terça-feira, agosto 17, 2021

MP-BA promove ação civil pública contra Raissa Soares por ato de improbidade administrativa

MP-BA promove ação civil pública contra Raissa Soares por ato de improbidade administrativa
Foto: Reprodução / Prefeitura de Porto Seguro

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) está promovendo uma ação civil pública contra a médica Raissa Soares. Segundo o órgão, a medida é por conta de suposto ato de improbidade administrativa. Conhecida como "Dra Cloroquina", a médica ganhou fama nacional após promover tratamento contra a Covid-19 em Porto Seguro, ministrando a hidroxicloroquina e outros medicamentos sem eficácia comprovada. 

 

"Em virtude da mesma, enquanto secretária municipal de saúde do Município de Porto Seguro, desestimular a imunização da população contra o vírus da Covid-19 e estimulando a adoção de um suposto tratamento precoce, contrariando as orientações da ANVISA", a médica se tornou objeto da denúncia do MP, protocolada na última segunda-feira (16), através da promotora Lair Faria Azevedo.

 

De acordo com a ação, a secretária de Saúde tem adotado posturas pouco adequadas, "apesar do Município de Porto Seguro adotar a política da imunização, na esteira de todos os países do planeta terra, a requerida vem adotando pronunciamentos contrários ao plano de enfrentamento a pandemia Covid consistente em incentivar o uso do protocolo medicamentoso, cuja a eficácia não foi reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, e desestimular a imunização da 2ª dose da vacina, apesar dos fabricantes e de todo o mundo prescreveram as duas doses da vacina para a completa imunização". 

 

Segundo o MP, foi formulada uma proposta de acordo com a médica, "onde foi proposta a realização de um vídeo pela própria requerida, onde a mesma retrataria sua postura e esclareceu que o protocolo precoce (Kit Covid) não tem registro e aprovação na ANVISA e que as vacinas são autorizadas pela ANVISA e que a 2ª dose da vacina é imprescindível para a imunização". "No entanto, a investigada não manifestou interesse na celebração".

 

O MP apresenta na ação diversos vídeos e mensagens postadas onde a médica desestimularia a imunização contra a Covid-19. "Ao passo da absurda 'propaganda' contra a vacina, a requerida vem fazendo apologia para o enfrentamento da Covid a um protocolo precoce de tratamento sem qualquer embasamento no Ministério da Saúde e na OMS, notadamente, agora, em todos os países do mundo estão focando suas medidas de enfrentamento ao Covid na vacinação da população", acrescenta.

 

O órgão também pede que Raíssa seja condenada à reparação do dano extrapatrimonial causado, no valor de R$ 50 mil em favor do Fundo de Direitos difusos. A 5ª Promotoria de Justiça de Porto Seguro já notificou os interessados na causa. 

Bahia Notícias

Bolsonaro diz que vetará federação partidária, que daria sobrevida aos partidos nanicos

 


O presidente Jair Bolsonaro Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo/10-03-2021

Se vetar, Jair Bolsonaro vai desagradar ao Congresso

Danielle Brant, Julia Chaib e Ranier Bragon
Folha

O presidente Jair Bolsonaro afirmou a auxiliares que vetará o projeto que permite a partidos políticos se organizarem em federação por ao menos quatro anos, o que representaria uma sobrevida a legendas pequenas, que correm risco de serem extintas por não alcançarem um percentual mínimo de votos nas eleições.

Acordo que está sendo costurado prevê que o Congresso mantenha o veto. A aprovação do projeto das federações ocorreu após a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) da reforma eleitoral, que derrubou o distritão e retomou as coligações partidárias. E a  expectativa é que o Senado barre a volta das coligações, a principal mudança do texto.

PARTIDOS NANICOS – O projeto de federação partidária busca dar sobrevida a partidos nanicos que podem ser afetados pela cláusula de barreira (ou cláusula de desempenho), que entrou em vigor em 2018.

O dispositivo retira dos partidos com baixíssima votação mecanismos essenciais à sua sobrevivência, como os recursos do fundo partidário, acesso a propaganda gratuita na TV e no rádio, além de acesso a estruturas nos Legislativos.

Em 2018, 14 partidos não conseguiram atingir a cláusula, que vai crescer em 2022. Alguns só mantiveram seus recursos porque incorporaram outras legendas, como foi o caso do PC do B, que se fundiu ao antigo PPL. Naquele ano, os partidos teriam que obter ao menos 1,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, entre outras regras, para cumprir a cláusula e não perder recursos.

MAIS RIGOR – Em 2022 esse índice sobe para 2%. Na eleição de 2026, aumenta para 2,5% dos votos válidos, até chegar a 3% em 2030, distribuídos em pelo menos um terço dos estados —há ainda regras envolvendo uma exigência de número de deputados eleitos.

Das 33 legendas do país, 15 tiveram menos de 2% dos votos totais nas eleições para vereador no pleito de 2020, de acordo com levantamento do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar).

Se repetirem esse desempenho em 2022 na eleição para a Câmara dos Deputados — que contará para os efeitos da cláusula —, agremiações como PCdoB, Rede, PV, PSOL, PROS, PTC e Novo podem entrar em uma situação delicada, abrindo caminho até para a extinção.

SEM FUSÃO? – Dessas sete legendas, nenhuma diz cogitar fusão. O discurso em geral repetido pelos dirigentes é de otimismo, na linha de que os candidatos ao Parlamento trarão resultado suficiente para superar a linha de corte.

A proposta da federação é a de que dois ou mais partidos possam se unir para cumprir a cláusula sem precisar se fundir ou haver incorporação —processo mais demorado e difícil. Eles teriam que ficar unidos durante toda a legislatura, ou seja, no mínimo quatro anos.

Se um ou mais partidos se desligarem, a federação continuaria funcionando até a eleição seguinte, desde que tenha dois ou mais partidos.

NA CONTRAMÃO – A medida vai na contramão das regras da cláusula de desempenho e do fim das coligações, que pretendem enxugar o quadro partidário brasileiro. Segundo o texto, os partidos poderão ter programa, estatuto e direção comuns, e não têm o funcionamento encerrado após o fim de uma eleição.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) critica a possibilidade de veto ao texto. “Por que o presidente da República vetaria as federações partidárias, que é um tema de interesse do Parlamento, e não do Executivo?”, questiona.

“O presidente vai comprar uma briga com o Parlamento. O assunto é do Parlamento, da organização dos partidos. Não diz respeito ao presidente”, afirma. Na avaliação dela, se Bolsonaro vetar o projeto, o Congresso deve derrubar o veto.

OUTRA MUDANÇA – Há em gestão no Congressou outra mudança que também pode afetar as legendas nanicas. Mesmo que não atinjam um patamar mínimo de votos, hoje elas podem participar da distribuição das chamadas “sobras”.

Essas sobras são cadeiras do Legislativo não preenchidas na primeira distribuição matemática feita pelo sistema proporcional, que é o modelo de eleição de deputados e vereadores.

A ideia, que tem apoio grande na Câmara, é retomar o antigo modelo segundo o qual só podem participar dessa distribuição partidos que atinjam o quociente eleitoral (divisão da quantidade de votos válidos pelas vagas disponíveis na Casa legislativa).

Genial! Ao colocar um militar na comissão eleitoral do TSE, Barroso esvazia golpe de Bolsonaro


Ministro Luís Roberto Barroso: “País está se preparando para elevar o patamar da ética pública e da ética privada” — Foto: O Globo

Barroso mostrou como a inteligência vence a ignorância

Márcio Falcão e Fernanda Vivas
TV Globo — Brasília

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, e o ministro da Defesa, Braga Netto, debateram nesta terça-feira (17) a indicação de um representante das Forças Armadas para a comissão de transparência das eleições.

A criação desse grupo é uma das medidas anunciadas pelo TSE para reforçar a transparência e a confiança dos eleitores na segurança das urnas.

CALAR BOLSONARO – Nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro tem feito uma série de ataques ao sistema eleitoral brasileiro, sem apresentar qualquer prova e distorcendo dados oficiais.

A resposta institucional do TSE inclui a formação de uma comissão, com 12 especialistas em tecnologia e representantes de instituições públicas e privadas, para acompanhar cada etapa do processo eleitoral. Barroso e Braga Netto conversaram sobre a inclusão, nesse grupo, de um indicado das Forças Armadas.

O gabinete de Barroso confirmou a conversa à TV Globo. Disse que o ministro do TSE contatou o ministro da Defesa para solicitar a indicação, e que Braga Netto retornou a ligação na tarde desta terça-feira.

Barroso participava, por videoconferência, de uma sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) quando recebeu o telefonema de Braga Netto. Com o microfone aberto, foi possível ouvir na transmissão a saudação inicial do ministro: “Boa tarde, general, como vai o senhor?”. O áudio foi cortado em seguida, e a sessão de julgamentos continuou normalmente.

MAIS TRANSPARÊNCIA – Na última semana, o TSE também anunciou outras medidas para aumentar a transparência do processo de apuração das eleições – e, com isso, tentar debelar as informações falsas que vêm sendo divulgadas sobre o tema.

A lista inclui a abertura para auditoria dos partidos, um ano antes das eleições, dos códigos-fonte dos programas que permitem o funcionamento das urnas eletrônicas (o prazo atual previsto em lei é de seis meses) e um convite expresso para que os partidos participem do processo de inserção do código-fonte nas urnas. As legendas já são autorizadas a participar da etapa mas, agora, serão convidadas formalmente. O processo já é acompanhado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

Haverá também um possível aumento no número de urnas que participam do chamado “teste de integridade” – uma votação paralela, na véspera da eleição, em que os votos são impressos e depois conferidos no boletim da urna eletrônica para atestar a confiabilidade do sistema. Hoje, 100 urnas são selecionadas aleatoriamente para a testagem.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – No xadrez da política, uma jogada magistral do ministro Barroso. Em apenas um movimento, ele emparedou o golpe. Com um especialista militar em informática no grupo do TSE, como Bolsonaro & Braga poderão alegar que houve fraude eleitoral? Xeque-mate! O país agora precisa saber se foi Barroso que teve essa ideia ou alguém lhe deu a dica, realmente genial. O autor merece ser aplaudido em cena aberta. (C.N.)

Câmara Municipal de Jeremoabo - 17-08.2021

 

Auditor do TCU relata alteração de documento sobre Covid, e CPI vê crime de Bolsonaro


por Raquel Lopes e Renato Machado | Folhapress

Auditor do TCU relata alteração de documento sobre Covid, e CPI vê crime de Bolsonaro
Foto: Pedro França / Agência Senado

Em depoimento à CPI da Covid no Senado nesta terça-feira (17), o auditor Alexandre Figueiredo Costa Marques, do TCU (Tribunal de Contas da União), confirmou que o seu trabalho apontando supernotificação no número de mortes pela Covid-19 foi alterado após ser encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro. O chefe do Executivo o usou "indevidamente", disse o servidor.
 

Os senadores da CPI afirmaram que o depoimento do auditor confirmou a atuação de Bolsonaro e de seu governo na alteração do documento, o que configura crime.
 

O auditor do TCU disse que seu trabalho era apenas um texto preliminar e não um documento oficial do tribunal. E acrescentou que foi seu pai, o militar da reserva Ricardo Silva Marques, que atua na Petrobras, quem repassou as informações ao presidente da República.
 

O auditor entrou no radar da CPI após Bolsonaro divulgar um trabalho de sua autoria em conversa com apoiadores em junho deste ano, no Palácio do Alvorada. O mandatário afirmou que tinha em mãos um documento oficial do Tribunal de Contas da União, que apontava supernotificação das mortes por Covid.
 

"Não é meu, é do tal do Tribunal de Contas da União, questionando o número de óbitos no ano passado por Covid. O relatório final não é conclusivo, mas em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid segundo o Tribunal de Contas da União", afirmou Bolsonaro a apoiadores, em vídeo reproduzido durante a sessão.
 

O auditor buscou minimizar seu papel na produção do relatório, afirmando que se tratava apenas de um trabalho para fomentar a discussão entre seus colegas no tribunal. Disse que colheu os dados do Portal da Transparência do Registro Civil -ligado a cartórios de registros- e em seguida produziu um texto inicial para compartilhar internamente.
 

"O compilado de informações públicas que organizei para provocar um debate junto à equipe de auditoria estava em formato word para ser trabalhado de forma colaborativa por todos os membros da equipe, sem cabeçalho nem qualquer menção ao TCU", afirmou. Em seguida, disse que o assunto acabou não prosperando no tribunal.
 

Assim como havia feito em depoimento à comissão constituída no tribunal para investigar sua conduta, Marques afirmou que seu trabalho foi alterado após ser enviado a Bolsonaro. Disse não poder afirmar quem realizou as mudanças, mas que o chefe do Executivo usou "indevidamente" a sua pesquisa.
 

"Isto eu não tenho como confirmar, que foi falsificado, que o que ele [Bolsonaro] utilizou foi falsificado. Eu recebi, acho que circulou nas redes sociais, no WhatsApp, uma versão em PDF desse arquivo e com a inscrição do Tribunal de Contas da União no cabeçalho", afirmou.
 

As alterações, segundo ele, foram duas: além de terem inserido o cabeçalho do TCU, o documento que elaborou estava no formato word e não PDF.
 

"[Foi usado] indevidamente pelo fato de se atribuir ao Tribunal de Contas da União um arquivo de duas páginas não conclusivo que não era um documento oficial do tribunal", completou.
 

O auditor também reconheceu que seu pai passou o documento ao presidente da República, embora alegue que isso foi feito sem seu conhecimento e sua autorização.
 

"No domingo, depois de trabalhar no arquivo word, encaminhei-o ao meu pai via WhatsApp. Assim que ele viu essa compilação de informações, perguntou-me qual era a fonte, e eu respondi que era eu, pois eu tinha compilado essas informações da internet. E logo em seguida mudamos de assunto, fomos conversar sobre outras coisas. Em nenhum momento passou pela minha cabeça que ele compartilharia o arquivo com quem quer que fosse", afirmou.
 

O auditor disse que elaborou o documento inicial no dia 31 de maio. Depois enviou ao seu pai em 6 de junho, que o repassou no dia seguinte ao presidente.
 

O auditor também reconheceu que seu pai costuma manter contato com Bolsonaro. Ambos foram colegas na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) e trabalharam juntos no Exército.
 

"Ele mantém relações de contato sim [com Bolsonaro]. Eles foram colegas na Academia Militar das Agulhas Negras e trabalharam juntos depois, no Exército", afirmou.
 

Seu pai trabalha atualmente na gerência de inteligência da Petrobras. O próprio auditor também reconheceu que foi indicado para um cargo comissionado no BNDES, mas o TCU não o liberou. Disse que a indicação partiu do presidente do banco, Gustavo Montezano, e não do Palácio do Planalto.
 

"Senhor Alexandre, o seu depoimento aqui só confirma. Nós não temos dúvida, a partir do seu depoimento, que o senhor presidente da República incorreu no crime contra a fé pública, constante no art. 297 do Código Penal, que diz: 'Falsificar no todo ou em parte documento público ou alterar documento público verdadeiro'", disse o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
 

A ocorrência de crime do chefe do Executivo também foi apontada pela líder da bancada feminina, Simone Tebet (MDB-MS).
 

"[Auditor] passa 'rascunho' sobre mortes por Covid, sem timbre, para o pai, que repassa ao amigo presidente da República. Presidente recebe o doc e o divulga, adulterando com timbre do TCU, que nega autenticidade. Crimes de falsidade de documentos e de responsabilidade", afirmou.
 

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou também que está claro que o trabalho de compilação dos dados, para tentar comprovar uma eventual supernotificação, foi pedido por alguém. E que seu pai enviou a Bolsonaro por "bajulação".
 

"O seu trabalho em nada serviu para o Brasil, em nada serviu para contribuir com a dor das pessoas. Pelo contrário, você estava procurando uma justificativa para o presidente da República. E eu não sei quem lhe pediu para você fazer isso, mas eu tenho certeza de que isso não nasceu da sua cabeça. Não é possível que você vá fazer um estudo para saber se o número de óbitos era verdadeiro ou não", disse.
 

"Isso é bajulação, ouviu? Não é outro nome, não. Isto é bajulação: querer prestar serviço sem confirmar se aquele documento é verdadeiro ou não. O nome disso é bajulação", completou Aziz.

Bahia Notícias

Ministro da Educação diz que alunos com deficiência “atrapalham” os colegas

Posted: 16 Aug 2021 06:50 PM PDT

O pastor bolsonarista Milton Ribeiro que atualmente é Ministro da Educação, disse em entrevista a TV Brasil que a inclusão de alunos com algum tipo de deficiência “atrapalham” o aprendizado dos colegas na sala de aula.

“No passado, primeiro, não se falava em atenção ao deficiente. Simples assim. Eles fiquem aí e nós vamos viver a nossa vida aqui. Aí depois esse foi um programa que caiu para um outro extremo, o inclusivismo. O que que é o inclusivismo? A criança com deficiência era colocada dentro de uma sala de alunos sem deficiência. Ela não aprendia. Ela atrapalhava, entre aspas, essa palavra falo com muito cuidado, ela atrapalhava o aprendizado dos outros porque a professora não tinha equipe, não tinha conhecimento para dar a ela atenção especial”, disse.

“E assim foi. Eu ouvi a pretensão dessa secretaria e faço alguma coisa diferente para a escola pública. Eu monto sala com recursos e deixo a opção de matrícula da criança com deficiência à família e aos pais. Tiro do governo e deixo com os pais”, completou.

As afirmações do atual titular do MEC causaram reações no mundo político. Confira!

O que atrapalha não é uma criança com deficiência na sala de aula. O que atrapalha é alguém com deficiência afetiva e humana no Ministério da Educação.

— Marcelo Ramos (@marceloramosam) August 16, 2021

Depois de falar que a universidade deveria ser para poucos, o ministro da Educação diz que alunos com deficiência "atrapalhavam" outros alunos. É inacreditável o nível de ignorância e capacitismo de Milton Ribeiro. Só no governo Bolsonaro alguém assim vira ministro da Educação. pic.twitter.com/nSsqlK5TxB

— Fernanda Melchionna (@fernandapsol) August 16, 2021

É de uma ignorância brutal dizer que eles “atrapalham” os demais alunos sem a mesma condição quando colocados na mesma sala de aula. Já estou em contato com a bancada do PSB na Câmara Federal para que se encaminhe um requerimento de convocação ao ministro.

— João Campos (@JoaoCampos) August 16, 2021

Somente uma pessoa privada de inteligência, aqueles que chamamos de imbecil, podem soltar uma frase como essa. Eles existem aos montes, mas não esperamos que estes ocupem o lugar de ministro da Educação de um país.

— Romário (@RomarioOnze) August 17, 2021


CAFEZINHO 

Pesquisa XP mostra que popularidade de Bolsonaro continua afundando

 

Pesquisa XP mostra que popularidade de Bolsonaro continua afundando

Posted: 17 Aug 2021 10:52 AM PDT

A pesquisa XP/Ipespe divulgada na tarde desta terça-feira, 17, também mostra que Jair Bolsonaro continua enfrentando uma crise de impopularidade.

O Governo Bolsonaro só é considerado ótimo/bom para 20% dos entrevistados pela pesquisa. Cerca de 23% considera regular e 54% avaliam sua gestão como ruim/péssima.

Já cerca de 63% desaprovam a conduta de Bolsonaro frente a presidência da República, sua aprovação é de 29% e não sabe, apenas 8%.

Fonte: XP Investimentos

O levantamento também perguntou sobre a expectativa dos eleitores para o resto de mandato de Bolsonaro. Para 52%, a expectativa é ruim/péssimo, 28% ótimo/bom e 15% regular.

A XP ouviu mil eleitores em todas as regiões do Brasil entre os dias 11 a 14 de agosto. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O post Pesquisa XP mostra que popularidade de Bolsonaro continua afundando apareceu primeiro em O Cafezinho.

Nova pesquisa XP/Ipespe: Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro; terceira via ainda estagnada

Posted: 17 Aug 2021 10:20 AM PDT

No início da tarde desta terça-feira, 17, a XP Investimentos divulgou uma nova pesquisa de intenção de voto para a presidência da República e mostra que o ex-presidente Lula (PT) ampliou sua vantagem diante de Jair Bolsonaro.

Na pesquisa anterior, o líder petista aparecia com 38% e viu sua margem aumentar 2%, chegando a 40%. Já Bolsonaro que registrou 26% no levantamento anterior caiu 2% e agora está com 24%.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) se manteve com seus 10% de intenções de voto e continua sendo o candidato mais forte da chamada terceira via, embora esse campo esteja estagnado. O ex-juiz Sergio Moro tem 9% das menções, Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Eduardo Leite (PSDB) com 4%, cada.

Fonte: XP Investimentos

No segundo cenário, Lula continua com vantagem, mas dessa vez com 37% e incluindo o nome de José Luiz Datena, recentemente filiado ao PSL e possível candidato ao Planalto. Bolsonaro registra 28%, Ciro Gomes vai a 11%, Mandetta, Doria e Datena com 5%, cada. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) tem 1%.

Fonte: XP Investimentos

Em queda livre, Bolsonaro perde em todos os cenários de 2° turno

Cada vez mais afundado na crise política, econômico, sanitária e institucional, Bolsonaro perde para todos os seus concorrentes nos cenários de 2° turno. As maiores derrotas são contra Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT) com 19% e 12% de diferença, respectivamente.

Fonte: XP Investimentos
Fonte: XP Investimentos

A XP ouviu mil eleitores em todas as regiões do Brasil entre os dias 11 a 14 de agosto. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.


O Cafezinho

Uma ‘terceira via’ precisa de ideias, mas as articulações ainda carecem de substância


ilustração reproduzida do Arquivo Google

Marco Aurélio Nogueira
Estadão

Ao defender, em entrevista publicada pelo Estadão na sexta-feira 13 de agosto, que a formulação de um projeto de longo prazo deveria prevalecer sobre a escolha de candidatos às eleições presidenciais de 2022, a ex-senadora Marina Silva, principal referência da Rede Sustentabilidade, pôs o ovo em pé.

Deixou suspensa no ar a questão que deveria estar nos cálculos dos políticos em ação, mas que teima em ser deixada de lado.

E OS PROGRAMAS? – Há uma fixação nacional pelo nome, pela pessoa que encarnará as aspirações dos diferentes setores da sociedade, ou que ao menos acene com uma perspectiva. Faz-se isso sem que se pergunte o que cada aspirante executará caso vença as eleições e o que oferecerá aos eleitores para que avance.

Se girarmos o periscópio, veremos que hoje há dois nomes ocupando o palco, os óbvios Lula e Bolsonaro, e um monte de gente querendo nele subir. Os que já se consideram candidatos nada apresentam de concreto, a não ser a promessa de “voltar ao passado generoso” ou de incrementar a “destruição do sistema”.

Há uma expectativa de que o centro democrático, um pouco inclinado à esquerda, chegue a algum consenso e apresente um postulante com alguma viabilidade. A centro-direita também se mexe, insuflada pelo PSD de Gilberto Kassab. E há os avulsos de sempre, ávidos por um lugar ao sol.

HÁ UMA NÉVOA – Frestas e possibilidades estão dadas. Existem de fato. Mas uma névoa recobre tudo, e vai assim alimentando as pretensões dos dois que já pisaram o palco, de certo modo estreitando as opções. Interrogações se acumulam, deixando atônitos os cidadãos. Há muito movimento, mas a paralisia se faz sentir. Faltam ideias, sinalizações substanciosas, que deem materialidade às articulações anunciadas.

Nesse contexto, a questão derivada da entrevista de Marina faz todo sentido: supondo que estejam a testar suas forças para então convergirem em torno do nome mais viável, por que é que Ciro Gomes, Luiz Henrique Mandetta e Eduardo Leite não põem as cartas na mesa e formulam ao menos uma ideia geral do que pretendem para o País?

Teriam um projeto, um plano, um programa, pelo qual se comprometeriam a lutar e que sustentaria o compromisso dos três em seguir unidos às urnas do ano que vem. Dariam uma demonstração cabal de que a “terceira via” tem musculatura e consistência, mais do que boas performances de políticos que estão hoje a se apresentar em debates. Seria um importante esforço para ir além das boas intenções com que se têm movido até agora.

BELO DIAGNÓSTICO – Marina Silva foi aguda em seu diagnóstico: “Quando você estreita os caminhos em torno de escolher o que já está posto, não é escolha. A escolha pressupõe um terceiro. E quando um terceiro ainda não existe, a gente tem de trabalhar para construí-lo”.

A construção deste “terceiro” nome está longe de ser algo simples, nesse País politicamente tão fragmentado e no qual os partidos contam menos a cada dia. Exige pertinácia, resiliência e desprendimento, valores que são escassos no mundo da política.

Passa por articulações delicadas, que precisam levar em conta interesses locais e regionais. Numa hora agônica como a atual, porém, tal construção deveria ser encarada como uma tarefa democrática de primeiríssima grandeza, a expressar o encontro de uma síntese que ponha o Brasil em outro patamar.


Bolsonaro insiste em apresentar pedido de impeachment de ministros do Supremo


O presidente Jair Bolsonaro acompanha exercício militar em Formosa Foto: Adriano Machado/Reuters/16-08-2021

Bolsonaro desprezou o conselho de amigos e assessores

Daniel Gullino
O Globo

 Apesar dos conselhos de auxiliares e aliados, o presidente Jair Bolsonaro reafirmou nesta terça-feira que irá apresentar um pedido de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

— Eu vou entrar com um pedido de impedimento dos ministros no Senado. O local é lá. O que o Senado vai fazer? Está com o Senado agora, independência. Não vou agora tentar cooptar senadores, de uma forma ou de outra, oferecendo uma coisa para eles etc etc etc, para votar o impeachment deles — disse o presidente, em entrevista à rádio Capital Notícia, de Cuiabá (MT).

DESGASTE COM SENADO – Como O Globo mostrou, parte do chamado grupo pragmático de apoiadores de Bolsonaro  tenta demover o presidente da promessa. O principal argumento é que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já sinalizou que não dará prosseguimento ao processo e, portanto, o gesto de Bolsonaro poderia abrir um desgaste com o comando da Casa.

Bolsonaro também chamou de “barbaridade” a decisão do corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Felipe Salomão, de determinar que as plataformas digitais suspendam o repasse de dinheiro para canais investigados por propagação de informações falsas sobre as eleições brasileiras.

“ (Alexandre de Moraes) Está fazendo barbaridade agora, juntamente com o ministro do Tribunal Superior Eleitoral, o  senhor Salomão, que resolveu em uma canetada mandar desmonetizar certas páginas, de pessoas que tem criticado a falta de mais transparência por ocasião do voto”

O presidente disse que “ninguém quer uma ruptura”, porque poderia haver “problemas internos e externos”:

NAS QUATRO LINHAS – “Nós continuamos dentro das quatro linhas. Do lado de lá, já saíram das quatro linhas, em alguns momentos já saíram. A gente espera que volte para a normalidade. Ninguém quer uma ruptura. Uma ruptura tem problemas internos e externos”, disse.

Bolsonaro questionou “onde é o limite” e, sem seguida, mencionou manifestações em apoio ao governo marcadas para o dia 7 de setembro, dizendo que “o povo é que tem quer nos dar o norte”:

“Eu tenho que agir dentro das quatro linhas, apesar de alguns, como o senhor Alexandre de Moraes, como o senhor Salomão, do TSE, estão fora das quatro linhas. Agora, onde é o limite disso? Eu sou leal ao povo. O povo vai estar na rua dia 7” — disse, acrescentando depois: “O povo é que tem que nos dar o norte do que nós devemos fazer”.

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