sábado, outubro 19, 2024

Vem aí um “pacote fantasma” para cortar gastos, que ainda nem existe

Publicado em 18 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Tribuna da Internet | Das cinco medidas para “cortar gastos”, sobra uma,  que não tem a ver com isso…

Charge do Duke (O Tempo)

Carlos Andreazza
Estadão

A blitz de Fernando Haddad está na pista. De Haddad e Simone Tebet. Blitz de propaganda. O pacote relevante de cortes de gastos vem aí — prometeram. Coisa de volume entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões — plantou-se. Não será mais um pente-fino — informam. Uma só das ações pode chegar a R$ 20 bilhões. Uau!

Os ministros reagem à desconfiança. A reforma do Imposto de Renda — a isenção para quem ganha até R$ 5 mil — estava à frente. Vinha ainda em 2024. Para sacrifício de receita da ordem de mais de R$ 40 bilhões por ano. Sem anúncio crível de compensação para o rombo. O mar, que já não era bom, crispou-se.

TUDO MUDOU – Então, de repente, ficou para 2025. O pacote rigoroso de cortes de gastos, que não estava previsto uma semana atrás, tomou a frente. Virá ainda neste ano — comunicaram Haddad e Tebet.

Cortes de gastos estruturais. No (pelo) governo Lula. Prepara-se cardápio para ele. Que é simpático às medidas — apregoa-se. Lula, a favor de cortes severos, mesmo com a popularidade insegura e ante os resultados das eleições municipais.

Alguns banqueiros se reuniram com o presidente. Saíram confiantes. Lula tem “firme compromisso” com a necessidade de conter despesas. No mundo real das fés, o dólar mostra os dentes e o Tesouro capta dinheiros a custo crescente. A isso reagem Haddad e Tebet.

NEM EXISTE – Vem aí o pacote relevante de cortes de gastos. Que ainda não existe. Donde ainda não apresentado a Lula. Que lhe é simpático — asseguram. Não o conhece e lhe é simpático. Por precaução, os ministérios, em atividade clandestina, estudam-medem a forma como mostrá-lo ao presidente.

Não basta ser extenso o menu — para ele cortar os cortes. A embalagem tem de ser palatável a Lula. Que é — propaga-se — a favor das medidas de cortes de despesas estruturais. A favor, exceção àquelas que mexam com gastos que considera investimentos.

Haddad e Tebet confiam — e querem confiança — em que sobrará alguma coisa. Sobrando, confiam em que a porção parlamentar do pacote, ao menos parte dela, seja aprovada em 2024. Talvez a mais parecida com… pente-fino. O pesado ficando para depois.

E AS EMENDAS? – O pacote — que ora inexiste e que, existindo, dependeria do aval de Lula — a ser votado neste resto de ano em que a agenda do Congresso precisará cuidar de Lei Orçamentária e da reforma tributária, mantida ainda aberta a LDO, corpo em que se malocará o interesse maior do Lirão: a superfície de atividade para o orçamento secreto em 2025. Talvez haja negócio.

Talvez uma dessas casas de apostas pudesse abrir jogatina sobre o que não faltará no pacote: revisão dos supersalários da máquina federal. Tudo a ver com propaganda.

Faria bastante espuma e rapidamente. Parco o impacto fiscal. Bacana a foto.


Morte de Sinwar não cria condições para pôr fim a esta guerra em Gaza

Publicado em 18 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Premiê israelense promete mais guerra e frustra esperança de paz | Agência  Brasil

Premier Netanyahu avisa que a guerra ainda não acabou

Thomas Friedman
Estadão (NYT)

É impossível exagerar a importância da morte do líder do Hamas, Yahya Sinwar, a ponto de possibilitar não apenas o fim da guerra em Gaza, a libertação dos reféns israelenses e um alívio para os habitantes do território palestino, mas também o maior passo na direção de uma solução de dois Estados entre israelenses e palestinos desde Oslo, assim como a normalização das relações entre Israel e Arábia Saudita — que abrangeria praticamente todo mundo muçulmano.

Isso é muita coisa. Mas… Por si só, a morte de Sinwar não cria condições suficientes para pôr fim a esta guerra em Gaza e colocar israelenses e palestinos no caminho de um futuro melhor. Sim, Sinwar e o Hamas sempre rejeitaram uma solução de dois Estados e sempre estiveram comprometidos com uma destruição violenta do Estado judaico. Ninguém pagou um preço mais alto por isso do que os palestinos de Gaza. Mas ainda que sua morte fosse necessária para um passo seguinte ser possível, de nenhuma maneira ela solucionaria tudo.

MUDAR TUDO – A condição suficiente é que Israel tenha um primeiro-ministro e uma coalizão de governo dispostos a aproveitar a oportunidade que a morte de Sinwar criou. Falando sério: o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, seria capaz de satisfazer sua autoimagem churchilliana e adotar um rumo que rejeitou anteriormente? Que é a participação da uma Autoridade Palestina na Cisjordânia reformada em uma força de paz internacional que assumiria o controle de Gaza no lugar do Hamas liderado por Sinwar.

Pelo menos há um mês, de acordo com minhas fontes diplomáticas americanas, árabes e israelenses, o secretário de Estado Antony Blinken, e o príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, o presidente do Egito, Abdel el-Sisi, e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed, têm discutido do que fazer no dia seguinte ao fim desta guerra para reconstruir a Faixa de Gaza pós-Hamas, pavimentar o caminho da normalização israelo-saudita e criar as condições para um futuro diferente em Gaza e na Cisjordânia.

A ideia geral é que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, concorde em nomear o economista e ex-primeiro-ministro da AP, Salam Fayyad, ou alguém com sua impecável reputação de incorruptibilidade, como novo primeiro-ministro palestino para liderar um novo gabinete tecnocrata e reformar a Autoridade Palestina, erradicar a corrupção na entidade e incrementar suas condições de governança e forças de segurança.

FORÇA DE PAZ – Essa Autoridade Palestina reformada solicitaria, então, formalmente, uma força de paz internacional — da qual a entidade participaria — que incluiria soldados dos EAU, do Egito e possivelmente de outros Estados árabes e talvez até de países europeus. Essa força seria acionada gradualmente para substituir os militares israelenses em Gaza.

A Autoridade Palestina assumiria, então, a responsabilidade de reconstruir Gaza com fundos de ajuda fornecidos pela Arábia Saudita, pelos EAU e por outros Estados árabes do Golfo — e, muito provavelmente, pelos Estados Unidos.

Uma Autoridade Palestina reformada, com fundos árabes e internacionais massivos, tentaria restaurar sua credibilidade em Gaza e a credibilidade do principal partido que a compõe, o Fatah, na política palestina — ao mesmo tempo escanteando reminiscências do Hamas.

NESSE CAMINHO – Diplomatas americanos e árabes — com assistência discreta do ex-primeiro ministro britânico Tony Blair — têm trabalhado sobre essa ideia com o ministro israelense de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, um dos conselheiros mais próximos de Netanyahu. Neste momento, esse caminho requer de Israel apenas permitir silenciosamente o envolvimento da Autoridade Palestina na reconstrução de Gaza enquanto integrante de uma força internacional — não aceitar formalmente sua participação.

Netanyahu entende, porém, que os árabes só participação de uma força de paz árabe-internacional para dar jeito na bagunça em Gaza se a iniciativa for parte de um processo que leve ao Estado palestino.

Mohammed bin Salman, particularmente, deixou muito claro para todos que para a Arábia Saudita ir adiante com a normalização de relações com Israel — após tantas mortes de palestinos em Gaza — ele precisa que a guerra em Gaza acabe e que alguma força de paz árabe constitua um passo que no futuro leve ao Estado palestino. O mesmo é verdadeiro em relação aos Emirados e ao Egito.

OUTRA EXIGÊNCIA – Salman precisa mostrar depois da guerra em Gaza que obteve de Israel algo que nenhum outro líder árabe jamais conseguiu, porque ele estaria potencialmente dando a Israel algo que nenhum líder israelense jamais conseguiu: relações com o lar das duas mesquitas mais sagradas para o Islã. Salman também é vital para fazer o presidente Abbas nomear um reformador como Fayyad. Abbas respeita Salman.

Permitam-me repetir: uma iniciativa diplomática para pôr fim à guerra nessas linhas — e viabilizar a normalização das relações israelo-sauditas e uma força de paz árabe — eventualmente exigirá que Israel se comprometa com um caminho para o Estado palestino. O que desencadeará uma oposição virulenta dos parceiros de direita, extremistas e messiânicos de Netanyahu: os ministros da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e das Finanças, Bezalel Smotrich.

Temerariamente, eles considerarão a morte de Sinwar e a ruína do Hamas uma oportunidade para pensar que são capazes de matar todos os membros do grupo em Gaza para levar adiante sua agenda de instalar assentamentos coloniais de judeus em Gaza e expandi-los na Cisjordânia. E Netanyahu deseja faz tempo mostrar que é uma figura histórica e não um mero estrategista que manobra constantemente para se manter vivo na política — mas nunca esteve disposto a assumir nenhum grande risco para mudar a história. Bom, chegou a hora.

Supremo nega acesso de Bolsonaro às acusações que Mauro Cid lhe fez

Publicado em 19 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

PF prevê concluir no início de novembro inquérito sobre Bolsonaro e  tentativa de golpe | Blog da Andréia Sadi | G1

Acusações de Cid a Bolsonaro continuam sob “sigilo”

Wesley Bião
Estadão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira, 18, para recusar recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) relacionados à investigação sobre o vazamento de dados sigilosos da Polícia Federal (PF) e à solicitação de acesso à delação premiada de seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid.

O julgamento ocorre no plenário virtual, com votos contrários aos recursos proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino e Luiz Fux. A Primeira Turma também conta com a participação dos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

DIZ A DEFESA – No primeiro recurso, a defesa de Bolsonaro contesta a decisão de Moraes que autorizou uma análise detalhada da quebra de sigilo dos dados telemáticos do militar, elemento utilizado na investigação sobre o vazamento de dados de uma apuração da PF a respeito de uma suposta vulnerabilidade do sistema eleitoral.

A defesa alega que a decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a gestão de Augusto Aras, ter solicitado o arquivamento do caso. Porém, o magistrado argumentou que a ordem foi emitida antes desse parecer e que não se trata de nova prova.

No segundo recurso, Bolsonaro busca acesso à delação premiada de Cid, que o envolveu em várias investigações, incluindo uma sobre suposta tentativa de golpe de Estado. Moraes destacou que não há previsão legal para que delatados tenham acesso ao conteúdo da colaboração enquanto houver investigações em andamento.

DIZ MORAES – O ministro Alexandre de Moraes também afirmou que o Supremo tem um entendimento consolidado sobre as restrições ao acesso a delações premiadas. Ele disse que, no momento adequado do processo, os investigados poderão se manifestar sobre a colaboração, e a Justiça avaliará a eficácia da delação.

“As investigações relacionadas a esses tópicos gerais estão em regular trâmite nesta Suprema Corte, com diversas diligências em andamento, o que, nos termos da fundamentação acima delineada, impede o acesso [por Bolsonaro] aos depoimentos de Mauro Cid no âmbito de colaboração premiada”, escreveu Moraes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Não pode ser considerada democrática uma Justiça que põe sob sigilo assuntos aleatórios, de acordo com o humor do ministro-relator. É inconcebível que alguém saiba que está sendo acusado de graves crimes, mas esteja proibido de saber que acusações são estas e como foram feitas. Chama-se a isso cerceamento da defesa. Mas quem se interessa? (C.N.)


sexta-feira, outubro 18, 2024

Suspensão de Concurso e Crise Financeira em Juazeiro e Jeremoabo: Desafios para a Nova Administração"

 A recente decisão judicial que suspendeu o concurso público em Juazeiro, no Sertão do São Francisco, traz à tona uma série de questões que vão além da administração local. O juiz José Góes Silva Filho, ao conceder a liminar na ação popular, apontou a falta de inclusão de temas importantes na avaliação dos candidatos, como o Estatuto da Igualdade Racial e o Combate ao Racismo Religioso. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira, dia 18 de outubro, e determinou a suspensão do certame, que estava marcado para o dia 20.

A suspensão do concurso revela não apenas falhas no processo de planejamento e execução, mas também uma possível falta de comprometimento com a promoção da igualdade e do respeito aos direitos humanos. A ausência de temas que abordem a igualdade racial e o racismo religioso sugere uma negligência em relação à formação de servidores públicos conscientes e preparados para lidar com a diversidade e a inclusão social. Além disso, a medida judicial reforça a necessidade de um maior cuidado na elaboração de concursos públicos, para que atendam aos princípios constitucionais e promovam uma administração pública eficiente e justa.

O Cenário em Jeremoabo: Uma Situação Alarmante

Enquanto Juazeiro enfrenta a suspensão do concurso, a situação em Jeremoabo, no interior da Bahia, também é preocupante. O prefeito Deri do Paloma teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), o que o classificou como "ficha suja". A gestão atual deixará  um rastro de problemas financeiros, com dívidas milionárias junto ao INSS, débitos de mais de um milhão de reais com a companhia de energia e atrasos no pagamento de servidores. A corrupção e a má gestão na educação, com recursos desviados e funcionários prejudicados, agravam ainda mais a situação.

O novo prefeito, Tista de Deda, herda uma administração mergulhada em uma crise financeira e precisa lidar com esse rombo sem violar a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Diante desse cenário, questiona-se como a nova gestão conseguirá equilibrar as contas, investir em melhorias e retomar a confiança da população. Há uma demanda crescente por responsabilização dos envolvidos nos atos de corrupção, especialmente diante da situação caótica das finanças municipais.

Concursos Fraudados e Nepotismo: Uma Ameaça à Nova Administração

O cancelamento do concurso em Juazeiro levanta suspeitas de que processos semelhantes estejam sendo usados para manipular contratações em Jeremoabo, com o objetivo de beneficiar parentes e aliados do prefeito Deri. A tentativa de nomear pessoas próximas ao final de sua gestão é uma estratégia que pode complicar ainda mais o início da administração de Tista de Deda. O cenário de nepotismo e apadrinhamento político compromete a transparência e a eficiência da gestão pública, desrespeitando princípios básicos da administração e violando a ética no serviço público.

As supostas "nomeações estratégicas" no final do mandato do prefeito Deri se assemelham a promessas de projetos grandiosos que nunca saem do papel. A história do golpe da "ova de camarão", que ocorreu em Sergipe na década de 1970, ilustra bem essa situação. Na época, um golpista convenceu o governo a investir na suposta exportação de ova de camarão encontrada nas praias do estado, mas o projeto se mostrou uma fraude, resultando em prejuízos financeiros. De forma similar, as "soluções milagrosas" prometidas por alguns políticos muitas vezes não passam de manobras para desviar recursos ou criar falsas expectativas na população.

O Desafio de Recuperar a Confiança e Responsabilizar os Culpados

Para que a administração de Tista de Deda tenha êxito em Jeremoabo, será essencial não apenas sanar as contas públicas, mas também adotar uma postura de transparência e justiça. É necessário investigar as irregularidades e responsabilizar os envolvidos, garantindo que a lei seja aplicada de forma rigorosa. Qualquer tentativa de encobrir os atos ilícitos ou perpetuar práticas de nepotismo e apadrinhamento político prejudicará os esforços para restabelecer a confiança na administração pública.

A Justiça desempenha um papel fundamental na proteção dos princípios democráticos e na manutenção da moralidade administrativa. O caso do concurso público suspenso em Juazeiro é um exemplo claro de como o Judiciário pode e deve atuar para corrigir distorções e assegurar que os processos administrativos estejam de acordo com os valores constitucionais. Em Jeremoabo, espera-se que as autoridades sigam o mesmo caminho e adotem medidas para proteger os interesses da população, garantindo que a transição de governo ocorra de maneira ética e responsável.

A nova gestão terá um árduo trabalho pela frente, mas, com a implementação de políticas públicas voltadas para a transparência, a moralidade e a inclusão social, será possível transformar a crise em uma oportunidade de mudança positiva para o município



Geração de emprego e renda faz Sergipe saltar dez posições em ranking

 em 18 out, 2024 9:00

Geração de emprego e renda fazem Sergipe saltar dez posições em ranking nacional de melhor distribuição de renda

País ocupava a 23ª colocação do país em 2022 e, com redução do Índice de Gini, alcançou a 13ª posição em 2023

Sergipe obteve uma significativa diminuição da desigualdade salarial, segundo dados apresentados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2023. O levantamento apontou que, em um ano, o estado saiu de 0,455 em 2022 para 0,355 em 2023 no Índice de Gini, ferramenta que mede o grau de concentração de renda a partir da diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos.

Com a redução, Sergipe saltou dez posições no ranking nacional de melhores índices de distribuição de renda, passando da 23ª para a 13ª colocação, o que significa que os valores foram distribuídos de maneira mais equitativa entre a população sergipana no ano passado.

O movimento pode ser explicado pelos números igualmente positivos que o estado tem apresentado no âmbito da geração de emprego e renda. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), somente entre janeiro de 2023 e agosto de 2024, foram criados 22.396 novos postos de trabalho em Sergipe, e no último mês de agosto, o estoque de empregos no estado ultrapassou os 330 mil, um recorde nas estatísticas econômicas sergipanas. Avanço no estoque de empregos – número de pessoas em trabalhos formais – no estado já indicado pelos dados da Rais 2023, que apontou um crescimento de 4,9%, aumentando de 297.637 em 2022 para 312.165 em 2023.

O fomento às políticas de qualificação profissional, a exemplo do programa Qualifica Sergipe – que já chegou a mais de 20 municípios sergipanos, preparando mão de obra específica para os setores que mais demandam – e a criação de um ambiente de negócios favoráveis à atração de novos investimentos e ampliação de empresas no estado, abrindo novos postos de trabalho. O setor de serviços continua a ser o maior empregador, representando 45,9% do total de empregos. Sergipe também se destacou na 9ª posição do ranking nacional quanto à variação da remuneração média, que teve um aumento de 4,8%, com a Indústria apresentando a maior remuneração média de R$ 3.000,88.

O estado também se destaca em relação à significativa redução da taxa de desemprego, uma baixa de 11,95 de pessoas desocupadas no final de 2022 para o índice de 9,1% no segundo trimestre de 2024. Este é o menor percentual de pessoas fora do mercado de trabalho formal desde o terceiro trimestre de 2015.

Em operação com a Marinha, PF prende três pescadores por pesca ilegal

 em 18 out, 2024 9:43


Em operação com a Marinha, PF prende 3 pescadores por pesca ilegal (Foto: PF)

A Polícia Federal prendeu três pescadores por praticarem pesca ilegal dentro do limite de duas milhas náuticas da costa, resultando na apreensão de aproximadamente 120 kg de pescado. A operação foi realizada na tarde desta quinta-feira, 17.

O flagrante aconteceu durante a Operação “Navegatio In litore”, uma ação de patrulhamento ostensivo realizada em parceria com a Marinha do Brasil. Entre os dias 14 e 18 de outubro, a Polícia Federal em Sergipe (PF/SE) intensificou o patrulhamento da costa sergipana, com foco em coibir rotas marítimas de tráfico de drogas, crimes ambientais e fiscalizar a regularidade das embarcações.

A operação cobriu cerca de 380 km de costa, incluindo áreas de pesca, mar aberto e fozes de rios. Durante o período, além da prisão dos três pescadores e da apreensão de 120 kg de pescado, 15 barcos foram abordados e uma embarcação foi notificada por irregularidade.

Essas ações de patrulhamento fazem parte do planejamento operacional da PF/SE e continuarão a ser realizadas mensalmente, tanto de forma autônoma quanto em conjunto com órgãos parceiros, como a Marinha do Brasil.

por João Paulo Schneider 

Com informações da PF

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União terá que pagar mais de R$ 1 milhão para familiares de Genivaldo

 em 18 out, 2024 12:30


União terá que pagar mais de R$ 1 milhão para familiares de Genivaldo (Foto: arquivo/ redes sociais)

A Justiça Federal em Sergipe condenou a União ao pagamento de R$ 1.050.000,00 (um milhão e cinquenta mil reais) em indenizações por danos morais a familiares de Genivaldo de Jesus Santos, morto em uma abordagem policial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em maio de 2022, na cidade de Umbaúba, centro-sul sergipano. A sentença foi proferida pelo Juízo da 7ª Vara Federal de Sergipe.

Entenda o Caso

Genivaldo foi abordado por agentes da PRF enquanto pilotava uma motocicleta sem capacete. Durante a abordagem, ele foi colocado dentro de uma viatura, onde os policiais usaram spray de pimenta e gás lacrimogêneo em espaço fechado, o que resultou em sua morte por asfixia. O caso gerou grande comoção nacional e repercussão na mídia, destacando o uso desproporcional da força.

Os familiares de Genivaldo, incluindo seus irmãos e sobrinho, entraram com uma ação na Justiça Federal pedindo indenização pelos danos morais sofridos devido à perda de seu ente querido. O julgamento envolveu a análise da relação emocional dos autores com Genivaldo, bem como o impacto causado pela sua morte.

Indenizações Anteriores

Ainda segundo a Justiça Federal, em um processo anterior (nº 0800438-50.2022.4.05.8502), também julgado na 7ª Vara Federal de Sergipe, a mãe e o filho de Genivaldo já haviam sido indenizados pelo mesmo fato, recebendo, respectivamente, R$ 400.000,00 e R$ 500.000,00. Somados aos novos valores concedidos aos demais familiares, o total de indenizações relacionadas ao caso ultrapassa R$ 1.950.000,00 (um milhão novecentos e cinquenta mil reais).

Como Foram Definidos os Valores?

Na sentença, o juiz federal Pedro Esperanza Sudário explicou que a responsabilidade civil do Estado, quando envolve ações de seus agentes, como no caso da PRF, é objetiva, ou seja, a União é responsável pelo dano causado, independentemente da intenção ou culpa dos agentes envolvidos.

Para chegar aos valores das indenizações, o magistrado utilizou o chamado “método bifásico”, técnica aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em casos de danos morais. Esse método prevê duas etapas: primeiro, é definido um valor inicial, com base em precedentes judiciais de casos semelhantes; depois, esse valor é ajustado conforme as circunstâncias específicas, levando em conta a proximidade da vítima com seus familiares e o impacto emocional sofrido.

No caso dos irmãos de Genivaldo, que conviviam diariamente com ele, o valor foi fixado em R$ 100.000,00 para cada um, levando em consideração a convivência constante e o forte vínculo familiar. Já o irmão que morava em São Paulo e tinha contato esporádico com

Genivaldo recebeu R$ 50.000,00, devido à menor intensidade da convivência. O sobrinho, que presenciou a abordagem policial e a morte do tio, foi indenizado em R$ 75.000,00, considerando o trauma adicional de ter sido o único a testemunhar os fatos. A irmã que vivia na mesma cidade e acolheu Genivaldo após sua separação teve sua indenização fixada em R$ 125.000,00, devido à proximidade ainda maior existente entre eles.

*Com informações da JFSE

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Desrespeito ao Paciente: Atraso e Falta de Comunicação em Clínica Particular



A situação que  descrevo ilustra um problema recorrente e preocupante no atendimento de saúde, tanto no setor público quanto no privado. A precariedade do atendimento nos serviços de saúde no Brasil é um problema crônico, que afeta negativamente a qualidade de vida da população e revela falhas estruturais no sistema.

No caso dos serviços públicos, o Sistema Único de Saúde (SUS) desempenha um papel essencial ao garantir acesso gratuito à saúde para milhões de brasileiros. No entanto, a sobrecarga do sistema, a falta de profissionais, e a escassez de recursos comprometem a qualidade do atendimento, resultando em longas filas de espera, consultas rápidas e falta de continuidade no acompanhamento dos pacientes. A população mais vulnerável, sem recursos para recorrer ao setor privado, é a mais afetada.

A situação no atendimento privado, como  descreveverei na experiência em Aracaju, evidencia uma falta de compromisso ético por parte de alguns profissionais e instituições. Quando um paciente paga por um serviço de saúde, espera-se não apenas qualidade técnica, mas também respeito ao tempo e à dignidade humana. O atraso de quase duas horas e meia sem justificativa para um procedimento médico é inaceitável. O fato de o paciente já estar fragilizado agrava ainda mais o desrespeito, revelando uma falta de empatia e profissionalismo.

Essas falhas no atendimento acabam por colocar todos os profissionais da área médica sob suspeita, ainda que muitos atuem com responsabilidade e compromisso. É importante que os conselhos de medicina e órgãos fiscalizadores intensifiquem a fiscalização e a regulamentação das práticas de atendimento, garantindo que os direitos dos pacientes sejam respeitados. Além disso, uma maior transparência por parte das clínicas e hospitais, e um canal eficaz para reclamações e denúncias, são essenciais para evitar que casos semelhantes ocorram.

A saúde é um direito constitucional, e a ética médica exige que os profissionais prestem atendimento com respeito e humanidade. A situação relatada é um reflexo de problemas sistêmicos e culturais que afetam a saúde no Brasil, e apenas com uma abordagem integrada, que inclua melhorias na gestão pública, fiscalização no setor privado e um compromisso ético dos profissionais, será possível avançar na direção de um sistema de saúde mais justo e eficiente.

Nota da  Redação deste Blog - Minha  experiência refletiu uma situação de desrespeito e falta de consideração com o paciente. Ao levar minha esposa para submeter-se a uma punção de tireoide, agendada na clínica Climedi para o dia 18/10/2024, no bloco das 11:00 horas, o esperado era que o atendimento ocorresse dentro do horário estipulado. Chegamos com antecedência, como orientado, mas o médico responsável só apareceu para atender às 12:41 horas, sem que qualquer informação ou justificativa fosse oferecida aos pacientes que aguardavam.

Esse atraso significativo e a falta de comunicação evidenciam um desrespeito com o tempo e a dignidade dos pacientes, que, mesmo pagando pelo serviço, são tratados de forma negligente. A obrigação mínima de uma instituição de saúde é fornecer informações claras e respeitar os horários agendados, principalmente considerando que os pacientes já estão em uma condição de vulnerabilidade. Situações assim não são apenas uma falha de organização, mas também um desrespeito ao direito do cidadão ao atendimento digno e eficiente.



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EDITORIAL: A Herança Maldita, o Vácuo Democrático e a Anatomia de uma Fraude Eleitoral

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