sexta-feira, junho 18, 2021

Ao se envolverem com teorias conspiratórias, os Imbecis ganham seus 15 minutos de fama


Segundo James Fetzer, ataques foram uma encenação para enganar o povo. (Foto: Steve Ludlum/The New York Times)

Ataque a Torres Gêmeas deram origem a várias teorias

Eduardo Affonso
O Globo

Quase 50 anos separam as declarações de que as redes sociais dariam voz a uma legião de imbecis e que chegaria o dia em que todos teriam seus 15 minutos de fama. Teria Andy Warhol vislumbrado a internet e a cultura dos conspiracionistas? Ou pensava apenas nas subcelebridades instantâneas e deu a deixa para Umberto Eco ampliar o escopo da profecia, de modo a incluir a infâmia?

A palavra “imbecil”, em sua origem, designava “o que não se aguenta de pé”. Por extensão, foi aplicada aos tolos, àqueles cujas ideias não se sustentam. Isso antes de o insustentável ganhar fama e um megafone virtual para apregoar suas elucubrações.

TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO – A verdade pode ser enunciada de forma límpida. A mentira, para convencer, precisa ser cheia de cantinhos. Daí as teorias da conspiração serem tão elaboradas: quanto mais estapafúrdias, mais poderosas. Elas consistem num sistema dotado de razoável coerência, em que se estabelece um encadeamento lógico entre (falsas) causas e (discutíveis) consequências — ou vice-versa.

E são tão caras aos imbecis por lhes dar a ilusão de deter conhecimento — diferentemente do pensamento mágico, que não exige muita coordenação motora dos neurônios. O até então in bacillum (literalmente, “sem cajado”) se sente apoiado por um arremedo de razão.

O Sapiens — ensinou Yuval Harari — é capaz de se unir em tribos graças à ficção partilhada. A conspiração tem o mesmo propósito: congregar os imbecis em torno de coisas “que só eles sacaram”: a Nova Ordem Mundial, a Big Pharma, os reptilianos, a existência de fascistas no armário e de comunistas embaixo da cama.

OS ANTIVACINAS – Algumas conspirações são inócuas (o terraplanismo, os teóricos dos antigos astronautas), mas é por causa dos “antivax” que sarampo e poliomielite — quase erradicados — estão voltando.

E que a Covid-19 faz mais vítimas do que seria de esperar numa época em que se sabe tanto de virologia e infectologia. Negar a doença continua sendo o mecanismo de defesa preferido por quem não consegue lidar com a angústia que ela provoca.

Há hoje excesso de informação e escassez de compreensão. Sabemos que o cientista tem crenças e expectativas — por isso, experimentos precisam ser replicáveis e estudos passam por revisão. Há um método, que valida — ou não — o que a ciência produz.

NOTÍCIA FALSA – O imbecil tem ligação emocional com a conclusão. Tudo é arquitetado para confirmar sua hipótese. O que não convém é adulterado ou descartado.

Quem cria notícia falsa ou teoria conspiratória desconstrói os fatos e os rearranja numa narrativa que lhe seja favorável. Quem compartilha — sem verificar as fontes — tem consciência, intimamente, dessa falsidade. Acredita na mentira que é de seu interesse. Desmascarado, cria nova conspiração contra os mecanismos de checagem de conteúdo.

A internet, segundo Eco, “promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade” — do seu simulacro de verdade, agora com audiência amplificada. Resta saber quanto tempo ainda vão durar — e a que custo — esses 15 minutos de fama.


Em clima de campanha, Bolsonaro exibe camiseta eleitoral e elogia seu ‘candidato’ ao STF

Publicado em 18 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

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Está escrito na camisetas: “É melhor Jair se acostumando”

José Maria Tomazela
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro fez um agrado ao ministro da Advocacia-Geral da União, André Mendonça, durante cerimônia de entrega de títulos a assentados e ocupantes de terras da União em Marabá, no Pará, nesta sexta-feira, 18. Mendonça é postulante a ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

O advogado-geral da União, que é paulista de Santos e não tem ligação com a pauta do evento, participava de forma discreta, sentado à frente do palco, até ser citado pelo presidente. O clima da cerimônia era de campanha também do próprio Bolsonaro à reeleição. Ovacionado, o presidente exibiu uma camiseta com os dizeres “É melhor Jair se acostumando Bolsonaro 2022”.

COMITIVA EVANGÉLICA – Na abertura de seu discurso, Bolsonaro pediu que Mendonça ficasse em pé. “Temos um ministro que é pastor evangélico, o prezado André Mendonça”, disse. Em 2019, o presidente afirmou que, dos dois ministros que indicaria para o STF, “um deles será terrivelmente evangélico”.

Mendonça está trabalhando intensamente pelo posto, articulando a indicação inclusive entre senadores, que precisam aprovar o nome escolhido pelo presidente. A vaga pretendida por Mendonça é a do ministro Marco Aurélio Mello, que se aposenta no início de julho.

Em seguida, Bolsonaro elogiou o pastor evangélico Silas Malafaia, que também fazia parte da comitiva. “Deixei para citar por último uma pessoa que me é muito grata, que não me defende, fala a verdade. É o pastor Silas Malafaia, homem de fé que, além de ter Deus no coração, o tem nas cores verde e amarela.”

ARTILHARIA PESADA – Malafaia desaprovou publicamente o encontro realizado entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, líder nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência em 2022, com o bispo primaz da Assembleia de Deus de Madureira, Manoel Ferreira, ensejando um possível racha entre os evangélicos.

Apontado como novo guru do presidente, o pastor Malafaia prometeu “artilharia pesada” contra o petista. Chamado a falar no evento, sem citar Lula, ele atacou: “Corrupto, bandido que saqueou esse país não vai mais enganar o povo brasileiro. Roubaram milhões, esses são os verdadeiros genocidas”.

Durante seu discurso, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, entregou ao presidente duas camisas com as cores do Brasil, uma delas presenteada pela localidade de Quatro Bocas, no Pará, e outra, por “outro grupo”, nas palavras de Guimarães, com os dizeres: “É melhor Jair se acostumando – Bolsonaro 2022”. Ele pegou as camisas, mostrou à plateia e entregou a um assessor.

REFORMA AGRÁRIA – Bolsonaro chegou a Marabá na companhia da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, além do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Geraldo Melo Filho. No evento, ele e a maioria dos integrantes de sua comitiva, além de parte do público presente, não respeitaram o distanciamento, necessário devido à pandemia, e não usaram máscaras. Bolsonaro contribuiu para aumentar a aglomeração, pedindo a retirada da “cerquinha”, para que o público se aproximasse do palco. Havia caravanas de todo o estado, levadas por prefeitos e políticos. 

Parlamentares evangélicos, o senador Zequinha Marinho (PSC-PA), os deputados paraenses Éder Mauro e Joaquim Passarinho, ambos do PSD, Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) e o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), fizeram parte do evento.

ATAQUE AO MST – Durante a entrega de 50.162 títulos definitivos a provisórios, contemplando assentados da Reforma Agrária, mas também ocupantes de terras públicas – entre eles muitos apontados como grileiros – o presidente disse ue está dando segurança para quem trabalha na terra.

“Dessa forma, cada vez mais nós afastamos as atividades nefastas do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), porque a propriedade privada é sagrada.”

Ele voltou a criticar “a sanha ditatorial” de governadores que decretaram lockdown e outras medidas restritivas para conter o avanço da pandemia da covid-19, dizendo que “tiraram o sustento dos mais humildes”, enquanto “esse presidente que vos fala não fechou um botequim sequer”. Bolsonaro lembrou ter criado o auxílio emergencial e admitiu que a volta da inflação é um desafio. “Temos um problema de inflação? Temos, mas se o homem do campo não tivesse trabalhado (durante a pandemia), teríamos desabastecimento, que é muito pior.”

TERRAS PÚBLICAS – Embora a maioria dos títulos definitivos entregues pelo presidente beneficiem assentados da reforma agrária, mais de dois mil atenderam ocupantes de terras públicas, que ambientalistas apontam como grileiros. uitas dessa áreas foram desmatadas e queimadas – há mais de uma década o Pará está entre os Estados que mais desmatam a Amazônia.

Defensores da reforma agrária, como Maria Cazé, da coordenação nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), afirmam que a titulação das terras deveria ser acompanhada de políticas de apoio ao pequeno agricultor.

“O governo atual destruiu todas as políticas públicas de apoio à agricultura camponesa e à produção de alimentos”, disse.

Medicina não é mercadoria de troca e venda para ser encontrado em feira livre

 


Nessa sexta-feira, final de semana frio, quando estava planejando degustar um  Casillero del Diablo recebo um Plint com a seguinte mensagem, concernente a arrogância, aa fasta de gestão, a falta de humanisto que se apoderou da adminsitração municipa de Jeremoabo.

"Até onde chegou a saúde de Jeremoabo? Jeremoabo antes era referência e grandes médicos da região sonhavam trabalhar no município. Entre eles, Dr Ronaldo, Luís Carlos e etc. Vaga de médico em Jeremoabo era sinônimo de disputa, nos dias de hoje é de desespero. Gestão sem credibilidade, gestão de arrogância, gestão que humilha, não é gestão. Só temos a lamentar . Quem já foi o hospital de JEREMOABO, tínhamos do cirurgião ao pediatra."

Antes de mais nada sugiro aos responsáveis pela saúde do povo de Jeremoabo, principalmente daqueles mais humildes, que tenham humildade e consciência, apelem para o bom senso, para responsabilidade e peçam socorro ao Dr. Jorge, Dr, Luizinho, a filha de Dra. Zenaide e outros médicos filhos de Jeremoabo, que pelo menos durante esse período da pandemia, socorram a saúde de Jeremoabo que encontra-se vegetando na UTI.

Procurem entender que a medicina é  uma ciência acima das outras, muito pela nobreza de suas ações expressadas na luta incessante pela preservação do bem maior do ser humano - a saúde, portando não se trata de uma mercadoria que encontra-se em qualquer feira livre.

O médico é para ser respeitado, bem tratado, e não para levar " esporro" de quem quer que seja, "eles querem estar em qualquer lugar desde que tenham condições mínimas de trabalho e a certeza de que serão remunerados ao final de cada mês para que possam no mínimo comer, pagar suas contas de luz, água e aluguel. Vocês concebem cozinhar sem panela ou sem fogo? É a mesma coisa de se examinar um paciente sem maca, sem estetoscópio, sem aparelho de pressão. Nem ouso falar de Ultrasom, raio X ou laboratório, que transformariam os paupérrimos postos de saúde, Brasil afora, numa espécie de Sírio Libanês dos sertões.

Não se brinca com Medicina. Não se pode fazer dela mercadoria de troca, muito menos usá-la como emblema para interesses políticos. Saúde é algo suprapartidário, portanto não pode entrar em discussões mundanas de políticas torpes. Saúde está acima de qualquer interesse de siglas e deve estar sempre em primeiro plano nos desígnios governamentais ao lado e de mãos dadas com a Educação.(Carlos Eduardo Leão é médico e cronista)


Rodrigo Maia não tem espaço com PT e fez a escolha errada, ao apoiar Lula precocemente

Publicado em 18 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Imagem da Matéria

Charge do Gilmar (arquivo Goole)

Merval Pereira
O Globo

O deputado Rodrigo Maia é um típico exemplo de político que nunca foi popular, nunca teve grande votação – tem sido eleito com pouca folga – mas ao contrário dos políticos populares, é um grande articulador de bastidores.

Mostrou isso claramente na Câmara, onde foi eleito presidente várias vezes e tinha controle absoluto sobre o plenário. Mas perdeu a mão no final.

FICOU SEM RUMO – Quando o STF impediu que se candidatasse mais uma vez à presidência, demorou a escolher o sucessor, quis impor uma escolha pessoal, como se pudesse ainda controlar as bancadas. Isso fez com que saísse do DEM, onde perdeu a liderança dentro do partido e brigou com ACM, seu amigo há muitos anos. Hoje, está sem rumo, não tem importância de voto que faça com que as legendas o procurem.

Tem boa representatividade na sociedade civil e nos empresários, não sei até que ponto isso é interessante para Lula. Acho que pode acabar ajudando nessa questão, mas tenho dúvidas de que desempenhe papel importante na campanha e mais ainda num futuro governo Lula. Não vejo muita chance de Maia aparecer num esquema do PT, que é muito fechado.

OPÇÃO ERRADA – Se partir para apoiar Lula, vai ter uma redução de prestígio. Teria mais força dentro de um governo Doria, ou poderia também apoiar o Mandetta, se este sair do DEM.

Talvez a polarização entre Lula e Bolsonaro ajude o surgimento de uma terceira via, pois quem não tem opção, vai ter que criar uma; não só os eleitores, mas também os políticos, e então poderia se criar consenso em torno de um nome alternativo que tenha condições vencer os dois.

ESTÁ DIFÍCIL – Pode ser uma chance de união de grupos de centro, centro-direita e centro-esquerda em torno de um nome. Vejo Mandetta muito forte nesta condição de terceira via capaz de unir.

Ciro Gomes não une tanto, sua história política é muita confusa. Já esteve no PSDB, na ARENA, agora está na esquerda, já esteve junto com Lula e agora são adversários. Uma figura como Mandetta pode ter condições de unir políticos e eleitores.

Mas será difícil para ele dentro do DEM, que aparentemente está se aproximando de Bolsonaro.

Após parecer do MP, governo diz que não prevê recursos da Bahiatursa para lives juninas

por Jamile Amine

Após parecer do MP, governo diz que não prevê recursos da Bahiatursa para lives juninas 
Foto: Rosilda Cruz/SecultBa

Após recomendação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), condicionando o apoio da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa) a lives juninas ao cumprimento “de normas de gestão de recursos públicos e de segurança sanitária durante a pandemia da Covid-19” (saiba mais), o governo da Bahia descartou qualquer investimento do órgão voltado à realização de eventos virtuais para marcar as festividades tradicionais.

 

Ao Bahia Notícias, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou que “não há recurso previsto para realização de lives juninas pela Bahiatursa”. A Secom destacou ainda que o documento emitido pelo MP-BA trata de uma recomendação, e não de uma obrigatoriedade. “O MP não está determinando (até porque não pode fazer isso) que a Bahiatursa realize este investimento. Só recomenda que, caso haja investimento, que seja de acordo com as normas sanitárias”, pontua. Em 2020, o órgão, no entanto, desaconselhou que prefeituras contratassem artistas para lives (relembre aqui e aqui).

 

Com a proibição dos shows presenciais e sem aportes financeiros como o da Bahiatursa - órgão responsável por boa parte do apoio do governo estadual a eventos como o Carnaval e festas juninas - para apresentações online, muitos forrozeiros amargam o segundo São João em situação delicada. 

 

Em abril deste ano, diante da previsão de que os festejos seriam cancelados novamente, alguns artistas relataram a conjuntura dramática do setor e cobraram “sensibilidade” do poder público na implementação de políticas compensatórias (relembre).

 

“Está havendo um grande descaso com a cultura de todos os lados. Eu não imaginei que os nossos governantes ficassem tão apáticos perante a parte cultural”, disse Zelito Miranda, à época, destacando ainda a importância do São João, enquanto patrimônio do Nordeste e do Brasil. “Tem raiz, tem um cabedal, tem uma história pra contar. É uma festa completa, tem tudo, comida, bebida, reza, santo, novena... O ciclo junino é muito rico culturalmente”, pontuou. 

 

Sem deixar de levar em consideração a gravidade da pandemia e a necessidade de obedecer aos protocolos estabelecidos pela comunidade científica, o forrozeiro cobrou ações efetivas para apoiar os profissionais. “Nós vamos torcer e pedir juízo a esses governantes, que eles deem atenção a essa questão, porque, claro e evidente, a gente não pode passar dois anos de São João sem faturamento, sem trabalhar. Tudo bem, a gente segura um ano, um ano e meio, mas acredito que ninguém aguenta mais. A real é essa, está barra pesada”, declarou, admitindo como solução paliativa a adaptação das festas para o online. “Eu acho que tem que ter esse mundo virtual e o Estado e as prefeituras não podem mais ficar esperando para entrar nesse mundo virtual, porque é a arma que nós temos nesse momento”, afirmou. 

 

Targino Gondim, por sua vez, classificou como “aterrador” o cenário, diante do segundo ano consecutivo de festas juninas canceladas. “Existem muitos, inúmeros artistas no Brasil todo e aqui na Bahia, que já sofrem durante esse tempo todo sem nenhum pouco de receita, só pedindo ajuda e sendo ajudado de diversas formas, mas sem nenhum tipo de dignidade, sem condição de exercer seu trabalho, sua profissão. E agora com essa notícia de cancelamento de São João, isso é horrendo”, avaliou. 

 

A questão também tem preocupado prefeitos baianos. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Salvador FM, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Zé Cocá, disse que a entidade já vinha buscando respostas. "Os cantores, principalmente os cantores regionais, têm passado por sérias dificuldades. Nós fizemos uma solicitação à Bahiatursa, para que  houvesse o apoio do São João virtual, para que a gente, no mínimo, conseguisse ajudar esses cantores. Mas a Bahiatursa não vai conseguir financiar. A maioria dos municípios da Bahia não tem estrutura financeira para bancar um São João virtual. Então estamos brigando junto ao governo federal e ao governo do estado para que a gente apoie esses artistas", relatou.

 

"A gente sabe que o governo do estado tá vivendo sérias dificuldades, porque a receita caiu nos municípios e caiu no estado. Mas seria um grande suporte nesse momento. Imagina um município pequeno, que gastava R$ 50 mil, R$ 100 mil no São João, que arrecada R$ 1 milhão. Ele não tem condições de dar esse suporte. Historicamente a Bahiatursa que vinha cumprindo com esse repasse ano a ano. Então os artistas estão pressionando os prefeitos, e os prefeitos não têm a receita pra fazer o evento sem o suporte da Bahiatursa. Eu acho que era importante esse financiamento, ia nos ajudar muito, mas o governo do estado, através da Bahiatursa, nos informa que não tem orçamento para a realização das lives", completou o prefeito de Jequié.

 

Apesar do anúncio de que não haverá investimento específico da Bahiatursa para a data, a Secom apontou como ações do governo neste sentido o Festival de Economia Solidária São João da Minha Terra, promovido pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), em formato virtual; e o Prêmio de Preservação dos Bens Culturais e Identitários da Bahia - Emília Biancardi, executado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), dentro do Programa Aldir Blanc Bahia, com apoio a 63 projetos que contemplam desde forró tradicional a quadrilhas juninas. 

Bahia Notícias

'Terceiro Turno': Desvios fraternos (e milionários) no Extremo Sul baiano

 

'Terceiro Turno': Desvios fraternos (e milionários) no Extremo Sul baiano
Arte: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias

A Operação Fraternos, dedicada a investigar desvios de recursos nas prefeituras de Eunápolis, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, chegou a outro patamar nesta semana: as prisões dos ex-prefeitos Robério Oliveira (Eunápolis) e Claudia Oliveira (Porto Seguro). O casal conseguiu um habeas corpus no dia seguinte, mas não sem antes passar por presídios.

 

Eles, o ex-vice prefeito de Porto, Beto Axé Moi, e três empresários foram alvo de prisão preventiva, acusados de participar de um esquema de fraudes em licitações públicas, com desvios que somam R$ 11 milhões. Com isso, os novos desdobramentos incluíram ainda o afastamento do prefeito Agnelo Santos, irmão de Claudia, da Prefeitura de Cabrália.

 

Diante da repercussão do caso, as jornalistas Jade Coelho, Ailma Teixeira e Mari Leal explicam o esquema denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) no episódio 82 do Terceiro Turno.

 

Com edição de Paulo Victor Nadal, o podcast está disponível no nosso site todas as sextas-feiras, sempre às 8h10, e nas principais plataformas de streaming: SpotifyDeezerApple PodcastsGoogle PodcastsCastbox e TuneIn.

'Aqui tem governo e lei será respeitada', diz Rui sobre moto-carreata pró-Bolsonaro

'Aqui tem governo e lei será respeitada', diz Rui sobre moto-carreata pró-Bolsonaro
Foto: Reprodução / Facebook

"A Bahia tem decreto e restrição de aglomeração". Foi assim que o governador Rui Costa (PT) respondeu um seguidor ao ser questionado sobre uma "moto-carreata" de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. A fala foi feita durante transmissão ao vivo do Papo Correria, no início da semana.

 

"Nós adotaremos as medidas necessárias a evitar aglomeração. Posso dizer que aqui tem governo e não terá imagens que vi em outros estados, de motos sem placa e coberta. Aqui a lei será respeitada", completou Rui Costa.

 

Prevista para o dia 2 de julho, feriado que marca a Independência da Bahia, uma carreata com motociclistas deve ser realizada em Salvador (leia mais aqui). A organização do evento convidou o presidente da República, mas sua presença não foi confirmada.

 

No último sábado (12), Bolsonaro participou de um evento similar no estado de São Paulo e conduziu um comboio, sem máscara, com milhares de motociclistas que o apoiam.

Bahia Notícias

Após saída do PCdoB, Flávio Dino confirma ida ao PSB e filiação será na terça-feira

Após saída do PCdoB, Flávio Dino confirma ida ao PSB e filiação será na terça-feira
Foto: Divulgação PCdoB

Após anunciar pedido de desfiliação do PCdoB, nesta quinta-feira (17), o governador do Maranhão, Flávio Dino, confirmou nesta sexta (18) que se filiará ao PSB na próxima semana.

 

Dino anunciou que o pedido de filiação foi intermediado pelo presidente do partido, Carlos Siqueira, e o ato será na terça-feira (22), às 11h, junto com o deputado federal Marcelo Freixo, que já havia divulgado sua migração para o PSB (leia mais aqui).

 

No dia anterior, o governador afirmou que seguirá se dedicando à tarefa de construção de “uma grande Frente da Esperança”, sendo esta ”um vetor decisivo para um novo ciclo de conquistas sociais para o Brasil”. Ao partido, desejou ainda “êxito” (leia mais aqui).

Bahia Notícias

Com 14 nomes, CPI divulga lista de testemunhas que passarão a ser investigadas


Com 14 nomes, CPI divulga lista de testemunhas que passarão a ser investigadas
Foto: Reprodução / GloboNews

O relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros (MDB-AL), divulgou nesta sexta-feira (18) a lista de investigados da Comissão durante entrevista coletiva no Senado.

 

A lista tem 14 nomes e eles saem da condição de testemunhas e passam à de investigados. Com isso, a CPI poderá aprofundar a investigação com quebras de sigilos e operações de busca e apreensão.

 

Segundo Renan, a CPI classificou como principal motivo para a mudança, os nomes já terem passado por depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito.

 

Passarão a ser classificados como investigados:

 

  • Marcelo Queiroga, ministro da Saúde;
  • Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde;
  • Ernesto Araújo, ex-ministro de Relações Exteriores;
  • Elcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde;
  • Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social;
  • Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde;
  • Nise Yamaguchi, médica defensora da cloroquina;
  • Paolo Zanotto, médico defensor da cloroquina;
  • Carlos Wizard, empresário que aconselhou Pazuello;
  • Arthur Weintraub, ex-assessor especial da Presidência da República;
  • Francieli Fantinato, coordenadora do Programa Nacional de Imunização;
  • Marcellus Campêlo, ex-secretário de Saúde do Amazonas;
  • Luciano Dias Azevedo, tenente-médico da Marinha e anestesista;
  • Hélio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde.
  • Bahia Notícias

Variante de Manaus representa 80% das infecções por Covid-19 na BA e preocupa Sesab


por Jade Coelho

Variante de Manaus representa 80% das infecções por Covid-19 na BA e preocupa Sesab
Foto: Sesab

A variante do coronavírus P1, identificada inicialmente em Manaus, no Amazonas, se tornou predominante na Bahia e já representa 80% das infecções no estado. O fato deixa a Secretaria da Saúde do estado (Sesab) em alerta.

 

O titular da pasta, Fábio Vilas-Boas, atribui à variante a responsabilidade pela aceleração do número de internações e elevação do número de óbitos no estado. A situação vivida pela Bahia segue uma tendência identificada em todo o Brasil, destacou o secretário em um vídeo divulgado no Twitter nesta sexta-feira (18).

 

De acordo com Vilas-Boas, a proximidade das datas em que tradicionalmente se celebra o São João e o São Pedro preocupa a gestão. Os festejos já estão suspensos por decreto estadual, e o governo também proibiu a circulação de ônibus intermunicipais e venda de bebida alcoólica no período para evitar que as pessoas viajem e promovam festas clandestinas e aglomerações do interior do estado.

 

Desde o início do mês de junho, o secretário da Saúde já demonstrava preocupação e já havia chamado a atenção da população para o fato de o governo do estado ter esgotado as medidas possíveis de adotar para evitar um novo aumento de casos e demanda por serviços de saúde após o período de festas juninas (lembre aqui)

 

Na publicação desta sexta, a 7 dias da data em que se celebra o São João, Vilas-Boas apelou para bom senso e para a consciência das pessoas.

 

“Se houver de fazer algum tipo de festejo que seja na sua bolha familiar, com as pessoas que você já convive habitualmente, e que faça isso ao ar livre”, orientou.

Bahia Notícias

Desistência de Luciano Huck está obrigando os entusiastas da terceira via a cair na real

Publicado em 17 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

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Charge do Clayton (O Povo/CE)

Bruno Boghossian
Folha

Luciano Huck já tinha dado todos os sinais de que não seria candidato a presidente. Sua saída da corrida eleitoral não pegou de surpresa os operadores do tal centro político, mas vai obrigar esse grupo a aceitar algumas verdades sobre o cenário da eleição de 2022.

O fato de o nome do apresentador ter circulado como opção por tanto tempo mostra que as elites partidárias ainda não traçaram um caminho para fabricar uma terceira via para a corrida presidencial. Esses políticos insistem que há espaço entre Lula e Jair Bolsonaro, mas não apresentam nomes com potencial para superar pelo menos um dos dois.

ARENA DOMINADA – Huck procurava brecha numa arena eleitoral dominada por dois nomes já conhecidos do eleitor. Dirigentes dos partidos de centro-direita e centro-esquerda contavam com a exposição do apresentador na TV para chegar à corrida com um nome que fosse popular o suficiente, mas também parecesse uma novidade.

O investimento nessa candidatura partia de um cálculo sobre o potencial eleitorado da terceira via. Entusiastas acreditavam que Huck teria votos na direita (com um plano liberal e acenos ao empreendedorismo) e na esquerda (com uma plataforma de justiça social). Na última pesquisa do Datafolha, o apresentador teve 4% no primeiro turno —o que sugere que a conta não fechava.

CIRO E DORIA – Os principais remanescentes são Ciro Gomes (PDT), que busca um discurso de oposição aos dois protagonistas, e João Doria (PSDB), que gostaria de ser uma alternativa de direita ao atual presidente. O desempenho fraco deles e de outros candidatos que reivindicam a vaga reforça a impressão de que o território já está ocupado por Lula e Bolsonaro.

O consórcio de centro parece negociar a propriedade de um espaço que não existe ou que não é grande o suficiente para abrir caminho para o segundo turno. Ao tratar Huck, Doria, Ciro, Luiz Henrique Mandetta, Sergio Moro e João Amoêdo como apostas intercambiáveis, esse grupo mostrou que a terceira via é só um objeto de especulação eleitoral.​


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