quinta-feira, maio 20, 2021

TCU também desmente Pazuello e diz que não ter recusado vacina da Pfizer


À mesa, relator da CPI da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Renan mandou conferir para desmentir Pazuello

Julia Lindner e André de Souza
O Globo

 O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi desmentido na CPI da Covid pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre um suposto parecer do órgão com restrições à compra de vacinas, o que incluiria as tratativas com a Pfizer no final do ano passado.

Mais cedo, ao ser questionado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) sobre a demora nas negociações com a Pfizer, Pazuello disse que recebeu recomendação contrária dos órgãos de controle, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU), além da Advocacia Geral da União (AGU) e Controladoria Geral da União (CGU).

DISSE PAZUELLO — “Essa proposta, apesar de eu achar pouquíssima a quantidade de 8,5 milhões de doses no primeiro semestre, nós seguimos em frente: ‘Vamos assinar o memorando de entendimento’. Mandamos para os órgãos de controle, a resposta foi: ‘Não assessoramos positivamente. Não deve ser assinado’. A CGU, a AGU, todos os órgãos de controle, TCU. ‘Não deve ser assinado’. E nós assinamos, mesmo com as orientações contrárias. Determinei que fosse assinado, porque, se nós não assinássemos, a Pfizer não entraria com o registro na Anvisa” — disse Pazuello.

De acordo com ex-ministro, as tratativas ocorreram em dezembro e, na sequência, a questão foi levada ao Palácio do Planalto para tentar resolver o impasse no Legislativo, seguindo as orientações dos órgãos de controle. O projeto de lei só foi apresentado no final de fevereiro, por iniciativa do Senado, e aprovado no início de março deste ano.

LÍDER ATÉ SE ANIMOU – Diante das informações de Pazuello sobre o suposto parecer do TCU, na sessão de quarta-feira o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE) até se animou, chegou a dizer que ele deveria continuar a falar porque estava trazendo informações novas.

— Têm informações que a Comissão nem conhecia. Eu não sabia que o Tribunal de Contas da União tinha uma recomendação contrária à assinatura do memorando de entendimento. Isso é novidade para mim — declarou Bezerra, após reclamações do relator de que a testemunha deveria ser mais objetiva nas respostas.

Algumas horas depois, Renan Calheiros comunicou que recebeu informações do TCU negando a informação do ex-ministro. De acordo com Renan, a Corte “nunca deu parecer contrário à compra de vacinas”. Pazuello então reconheceu o erro, pediu desculpas e disse que confundiu TCU com AGU e CGU.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É um festival de lorotas. Nem a AGU nem a CGU têm de aprovar previamente decisões do governo. O general “viajou geral”, como se dizia antigamente, quando alguém não conseguia dizer coisa com coisa. (C.N.)

PF diz que provas reforçam acusação de propina para Ciro Nogueira e pede novo depoimento

Publicado em 20 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

À bancada, em pronunciamento na CPI da Covid, senador Ciro Nogueira (PP-PI) Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Nogueira é líder do Centrão e amigo de Bolsonaro

André de Souza e Mariana Muniz
O Globo

A Polícia Federal afirmou em relatório que encontrou provas que reforçam a suspeita de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria recebido R$ 5 milhões em propina da JBS para levar o partido a apoiar a reeleição de Dilma Rousseff à Presidência em 2014. No documento, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado responsável pelo caso solicita que o parlamentar, aliado do governo Bolsonaro, seja interrogado novamente.

A defesa do senador nega as acusações e diz que a Corte tem se manifestado contra “excessos em delações” — o inquérito teve origem em acordos firmados por executivos da JBS.

PROVAS AUTÔNOMAS – De acordo com o relatório parcial, “é possível vislumbrar que os depoimentos dos colaboradores Joesley Batista e Ricardo Saud restaram corroborados por provas autônomas”.

Depoimentos de testemunhas estão entre as novas evidências coletadas pela PF. Um deles foi prestado por Reginaldo Mouta de Carvalho, dono de um supermercado que tinha uma relação comercial com a JBS. O empresário confessou ter feito pagamentos a Gustavo Nogueira, irmão de Ciro, a pedido de Joesley Batista. Outra testemunha confirmou a propina em espécie.

Gustavo Nogueira disse à PF que prestava serviços de consultoria e venda de imóveis pertencentes a Reginaldo Carvalho e sua firma. O empresário, por sua vez, afirmou que de fato tratou da venda de imóveis com o irmão de Ciro em 2014, mas que o negócio não se concretizou.

MAIS PROPINAS – Em novos depoimentos prestados no início do ano, Joesley e Saud confirmaram a acusação de pagamento de propina para Ciro Nogueira em 2014 e narraram um novo repasse em 2016 para que o parlamentar adiasse uma reunião sobre a decisão de desembarque ou não do governo da então presidente Dilma Rousseff às vésperas do processo de impeachment.

Para que Ciro, que preside o PP, interferisse no curso desta reunião, Joesley disse à PF ter oferecido uma vantagem indevida — do total prometido, o parlamentar teria recebido R$ 500 mil em espécie, em março de 2017, mais de um ano depois da conversa.

EXECUTIVO CONFIRMA – O senador nega as acusações. À PF, ele disse que, em 2014, procurou empresários para conseguir recursos para o partido. De acordo com o parlamentar, Ricardo Saud, executivo da JBS, perguntou se seria possível o PP apoiar o tucano Aécio Neves contra Dilma, e ele respondeu que não.

No entanto, em depoimento, Saud disse que a proposta para apoiar Aécio foi apenas uma sondagem e que não sabia que Joesley Batista tinha um acerto com o PT naquele momento. Mas confirmou que houve um acordo, mediante pagamento de propina, para apoiar Dilma Rousseff.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 É com esse tipo de político que Bolsonaro se acertou para evitar o impeachment mais do que necessário. Ciro Nogueira é o grande líder do Centrão, aquele movimento que o general Augusto Heleno diz que não existe, mas faz parte do jogo político(C.N.)

Outro cidadão Jeremoabense indignado comenta a indireta denúncia do ex-padre Moura contra o prefeito Deri do Paloma e Lula de Dalvinho

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 "O leitor sabe que este espaço é opinativo e mais do que isso: nunca ficou em cima do muro em qualquer polêmica ou até mesmo disputa eleitoral. Seria mais fácil o “muro” como muitos fazem para receberem gordos contratos do poder público posando de “independentes” e “intelectuais” alicerçados no dinheiro público. Fácil demais!" (Cláudio Nunes).

Acredito que esse seja o motivo da independência e credibilidade deste BLOG, não tem patrocinadores nem recebe dinheiro de prefeitura para publicar propagandas enganosas.
Ao fechar a matéria anterior a respeito de suposta acumulação ilícita, recebi outra mensagem onde publico a seguir:

Dedé, a mentira não tem sustentação e mais cedo ou mais tarde, cai por terra. Veja que Moura foi defender DERI, terminou incriminando Lula e o próprio DERI. Lula por abandono do serviço para atender atividades particulares, DERI por permitir que servidor público preste serviços para empresa que notoriamente, lhe deu apoio político durante a campanha política.
Em resumo, excelente caso a ser tratado na justiça. Moura calado presta um excelente serviço aos Coligados." (sic)

Nota da redação deste Blog - Concordo em gênero, número e grau com o inteligente cidadão que enviou essa mensagem.
Lembro-me muito bem, logo que o prefeito Deri foi eleito, publiquei uma matéria criticando seu modo de administrar, nessa primeira matéria citei: "Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem."Santo Agostinho

O prefeito Deri do Paloma abdicou os companheiros dos tempos difíceis e perigosos, para juntar-se aos oportunistas e bajuladores,, onde a partir dessa nova aventura os efeitos colaterais negativos nunca mais estancaram, " cada dia aumenta mais".
Estamos diante de um " fogo amigo",  que coloca os vereadores na parede. onde apuram ou serão desmoralizados e desacreditados, além de cometerem o crime de omissão e prevaricação, denunciou o cidadão Lula de Dalvinho que estava tranquilo, além de colocar o prefeito numa sinuca de bico, que provavelmente irá responder por mais uma Ação de Improbidade.

Quem cometer injustiça receberá de volta injustiça, e não haverá exceção para ninguém. Colossenses 3:25

Citei esse Versículo da Bíblia, para demonstrar que a injustiça, covardia e traição que armaram contra a ex-prefeita Anabel,  chegou rápido através da ' lei do retorno",  está começando a ruir através dessa denúncia do ex-padre Moura, veio trazer subsídios para o que está exposto na AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL, Número: 0600512-30.2020.6.05.0051 - Abuso - De Poder Econômico, Abuso - De Poder Político/Autoridade, onde pede decretação da inelegibilidade por 8 (oito) anos,, do prefeito e seu vice, subsídios esses que  robustecem a denúncia concernente ao item Nativile.

Vilas-Boas alerta para aumento progressivo do número de casos ativos na Bahia

 por Jade Coelho

Vilas-Boas alerta para aumento progressivo do número de casos ativos na Bahia
Foto: Camila Souza/GOVBA

A Saúde da Bahia voltou a fazer um alerta sobre o crescimento de casos ativos da Covid-19 no estado, nesta quinta-feira (20). Nesta quarta (19) o boletim da Secretaria da Saúde (Sesab) registrava 17.637 casos ativos da doença. 

 

Nesta semana o titular da Sesab, Fábio Vilas-Boas, já havia feito uma publicação no Twitter com a imagem de um gráfico que mostrava a escalada do indicador. Na ocasião, o secretário sugeriu que o crescimento no número estava associado ao Dia das Mães, em 9 de maio. Na ocasião muitas famílias se reuniram e fizeram celebrações (leia mais aqui). 

 

Uma nova publicação foi feita nesta quinta pelo secretário. Além do gráfico que mostra uma curva ascendente dos casos ativos, ele falou que será necessário interromper o aumento progressivo com medidas de distanciamento e uso de máscaras, porque vacinas demoram. 

 

 

A Bahia confirmou 5.111 novas contaminações pelo novo coronavírus em 24 horas, conforme dados do boletim epidemiológico da Sesab desta quarta. Esse foi o maior número registrado no período equivalente a um dia desde 12 de março de 2021, quando o estado registrou 5.124 novos casos da Covid-19 (leia mais aqui).

 

O número de pacientes graves da Covid-19 também aumentou, estabelecendo um novo recorde na Bahia: 1.378 pessoas ocupam unidades de terapia intensiva (UTIs) no estado. A taxa de ocupação dos leitos de UTI para adultos manteve-se estável em 85%. No caso das unidades pediátricas, o percentual é de 64%.

 

O aumento dos casos ativos servem de alerta para as próximas datas comemorativas que estão por vir. No início de junho haverá um feriado prolongado de Corpus Christi, de quinta (3) a domingo (6), e também o tradicional São João em 24 de junho.

Bahia Notícias

Pazuello culpa Secretaria de Saúde e fornecedora por crise de oxigênio no AM

por Gabriel Lopes

Pazuello culpa Secretaria de Saúde e fornecedora por crise de oxigênio no AM
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A CPI da Covid, com depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi retomada nesta quinta-feira (20). Ontem (19), a sessão havia sido interrompida com expectativa de retorno no mesmo dia. Mas o presidente da Comissão, Omar Aziz, decidiu não retomar devido ao número de senadores inscritos para perguntas.

 

Ao ser questionado sobre a crise de oxigênio em Manaus-AM, nesta quinta-feira (20), Pazuello disse que a responsabilidade é da fornecedora White Martins e da Secretaria de Saúde do estado, que não se preocupou em monitorar o oxigênio.

 

"A White Martins, grande fornecedora, já vinha consumindo sua reserva estratégica e não fez essa posição de uma forma clara desde inicio. Começa aí a primeira posição de responsabilidade", afirmou o ex-ministro.

 

Pazuello também destacou que faltou acompanhamento da Secretaria de Saúde. "Se tivesse acompanhado de perto, teria descoberto que estava sendo consumido uma reserva estratégica. Vejo aí duas responsabilidades muito claras", finalizou.

 

CPI DA PANDEMIA
Eduardo Pazuello é a oitava pessoa a depor na CPI da Pandemia. Antes dele, os senadores colheram depoimentos dos ex-ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, do atual ministro Marcelo Queiroga, do diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, do gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, do ex-secretário especial de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten, e do ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Bahia Notícias

Enquanto o Centrão domina a cena, Bolsonaro nem percebe que governa por procuração

Publicado em 20 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro como 'boneco' do Centrão

Charge do J. Bosco (O Liberal)

Antonio Machado
Correio Braziliense

Não há um único evento ou responsável solitário pelo atoleiro em que se enfiou o Brasil. Do desgoverno da pandemia à economia empacada sem criar empregos nem gerar renda alinhada ao ritmo demográfico, sem acompanhar as transformações tecnológicas e modelos de gestão e de negócios que lhe são inerentes — tudo isso vem de longe.

O presidente Jair Bolsonaro é a consequência da estagnação que já dura 40 anos, com tendência de regressão desde a grande crise global de 2008, assim como Lula fora em 2002, e poderá voltar a sê-lo em 2022, devido à incapacidade da coalizão reducionista que nos governa de reformar a governança do Estado e de pôr pilha no dinamismo empresarial.

NÃO TEM VOCAÇÃO – Dois equívocos estão claros, embora pouco compreendidos. Primeiro é o desconforto do governante com a faina administrativa, razão de estar sempre desviando a atenção sobre suas responsabilidades e apontando o dedo para inimigos. Tal estilo foi usado pelas lideranças experientes dos partidos que vivem de favores e de nacos de fundos públicos, que o transformaram na rara oportunidade de governar por procuração, dirigindo o que é mais caro ao governo: a execução orçamentária.

Como partidos despreocupados com a imagem que lhes tem o eleitor e com as sequelas de suas ações, o ônus dessa parceria soa leve: deixar aprovar a pauta revisionista do bolsonarismo, como compensação aos projetos dos setores mais atrasados da economia, tipo o desmonte da legislação ambiental, a permissão para a criminosa titularização de terras públicas invadidas na Amazônia, a vandalização de reservas indígenas pelo garimpo, simultaneamente a refazer sem discussão a revisão tributária.

REFORMAS DE RETROCESSO – Bolsonaro pode ter dúvidas sobre onde quer chegar, mas o Centrão que lhe deu sobreviva sabe bem o que pretende.

Já esvaziou o direito de expressão da minoria na Câmara, ao dificultar a prática da obstrução e do tempo de fala. E investe, agora, para mudar a legislação eleitoral a fim de facilitar a reeleição dos “parças” e a oligarquia política.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, abraçou também a “causa” do voto impresso, como quer Bolsonaro para, diz ele, impedir “fraude com as urnas eletrônicas”, que não seriam auditáveis. Mas isso é falso. O processo tem 25 anos e nunca se comprovou nada que o desabone. Se aprovado, implicará a volta do voto de cabresto e outros ardis.

FALSAS REFORMAS – Não são reformas, são retrocessos, sobretudo nas áreas ambiental e da governança pública, em claro conflito com o previsto nos acordos do clima e pelo chamado ESG, acrônimo em inglês de Environmental, Social and Governance — regras de boas práticas de gestão privada e governamental. Elas recebem a adesão crescente de grandes empresas e investidores internacionais.

Se o revisionismo for endossado pelo Congresso, o custo a ser pago pelo país será alto. A possibilidade que se apresenta é de o Senado (menos exposto ao “bolsolão” governista) conter os disparates.


A grande dúvida: Quem herdará os votos dos bolsonaristas que já desistiram de apoiá-lo?


Charge do Nani (nanihumor.com)

Bruno Boghossinan
Folha

Na última campanha, Jair Bolsonaro convenceu muita gente de que era um político liberal na economia, que defendia a causa lavajatista e rejeitava negociações com partidos tradicionais. Em pouco tempo, ele abandonou essas fantasias, sem fazer muita cerimônia. Resta saber quantos daqueles que se renderam ao estelionato de 2018 estão dispostos a repetir a dose em 2022.

Nem metade dos eleitores que declaram ter votado em Bolsonaro no segundo turno da última corrida presidencial admitem apoiá-lo no primeiro turno do ano que vem, mostra o Datafolha.

CAIU PELA METADE – Nesse grupo bolsonarista de 2018, o atual presidente só teria 49% dos votos, enquanto os demais se dividiriam entre Lula (17%), Sergio Moro (9%) e outros candidatos.

Para comparação, eleitores de Fernando Haddad no segundo turno de 2018 escolheriam majoritariamente Lula no primeiro turno: 72%. O candidato Ciro Gomes receberia 8% e outros nomes teriam menos de 5% cada um.

Esse é o retrato de uma parcela específica do eleitorado, uma vez que muitos entrevistados esquecem, confundem ou escondem seus votos do passado.

PARCELA LOCALIZADA – Na pesquisa, 36% dos entrevistados afirmaram ter votado em Bolsonaro em 2018, 30% citaram Haddad, 7% declararam voto em branco, e 27% não responderam. O recorte leva em conta os 36% que admitem ter votado no presidente.

Os números do Datafolha sugerem que, até agora, o antipetismo não foi suficiente para empurrar parte desses eleitores para o campo de Bolsonaro novamente. Numa das simulações de segundo turno, 65% dos entrevistados desse grupo repetiriam a opção pelo presidente, mas 24% escolheriam Lula, e 9% votariam em branco ou nulo. Outros 2% disseram não saber o que fariam.

Como esperado, os bolsonaristas confessos rejeitam Lula consideravelmente: 62% deles dizem que não votariam no petista de jeito nenhum. Apesar disso, 24% deles também responderam que se recusam a apoiar a reeleição do atual presidente. A rejeição de Bolsonaro nesse grupo é semelhante à de Moro (20% deles não votariam no ex-juiz).

Alexandre de Moraes cita ‘movimentação atípica’ de R$ 14 milhões envolvendo Salles

Publicado em 20 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

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Moraes indiciou o ministro e mais 22 envolvidos

Pepita Ortega
Estadão

Na decisão em que determinou a abertura da Operação Akuanduba, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, registrou que um relatório de inteligência financeira indicou ‘movimentação extremamente atípica’ envolvendo ‘escritório de advocacia que tem como sócio o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles’.

Segundo Alexandre de Moraes, o documento dainvestigação cita transações de 2012 até junho do ano passado que somam R$ 14,1 milhões.

SÃO 23 INDICIADOS – Alexandre determinou a quebra dos sigilos bancários e fiscais de Salles, assim como os de outros 22 alvos da investigação em que a Polícia Federal mira ‘grave esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais’.

Além das transações que envolvem Salles, a PF comunicou ao Supremo que encontrou diversas comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras de ‘operações suspeitas’ envolvendo o secretário adjunto de biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Olivaldi Alves Azevedo Borges, e duas empresas investigadas na ‘Akuanduba’. Segundo Alexandre, tal ‘situação que recomenda, por cautela, a necessidade de maiores aprofundamentos’.

Ao detalhar a suposta participação do ministro no esquema sob suspeita, a PF chegou a reproduzir falas do aliado do presidente Jair Bolsonaro durante a fatídica reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020, ocasião em que Salles disse que era preciso aproveitar a ‘oportunidade’ da pandemia do novo coronavírus para ‘ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas’.

EXPORTAÇÕES ILÍCITAS – Segundo a Polícia Federal, tal ‘modus operandi’ teria sido aplicado na questão das exportações ilícitas de madeira, com a elaboração ‘de um parecer por servidores de confiança em total descompasso com a legalidade’ – o despacho que liberou a exportação de madeira de origem nativa, sem a necessidade de uma autorização específica. O documento foi suspenso por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

Os investigadores apontam que, após apreensões de produtos florestais exportados ilegalmente pelas empresas Ebata Produtos Florestais e pela Tradelink Madeiras para os Estados Unidos, associações que representam madeireiras buscaram apoio junto a servidores nomeados por Salles e pediram a revogação de instrução normativa que previa autorização específica para que madeiras pudessem deixar o país.

Como mostrou o repórter André Borges, o pedido foi atendido com a edição, pelo presidente do Ibama, Eduardo Bim, de um ‘despacho interpretativo’.

MINISTRO NO CONLUIO – Na representação enviada à Alexandre, a PF indicou a suposta participação de Salles nas tratativas para edição de tal despacho, citando reunião entre o ministro, as empresas que tiveram materiais apreendidos pelos EUA, Bim, o diretor de Proteção Ambiental Olivandi Alves Borges de Azevedo, além de parlamentares.

“Na sequência, pelo que consta da representação da autoridade policial, houve o: ‘atendimento integral e quase que imediato da demanda formulada pelas duas entidades, contrariamente, inclusive ao parecer técnico elaborado por servidores do órgão, legalizando, inclusive com efeito retroativo, milhares de cargas expedidas ilegalmente entre os anos de 2019 e 2020′”, registrou Alexandre ao detalhar as condutas atribuídas pela PF à Salles.

Além disso, os investigadores apontaram que, na sequência da aprovação do despacho que atendeu os pedidos das madeireiras, ‘servidores que atuaram em prol das exportadoras foram beneficiados pelo Ministro com nomeações para cargos mais altos, ao passo que servidores que se mantiveram firmes em suas posições técnicas, foram exonerados por ele’.

SALLES “SURPRESO” – O ministro Salles se pronunciou sobre a Operação Akuanduba após participar de um seminário realizado em Brasília, na manha desta quarta-feira, 19. Disse que ficou “surpreso” com a operação, a qual classificou como “exagerada” e desnecessária”.

“Faço aqui uma manifestação de surpresa com essa operação que eu entendo exagerada, desnecessária. Até porque todos, não só o ministro, como todos os demais que foram citados e foram incluídos nessa legislação tiveram sempre à disposição pra esclarecer quaisquer questões”, afirmou Salles.

Segundo o ministro, o Ministério do Meio Ambiente, desde o início de sua gestão, “atua sempre com bom senso, respeito às leis e respeito ao devido processo legal” do setor.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Na defesa dos madeireiros ilegais, o ministro agiu com uma desfaçatez sem precedentes, é fato público e notório. E agora diz que o relator Alexandre Moraes “foi induzido a erro”. Realmente, o ministro do Meio Ambiente é um artista e merece o Oscar de Ator Coadjuvante. (C.N.)

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