terça-feira, junho 22, 2021

E o Nair? de quem é a culpa?

 

LÍNGUA AFIADA

E o Nair? de quem é a culpa?

Mário Galinho no DEM
E o Galinho hem? Na campanha eleitoral circulou vídeo com discurso do então vereador, no qual declarava apoio a Bolsonaro e esculhambava o PT, Dilma e Lula.
Durante o período eleitoral ele negou veementemente ter votado no Bozo. E assim muitos petistas, lulistas e outras pessoas de oposição a Bolsonaro acreditaram no canto do Galo e o apoiaram.

Agora, após o Galinho fazer a sua escolha partidária para 2022, indo para o DEM, partido que faz parte da base aliada do presidente Bolsonaro, muita gente se sentiu traída.
Esse colunista nunca perdeu tempo com aquela ilusão.

 

Marconi Daniel
Analisando o discurso do vereador Marconi Daniel, a gente tem a impressão de que ele defende o distanciamento social, no entanto na prática todas as ações do nobre edil são em sentido contrário, apoiando a abertura e o funcionamento normal do comércio, indo de encontro ao que é defendido pela ciência. Será mesmo que ele não é negacionista?

Estilo Próprio
O vereador Valmir Rocha tem estilo próprio, prefere estar na rua junto da comunidade, não é muito afeito a frequentar a tribuna da câmara. Rocha prefere o contato direto com o povo, procurando entender as necessidades da sua base e sempre trabalhando para tentar atender as suas demandas.
O Prefeito e os secretários estão a todo momento sendo acionados pelo vereador para resolver problemas das comunidades mais carentes do município.

 

E o Nair? de quem é a culpa?

Na câmara de Paulo Afonso ninguém critica o governo federal pelos problemas de saúde do município. Todo mundo sabe que a falta de vacinas, a falta de testes, de insumos, leitos e respiradores foi por conta da gracinha do presidente que não levou a sério a pandemia, e trabalhou incansavelmente a favor do vírus, isso não é afirmação minha, isso é constatação da CPI com provas contundentes contra o presidente e seu governo negacionista.
Mas, aqui no plenário da câmara, nem quem é oposição ao prefeito e nem os que lhe apoiam levam em conta a participação do governo federal nas dificuldades enfrentadas pelo prefeito para combater a Covid-19 na cidade.
Esquecem os vereadores(as) por exemplo, que a crise do Nair Alves de Souza, é responsabilidade do governo Bolsonaro que interrompeu o processo já avançado de transferência do HNAS para a UNIVASF. A CHESF já havia depositado os 45 milhões de reais para a reforma na conta da universidade.
Essa decisão além de ter jogado no colo do município a administração do hospital, obrigou o governo do estado a construir a UTI do HMPA para não deixar Paulo Afonso totalmente desassistida. É claro que estado e município também têm responsabilidades, mas não podem pagar “o pato” pela omissão federal.

https://tribunamulungu.com.br/

COELBA NÃO ESCLARECE O CASO DO GATO DE ENERGIA EM PAULO AFONSO


A Coelba não esclareceu ainda a denúncia de que um vereador de Paulo Afonso teria feito uma ligação clandestina de energia, o chamado “gato”, para uma residência, que teria causado desvio de R$ 17 mil.
O Tribuna Mulungu procurou o escritório Regional da Coelba, em Paulo Afonso, no dia 17 de junho, solicitando esclarecimentos, mas o responsável pelo escritório local da Coelba afirmou não ter informações. A assessoria de imprensa da empresa até agora não respondeu nosso e-mail, enviado em 18 de junho.

RELEMBRANDO O CASO

Matéria publicada pelo site Bocão News em 17 de junho de 2021 informou que a Coelba teria descoberto um “gato” de energia em uma residência situada no Bairro Jardim Aeroporto, pertencente a um vereador do Município de Paulo Afonso, e que abastecia mais duas casas. O furto de energia teria acontecido durante seis meses, com desvio equivalente a 100 mil kilowatt-hora (kWh), suficiente para abastecer durante uma semana um município de aproximadamente 10 mil habitantes, ocasionando um prejuízo de R$ 17.000,00 reais de energia elétrica. Não foi informado o nome do vereador.

O episódio do “Gato da Coelba” repercutiu bastante em Paulo Afonso na semana passada. A matéria do Bocão News foi replicada por dezenas de sites, locais, regionais e nacionais, como o Correio 24 horas, G1 da Globo e o Tribuna Mulungu

COMPROMISSO COM A VERDADE E COM A ÉTICA

O Tribuna Mulungu não publica, e jamais publicará, notícias “plantadas” em favor ou desfavor de qualquer pessoa, seja ela figura pública ou não, mas não abrirá mão de continuar informando a população, de forma ética e responsável.

A matéria em questão foi publicada em razão da sua importância e alto grau de interesse para a comunidade pauloafonsina, e por vir de fonte considerada confiável, como é o caso dos sites Bocão News, Correio 24 Horas e G1.globo.com.

O Tribuna Mulungu foi contatado pela assessoria do Vereador Albério Caetano (Bero do Jardim Aeroporto) no mesmo dia da publicação, dando conta de que pessoas estariam associando o desvio de energia ao mesmo, por ser ele residente no bairro Jardim Aeroporto.

Esclarecemos à assessoria do vereador que a matéria, publicada pelo site Bocão News e reproduzida na íntegra pelo Tribuna, não mencionava o nome de nenhum vereador. Entretanto, imediatamente disponibilizamos espaço ao vereador, para que ele, achando necessário, desfizesse quaisquer mal-entendidos relativos à sua pessoa, mesmo que no texto não houvesse, como não havia, menção direta ao seu nome.

Este é o procedimento padrão do Tribuna Mulungu, sempre que alguém se sente ofendido por matéria veiculada no nosso site. Entretanto, até a presente data, não recebemos nenhuma manifestação do mesmo, seja através de documento, texto, áudio ou vídeo para publicação em nossas páginas, espaço que lhe foi gentilmente oferecido e que continua à sua disposição.,

Abaixo, link da matéria original e e-mail enviado à Assessoria de Imprensa da Coelba.

(https://www.bnews.com.br/noticias/principal/cidades/311396,coelba-descobre-gato-em-casa-de-vereador-de-paulo-afonso-desvio-e-de-r-17-mil.html)

Veja abaixo o texto do Email enviado a assessoria de inprensa da Coelba

Tribuna Mulungu tribunamulungu@gmail.com

Inauguração do Hospital Regional do Alto Sertão em Delmiro Gouveia

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Mota da Redação deste Blog -Enquanto isso em Jeremoabo com o ELEFANTE BRANCO nem respirador tem, aliás nem álcool e gases para desinfetar o umbigo dos recém nascidos possui.
Por falar em saúde , já que os profissionais da  saúde em Jeremoabo são desprestigiados, já que  não são reconhecidos pelo seu valor, inclusive tendo seus direitos  desrespeitados onde até a insalubridade é negada, aproveito para transcrever  algumas palavras do Prefeito Luiz de Deus após alta hospitalar do filho.
  Palavras de quem  sabe, entende de saúde e o valor que os profissionais de saúde são detentores:



"Hoje também tive outra alegria indescritível! Meu filho Tony teve alta da UTI Covid do HMPA! Só sabe a angústia que sente quem passa por esse momento... e eu não desejo para ninguém! Por isso peço a todos que se cuidem!

Eu não tenho como agradecer aos profissionais que estão nessas unidades de saúde que tratam o coronavírus, que abdicam de suas vidas para salvarem as dos outros. Que missão bonita vocês têm!

Vamos continuar lutando para vencer esse vírus que tem trazido tanta angústia para todos... vamos vencer!"

Inauguração do Hospital Regional do Alto Sertão em Delmiro Gouveia

http://www.agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/36140-inauguracao-do-hospital-regional-do-alto-sertao-em-delmiro-gouveia 

Hospital do Alto Sertão começa a funcionar nessa terça-feira em Delmiro Gouveia

https://correionoticia.com.br/noticia/cidades/hospital-do-alto-sertao-comeca-a-funcionar-nesta-terca-feira-em-delmiro-gouveia-/31/30362 

Deotap deflagra operação contra fraudes em contratos públicos

 em 22 jun, 2021 7:54.

O inquérito policial chegou aos integrantes da organização criminosa envolvida com o superfaturamento de diversos contratos (Foto: SSP/SE)

Investigadores do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) deflagraram nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 22, uma operação para investigar uma organização criminosa envolvida com o desvio de milhões de reais feito por empresas que celebram contratos com entes públicos, mediante fraude em licitações, preços superfaturados, lavagem de dinheiro e auferimento de ativos ilícitos oriundos dessas infrações penais.

As investigações do Deotap duraram sete meses, com informações da Promotoria de Justiça do Cidadão, Especializada na Defesa dos Direitos à Saúde. O inquérito policial chegou aos integrantes da organização criminosa envolvida com o superfaturamento de diversos contratos. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 18 endereços, quase todos em residências dos investigados e nas empresas envolvidas nas fraudes contra os cofres públicos.

As investigações detectaram indícios de crimes, entre as principais está a burla à lei de licitações, quando da realização de obras e serviços no imóvel situado na Avenida Augusto Franco, que ficou conhecido como Taj Mahal. O contrato estima que só nesse contrato, há perspectiva de desvio de quantia equivalente a R$ 7 milhões aos cofres públicos, apenas nessa obra, com um aditivo feito ao contrato sem licitação e sem respeitar as exigências previstas em lei.

A investigação preliminar revelou indícios de que os envolvidos relacionados praticaram crimes contra a Administração Pública, com claro propósito de enriquecimento ilícito. Com isso, os investigadores identificaram os verdadeiros beneficiários do esquema criminoso, uma vez que, aparentemente, os sócios da principal empresa investigada, seriam apenas “laranjas” dos reais proprietários.

Segundo o levantamento feito pela Polícia Civil, algumas das irregularidades contratuais são apontadas também em relatório de inspeção do Tribunal de Contas, que apontam que o contrato da SES com a empresa foi realizado contrariando o que está permitido em lei e indicando transmutação do objeto contratado e contratação de bens e serviços com preços superiores aos de mercado – sobrepreço e superfaturamento.

Segundo o Deotap, os investigados possuem vínculo de amizade e fazem parte de um mesmo grupo, hierarquicamente organizado e com tarefas divididas e bem definidas. Todos, inclusive, são representados pelo mesmo escritório de advocacia.

A Polícia Civil descobriu a realização de processo de contratação de bens e serviços com preços comprovadamente superiores aos de mercado. Ainda, a obstrução ao livre exercício de inspeções e auditorias determinadas pelo TCE por não atendimento à requisição de documentos constituindo infração à Lei Orgânica do Tribunal e do seu Regimento Interno.

Diante das irregularidades constatadas, a complexidade das obras e serviços de engenharia, a negação de fornecimento dos documentos solicitados e necessárias à conclusão dos trabalhos de auditoria foram relevantes para o cumprimento dos mandados de busca e apreensão. Os agentes e delegados procuraram computadores, documentos diversos como contratos, faturas, recibos, assim como eventuais objetos ou documentos necessários à prova das infrações, localizados no interior das residências, empresas e veículos dos investigados.

As investigações também descobriram que os sócios da empresa são pessoas utilizadas por terceiros para mascarar os verdadeiros gestores da atividade empresarial e, possivelmente, na tentativa de evitar responsabilidades civis e criminais decorrentes das atividades criminosas. A Operação está em andamento e ao final da operação, a delegada Thaís Lemos, diretora do Deotap, concederá entrevista sobre as investigações.

Fonte: SSP/SE

INFONET


Faroeste: MPF requer manutenção da prisão preventiva de Ilona Reis

por Claudia Cardozo / Mauricio Leiro / Mari Leal

Faroeste: MPF requer manutenção da prisão preventiva de Ilona Reis
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

O Ministério Público Federal (MPF) requereu pela manutenção da prisão preventiva da desembargadora Ilona Reis, no âmbito da Operação Faroeste. A subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, destaca que a manutenção da prisão preventiva é imprescindível para a normal colheita de provas, a garantia da ordem pública e a aplicação da lei penal, uma vez que estão demonstrados os indícios de autoria e a prova da materialidade delitiva. 

 

Ilona Reis foi presa temporariamente em dezembro de 2020, na sexta fase da Operação Faroeste, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Na sequência, houve decretação da prisão preventiva, tendo renovada pela Corte Especial do STJ.

 

A manifestação do MPF, nesse caso, se dá em atendimento ao artigo 316 do Código de Processo Penal, alterado pela Lei 13.964/2019, conhecido como pacote anticrime. O dispositivo determina que o magistrado deve, a cada 90 dias, reavaliar a necessidade da decretação da prisão preventiva. 

 

O prazo para nova reavaliação pela Justiça expira nesta terça-feira (22). O Supremo Tribunal Federal (STF), ao se debruçar sobre a questão, no entanto, fixou o entendimento de que a inobservância da reavaliação no prazo legal não implica revogação automática da prisão preventiva. Nesses casos, o Juízo competente deve ser instado a reavaliar a legalidade e a atualidade dos fundamentos da medida.

 

“Existem provas que Ilona Reis atua na prática habitual e profissional de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, numa formatação serial, estendendo-se por vários anos, em total abalo à ordem pública. Em outras palavras, constata-se, no caso concreto, indícios de reiteração delitiva em um contexto de corrupção sistêmica, o que coloca em risco a ordem pública”, afirmou Lindôra Araújo.

 

À época do cumprimento das medidas cautelares em endereços vinculados à denunciada contra Ilona Reis, foram encontrados documentos indicando depósitos em espécie e fracionados, em período contemporâneo aos fatos investigados, indicando possível mecanismo de lavagem de dinheiro para dissociar a origem criminosa dos recursos. 

 

“Além de terem sido encontrados arquivos no computador de Ilona Reis, contendo peças processuais do seu operador Marcelo Junqueira, foi descoberto em seu poder veículo com placa policial adulterada, a estampar estratégia de se ocultar do sistema de defesa social, movimentando-se pela capital baiana, sem possibilidade de rastreamento”, complementa Lindôra Araújo. 

 

A magistrada também está sendo investigada pelo Conselho Nacional de Justiça, por possível descumprimento de decisão daquele colegiado com a finalidade de atender os interesses criminosos de Adaílton Maturino, apontado como chefe do esquema.

Bahia Notícias

Faroeste: MPF pede prisão de homem acusado de pedir propina em nome de juiz preso

Faroeste: MPF pede prisão de homem acusado de pedir propina em nome de juiz preso
Foto: Reprodução / Instagram

O Ministério Público Federal (MPF) requereu a conversão da prisão temporária em preventiva de Luiz Carlos São Mateus, acusado de pedir propina em nome de um magistrado que está preso desde o ano passado, e investigado no âmbito da Operação Faroeste. O pedido foi feito em manifestação encaminhada nesta segunda-feira (21) ao ministro Og Fernandes, relator da Operação Faroeste na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Segundo o MPF, o homem é investigado pela prática de corrupção e lavagem de dinheiro num cenário de cobrança e recebimento de vantagens indevidas pela venda de decisões judiciais, em benefício de um grupo empresarial. Segundo a Polícia Federal, mesmo após sete fases da Operação Faroeste, o investigado permanecia em atividade criminosa no recebimento de propina e potencial lavagem de dinheiro em nome do magistrado, além de se colocar como negociador de vacinas contra a Covid-19. 

 

O valor solicitado seria de aproximadamente R$ 2,2 milhões. Especificamente sobre os fatos relacionados à comercialização de vacinas, o MPF requer a continuidade da investigação na primeira instância, por não se tratar de pessoa com prerrogativa de foro junto ao STJ.

Bahia Notícias

Operação Faroeste: Desembargadora Lígia Ramos usará tornozeleira eletrônica


por Cláudia Cardozo

Operação Faroeste: Desembargadora Lígia Ramos usará tornozeleira eletrônica
Foto: Divulgação

A desembargadora Lígia Ramos, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), usará tornozeleira eletrônica. O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogou a prisão preventiva imposta à desembargadora em dezembro de 2020, na 7ª fase da Operação Faroeste (saiba mais). A revisão da prisão preventiva foi proferida na tarde desta segunda-feira (21).

 

No despacho, o ministro também autorizou a desembargadora a ter acesso ao gabinete que ocupava no TJ-BA, “a fim de acessar documentos eventualmente úteis à sua defesa”, e suspendeu o prazo das defesas para apresentação de resposta à acusação. 

 

Ao revogar a prisão preventiva, o ministro fixou outras medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal (CPP), previstas no artigo 319, como proibição de se ausentar da comarca (inciso IV) e monitoração eletrônica (inciso IX). A defesa da desembargadora afirma que a revogação não é decorrente de delação premiada.

Bahia Notícias

Senado discute reajustes dos preços dos planos de saúde

 

Senado discute reajustes dos preços dos planos de saúde
Foto: Reprodução / Agência Senado

A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização, Controle e Defesa do Consumidor (CFTC) do Senado Federal promoveu uma audiência pública para discutir a situação da saúde suplementar no Brasil e desafios à melhoria da prestação dos serviços privados neste campo no país.

 

De acordo com a Agência Brasil, representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informaram que há 669 operadoras e 17.692 planos, com 48,1 milhões beneficiários. Destes, 93% são regulamentados e 6,8% não regulamentados; 68% são coletivos empresariais, 19% são individuais familiares, 13% coletivos por adesão; 95% com cobertura ambulatorial e hospitalar e 4% ambulatorial.

 

Dos 18 mil planos disponíveis para contratação, 53% são empresariais, 22% são individuais e 25% são por adesão. Ainda conforme a ANS, de 2010 a 2021, a quantidade de planos em 2021 está quase no mesmo patamar de 2010. Os planos sofrem variações nos valores tanto pela mudança de faixa etária quanto pelos reajustes anuais.

 

O presidente da Associação Brasileira de Auditores em Saúde (AUDIF), Alexander Jorge Saliba, criticou a atuação da ANS, argumentando que ela levou a uma concentração de mercado. Antes da criação da agência, continuou, havia mais de 4 mil seguros-saude, enquanto hoje o número está em 617. Esse cenário, declarou, vai levar a um número maior de beneficiários presos a um número menor, o que é ruim para o consumidor.

 

Sobre os reajustes de preços, Saliba avaliou que há um problema de como compatibilizar a utilização com o pagamento. “Os valores que hoje são reajustados são muito altos porque as operadoras precisam melhorar o seu ganho para pagar o que está sendo utilizado. Só que neste meio, temos problema das administradoras de benefício que ficam com 15% dos valores dos contratos que não têm função nenhuma, são intermediários. Isso precisaria ser revisto”, defendeu.

 

A diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente, destacou que há uma busca maior por planos de saúde, mesmo em um contexto de crise econômica e aumento do desemprego. Ela citou uma pesquisa realizada pelo Vox Populi em 2021, segundo a qual, o índice de satisfação com os planos de saúde foi o maior dos últimos anos, enquanto o índice de insatisfação foi o menor, de 14%. E entre as pessoas descontentes, 5% citam preço e mensalidade como problema.

 

“O que operadoras fazem é cumprir regras. Relação contratual com empresa está protegida em um mercado livre e existe mecanismo da portabilidade. Quem não está satisfeito pode migrar”, disse a diretora executiva da FenaSaúde.

 

O analista do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Matheus Zuliane Falcão, sublinhou o fato de que os aumentos de planos coletivos, sem uma regulação mais forte, foram superiores aos dos planos individuais. Ele pontuou que a lei faculta à ANS o estabelecimento de regras para o reajuste dos planos coletivos, mas a agência não atua neste segmento.

 

Ele rebateu o argumento de que os planos coletivos deveriam ser deixados em uma livre negociação entre empresas contratantes e operadoras. “O Idec fez pesquisa em que analisava que nos últimos cinco anos os reajustes das empresas mais reclamadas por consumidores. O reajuste médio por essas operadoras estava em 11,28%, maior do que os reajustes dos planos individuais, que foi de 8,14%. Existem muitas evidências de que este poder de barganha das empresas não existe”. 

 

O presidente da CTFC, senador José Reguffe (PODEMOS-DF), observou que há preocupações em torno do aumento dos valores dos planos. “Considero importante que se faça reflexão sobre modelo atual. É difícil que consumidor consiga um plano individual, e ele é obrigado a consumir o coletivo, onde ele não tem garantia da renovação deste contrato. Quando um membro tem um câncer o contrato não é renovado ao fim do ano”, disse.

Bahia Notícias

PF investiga desvio de R$ 2,5 milhões do Ministério do Trabalho


PF investiga desvio de R$ 2,5 milhões do Ministério do Trabalho
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22), uma nova fase da Operação Registro Espúrio, que apura suposto esquema de ocultação de bens obtidos por meio de fraudes em registros sindicais no Ministério do Trabalho. Agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão.

 

A investigação aponta desvio de mais de R$ 2,5 milhões do Ministério do Trabalho por um representante sindical. A Polícia Federal também apurou que ele teria usado a companheira para ocultar bens e valores.

 

Os envolvidos vão responder pelo crime de lavagem de dinheiro e a pena pode chegar a 10 anos de prisão.

Bahia Notícis

Faroeste: Em mensagens, desembargadores falam em impedir eleição de Jatahy

por Cláudia Cardozo

Faroeste: Em mensagens, desembargadores falam em impedir eleição de Jatahy
Foto: Divulgação

O desembargador Gesivaldo Britto, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em conversas com o desembargador José Olegário Monção Caldas, afirmou que não poderiam perder o comando da Corte. A conversa foi capturada pelo Ministério Público Federal, no curso das investigações originadas na Operação Faroeste e consta no pedido de renovação da prisão da desembargadora Ilona Reis (veja aqui).

 

As mensagens foram trocadas entre os desembargadores no dia 2 de novembro de 2019, nas vésperas da eleição que ocorreria e da deflagração da 1ª fase da operação, que culminou com o afastamento dos magistrados.

 

Na conversa, Gesivaldo afirma que se submete à vontade do grupo e que precisariam se prevenir contra o desembargador Jatahy Fonseca “em futuro não muito longínquo”. “Esse cidadão não pode, em hipótese alguma, presidir a Corte!!!”, escreveu.

 

Antes, Olegário perguntou a Gesivaldo se ele teria o ligado no dia anterior e que estava às ordens. Também perguntou se o desembargador apagou sem querer as mensagens e que, “quanto mais desmontarmos os de lá, com a desembargadora, causa perda e embaraços para eles”.

 

Gesivaldo assume que estava apagando mensagens mais antigas e que a de Olegário “foi no meio”. A desembargadora em questão era Dinalva Laranjeira. Gesivaldo diz que ela “desgostou” dele por ter tirado o cargo do genro dela, “que já é concursado e não quer porra nenhuma, não trabalha, falava mal da administração e dizia que ninguém tirava ele... e eu tirei!!!”. Ele também diz que não sabia se Olegário sabia disso e que ela não merece a mínima confiança por ser “subordinada a Jatahy e a Mario Alberto... você é quem sabe, certo?”.

 

Nisso, Olegário responde que sabia, mas pontua que eles a envolveram no esquema, e que se ela “faz uma declaração pública e todos ficam sabendo que mudou de lado”. Foi nesse contexto que Gesivaldo afirmou que, em hipótese alguma, Jatahy poderia vir a se tornar presidente do TJ-BA.

 

Para o MPF, é nítido que havia destruição de conversas de WhatsApp e que havia uma possível atuação contrária da desembargadora aos interesses da organização criminosa formada para vender sentenças sobre uma disputa de terras no oeste baiano. O grupo é encabeçado pelo “quase-cônsul” da Guiné Bissau, Adailton Maturino. 

Bahia Notícias

“Brasil tenta aprovar o distritão, pior sistema eleitoral do mundo”, diz cientista político

 Publicado em 22 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Jairo Nicolau

Jairo Nicolau há está cansado de assistir a essa discussão

Adriana Ferraz
Estadão

Desde 1998, quando participou pela primeira vez de uma comissão criada pela Câmara dos Deputados para debater reforma política, o pesquisador Jairo Nicolau se vê diante da proposta de o Brasil trocar seu atual sistema eleitoral, que hoje funciona de forma proporcional, pelo chamado distritão. “Mas é inacreditável que o Brasil, numa hora dessas, com tantos desafios, esteja tentando aprovar o pior sistema eleitoral do mundo”, disse, em entrevista ao Estadão.

Para Nicolau, fora a simplicidade do modelo (no distritão são eleitos os deputados mais votados por Estado, descartando-se os votos na legenda), não há qualquer virtude na troca. “Não fortalece partidos, não aumenta a legitimidade eleitoral, não torna as eleições mais baratas. Só beneficia os políticos que o defendem.”

Nicolau avalia ainda que temas como sistema eleitoral, voto facultativo e candidatura avulsa – todos atualmente em debate – deveriam ser tratados por uma Assembleia Constituinte e com participação popular, o que não é o caso das discussões de agora na Câmara.

O Brasil precisa de uma nova reforma político-eleitoral?
Todo país pode discutir suas instituições, seu pacto social. O Chile está passando por isso, é natural. Mas não pode ser feito dessa forma, com deputados que não são especialistas no tema, sem audiências públicas e com essa agenda. Os temas tratados são dignos de uma Constituinte. E olha que as Constituintes de 1946 e 1988 não mexeram em nada disso, mantiveram a representação proporcional, a desigualdade da representação dos Estados na Câmara, o voto obrigatório. São escolhas que têm a ver com a nossa cara como democracia, como República.

O distritão também voltou a ser cogitado. Qual sua opinião?
É o tipo de solução para um problema que ninguém apresentou. Preferência por sistema eleitoral não é como preferência por um tipo de filme. Eu gosto de western, outros gostam de filme romântico. Não é assim que funciona. Vamos agora entrar no sistema de comédia pastelão? A gente tem uma escolha institucional que pode não estar funcionando, mas, dentro do cardápio de sistemas eleitorais testados no mundo, esse ou aquele são soluções para resolver tal problema. E o distritão resolve qual problema?

Uma das alegações é a de que é um sistema mais simples.
Sim, OK, é um sistema mais simples, mas o sistema proporcional funciona desde 1945. Todas as legislaturas da Câmara antes, durante a ditadura e depois foram eleitas nesse modelo. Quantas vezes algum deputado reclamou da complexidade? Cada um faz as suas contas e nunca o tema da simplicidade apareceu. E por quê? Porque fora a simplicidade não há nenhum tipo de virtude no distritão. Não fortalece partidos, não aumenta a legitimidade eleitoral, não torna as eleições mais baratas. Só beneficia os políticos que o defendem.

Os partidos seriam prejudicados com essa troca?
O cenário é tenebroso do ponto de vista partidário. O distritão estimula o hiperindividualismo político, o que é péssimo. O deputado passa a ter grande autonomia, pode negociar apoio direto com o presidente, com suas bases, sua igreja. Tudo isso sem depender de partidos, de colegas. Esse, sim, pode ser o primeiro passo da candidatura avulsa. Vão querer copiar o modelo do Chile, mas o modelo de lá é para uma Constituinte.

Que foi instalada por pressão popular…
Sim. Aqui não temos nada disso. Essa reforma não tem base em nenhum movimento popular ou partidário. Nenhum partido tem posição clara sobre sistema político-eleitoral. Aí, chega lá uma meia dúzia de deputados interessados nessa engenhoca, nesse retrocesso que é o distritão, e conseguem empurrar essa troca no meio de uma tarde chuvosa em uma votação relâmpago. Aprova-se essa aventura e depois joga a decisão para o Senado.

O senhor vê possibilidade de a proposta ser aprovada?
Desde que me entendo por cientista político, isso em meados de 1998, participo de todas as comissões organizadas na Câmara para estudar reforma político-eleitoral. Em geral, elas não vão muito longe, mas a última, quando não esperava nada, aprovou o fim das coligações proporcionais. Nunca acreditei que as coligações um dia iriam acabar. Até hoje não sei como aprovaram. A Câmara tem uma obsessão por reforma política. Estou preocupado porque pode ser um passo atrás, um atraso completo.

Depois de aprovar o fim das coligações e a cláusula de barreira, mexer nas regras de novo seria um erro?
Com o fim das coligações demos um passo muito importante para termos um sistema mais eficiente, com um quadro mais enxuto de partidos. E olhe, estamos vendo já um movimento esperado por essa reforma: veja que o deputado Marcelo Freixo e o governador Flávio Dino anunciaram que estão indo para o PSB, que virou a bola da vez. O PSD se incorporou também, assim como o PSDB também vai. Os partidos menores vão penar porque vão ficar sem recursos. A última reforma é boa. Nunca esperei isso, mas é. Cláusula de desempenho e fim das coligações. Estamos no melhor dos mundos. É preciso deixar decantar essas reformas para que elas produzam os efeitos desejados.

O senhor já disse que o distritão é o pior sistema do mundo. Por quê?
Foi feita uma consulta a cientistas políticos do mundo inteiro – fiz um artigo sobre isso – para classificar os sistemas eleitorais. O distritão foi o mais rejeitado. É um sistema do século 19, temos de ser enfáticos no retrocesso que significaria. O único país relevante que usa é o Iraque. Não precisa falar mais nada, é um país onde não há partidos. E aqui existe essa obsessão pelo pior sistema eleitoral do mundo numa hora em que esse debate não está sendo feito com a sociedade, com a academia e nem sequer com os partidos, que estão preocupados é com 2022.

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