sexta-feira, fevereiro 21, 2025

Chance de acusação contra Bolsonaro ir ao plenário do STF é considerada mínima

 Foto: Alan Santos/PR/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)21 de fevereiro de 2025 | 13:58

Chance de acusação contra Bolsonaro ir ao plenário do STF é considerada mínima

brasil

A chance de as acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) serem levadas ao plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) dependem principalmente do relator do caso, Alexandre de Moraes, ou de uma votação de 3 dos 5 ministros da Primeira Turma da corte e são consideradas baixas internamente.

Moraes levará o processo para ser julgado pelo colegiado composto por ele e pelos ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

Isso fará com que os ministros indicados por Bolsonaro —Kassio Nunes Marques e André Mendonça—, integrantes da Segunda Turma, não participem da análise.

A decisão de transferir o julgamento de ações penais do plenário para as turmas foi tomada em uma sessão administrativa da corte realizada no fim de 2023, sob a justificativa de racionalizar a distribuição do acervo criminal e reduzir a carga de processos para todos os 11 integrantes do Supremo.

No entanto, há situações em que o relator pode entender que o julgamento deve ocorrer no plenário, quando houver, segundo o regimento interno, “relevante arguição de inconstitucionalidade ainda não decidida”.

Por exemplo, se houver matérias em que as turmas divirjam entre si ou em relação ao plenário ou em razão da relevância da questão jurídica.

Como mostrou a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, ministros da corte estão inconformados com a decisão de Moraes de levar o caso de Bolsonaro à Primeira Turma e acham que, pela sua importância e repercussão, ele devia ser julgado por todos os ministros.

O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, disse em entrevista à GloboNews que estuda uma forma de pedir para que o julgamento ocorra no plenário.

A base, segundo ele, seria considerar que esse é um processo em que deve ser considerado foro especial de presidente da República, já que Bolsonaro estava no cargo à época dos fatos descritos pelas investigações.

Especialistas em direito penal e em direito processual penal dizem que advogados dos 34 envolvidos nos casos podem solicitar que o processo seja levado ao plenário desde já, na fase de recebimento da denúncia, ou depois, em um eventual julgamento que pode condenar ou absolver os mencionados.

“O Regimento Interno do STF prevê hipóteses nas quais um caso criminal possa ter seu julgamento afetado para o plenário pelo relator, destacando-se, entre outras, aquelas nas quais se entender relevante a questão jurídica discutida ou houver divergência nos posicionamentos das turmas ou de alguma delas em relação ao próprio plenário”, diz Flavia Rahal, professora da Escola de Direito da FGV-SP.

O advogado e professor de direito penal Marcelo Lebre também levanta a possibilidade de, após a decisão, a defesa apresentar os chamados “embargos de divergência”, quando se entende que uma decisão da turma diverge de algo julgado pela outra turma ou pelo plenário.

Mas ele afirma que há interpretação de que esse pedido não cabe em ação originária —que começa diretamente no tribunal, e não em instâncias inferiores, como é o caso da de Bolsonaro.

Eventual pedido para julgamento em plenário pode ser feito na etapa atual da ação, em que, por determinação de Moraes, os advogados devem apresentar as chamadas defesas prévias.

Depois, a denúncia será levada para julgamento do colegiado —no caso, a Primeira Turma. Será decidido se o tribunal aceita a denúncia e torna réus os acusados ou se a rejeita.

Se a acusação for aceita, o processo é instruído, são ouvidas as testemunhas, e réus são interrogados. Tanto o Ministério Público como as defesas se manifestam antes de o processo ser levado a julgamento.

Caso o ex-presidente e outros acusados sejam condenados, há algumas hipóteses de recursos. Se a votação dos ministros não for unânime, inclusive em relação ao tempo da pena, podem ser apresentados os chamados embargos infringentes.

O objetivo desse tipo de recurso é que o colegiado de magistrados decida de forma consensual.

Também podem ser apresentados os chamados embargos de declaração, que visam esclarecer obscuridades, contradições, omissões ou erros nas decisões. Só depois disso, o processo é considerado encerrado.

Bolsonaro foi denunciado ao STF nesta terça-feira (18) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, sob acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado, após perder as eleições de 2022, para impedir a posse de Lula (PT).

Ele é acusado de praticar os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e participação em uma organização criminosa.

Somadas, as penas máximas chegam a 43 anos de prisão, sem contar os agravantes, além da possibilidade de ele ficar inelegível por mais tempo do que os oito anos pelos quais foi condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O ex-presidente nega as acusações.

Além dele, outras 33 pessoas foram denunciadas, entre eles o ex-ministro Walter Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente na chapa de 2022 e, atualmente, está preso preventivamente. Fora o general, outros cinco estão detidos.

José Marques, FolhapressPoliticaLivre

63 Anos Sem Zé Rufino: A Memória de Um Ícone Que Ainda Vive Na História

21/02/2025

63 Anos Sem Zé Rufino: 

A Memória de Um Ícone Que Ainda

 Vive Na História

Fonte; JVPORTAL / JEREMOABO TV

RP: 9291/BA 

Foto; CIPE / Caatinga

O Coronel Zé Rufino foi um dos mais temidos e

 eficientes comandantes de volante na luta

 contra o cangaço no sertão nordestino.

 Com uma história marcada pela perseguição

 incansável aos cangaceiros, ele se tornou 

uma figura emblemática no combate a 

Lampião e seu bando, sendo responsável

 pela neutralização de diversos integrantes

 do cangaço em Jeremoabo e região.

Nascido no sertão pernambucano de São

 José de Belmonte em 20/02/1906, veio a 

falecer na mesma data de nascimento em

 Jeremoabo em 20/02/1969.  Zé Rufino construiu 

sua reputação como um homem de coragem e

 estratégia, liderando volantes que patrulhavam os

 sertões em busca de bandos armados. Sua

 atuação se destacou por sua disciplina, 

conhecimento do terreno e pela forma implacável

 com que enfrentava os cangaceiros.

Em Jeremoabo, cidade historicamente ligada ao

 cangaço, Zé Rufino participou de emboscadas

 e combates que resultaram na captura e morte

 de diversos cangaceiros famosos. Seu nome ficou

 gravado na memória local como um dos principais

 protagonistas da época em que o sertão vivia sob

 a sombra do cangaço.

Apesar de ser visto como herói por muitos, sua

 história também é cercada de controvérsias. 

Assim como outros comandantes de volante,

 seu método de combate era severo, muitas 

vezes letal, refletindo a brutalidade dos confrontos

 entre as forças policiais e os cangaceiros.

A atuação de Zé Rufino no combate ao cangaço 

ajudou a modificar a dinâmica da região, contribuindo

 para a pacificação do sertão após a morte de 

Lampião em 1938. Seu legado permanece na história

 de Jeremoabo e do Nordeste como um símbolo da era

 das volantes e do fim do cangaço organizado.

Neste 20 de fevereiro de 2025, o Patrono da CIPE

 Caatinga Cel Pm José Osório de Farias conhecido 

como “Coronel Zé Rufino” completou 63 anos de sua morte.

 O mesmo foi sepultado no Cemitério São João Batista na

 cidade de Jeremoabo/Ba, onde o mesmo morava.

Uma Luta por Justiça e Reconhecimento

O Capitão PM Caatinga Juazeiro/Ba. Érico Carvalho, Flávio

 Passos e Jovino Fernandes entre outros, estão unidos em

 uma causa nobre: a construção do túmulo no Cemitério

 São João Batista de Jeremoabo/BA, de um grande defensor

 da sociedade que, infelizmente, foi esquecido ao longo do

 tempo. Esse homem, que dedicou sua vida à proteção e

 ao bem-estar da comunidade, merece nosso respeito,

 nossas homenagens e o devido reconhecimento por sua

 trajetória de dedicação e coragem.

Não podemos permitir que sua memória se apague.

 É fundamental que a sociedade se una a essa iniciativa,

 valorizando aqueles que tanto fizeram por nós. Honrar sua

 história é um ato de gratidão e justiça!

Deve-se ressaltar, que existe um Projeto que foi

 elaborado para captação de recursos e, que em breve será realizado.

JEREMOABO TV - JUNTO A VOCÊ !!!

..



Nota da redação deste Blog - O Esquecimento de Zé Rufino na História de Jeremoabo

Enquanto em Jeremoabo vereadores nomeiam ruas de maneira graciosa e ilegal em homenagem a pessoas ainda vivas, não há sequer uma via que carregue o nome do Coronel José Rufino, figura marcante da história local. Além disso, o túmulo do coronel encontra-se deteriorado, dependendo apenas da boa vontade dos moradores para ser recuperado e reconstruído. Esse descaso representa mais um capítulo da história de Jeremoabo sendo jogado no lixo.

A História de Zé Rufino e o Cangaço

Muito além de Lampião e Corisco, o cangaço nordestino foi marcado por diversas personalidades, entre elas José Osório de Farias, conhecido como Zé Rufino. Diferente de outros nomes do período, sua trajetória começou longe do crime e da violência.

Zé Rufino iniciou sua vida como sanfoneiro, ganhando notoriedade no Nordeste. No entanto, ao recusar convites de Lampião para integrar seu bando, percebeu que não poderia mais viver tranquilamente apenas da música. Ele então se mudou para a Bahia e ingressou na Polícia Militar, onde rapidamente ascendeu ao posto de tenente.

O Enfrentamento ao Cangaço

Já famoso como oficial, Zé Rufino se tornou um dos principais inimigos do cangaço. Em 1938, Lampião planejou sua execução, mas antes que pudesse agir, ele e seu bando caíram em uma emboscada de João Bezerra, resultando em sua morte. Em retaliação, Corisco, tomado pela raiva, vingou Lampião de maneira brutal, assassinando inocentes.

O Descaso com a Memória de Zé Rufino

Apesar de seu papel na história do cangaço e sua ligação com Jeremoabo, Zé Rufino não recebe a devida valorização. Diferentemente de outras figuras históricas, seu nome não é lembrado em ruas ou homenagens oficiais da cidade, e até seu túmulo sofre com o abandono. A negligência das autoridades e o esquecimento de sua importância refletem a falta de respeito pela história e cultura local.(https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/de-sanfoneiro-policial-militar-ze-rufino-o-cacador-de-cangaceiros.phtml

Ex-prefeito de Ribeira do Pombal é condenado a cinco anos de prisão pela Justiça Federal por corrupção

 Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Ribeiro do Pombal José Lourenço Morais da Silva Júnior, mais conhecido como Zé Grilo20 de fevereiro de 2025 | 17:30

Ex-prefeito de Ribeira do Pombal é condenado a cinco anos de prisão pela Justiça Federal por corrupção

exclusivas

O juiz federal Fábio Moreira Ramiro, da 2ª Vara Federal Criminal da Bahia, condenou o ex-prefeito de Ribeiro do Pombal José Lourenço Morais da Silva Júnior, mais conhecido como Zé Grilo, a cinco anos de reclusão em regime semiaberto e pagamento de multa por participação em um esquema de corrupção passiva. Na mesma decisão, o empresário Amaro Pinto Silva Júnior, dono da JR Consultoria, foi sentenciado a três anos e quatro meses de reclusão e pagamento de multa por corrupção ativa.

De acordo com a investigação do Ministério Público Federal (MPF), entre fevereiro de 2010 e dezembro de 2012, foram identificadas 20 transações bancárias suspeitas que totalizaram R$ 87.200,00. Os repasses eram feitos por Amaro Silva para as contas de Odilon Urbano Nascimento Rocha, que na época atuava como motorista e chefe de garagem da Prefeitura de Ribeira do Pombal. As transferências aconteciam precisamente nos mesmos dias ou logo após a JR Consultoria receber pagamentos do município, oriundos de contratos firmados por meio de inexigibilidade de licitação.

O esquema foi descoberto após quebra de sigilo bancário, que revelou que Odilon Rocha, por sua vez, transferia parte dos valores para a conta pessoal do então prefeito José Lourenço. Do montante total, R$ 18.100,00 foram rastreados diretamente para a conta do ex-gestor municipal.

Na sentença, o juiz Fábio Ramiro destacou a especial gravidade do caso, considerando que Ribeira do Pombal ocupa a posição 4.123 entre os 5.565 municípios brasileiros no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, estando entre os 30% mais pobres e carentes do país. Conforme alegado pelo MPF, a prática de “atos de corrupção em um Município como este, que tem especial necessidade de uma administração proba, é substancialmente mais nocivo do que em um Município com melhores condições de vida”.

Odilon Rocha, que serviu como intermediário nas transações, foi absolvido das acusações por falta de provas. Em seu depoimento, alegou que apenas cumpria ordens do prefeito e da secretária de administração e finanças para emprestar suas contas bancárias.

Os três réus foram absolvidos da acusação de lavagem de dinheiro. O juiz entendeu que as transferências bancárias constituíram apenas o modo de operação do crime de corrupção, não caracterizando uma tentativa posterior de ocultar a origem ilícita dos recursos.

A pena de Amaro Silva foi substituída por duas penas restritivas de direitos: prestação de serviços à comunidade e pagamento de prestação pecuniária no valor de dois salários mínimos. O empresário cumprirá a pena em regime aberto, enquanto o ex-prefeito deverá cumprir em regime semiaberto. Ambos poderão recorrer em liberdade.

Clique aqui e leia a íntegra da decisão judicial

Política Livre

Oposição ignora sinal de Alcolumbre sobre anistia do 8/1 e mantém mobilização

 Foto: Joedson Alves/Arquivo/Agência Brasil

Invasão aos poderes em 8 de janeiro21 de fevereiro de 2025 | 06:55

Oposição ignora sinal de Alcolumbre sobre anistia do 8/1 e mantém mobilização

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Senadores e deputados federais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) minimizaram a declaração do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro e prometeram manter pressão para que o tema entre em pauta no Congresso.

Alcolumbre marcou posição sobre o assunto na quarta-feira (20), horas após a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ex-presidente por tentativa de golpe: disse que a anistia não está em debate nem é assunto dos brasileiros.

“Isso [anistia] não é um assunto que nós estamos debatendo. Quando a gente fala desse assunto, a todo instante, a gente está dando de novo a oportunidade de nós ficarmos, na nossa sociedade, dividindo um assunto que não é um assunto dos brasileiros”, afirmou.

Mesmo com o recado público à ala bolsonarista do Senado, Alcolumbre foi poupado de críticas. Um senador do PL diz, reservadamente, que a fala não muda o diagnóstico de antes. Alcolumbre, segundo ele, não deve ser o fiador da proposta, nem barrar a tramitação futuramente.

A possibilidade de tentar votar a medida primeiro no Senado foi descartada pela oposição há meses, diante do cenário reconhecidamente hostil, mas a avaliação é de que o projeto de lei pode ganhar tração na Câmara dos Deputados com pressão popular.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RS), disse não estar preocupado com o Senado neste momento. Para ele, a fala de Alcolumbre foi um gesto para o governo. “O Davi é artista. Meu amigo pessoal”, afirmou.

“Eu estou preocupado em votar aqui [na Câmara]. Depois lá, onde a briga é outra. Ele pode falar o que ele quiser. Na hora que eu aprovar aqui, você vai ver o que vai acontecer do outro lado [Senado]”, disse, acrescentando que quem pauta não é o presidente, mas o colégio de líderes.

A oposição também promete fazer barulho em torno da pauta por meio da Comissão de Direitos Humanos do Senado. Segundo relatos, Bolsonaro falou rapidamente do uso do colegiado para esse fim com a nova presidente, senadora Damares Alves (Republicanos-DF) —que foi ministra no governo anterior.

Damares já afirmou a pessoas próximas que pretende chamar a atenção para o projeto de lei por meio de audiências com a participação de familiares dos presos e advogados, além de visitas ao sistema penitenciário.

Um motorista de carreta condenado a 14 anos de prisão e foragido da Justiça desde o ano passado se tornou a referência de parlamentares da oposição para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar a anistia.

Na semana passada, deputados levaram a esposa dele, Vanessa Vieira, e seus filhos à Câmara para pedir “misericórdia” a Motta. “Ele foi condenado a 14 anos, mas não cometeu nenhum crime”, disse a mulher sobre Ezequiel Ferreira Luis, 43, preso em flagrante em 8 de janeiro.

Entre aliados do presidente Lula (PT), a percepção é de que Alcolumbre “colocou a bola no chão” e deixou claro que, mesmo com o barulho de Bolsonaro, a anistia não está na ordem do dia nem tem votos para ser aprovada.

Senadores governistas afirmam taxativamente que o projeto de lei não será aprovado nesta legislatura. Um parlamentar ouvido pela reportagem nesta quinta (20) disse que não foi Alcolumbre quem enterrou o projeto, mas sim as provas trazidas à tona sobre a trama golpista.

Segundo um interlocutor do presidente do Senado, ele quis deixar claro que o Congresso, sob seu comando, deve se dedicar a projetos que possam melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, evitando polêmicas —e que a anistia não está entre as prioridades do país.

Minutos depois da declaração, o presidente da Casa abriu a sessão plenária —a primeira desde a eleição— dizendo querer discutir problemas reais. Alcolumbre fez um longo discurso de união e afirmou que o Senado quer demonstrar pacificação e moderação.

Na Câmara, as falas do senador foram usadas por deputados críticos à ala mais pragmática da direita que busca fechar acordo com o centrão. Reservadamente, parlamentares avaliaram que essa é uma demonstração clara de que não dá para confiar no grupo.

“Se a anistia de 8 de janeiro não faz parte do Brasil, o que é o mundo para ele?”, disse o deputado Bibo Nunes (PL-RS), autor do projeto de lei que muda a Lei da Ficha Limpa para tentar salvar Bolsonaro da inelegibilidade.

Pouco antes de ser denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), Bolsonaro defendeu a anistia e o enfraquecimento da ficha limpa, em visita ao Senado. “Acho que na Câmara já tem quórum para aprovar a anistia”, afirmou.

Thaísa Oliveira e Marianna Holanda/Folhapress

Moraes manda Rumble indicar representante legal em 48 horas sob pena de suspensão no Brasil

 Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)20 de fevereiro de 2025 | 22:00

Moraes manda Rumble indicar representante legal em 48 horas sob pena de suspensão no Brasil

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a plataforma de vídeos canadense Rumble indique em até 48 horas seu representante legal no Brasil, sob pena de suspensão de suas atividades no país.

Em despacho desta quarta-feira (19), Moraes afirma que ordenou à plataforma em 9 de fevereiro que tirasse do ar o perfil do influenciador bolsonarista Allan dos Santos e suspendesse os repasses de valores oriundos de monetização.

O magistrado afirma que no dia 12, no entanto, os advogados constituídos pela empresa no Brasil responderam que não tinham poderes para receber intimação referente ao Rumble, uma vez que não eram representantes legais, e no dia 17 renunciaram ao mandato judicial.

Moraes afirma, então, que a lei brasileira estabelece que as empresas estrangeiras que operam no Brasil precisam ter representantes em território nacional, o que o Rumble deve providenciar em até 48 horas, “sob pena de suspensão imediata das atividades da empresa” no país.

Nesta quinta-feira (20), o CEO do Rumble, Chris Pavlovski, escreveu um post em que disse ter recebido nova determinação de Moraes, mas não revelou o conteúdo.

“Oi @alexandre. Recebemos mais uma ordem ilegal e sigilosa na noite passada [quarta-feira, 19], exigindo nosso cumprimento até amanhã à noite. Você não tem autoridade sobre o Rumble aqui nos EUA, a menos que passe pelo governo dos Estados Unidos. Repito — nos vemos no tribunal”, diz a publicação, feita em português e inglês.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrou que o Rumble e a empresa de mídia do presidente dos EUA, Donald Trump, entraram com uma ação conjunta contra Moraes em um tribunal federal americano.

As plataformas afirmam que recentes ordens de Moraes determinando que o Rumble feche a conta de Allan dos Santos e forneça os seus dados de usuário violam a soberania dos Estados Unidos, a Constituição americana e as leis do país. As ordens de Moraes foram emitidas de forma sigilosa e proíbem que o Rumble divulgue seu teor.

Na quarta-feira (19), Pavlovski escreveu nas redes sociais que o Rumble não cumprirá o que chamou de “ordens ilegais” de Moraes.

Popular entre influenciadores da direita, o Rumble anunciou seu retorno ao Brasil no início de fevereiro.

A medida foi anunciada um dia depois de Moraes ter revogado a suspensão das contas em redes sociais do influenciador Monark. O Rumble estava entre as plataformas em que o podcaster havia sido bloqueado.

Os advogados da empresa de mídia de Trump argumentam que qualquer tentativa de restringir as operações do Rumble no Brasil também prejudicaria a Trump Media and Technology Group Corp. (Trump Media), dona da plataforma Truth Social.

O Rumble fornece os serviços de nuvem que sustentam a Truth Social, e qualquer bloqueio imposto à plataforma poderia desestabilizar a empresa de Trump, dando-lhe base legal para contestar as decisões de Moraes.

Dois dias depois de o Rumble retornar ao Brasil, a Casa Branca anunciou a criação de canal oficial do governo na plataforma.

O contexto indica que, caso Moraes decida adotar contra o Rumble roteiro semelhante ao que aplicou em relação ao X (ex-Twitter), o conflito tende a ter reverberações políticas.

Folhapress

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