terça-feira, maio 18, 2021

Covid-19: 12 hospitais com leitos públicos atingem 100% de ocupação

em 18 maio, 2021 8:45 

O Huse é um dos hospitais que está com 100% dos leitos ocupados para o tratamento da Covid-19 (Foto: arquivo/SES)

Em menos de 50 dias, o número de hospitais com leitos públicos de UTI, que estão com lotação máxima, dobrou em Sergipe, mostrando o avanço do novo coronavírus (Covid-19) em Sergipe. Em 30 de março, o boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES) mostrava que 6 unidades hospitalares com leitos públicos de UTI estavam com 100% de ocupação. Nesta terça-feira, 18 de maio, o número subiu para 12.

Ainda de acordo com o boletim, os hospitais com leitos públicos que atingiram a capacidade máxima são: Huse, Hospital de Cirurgia, Hospital da Polícia Militar, Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Hospital São José, Hospital Renascença, Hospital Nossa Senhora da Conceição, Hospital Universitário de Aracaju, Hospital Universitário de Lagarto, Hospital do Coração, Hospital Regional de Estância e Hospital Santa Isabel.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, apenas o Hospital Amparo de Maria, localizado em Estância, possui leitos públicos de UTI para o tratamento da doença. Atualmente a taxa de ocupação dessa unidade hospitalar gira emt torno de 58,5%. Ou seja, dos 41 leitos disponilizados, 24 estão em uso.

por João Paulo Schneider 

INFONET

Único baiano em comissão do voto impresso, Leur não descarta projeto: 'Não vejo problema'


por Mauricio Leiro

Único baiano em comissão do voto impresso, Leur não descarta projeto: 'Não vejo problema'
Foto: Ag Haack

Único integrante baiano na comissão especial para discutir o voto impresso, o deputado federal Leur Lomanto Jr. (DEM) revelou não ser contrário à implementação da medida. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19 que obriga o voto impresso é de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF).

 

"Acho que qualquer mecanismo que venha dar transparência, que venha dar credibilidade ao resultado da eleição, [é válido]. Não vejo problema nenhum nisso. Se conseguir aliar o avanço da urna, dando mais confiança e credibilidade ao voto do eleitor, não vejo problema", comentou em entrevista ao Bahia Notícias. 

 

O projeto prevê a exigência da impressão de cédulas em papel na votação, de forma simultânea a inserção do voto na urna. A medida deverá ser adotada na apuração de eleições, plebiscitos e referendos. 

 

A primeira reunião foi realizada nesta segunda-feira (17), onde foram requisitadas pelo menos seis debates para ouvir autoridades, como ministros e ex-ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também serão convidados especialistas em segurança cibernética e criptografia, auditores do TSE e independentes, além de representantes de partidos políticos.

 

De acordo com Leur, o relator, deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), quer apresentar o relatório em julho. Para que a iniciativa seja implementada no próximo pleito, é necessária a aprovação e promulgação até o início de outubro de 2021.

 

PRESIDENTE ENCAMPA PROJETO

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), um dos maiores apoiadores do projeto, já garantiu que o projeto será implementado ou não pode não haver eleições em 2022. De acordo com Bolsonaro, caso o Congresso brasileiro aprove o voto impresso, em 2022 a medida já será tomada e que "se não tiver voto impresso é sinal que não vai ter eleição" (reveja aqui). 

 

Bolsonaro também comentou que “ninguém passará por cima da decisão do parlamento brasileiro”, caso o projeto seja promulgado pelo Congresso (veja mais).

Bahia Notícias

Senador pede quebra de sigilo do bilionário Carlos Wizard na CPI da Covid

 por Joana Cunha | Folhapress

Senador pede quebra de sigilo do bilionário Carlos Wizard na CPI da Covid
Foto: Reprodução/ UOL

Além de solicitar que Carlos Wizard seja ouvido na CPI da Covid, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) também pediu nesta segunda (17) a quebra de sigilos do empresário, de março de 2020 até agora.

 

O parlamentar quer informações sobre as ligações telefônicas que Wizard fez e recebeu, além de mensagens, localização e pesquisas no Google e nas redes sociais. Também pede dados fiscais, com rendimentos e declarações, e registros bancários, incluindo todas as contas de depósitos, poupança e outros bens.

 

Segundo o requerimento, o objetivo é analisar se houve aumento do patrimônio ou transferência de recursos para campanhas do governo.

 

De acordo com Vieira, os registros podem indicar a participação de Wizard nas discussões do governo sobre a gestão da pandemia.

 

"As quebras de sigilo são fundamentais para entender essa rede paralela de relacionamentos que passou a interferir diretamente na gestão pública", diz Vieira.?

 

O senador diz que quer apurar sobre um suposto "ministério paralelo da saúde", que teria envolvimento de Wizard na defesa do uso de remédio sem eficácia e da imunidade de rebanho.

 

“Ao lado da médica Nise Yamaguchi, o sr. Wizard teria tentado incluir o tratamento contra Covid-19 na bula da cloroquina por decreto presidencial”, diz o senador no requerimento. O pedido ainda não foi apreciado.

Bahia Notícias

Nitroglicerina pura! Senadores apresentam requerimento para convocar Carlos Bolsonaro


Carluxo foi apanhado de surpresa com essa notícia

Bruna Lima
Correio Braziliense

Senadores da oposição querem convocar o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) a depor na CPI da Covid-19. Os petistas Humberto Costa (PE) e Rogério Carvalho (SE) protocolaram, em requerimento, pedido para trazer o filho 02 à comissão.

A justificativa é de que se faz necessário investigar a formação de uma assessoria paralela que estaria aconselhando o presidente Jair Bolsonaro na tomada de decisões para o enfrentamento da pandemia.

CITADO DUAS VEZES – Segundo o texto do requerimento, “é preciso esclarecer qual é o papel do citado vereador na elaboração da estratégia do governo federal no enfrentamento da pandemia”. O nome de Carlos Bolsonaro foi mencionado nos depoimentos do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e do gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo.

No primeiro dia de oitavas, Mandetta sugeriu que há o funcionamento de uma comissão de aconselhamento paralelo, da qual o ministro não fazia parte. “Eu, por exemplo, testemunhei várias vezes reunião de ministros onde o filho do presidente que é vereador no Rio de Janeiro estava sentado atrás tomando as notas da reunião. Eles tinham constantemente reuniões com esses grupos dentro da Presidência”, disse o ex-ministro.

Já o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, ao ser questionado sobre a participação do 02 em reuniões no Planalto confirmou a presença do vereador, ao lado do ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten, em reunião de negociação com a farmacêutica.

MINISTÉRIO PARALELO – O depoimento do executivo Carlos Murillo, segundo o requerimento, “reforçou a tese da existência de um ‘ministério paralelo’ ao Ministério da Saúde atuando no governo e que tem influenciado o Presidente da República em ações relativas ao combate à pandemia de covid-19”.

A cúpula que lidera os trabalhos vai decidir se coloca em votação o novo requerimento já na sessão desta terça-feira  (18/5), quando será ouvido o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Caramba, amigo! Tudo pode acontecer caso seja confirmada essa convocação.  E seu o recruta Zero Dois resolver criar caso e rodar a baiana, como se dizia antigamente, vai pegar muito mal para o presidente Bolsonaro. (C.N.)


Depois de Bolsonaro falar em ‘guerra química’, Itamaraty diz que ‘devemos louvar a China”

Publicado em 17 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Adriana Mendes
O Globo

Com o Brasil ainda dependente da importação de insumos da China para a produção de vacinas contra Covid-19, o Itamaraty buscou minimizar nesta segunda-feira atritos com o país asiático. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro voltou a causar polêmica com a insinuação de que a pandemia seria parte de uma “guerra química”.

A China é atualmente o maior parceiro comercial do Brasil. Após a declaração de Bolsonaro, o governo chinês reagiu e afirmou se opor à “politização e estigmatização do vírus”.

ESFORÇO DIPLOMÁTICO – Em audiência no Senado sobre os entraves à aquisição de vacinas no país, o diretor de Direitos Humanos e Cidadania do Ministério de Relações Exteriores, João Lucas Quental de Almeida, disse que o Itamaraty“ não tem medido esforços” nas negociações e elogiou os chineses.

“Nós devemos de fato louvar a China (…)  porque a China é um  país que realmente tem mais exportado IFAs (ingredientes farmacêuticos ativos) e vacinas neste momento de pandemia. A China exportou metade de toda a sua produção. Nenhum outro país chega perto a isso, e nós reconhecemos plenamente esse esforço gigantesco da China para ajudar o mundo e o Brasil, particularmente, nesse momento”, destacou.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, informou que novos lotes de IFA para a vacina produzida pela Fiocruz devem ser enviados ao Brasil na próxima sexta-feira. A quantidade, segundo ele, é suficiente para produção de cerca de 18 milhões de doses da AstraZeneca.

FALTA DE INSUMO – O Instituto Butantan está com a produção da Coronavac suspensa  por falta de insumo. Segundo o secretário, o IFA para o Butantan ainda está pendente de confirmação.

“Há uma expectativa que chegue aqui por volta do Dia 25, mas ainda pendente de confirmação por parte da China”, disse Rodrigo Cruz.

Com os atrasos na importação do IFA produzido por empresas privadas da China, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) defendeu negociação para a compra de vacina produzida pela farmacêutica estatal chinesa Sinopharm. Em fevereiro, fontes do governo brasileiro informaram que estavam iniciando conversas com representantes da farmacêutica.

QUEBRA DE PATENTE – O diretor do Itamaraty ressaltou também  a alteração de cenário mundial com a posição favorável dos Estados Unidos com a quebra de patente para produção de vacinas contra o coronavírus. O objetivo é facilitar a ampliação da produção de vacinas pelo mundo.

“O cenário como um todo se alterou e, o Brasil, como todos os outros atores, precisa refletir e eventualmente ajustar a sua posição” – disse Almeida, completando: ”Estamos nos engajando via nossa missão junto à OMC ( Organização Mundial do Comércio), em Genebra, para  tentar negociar com Estados Unidos e outros países um acordo que seja aceito por todos” —  afirmou Almeida.

Na audiência, o embaixador da Rússia no Brasil, Alexey Labetskiy, defendeu a vacina Sputnik V, que teve importação negada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, ele disse que está “otimista” em uma solução para resolver os entraves para a utilização do imunizante no Brasil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Com a demissão do ministro Ernesto Araújo, ao que parece o Itamaraty enfim despertou do pesadelo bolsonariano, semeado pelo guru Olavo de Carvalho, que está quieto desde que deram um jeito de resolver sua crise financeira, devido às multas pela sonegação de impostos no EUA(C.N.)

Não adianta tentar esconder: a CPI é preliminar da disputa entre Bolsonaro e Lula


Vicente Limongi Netto

Tolice esconder a realidade: a CPI da Covid, além de investigar omissões, falhas e irregularidades do governo no combate a pandemia, é, também, preliminar da disputa presidencial entre Bolsonaro e Lula. Não tem para mais ninguém.

Não brigo com fatos. Pelos depoentes já ouvidos e diante das investigações que vão se aprofundando, o atual placar do jogo é amplamente favorável a Lula.

TÊM O COURO DURO – O presidente, o vice-presidente e o relator da comissão, mostram isenção. Agem com lisura. Não são crianças. Levam pedradas, mas têm o couro duro. Por seu turno, os senadores governistas estão tontos. Sem munição suficiente para retrucar acusações e revelações. Que crescem como bolas de neve.

Diante do cenário político desastroso que se avizinha, para si e para o governo, Bolsonaro parte para o ataque. Com agressões e xingamentos ao relator e à própria CPI. Inclusive em Alagoas, Estado e reduto político de Renan Calheiros, onde o filho é governador.

O objetivo do chefe da nação é intimidar e enfraquecer o trabalho do senador do MDB. Se puder, arrancá-lo da relatoria.

ALIADO DE LULA – Calheiros é declarado aliado político de Lula. Destrambelhado, Bolsonaro já mandou o filho senador, fantoche de luxo do Palácio do Planalto, também provocar e escoicear Calheiros.Quanta besteira, Manuel Bandeira, bradaria o saudoso mestre Helio Fernandes. 

Política equivocada, superada e desastrada.Pai e filho fazem política com o fígado e não com o cérebro. Bolsonaro mostra que pouco ou quase nada aprendeu nos 28 anos que passou no Congresso, como deputado federal. 

Por sua vez, Lula igualmente tem recebido duros insultos de Bolsonaro. Macaco velho, Lula não passa recibo. Os desatinos de Bolsonaro crescem, na medida que Lula amplia vantagem, segundo pesquisas do DataFolha.

DEPENDE DO CENTRÃO – Bolsonaro que trate de mudar o foco vesgo e ensandecido de fazer politica e comece a cuidar da sua tábua de salvação, o famoso e imaculado Centrão. Sem perder de vista que o Centrão já foi parceiro amoroso de Lula e Dilma.

O Centrão é volúvel e guloso. Seus membros odeiam dieta. Apoiam e mostram-se fiéis a quem oferece mais vantagens.

E de volta à cena política o articulado Eduardo Cunha, responsável por colocar em votação, na Câmara, o pedido de impeachment de Dilma, enfraquecendo o PT e elegendo Bolsonaro. No canal CNN, já deu ácidas cutucadas na CPI e no relator Calheiros. Cunha tornou-se o mais novo amigo de infância de Bolsonaro. Quer a todo custo mostrar serviço e eleger-se deputado federal pelo Rio de Janeiro. À custa de Bolsonaro. 

O logístico ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, vai com tudo para a CPI da Covid. Com o santinho do patrono do Exército, Duque de Caxias, no bolso. Embaixo do braço, receitas de cloroquina e chás caseiros. Com o peito estufado, vai encarar as perguntas mais solertes. Sem medo da verdade. Não dará vexame. Sabe que nunca mentiu. Tem fidelidade canina pelo mito das trevas. Sabe as respostas na ponta da língua.

Espera não ser aborrecido pelos senadores quando perguntado porque se omitiu no cargo, sobretudo durante as tragédias pela Covid, no Amazonas. Também subirá nas tamancas, se algum senador tiver o desplante de saber porque sua passagem pelo ministério da Saúde foi um colossal desastre. Lá pelas tantas, pedirá trégua para ir ao banheiro.

É FANTÁSTICO! – Na edição do último domingo, tivemos uma pérola no programa “Fantástico”. Foi no texto – habitualmente em tom arrogante – do jovem repórter que surgiu na Globo de Brasília, fazendo um balanço da CPI da Covid.

O jornalista global recordou o depoimento do presidente da Anvisa, informando que se tratava de Barros Torres, Almirante da Marinha.

E eu, provocador repórter de 76 anos, que sempre achei que o Barra Torres era Almirante do Exército…???!!! Faço o quê da vida?!

 

Aumentam cada vez mais as evidências de que Bolsonaro sofre algum desequilíbrio mental

Publicado em 18 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Um presidente sem o menor equilíbrio emocional

Deu no Estadão

Um grupo de sete juristas e acadêmicos protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Civil solicitando o “reconhecimento da incapacidade civil de (Jair Bolsonaro para) exercer o cargo e as funções atinentes à Presidência da República, com seu consequente afastamento”.

Os autores esclarecem que não se trata de julgamento por crime de responsabilidade ou crime comum, para os quais seria necessária autorização parlamentar. Apontam ainda que não se trata de uma interdição pela incapacidade de gerir atos da vida civil, mas especificamente da “interdição de um supremo mandatário que não tem os requisitos cognitivos mínimos” para exercer a Presidência.

“PANDEMÔNIO” – Na expectativa de que a Corte determine a produção de prova pericial, os autores levantaram exaustivamente ponderações de profissionais da área da psicologia, da psicanálise e da psiquiatria. As bases para o pedido já haviam sido lançadas pelo jurista Miguel Reale Jr., no artigo Pandemônio, publicado no Estado.

Reale cataloga diversos indícios de transtorno de personalidade. Ainda em 1999, Bolsonaro dizia, em entrevista, que se fosse presidente fecharia o Congresso “sem a menor dúvida – daria o golpe no mesmo dia”. Na mesma entrevista, defendeu a tortura, e disse que o Brasil “só vai mudar quando partirmos para uma guerra civil (…) matando uns 30 mil (…). Vão morrer alguns inocentes. Tudo bem”.

Já presidente, Bolsonaro, além de promover manifestações golpistas, deu inúmeras mostras de megalomania – “eu sou a Constituição”, “tenho a caneta”, “quem manda sou eu”, “o meu Exército”.

DIAGNÓSTICO CLARO – Segundo a Classificação Internacional de Doenças da OMS, o transtorno de personalidade antissocial é caracterizado pela “indiferença insensível face aos sentimentos alheios; uma atitude flagrante e persistente de irresponsabilidade e desrespeito a regras; a baixa tolerância à frustração; a incapacidade para experimentar culpa; e a propensão a culpar os outros”.

A falta de empatia de Bolsonaro ante centenas de milhares de mortos está gravada na História da Infâmia nacional: “e daí?” “não sou coveiro”, “chega de frescura”, “vai ficar chorando até quando?”.

Reale sugere ainda o transtorno de personalidade paranoide, caracterizado por “um combativo e obstinado senso de direitos pessoais; tendência a experimentar autovalorização excessiva e preocupação com explicações conspiratórias”.

MANIA DE PERSEGUIÇÃO – Além de enxergar por toda a parte conspirações da sua nêmesis (“os comunistas”), Bolsonaro já rompeu com seu partido e confronta dia sim e outro também os governadores, a imprensa, o Congresso e o STF. Ele já ameaçou responder com “pólvora” a uma suposta invasão da Amazônia pelos EUA e sugeriu que a China está movendo uma “guerra química” (sic) contra o mundo.

Segundo outro cânone do diagnóstico psiquiátrico, o DSM-5, da Associação Psiquiátrica Americana, o transtorno paranoide é “caracterizado por desconfiança e suspeita tamanhas que as motivações dos outros são interpretadas como malévolas”; o transtorno narcisista se manifesta pelo “sentimento de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia”; e o transtorno antissocial apresenta um padrão de “desrespeito e violação dos direitos dos outros”.

DIZEM 600 MÉDICOS – Em Carta Aberta, 600 médicos formados na Escola Paulista de Medicina elencaram os atos e omissões mortíferos de Bolsonaro na pandemia, entre eles o estímulo a tratamentos comprovadamente ineficazes; a negligência na crise de oxigênio em Manaus; a sabotagem das medidas de isolamento social; ou o descaso no planejamento da imunização.

A Carta conclui com um pedido de impeachment por crimes de responsabilidade e contra a saúde pública.

Qualquer que seja o desfecho da ação protocolada no STF, o fato de que juristas se unem para apontar um caso de incapacidade mental e médicos para pedir o impedimento político sugere que é cada vez menos verossímil uma terceira hipótese para explicar a conduta desastrosa de Bolsonaro que contribuiu para as centenas de milhares de mortes no Brasil. A leitura dos dois documentos indica que ou foi loucura ou foi crime.

(Editorial enviado por Celso Serra)

Esta quarta-feira será mais pesada ainda para Pazuello, com seu julgamento no TCU

Publicado em 18 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Lauro Jardim
O Globo

A quarta-feira não será fácil para o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde. Além do seu depoimento à CPI da Covid — já polêmico desde que há duas semanas inventou a desculpa de uma eventual recontaminação pelo coronavírus para adiar sua fala, e agora pelo habeas corpus que lhe faculta o silêncio em algumas situações — Pazuello terá que ficar atento também ao que acontecerá no plenário do Tribunal de Contas da União.

GESTÃO TEMERÁRIA – Na quarta-feira, volta a pauta do TCU o processo em que os auditores pedem a condenação de Pazuello por má gestão de medicamentos e insumos para o combate à Covid e descumprimento das ordens do TCU. A penalidade que pode ser imposta a Pazuello é uma multa.

Quando o julgamento foi interrompido, dois ministros já haviam votado pela condenação de Pazuello — Vital do Rêgo e Bruno Dantas.

A discussão foi paralisada por um pedido de vista feito por Augusto Nardes e Jorge Oliveira, a linha de frente do bolsonarismo na corte. A tendência é que eles se posicionem contra qualquer punição ao ex-ministro e a favor de uma  fiscalização nos recursos transferidos da União para os estados e municípios. Na mesma linha, portanto do que o Palácio do Planalto vem apregoando.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Não esquecendo que a condenação no TCU conta pontos também para uma possível condenação penal. (C.N.)

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