e vai até o dia 30 de maio. Para quem deseja fazer a declaração pré-preenchida, os dados completos serão disponibilizados a partir de 1º de abril.

Se eu não declarar o IR, o que ocorre?
As sanções para quem não entrega a declaração vão desde multa mínima de R$ 165,74 a 20% do imposto devido até a alteração do CPF para “pendente de regularização” pela Receita Federal, o que impede o contribuinte de realizar transações bancárias.

por João Paulo Schneider 

Com informações da Agência Brasil 

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O que muda na situação do ex-presidente se o STF aceitar a denúncia da PGR

 Foto: Pedro França/Arquivo/Agência Senado

O ex-presidente Jair Bolsonaro22 de março de 2025 | 19:17

O que muda na situação do ex-presidente se o STF aceitar a denúncia da PGR

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide em julgamento que começa nesta terça-feira, 25, se aceita ou não a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra oito acusados de tentativa de golpe de Estado, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Se a denúncia for aceita, Bolsonaro e outros sete denunciados se tornarão réus.

A partir desse momento, eles passam a responder ao processo judicial. De acordo com o Código de Processo Penal, os réus serão citados pela Justiça.

Os advogados poderão “arguir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas”.

A advogada Vera Chemim, especialista em Direito Constitucional, explica que caso a Primeira Turma decida pelo recebimento da denúncia em face de Bolsonaro e os demais denunciados, “eles se tornarão réus, com a abertura de uma ação penal que inaugura a fase chamada processual”.

“Em outras palavras: a fase processual significa que os réus terão que responder a um processo penal que se iniciará com a fase de instrução penal, em que, tanto o Estado acusador, quanto a defesa dos réus apresentarão todas as provas para serem analisadas pelos ministros daquela Turma, assim como testemunhas, documental, pericial”, explica.

Ou seja, nessa fase, caso a denúncia seja recebida pelo STF, as defesas de Bolsonaro e dos demais precisam apresentar provas e indicar testemunhas que possam confrontar a denúncia apresentada pela PGR, com o intuito de comprovar a inocência deles.

Como explica o Conselho Nacional de Justiça, essa fase “salvaguarda todas as garantias de quem é acusado e processado por um suposto crime, principalmente o direito de defesa. Sem o processo penal e suas garantias constitucionais, o indiciado e o denunciado não teriam como se defender das acusações”.

Depois de responder ao processo, o réu poderá ser absolvido ou condenado a cumprir pena. De acordo com o Código Penal, a pena pode ser privativa de liberdade, ou seja, de prisão, ou restritiva de direitos, como, por exemplo, a prestação de serviços comunitários ou multa.

“Finda essa fase de instrução penal, nós temos as alegações finais. Cada ministro analisa todas essas provas que são apresentadas na instrução penal, no bojo da instrução penal. A defesa e a acusação apresentam as suas alegações finais e depois lá no final, os ministros da Primeira Turma vão se reunir novamente para julgar se Bolsonaro e os demais serão culpados ou inocentes”, explica Vera Chemim.

A advogada explica ainda que uma das medidas cautelares comuns no decorrer da ação penal é a proibição de deixar o País. É algo que pode, ou não, ser decidido pela Corte no decorrer do processo.

Relembre a denúncia contra Bolsonaro

Bolsonaro é apontado pela PGR como líder de uma organização criminosa “baseada em projeto autoritário de poder” e “com forte influência de setores militares”.

Os crimes atribuídos ao ex-presidente da República são:

Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (pena de 4 a 8 anos);

golpe de Estado (pena de 4 a 12 anos);

Organização criminosa armada (pena de 3 a 8 anos que pode ser aumentada para 17 anos com agravantes citados na denúncia);

Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima (pena de 6 meses a 3 anos);

Deterioração de patrimônio tombado (pena de 1 a 3 anos).

Caso seja condenado, Bolsonaro pode ter uma pena de prisão superior a 43 anos, considerando as penas máximas e agravantes.

Independentemente de ser condenado ou não, o ex-presidente já está inelegível, por decisões da Justiça Eleitoral. Ele não poderá disputar eleições até 2030.

A defesa de Bolsonaro classificou a denúncia contra ele como “vaga”, “inepta” e “desorganizada”. “As acusações feitas são seríssimas e, considerando o processo penal como um constrangimento por si só, é ônus do Ministério Público indicar os indícios suficientes aptos a promover a ação penal, o que não foi feito no presente feito. A denúncia, absolutamente inepta, não pode prevalecer”, escreveram os advogados.

Rayanderson Guerra/Estadão ConteúdoPoliticaLivre

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