domingo, dezembro 01, 2024

Para buscar reeleição, Lula precisa fazer Bolsonaro e Marçal elegíveis

Publicado em 1 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Eleição 2024: Primeiro turno indica que Lula terá de buscar o centro para  reeleição em 2026

Rejeição a Lula já é de 51%, segundo recente pesquisa

Bruno Soller
Estadão

“Divide et Impera” é um conceito amplamente difundido na teoria das relações internacionais e presente nos manuais de sociologia política da história. Dividir para conquistar é ensinamento dos grandes teóricos e parece cada vez mais necessário para o atual presidente do Brasil, dado ao contexto de polarização enrijecida e um governo bastante deficitário em entregas e que tão pouco tem conseguido devolver aos seus eleitores a expectativa que gerou no último pleito com sua volta.

Lula amarga sua pior avaliação como presidente em seus três mandatos, mesmo tendo passado por crises do tamanho de um mensalão em outras oportunidades. O fato é que a sua reeleição vai se tornando cada vez mais difícil e a estratégia de dividir a oposição tem se tornado cada vez mais necessária para que possa continuar no poder, pós-2026.

UM PANORAMA – As eleições de 2024, apesar de terem objetivos muito diferentes das de 2026, deram um panorama interessante sobre o que pode ocorrer daqui dois anos. Lula e Bolsonaro mostraram que continuam dividindo as preferências gerais do eleitorado e que seus apoios e presença são fortes para definir raias e impulsionar candidaturas.

Todavia, a ampla vitória de partidos de centro deixou claro que Lula e Bolsonaro possuem teto. Se tiverem adversários que consigam transpassar a linha de diálogo com os setores menos radicalizados da sociedade, estes conseguem absorver o voto da rejeição a esses polos e saem vitoriosos no confronto geral.

Nenhum candidato de Lula e Bolsonaro, direto, conseguiu vencer a eleição nas grandes cidades quando enfrentaram um candidato mais moderado no segundo turno. Bruno Engler perdeu em Belo Horizonte para o centrista Fuad Noman, Guilherme Boulos para Ricardo Nunes, em São Paulo, Ramagem para Paes, no Rio de Janeiro, Maria do Rosário para Melo, em Poro Alegre e assim por diante.

MAIORES GANHADORES – Para a preocupação do entorno de Lula, além da pouca capacidade de vencer em 2024, candidatos não bolsonaristas da centro-direita foram os principais ganhadores dessa contenda. Nesse ínterim, enfrentar uma candidatura à direita, que não carregue a pecha do bolsonarismo mais duro é o grande pesadelo para Lula.

Com a inegibilidade de Bolsonaro, nomes tem surgido à rodo para ocupar essa raia e todos tem potencial destrutivo muito maiores para Lula do que se enfrentar o adversário conhecido.

Contra Bolsonaro, o jogo é duro, mas é uma guerra de rejeições. Já, contra os demais postulantes, a possibilidade de crescimento com rejeição mais diminuta em função de terem níveis de conhecimento muito menores e espaço para construção de imagem, o desafio ganha tons muito mais dramáticos.

ATÉ MARÇAL – Fenômeno nacional por sua participação na eleição paulistana, Pablo Marçal tem sido ventilado como um player provável no jogo presidencial. Sua situação eleitoral depende dos desdobramentos jurídicos do processo que tenta cassar seus direitos políticos, após a irresponsável divulgação de um laudo médico falso que dizia que Guilherme Boulos, seu adversário, era usuário de entorpecentes, na véspera das urnas.

Por pouco menos de 60 mil votos, Marçal não conseguiu ir para o segundo turno, número ínfimo pensando no universo de eleitores da maior metrópole da América Latina.

Esse resultado surpreendente e a projeção de imagem que ganhou pelo País, com sua postura beligerante nos debates e propostas tidas como ousadas e pouco convencionais, mas principalmente pela conexão que criou com um eleitorado mais jovem, evangélico e morador da periferia, tem feito de Marçal um nome com potencial interessante para a disputa, mas que carrega algo de suma importância para Lula, altíssima rejeição.

CONCORRENTES – A proliferação de nomes para enfrentar Lula, no campo da direita, tem também dedo de culpa de Bolsonaro, que ao invés de tentar unificar esse campo ao seu redor e ser o grande guardião dessa chave para 2026, por falta de capacidade de liderança, fez de vários desses nomes seus adversários no último pleito.

Com o dólar atingindo pela primeira vez na história os R$ 6 e com uma agenda econômica que tem gerado muitas críticas, além de uma estagnação completa de mobilidade social da população, Lula terá dificuldades até o final de seu governo, que já passa da metade do mandato para se reerguer.

Pesquisa do Instituto Paraná mostra que 51% dos brasileiros desaprovam a gestão federal, sendo que 42,3% deles consideram o terceiro governo de Lula ruim ou péssimo. Como mudar essa situação?


Pacheco e Lira adotam cautela sobre proposta de mudança no IR

Publicado em 1 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet


Jeremoabo: Um novo ciclo e a esperança por uma gestão mais justa

 

                                           Foto Divulgação

Reflexão: Dezembro e o Fim de uma Era em Jeremoabo

Chegamos ao último mês do ano, dezembro, um período marcado pela contagem regressiva para o início de um novo ciclo. Com 31 dias, 740 horas e 44.000 segundos diários até o fim do ano, renovamos nossas esperanças, pois, como diz o ditado, ela é a última que morre. Em Jeremoabo, esse dezembro tem um significado especial: o encerramento da gestão de Deri do Paloma, ou, como muitos o apelidaram, o "Prefeito Dançador".

Para alguns, esse é o fim de uma era; para outros, o fim de uma administração que deixará saudades apenas para os que se beneficiaram diretamente dela. Os últimos seis anos foram marcados por críticas frequentes sobre o uso do nepotismo e ações que levantaram suspeitas de improbidade administrativa.

Uma Gestão Sob Olhares Contraditórios

Enquanto alguns avaliam positivamente as ações realizadas em benefício de poucos, muitos enxergam uma cidade que, ao longo de seis anos, viu-se cada vez mais mergulhada na pobreza, na negligência e no abandono. As consequências foram duras: uma população humilhada e vulnerável, índices de violência alarmantes e um tecido social desestruturado.

Houve uma oportunidade de fazer diferente, de exercer um governo que ajudasse o próximo, promovendo o bem-estar coletivo e colhendo os frutos de uma sociedade mais feliz e harmoniosa. Contudo, isso parece ter sido deixado de lado, inclusive em relação aos ensinamentos bíblicos, que nos convidam à humildade e ao serviço ao próximo:

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós.

Infelizmente, o que se viu foi o oposto. Muitos aliados e apoiadores da gestão foram acusados de agir com arrogância e prepotência, distorcendo os princípios de bondade e serviço. A mensagem de que “o maior dentre vós será vosso servo” foi esquecida, dando lugar a um sistema que, em vez de empoderar o povo, o transformou em refém de um modelo autoritário e excludente.

Reflexão Final

Este fim de ano representa mais do que o encerramento de uma administração; é uma oportunidade para Jeremoabo refletir sobre o que deseja para o futuro. Um novo governo se aproxima, trazendo a promessa de mudança. Que seja um período de reconciliação, reconstrução e resgate dos valores que colocam o bem-estar da comunidade acima de interesses pessoais.

O que se espera é que a lição fique gravada: o poder emana do povo e deve servir ao povo, não ao contrário. Que dezembro seja o marco de um recomeço, com a esperança renovada para um 2025 de progresso, justiça e dignidade para todos os jeremoabenses


sábado, novembro 30, 2024

TRE-PE confirma diplomação de vereadores eleitos do MDB de Buíque,



Política

TRE-PE confirma diplomação de vereadores eleitos do MDB de Buíque

Uma liminar concedida pelo 

desembargador Frederico de

 Morais Tompson do Tribunal

 Regional Eleitoral de 

`Pernambuco – TRE-PE

 suspendeu os efeitos da

 decisão liminar proferida nos 

autos da AIJE nº 0600247-26.2024.6.17.0060

 da Justiça eleitoral da

 60ª Zona Eleitoral 

que determinava a suspensão

 da diplomação dos vereadores

 eleitos pelo MDB em Buíque.

 Com isso, os cinco vereadores

 eleitos no pleito passado pela

 legenda serão diplomados

 juntamente com os outros 

10 eleitos.

O desembargador acatou

 um mandado de segurança

 patrocinados pelos

 advogados Rivaldo Leal, 

Pedro Melchior, Edimir Barros,

 Paulo Barros, Dyego Girão e

 Renata Bezerra, da Banca

 Barros Advogados Associados,

 em favor dos vereadores eleitos

 Aline de André de Toinho, 

Peba do Carneiro, Dodó,

 Preto Kapinawá e Daidsom Amorim.

Argumentam os autores do

 mandado que não há previsão legal,

 tampouco entendimento 

jurisprudencial, que admita a

 possibilidade de, em sede de

 decisão liminar, ser suspensa

 a diplomação de eleitos e suplentes,

 como aconteceu, e com base nisso

 pediram a concessão de medida

 liminar para suspender os efeitos da

 decisão do juiz eleitoral da 60ª Zona

 Eleitoral, Dr. Felipe Marinho dos Santos.

Com a decisão do TRE-PE, os cinco

 vereadores eleitos pelo MDB de

 Buíque, que integram a base de

 apoio ao prefeito eleito Túlio

 Monteiro (MDB), vão ser diplomados

 agora em dezembro e tomarão posse

 em seus mandatos no dia 1º de janeiro

 de 2025.

https://www.jornalportaldosertao.com.br/tre-pe-confirma-diplomacao-de-vereadores-eleitos-do-mdb-de-buique/



Jeremoabo à Beira do Colapso: Descaso, Omissão e Impunidade

 

                                         Praça do Forró





Jeremoabo à Beira do Colapso: Descaso, Omissão e Impunidade

Passadas as eleições municipais, a rotina política de Jeremoabo parece mais um cenário de descaso generalizado. Os vereadores, que deveriam fiscalizar e representar os interesses da população, se limitaram a aprovar aumentos em seus próprios jetons e, desde então, desapareceram. A omissão é gritante, enquanto o prefeito derrotado se ocupa em acabar com os últimos vestígios de infraestrutura e organização que restavam na cidade.

A destruição do patrimônio público

O Parque de Exposições, que já foi símbolo de eventos importantes e de celebração comunitária, foi demolido sob a justificativa de um "reordenamento" que nunca se concretizou. A ação, amparada pelo silêncio dos vereadores e pela falta de fiscalização, deixou um vazio físico e emocional no município. Não satisfeito, o atual gestor partiu para a Praça do Forró, um espaço de convivência e cultura que foi completamente desmontado, até mesmo os tijolinhos sumiram. É um verdadeiro escárnio com o patrimônio público.

Enquanto isso, o cenário nas ruas reflete um desleixo ainda maior. Muitos estabelecimentos, principalmente na antiga Praça do Forró, invadem as vias públicas com construções irregulares, tomando para si o que é de todos. A ausência de fiscalização permite que essas ações se multipliquem, transformando áreas públicas em extensões privadas sem qualquer controle ou punição.

O mistério dos paralelepípedos e outros bens públicos

O povo de Jeremoabo questiona: para onde estão sendo levados os paralelepípedos removidos da área externa e interna do Colégio São João Batista? O destino dos materiais retirados levanta suspeitas, especialmente porque casos semelhantes já ocorreram. Mourões e ripões, pertencentes ao município, desapareceram sem explicação, e até hoje ninguém foi responsabilizado.

A população, cada vez mais indignada, se pergunta: será que esses materiais também estão sendo desviados para os mesmos destinos obscuros? A sensação de impunidade é avassaladora. Em uma cidade onde o patrimônio público é tratado como propriedade privada por aqueles que deveriam zelar por ele, a indignação cresce e a confiança nas autoridades se esvai.

O que esperar do futuro?

Com a proximidade da posse do novo prefeito, Tista de Deda, o temor é grande: será que ele encontrará ao menos o prédio da prefeitura de pé? A destruição simbólica e material promovida pela gestão atual parece não ter limites. É urgente que os novos gestores, juntamente com a sociedade, iniciem um processo de reconstrução não apenas física, mas também moral, da cidade.

Jeremoabo pede socorro. O desgoverno, a omissão e a impunidade precisam ser enfrentados com seriedade e determinação. Somente assim, será possível resgatar o orgulho e a dignidade do município, devolvendo ao povo o que lhe pertence por direito: uma cidade organizada, justa e funcional.



Caso de candidata "zero voto" gera liminar que suspende diplomação de cinco eleitos em Buíque

Nota da redação deste Blog -  Se essa moda pegar em Jeremoabo, vereadores poderão "sambar" por supostas fraudes de cota

Uma recente decisão da Justiça Eleitoral em Buíque (PE) acendeu um alerta que pode reverberar em municípios de todo o Brasil, incluindo Jeremoabo. O juiz eleitoral Felipe Marinho dos Santos, da 60ª Zona Eleitoral, determinou a suspensão da diplomação de candidatos eleitos e suplentes do partido MDB no pleito de 2024, com base em indícios de fraude na cota de gênero, uma questão regulamentada pela Lei nº 9.504/97 e reforçada pela Súmula nº 73 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A irregularidade envolve o descumprimento do percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas, exigência que visa assegurar maior representatividade de mulheres no cenário político. No caso de Buíque, a Justiça identificou indícios de candidaturas fictícias ou "laranjas" — mulheres registradas apenas para cumprir a exigência legal, sem a intenção real de participar da disputa eleitoral.

Se decisões como essa forem replicadas em outras localidades, Jeremoabo pode se ver no centro de um debate semelhante. Há anos se especula sobre práticas questionáveis envolvendo registros de candidaturas femininas em alguns partidos locais. Supostos casos de candidaturas fictícias, onde mulheres são colocadas como "peças decorativas" para atingir o percentual mínimo, poderiam levar à anulação dos votos recebidos por coligações inteiras, incluindo vereadores eleitos.

Essa prática não apenas desrespeita a lei eleitoral, mas também enfraquece a luta pela equidade de gênero na política. Mulheres que poderiam exercer um papel significativo na representação política são prejudicadas por manobras que tratam sua participação como mero cumprimento burocrático.

Se a Justiça Eleitoral intensificar a fiscalização em Jeremoabo, muitos partidos precisarão rever suas práticas e adotar estratégias mais transparentes e inclusivas. Para os vereadores que acreditam estar seguros em seus mandatos, esse tipo de decisão judicial pode se transformar em uma verdadeira "dança das cadeiras", ou melhor, um "samba" de incertezas jurídicas.

Afinal, a fraude à cota de gênero é um assunto sério, e sua punição não apenas preserva a integridade do processo eleitoral, mas também envia uma mensagem clara: a política deve ser um espaço para todos, construído com respeito, ética e justiça. Em Jeremoabo, como em qualquer lugar, é hora de abandonar práticas arcaicas e abraçar uma política verdadeiramente inclusiva.

Bolsonaro tenta jogar trama golpista para Heleno e Braga Netto, e militares reagem

 Foto: Pedro França/Arquivo/Agência Senado

O ex-presidente Jair Bolsonaro30 de novembro de 2024 | 06:59

Bolsonaro tenta jogar trama golpista para Heleno e Braga Netto, e militares reagem

brasil

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) passou a trabalhar nos últimos dias com a tese do “golpe do golpe”, segundo a qual militares de alta patente usariam a trama golpista no fim de 2022 para derrubar o ex-presidente e assumir o poder —e não para mantê-lo no cargo.

A estratégia para livrar Bolsonaro do enredo golpista implica os generais Augusto Heleno e Walter Braga Netto como os principais beneficiados por uma eventual ruptura institucional.

Aliados dos dois militares afirmaram à Folha, sob reserva, que a divulgação dessa linha de defesa causou quebra de confiança. O movimento é visto como um oportunismo do ex-presidente na tentativa de livrar-se das acusações de que conhecia os planos golpistas.

A base para essa tese é um documento elaborado pelo general da reserva Mario Fernandes, um dos principais suspeitos de arquitetar a trama golpista revelada pela Polícia Federal. Esse texto previa a criação de um Gabinete Institucional de Gestão de Crise, comandado por militares, logo após o golpe de Estado.

As reações de militares se intensificaram nesta sexta-feira (29) após Paulo Amador da Cunha Bueno, um dos advogados de Bolsonaro, dizer em entrevista à GloboNews que o ex-presidente não se beneficiaria com um eventual golpe.

“Quem seria o grande beneficiado? Segundo o plano do general Mario Fernandes, seria uma junta que seria criada após a ação do ‘Plano Punhal Verde e Amarelo’, e nessa junta não estava incluído o presidente Bolsonaro”, disse Bueno.

O advogado voltou a dizer que Bolsonaro não tinha conhecimento do plano que definia estratégias para matar o presidente eleito Lula (PT), o vice, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Não tem o nome dele [Bolsonaro] lá, ele não seria beneficiado disso. Não é uma elucubração da minha parte. Isso está textualizado ali. Quem iria assumir o governo em dando certo esse plano terrível, que nem na Venezuela chegaria a acontecer, não seria o Bolsonaro, seria aquele grupo”, reforçou.

Em nota divulgada após o indiciamento, Braga Netto criticou a “tese fantasiosa e absurda de ‘golpe dentro do golpe’”.

“[O general] lembra, ainda, que durante o governo passado, foi um dos poucos, entre civis e militares, que manteve a lealdade ao presidente Bolsonaro até o final do governo, em dezembro de 2022, e a mantém até os dias atuais, por crença nos mesmos valores e princípios inegociáveis”, diz o texto assinado pela defesa do militar.

A Folha procurou a defesa de Bolsonaro, mas não recebeu resposta.

Apesar do desapontamento, interlocutores de Heleno e Braga Netto dizem que os militares responsabilizam mais os advogados do que o ex-presidente.

A minuta de criação do Gabinete Institucional de Gestão de Crise previa que o general Augusto Heleno seria o chefe do grupo. Braga Netto aparece como coordenador-geral, enquanto o general Mario Fernandes e o coronel Elcio Franco seriam assessores estratégicos.

O texto previa ainda outras estruturas no gabinete de crise, como as assessorias de comunicação social e de inteligência. Ao todo, seriam 18 militares no grupo, com maioria de integrantes da reserva do Exército.

Militares aliados de Braga Netto e Heleno destacaram que a linha de defesa mostra que o projeto político do ex-presidente foi colocado acima das amizades com os fardados que demonstraram lealdade durante o governo.

Ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Heleno tinha uma rotina que começava por volta das 5h. Ele fazia questão de receber, todos os dias, o então presidente na garagem do Palácio do Planalto para repassar as primeiras informações do dia.

Era uma das pessoas mais próximas de Bolsonaro, considerado seu principal conselheiro. Antes do fim do governo, era também um dos generais mais respeitados no Exército. Na história da Força, só ele e mais um militar ficaram em primeiro lugar nos três cursos de formação de oficiais.

Já Braga Netto foi ministro da Casa Civil e da Defesa na gestão Bolsonaro. Só deixou o governo para se filiar ao PL e compor, como vice, a chapa presidencial na campanha pela reeleição.

O general fazia parte do círculo mais íntimo de Bolsonaro. Foi ele quem levou o ex-presidente para reunião com o ex-comandante do Exército Villas Boas, no fim de 2022, para buscar conselhos.

Cézar Feitoza/FolhapressPoliticaLivre

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