segunda-feira, novembro 13, 2023

Esse cidadão vangloria-se por ser um fora da lei amparado na impunidade.

 Esse cidadão vangloria-se por ser um fora da lei amparado na impunidade.


Mais do que esses cinco veículos o ex-interino Antonio Chaves nesse mesmo local Praça do Forró entregou dezenas  de veículos em plena condições de uso,  o prefeito dançador e demolidor sucateou todos retirando pneus, motor, baterias e  peças, De que adianta esses veículos se falta combustível e até DIPIRONA nos Postos de Saúde. Está servindo apenas para o prefeito fazer sua autopromoção enquanto a Polícia Federal não bater na sua porta.

É verdade que o prefeito de Jeremoabo, Deri do Paloma recebeu 05 veículos com recursos próprios e uma ambulância recebida do governo. Ele está usando esses veículos para promover a sua gestão, mas a pergunta é: de que adianta esses veículos novos se falta combustível e medicamentos nos Postos de Saúde?

. Os veículos são importantes para o transporte de pacientes, mas se não há combustível para colocá-los em movimento, eles não servem para nada. Da mesma forma, os medicamentos são essenciais para o tratamento de doenças, mas se eles não estão disponíveis nos Postos de Saúde, as pessoas não podem ser atendidas.

A situação em Jeremoabo é preocupante. A falta de combustível e medicamentos nos Postos de Saúde é um problema grave que afeta a população. O prefeito Deri do Paloma deveria se concentrar em resolver esses problemas, em vez de usar os veículos novos para promover a sua gestão.

Aqui estão algumas sugestões de como o prefeito poderia resolver esses problemas:

  • Ele poderia solicitar ao governo federal ajuda para a compra de combustível para os veículos da prefeitura, aliás nem isso pode fazer já que a Polícia Federal dexobriu a mamata do combustível.
  • Ele poderia negociar com fornecedores de medicamentos para garantir o abastecimento dos Postos de Saúde, no entanto  ossa bronca, já que eixtem notas com aquisição de medicamentos em abundância, só que esses medicamentos parece que só existe nas notas fiscais.
  • Ele poderia criar um programa de fiscalização para evitar que os veículos da prefeitura sejam sucateados, nem isso pode fazer, só se for para fsicalizar ele mesmo.

É importante que o prefeito tome medidas para resolver esses problemas o mais rápido possível. A saúde da população é um direito fundamental que deve ser garantido pelo poder público.

Se as investigações comprovarem as irregularidades, o prefeito pode ser indiciado por crimes como peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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De acordo com o comentário do radialista Junior de Santinha, dois gestores da região poderão ser alvo de operações da Polícia Federal nos próximos dias.

O primeiro gestor é o prefeito de Jeremoabo, Deri do Paloma. Ele enfrenta quebra de sigilo bancário e fiscal, pedido de afastamento e pedido de prisão. Essas medidas foram tomadas após investigações da Polícia Federal que apontam para irregularidades na administração do município.

O segundo gestor poderá ser o prefeito de Coronel João Sá, Ele vem sendo alvo de graves denúncias de supostas malversações contra o erário público. Essas denúncias foram apresentadas pelo professor Marcelão, que vem exercendo seu direito de cidadania com muita competência e responsabilidade.

A Polícia Federal não confirmou as informações do radialista, mas é possível que as operações sejam realizadas nos próximos dias. Se isso acontecer, será uma importante medida para combater a corrupção na região que afeta Jeremoabo e cidades circunvizinhas

A seguir, uma análise mais detalhada dos dois casos:

O caso de Deri do Paloma

Deri do Paloma é prefeito de Jeremoabo desde 2017. Ele é filiado ao Partido Progressista (PP).

As investigações da Polícia Federal apontam para irregularidades na contratação de obras e serviços públicos, supostos superfaturamentos na contratação de transporte escolar, fraudes na licitação do lixo, bem como na utilização de recursos públicos.

A quebra de sigilo bancário e fiscal foi determinada pelo Tribunal de Justiça a Bahia. O pedido de afastamento foi feito pelo Ministério Público Estadual.

Se as investigações comprovarem as irregularidades, Deri do Paloma pode ser preso e condenado a cumprir pena de prisão.

O caso de Coronel Joâo Sá

Ele é filiado ao Partido Social Democrático (MDB).

As denúncias de supostas malversações contra o erário público foram apresentadas pelo professor Marcelão, caso essas denúncias sejam confirmadas, a situação do prefeito é grave.

Se as investigações comprovarem as irregularidades, o prefeito de cel. João Sá poderá prestar contas para a justiça.

Conclusão

As investigações da Polícia Federal contra o prefeito de Jeremoabo e outros gestores são um importante passo para combater a corrupção na região de e cidades circunvizinhas. Se as investigações comprovarem as irregularidades, os gestores podem ser presos e condenados a cumprir penas de prisão.

Afobado, Helder Barbalho lança candidatura de Lula para 2026

Publicado em 13 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

Barbalho diz que não identifica adversário capaz de enfrentar Lula

Pedro do Coutto

Numa entrevista a Roberto D’ávila, na noite de sábado, na GloboNews, o governador do Pará, Helder Barbalho, do13 MDB, afirmou que apoiará a candidatura de Lula à reeleição em 2026 e que vai se empenhar para que o seu partido siga o mesmo caminho, pois não vê no campo político nenhuma outra candidatura capaz de superar a do atual presidente da República.

Com tal declaração, o governador do Pará abriu praticamente o debate sucessório, antecipando-o, inclusive, no tempo e no espaço, na medida em que não identifica no quadro partidário do país qualquer opção capaz de abalar a quarta candidatura de Lula da Silva.

ECO – O movimento, portanto, na área do MDB começou e deve encontrar eco, pois, participando do governo, nenhuma corrente do partido deverá contestar o caminho indicado por Helder Barbalho. A legenda participa do governo, ocupa diversos ministérios e cargos de direção em empresas estatais.

A iniciativa do governador também vai despertar reações na corrente bolsonarista do PL, sobretudo para evitar que o silêncio possa ser interpretado como uma manifestação de temor sobre as urnas municipais de 2024, sempre uma base importante para os embates e desfechos presidenciais.

O quadro sucessório, assim, antecipadamente, começa a se movimentar. Como é natural, despertará a procura de alternativas dentro e fora do MDB, com exceção do PT, que evidentemente apoia incondicionalmente a reeleição de Lula.

ADVERSÁRIO – As urnas sempre dependem de uma série de fatores, mas não há fatos dispostos que indiquem na área governista um nome que supere o de Lula da Silva. A oposição terá que encontrar um nome, seja um adversário ou uma adversária, já que o PL tem a hipótese de lançar Michelle Bolsonaro como candidata do partido.

As eleições pela Prefeitura de São Paulo ganham uma relevância muito grande, pois estará em jogo,de alguma forma, a força eleitoral do governador Tarcísio de Freitas.  A cidade de São Paulo transforma-se assim novamente em um ponto fundamental para o destino político brasileiro.

ARGENTINA – No próximo domingo, os argentinos irão às urnas para escolher o sucessor do presidente Alberto Fernández. Destaca Janaína Figueiredo, O Globo de ontem, que o quadro encontra-se indefinido e, na noite de sábado, foi realizado o último debate da campanha.

O empenho fundamental de Sergio Massa é pelo maior comparecimento dos eleitores em relação ao primeiro turno. Javier Milei recebeu o apoio de  Patricia Bullrich, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno.

 

Wassef é um novo Bebiano, vítima da ingratidão do grupo que cerca Bolsonaro

Publicado em 13 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

PF quebra senhas de celulares de Wassef e acessa dados dos aparelhos |  Tribuna Online | Seu portal de Notícias

Wassef, o amigo, virou persona non grata para Bolsonaro

Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura
O Globo

Aliados de Jair Bolsonaro vivem se queixando das decisões tomadas por Alexandre de Moraes, mas uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por interlocutores do ex-presidente da República. É a proibição, imposta em 23 de agosto, para que o advogado Frederick Wassef, um dos principais envolvidos no escândalo das joias sauditas, entre em contato com outros alvos da investigação do esquema de desvio dos itens de luxo – decisão que o impede, por exemplo, de manter contato com o próprio Bolsonaro.

“No final, os inquéritos foram bons por uma coisa: Wassef está proibido de falar com todos. Ele se metia em tudo, dava entrevista de processo dos outros. Adorava um holofote, e no caso das joias ele se meteu mais do que deveria”, disse reservadamente à equipe da coluna um interlocutor de Bolsonaro.

COMPRA DO ROLEX – Wassef é acusado de recomprar o relógio Rolex que havia sido vendido ilegalmente nos Estados Unidos pelo ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

Em uma decisão de apenas duas páginas, Moraes proibiu a comunicação de Wassef com Mauro Cid, o tenente Osmar Crivelatti e “com os demais investigados nestes autos”, o que abarca o próprio Bolsonaro.

“Evidentemente, neste caso, a incomunicabilidade entre os investigados alvo da medida de busca e apreensão é absolutamente necessária à conveniência da instrução criminal, pois existem diversos fatos cujos esclarecimentos dependem da finalização das medidas investigativas”, observou Moraes à época da decisão.

MUDOU A VERSÃO – Antes da proibição de falar com Bolsonaro e outros investigados, Wassef mudou a sua versão dos fatos em entrevista a jornalistas em 15 de agosto.

Ele, que havia divulgado nota em que negava qualquer relação com o Rolex de prata cravejado de diamantes, passou a admitir ter comprado o Rolex com o seu dinheiro – mas afirmou ter declarado a aquisição à Receita Federal.

“Sim, fui aos Estados Unidos e comprei o Rolex. O motivo de eu ter comprado esse relógio: não foi Jair Messias Bolsonaro que me pediu. Meu cliente Jair Bolsonaro não tem nada a ver com essa conduta, que é minha, e eu assumo a responsabilidade. Eu fui, eu assumo, eu comprei”, afirmou na ocasião.

“WASSÉFALO” – A entrevista foi considerada um desastre para a estratégia de defesa, que preferia deixar o cargo submergir – e rendeu ao advogado, entre os mais fieis auxiliares de Bolsonaro, o apelido de “Wasséfalo”.

Os aliados de Bolsonaro ficaram ainda mais irritados com a atitude de Wassef porque ele não era o advogado do ex-presidente nesse caso e não submeteu a ninguém a ideia de falar a respeito das joias.

Outra atitude de Wassef que contribuiu para o apelido que ele recebeu no entorno do ex-presidente foi a tentativa que ele fez nos primeiros dias de emplacar o entendimento de que as joias eram um “item personalíssimo”, mesmo com uma posição do Tribunal de Contas da União (TCU) em sentido radicalmente contrário.

HOUVE RECUO – Depois, quando Bolsonaro recuou e devolveu os kits, os advogados que atuam no caso afirmaram que o ex-presidente “em momento algum pretende locupletar-se ou ter para si bens que pudessem, de qualquer forma, serem havidos como públicos”.

Agora, a defesa voltou à tese de Wassef de que as joias seriam mesmo um item personalíssimo, mas o advogado não ficou mais querido nos círculos bolsonaristas.

Integrantes do time jurídico de Bolsonaro sempre se queixaram de que Wassef arrumava brigas com todos eles e queria se meter em tudo. O que eles não contavam é que uma decisão de Alexandre de Moraes, que tantas dores de cabeça já provocou no clã Bolsonaro, acabaria facilitando a vida deles.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Wassef está se tornando o Bebiano da vez. Todos se lembram que o advogado Gustavo Bebiano era um dos melhores amigos de Bolsonaro, a quem defendia de graça, mesmo assim foi demitido. Wassef assumiu o lugar de Bebiano, arriscou-se muito, chegou a acolher Fabrício Queiroz, foragido da Justiça. Depois, foi aos Estados Unidos e recomprou o relógio, quando já se sabia que estava cheio de dívidas. E a resposta que recebe é a ingratidão, um sentimento que nessa gente é uma arte, diria Ataulfo Alves. (C.N.)


Quase 2.000 cientistas negam haver qualquer “emergência climática”




Declaração mundial "Não há emergência climática"

Por Luis Dufaur, escritor, jornalista

Muitos ditos “especialistas em clima” pontificam que sofremos ameaçadoras mudanças climáticas aceleradas pela humanidade e a sociedade industrial especialmente culpada das emissões de gases de efeito estufa dos últimos anos.

Essa teoria foi comprada pelos governos de quase todos os países do mundo, foi incluída no Protocolo de Kyoto e, mais recentemente no Tratado de Paris, que estabeleceram como objetivo uma redução dificilmente atingível dessas emissões.

No entanto, milhares de avalizados cientistas vem afirmando há décadas que a alteração do clima de que se fala fazem parte de ciclos normais da Terra.

Ela já ocorreu noutros períodos históricos, razão pela qual consideram desnecessárias as medidas propostas por ONGs e governos para reduzir as emissões de CO2, que é diabolizado insensatamente.

A água, o H2O, constitui o 70% dos gases estufa. Sim, água que está vaporizada nas nuvens e origina as chuvas!!!!

Por causa desta distorção dos fatos naturais, 1.609 cientistas e profissionais assinaram a mensagem urgente “Não há emergência climática” (There is no climate emergency) afirmando que a ciência climática hoje deveria ser menos política e “que as políticas climáticas deveriam ser mais científicas”.

O número de adesões está aumentando continuadamente se aproximando dos 2.000.

O documento foi reproduzido por vários órgãos de comunicação como “El Debate” de Espanha.  A declaração na íntegra, incluindo os nomes dos signatários, está em PDF em CLINTEL.

'Premio Nobel Dr. John F. Clausel assinou mensagem 'Não há emergência climática'

    O manifesto é promovido pela Climate Intelligence Foundation (CLINTEL), e mostra que segundo o arquivo geológico o clima da Terra variou desde a existência do planeta, com fases naturais frias e quentes.

    “A Pequena Idade do Gelo terminou em 1850, por isso não é surpreendente que estejamos agora a viver um período de aquecimento”, registra.

    Destaca também que o mundo aqueceu significativamente menos do que o previsto pelo Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), com base em modelos que a priori pretendem dizer que a causa está no homem.

    Os signatários lembram que o CO2 é um gás que favorece a vegetação, que está na “base de toda a vida na Terra” e que, portanto, não é um poluente.

    “Mais ainda: o CO2 é benéfico para a natureza e torna a Terra mais verde: o CO2 no ar promove o crescimento da biomassa vegetal global e é bom para a agricultura, aumentando o rendimento das culturas em todo o mundo”.

    Por outro lado, a “mensagem urgente” pede o abandono das fantasias midiáticas e dos fanáticos ‘verdes’.

    Ele pede o retorno a critérios científicos e aponta que o aquecimento global não aumentou os desastres naturais. A agência “Infocatólica” sublinhou o ridículo anticientífico em que quedaram os pronunciamentos ambientalistas do Papa Francisco I, inclusive em seu último documento ambientalista “Laudate Deum”. 

    A prova é que não há evidencias estatísticas de que furacões, inundações, secas e desastres naturais estejam a intensificar-se ou a se tornarem mais frequentes.

    Em sentido contrário, afirmam que existem amplas evidências de que as medidas de mitigação de CO2 são tão prejudiciais quanto dispendiosas.

    Os cientistas terminam a “mensagem urgente” dizendo que não há emergência climática alguma e, portanto, não há razão para pânico ou alarme.

    'Alegações de 'emergência cllimática' obedecem a manobras políticas e não são científicas'
    
    “Opomo-nos firmemente, dizem, à política prejudicial e irrealista de emissões zero de CO2 proposta para 2050 [no Acordo de Paris].

    “Se surgirem abordagens melhores, e elas certamente surgirão, temos tempo suficiente para refletir e reajustar.

    “O objetivo político global deve ser a ‘prosperidade para todos’, fornecendo energia fiável e acessível em todos os momentos.

    “Numa sociedade próspera, homens e mulheres são bem educados, as taxas de natalidade são proporcionadas e as pessoas preocupam-se com o seu ambiente.”

Entre os signatários estão os ganhadores do Prêmio Nobel Ivar Giaever e John F. Clauser.

Esta declaração reuniu uma grande variedade de cientistas de todo o mundo.

A Climate Intelligence Foundation considera que o conhecimento e experiência expressa na “mensagem urgente” Não há emergência climática são “indispensáveis para alcançar uma visão equilibrada, imparcial e competente das alterações climáticas”. 

Verde: a cor nova do comunismo

Política: preconceito, democracia e estupidez.




Na política, os preconceitos correm soltos. Você pode, inclusive, escolher o que melhor veste em você. Ao mesmo tempo, esta ciência curiosa, que reúne democracia e estupidez —seriam elas inseparáveis?—, serve como justificativa ideológica para todo tipo de preconceito travestido de discussão histórica, social. 

Por Luiz Felipe Pondé (foto)

Caro, leia com atenção a citação abaixo, e, depois, voltaremos a falar.

"Curiosa esta ciência, a política, ao alcance de qualquer pessoa, sem necessidade de estudos. Paraíso de preconceitos, terreno fértil para dogmas em que o pensamento superficial, inseparável da convicção, cresce como cogumelo no esterco".

Esta citação é do romance "Quando os Pássaros Voltarem", lançado pela editora Intrínseca, do escritor basco espanhol, que vive na Alemanha, Fernando Aramburu. O caráter basco não pode ser simplesmente apagado das referências a Aramburu, visto que ele é autor do premiado "Pátria", livro que virou série da HBO. Recomendo fortemente este livro ou série para quem quer ter uma visão consistente de parte do drama basco.

Este novo romance não se trata do tema basco, mas sim de algo mais universal. Toni, um professor de filosofia de escola, deprimido, abandonado pela detestada ex-mulher Amalia, que o deixa por uma mulher, figura medíocre e ressentida como 99% da humanidade, decide, na abertura do romance, se matar dali a um ano —isso não é spoiler porque está posto no começo.

A citação acima é já no último quarto do romance e está inserida no desprezo que o personagem tem pela política espanhola —seus comentários sobre o assunto também são universais, claro. Fato a notar que este personagem se inscreve na longa tradição de pessoas nas quais a depressão se torna um forte componente motor da lucidez decorrente do fracasso.

Raro encontrar tamanha lucidez no que se refere a política como na citação acima. Vejamos passo a passo.

De cara, ao reconhecer essa "curiosa ciência, a política, ao alcance de qualquer pessoa, sem necessidade de estudos", o autor já aponta para um dos traços mais intrigantes da prática política. Pressupõe-se que nela haja alguma ciência, mas esta mesma ciência, que todos podem ter para si, não necessita de qualquer estudo.

Democrática, portanto, e estúpida ao mesmo tempo. Nenhum esforço cognitivo é necessário para tê-la, já que todos podem tê-la, sem esforço de qualquer tipo. Daí que sua estupidez nasce do seu caráter democrático. Ruim, né? A política está à mão de todos.

"Paraíso de preconceitos..." Lindo. Na política, os preconceitos correm soltos. Você pode, inclusive, escolher o que melhor veste em você. Ao mesmo tempo, esta ciência curiosa, que reúne democracia e estupidez —seriam elas inseparáveis?—, serve como justificativa ideológica para todo tipo de preconceito travestido de discussão histórica, social. E, claro, política. Ódios belos correm livres pelas veias abertas da política.

"Terreno fértil para dogmas." Quase uma redundância lógica da afirmação anterior. Em política, encontramos um terreno perfeito para criarmos nosso jardim de dogmas. A irracionalidade se sente em casa diante de crenças absurdas, mas que se apresentam como fórmulas complexas da realidade.

"Em que o pensamento superficial, inseparável da convicção..." As convicções, normalmente, dependem de você pensar de forma miseravelmente superficial. Esta afirmação convive com uma das hipóteses mais antigas acerca de uma das principais decorrências da prática cética em filosofia —a saber, a incerteza, a insegurança com relação a ter convicções políticas profundas.

Só estúpidos têm convicções fortes. Os demais mortais soçobram no mar de incertezas. Sobre isso, você não precisa ser um filósofo cético de formação, basta ler mais de dois livros na vida.

"Cresce como cogumelo no esterco". Não precisamos buscar sinônimos comuns para "esterco". Todos os têm em mente ao ler essa frase. A velocidade e a quantidade como cogumelos crescem em meio ao esterco nos oferece o ambiente estético perfeito, tanto para a visão quanto para o olfato, do que significa esse crescimento democrático, amplo e furioso de convicções políticas entre nós.

Perguntará o leitor desavisado: "Como sair dessa situação?" Claro, há graus nesse jardim de cogumelos, mas a qualidade de fundo permanece a mesma. A política, ainda que necessária, fede.

Folha de São Paulo

Como alemães veem postura de Berlim no conflito Israel-Hamas




Protesto pró-palestinos em Berlim

Pesquisa aponta que apenas 39% da população alemã considera equilibrada a posição do governo; outros 32% acham que Berlim apoia demais Israel. Maioria teme ataques terroristas na Alemanha como resultado da guerra.

Uma pesquisa de opinião divulgada neste domingo (12/11) revelou que menos da metade dos alemães considera equilibrada a postura do governo da Alemanha diante do atual conflito entre Israel e o grupo fundamentalista islâmico Hamas.

Segundo o levantamento do instituto de pesquisa YouGov, encomendado pela agência de notícias alemã DPA, apenas 39% da população enxerga equilíbrio na posição de Berlim.

Em contrapartida, 32% dos entrevistados disseram que o governo alemão tem se portado demasiadamente a favor do Estado de Israel, enquanto 7% acreditam que Berlim tem defendido demais os palestinos.

O conflito no Oriente Médio teve seu estopim em 7 de outubro, quando ataques terroristas do Hamas contra a população israelense mataram mais de 1.200 pessoas e fizeram mais de 200 reféns.

Israel reagiu com intensos bombardeios a alvos na Faixa de Gaza e, mais tarde, com o envio de tropas por terra, como parte de sua campanha militar que visa derrotar o grupo palestino, considerado uma organização terrorista por vários países. A contraofensiva israelense já deixou mais de 11 mil mortos, a maioria deles mulheres e crianças, segundo autoridades de saúde ligadas ao Hamas.

Além dos bombardeios, os palestinos em Gaza enfrentam uma grave crise humanitária, e o sistema de saúde está à beira do colapso. Organizações relatam falta de água potável, eletricidade, alimentos e remédios devido ao cerco imposto por Israel ao enclave. Segundo a ONU, a ajuda humanitária autorizada a entrar é insuficiente para cobrir as necessidades da população.

Solidariedade alemã

Após os ataques do Hamas de 7 de outubro, o governo da Alemanha assegurou a Israel sua total solidariedade, enfatizou o direito do país à autodefesa e, diferente de outros países europeus, não pediu um cessar-fogo na região.

Berlim tem apoiado "pausas humanitárias" nos bombardeios contra Gaza e disse que pretende aumentar o envio de ajuda humanitária para os territórios palestinos, mas se absteve em uma votação da ONU que pedia um cessar-fogo completo na região.

Autoridades alemãs ainda proibiram ou criticaram protestos pró-palestinos no país, mencionando receios de segurança e discurso de ódio antissemita. Isso alimentou preocupações com a liberdade de expressão e despertou indignação entre comunidades de imigrantes árabes do país.

Maioria teme ataques terroristas

A pesquisa do YouGov também revelou que a maioria dos alemães acredita que ataques terroristas com um grande número de vítimas são possíveis na Alemanha como resultado do conflito Israel-Hamas.

Cerca de 59% consideram tais atentados muito ou altamente prováveis, enquanto 27% acreditam que são muito ou pouco improváveis.

Sobre os possíveis impactos na Alemanha do conflito em Gaza, a possibilidade de ataques terroristas foi a principal preocupação de 25% dos entrevistados. Por outro lado, cerca de 26% citaram a chegada de mais refugiados do Oriente Médio como principal temor.

Em terceiro lugar na lista está o fato de o conflito levar a um aumento do antissemitismo na Alemanha, uma preocupação destacada por 17% dos entrevistados.

Outros 10% temem que haja uma deterioração das relações com países com população de maioria muçulmana; 8% estão mais preocupados com o aumento dos preços da energia; e 6% citaram a crescente hostilidade contra muçulmanos como principal preocupação.

A pesquisa entrevistou 2.123 pessoas entre os dias 3 e 7 de novembro em toda a Alemanha.

Deutsche Welle

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