terça-feira, julho 25, 2023

" Há fortes indícios de que o manda chuva de Jeremoabo pode ser surpreendido muito em breve, e acaso ocorra decisão favorável, muitas cabeças vão rolar"



É verdade que a Revolução Francesa foi um período marcado por diversos personagens interessantes e complexos, além dos nomes mais conhecidos, como Luís XVI, Danton, Robespierre e Napoleão. Joseph Fouché é, sem dúvida, um dos coadjuvantes notáveis desse período turbulento.


Fouché era um homem ambicioso que conseguiu adaptar-se e sobreviver às mudanças políticas da época. Inicialmente, ele se alinhou com os ideais jacobinos, defendendo a liberdade e igualdade, e desempenhou um papel importante na implementação do terror durante o período da Convenção Nacional. Foi responsável por ações violentas, como a repressão em Lyon, mostrando o quanto ele estava disposto a agir em nome da revolução.


Contudo, ao longo do tempo, ele mudou de lealdades e foi se adaptando ao cenário político em constante mudança. Quando os jacobinos perderam poder e o Diretório assumiu o controle, Fouché percebeu que era necessário ajustar suas alianças. Ele se tornou o ministro da Polícia, uma posição de grande influência, e começou a colaborar com o jovem general Napoleão Bonaparte.


A partir do "18 Brumário", golpe que levou Napoleão ao poder, Fouché continuou a ser um peão político habilidoso, mantendo sua posição como ministro da Polícia. Ele era conhecido por sua astúcia e manipulação, sempre buscando servir aos interesses do governante que estivesse no poder, qualquer semelhança com o Tistinha não passa de mera coincidência.


Essa capacidade de adaptação e traição lhe rendeu a reputação de "Judas da Revolução". Ele mostrou uma notável falta de escrúpulos políticos, agindo em benefício próprio e, aparentemente, sem lealdade verdadeira a qualquer ideologia ou figura política, fica dificil fazer uma comparação disproporcional com a secretária de educação ou mesmo alguns assessores mais diretos do prefeito.


Fouché sobreviveu às mudanças de regime, permanecendo no poder durante o Império Napoleônico. Mesmo após a queda de Napoleão, ele continuou a ser uma figura influente durante a Restauração Bourbon, e seu papel na política francesa foi notável até sua morte em 1820.


Em resumo, Joseph Fouché foi um personagem complexo e controverso, cuja habilidade em navegar pelas águas turbulentas da política revolucionária lhe permitiu sobreviver e prosperar durante esse período crucial da história da França. Sua trajetória ilustra a natureza multifacetada e muitas vezes implacável dos eventos e protagonistas da Revolução Francesa.

O prefeito Deri do Paloma precisa chamar a atenção de sua equipe ele continua mal assessorado, há fortes indícios de que o manda chuva de Jeremoabo pode ser surpreendido muito em breve, e acaso ocorra decisão favorável, muitas cabeças vão rolar.


Auditoria do CGU constata que material doado pela Codevasf na Bahia ficou sem uso


Por Redação

Auditoria do CGU constata que material doado pela Codevasf na Bahia ficou sem uso
Foto: Divulgação / Codevasf

As doações de materiais feitas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) na Bahia são ineficientes, segundo auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre uma compra do órgão em Bom Jesus da Lapa.

 

A CGU analisou a doação de 294 mil tubos de PVC, comprados por R$ 10 milhões pela Superintendência na Bahia por pregão eletrônico em 2021. As informações são da coluna de Guilherme Amado do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

Os itens foram doados para prefeituras e associações. A CGU visitou alguns desses lugares e descobriu que a maioria dos tubos não foi usada. Cerca de 80% estavam armazenados nas sedes dos órgãos que receberam a doação.

 

Além disso, outro aspecto chamou atenção. Observou-se que “cinco dos oito beneficiários visitados não tinham projeto ou destinação definida para os objetos recebidos em doação”, ou seja, a doação não tem uma finalidade clara.

 

“A atuação da Codevasf não se revestiu de planejamento. Conforme exposto ao longo do relatório, a empresa não possui banco de projetos e não selecionou ou priorizou projetos com base em critérios técnicos”, concluiu a auditoria.

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Sem supersalários, 70% dos servidores públicos brasileiros ganham até R$ 5.000

Segunda-Feira, 24/07/2023 - 17h00

Por Alexa Salomão | Folhapress

Sem supersalários, 70% dos servidores públicos brasileiros ganham até R$ 5.000
Foto: Henrique Santana / Folhapress

A elite do funcionalismo público é famosa pelos privilégios. São constantes os levantamentos feitos para denunciar o grupo com supersalários, aquele que ganha acima do teto previsto para o setor público, hoje em R$ 41.650. Pouco se sabe, no entanto, sobre o conjunto dos servidores abaixo dessa casta, que em sua maioria recebem praticamente um décimo do limite.
 

A República.org, instituto dedicado a aprimorar a gestão de pessoas no serviço público brasileiro, acaba de criar e disponibilizar em seu site o República em Dados, uma base de consulta que consolida informações sobre servidores, apuradas por diferentes fontes oficiais, como o Atlas do Estado Brasileiro do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e a Rais (Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego).
 

A consulta é pública, e os números desmistificam muito do que se propaga como regalias em relação funcionalismo público brasileiro.
 

"Na verdade, o Estado brasileiro reproduz no serviço público muitas das desigualdades da sociedade que vemos no dia a dia, mas prevalece o estigma de que todo servidor ganha demais, o que não é verdade", afirma Helena Wajnman, diretora executiva da República.org.
 

A partir dos dados, Helena explica que metade dos servidores recebe cerca de R$ 3.400 por mês, ou seja, menos de três salários mínimos, que hoje está fixado em R$ 1.320. Ampliando um pouco o escopo, 70% do total recebe mensalmente até R$ 5.000.
 

O cálculo considera os contracheques de servidores estatutários, o grupo que fez concurso e tem estabilidade, nos diferentes Poderes —Executivo, Legislativo e Judiciário— em diferentes esferas —municípios, estados e União. Trata-se de uma massa de quase 7 milhões de pessoas.
 

A conta não inclui os não estatutários, que têm outros tipos de vínculo. Assim como os informais do setor privado ganham menos que os registrados, eles ganham menos que os concursados no setor público. Não existe uma estimativa certeira para a diferença, porque os valores variam muito. Esse grupo reúne 4 milhões de pessoas, 39% do total.
 

Existem servidores no modelo CLT, que podem ser demitidos a qualquer momento. Muitos hoje têm contrato temporário, modalidade que cresceu especialmente na educação municipal e estadual. Há também o servidor contratado para parcerias provisórias atendendo a demanda de projetos.
 

A estruturação de um sistema misto de contratações, com tipos de vínculo, mas que mantenha os ganhos e preserve carreiras de Estado, é um debate em curso no setor.
 

Entre os concursados, o que puxa a média geral do rendimento para baixo é a geografia da contratação.
 

Ao contrário do que se imagina, a maioria dos servidores não está sentada nos escritórios em Brasília, onde se concentra o funcionalismo federal e são pagos valores mais elevados. Essa esfera contrata apenas 8,2% do total.
 

Os estados contratam 31,4% dos servidores, com destaque para cerca de 530 mil policiais militares e civis responsáveis pela segurança pública.
 

A maior parte, 59,8%, está espalhada pelos 5.568 municípios do país, onde se paga menos. O destaque são profissionais como professores, enfermeiros e assistentes sociais, que lidam diretamente com os membros de suas comunidades.
 

O contingente de servidores municipais foi o que mais cresceu desde os anos de 1990, para cumprir a universalização do direito a saúde e educação prevista na Constituição de 1988.
 

Os chamados supersalários estão acima do teto de R$ 41.650, que equivale ao rendimento máximo do juiz do Supremo Tribunal Federal. Esse pequeno grupo representa de 0,06% do total. Entre os integrantes mais citados estão juízes, procuradores e promotores.
 

A regra de que um servidor não pode ganhar mais do que teto está prevista na Constituição, mas foram criadas interpretações alternativas que abriram espaço legal para ganhos acima do limite. Um projeto de lei parado no Senado busca limitar de vez os ganhos excedentes.
 

Os especialistas, no entanto, avisam que, para reduzir os grandes desníveis salariais no setor público, também é preciso diminuir a diferença na base.
 

"Existem enormes distorções e falta de uniformidade nas regras de cada carreira e de suas remunerações", afirma Vera Monteiro, professora de Direito Administrativo da FGV Direito SP (Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas).
 

"Entre os temas urgentes está fazer valer a regra do teto, mas reduzir a distância entre os maiores e os menores salários demanda outras iniciativas, como a criação de órgãos para fazer a gestão do desempenho, nas diferentes carreiras, para que se valorize quem trabalha melhor."
 

Outro problema que produz desigualdade salarial é a baixa diversidade, que é melhor medida na progressão de carreiras.
 

No Executivo federal, homens brancos recebem em média R$ 8.774, e os negros, R$ 7.753. As mulheres brancas, R$ 6.272, e as mulheres negras têm o menor rendimento, R$ 5.815. A diferença salarial está no fato de os homens brancos terem mais facilidade de ascensão a cargos de chefia do que os outros segmentos.
 

Um exemplo. Homens brancos são historicamente maioria nos DAS-6 (Direção e Assessoramento nível 6), o topo dos comissionados, cargos de confiança ocupados por pessoas indicadas pelos integrantes do governo da vez. Eles são escolhidos.
 

A reforma nas carreiras e uma nova gestão de pessoal são caminhos para alterar essa dinâmica interna. Muitos acreditam, no entanto, que distorções dessa baixa inclusão poderia ser corrigidas com a reestruturação dos concursos públicos.
 

Já faz um tempo que os especialistas debatem a questão, com argumentos a favor e contra. O principal deles é que os concursos públicos foram capturados por uma "indústria de aprovação". Atraem principalmente os chamados concurseiros, pessoas que têm tempo e dinheiro para se preparar, não necessariamente vocação.
 

"Para tornar os concursos públicos mais eficazes na mensuração de habilidades e competências dos candidatos, é necessário repensar a forma tradicional de condução desses processos seletivos", afirma Renata Vilhena, presidente do Conselho da República.org.
 

"Novas formas, com a avaliação de habilidades práticas, dinâmicas de grupo e simulações, entrevistas, experiência profissional relevante, entre outras revisões, podem ser essenciais para captar os perfis desejados a cada cargo. Essas mudanças na dinâmica dos concursos públicos podem ajudar a criar um processo mais inclusivo."
 

Tramita no Congresso um projeto de lei que busca justamente mudar a regra geral dos concursos públicos.
 

A cientista política Paula Frias, que faz parte do grupo responsável pela plataforma, explica que o usuário tem autonomia para fazer correlações além das publicadas na reportagem, basta acessar o link: https://emdados.republica.org/dados  

Saiba o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o assassinato de Marielle Franco

Terça-Feira, 25/07/2023 - 07h00

Por Camila Zarur | Folhapress

Marielle Franco
Foto: Guilherme Cunha / Alerj

A prisão do ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa e a delação do ex-policial militar Élcio de Queiroz iniciaram uma nova etapa nas investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
 

A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio foram às ruas, nesta segunda-feira (24), na primeira fase das novas investigações.
 

Marielle e Anderson foram assassinados a tiros no dia 14 de março de 2018. Eles voltavam de um evento no centro do Rio quando foram alvejados. Um ano após a morte, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram presos. O primeiro é acusado de ter sido o autor dos disparos, e o segundo, de ter dirigido o carro usado no crime.
 

O caso está há cinco anos sem ser completamente esclarecido. Os investigadores tentam chegar aos mandantes do crime e quais os motivos que tiveram para matar a vereadora.
 

Após as constantes trocas no comando do inquérito da Polícia Civil e uma série de tentativas de atrapalhar as investigações, a Polícia Federal instaurou, em fevereiro, um novo inquérito. Com isso, a corporação, o Ministério da Justiça e o Ministério Público do Rio assumiram os trabalhos para concluir o caso.
 

O QUE JÁ SE SABE E O QUE FALTA ESCLARECER SOBRE O CRIME
 

Até agora, quem são os suspeitos?

 Ao menos três pessoas estão presas pelo envolvimento direto na morte de Marielle e Anderson. São elas Ronnie Lessa, Élcio de Queiroz e Maxwell Simões Corrêa.
 

Nesta segunda-feira, seis pessoas foram alvos de busca e apreensão e intimados a depor por também estarem relacionados ao caso: Denis Lessa, irmão de Ronnie; Edilson Barbosa dos Santos, conhecido como Orelha; o casal João Paulo Vianna Soares, vulgo Gato do Mato, e Alessandra da Silva Farizote; o policial militar Maurício da Conceição dos Santos Júnior, o Mauricinho, e Jomar Duarte Bittencourt Júnior, Jomarzinho, filho de um delegado federal.
 

Além disso, com a delação de Queiroz, um novo nome surgiu no caso: Edmilson Oliveira da Silva, conhecido como Macalé.
 

O que cada um fez?

 As investigações indicaram que Ronnie foi o autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson, enquanto Queiroz era quem dirigia o carro que perseguiu e emparelhou com o veículo das vítimas no momento que foram mortas.
 

A Promotoria apontou também que, com base na delação de Queiroz, Maxwell, conhecido como Suel, participou ativamente antes, durante e depois do crime. Junto com Ronnie, ele ficou de campana para vigiar a vereadora desde agosto de 2017, conforme afirmou o Ministério Público. Depois, ajudou a esconder o arsenal do ex-PM e tentou atrapalhar as investigações.
 

Maxwell também teria participado de uma tentativa frustrada de matar Marielle, ainda no final de 2017.
 

Já sobre os demais alvos da operação desta segunda-feira, Denis é suspeito de ter recebido os equipamentos usados por Ronnie no crime. Já Edilson foi apontado por Queiroz de ter sido o responsável por fazer o desmanche do veículo.
 

O casal João Paulo e Alessandra são apontados pela promotoria e pela Polícia Federal como suspeitos de terem feito o descarte da arma usado no crime, uma submetralhadora MP5. Segundo Queiroz, os dois eram próximos de Ronnie.
 

Maurício e Jomar, por sua vez, são suspeitos de terem vazado a Ronnie e a Maxwell informações da operação que prenderia o ex-PM, em março de 2019.
 

Por fim, Macalé foi apontado por Queiroz como quem teria chamado Ronnie para participar do crime.
 

Como foi o crime?

 Com a nova fase do inquérito, a Polícia Federal e o Ministério Público deram o passo a passo de como aconteceu o assassinato. Segundo as investigações, Ronnie teria ligado para Queiroz na tarde do dia 14 de março de 2018 para chamá-lo para o "serviço".
 

Os dois utilizaram um carro adulterado, que pode ter sido roubado ou clonado, para cometer o crime. De noite, seguiram Marielle até a Casa das Pretas, na Lapa, onde ela participava de uma reunião. Com o fim do evento, Ronnie e Queiroz continuaram atrás da vereadora, que entrou no veículo de Anderson em direção à Tijuca, na zona norte.
 

Na altura do Estácio, ainda no centro, Queiroz emparelhou com o carro de Anderson, e Ronnie fez os disparos, segundo a investigação. Marielle e o motorista morreram na hora. A assessora da parlamentar, Fernanda Chaves estava no veículo atingido, mas não se feriu.
 

Por que Queiroz decidiu fazer a delação?

 A Polícia Federal e o Ministério Público afirmaram que conseguiram provas contundentes que tornaram quase que inquestionáveis a participação de Ronnie e Queiroz no crime. Segundo os investigadores, isso foi o que levou o ex-policial a firmar a colaboração.
 

Entre as provas citadas estão as buscas feitas por Ronnie em um banco de dados privado pelo CPF de Marielle e sua familía --até então, a investigação não tinha conseguido provas de que ele tivesse feito essas buscas no Google. A forma de pagamento a esse banco de dados confirmou que se tratava do ex-PM.
 

Também pesaram as imagens em frente à Casa das Pretas, que mostram Queiroz no banco da frente do carro usado no crime, e o depoimento da mulher de Ronnie, que afirmou que a dupla não estava em casa na noite do assassinato, contrariando o que eles tinham alegado.
 

Quem é o mandante?

 As investigações ainda não chegaram ao mandante do crime. No entanto, o aparecimento de Macalé na história pode ajudar a esclarecer esse ponto. Na delação, Queiroz afirma que foi Macalé quem intermediou a participação de Ronnie no crime.
 

Ainda há uma parte da colaboração que continua sob sigilo. Nela podem estar mais informações sobre Macalé, que também é ex-PM. Ele foi morto a tiros em novembro de 2021 e era suspeito de ter envolvimento com a contravenção do Rio.
 

Qual a motivação do crime?

 Os promotores do caso afirmaram trabalhar com diversas hipóteses sobre o que motivou o assassinato de Marielle e Anderson, mas, desde as primeiras denúncias, a principal linha é que a atuação política da vereadora pode ter levado os assassinos a agirem.
 

"Isso não exclui outras motivações. [Mas] não exclui o fato de que Ronnie tinha ojeriza às causas defendidas por ela, isso está na primeira denúncia e permanece", disse o promotor do Ministério Público Eduardo Martins.
 

Quais os próximos passos do caso? 

O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira que haverá desdobramentos da operação nas próximas semanas. Ele, no entanto, disse que ainda não era possível dar detalhes sobre os próximos passos.

Caso Marielle Franco: Justiça determina transferência de ex-bombeiro para presídio federal

Terça-Feira, 25/07/2023 - 09h00

Por Redação

Caso Marielle Franco: Justiça determina transferência de ex-bombeiro para presídio federal
Foto: Reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva do ex-sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Correa por suspeita de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Correa deverá ser transferido a um presídio federal. As informações são da Agência Brasil.

 

A decisão do juízo da 4a. Vara Criminal da Capital informa que as provas apresentadas pelo Ministério Público do Rio apontam a ligação do ex-bombeiro com o caso, antes, durante e depois dos assassinatos. Na decisão, “determinou ainda que o preso seja transferido para um presídio de segurança máxima fora do estado, uma vez que ele representa risco às investigações”. Até a transferência, determinou a Justiça, ele deverá ficar no presídio de Bangu I.

 

As provas que indicam a participação de Maxwell tiveram como base a colaboração premiada de outro acusado, o ex-Policial Militar Élcio de Queiroz. Na decisão, é citada a ligação do ex-bombeiro com Ronnie Lessa, que também está preso e é acusado de disparar contra o carro onde as vítimas estavam. Correa teria participado, um dia após o crime, da troca de placas do veículo usado no assassinato, jogado fora as cápsulas e munições usadas no crime, assim como o providenciado o desmanche do carro.

 

Correa, de acordo com Élcio, seria o responsável por manter financeiramente sua família, assim como arcar com as despesas de sua defesa. O objetivo era evitar o rompimento entre eles. Maxwell teria participação em uma organização criminosa, além de possuir patrimônio incompatível com sua condição financeira.

 

TRANSFERÊCIA
“[…] por todos esses motivos decreto, com base no Código de Processo Penal a prisão preventiva de Maxwell Simões Correa, com validade de 20 anos para um estabelecimento penal federal de segurança máxima, a ser indicado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça”, determinou o juiz.

Decisão judicial autoriza retomada das obras do Parque Eólico de Canudos

Terça-Feira, 25/07/2023 - 09h55

Por Leonardo Almeida / Carine Andrade

Decisão judicial autoriza retomada das obras do Parque Eólico de Canudos
Foto: MP-BA e MPF

Uma decisão da desembargadora federal Ana Carolina Roman publicada, nesta segunda-feira (24), no diário eletrônico do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, autoriza a retomada das obras do Parque Eólico de Canudos, na região do Raso da Catarina.  

 

No mês de abril, por força de uma ação civil impetrada pelos Ministérios Público Federal e Estadual, a justiça havia suspendido os efeitos das licenças prévia de instalação e de operação, concedidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), para a construção do complexo eólico no município de Canudos, alegando irregularidades. 

 

Na decisão, a relatora autoriza a retomada das obras do empreendimento e também pede que seja realizado, “no prazo de seis meses, estudos técnicos complementares, bem como audiências públicas para fins de convalidar as licenças ambientais outrora concedidas”.

 

A medida foi comemorada pelo deputado federal Gabriel Nunes (PSD) que participou nesta segunda-feira, na capital baiana, do evento “Debatendo Salvador”, promovido pelo diretório municipal do PSD. 

 

“Essa foi uma decisão muito aguardada, temos quase um bilhão de reais de recursos investidos no Parque Eólico de Canudos, que tem uma expectativa de ser investido cinco bilhões de reais nessas próximas etapas gerando crescimento para região, trazendo energia verde para Bahia, que é líder na captação de energia eólica e uma das referências em nível nacional de energia limpa, energia verde”, explicou. 

 

Há pouco mais de um mês, o parlamentar participou de audiência, em Brasília, com o senador Jaques Wagner (PT) também com a presença do presidente da empresa Voltalia, Robert Klein. Na ocasião, ele pediu apoio do senador petista na resolução do imbróglio.    

 

“Hoje, eu tive essa grata notícia da autorização da retomada das obras, que já estão 98% prontas, faltando pequenos ajustes para que a gente gere energia para o semiárido”, reforçou.  

Relação republicana não é alinhamento político

 Adiberto de Souza

em 25 jul, 2023 8:35

Muita gente está confundindo as relações republicanas do ministro Márcio Macedo (PT) com um possível alinhamento político entre ele, o governador Fábio Mitidieri (PSD) e o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT). Antes de acreditar numa reaproximação do petista com seus adversários é preciso lembrar que nos dois últimos confrontos eleitorais os petistas, pedessistas e pedetistas estiveram em lados opostos, sendo que em 2020, o próprio Márcio foi derrotado justamente por Edvaldo. Ora, e por que em 2024 os opositores do ministro iriam apoiá-lo na disputa pela Prefeitura, mesmo sabendo que a vitória dele seria uma ameaça concreta do PT à reeleição de Mitidieri em 2026? Não esqueçamos que o gestor sergipano derrotou nas urnas justamente o senador Rogério Carvalho, outro petista que dorme e acorda sonhando numa revanche. Aliás, o governador já deixou clara a relação republicana entre ele e Macedo ao afirmar que “podemos caminhar em qualquer lado nas eleições, mas quando acaba a campanha, damos as mãos por Sergipe”. Para um bom entendedor, estas palavras bastam. Marminino!

Aproximação difícil

Eleito, em 2008, para a Prefeitura de Socorro com o integral apoio do ex-prefeito Zé Franco, o radialista Fábio Henrique (União) sonha numa reaproximação com o ex-aliado político. Os dois romperam na reeleição do Fábio em 2012. Ao tomar conhecimento que o ex-aliado e pré-candidato a prefeito sonha com uma reaproximação, Zé Franco afirmou que permanece no grupo político liderado pelo prefeito Padre Inaldo (PP) e só deve tratar sobre política em 2024. Por fim, alertou que “aprendi a ter palavra com os meus pais”. A quem essa carapuça teria sido direcionada? Misericórdia!

Banco dos réus

O Supremo Tribunal Federal agendou para o próximo mês o julgamento do Agravo Regimental interposto pela defesa do ex-deputado André Moura (União). Em 2021, o ex-parlamentar sergipano foi condenado em duas ações (APs 973 e 974) à pena de oito anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes de peculato, desvio e apropriação de recursos públicos e associação criminosa. André também ficou inelegível por cinco anos. Diante da decisão do STF, o condenado desistiu de disputar o Senado em 2022, optando por eleger a filha Yandra de André (União) para a Câmara Federal. Ah, bom!

Negócio da fé

As igrejas evangélicas não param de crescer. Segundo a revista Veja, entre 1940 e 2010, este grupo religioso saltou de 2,7% para 22,2% dos brasileiros. A expectativa é que os dados do Censo 2022 apontem uma representação evangélica de mais de 30% da população. As líderes em abertura de templos foram as pentecostais, estando em 1º lugar a Assembleia de Deus, que inaugurou mais de 9 mil igrejas entre 2010 e 2019. Em segundo lugar no ranking da expansão vieram as igrejas neopentecostais. Mais conhecida entre estas, a Igreja Universal do Reino de Deus inaugurou 2.515 templos entre 2010 e 2019. Crendeuspai!

Nova ponte

O governo de Sergipe acaba de lançar o edital visando contratar os estudos de viabilidade técnica de uma ponte a ser construída entre Aracaju e a Barra dos Coqueiros. A previsão é que os estudos fiquem prontos em 2024. O objetivo do empreendimento é desafogar a única ponte que liga os dois municípios desde 2006. Ressalte-se que esta foi a obra prioritária do então governador João Alves Filho. Naquele mesmo ano, ele tentou a reeleição, mas foi derrotado justamente porque os sergipanos acharam que o governo abandonou o interior do estado para concluir a ponte em tempo recorde. Será que em 2026 Mitidieri terá mais sorte do que teve o saudoso João Alves. Home vôte!

De fora pra dentro

A direção nacional do PT indicou Everaldo Anunciação, ex-presidente do partido na Bahia, para acompanhar o próximo processo eleitoral em Sergipe. Caberá ao distinto avaliar o que a turma da estrelinha precisa para a campanha de 2024. “É uma tarefa junto às direções estaduais da Bahia e de Sergipe. Estarei aberto para auxiliar no que for preciso”, declarou Anunciação. O petista baiano informou que deve se reunir com a cúpula do PT sergipano nos próximos dias. Então, tá!

Vendeu o café

O Grupo José Augusto Vieira, dono da marca Maratá, anunciou a venda dos segmentos de café e chá para a Jacobs Douwe Egberts JDE Peet’s, empresa americana-holandesa. Pelo entendimento comercial, as marcas e produtos Café Maratá, Café Puro, Chá Maratá e Chá Castellari passam a ser conduzidos pela JDE Peet’s. Com sede no município sergipano de Lagarto, o Grupo Maratá existe há mais de 50 anos, sob a liderança de José Augusto Vieira. Desde o início da sua jornada, o empresário prima pela qualidade e logística da distribuição de seus produtos. Supimpa!

Angu de caroço

Licenciado da Prefeitura de Canindé do São Francisco por 180 dias, o petista Weldo Mariano divulgou dois áudios com conversas entre ele e os vereadores Adriano de Bomfim (Republicanos) e Klebinho de Ivone (PSD). Nos diálogos gravados, os dois parlamentares pedem cargos na prefeitura. O estranho é que só agora Weldo Mariano resolveu tornar pública essas conversas nada republicanas com os vereadores. Aliados do prefeito interino Joselildo Pank (sem partido), Adriano e Klebinho indicaram, respectivamente, os novos secretários municipais da Agricultura, e de Assistência Social. Aff Maria!

Blá-blá-blá político

O União Brasil é a única legenda política a exibir, nesta semana, propaganda partidária em rede de rádio e televisão. Os programas serão veiculados sempre entre 19h30 e 22h30, com duração de 30 segundos e em dias específicos. Na quinta-feira agora e no próximo sábado os políticos da legenda estarão no rádio e na televisão dizendo que são os melhores políticos, etcétera e tal. Para o segundo semestre deste ano, o União Brasil tem direito ao tempo total de 20 minutos de propaganda partidária, totalizando 40 inserções no período. Haja paciência!

Lados opostos

Airton Costa, mandachuva do DC em Sergipe, e o pré-candidato a governador pelo partido, Mendonça Prado, vão ter que se virar nos trinta para não se agastarem politicamente. É que Mendoncinha é bolsonarista de carteirinha, enquanto Airton sempre foi crítico do inelegível capitão de pijama. O próprio presidente nacional do DC, José Maria Eymael, ficou contra a reeleição de Bolsonaro por entender que o dito cujo estimulava o cenário de ódio no país. Resta saber como Airton Costa se comportará caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) grave um vídeo pedindo votos para Mendonça Prado. Aguardemos, portanto!

Recorte de jornal

Publicado no jornal aracajuano A Cruzada, em 30 de agosto de 1958.
Esta coluna é publicada pelos seguintes sites: Destaquenotícias, Infonet, Faxaju, Luxoaju, Leiamaisba, Espaço Livre e nos jornais online Zona Sul e EncontrAqui news

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