segunda-feira, março 25, 2024

General contraria PF e diz que indicação de chefe da Polícia do Rio não teve ingerência política

 Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O general Richard Nunes, futuro Chefe do Estado-Maior do Exército25 de março de 2024 | 20:18

General contraria PF e diz que indicação de chefe da Polícia do Rio não teve ingerência política

BRASIL

Nomeado secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro pelo então interventor da área no Estado em 2018, general Walter Braga Netto, o general Richard Nunes, futuro Chefe do Estado-Maior do Exército, diz que a responsabilidade pela nomeação do delegado Rivaldo Barbosa, preso acusado de planejar a morte de Marielle Franco, como chefe de Polícia Civil durante a intervenção federal é dele “e de mais ninguém”. A versão do general quatro estrelas do Exército contraria a versão apresentada pela Polícia Federal (PF), no relatório final sobre o assassinato da vereadora, de que Rivaldo ocupou o posto por “ingerência política”.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Richard Nunes se diz surpreso com o suposto envolvimento de Rivaldo Barbosa, nomeado chefe de Polícia Civil um dia antes da morte de Marielle, com o assassinato da parlamentar e do motorista Anderson Gomes. Segundo o general, Rivaldo tinha “uma folha de serviço prestado bastante considerável” e era considerado “um nome respeitado e que foi muito bem aceito por toda a sociedade” à época.

“É surpreendente. Realmente, é uma coisa totalmente absurda pelo que a gente tem tá acompanhando. Eu me considero tão surpreso quando qualquer outro porque durante todo o período em que eu estive à frente da secretaria, jamais me passaria pela cabeça uma coisa dessa. Se isso tudo for confirmado, se essa delação foi confirmada, é algo de deixar a gente perplexo. Em relação ao que tem saído sobre o meu nome, sobre a nomeação do Rivaldo, é o que eu já disse, claramente: a responsabilidade é minha, de mais ninguém”, afirmou Richard Nunes.

A sugestão do nome de Rivaldo Barbosa para a chefia da Polícia Civil foi feita pelo setor de inteligência do Comando Militar do Leste (CML) em uma lista com cinco nomes. A organização era comandada desde 2016 por Braga Netto, que permaneceu no posto até 2019. Enquanto chefe do CML, ele foi nomeado interventor na segurança do Rio pelo então presidente Michel Temer (MDB), para o período entre fevereiro e dezembro de 2018.

À princípio, Rivaldo não era a primeira opção de Nunes para o posto. O general tinha como prioridade nomear o delegado Delmir Gouvea para o cargo. Os dois trabalharam juntos durante uma operação de pacificação do Complexo da Maré, entre 2014 e 2015. Mas Gouvea não aceitou o convite.

Sem a opção pessoal, Richard Nunes se voltou à lista de indicações do CML. O general afirma que a Subsecretaria de Inteligência, órgão da Secretaria de Segurança Pública do Rio, “contraindicou o nome de Rivaldo”, mas ele manteve a indicação dado o histórico de serviços prestados pelo delegado.

“Rivaldo era o chefe da divisão de homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Um delegado que tinha, talvez, a maior visibilidade entre os delegados da Polícia Civil e uma folha de serviço prestado bastante considerável. Um nome respeitado que foi muito bem aceito por toda a sociedade. Então, à época, era isso que eu tinha. Aceitou o convite e cumpriu a missão dele. Era tão respeitado que foi respeitado pela família da Marielle, que ele conhecia, e pelo próprio Marcelo Freixo. O mais, é muita especulação, muita coisa que não tem sentido. É tentar querer vestir uma roupa de 2024 em 2018″, diz.

Os advogados de Braga Netto afirmam que ele não tinha qualquer ingerência na definição da Polícia Civil e que o general não pediu nem buscou sugestões junto à inteligência do CML sobre possíveis indicados. “O general não teve ingerência na nomeação deste delegado. Coube exclusivamente à secretaria de Segurança. No que toca a este fato de que houve uma busca na inteligência do CML, essa busca não foi realizada pelo general Braga Netto e nem a pedido do general Braga Netto. Repito: não teve nenhuma ingerência”.

A inteligência da secretaria chefiada por Richard Nunes contraindicou Rivaldo Barbosa. O general avaliou que as ressalvas não se “pautavam em dados objetivos” e bancou a nomeação do delegado para comandar a Polícia Civil. Na conclusão da apuração, a polícia apontou a “passiva gestão dos militares à frente da Segurança Pública do Rio de Janeiro”, a “falta de traquejo para manejar as vicissitudes do jogo de poder fluminense” e a “manutenção de Rivaldo mesmo após a contraindicação” como fatores que indicam a gerência de Richard Nunes na nomeação do delegado.

“É uma escolha absolutamente normal. Começou a especulação de que eu não teria dado ouvidos a uma a uma contraindicação de inteligência. Não existe isso. Contraindicação de inteligência existe, normalmente, quando a gente está diante de uma lista de nomes, que a gente tem alguns dados que são apresentados. ‘Ó, esse aqui consta isso, consta aquilo’, mas isso é um dado a ser considerado. Não é uma investigação pronta, acabada, que a gente possa cometer uma injustiça de considerar aquilo ali como algo concreto e, a partir disso, prejudicar uma pessoa”, diz Nunes sobre a contraindicação de Rivaldo para o cargo.

Para o general, a escolha de Rivaldo foi “fruto de critérios” que ele estabeleceu e que, agora, “não dá pra querer ficar voltando no tempo”.

“Eu tinha uma decisão a ser tomada dentro de um prazo curto. Não podia ficar esperando que uma coisa como aquela que tinha sido apresentada fosse elucidada. Tanto não foi, que só foi agora. Essa coisa de assumir a responsabilidade é comigo mesmo. Sempre assumi naquele momento e continuo agora. Quem nomeou o Rivaldo fui eu. Não sofri ingerência nenhuma. Foi uma decisão fruto de critérios que eu estabeleci. Agora, depois do que tudo aconteceu… olha, agora é outro tempo, agora é outra hora. Não não dá pra eu ficar querendo voltar no tempo com o que eu sei agora”, diz.

Motivação para o assassinato de Marielle

Em dezembro de 2018, em entrevista ao Estadão, Richard Nunes afirmou que Marielle foi morta porque milicianos acreditaram que ela podia atrapalhar os negócios ligados à grilagem de terras na zona oeste da cidade. Na época, a investigação sobre o caso ainda estava no início. Os executores Ronnie Lessa e Élcio Queiroz sequer haviam sido presos.

Nunes revelou que o crime estava sendo planejado desde 2017, muito antes de o governo federal decidir decretar a intervenção federal no Rio. Seis anos depois do crime, o general conta que tinha suposições sobre o que considerava “um caminho bastante plausível”.

“Eu tinha já algumas suposições pelo que era apresentado que esse era um caminho bastante plausível, de que foi por esse tipo de envolvimento (regularização fundiária). Não é uma coisa tão definitiva, mas era algo plausível para aquele momento. Agora essas coisas vieram à tona. De lá para cá, nunca mais tive contato porque eu sai da intervenção. Era uma indicação, assim como o fato também quando o Giniton efetua a prisão dos dois executantes”, diz.

Rayanderson Guerra/EstadãoPolíticaLivre

Forças Armadas estão preparadas para aceitar a prisão dos generais golpistas?

Publicado em 25 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Planos golpistas envolviam filho de general na Abin; Clube Militar silencia

Os envolvidos: Paulo Sérgio, Heleno, Garnier, Braga e Estevam

Mônica Bergamo
Folha

As Forças Armadas estão preparadas para aceitar a prisão de ex-militares de alta patente que se envolveram em irregularidades ou em tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder.

O recado foi passado por integrantes da cúpula militar para magistrados que podem decidir futuramente pela prisão. E também para ministros do governo Lula, que hoje, é o comandante supremo das Forças.

DESCONFIANÇA – De acordo com um integrante do governo federal, há um entendimento de que a prisão não apenas deve ser aceita sem maiores ruídos como até mesmo de que são necessárias para que atos que a Justiça considerar criminosos não contaminem os demais integrantes de Exército, Marinha e Aeronáutica com o vírus da desconfiança.

A possibilidade de prisão ficou mais próxima e passou a ser discutida abertamente depois da operação de fevereiro que teve como alvo, entre outros, Bolsonaro e os generais Augusto Heleno e Braga Netto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Com todo respeito à jornalista Mônica Bergamo, que tem informantes petistas de grande destaque, as Forças Armadas aceitam a prisão de generais da reserva, desde que tenham resultado de julgamento justo, na forma da lei e com pleno direito de defesa. Esta é a posição legalista. Mas se houver exageros do ministro-relator-vítima-juiz Alexandre de Moraes, como está acontecendo no julgamento dos pseudos “terroristas” do 8 de Janeiro, é óbvio que as Forças Armadas saberão mostrar seu desagrado. No caso das militares brasileiros, que sempre se meteram em política, a situação é assim, sempre foi assim e vai continuar sendo assim, se é que vocês me entendem, como dizia Maneco Müller, o genial Jacinto de Thormes(C.N.)


Mulher do chefe de Policia era testa de ferro do marido nas suas ações ilegais


Esposa de Rivaldo Barbosa é alvo da PF por suspeita de lavagem de dinheiro

Érika, mulher de Rivaldo, aprendeu a enriquecer rapidamente

Ana Paula Bimbati
Do UOL

A renda de Erika Andrade de Almeida Araújo, da mulher do delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, cresceu 1.44% em um ano, segundo relatório da Polícia Federal. O total da renda anual saiu de R$ 32,6 mil, em 2014, para R$ 504 mil, em 2015.

“Fica evidente que uma mudança abrupta ocorreu a partir de 2015, ano em que a primeira empresa constituída iniciou suas atividades e ano em que Rivaldo assumiu a Delegacia de Homicídios da Capital”, diz o relatório da PF.

CASO MARIELLE – Rivaldo foi preso pela Polícia Federal suspeito de obstruir as investigações do caso Marielle. Ele também foi apontado como “responsável por ter o controle do domínio final do fato”. O delegado assumiu a chefia da Polícia Civil em 2018, um dia antes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Para a PF, Erika é “uma espécie de testa de ferro” e as empresas dela com o marido são “de fachada”. Ela também entrou na mira da operação da polícia ontem e foi apontada como responsável por lavar o dinheiro recebido por Rivaldo.

Em 2017, a renda anual de Erika aumentou ainda mais e chegou a R$ 927 mil. No mesmo período, ela e o ex-chefe da Polícia Civil passaram a adquirir imóveis — em 2021, eles compraram um apartamento em Jacarepaguá por R$ 777 mil.

RECEBIA PPROPINAS – Foi nesse mesmo período, segundo a PF, que Rivaldo recebia valores para não investigar determinados casos — alguns deles ligados a bicheiros. O relatório cita, por exemplo, que o miliciano Orlando Curicica afirmou que existia um “sistema de pagamento mensal realizado pelas milícias às delegacias”.

A investigação também aponta que “chama atenção o volume de operações financeiras via ‘depósito em espécie’, grande parte sem identificação da origem”. Em uma das empresas, por exemplo, Erika sacou R$ 880 mil — “tal prática dificulta a análise do “caminho do dinheiro”.

O Coaf (Conselho do Controle de Atividades Financeiras) afirmou à PF que Erika se declarou sócia das empresas e recebia R$ 28,9 mil por mês para ser “inspetora de qualidade”. Antes das empresas, o maior salário da esposa de Rivaldo girava em torno de R$ 4.830, quando ela trabalhava para Prefeitura do Rio. Erika é advogada.

DINHEIRO DO BICHO – Segundo relato [do miliciano Ronnie Lessa], a DH [Divisão de Homicídios] teria recebido de pessoa ligada ao contraventor Rogério de Andrade cerca de R$ 300 mil para não “perturbar” os prováveis envolvidos na execução de Pereira.

A análise bancária feita pelos agentes apontou que de janeiro de 2015 a dezembro de 2019, Erika movimentou mais de R$ 6,5 milhões. Desse valor, R$ 3,3 milhões foram em operações de crédito — parte para a empresa Mais I Consultoria Empresarial e para Armis Consultoria, ambas dela e do marido.

As operações em débito foram ao todo R$ 3,2 milhões. “Entre os beneficiários identificados, os principais fazem parte de seu núcleo familiar”, afirma a PF. Desse montante, R$ 313 mil foram para Rivaldo, por exemplo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Se não houvesse delação, o assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes jamais seria desvendado. A existência de policiais como Rivaldo Barbosa, de parlamentares como Chiquinho Brazão e de conselheiros de contas como Domingos Brazão demonstra que a criminalidade é a instituição mais poderosa do país, pois era o Quinto Poder, mas agora já está confirmada como Primeiro Poder, dominando todos os outros. E ainda não chegamos no fundo do poço. Tudo indica que a situação possa piorar. (C.N.)

Bolsonaro na embaixada da Hungria é mais uma cena de república das bananas


Ida de Bolsonaro à embaixada da Hungria vai ser investigada pela PF | CNN  Brasil

Dormir na embaixada é mais uma piada do ano de Bolsonaro

Mario Sabino
Metrópoles

Os repórteres brasileiros que cobrem Jair Bolsonaro (praticamente todos) levaram um furo do New York Times. O jornal americano descobriu que Jair Bolsonaro buscou refúgio na embaixada da Hungria, em Brasília, quatro dias depois de ter o passaporte apreendido a mando do ministro Alexandre de Moraes, a sua Nêmesis mais implacável.

O New York Times teve acesso a vídeos de segurança que mostram que Jair Bolsonaro entrou na embaixada em 12 de fevereiro e só saiu de lá em 14 de fevereiro. Nesse meio-tempo, o ex-presidente se manteve fora do alcance das câmeras durante a maior parte do tempo.

NA DÚVIDA… – Ninguém tira folga de carnaval na embaixada da Hungria. Sem saber se seria preso ou não naquele momento, Jair Bolsonaro cogitou, portanto, exilar-se no país governado por um expoente da extrema-direita mundial, o primeiro-ministro Viktor Orbán, de quem se considera um “irmão”.

O húngaro, por sua vez, já chamou o ex-presidente brasileiro de “herói”.

“Não vou negar que estive na embaixada, sim. Não vou falar onde mais estive. Mantenho um círculo de amizade com alguns chefes de Estado pelo mundo. Estão preocupados. Eu converso com eles assuntos do interesse do nosso país. E ponto-final. O resto é especulação”, disse Jair Bolsonaro ao repórter Igor Gadelha, do Metrópoles.

A MÃO COÇANDO– Depois da publicação da reportagem do jornal americano, fico aqui imaginando como a mão de Alexandre de Moraes deve estar coçando para expedir um mandado de prisão preventiva contra o ex-presidente, alegando risco iminente de fuga.

Ao mesmo tempo, suponho que, ao decidir sair da embaixada da Hungria, Jair Bolsonaro tenha recebido alguma garantia do STF de que não seria preso depois da apreensão do seu passaporte.

É mais um episódio da república das bananas na qual o Brasil se transformou, obedecendo, finalmente, à sua verdadeira vocação histórica. Quanto ao jornalismo brasileiro, que agora vive de mensagens de WhatsApp, ele anda fazendo jus ao país. Com as devidas e honrosas exceções, claro.

Irmão de Ricardo Maia é investigado pelo Ministério Público por fraude em mudança de domicílio eleitoral

 Foto: Divulgação/Arquivo

Pré-candidato à Prefeitura de Araci, Zelito Maia25 de março de 2024 | 16:35

Irmão de Ricardo Maia é investigado pelo Ministério Público por fraude em mudança de domicílio eleitoral

EXCLUSIVAS

O Ministério Público Eleitoral (MPE) abriu procedimento investigatória para apurar denúncia encaminhada pelo diretório municipal do PSD que acusa o pré-candidato à Prefeitura de Araci, Zelito Maia, que deve se filiar ao MDB e é irmão do deputado federal emedebista Ricardo Maia, de falsificar a assinatura em um contrato de aluguel para mudar de domicílio eleitoral. O responsável pelo procedimento é o promotor eleitoral Tarcísio Logrado de Almeida.

A denúncia se baseia numa perícia particular feita pela professora e doutora Adriana Santana, especialista em documentoscopia. Segundo a perita, “não é possível atestar a veracidade das assinaturas digitais atribuídas a José Edson Brito Maia Filho (Zelito Maia), constantes nas quatro páginas do documento (contrato de locação) devido à perda de atributos necessários para a avaliação das assinaturas digitais”.

A perita analisou o contrato de aluguel apresentado por Zelito, que é de Ribeira do Pombal, para alterar o domicílio eleitoral e poder disputar as eleições para a Prefeitura de Araci. O documento estipula um período de locação de 11/09/2023 a 11/09/2024. De acordo com a denúncia, o pré-candidato chegou recentemente à cidade com um caminhão de mudança, causando estranhamento do eleitorado do município.

A perita informou que, ao utilizar diversas metodologias para verificar a autenticidade da assinatura de Zelito, ficou constatado que a mesma “contém dados incorretos, não reconhecidos, danificados ou suspeitos”. Ela apontou ainda indicações de fraude nas assinaturas das testemunhas do contrato de locação.

Política Livre tentou contato via telefone e enviou mensagens pelo WhatsApp para Zelito Maia sobre a denúncia nesta manhã, mas não obteve resposta. O PSD, partido que fez a denúncia, é aliado, em Araci, da prefeita Keinha de Jesus (PDT), que vai tentar a reeleição em outubro com o apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Política Livre

Bolsonaro pode ser preso por visita a embaixada, mas STF reage com cautela

 Foto: Reprodução

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)25 de março de 2024 | 15:25

Bolsonaro pode ser preso por visita a embaixada, mas STF reage com cautela

BRASIL

A visita do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à embaixada da Hungria em Brasília pode justificar a prisão dele por sinalizar uma tentativa de se evadir do país e não ser preso.

O jornal New York Times revelou nesta segunda (25) que Bolsonaro não apenas visitou a sede diplomática como passou dois dias no estabelecimento. Ele foi recebido pelo embaixador Miklos Tamás Hamal quatro dias depois de ter o passaporte apreendido por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes.

A coincidência reforça a hipótese de que o ex-presidente teria passado os dias na embaixada para discutir a possibilidade de pedir asilo à Hungria, país comandado hoje por Victor Orbán, de extrema direita.

A opinião é de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos pela coluna, e também de criminalistas.

A possibilidade, no entanto, é vista com cautela por magistrados, pela repercussão que poderia gerar.

Em primeiro lugar, Bolsonaro poderia apresentar alguma justificativa para a visita diferente da possibilidade de pedir asilo.

Em segundo lugar, a prisão o vitimaria perante seus seguidores fieis.

Há no STF a preocupação de não tomar qualquer atitude em relação ao ex-presidente que não esteja calcada em provas.

A decisão de prender ou não Bolsonaro, no entanto, caberá exclusivamente ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos que o investigam por diversos crimes, entre eles o de tentativa de dar um golpe de estado para permanecer no poder.

Mônica Bergamo, FolhapressPolíticaLire

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