sábado, outubro 26, 2024

Crise de Bolsonaro com Kassab virou “problemão” para Tarcísio

Publicado em 26 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Tarcísio de Freitas em seu gabinete

Tarcísio em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes

Bela Megale
O Globo

Tarcísio de Freitas já sinalizou a aliados qual é sua próxima missão após o fim do segundo turno. O governador de São Paulo vai entrar em campo para tentar pacificar a relação entre Jair Bolsonaro e o secretário de governo de sua gestão e presidente do PSD, Gilberto Kassab.

BOLSONARO CRITICA – Bolsonaro voltou à carga com críticas a Kassab, não só a portas fechadas, mas também publicamente. Em entrevistas recentes, o ex-presidente disse que o PSD “é um partido de negócios” e questionou o fato de a sigla ter ministérios no governo Lula e secretaria no governo do estado paulista.

Aliados do ex-presidente avaliam que Bolsonaro sente “certo ciúme” do espaço que Kassab ocupa na gestão Tarcísio e defendem que o governador ofereça secretarias, como a da Educação e da Justiça, para afilhados políticos do capitão. Para eles, esse seria um caminho para apaziguar os ânimos.

Kassab costuma responder às críticas falando que “diálogo não é fisiologismo”.

QUEIXA DE TARCÍSIO – Há alguns meses, o próprio Tarcísio se queixou a pessoas próximas sobre a falta de gestos de Kassab para melhorar o clima com o ex-presidente.

Uma das principais críticas do governador foi a ofensiva intensa de Kassab, no primeiro semestre, para atrair prefeitos de outras legendas ao PSD.

A leitura que Tarcísio chegou a fazer a aliados é que o excesso de ambição poderia afetar a possibilidade de construir alianças para 2026.

NO MESMO PALANQUE – Se o governador decidir concorrer à Presidência na próxima eleição, terá que trabalhar para ter não só o aval de Bolsonaro, mas unir no mesmo palanque o ex-presidente e Kassab, um dos principais desafetos políticos do capitão.

Resumindo: Tarcísio de Freitas se vê na mira da direita e da esquerda após o segundo turno, que será realizado no dia 27, aniversário de Lula.

Tarcísio de Freitas em seu gabinete

Tarcísio em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes

Bela Megale
O Globo

Tarcísio de Freitas já sinalizou a aliados qual é sua próxima missão após o fim do segundo turno. O governador de São Paulo vai entrar em campo para tentar pacificar a relação entre Jair Bolsonaro e o secretário de governo de sua gestão e presidente do PSD, Gilberto Kassab.

BOLSONARO CRITICA – Bolsonaro voltou à carga com críticas a Kassab, não só a portas fechadas, mas também publicamente. Em entrevistas recentes, o ex-presidente disse que o PSD “é um partido de negócios” e questionou o fato de a sigla ter ministérios no governo Lula e secretaria no governo do estado paulista.

Aliados do ex-presidente avaliam que Bolsonaro sente “certo ciúme” do espaço que Kassab ocupa na gestão Tarcísio e defendem que o governador ofereça secretarias, como a da Educação e da Justiça, para afilhados políticos do capitão. Para eles, esse seria um caminho para apaziguar os ânimos.

Kassab costuma responder às críticas falando que “diálogo não é fisiologismo”.

QUEIXA DE TARCÍSIO – Há alguns meses, o próprio Tarcísio se queixou a pessoas próximas sobre a falta de gestos de Kassab para melhorar o clima com o ex-presidente.

Uma das principais críticas do governador foi a ofensiva intensa de Kassab, no primeiro semestre, para atrair prefeitos de outras legendas ao PSD.

A leitura que Tarcísio chegou a fazer a aliados é que o excesso de ambição poderia afetar a possibilidade de construir alianças para 2026.

NO MESMO PALANQUE – Se o governador decidir concorrer à Presidência na próxima eleição, terá que trabalhar para ter não só o aval de Bolsonaro, mas unir no mesmo palanque o ex-presidente e Kassab, um dos principais desafetos políticos do capitão.

Resumindo: Tarcísio de Freitas se vê na mira da direita e da esquerda após o segundo turno, que será realizado no dia 27, aniversário de Lula.

Brasil tornou-se um estranho no Brics, que já não serve a interesses nacionais


Brics na Rússia: o que reunião dominada por Putin e China significa para o  futuro do Brasil do bloco? - BBC News Brasil

Nos vídeos, os representantes assistiram ao pronunciamento de Lula

Demétrio Magnoli
Folha

Na superfície, o Brics é um bloco antiocidental, como Xi Jinping e Putin, mais ainda, pretendem apresentá-lo. De fato, são coisas diferentes para atores diversos. O Brasil, porém, tornou-se um estranho no ninho: o grupo já não serve aos interesses nacionais.

Lula vetou, por razões exclusivas de política doméstica (e por enquanto), o ingresso de Venezuela e Nicarágua. Porém, desde a entrada do Irã, na expansão de 2023, o Brics+ iniciou um giro antiOcidente.

ARCA DE NOÉ – A cúpula de Kazan emitiu convites a 13 novos parceiros, inclusive Belarus, um protetorado informal russo, Cuba e Bolívia, que apoiam a invasão imperial da Ucrânia, além de Vietnã, Cazaquistão e Uzbequistão, situados nas esferas concorrentes de influência chinesa e russa.

Inexiste, contudo, algum tipo de consenso mínimo na Arca de Noé do Brics+. No comunicado final da cúpula, Putin nem tentou contrabandear uma sentença de apoio à sua guerra ucraniana.

Em busca de prestígio, o Brasil obteve uma menção à reforma do Conselho de Segurança da ONU, balão de ar que se choca com o veto chinês ao ingresso da Índia. Os comunicados do grupo são exercícios na arte de circundar a substância.

TENSÕES REGIONAIS – A rivalidade estratégica sino-indiana atravessa o Brics desde o berço. As duas expansões adicionaram as tensões regionais entre Irã/Arábia Saudita, Turquia/Irã e Egito/Etiópia. A Índia mantém um tratado nuclear com os EUA. A Turquia, agora Estado-parceiro, faz parte da Otan. Pirandello escreveu “Seis Personagens em Busca de um Autor”; no Brics inflacionado, são 22 personagens à procura de um texto.

“Sul Global”, atualização do Terceiro Mundo, é uma miragem. Há 60 anos, o Movimento dos Não Alinhados (NAM), suposta representação do Terceiro Mundo, também estava permeado por rivalidades, a principal entre China e Índia, mas assentava-se sobre um consenso forte: o anticolonialismo.

O Brics+ não dispõe de um inimigo tão evidente quanto as antigas potências coloniais – exceto, talvez, o controle dos EUA sobre as finanças globais.

CONTRA O DÓLAR – Rússia e China nutrem o projeto do Brics Bridge, um sistema multilateral de pagamentos capaz de circundar o dólar. Seria, em tese, um propósito comum, estimulado por razões de peso: os custos financeiros associados à primazia da moeda dos EUA e o interesse de escapar às sanções comerciais cada vez mais abrangentes impostas por Washington.

Falar é fácil, executar são outros quinhentos. Quem dará crédito a uma cesta de moedas não-conversíveis? Qual governante inscreveria a economia da Índia na órbita do Banco Central chinês?

Dezenas de países formam fila para entrar no Brics+. Para quase todos, o ingresso não acarreta custos ou compromissos. São, em geral, autocracias à procura de um raio de sol: um clube no qual ninguém fala em direitos políticos, liberdades públicas ou igualdade perante a lei.

NADA A VER… – No passado recente, o Brics oferecia ao Brasil a oportunidade de diálogo privilegiado com potências relevantes na cena mundial. A expansão, que prosseguirá, diluiu a influência brasileira – e, com as periféricas exceções de Cuba e Bolívia, excluiu a América Latina do mapa.

Maduro correu a Kazan, infiltrando-se por uma janela lateral na reunião do grupo.

O regime venezuelano tem o que ganhar no Brics+. O Brasil, não mais.


‘Lutar contra a democracia é crime’, diz Cármen Lúcia sobre anistia dos presos do 8 de Janeiro

 Foto: Nelson Jr./STF/Arquivo

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF)25 de outubro de 2024 | 22:00

‘Lutar contra a democracia é crime’, diz Cármen Lúcia sobre anistia dos presos do 8 de Janeiro

brasil

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse em entrevista à CNN Brasil que lutar ou atuar contra a democracia é crime no Brasil e quem tem envolvimento com o ataque aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 deve “responder exatamente nos termos da lei”.

“Isto aqui é um Estado democrático de Direito, o Estado de Direito é aquele no qual governantes e governados se submetem igualmente ao Direito. Vandalismo, destruir instituições públicas, prédios públicos, tudo isso é crime, lutar contra a democracia ou atuar contra a democracia é crime no caso brasileiro. No Estado de Direito, responde(-se) pelo crime praticado”, afirmou a magistrada.

A declaração da ministra é uma resposta à deputada bolsonarista Caroline de Toni (PL-SC), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que pautou para a próxima semana a análise do projeto de lei que anistia os investigados pela tentativa de golpe.

Essa será a segunda vez que o projeto é pautado no colegiado. Na primeira tentativa de apreciar a proposta, no mês passado, uma manobra da base governista impediu que a oposição conseguisse reunir os votos necessários.

A nova versão do texto, relatado pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE), contém brechas que podem beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O relatório também prevê que as investigações sobre os ataques golpistas deixem o gabinete de Alexandre de Moraes no STF.

O projeto pretende anistiar todos os participantes das manifestações em defesa do golpe, inclusive aqueles que “as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas”.

Além disso, a proposta afeta “todos que participaram de eventos subsequentes ou eventos anteriores aos fatos acontecidos em 08 de janeiro de 2023, desde que mantenham correlação com os eventos acima citados”.

Se for aprovada, a lei tornará imunes a punições os financiadores da invasão aos prédios dos Três Poderes e os agitadores que insuflaram a multidão golpista por meio das redes sociais. Aliados de Bolsonaro e o próprio ex-presidente são investigados pelo STF por apoiarem as manifestações, que terminaram em vandalismo e destruição do patrimônio público.

Wesley Bião/EstadãoPoliticaLivre

Gonet não pediu buscas no gabinete de Gayer para não ‘tensionar’ Poderes

 Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados/Arquivo

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO)26 de outubro de 2024 | 17:45

Gonet não pediu buscas no gabinete de Gayer para não ‘tensionar’ Poderes

brasil

O procurador-geral da República Paulo Gonet se opôs a buscas no gabinete do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) na Operação Discalculia. Ao ser consultado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral informou que ainda não via “robustez” suficiente para justificar a entrada da Polícia Federal nas dependências da Câmara dos Deputados.

Em parecer enviado ao STF, Gonet afirmou que “a busca e apreensão em ambiente parlamentar federal importa significativa interferência de um Poder sobre a sede de outro Poder, tensionando o equilíbrio desejado entre eles”.

O Congresso e o STF atravessam uma etapa marcada pela tensão. Inquietos com decisões de ministros do Supremo, deputados defendem a aprovação de projetos que podem neutralizar poderes da Corte.

“A interferência física sobre repartições do Congresso Nacional exige robustez de maior magnitude na descrição de fatos que convençam da sobrelevada relevância da medida para os fins da investigação, de sorte a que se distinga, com nitidez, o seu caráter indispensável. Não vejo nos autos, ao menos neste estágio das investigações, fatos expostos que atendam ao rigor com que a postulação da providência deve ser sopesada”, ponderou o procurador-geral no caso de Gustavo Gayer.

Diante do parecer contrário da PGR, Moraes não determinou as buscas. O ministro decidiu que a entrada da PF deveria ser circunscrita aos “endereços residenciais e profissionais apontados pela autoridade policial, não havendo solicitação no sentido de busca no interior do Congresso Nacional”.

O deputado é investigado por suspeita desviar recursos da cota parlamentar. A PF apreendeu R$ 72 mil na casa de um assessor dele. Gayer nega ilegalidades e afirma que a operação tem motivação política. “Vieram na minha casa, levaram meu celular, meu HD. Essa democracia relativa está custando caro”, escreveu nas redes sociais.

Rayssa Motta/Fausto Macedo/EstadãoPoliticaLivre

Bolsonaristas buscam o Supremo para entender gravidade do caso de Gayer

Publicado em 26 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Quem é Gustavo Gayer, deputado bolsonarista alvo da PF por suposto desvio de verba - ISTOÉ Independente

Gayer misturou seus gastos pessoais com recursos da Câmara

Bela Megale
O Globo

Interlocutores do PL e de Jair Bolsonaro buscaram alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar saber qual é a magnitude da investigação que mira um dos principais aliados do ex-presidente, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).

A nota do PL e os discursos de seus integrantes buscam usar a operação para atacar o STF e, mais uma vez, tentar colar a pecha de autoritarismo na corte.

CAUSAR ESTRAGO – Nos bastidores, porém, parte dos aliados admite que o material da Polícia Federal que veio à tona é consistente e pode causar estragos.

Os endereços do parlamentar foram alvos de buscas nesta sexta-feira, em uma operação da PF que investiga um grupo suspeito de desviar recursos públicos da cota de deputado e falsificar documentos.

A investigação aponta que Gayer mantém uma escola de inglês e uma loja de roupa com recursos da Câmara. Mensagens interceptadas pela PF mostram que um empresário próximo ao deputado diz ter alertado Gayer sobre irregularidades no uso de verbas parlamentares.

IMAGEM DO MITO – A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados de Bolsonaro estão preocupados que a imagem do ex-presidente seja chamuscada com a operação contra Gayer.

A proximidade de ambos ficou evidente na campanha eleitoral, com o capitão abraçando a candidatura de Fred Rodrigues (PL) em Goiânia, a pedido do deputado federal. O próprio Bolsonaro disse, em diversas ocasiões, que ele e Gayer decidiram juntos que o parlamentar não concorreria ao comando do Executivo da capital goiana, devido ao papel de confronto que exerce na Câmara.

Os planos do ex-presidente, inclusive, são de acompanhar o segundo turno em Goiânia ao lado de Gayer e Fred Rodrigues. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no entanto, decidiu dobrar a aposta depois da ação policial e passou a usá-la para pedir votos ao candidato do seu partido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, o Brasil está mesmo de cabeça para baixo – ou ponta-cabeça, como dizem em São Paulo(C.N.)

Piada do Ano! Instituições financeiras fazem jantar para homenagear Toffoli


Por que Toffoli se comporta como chefe de todos os poderes

Toffoli se transformou no símbolo da nova ética do Supremo

Frederico Vasconcelos
Interesse Público

Criticado por anistiar corruptos confessos, o ministro Dias Toffoli é cortejado pelo lobby privado. A Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) promoveu nessa quarta-feira (23) um jantar em homenagem a ele, numa casa do Lago Sul, em Brasília, por conta do lançamento do livro sobre os 15 anos de jurisdição do ministro do Supremo Tribunal Federal.

Presidida por Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara Federal, a entidade conta com 15 associadas, entre as quais a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), e atua na defesa dos interesses da indústria financeira.

DEBATE ÉTICO? – A CNF se apresenta como interlocutora de “representantes que acreditam na importância do debate ético e transparente entre os agentes do mercado”.

O Código de Ética da Magistratura, por sua vez, recomenda aos magistrados “evitar comportamentos que impliquem a busca injustificada e desmesurada por reconhecimento social”.

O código também estabelece que “é dever do magistrado recusar benefícios ou vantagens de ente público, de empresa privada ou de pessoa física que possam comprometer sua independência funcional”.

OBRA FUNCIONAL – O lançamento do livro “Constituição, Democracia e Diálogo – 15 Anos de Jurisdição Constitucional do Ministro Dias Toffoli”, ocorre quando o ministro é criticado por suas decisões monocráticas anistiando corruptos confessos condenados na operação Lava Jato.

BARROSO ELOGIA – No último dia 14, Toffoli recebeu o “Colar do Mérito Judiciário” do Tribunal de Justiça de São Paulo. A outorga havia sido aprovada em 2018.

“O ministro Toffoli foi responsável por internacionalizar o CNJ e o próprio STF, de forma similar ao que havia feito no TSE”, ressaltou o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo e do CNJ.

No primeiro ano na presidência do STF, Toffoli fez ao menos 73 voos em aviões da FAB (Força Aérea Brasileira). Nos primeiros nove meses no TSE, visitou onze países.

TUDO AO CONTRÁRIO – No primeiro dia como presidente do CNJ, Toffoli mudou o regimento, eliminou as travas contra nomeação de parentes e o uso do CNJ como trampolim político. Favoreceu amigos e revogou a quarentena de juízes auxiliares.

A obra em homenagem a Toffoli foi organizada pelo ministro Gilmar Mendes. O decano afirmou que a instauração do inquérito das fake news “foi decisiva para que a democracia fosse preservada no Brasil”.

Para Gilmar, esse episódio “tem uma relevância histórica que talvez a vista ainda não alcançou”.

APLAUSO A ARAS – Toffoli foi um dos organizadores de livro em homenagem a Augusto Aras. Atribuiu papel semelhante ao omisso ex-PGR, que não investigou Bolsonaro: “Não fosse a responsabilidade, a paciência, a discrição e a força do silêncio de Sua Excelência, talvez não estivéssemos aqui, não teríamos talvez, democracia”.

O ministro apoiou a recondução de Aras e indeferiu pedido de investigação do então PGR por crime de prevaricação.

Uma vista apurada alcança o jantar da advocacia em torno de Toffoli no restaurante Figueira Rubayat, em São Paulo, em 3 de maio de 2019. O objetivo foi desagravar os ataques ao STF e a seus membros, por conta do inquérito com medidas típicas de exceção, em que Alexandre de Moraes conduziria a ação policial e seria o julgador final da causa. A advocacia silenciou, na ocasião, sobre as ameaças à liberdade de expressão.

MILITARIZAÇÃO – Antes de assumir a presidência do STF, Toffoli convidou o general Fernando Azevedo, depois ministro da Defesa, para assessorá-lo em seu gabinete.

O presidente Jair Bolsonaro esvaziou a pretensão de Toffoli de vir a ser o mediador entre os Três Poderes. O primeiro presságio da militarização do país ocorreu em 1º de outubro de 2018, quando Toffoli pontificou: “Hoje, não me refiro nem mais a golpe nem a revolução. Me refiro a movimento de 1964”.

Sem ameaça – Toffoli chegou a afirmar que nunca viu da parte de Bolsonaro e de seus ministros “nenhuma atitude contra a democracia”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O artigo de Frederico Vasconcelos mostra que nos futuro os historiadores vão registrar que houve uma época em que o Brasil ficou de cabeça para baixo. E esta época é agora. (CN.)

 

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