terça-feira, outubro 29, 2024

Ana Patrícia lança chapa Muda OAB e apresenta propostas para advocacia

 Foto: Divulgação

Ana Patrícia lança chapa Muda OAB e apresenta propostas para advocacia29 de outubro de 2024 | 07:04

Ana Patrícia lança chapa Muda OAB e apresenta propostas para advocacia

bahia

Centenas de advogados e advogadas participaram na noite desta segunda-feira (28/10) do lançamento da Chapa Muda OAB, que traz a advogada Ana Patrícia Dantas Leão como candidata à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB-BA). O evento ocorreu no auditório do Hotel Wish (Campo Grande, antigo Hotel da Bahia). Acompanhada do candidato a vice-presidente, o advogado criminalista Ivan Jezler, e do candidato à presidência da Caixa de Assistência dos Advogados da Bahia (CAAB), o advogado Carlos Sampaio, Ana Patrícia fez questão de destacar que tem uma série de propostas a apresentar para toda a advocacia baiana. “Não serei uma candidata a presidente da OAB que apenas critica. Eu faço as críticas, mas trago propostas. Vamos lutar pela extinção, por exemplo, dos cartórios integrados do estado, que têm se mostrado um grande obstáculo para o exercício da advocacia. Vamos devolver a cada unidade a autonomia necessária para a gestão de seus processos. Isso vai melhorar a eficiência e agilidade nos serviços”, destacou Ana Patrícia.

A candidata assumiu também o compromisso de promover um diálogo amplo e inclusivo com toda a advocacia baiana para estabelecer um valor de piso salarial equilibrado, que garanta um mínimo de dignidade e de segurança financeira e que possa ser efetivamente aplicado em todo o estado. “Enquanto aguardamos a aprovação da lei estadual, implementaremos um piso salarial ético, que será previsto na tabela de honorários, promovendo condições justas de trabalho e incentivando o respeito à profissão”, disse a advogada.

Outras propostas foram destacadas, como a criação de um Pacto pela Justiça, por meio do qual se buscará uma integração, com independência e harmonia, dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo em prol do cidadão e da cidadã. Ana Patrícia propõe também a descentralização da procuradoria de Prerrogativas da OAB, implementação de eleições virtuais, implantação de uma nova sede para a seccional da OAB-BA e, entre várias outras sugestões, a criação de um novo clube dedicado à advocacia baiana, que contará com instalações modernas e serviços de qualidade.

Prevista para acontecer no dia 19 de novembro (entre os feriados de 15 de novembro, Proclamação da República, e 20 de novembro, dia da Consciência Negra), a eleição na OAB-BA está sendo bastante criticada por advogados e advogadas, devido à possibilidade de pouca participação no pleito, já que a data escolhida pela atual gestão, no meio de um feriadão, é vista como uma tentativa de enfraquecer o processo democrático e participativo, pois o voto será presencial, e não virtual, como nos outros estados da federação.

“Uma onda azul e amarela tomou conta deste auditório nesta noite, pois todos estamos insatisfeitos e indignados com o estado da advocacia na Bahia. Isso aqui, hoje, é a busca genuína de mudanças na OAB”, resumiu o advogado trabalhista Diego Oliveira. “A atual presidente da OAB tentou três vezes ser ministra do TSE. Isso é inaceitável”, observa ainda Oliveira. E acrescenta: “Não é saudável para nenhuma instituição um pequeno grupo dominar a gestão por mais de 12 anos”.

Protocolada no último dia 20 de outubro, na sede da OAB-BA, a chapa “Muda OAB” tem o número 52 e concorre ao comando da Ordem para o triênio 2025/2027. “A nossa proposta é resgatar a Ordem e devolvê-la aos advogados e advogadas do Estado da Bahia. Nossa mensagem é de transformação e renovação”, diz Ana Patrícia.

Para o presidente da Associação dos Advogados Criminalistas da Bahia (AACB), Joel Mendes, a necessidade de mudança na OAB é cristalina. “As pessoas me criticam dizendo que estou à frente da Associação fazendo política, mas não tenho culpa se toda a advocacia quer mudança. Há muita violação de prerrogativas no dia a dia da advocacia criminal, por isso queremos à frente da nossa OAB uma mulher guerreira como Ana Patrícia”.

Na avaliação da advogada Sílvia Cardoso, a candidatura de Carlos Sampaio à presidência da CAAB é um recado muito direto sobre a diversidade da chapa Muda OAB. “Somos ativistas e militantes da advocacia negra e em razão disso estamos aqui, porque não aceitamos mais a invisibilidade e a falta de inclusão na cidade mais negra fora da África e que tem uma advocacia pujante”, disse a advogada.

Já o candidato a vice-presidente Ivan Jezler elogiou o compromisso público de Ana Patrícia de não se candidatar a nenhum cargo eletivo no Judiciário. “Ela tem o firme propósito de fortalecer a independência da OAB e focar nas necessidades da advocacia. Não estamos aqui por um projeto de poder, nossa vitória vai inspirar advogados e advogadas a voltar a acreditar no exercício pleno da profissão “.

PoliticaLivre

Xote da humildade! Luiz, com 2 candidatos no 2º turno, ficou 3º lugar

 em 29 out, 2024 4:00

   Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
            “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Edvaldo achava que mandava nos votos de Aracaju, mas descobriu que voto não é fazenda pra ter dono. Se considerava liderança, mas liderança que é bom… nada!

Trauma Edvaldiano: se não bastasse não eleger um vereador, no 2º turno, com 2 candidatos, Luiz de Edvaldo fica em 3º lugar. Oxente, Cláudio Nunes pirou. Que nada: Abstenção, branco e nulos quase 128 MIL. Luiz de Edvaldo teve 122 mil votos.

Foi lá, desidratou os aliados, ignorou quem devia fortalecer, e agora tá vendo o tamanho do pepino que plantou.

Já a partir de novembro, no Pré-Caju, em pleno verão, o homem já vai sentir o ventinho gelado do ostracismo que o espera a partir de 1º de janeiro, quando estará desempregado e, pior, sem um compadre pra bater na porta — só restando Cauê e Jeferson Passos.

Voltar a ser prefeito de Aracaju? Difícil, muito difícil; quase impossível. Governador, então? Nem se fala!

Com as projeções cada vez mais mirradas, vai é acabar voltando pro começo, tentando uma vaga de vereador em Aracaju, coisa que nem conseguiu para Bittencourt e Waneska. Um fim eleitoral inevitável, impiedoso e decadente de quem se achava um dos figurões do grupo hegemônico da atual politica de Sergipe del Rey.

Por outro lado, sobra-lhe tempo pra tocar zambumba e, quem sabe, aprender a dançar um xote, com um passo de humildade, que nunca é tarde pra aprender.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A foto da história dos derrotados na eleição de Aracaju 2024 para a história: Jackson Barreto (pior governador da história de Sergipe) e o ex-governador e ex-senador Valadares, ambos segurando as bandeiras de Luiz de Edvaldo e rindo. Um pensando que iria passar a rasteira no outro como sempre fizeram. Esqueceram de combinar com o eleitorado. Arre égua!    

A leoa de Judá A prefeita-eleita Emília Correia (PL) recorreu à uma famosa iconografia bíblica para mandar um duro recado aos seus adversários inconformados com a derrota nas urnas. Em sua primeira aparição pública revestiu-se como um ser divino, poderoso, forte e vingador, o Leão da tribo de Judá. Para ela, os adversários são feras feridas e briguentos que, embora assustadas com a derrota eleitoral, logo voltarão a atacá-la duramente. Para enfrentar esses bichos raivosos, Emília incorporou a força e a coragem de Yavé, o Leão de Judá que salvou os israelitas no passado e agora seria também o novo protetor político e espiritual do seu território sagrado, Aracaju.

Embates ferozes Mal terminou a guerra eleitoral de 2024 e já começaram, nos bastidores, as lutas de 2026, com as manobras políticas dos vencedores das eleições municipais, em Aracaju – Emília, Ricardo, Edvan, Valadares, Belivaldo, Valmir e André e outras feras fascistas e bolsonaristas – com o objetivo de sufocar o governador Fábio Mitidieri impedindo-o de esboçar qualquer reação política com vistas ao futuro. A pressão de ontem começou com a tentativa de se tirar o ex-deputado André Moura (UB) da base aliada do governo, oferecendo-lhe a candidatura de Vice-governador à deputada federal Yandra Moura, filha de André, na chapa do prefeito-eleito Valmir de Francisquinho, candidato a governador. Os candidatos ao senado seriam o próprio André Moura e o deputado federal Rodrigo Valadares (Avante). Ledo engano. A reação de Fábio virá com a força de toda a base aliada mais unida e ampliada, inclusive com o poderoso reforço do presidente Lula. Logo teremos notícias de novos e grandes embates no Sítio do Pica-Pau Amarelo e em todo o Sergipe Del Rey. É aguardar!

“Quando o eleitor bota na geladeira, não tira mais”. Ditado mineiro, para alertar Fábio Mitidieri  Vitória de Emília provoca bafafá nos corredores palacianos, e um deles é que Luiz pretende voltar para a Seinfra, enquanto Edvaldo está pleiteando ou a Seinfra ou o escritório de Brasília. Há quem afirme que Fábio precisará se reorganizar com os dispersores, e que não pretende entregar ao grupo de Edvaldo nada de grande importância. A confusão está apenas começando.

Pagamento O Governo de Sergipe iniciou o calendário de pagamento dos servidores estaduais referente ao mês de outubro. São mais de R$ 510 milhões injetados na economia sergipana com o crédito dos vencimentos dos mais de 75 mil servidores. Os aposentados e pensionistas foram os primeiros que receberam seus vencimentos. Nesta terça-feira, 29, é a vez dos servidores da Saúde e Educação, enquanto na quarta-feira, 30, dos demais funcionários públicos. O Governo do Estado reforça que os aniversariantes de outubro também recebem a primeira parcela do 13º salário.

 Governador Fábio Mitidieri, como desportista, faça uma homenagem Justa e Magnifica do tamanho que Maguila merece. Em frente ao ginásio Constâncio Vieira, ou na Orla de Atalaia, uma estátua em tamanho natural do grande sergipano  Adilson “Maguila” Rodrigues, encarnação da sergipanidade, como bem escreveu Carlos Nascimento, mestre em Gestão Cultural no artigo que o blog publicou ontem.

“Sergipe é aqui” em Pedrinhas Após uma pausa devido ao período eleitoral, o programa do Governo do Estado ‘Sergipe é aqui’ retoma suas atividades nesta quarta-feira, 30, no município de Pedrinhas, sul sergipano. Esta é a 35ª edição do programa, que contará com a presença do governador Fábio Mitidieri e toda equipe de secretários e gestores estaduais, e ofertará mais de 160 serviços, entre eles a emissão de documentos, como o RG, CPF e a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), realização de exames e orientações jurídicas.

“Sergipe é aqui” em Pedrinhas II  “Estamos nos últimos preparativos junto à Prefeitura de Pedrinhas para realizarmos mais uma edição do ‘Sergipe é aqui’ e entregarmos mais um dia de atendimentos humanizados, em diversas áreas, para todos os moradores da região”, afirmou o secretário de Estado-Chefe da Casa Civil (Secc), André Clementino, responsável pela gerência do programa.

Reconhecimento  A advogada, auditora de controle externo e candidata a vereadora nas últimas eleições, Priscila Boaventura, foi homenageada, nesta segunda-feira, 28, com a medalha de mérito funcional ‘Conselheiro José Carlos de Souza’ durante o evento que celebrou o dia do servidor público no Tribunal de Contas do Estado de Sergipe. Priscila recebeu a medalha da conselheira e presidenta do TCE-SE, Dra. Suzana Azevedo, e agradeceu: “Deus nos dirigiu o tempo todo e essa homenagem diz a mim e a outras mulheres e mães atípicas que somos capazes de contribuir com a sociedade desde que nos deem condições para isso”.

Vacina da Covid-19 A Secretaria de Estado da Saúde já iniciou a distribuição da vacina contra a Covid-19 atualizada para a cepa XBB 1.5, subtipo da variante Ômicron, aos 75 municípios sergipanos. Neste momento, a campanha é voltada para crianças e grupos prioritários, conforme o cronograma de envio de doses pelo Ministério da Saúde. Até o momento, o MS encaminhou 16.800 doses do imunizante, o que não é suficiente para atender toda a demanda.

Avaliação positiva Às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a Folha de S. Paulo publicou um estudo que mostra Sergipe na liderança entre os estados com maior média de redação entre as redes públicas do Brasil, que foi de 604,5 pontos, deixando a frente de estados como Espírito Santo (604 pontos) e Rio Grande do Sul (602,5 pontos). O Governo do Estado atribui esse bom desempenho aos investimentos realizados na Educação, como reformas e climatização das escolas, valorização dos professores, disponibilização dos materiais didáticos específico para o Enem, além da criação de diversos programas que auxiliam no desenvolvimento escolar dos alunos, como o Jovem Monitor, Acolher e Sergipe no Mundo.

 

 

 

 

 

 

Sergipe fez bonito IX Campeonato Mundial de Artes Marciais na Argentina Foi realizado da última sexta-feira, 25 ao domingo, 27, em Buenos Aires, Argentina, o IX Campeonato Mundial de Artes Marciais com a Confederação Brasileira de Artes Marciais – Confameb, levando 56 atletas na delegação. De Sergipe, o único representante foi o atleta Robert Freitas, de 14 anos, que faz parte do Clube de Karatê União que conquistou o terceiro lugar no kumite. O atleta teve o patrocínio da Máximo Dedetização. 

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Veja quem realmente ganhou e quem perdeu nessas urnas municipais

Publicado em 28 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Charge do JCaesar | VEJAJosias de Souza
do UOL

Perderam Lula e Bolsonaro. Ambos revelaram-se cabos eleitorais menores do que imaginavam. Ficaram mal a ultradireita e a esquerda. Ganharam a centro-direita (PSD e MDB) e a direita (PP e União Brasil). A rota que leva ao Planalto em 2026 passa pelo centro.

QUEM PERDEU 1 – Bolsonaro foi o grande perdedor de 2024. No primeiro turno, a derrota no Rio de Janeiro havia sido atenuada pela passagem de bolsonaristas de mostruário para a fase final. No tira-teima, a maioria dos queridinhos do capitão naufragou.

Bolsonaro perdeu em Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Palmas, Fortaleza, João Pessoa, Manaus e Belém e Porto Velho. Em São Paulo, até Silas Malafaia notou a covardia do mito: “Porcaria de líder”, definiu o pastor.

O conservadorismo que prevaleceu nas urnas municipais não se confunde com o bolsonarismo. O capitão logo será matéria prima de sentenças.

QUEM PERDEU 2 – Lula nacionalizou a eleição mais importante, em São Paulo, ao dizer que seria uma disputa entre ele e a “figura”. Bolsonaro fugiu da briga. Lula virou sócio da derrota de Guilherme Boulos. Restou um consolo. Lula tem nas suas mães o seu futuro e o de seus antagonistas.

Se chegar a 2026 com boa saúde e bom desempenho, fará de 2024 apenas uma memória triste. Nessa hipótese, Lula aprisionaria as ambições políticas de Tarcísio de Freitas dentro de São Paulo. Melhor um Palácio dos Bandeirantes na mão que um Planalto voando.

QUEM PERDEU 3 – O PT e os demais partidos de esquerda e centro-esquerda disputavam seis capitais no segundo turno. Perderam cinco. A vitória mais dolorida foi a de Guilherme Boulos, em São Paulo.

A única vitória, obtida pelo petista Evandro Leitão, em Fortaleza, não justifica a explosão de fogos. Com a máquina estadual a seu favor e o apoio de Lula, Leitão derrotou o protobolsonarista André Fernandes por míseros 11 mil votos. Foi a única capital conquistada pelo PT. No ranking dos partidos, ocupa a nona posição, com 252 prefeituras. Está atrás do moribundo PSDB (274).

QUEM PERDEU 4 – A ultradireita teve o protagonista de 2024, Pablo Marçal, e mostrou que o bolsonarismo não é escravo de Bolsonaro, podendo aderir a outras opções de desqualificação.

Marçal nacionalizou sua baixaria. Armado das redes socias, vendeu ilusões a religiosos, jovens e brasileiros que ralam à margem da CLT. Teria potencial para bagunçar o quintal da direita em 2026. Mas a opção pelo crime eleitoral fez dele um candidato favorito à inelebilidade.

Filhotes de Marçal mais reverentes a Bolsonaro colecionaram derrotas ao redor do país.

QUEM GANHOU 1 – Tarcísio de Freitas, chamado de “grande líder” por Ricardo Nunes. O governador de São Paulo não venceu apenas na capital. Associou-se a vitórias do seu partido e de aliados em 626 dos 645 municípios de São Paulo. Coisa de 97,5% das cidades do estado.

Pavimentou a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Manteve-se, de resto, no primeiro lugar da fila de alternativas conservadoras para o Planalto.

Paradoxalmente, Tarcísio apequenou o próprio feito ao difundir, sem provas, que o PCC pedia votos para Guilherme Boulos desde as prisões. Sua pretensa moderação tem dificuldades para se entender com seu bolsonarismo.

QUEM GANHOU 2 – Gilberto Kassab, dono do PSD, tornou-se onipresente nos bastidores da política. Prevaleceu em praças como Rio, Curitiba e Belo Horizonte.

Na cidade de São Paulo, embarcou no bonde de Ricardo Nunes. É secretário de Governo de Tarcísio de Freitas e aliado de Lula, em cujo governo o PSD controla três ministérios.

Kassab está em toda parte. Impossível fazer política no Brasil sem esbarrar nele.

QUEM GANHOU 3 – O centro-direita e a direita também venceram. O PSD comandará o maior número de prefeituras (887), superando MDB (854), PP (747) e União Brasil (584). Partidos de centro-direita e de direita venceram em 20 capitais.

Consolidaram-se duas percepções: 1) O itinerário que leva ao Planalto em 2026 passa pelo centro. 2) O próximo Congresso será feito de mais do mesmo.

Mais emendas, fisiologismo e emendas orçamentárias, com o mesmo viés conservador.

QUEM GANHOU 4 – Um dos grandes vitoriosos da eleição municipal foi o saco cheio nacional. O desalento do eleitorado foi dimensionado por uma taxa de abstenção de 29,26%. É praticamente o mesmo percentual registrado em 2020 (29,53%), em plena pandemia.

Em São Paulo, a taxa que mede os eleitores ausentes às urnas de 2024 foi de 31,64%, superior aos 30,81% registrados há quatro anos.

Os atores da polarização precisam prestar atenção a esse pedaço do eleitorado que se sente desatendido pela democracia. Para qualquer candidato, a chegada ao Planalto passa pelo Planalto.


Recordista em prefeituras, PSD invade redutos de PSDB, MDB e União Brasil

Publicado em 28 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Presidente do PSD, Gilberto Kassab festejou o saldo da sigla nas eleições deste ano: “Este é um partido que nunca teve crise”.

A estratégia da Kassab (PSD) é só apoiar quem vai vencer…

Felipe de Paula
Estadão

O Partido Social Democrático (PSD), legenda que elegeu o maior número de prefeitos no pleito municipal, avançou principalmente sobre redutos consolidados do União Brasil, MDB e PSDB, de acordo com levantamento do Estadão. A análise levou em consideração as fusões e incorporações partidárias, além dos resultados das eleições municipais desde 2000.

Entre as 887 prefeituras conquistadas pelo PSD (segundo o resultado divulgado oficialmente pelo TSE), 236 eram gerenciadas há 12 anos ou mais por um dos três partidos. Proporcionalmente, 26,61% dos prefeitos vencedores pelo PSD em 2024 elegeram-se em municípios tradicionais do MDB, PSDB e União Brasil (neste caso, considera-se também DEM e PSL, partidos que formaram o União Brasil por meio de uma fusão em 2021).

PSDB EM BAIXA – O maior prejudicado entre as siglas foi o PSDB, que teve 102 redutos capturados, principalmente no interior de São Paulo, região histórica de atuação tucana. A “desidratação” partidária para a legenda de Gilberto Kassab, entretanto, começou já após a eleição de 2020, quando prefeitos eleitos pelo PSDB migraram para o PSD visando disputar a reeleição com mais chances de vencer.

O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, afirmou que essa movimentação entre as duas siglas minou a atuação do partido em São Paulo, mas sua avaliação do pleito ainda é positiva.

DIZ PERILLO – “Nós saímos muito mal das eleições de 2022. Perdemos o governo de São Paulo depois de 28 anos, sete mandatos consecutivos. E, consequentemente, logo em 2023, perdemos quase todos os nossos prefeitos. Em 2020 nós elegemos 174 prefeitos em São Paulo e ficamos com 23. Com isso, reduzimos muito o número de prefeitos no PSDB. Em todo o Brasil, foram eleitos 525 em 2020 e agora sobraram 296,” afirmou Marconi.

Essa estratégia de migração partidária utilizada pelo PSD é uma das técnicas mais efetivas de expansão eleitoral, segundo a coordenadora do Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada (Lappcom), Mayra Goulart.

A pesquisadora acrescenta que, para este ano, o PSD priorizou candidaturas mais plurais, que pudessem abarcar grande parte do eleitorado da centro-direita e centro-esquerda.

SEM RESTRIÇÕES – “O PSD montou nominatas com bastante maleabilidade, com pessoas de diferentes perfis ideológicos. Então é um partido que tem como estratégia a maximização eleitoral nos diferentes territórios do Brasil,” explica Mayra.

O MDB, partido que desde a redemocratização liderou em número de prefeituras, viu a maior parte dos redutos serem absorvidos pelo PSD no Paraná e em Santa Catarina. No total, o MDB perdeu 88 municípios para o partido de Kassab, sendo que 63 estão nas regiões Sul e Sudeste do país.

A queda de braço entre PSD e MDB pelo maior número de prefeituras é uma “verdadeira competição”, segundo o cientista político e coordenador do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), Vinicius Alves.

DISPUTA DIRETA – Segundo o pesquisador, o MDB divide espaço na arena municipal com outros partidos de centro há alguns anos, e essa tendência de embate direto entre as grandes legendas vem crescendo nas últimas eleições.

Por outro lado, o pesquisador ressalta que os emedebistas ainda preservam uma competitividade significativa no plano nacional. Por mais que o MDB tenha perdido o posto de sigla com maior número de prefeituras, o partido cresceu em relação ao pleito de 2020, quando elegeu 793 prefeitos em todo o País.

Neste ano, o MDB angariou mais 63 prefeituras, chegando a 856 municípios —e venceu no voto popular em São Paulo pela primeira vez.

KASSAB FESTEJA – Presidente do PSD, Gilberto Kassab festejou o saldo da sigla nas eleições deste ano: “Este é um partido que nunca teve crise”.

Em entrevista ao Estadão logo após o primeiro turno, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, revelou o desejo de lançar o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), como candidato à Presidência da República em 2026.

“Se nós tivermos um candidato, é o Ratinho. Nenhuma decisão, mas o que eu posso afirmar é que se a gente tiver, será ele. A não ser que ele não queira”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Lembrando que Kassab também é secretário de Governo de São Paulo na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), ele tem uma estratégia de só apoiar quem vai vencer. Na dúvida, não apoia ninguém e espera a eleição. Por enquanto, Tarcísio tem mais chances do que Ratinho, caso Bolsonaro não seja anistiado e continue inelegível. Vamos aguardar. (C.N.)

Eleições exibiram a força do Centrão, o maior vencedor na política nacional

Publicado em 28 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Charge do Zé Dassilva: Ministério do Centrão - NSC Total

Charge do Zé Dassilva (NSC Total)

Merval Pereira
O Globo

As eleições municipais chegam ao fim hoje marcando uma mudança importante na política partidária brasileira, colocando a centro-direita no topo da preferência dos eleitores, e reduzindo a importância da esquerda, que está no governo central, mas já não tem o controle da situação como em outras épocas.

O presidente Lula evitou envolver-se nas disputas regionais por ter uma ampla base de apoio no Congresso, que é dominada pela centro-direita, embora essa tendência não seja respeitada na formação ministerial, nem na tomada de decisões.

CONTRADIÇÃO – O terceiro mandato de Lula vem sendo marcado por essa contradição, não é nem de esquerda, nem de centro, muito menos de direita. Mas vagueia entre tendências, sem ter condições políticas de ditar o rumo.

Somente na política externa a direção é ditada pela esquerda tradicional, provocando muitas críticas, sem conseguir demonstrar que defende os interesses nacionais quando adere ao BRICS ampliado, que dilui a importância do Brasil e o leva a ser minoritário entre tradicionais ditaduras e governos esquerdistas que querem transformar o grupo em uma instituição antiocidental sem futuro prático, mas com presença política relevante para os interesses da China e da Rússia.

DESAGRADO – Mesmo nesse aspecto o governo Lula se afasta da maioria do eleitorado, que desaprova nossa união com essa aliança do Sul Global que se afasta das grandes potências europeias e dos Estados Unidos.

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, mostrou-se surpreso com as críticas, alegando que “pelo que me consta, o Brasil faz parte do Ocidente”. Tem toda razão, e por isso mesmo é estranhável que faça parte de uma associação internacional que só reúne países que se colocam em confronto com os valores ocidentais.

A democracia já não é uma condição sine qua non para se fazer parte dos BRICS, o que define de pronto a tendência do grupo.

POLÍTICA EXTERNA – Esse aspecto do governo não faz parte da temática das eleições municipais, e nem mesmo nas campanhas nacionais nossa política externa ganha relevância, a não ser para que Lula seja criticado por imprimir uma direção esquerdista a nossas posições nos fóruns internacionais.

Recentemente, as posições brasileiras em relação à invasão da Ucrânia pela Rússia e a guerra de Israel contra os grupos terroristas Hezbolah e Hamas têm sido aproveitadas pela direita nacional como instrumento de combate político, o que fragiliza ainda mais o governo.

Assim como o presidente do PL, Waldemar Costa Neto brada aos quatro cantos que a direita não tem condições de derrotar Lula em 2026 se não se juntar ao centro, também a esquerda não tem condições de ganhar a eleição sem se aproximar do centro.

CENTRÃO, O VENCEDOR – As eleições municipais estão mostrando a força eleitoral do Centrão, o verdadeiro vencedor. Diz-se que as eleições municipais não têm a ver com as nacionais, mas essa generalização também está errada. Prefeitos e vereadores têm influência na formação do futuro Congresso, que se avalia venha a ser um Congresso mais à direita do que o atual.

Tudo indica que, mesmo sem a presença de Bolsonaro na disputa, o centro-direita tem condições de vencer se não se dividir. Caso Lula também não possa concorrer, seja por que razão for, a projeção é de que teremos uma eleição tão diversificada quanto a de 1989, quando nada menos que 22 candidatos concorreram à primeira eleição direta depois da ditadura.

Pode vir a ser um marco do reinício da disputa partidária no país, como foi a de 1989. O resultado daquela não foi, no entanto, dos mais felizes. Collor foi eleito e acabou impedido pelo Congresso de continuar no governo dois anos depois. Lula, que disputou com ele, admitiu anos depois que não estava preparado para o cargo naquele momento.

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