domingo, maio 14, 2023

PF suspeita de desvio de dinheiro da Presidência por meio de Mauro Cid e a pedido de Michelle

 

PF suspeita de desvio de dinheiro da Presidência por meio de Mauro Cid e a pedido de Michelle

Por Fabio Serapião e Lucas Marchesini | Folhapress

Bolsonaro e Michelle
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal diz ter identificado uma possível articulação para desvio de dinheiro público no governo Jair Bolsonaro (PL) a pedido da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
 

Segundo a PF, a suspeita envolve a assessoria da esposa do ex-presidente e os seus funcionários da Ajudância de Ordens da Presidência, que foi chefiada por Mauro Cid, preso por suspeita de ter falsificado cartões de vacinação.
 

Em setembro do ano passado, a Folha revelou que a PF havia encontrado as transações suspeitas após analisar dados encontrados no celular e na nuvem de Cid, que foi o braço-direito de Bolsonaro no governo.
 

A linha investigativa da PF está em um dos inquéritos relatados por Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A polícia fala da suspeita em pedidos de quebra de sigilo bancário e o ministro também cita em suas decisões que autorizaram as medidas.
 

Ao autorizar a extensão das quebras de sigilos de Cid, funcionários da Presidências e pessoas ligadas a Michelle, Moraes afirma que os elementos colhidos pela PF revelam "fortes indícios de desvio de dinheiro público, por meio da Ajudância de Ordens da Presidência da República" para pessoas indicadas por duas assessoras da ex-primeira-dama.
 

O delegado do caso diz no documento ao qual a Folha teve acesso que ainda precisaria aprofundar as investigações, mas que havia indícios no sentido do desvio.
 

O advogado de Cid, Bernardo Fenelon, disse que "por respeito ao Supremo Tribunal Federal, toda e qualquer manifestação defensiva será feita nos autos do processo".
 

Como a Folha mostrou à época, conversas por escrito, fotos e áudios trocados por Cid com outros assessores sugerem a existência de depósitos fracionados e saques em dinheiro.
 

O material analisado pela Polícia Federal indica ainda que as movimentações financeiras se destinavam a pagar contas pessoais de Michelle.
 

A PF cruzou essas transações e descobriu que os valores custeavam um cartão de crédito em nome de Rosimary Cardoso Cordeiro, mas utilizado por Michelle.
 

Como revelou o UOL neste sábado (13), áudios de conversas de duas assessoras da primeira-dama, Cintia Borba Nogueira e Giselle dos Santos Carneiro da Silva, entre si e com Mauro Cid sugerem preocupação com os pagamentos das contas de Michelle.
 

A Folha também teve acesso a transcrição das conversas. Em um dos áudios, os envolvidos afirmam que a situação do cartão usado por Michelle é preocupante.
 

"A análise dos gastos realizados no cartão adicional em nome de Michelle, considerando a natureza e locais, como estabelecimentos de grande luxo, lugares de acesso complicado quanto ao grau de segurança e exposição, indicam que possivelmente foram expensas realizadas por terceira pessoa, diversa da primeira-dama", diz a PF em documento obtido pela reportagem.
 

Ao pedir a nova quebra, o delegado do caso apontou para uma dificuldade enfrentada na investigação.
 

De acordo com ele, os investigados realizam depósitos em espécie e de forma fracionada, utilizando em grande parte, terminais de autoatendimento e depósitos em dinheiro na conta de Mauro Cid.
 

Em uma das conversas citadas pela PF, de abril de 2021, Cid envia um GRU (Guia de Recolhimento da União) de Maria Graces de Moura Braga e orienta o pagamento citando um pedido do PR (Presidente da República).
 

"PR orientou pagar em dinheiro. Para evitar interpretações equivocadas", dizem as mensagens.
 

No mês seguinte, uma assessora de Michelle novamente procura Cid para falar sobre o pagamento para Maria Graces, que é casada com um tio da ex-primeira-dama.
 

Nesse momento, Cid responde: "PR pediu para PD falar com ele sobre todos os pagamentos".
 

Também chamou a atenção da PF um aúdio em que Cid se mostra nervoso com o envio pela assessora de Michelle de um boleto para pagamento em nome de terceiro que não seria da família presidencial.
 

"Não tem como mandar esse tipo de boleto não. Quando for assim, me manda só o pedido do dinheiro e vocês pagam por ai, porque isso não é gasto do presidente, nem da dona Michelle", disse ele.
 

Em seguida, ele complementou em outra mensagem: "Eu não me meto, não quero me meter nos gastos dela. Mas não me comprometa, por favor, né? Quando for assim, vocês peçam o dinheiro e eu passo o dinheiro pra você".
 

Mesmo o boleto, mensalidade de um plano de saúde de um irmão de Michelle, sendo de alguém de fora da família presidencial, Cid encaminhou para pagamento no grupo de ajudantes de ordens para ser pagado, segundo a PF, com dinheiro público.
 

O recibo em nome da Ajudância de Ordens de Bolsonaro está anexado a uma das mensagens e foi recuperado pela PF.
 

Na época da revelação, a assessoria de imprensa da Presidência afirmou que Cid fez saques da conta pessoal de Bolsonaro e repassou para uma tia de Michelle --que eventualmente trabalha como babá da filha de Bolsonaro, Laura--, além do custeio de outras despesas presidenciais, por motivo de segurança, para não expor a conta pessoal do presidente.
 

"O dinheiro é sacado da conta dele e o depósito é feito na conta da tia (que atua como babá). Por motivo de segurança, não havia transferência de conta a conta. Sacava o dinheiro para a conta dele não ficar exposta com o nome dele no extrato de outra pessoa", disse a Presidência na ocasião.
 

Essa é a mesma justificativa para outras despesas.
 

"Todos esses gastos são pessoais e diários da Michelle. Cabeleireiro, manicure, uma compra no site de roupa e outras coisas. A opção foi não colocar a conta do presidente no extrato da manicure, da fisioterapeuta ou outros gastos diários de uma família com cinco pessoas", informou.
 

Um documento da PF, no entanto, contradiz a versão. Segundo a PF, do material analisado apenas uma transação para Rosimary saiu da conta de Bolsonaro
 

Em 24 de novembro de 2020, Cid, que era procurador da conta do então presidente, sacou R$ 8.000 e na sequência depositou para a mulher.
 

 

O que fazer com erro na declaração pré-preenchida do Imposto de Renda

 em 13 maio, 2023 16:46

(Foto: Marcelo Camargo)

Criada para dar comodidade ao contribuinte, a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda pode resultar em dor de cabeça. Divergências de valores, dados incompletos e informações duplicadas deixam o declarante em dúvida.

Nesses casos, a Receita Federal é bem clara. O contribuinte deve se basear nos comprovantes e nos documentos físicos (ou em arquivos eletrônicos) para preencher a declaração. Segundo o Fisco, a responsabilidade da declaração cabe ao contribuinte, o que obriga a revisão dos dados automáticos enviados no documento pré-preenchido. Isso porque posteriormente haverá o cruzamento de informações, com as duas partes podendo ser chamadas para prestar esclarecimentos.

“Independentemente da informação existente na pré-preenchida, a declaração do Imposto de Renda deve refletir os comprovantes que o contribuinte possui. Assim, se ele tiver comprovante de uma despesa ou rendimento em um valor e a pré-preenchida tiver valor diferente, deve ser declarado o que estiver comprovado”, destacou a Receita Federal em nota enviada à Agência Brasil.

Em caso de informações desconhecidas, a Receita aconselha a exclusão dos dados. “Se aparece na declaração pré-preenchida informação que o contribuinte desconhece, ele deve excluir de sua declaração. Somente devem ser apresentadas na declaração as informações que o contribuinte puder comprovar”, explicou o Fisco.

Se faltarem dados, o contribuinte deverá prestar a informação com base nos comprovantes que possui. Em caso de informação errada prestada pelas empresas e por profissionais autônomos que abasteceram a declaração pré-preenchida, a Receita aconselha o contribuinte a contatar a fonte (empregador, médicos, clínicas, planos de saúde, bancos, imobiliárias ou outros) para esclarecer os motivos da divergência ou pedir a retificação dos dados.

Principais problemas
Segundo o balanço mais recente da Receita Federal, até 19 de abril, pouco mais de 3,2 milhões de contribuintes optaram pelo uso da declaração pré-preenchida. Isso equivale a 22% dos cerca de 15 milhões de Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física enviadas até essa data.

Os principais erros relatados pelos contribuintes que usam a declaração pré-preenchida, abrangem despesas médicas, valores ou dados errados em ações judiciais, dados incompletos ou valores errados em investimentos, ausência de valores e de dados sobre aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em outros casos, dados incompletos decorrem de informações que ainda não constam da base de dados da declaração pré-preenchida, como contribuições a fundos de pensão. Para quem tem declarações mais complexas, como donos de imóvel e investidores, o documento pré-preenchido acelera o processo de declaração, mas não o substitui e, caso haja divergência de valores, exige atenção para a correção de dados.

Em relação aos investimentos, mais uma dificuldade. Desde 2021, a Receita obriga o declarante a informar o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ( do fundo imobiliário ou de investimentos, não da instituição financeira que os custodiam. Algumas declarações pré-preenchidas, no entanto, estão vindo com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) trocado. Também há troca de dígitos nos números de Cadastro Nacional de Pessoa Física (CPF) fornecidos por imobiliárias e planos de saúde, o que resulta em patrimônios ou deduções indo para pessoas erradas na versão pré-preenchida.

Em relação às aposentadorias e pensões, contribuintes reclamam de que o INSS não forneceu, nas declarações pré-preenchidas, os rendimentos de quem recebeu abaixo do limite de isenção – R$ 28.559,70 – no ano anterior. Embora esses recursos não paguem imposto, os valores precisam ser declarados. Nesse caso, a orientação é pegar o comprovante fornecido pelo INSS e preencher a declaração.

Prioridade na restituição
Fornecida a pessoas físicas com contas prata ou ouro no Portal Gov.br desde o ano passado, a declaração pré-preenchida traz vantagens para o contribuinte. Quem importa o documento preenchido com antecedência para o programa gerador e começa a fazer a declaração a partir dele tem prioridade na fila de restituição do Imposto de Renda.

A Receita promete ressarcir esses contribuintes no segundo lote – previsto para 30 de junho. Tradicionalmente, o primeiro lote – estimado para 31 de maio – é reservado aos contribuintes com prioridade legal: pessoas a partir de 60 anos, pessoas com deficiência física ou mental ou doença grave e contribuintes que têm o magistério como principal fonte de renda.

A declaração pré-preenchida está mais completa neste ano. A Receita Federal ampliou a base de dados do formulário, disponível desde 15 de março no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC) <cav.receita.fazenda.gov.br>.

A partir deste ano, a declaração pré-preenchida tem as seguintes informações:

• Informações sobre imóveis adquiridos e registrados em cartório, com base na Declaração de Operações Imobiliárias (DOI)

• Doações efetuadas no ano-calendário declaradas por instituições em Declaração de Benefícios Fiscais (DBF)

• Inclusão de criptoativos declarados pelas exchanges (corretoras de ativos digitais)

• Saldos a partir de R$ 140 de contas bancárias e de investimento em 31/12/2022, desde que os dados de CNPJ, banco, conta, agência e saldo em 31/12/2021 tenham sido informados corretamente pelo contribuinte

• Inclusão de contas bancárias e fundos de investimento não informados na declaração de 2022 ou abertos após o envio da declaração do ano passado

• Rendimentos de restituição recebidos no ano-calendário

Além desses dados, a declaração pré-preenchida tem informações relativas a fontes pagadoras, rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais obtidas por declarações repassadas por empresas, planos de saúde, instituições financeiras e companhias imobiliárias à Receita, cabendo apenas confirmar os dados ou alterar, incluir ou excluir informações necessárias. Também são fornecidas informações de identificação, endereço, número de recibo e dependentes.

Acesso à declaração pré-preenchida
Outra novidade na declaração pré-preenchida é a autorização de acesso para que terceiros acessem o documento sem procuração eletrônica. Segundo a Receita Federal, a novidade ajuda no preenchimento da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física nos casos em que um único membro da família preenche os documentos dos demais.

A autorização pode ser concedida no site da Receita Federal, na seção Meu Imposto de Renda <https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/meu-imposto-de-renda>, e no aplicativo de mesmo nome para celular ou tablet. Somente pessoas físicas podem optar pela funcionalidade, com um CPF sendo autorizado por até cinco outros contribuintes.

Apesar de dispensar a digitação dos dados, a declaração pré-preenchida exige que o contribuinte confira se as informações estão corretas, comparando com os informes de rendimentos e recibos recolhidos.

Fonte: Agência Brasil

INFONET

CPI se debaterá entre estória e história, com base nas narrativas e não em fatos


A ilustração é composta de diversos balões de fala. Cara balão possui formato, textura e cores diferenciadas. Os balões saem de diversos emissores: pé, pena, bocas humanas, bananas, bunda ou dedos.

Ilustração de Bruna Barros (Folha)

Mario Sergio Conti
Folha

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre o 8 de Janeiro não se concentrará nos fatos ocorridos em Brasília naquele domingo. Eles se deram à luz do Sol e foram vistos ao vivo pelo Brasil todo. São imagens irrefutáveis de um ataque ao Planalto, ao Congresso e ao Supremo.

Mas o que alguns membros da CPI farão será sair no tapa para disputar a narrativa. A explicação do dia de fúria não estará nos atos, e sim nessa palavra capciosa que entrou para o vocabulário do chiqueiro da política: narrativa.

SENTIDO OBSCURO – Como é um termo cujo sentido mudou às pampas nas últimas décadas, ele se tornou obscuro. Seu significado primário é encadear eventos num relato. Agora, a acepção corriqueira é conceituar os fatos de antemão para depois amoldá-los numa narrativa.

Ela passou a valer mais que a realidade. Um intrincado labirinto foi percorrido até se chegar a essa mistificação. Na sua “Poética”, Aristóteles sustentou que a narrativa é vital na construção de uma tragédia, cujo objetivo é levar o público à catarse.

Mesmo assim, a primazia era dos dados objetivos: Édipo matou o pai e se casou com a mãe. É essa transgressão que desencadeia a tragédia, não os acasos e coincidências que conduzem a narrativa.

COMO A VIDA… – O primado do relato sobre o real começou nos anos 1960, na França. Foi quando o semiólogo Roland Barthes publicou “Análise Estrutural da Narrativa”. Ele escreveu: “Não há, nem nunca existiu em lugar algum, um povo sem narrativa; todas as classes, todos os grupos humanos têm suas narrativas”.

É por meio de enredos que se fizeram e se fazem lendas, fábulas, romances, epopeias, peças, comédias, filmes, novelas, histórias em quadrinhos. Mas elas não estão na raiz da física, da poesia, da matemática, da economia, da química ou da astronomia.

Como em larga medida a experiência do “Homo sapiens” se mescla à do “homo narrans”, Barthes concluiu: “internacional, trans-histórica, transcultural, a narrativa está aí, como a vida”.

NARRATOLOGIA – É uma extrapolação temerária: um rato, uma montanha ou o universo independem dos relatos nos quais figurem. A narrativa não “está aí, como a vida”. Apesar disso, a afirmação peremptória fez florescer uma área de estudos, a narratologia.

O ponto de vista de Barthes talvez tenha prosperado por dois motivos, um milenar e outro histórico. Milenar – desde sempre, as narrativas organizam e dão sentido ao que é desorganizado e não tem sentido: a vida. Histórico – nos anos 1960, entraram em parafuso grandes narrativas escatológicas (o catolicismo) e emancipatórias (o socialismo). No seu lugar vicejaram mininarrativas egóticas ou grupais, identitárias ou new age, de autoajuda ou autoficção. Pequenas empresas geraram grandes negócios.

Um pioneiro da narratologia nos Estados Unidos foi Peter Brooks, crítico literário e professor em Yale. Ele lançou em 1984 “Reading for the Plot”, livro que alardeou a “teoria francesa” –Barthes, Foucault, Derrida – nas universidades americanas.

FILHOTE PREDADOR – Brooks fez agora um mea culpa em “Seduced by Story: the Use and Abuse of Narrative” (NYRB, 173 págs.), no qual diz que a ênfase da narrativa no discurso público é disruptiva. “Foi como se um filhote que criei tivesse se tornado um predador”, escreve.

Não se trata, apenas, da corrupção da história pela estória. Artifício básico da literatura, a narrativa tradicional é sábia. Ela transmite a experiência coletiva, vivida ao longo dos séculos, que é maturada e passada adiante por narradores.

Para Walter Benjamin, o registro da experiência é também individual: “A personalidade do contador de estórias se fixa na narrativa assim como as mãos do oleiro deixam suas marcas num pote de barro”.

DISCURSO IRRACIONAL – As narrativas de século 21 não buscam essa paciente feitura de algo útil e sólido, um pote de barro de sabedoria. Predominam as narrativas fabricadas de afogadilho e com objetivos utilitários. Com isso, o discurso racional, baseado no pensamento lógico, é sequestrado por mitologias.

Brooks só vê um recurso para desmontar as lorotas de contadores de estórias como os que farão fuzuê na CPI do 8 de Janeiro: “Precisamos opor a inteligência crítica e analítica às narrativas que nos seduzem a aceitar as ideologias dominantes”.

Não será fácil, já que narradores malévolos são escoltados nas CPIs pelo coro de gritões, provocadores e demagogos que fazem da política um circo. Seu objetivo é que tudo acabe em algaravia, pizza, palavrório: numa narrativa que impeça a punição de quem tentou dar um golpe.


Era só o que faltava! Casa Civil divulga à mídia um “elogio” de Lula a Rui Costa

Publicado em 13 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Lula elogia Costa, ministro que mais tem recebido críticas…

Guilherme Amado
Metrópoles

A assessoria de imprensa da Casa Civil divulgou para jornalistas na noite desta sexta-feira (12/5) a frase de elogio de Lula ao ministro Rui Costa, titular da pasta, durante uma agenda em Crato, no interior do Ceará.

A divulgação ocorre em um momento em que Costa tem sido criticado por dificultar a articulação política do Planalto, por supostamente emperrar a nomeação de indicações políticas, e por problemas de relacionamento com colegas.

PRIMEIRO-MINISTRO” – Disse o texto de divulgação encaminhado para imprensa:

“Na noite desta sexta-feira (12), o presidente Lula, durante agenda na cidade de Crato (CE), agradeceu ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, pelo empenho e dedicação à frente do trabalho no ministério. Lula destacou que ‘o ministro da Casa Civil é quase que um primeiro ministro porque tudo que o presidente assina, tudo que eu faço, tem de primeiro passar na mão dele [Rui Costa] para que eu não assine nada errado’.

O presidente ainda pontuou que o ministro Rui Costa não deixa que ele seja enganado. ‘Se alguém quiser mentir pra mim, ele quem vai dizer que é mentira, que não pode assinar ou que não está certo. O sucesso do meu governo, parte dele, é a presença do melhor ex-governador da Bahia ajudando a gente a governar esse país’, concluiu.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Sinceramente, trata-se de um ministro sem dignidade e caráter, que presenteia a própria mulher com um cargo de conselheira do Tribunal de Contas da Bahia, com salário vitalício superior a R$ 40 mil mensais, embora ela só tenha trabalhado como enfermeira. Agora, esse digníssimo “primeiro-ministro” tem a desfaçatez de distribuir à imprensa um patético elogio feito por Lula a sua suposta eficiência, que todos sabem estar sendo contestada frontalmente dentro e fora do governo. Chega a ser constrangedor. Se o presidente fosse Itamar Franco, esse ministro já teria sido deletado logo após assumir. (C.N.)  

Mauro Cid teria alterado data de um ofício para tentar reaver joias sauditas, diz a CNN

Publicado em 14 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Mauro Cid tentou alterar data de ofício para reaver joias da Arábia Saudita

Data do documento foi alterada pelo tenente- coronel

Taísa Medeiros
Correio Braziliense

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro (PL), teria tentado alterar a data de um ofício, com objetivo de reaver as joias sauditas enviadas como presente para a antiga administração do Palácio do Planalto.

Conforme divulgou a emissora CNN nesta sexta-feira (12/5), a Polícia Federal (PF) acessou as mensagens enviadas por Mauto Cid para Marcelo da Silva Vieira, então chefe do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH), em 27 de dezembro de 2022, quando o ajudante de ordens apresentou a minuta do ofício enviada à Receita Federal, em que solicitava a incorporação dos bens retidos pelo órgão.

DATA ANTECIPADA – No documento, contudo, a data que constava era 23 de dezembro. O chefe do Gabinete então argumenta que o assunto seria da competência da secretaria de Administração e pergunta se Cid conseguiu resolver a questão.

Ainda nesta sexta, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa de Silva Vieira, no Rio de Janeiro, na tentativa de encontrar outros documentos referentes às joias sauditas

O Correio tentou contato com a defesa de Cid para comentar sobre a possível adulteração de data. No dia 3 de maio, a Polícia Federal prendeu preventivamente o tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid sob acusações de ter falsificado dados de vacinação contra a covid-19 dele, da família e também do ex-presidente Bolsonaro. Mauro Cid era ajudante de Bolsonaro e filho de um colega do ex-chefe do Executivo no Exército.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O tenente-coronel Mauro Cid está cada vez mais envolvido em irregularidades. É inacreditável que um oficial tenha chegado a esse ponto de submissão às ordens ilegais do então presidente da República. Chega a ser constrangedor. (C.N.)


sábado, maio 13, 2023

janja “chamou a atenção” de Lula em evento no Ceará, discursou e ganhou muitos aplausos

 

anja “chamou a atenção” de Lula em evento no Ceará, discursou e ganhou muitos aplausos

Janja e Lula durante uma das agendas do presidente no Ceará //

Lula não passou recibo e chamou Janja para discursar

Deu na Veja

A primeira-dama Janja chamou a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta sexta-feira, 12, ao notar a ausência de mulheres na foto da assinatura de uma Medida Provisória em evento no Ceará.

A cerimônia na cidade do Crato marcava o lançamento do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica, que prevê investimento de 4 bilhões de reais no setor entre 2023 e 2026.

NO PALANQUE – Depois da assinatura, Lula relatou no palanque: “A Janja me chamou atenção de que só falou homem aqui. Então é o seguinte: eu vou chamar ela para falar.”

Sob aplausos do público, a primeira-dama recebeu o microfone e listou o nome de mulheres envolvidas no projeto. “Na verdade, maridinho, meu boy, eu falei, presidente Lula, que na hora de assinar o decreto os homens sempre se levantaram e a gente tem a Fernanda, a Izolda, a secretária de Educação do estado, a Onélia, a Leila… E não foram chamadas para a foto. Então eu queria chamar essas mulheres aqui para frente. Porque elas também fazem parte disso.”

Em seguida, Janja posou para uma foto, tirada por Lula, ao lado das outras mulheres presentes na cerimônia. As cenas foram postadas nos perfis da primeira-dama e do presidente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A gente fica sem saber se deve parabenizar Lula por ter uma mulher de alto nível, que marca presença, ou deve se compadecer dele por ter uma mulher que tenta aparecer em qualquer situação e insiste em se meter em tudo. Se ela se inspira em Evita, está equivocada. A mulher de Perón tinha muita classe e se tornou famosa e querida por sua extraordinária obra social . (C.N.)

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