quinta-feira, março 21, 2024

Lula divulga notas e culpa gestão de Bolsonaro por não encontrar móveis

Publicado em 21 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Governo Lula gasta quase R$ 200 mil em móveis novos para presidente e primeira-dama - YouTube

Janja comprou as peças mais caras à venda em Brasília

Marianna Holanda e Renato Machado
Folha

O governo Lula (PT) divulgou duas notas no intervalo de quatro horas para buscar explicar a situação dos móveis do Palácio da Alvorada que estavam desaparecidos e que foram motivo de troca de farpas com a família de Jair Bolsonaro (PL).

Conforme revelou a Folha, a Presidência da República encontrou todos os 261 bens do patrimônio —vcujo sumiço havia sido alvo de queixas de Lula e da primeira-dama Janja após a transição do governo.

DIZ O GOVERNO – No começo da tarde desta quarta-feira (20), após a publicação da reportagem, a gestão petista falou em “descaso com onde estavam esses móveis, sendo necessário um esforço para localizá-los todos novamente”, mas sem citar o ex-presidente.

No final da tarde, divulgou nova nota, desta vez culpando diretamente a gestão Bolsonaro por não ter encontrado os itens e dizendo que a compra de novos móveis pelo governo Lula foi “imprescindível”.

A ausência dos móveis também havia sido um dos motivos alegados pelo novo governo para o gasto de R$ 196,7 mil em móveis de luxo, como revelado pela Folha.

MAIS ALEGAÇÕES – O governo alegou mais cedo que os móveis estavam desaparecidos e que o fato de terem sido encontrados não significava que eles estavam em boas condições de uso. O Planalto reforçou ainda que os móveis adquiridos serão usados por todos os próximos presidentes, uma vez que pertencem ao patrimônio da Presidência.

“Os trabalhos foram finalizados somente em setembro do ano passado, quando todos os bens foram encontrados em dependências diversas da residência oficial. Ou seja, houve um descaso com onde estavam esses móveis sendo necessário um esforço para localizá-los todos novamente”, diz o texto.

Na segunda nota, publicada às 18h25, a Presidência da República buscou dar mais explicações. Disse que quem não sabia onde estavam os itens era a gestão anterior, “parte deles abandonados em depósitos externos ao Palácio da Alvorada e sem efetivo controle patrimonial”. “Foi o governo atual que localizou esse patrimônio”, disse.

“LEVARAM TUDO” – A chamada “guerra dos móveis” teve início nos primeiros dias de 2023, quando Lula reclamou de começar o seu governo vivendo em um hotel, sem poder se mudar para a residência oficial do Palácio da Alvorada. Reclamou do estado de conservação das residências oficiais do Alvorada e da Granja do Torto.

Durante um café da manhã com jornalistas, afirmou que Jair Bolsonaro e sua mulher Michelle “levaram tudo”.

Nesta quarta, após a reportagem da Folha, Bolsonaro disse no X, antigo Twitter: “Todos os móveis estavam no Alvorada. Lula incorreu em falsa comunicação de furto”.

NÃO LEVARAM NADA – O levantamento do patrimônio do Palácio da Alvorada pela Comissão de Inventário Anual da Presidência da República havia apontado preliminarmente, ainda em 2022, que 261 bens citados não haviam sido localizados durante os trabalhos.

Já início do governo Lula, em 2023, a Presidência da República afirma que uma nova conferência havia sido realizada e o número de bens desaparecidos diminuiu para 83. O relatório final da comissão foi concluído só em setembro do ano passado, quando todos os itens foram encontrados.

A Folha questionou a Secom em qual local específico do Alvorada os móveis foram encontrados. A secretaria disse que eles estavam “nas diversas dependências” do palácio, sem fornecer mais detalhes. De acordo com pessoas com conhecimento do tema, boa parte estava em um depósito.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Esse tipo de acusação falsa é constrangedor. O Brasil vive um momento de retrocesso político execrável, provocado pelo Supremo, que resolveu intervir na política e ressuscitar Lula, condenado em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro. O Supremo simplesmente desconsiderou a hipótese de Bolsonaro perder a eleição diante de outro candidato, a não ser o então presidiário Lula. E a democracia precisava seguir em frente, livre, sem intervenções. 
 (C.N.)


O futuro de Bolsonaro está nas mãos do procurador-geral-da-República

Publicado em 21 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Ex-presidente foi indiciado pela PF sob suspeita de fraude

Pedro do Coutto

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, vai decidir num prazo de duas semanas se acolhe a manifestação da Polícia Federal e encaminha à Justiça, no caso ao Supremo Tribunal Federal, processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta  falsificação de um atestado de vacina visando entrar nos Estados Unidos, como aconteceu no final de 2022.

O parecer do procurador-geral da República, por si só, acentua um fato sem precedentes na história do país. Um presidente determinar caminhos tortuosos, incluindo a falsificação de documentos, quando contraditoriamente negava-se a se vacinar. Mas, na hora de precisar do atestado, deslocou-se para um ato irregular. O certificado falso foi fornecido pela Prefeitura de Caxias e tudo isso deixou o governo passado em péssima situação, sobretudo contra a imagem pública. Incrível. Como reagirão diante disso os seus apoiadores e eleitores?

PESQUISAS – Enquanto isso, o presidente Lula impulsiona o seu ministério para recuperar parcelas expressivas da sociedade que, conforme as últimas pesquisas, revelaram, manifestaram-se com certo grau de insatisfação diante do desempenho do governo. O impacto das condições existentes em setores do Ministério da Saúde foi enorme e por si só abalaria o governo que agora que deixa o plano da omissão e parte para recuperar pontos perdidos.

Portanto, há confusão no cenário político e ao qual temos que adicionar uma viagem a Israel dos governadores Ronaldo Caiado e Tarcísio de Freitas e que significou um ato anti-Lula que recentemente exagerou ao comparar a invasão de Gaza ao Holocausto. Caiado e Tarcísio sinalizaram como pretendem agir nas campanhas eleitorais, tanto a deste ano quanto a de 2026. O quadro está traçado, com Bolsonaro inelegível e o campo aberto ao candidato que consiga dar sequência ao processo político do país que continua a ser polarizado.

 

Dúvida cruel! Será que os mandantes da morte de Marielle ainda estão no país?

Publicado em 21 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Caso Marielle: advogados deixam defesa de Ronnie Lessa após acordo de  delação - Rádio Itatiaia

Mais magro e com outro visual, Ronnie Lessa já contou tudo

César Tralli
TV Globo

A delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, que foi homologada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi fechada após uma série de depoimentos amplamente documentados em áudio e vídeo. As conversas ocorreram no presídio federal de Campo Grande, onde o acusado de assassinar Marielle Franco cumpre pena.

De acordo com o teor da delação, Ronnie Lessa contou, por exemplo, que foi a uma reunião a sós – olho no olho – com os dois mandantes do assassinato de Marielle, onde ouviu de ambos o interesse em contratá-lo para matar a vereadora.

APERTO DE MÃOS – Ronnie Lessa revelou detalhes do local, da duração deste encontro, do teor de toda conversa e, na saída, disse que se despediu dos dois com um aperto de mãos. Cerca de três semanas após este primeiro encontro, Ronnie Lessa botou em prática o atentado fatal.

Algum tempo depois da morte de Marielle, diante da enorme comoção e repercussão do crime, Ronnie Lessa disse que esteve pessoalmente mais uma vez com os mandantes do homicídio.

Ainda segundo o que consta da delação, o matador externou aos contratantes que estava muito preocupado com a pressão da sociedade para identificar e prender os assassinos. Ele temia que chegassem até ele.

Lessa contou que ouviu dos mandantes para ficar tranquilo, pois a investigação (em curso na época) não ia dar em nada, sugerindo que eles (mandantes) tinham acesso privilegiado a pessoas que investigavam a execução de Marielle.

EM CELA ISOLADA – Ronnie Lessa está em cela isolada na penitenciária federal de Campo Grande (MS). Foi lá, em agosto de 2023, que ele tomou conhecimento de que Élcio de Queiroz estava colaborando com a investigação da PF e do MP do Rio.

Lessa ouviu dos investigadores tudo que Élcio disse sobre a participação dele na execução do plano de morte de Marielle. O ex-PM sentiu que não fazia mais sentido segurar tudo sozinho. Decidiu, então, falar também.

Os mandantes, segundo Lessa, integram um grupo político poderoso no Rio de Janeiro com vários interesses em diversos setores do Estado. O ex-PM deu detalhes de encontros com eles e indícios sobre as motivações. E tudo passou a ser verificado pela força tarefa de policiais e membros do Ministério Público.

PARLAMENTAR ENVOLVIDO – Assim, foi se consolidando a delação premiada, que acaba de ser autorizada pelo STF. O caso foi parar no Supremo porque há suspeita de envolvimento de parlamentar do Congresso Nacional.

Diligências ainda estão em curso para fechar de vez a investigação e atribuir criminalmente responsabilidades sobre o mando da morte de Marielle Franco e de Anderson Gomes.

Do presídio federal em Campo Grande, Ronnie Lessa participou na segunda-feira (18) de videoconferência com o juiz que integra a equipe do ministro Alexandre de Moraes. Ele confirmou os termos dos depoimentos prestados e revelações feitas ao longo da investigação policial do ano passado. O depoimento por videoconferência foi pré-requisito para a homologação da delação premiada de Lessa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Aqui no Brasil, o sistema favorece a impunidade dos grandes criminosos. Com a publicidade em torno do caso, é claro que os depois mandantes ou já se evadiram ou estão tomando as providências para sair do país. A delação só deveria ter sido divulgada depois que os mandantes já estivessem presos. Posso estar errado, mas a lógica é essa(C.N.)

Dino rebate Lira e diz que investigação ‘bem feita’ é mais eficiente contra o crime organizado

 Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF)20 de março de 2024 | 20:45

Dino rebate Lira e diz que investigação ‘bem feita’ é mais eficiente contra o crime organizado

BRASIL

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino se manifestou no X, ex-Twitter, na tarde desta quarta-feira, 20, em relação às declarações do presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL), que disse que a Polícia Federal “não quer trocar tiro com bandido”. Para Dino, investigação “bem feita” enfrenta melhor o crime organizado do que as “balas perdidas”.

A publicação do ministro do STF alega que a “atuação coordenada das Polícias e do Ministério Público, e a supervisão judicial cabível, faz mais pelo enfrentamento ao crime organizado do que milhares de tiros a esmo”.

A afirmação de Lira se deu durante um jantar da Frente Parlamentar do Empreendedorismo na noite desta terça-feira, 19. O parlamentar disse que a PF tenta “se desviar do foco”, buscando ações que repercutem na mídia, e que o trabalho de combate ao tráfico de drogas, armas e seres humanos no Brasil é ineficaz. A fala se deu após o empresário Luis Henrique Guimarães, conselheiro das empresas Cosan, Moove, Compass e Vale, criticar a falta de segurança pública no país.

Para o presidente da Câmara, é preciso ainda integrar as polícias brasileiras para evitar situações como as fugas da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Os dois presidiários, integrantes do Comando Vermelho, ainda não encontrados, apesar de mais de 30 dias de buscas na região.

À reportagem, Lira afirmou que a PF precisa agir onde é mais difícil de combater o crime organizado.

Julia Camim/EstadãoPoliticaLivre

Vale se torna ré na CVM por falha em divulgação de venda de fatia em operações

 Foto: Reuters

Logotipo da mineradora Vale20 de março de 2024 | 21:00

Vale se torna ré na CVM por falha em divulgação de venda de fatia em operações

ECONOMIA

A Vale se tornou ré em um processo da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que investiga falha em divulgação de venda de fatia em suas operações de metais básicos, em julho de 2023. A empresa diz que tomará as medidas legais cabíveis.

A acusação é feita ao vice-presidente da Finanças e Relações com Investidores da companhia, Gustavo Pimenta, que comanda a área responsável pela divulgação de informações ao mercado.

Ele era citado como um dos candidatos a substituir Eduardo Bartolomeo no comando da empresa, durante o conturbado processo de sucessão que ganhou contornos políticos após pressão do governo para emplacar o ex-ministro Guido Mantega.

A CVM não dá detalhes sobre seus processos. As informações públicas indicam que Pimenta foi indiciado após reportagem do jornal “Valor Econômico” que antecipou negociações da companhia para vender um pedaço de sua unidade de metais básicos.

A mineradora brasileira vinha buscando alternativas para capitalizar suas operações em metais básicos, mirando investimentos em minerais usados em baterias, cuja demanda tende a crescer nos próximos anos, e anunciou o fechamento do negócio em julho de 2023.

Compreendeu a venda de 13% da VBM (Vale Base Minerals), maior produtora de níquel da América do Norte e uma das maiores empresas de cobre do mundo, à saudita Manara Minerals e ao fundo americano Engine No.1.

Segundo a empresa afirmou na época, a transação de US$ 3,4 bilhões (R$ 16 bilhões) aceleraria o crescimento neste setor. Com a entrada dos novos sócios, afirmou, a Vale teria capacidade para investir até US$ 30 bilhões (R$ 144 bilhões) ao longo da próxima década.

Dois dias antes, o “Valor Econômico” havia reproduzido reportagem do “Wall Street Journal” sobre a proximidade do fechamento da transação. Questionada pela CVM sobre o assunto, a empresa respondeu que havia negociações em andamento, mas ainda não concluídas.

Em nota, a companhia informou que “teve acesso aos autos do processo administrativo sancionador instaurado pela Comissão de Valores Mobiliários” e que seu vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores tomará as medidas legais cabíveis

A Vale vive em 2024 um momento conturbado, com as idas e vindas do processo de sucessão de Bartolomeo, cujo mandato vence em maio. Após empate entre os conselheiros em reunião que definiria seu futuro, a companhia decidiu estender o mandato até escolher um novo executivo.

Nesse processo, se tornou alvo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que queriam emplacar Mantega como sucessor.

Após a decisão de estender o mandato de Bartolomeo, um dos conselheiros contrários à ideia renunciou ao cargo com uma carta em que afirmou que o processo de sucessão foi afetado por manipulação, conflitos de interesse e agendas pessoais de seus participantes.

Segundo ele, houve no debate “nefasta influência política”. “No conselho se formou uma maioria cimentada por interesses específicos de alguns acionistas lá representados, por alguns com agendas bastante pessoais e por outros com evidentes conflitos de interesse”, disse.

Nicola Pamplona/FolhapressPolíticaLivre

Aumento de carga do ensino médio para formação básica é positivo, dizem especialistas

 Foto: Manu Dias/Arquivo/GOVBA

Aumento de carga do ensino médio para formação básica é positivo21 de março de 2024 | 07:21

Aumento de carga do ensino médio para formação básica é positivo, dizem especialistas

BRASIL

A aprovação de mudanças na reforma do ensino médio pela Câmara dos Deputados, na noite desta quarta-feira (20), traz como ponto positivo o aumento da carga horária para a chamada formação geral básica, avaliam especialistas ouvidos pela Folha.

Por outro lado, o texto faz uma diferenciação em relação ao itinerário geral e o itinerário do ensino técnico. Esse ponto seria prejudicial, na avaliação de Márcia Jacomini, professora do departamento de educação da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

“Diante do conteúdo e das consequências, a reforma deveria ser revogada, e o processo de implementação de uma nova deveria ocorrer de uma forma participativa. Mas, diante do que está posto, a reforma da reforma pode trazer benefícios. O aumento das horas de 1.800 para 2.400, na formação geral, dará condições para que as escolas desenvolvam o conteúdo”, diz.

O texto ainda precisa passar pelo Senado.

A proposta do Executivo previa 2.400 horas obrigatórias do currículo geral para todos os itinerários formativos. O relator, com apoio da maioria dos secretários estaduais de educação, afirmava que o patamar obrigatório inviabilizaria os cursos profissionalizantes.

“Estamos assumindo que os estudantes que escolhem essa formação técnica podem ter menos conteúdo da formação geral básica. Que eles não precisam saber muita coisa de português, matemática, química, física”, afirma Jacomini.

Já Priscila Cruz, presidente do Todos pela Educação, considera que o novo substitutivo segue preservando os princípios da reforma de 2017 —que gerou críticas após a implementação— e traz melhorias frente ao desenho original.

“São três os principais pilares da chamada reforma do ensino médio, efetivada em 2017: expansão da carga horária diária de 4 horas para 5 horas por dia, flexibilização curricular e integração da educação profissional com o ensino médio regular. Esses princípios não só foram mantidos como foram fortalecidos, na medida em que seus regramentos foram aprimorados”, diz.

Ela lista como melhorias a retirada do “teto” de 1.800 horas na formação geral básica, mudando para um “piso” de 2.400 horas, e os itinerários formativos mais bem organizados, com indicativo claro de que diretrizes nacionais serão criadas.

“[Era um] problema da reforma original, essa parte ficou muito solta, criando uma dispersão, e não aprofundamento das áreas. O novo substitutivo corrige isso.”

O projeto prevê cinco áreas em que os estudantes poderão se aprofundar no ensino médio. São elas: linguagens, matemática e ciências da natureza; linguagens, matemática e ciências humanas e sociais; linguagens, ciências humanas e sociais e ciências da natureza; matemática, ciências humanas e sociais e ciências da natureza; e cursos profissionalizantes.

As quatro primeiras terão 2.400 horas de currículo comum, enquanto o último poderá ter 1.800 horas. As escolas serão obrigadas a oferecer pelo menos duas dessas áreas.

Tayguara Ribeiro/FolhapressPolíticaLivre

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