domingo, maio 16, 2021

Presidente da CPI diz que ‘nunca houve’ compromisso do governo com a compra de vacina


Aziz diz que ainda é cedo para apontar responáveis

Por G1 — Brasília

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou neste sábado (15) que, de acordo com a apuração da comissão após duas semanas de depoimentos, “nunca houve o compromisso” pela compra de vacinas contra o coronavírus. Cabe ao Ministério da Saúde a aquisição de imunizantes no Brasil.

Aziz deu a declaração durante entrevista à GloboNews. Para ele, todos sabem que houve “erro” na condução da pandemia no Brasil, como a defesa pelo governo de remédios ineficazes; e de teses equivocadas de imunidade de rebanho e isolamento vertical. Entretanto, Aziz declarou ainda não ter o que falar especificamente sobre a conduta do presidente Jair Bolsonaro.

AINDA O KIT COVID – “Vejo, pelo que nós já apuramos, pelo que eu estou vendo nos depoimentos, nunca houve o compromisso da compra da vacina. Sempre se tratou das questões da cloroquina, da ivermectina e de protocolos. E aí é importante saber que o próprio ministro Pazuello esteve em Manaus, no momento de maior dificuldade que nós passamos na história do Amazonas, ele esteve aqui. E aqui tem protocolo que até hoje é cumprido, em unidade básica de saúde de Manaus e do interior, daquele kit Covid”, afirmou o parlamentar.

Omar Aziz foi questionado sobre a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello o direito de ficar em silêncio durante depoimento à comissão sempre que entender que as perguntas possam levá-lo ao risco de produzir prova contra si.

 

 

Aziz declarou que a decisão judicial tem de ser respeitada, mas que a comissão procurará a verdade “não só através do depoimento do ex-ministro, mas de um conjunto de fatores”. O senador disse também não acreditar que Pazuello “jogue fora” toda sua história mentindo à comissão.

PAZUELLO E A PFIZER – “É importante ele responder porque ele não comprou a vacina da Pfizer quando recebeu, em setembro, um documento. E só em novembro que o Brasil entrou em contato com a Pfizer para poder comprar as vacinas”, afirmou o presidente da CPI.

O depoimento de Eduardo Pazuello à comissão está previsto para a próxima quarta-feira (19). Omar Aziz afirmou que o ex-ministro era o responsável pela negociação de vacinas, mas que a CPI descobriu, por meio do depoimento do ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten, que o ex-assessor do Planalto era quem estava negociando doses com a Pfizer.

“Houve erro na condução, isso daí todos sabemos. A questão da imunidade de rebanho, do kit Covid, isso não salvou ninguém. Para o presidente da CPI, “errou feiamente” quem acreditou que o Brasil sairia da pandemia com imunidade de rebanho e com um kit de medicamentos ineficazes contra a doença.

Ao admitir que ofícios não estão públicos, Ministério confirma há orçamento secreto

Publicado em 16 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Marinho se recusa a revelar as verbas “secretas”

André Shalders e Breno Pires
Estadão

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) admitiu pela primeira vez que os ofícios usados por políticos para destinar verbas do orçamento secreto criado pelas emendas de relator-geral não estão públicos. A admissão contraria o discurso do ministro Rogério Marinho, que insiste em dizer que “não há nada de secreto” na destinação de verbas da sua pasta.

Na narrativa do ministro, repetida pelo presidente Jair Bolsonaro, os documentos estão publicados no site da pasta na internet. O Estadão quis saber onde poderia encontrá-los. A resposta é que não há obrigatoriedade para divulgação. Ou seja, não existe transparência nesses gastos públicos;

DIZ O MINISTÉRIO – “O MDR destaca que, por se tratar de um instrumento novo, não foi instituída a obrigatoriedade de os ofícios de parlamentares com o direcionamento de recursos estarem disponíveis na plataforma”, afirmou.

O Estadão revelou o conteúdo de mais de 100 desses ofícios reservados nos quais deputados e senadores determinam a destinação de recursos das emendas de relator para obras e compra de máquinas agrícolas, como tratores.

A divisão das cotas foi feita dentro do Palácio do Planalto, no gabinete do ministro Luiz Eduardo Ramos. Os políticos tratam a verba como “minha cota” e definem, até mesmo, o preço do que deve ser comprado, gerando superfaturamento. A divisão dos recursos não foi equânime e desrespeitou veto do próprio presidente Jair Bolsonaro que impedia a interferência do Congresso na aplicação dessas verbas.

EM SIGILO TOTAL – A reportagem do Estadão também insistiu para que o ministério de Rogério Marinho dissesse se há, em algum documento ou página pública, os nomes dos congressistas que indicaram a destinação das verbas. A pasta não respondeu até a conclusão desta edição.

Além de os ofícios não estarem públicos, como admitiu o ministério, não há na maioria dos casos nenhuma outra fonte de informação pública sobre qual político indicou o quê, ao contrário do que acontece com os demais tipos de emendas parlamentares (individuais, de bancada e de comissões).

Na plataforma +Brasil, criada pelo governo para disponibilizar dados sobre convênios, a única informação disponível sobre a destinação das verbas RP 9 é o dado de que se trata de uma “emenda de relator”, sem mais detalhes.

SEM TRANSPARÊNCIA – No dia 7 de abril, a reportagem solicitou ao ministério, por meio de Lei de Acesso à Informação, “todos os documentos de autoria de deputados federais e senadores que foram encaminhadas ao ministério com indicações de propostas para celebração de convênios e contratos de repasse nos últimos doze meses”.

O Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio da LAI, considerou o pedido “desproporcional”. “Estima-se que o tempo de geração de PDF é de aproximadamente 5 minutos, que neste caso representariam 5.785 minutos de trabalho ou 96,4 horas de mão de obra dos agentes públicos desta Pasta para atendimento a um único pedido de informação”, justificou. Mesmo depois de recurso, a pasta não liberou o acesso aos ofícios.

Em conversa com apoiadores na terça-feira passada, o presidente Jair Bolsonaro negou a existência do orçamento secreto. “Como o Orçamento foi aprovado, discutido durante meses e agora apareceu R$ 3 bilhões? Só os canalhas do Estado de S. Paulo para escreverem isso”, disse.

ALEGAÇÕES ABSURDAS – Em entrevistas sobre o assunto, o ministro Marinho também costuma argumentar que o fato de o Orçamento Geral da União ser votado pelo Congresso a cada ano significaria que não há nada de secreto sobre os acordos políticos para destinação das verbas RP 9 – o que não é verdade.

Do total de R$ 3 bilhões indicados, pouco menos de R$ 1 bilhão estão cobertos por algum tipo de informação disponível no site do Ministério. Sobre os R$ 2 bilhões restantes, não há qualquer informação sobre quem direcionou as verbas. O mesmo acontece com os R$ 17,1 bilhões restantes das emendas RP 9 de 2020, inclusive em outros ministérios.

Ao longo da última semana, o Ministério do Desenvolvimento Regional mudou de versão algumas vezes sobre o sigilo dos documentos relacionados às emendas de relator-geral (RP 9).

VERSÕES CONTRADITÓRIAS – Na quarta-feira, por exemplo, a pasta disse que “os documentos e ofícios referentes aos convênios firmados pelo MDR estão disponíveis na Plataforma Mais Brasil”, versão que seria negada pela própria pasta mais adiante.

Em outros momentos, o ministério disse que “os documentos exigidos pela legislação para a aprovação dos instrumentos (convênios) são disponibilizados na plataforma Mais Brasil de forma pública. Os documentos disponíveis no âmbito da Pasta são os mesmos inseridos na plataforma”. Como os ofícios de deputados e senadores destinando dinheiro são oriundos de negociações políticas, não há qualquer exigência legal de que eles sejam enviados.

Senadores também alegaram que não poderiam divulgar os documentos alegando “risco à segurança do Estado” e até mesmo à “segurança da família”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O fato concreto é que o Estadão conseguiu pegar o governo com a mão dentro do cofre, subtraindo preciosos e escassos recursos públicos para comprar o apoio de parlamentares nas votações de interesse do Planalto, o que não significa que sejam do interesse público, em operação comandada por um general-ministro, vejam a que ponto chegamos. (C.N.)

Ao imitar o inconformismo de Trump antes da hora, Bolsonaro adota tática de milicianos

Publicado em 16 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Jair Bolsonaro participa de protesto contra STF e CPI da Covid em Brasília Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS

Bolsonaro no protesto contra Supremo e Congresso

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Quem acompanhou os discursos do presidente Jair Bolsonaro nos últimos dias, sobretudo os proferidos depois da divulgação da pesquisa Datafolha mostrando vitória do ex-presidente Lula nas eleições de 2022, está certo de que ele continua se espelhando em Donald Trump para tentar criar fatos e confundir a população.

”Se tiraram da cadeia o maior canalha da história do Brasil, se para esse canalha for dado o direito de concorrer, o que me parece é que, se não tivermos o voto auditável, esse canalha, pela fraude, ganha as eleições do ano que vem”, disse Bolsonaro, neste sábado (15/05) a ruralistas convocados por ele a se manifestarem em Brasília, aproveitando o Dia do Gaúcho.

Ao atacar Lula, dizendo que, se o ex-presidente vencer a disputa eleitoral, é porque o pleito foi roubado, Bolsonaro busca incutir nos seus seguidores a mesma mensagem de Trump quando ficou claro que ele seria derrotado por Joe Biden.

RADICALIZAÇÃO – E o presidente está certo de que esses apoiadores estão pouco se lixando para os seus erros, pois se identificam com o que de pior ele representa, que é a radicalização política.

“O maior poder não é o Judiciário, Legislativo, Executivo. O maior poder são vocês. O momento estava duro. Não desafiamos ninguém. Não queremos o confronto com ninguém, mas não ousem confrontar ou roubar a liberdade do nosso povo”, diz, repetidamente, Bolsonaro.

Por trás da falsa imagem de possível injustiçado, há um Bolsonaro desesperado. Ele está morrendo de medo da CPI da Covid, especialmente com a situação do general Eduardo Pazuello, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para o ex-ministro ficar calado. Mais: o tom raivoso do presidente trai o seu pânico pelo risco da derrota.

ESTILO MILICIANO – Que fique claro: todo o discurso de Bolsonaro remete à malandragem de milicianos, da intimidação, não à malandragem da política com P maiúsculo. E se beneficia do fato de o pior da sociedade brasileira, extremamente conservadora e preconceituosa, que estava enrustida até 2018, ter se sentido fortalecida para mostrar a cara.

Essa parcela da população sempre existiu, só tinha vergonha de se expor. Está em toda parte, na nossa família, nas nossas amizades, na nossa vizinhança.

Bolsonaro, por um destino infeliz do Brasil, libertou esse povo. Como diz um integrante do Palácio do Planalto, “ele é adorado pelo que representa, não pelo governo que faz. Pode errar a vontade”.


Após recusa de 14 estados, o governo Bolsonaro concentrou envio de cloroquina a aliados

Publicado em 16 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Propaganda. O presidente Jair Bolsonaro segura uma caixa de cloroquina no Palácio da Alvorada: método repetido Foto: Adriano Machado/Reuters/23-07/2020

Bolsonaro virou garoto-propaganda da cloroquina

Bernardo Mello, João Paulo Saconi e Rayanderson Guerra
O Globo

 Mesmo depois que estados começaram a devolver a cloroquina enviada pelo Ministério da Saúde no ano passado, diante de evidências de ineficácia da substância contra a Covid-19, o governo federal insistiu no envio de um volume similar de comprimidos para todo o país, priorizando gestões estaduais e municipais alinhadas ao discurso do presidente Jair Bolsonaro.

Levantamento do GLOBO com dados do Localiza SUS aponta que, de setembro a dezembro, 1,5 milhão de comprimidos foram devolvidos pelos estados. A partir do mesmo período, o governo Bolsonaro enviou mais 1,3 milhão de comprimidos, sendo 80% para aliados. Na primeira leva, de março a agosto, menos de 40% haviam chegado a gestões bolsonaristas.

INSISTÊNCIA MORTAL – Desde o fim do primeiro semestre de 2020, entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e órgãos de referência como o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos já desaconselhavam o uso da cloroquina em pacientes infectados pelo coronavírus.

A gestão do ministro Eduardo Pazuello seguiu enviando medicamentos ineficazes — e associados a aumento nas mortes de pacientes com Covid — impulsionada por uma doação de hidroxicloroquina do governo Donald Trump, que não utilizava mais o remédio — 609 mil comprimidos deste lote foram distribuídos até o mês passado, já na gestão de Marcelo Queiroga. Em paralelo a isso, o governo levou sete meses para assinar o contrato de compra de vacinas da Pfizer, prazo que foi alvo de questionamentos na CPI da Covid no Senado.

SEM DEVOLUÇÃO – Entre os estados com gestões alinhadas a Bolsonaro, Minas Gerais, Santa Catarina, Amazonas e Roraima respondem por metade (646 mil) dos comprimidos distribuídos pelo Ministério da Saúde desde setembro. Nenhum desses estados informou ter devolvido cloroquina ao governo, mesmo diante da falta de eficácia.

O estado do Amazonas recebeu 120 mil comprimidos em janeiro, em meio ao colapso na Saúde que é investigado pela CPI. O GLOBO revelou em março que uma equipe do Ministério da Saúde fez um tour por hospitais de Manaus à época recomendando o uso do medicamento, em meio à falta de insumos básicos, como oxigênio.

Outros 170 mil comprimidos foram entregues neste ano a municípios como Limeira (SP), Presidente Prudente (SP) e Porto Alegre, cujos prefeitos se alinharam publicamente ao discurso de Bolsonaro a favor do suposto “tratamento precoce”.

A OMS AVISOU… – Em outubro do ano passado, a OMS reiterou a ineficácia de medicamentos incluídos nos chamados “kit Covid”. “No fim de 2020, já existiam dados consolidados sobre malefícios da cloroquina e da hidroxicloroquina e explicações de por que não deveriam ser utilizados. A própria aceitação entre médicos diminuiu. É por isso que estados começaram a devolver” — avaliou o infectologista Julio Croda, da Fiocruz, que esteve no Ministério da Saúde na gestão de Luiz Henrique Mandetta.

Em Pirassununga (SP), que recebeu 13,5 mil comprimidos, o prefeito Dimas Urban (PSD) abandonou a defesa do medicamento. Urban, que é médico, alegou que via a hidroxicloroquina como “única arma disponível” no início da pandemia, mas disse ter se tornado cético à medida que saíam estudos.

— Confesso que eu duvidava do lockdown, mas tivemos resultados positivos ao adotar medidas restritivas. Acho inadmissível a postura que o presidente teve com as vacinas. Transformou em política besta, picuinha — afirmou.

“REMANEJADOS” – No total, o Ministério da Saúde distribuiu 7,5 milhões de comprimidos desde março do ano passado, dos quais 20% foram “remanejados”, na terminologia do governo — ou seja, deixaram os estoques estaduais sem ser usados em pacientes de Covid-19.

Para o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a distribuição de cloroquina foi prejudicial à condução da pandemia.

— Isso estimulou a automedicação e um comportamento de risco, dada a falsa sensação de segurança — afirma Temporão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O que Bolsonaro fez, na verdade, foi um crime.  Análise de 28 pesquisas concluiu que hidroxicloroquina está associada a uma maior mortalidade de pacientes com Covid-19(C.N.)

Braga Netto diz que Forças Armadas estão prontas para garantir a volta dos brasileiros ao trabalho

Publicado em 16 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Braga Netto errou ao discursar na manifestação

Ricardo Noblat
Site Metrópoles

Quando o presidente da República diz, referindo-se a Lula, que “eles tiraram da cadeia o maior canalha da história do país”, sabendo, como sabe Jair Bolsonaro, que quem tirou foi a mais alta Corte de Justiça, o que ele pretende com isso?

Elementar, meus caros: jogar o povo, particularmente seus devotos, contra a mais alta Corte de Justiça do país, no caso o Supremo Tribunal Federal. Indiretamente, assina embaixo dos cartazes exibidos por eles que pregam o fechamento do tribunal.

NÃO HAVERÁ GOLPE – Isso é ou não é estímulo ao golpe que está na dele e na cabeça dos seus seguidores mais radicais? Relaxem, não haverá golpe. Não há disposição dos militares para instalar por aqui uma nova ditadura. General não dá golpe para beneficiar ex-capitão.

O general Braga Neto, ministro da Defesa, participou da manifestação de apoio a Bolsonaro promovida neste sábado (15/5), em Brasília, por evangélicos e ruralistas.

Passeou entre eles, posou para fotos e discursou em cima do caminhão de som. A certa altura, avisou: “As Forças Armadas estão prontas para garantir que todos tenham direito de trabalhar”.

No início da semana, Bolsonaro havia dito que está pronto um decreto que assinará em breve acabando com as medidas de isolamento baixadas por governadores e prefeitos. Um blefe, ao que tudo indica, porque o Supremo conferiu a eles tal poder.

GENERAL ESCORREGOU – Braga Neto endossou o blefe. Ora, ninguém está impedido de sair de casa para trabalhar. Então as Forças Armadas abandonariam os quartéis para não prender ninguém. Para quê? Para assegurar o direito a aglomerações e o acesso de banhistas às praias?

O general, apesar do seu cargo, não fala pela boca dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, a não ser sobre questões administrativas.

E os comandantes estão calados, a uma distância segura do governo para não serem contaminados.

A VOZ DO DESESPERO – Candidato que aparece na rabeira das pesquisas de intenção de voto, confrontado com seus números, não passa recibo. Ou tenta desacreditar as pesquisas ou afirma que ainda falta muito tempo para o dia da eleição e que até lá ultrapassará seus concorrentes.

No momento, em segundo lugar, faltando ainda 1 ano e 20 semanas para o primeiro turno da eleição do ano que vem, Bolsonaro passa recibo do seu incômodo e parte para atacar Lula com insultos do mais baixo nível. É coisa de político amador e assustado!

Pela primeira vez, a parcela dos brasileiros que apoia o impeachment de Bolsonaro é numericamente superior à parcela dos que são contra, segundo a mais recente pesquisa Datafolha (49% a 46%). Em abril de 2020, 53% rejeitavam o impeachment.

NÃO HAVERÁ IMPEACHMENT – Assim como o golpe, não haverá impeachment. À oposição não interessa e ela não tem votos para aprová-lo no Congresso. Lula torce para enfrentar Bolsonaro, porque acredita que poderá derrotá-lo. Bolsonaro já torceu para enfrentar Lula, agora não.

Lula calcula que Bolsonaro chegará mais fraco do que está em outubro do próximo ano. Hoje, 58% dos eleitores dizem que Bolsonaro não tem capacidade de liderar o Brasil; e 50% dizem que nunca confiam nas declarações que ele faz.

VOTO AUDITÁVEL – A taxa de confiança plena é a menor desde o início da série histórica de pesquisas do Datafolha, em agosto de 2019, ao passo que a desconfiança total é a maior do período. Bolsonaro parece admitir uma eventual derrota ao falar em “votos auditáveis”.

Voto auditável para ele é voto impresso, abolido porque facilita a ocorrência de fraudes. Voto eletrônico é também auditável e mais seguro. Desde já, Bolsonaro empenha-se em construir uma narrativa para não aceitar o resultado da eleição se perdê-la.

Relatório da PF indica que 'quase cônsul' tentou aproximação com Judiciário de Brasília


Relatório da PF indica que 'quase cônsul' tentou aproximação com Judiciário de Brasília
Foto: Vaner Casaes / ALBA

Apontado como idealizador de uma organização criminosa que geria compra e venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o quase cônsul Adailton Maturino tentou também estreitar relações com o Judiciário em Brasília. 

 

De acordo com informações do jornal O Globo, nas investigações da Operação Faroeste, a Polícia Federal (PF) detectou a estratégia para se aproximar de pessoas com acesso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a publicação, em um relatório sigiloso de fevereiro a PF apontou tentativas de “tráfico de influência” de Maturino junto aos tribunais superiores da capital federal. “Suspeita-se da possibilidade de atuação nos bastidores de outros advogados, inclusive numa tentativa de lobby (tráfico de influência) junto às respeitadas cortes”, diz trecho.

 

Segundo o jornal, a ofensiva do falso cônsul em Brasília coincidiu com a disputa judicial milionária envolvendo posse de terras no Oeste, que implicou juízes e desembargadores do estado. Antes de ser preso, no entanto, ele buscou interlocutores influentes na capital federal e frequentou cerimônias de posse nos tribunais superiores.

 

Adailton Maturino chegou a contratar um ex-assessor do STF para atuar nos processos nos quais está envolvido, com honorários estipulados em R$ 20 milhões em caso de êxito. Para a PF, este fato demonstrava que ele tinha “alta penetrabilidade no mais alto extrato do Judiciário”, apesar de sua estratégia não ter funcionado.

 

Replicando atuação na Bahia, quando custeou mais de R$ 1 milhão em passagens aéreas para pessoas próximas ao Judiciário local, segundo O Globo, em Brasília ele bancou viagens para o general Ajax Porto Pinheiro, que era assessor da Presidência do STF durante a gestão do ministro Dias Toffoli. Pinheiro ganhou de Maturino bilhetes para ir a Salvador em 1º de maio de 2019 e retornar no dia 4, com um custo de R$ 5.038. Ao jornal, ele alegou ter uma relação de amizade antiga com a família do falso cônsul e alegou ter oferecido para devolver o valor das passagens, o que não foi aceito. “Conheço o Adailton e família de período anterior à ida para a assessoria do STF. Nossos filhos foram e são amigos e nunca omiti tal fato”, disse o general, afirmando que Adailton nunca abordou os processos de seu interesse e tampouco fez pedidos indevidos.

 

De acordo com apuração do jornal, na véspera da viagem presenteada a Pinheiro, no dia 30 de abril, o grupo de Maturino protocolou no CNJ um pedido a Toffoli, na tentativa de reverter uma decisão sobre posses de terra no Oeste baiano, que prejudicava seus interesses. Ele não teve sucesso, o ministro e o CNJ mantiveram a posição.

 

Quem também foi contemplada com passagens aéreas foi a advogada Anna Carolina Noronha, filha do então presidente do STJ, João Otávio de Noronha. O falso cônsul lhe ofertou uma viagem em novembro de 2019, de Brasília a São Paulo. Procurada pelo O Globo, ela disse que foi contratada pelo filho de Maturino,  Adriel Brendown, que também é advogado, para atuar em parceria em um processo no STJ, envolvendo o litígio entre duas empresas da Bahia. A viagem, segundo ela, se deu para uma reunião de trabalho.

 

A defesa de Adailton Maturino afirma que as passagens “não envolvem motivos escusos” e confirma que a advogada viajou para uma reunião de discussão de processos. A respeito de um contrato de um advogado que é ex-assessor do STF, afirmou que “todos os contratos celebrados com advogados foram regularmente aperfeiçoados com pessoas que não possuíam nenhum impedimento na época da sua contratação”.

Bahia Notícias

Cunhada de Sarney com salário acima de R$ 35 mil, magistrada quer reembolso por home office

 

Cunhada de Sarney com salário acima de R$ 35 mil, magistrada quer reembolso por home office
Foto: Divulgação / TJ-MA

Cunhada do ex-presidente José Sarney (MDB-MA), a desembargadora Nelma Sarney está insatisfeita com os custos do trabalho em regime de home office, implementado diante da necessidade do isolamento social na pandemia do novo coronavírus.

 

De acordo com informações da coluna Painel, na Folha de S. Paulo, ela pediu que a presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão considere compensar os gastos a mais assumidos pelos magistrados, como eletricidade, internet e compra de equipamentos, no trabalho remoto.

 

No ofício enviado ao TJ-MA, ela alega que o pedido não se trata de ajuda de custo, mas de “justa e correta compensação de gastos”. Segundo a publicação, só o salário-base de um desembargador no Brasil é de R$ 35,5 mil, sem incluir os penduricalhos incorporados à remuneração

Bahia Notícias

Em terra de cegos, quem tem um olho é Rei!

 Por Walter Miranda

A expressão acima, muito antiga e até hoje usada, demonstra que no meio da ignorância quem tem o mínimo de sabedoria domina. Assim é possível, com a falta de conhecimento da maioria da população brasileira, ver que o governo Bolsonaro segue fielmente a política imposta pelo FMI e o Banco Mundial.

Penso que está difícil sairmos tão cedo da crise social e econômica provocada pela pandemia do coronavírus, e pelo desgoverno Bolsonaro/Paulo Guedes, que está aliado ao Mercado, composto por grandes empresários e banqueiros nacionais e estrangeiros.

Li, com muita atenção, a entrevista concedida pelo presidente da ACIA, José Janone Júnior, ao Jornal O Imparcial, na edição do dia 31 de março, com respostas, a meu ver, equivocadas, e algumas politicamente tendenciosas. Ele direciona seus ataques ao alvo errado. O tempo todo ele não cita, e até isenta, o governo Bolsonaro/Paulo Guedes, pela crise social, econômica, sanitária e política do país.

Destinar somente R$ 250,00 de “esmola emergencial” não ajuda os pobres a se livrarem da fome. No entanto Bolsonaro argumenta que o “gasto” vai causar um rombo de aproximadamente R$ 44 bilhões nos cofres públicos. No entanto, gastaram 2020 R$ 1.381 trilhão pagando juros e outros gastos para banqueiros. Acessem o Portal da Transparência do governo federal, e vejam que continua a “farra da boiada”. Isso o Janone não cita na  entrevista.

É triste ver que a maioria da população brasileira, por desconhecer minimamente as teorias e os princípios macroeconômicos, acabam acreditando em “fakes news”, vindas ideologicamente de governantes desonestos e seus seguidores. A crise é macroeconômica, mas os micros e pequenos empresários, a maioria desinformados e influenciados por dirigentes despreparados, miram as suas metralhadoras para alvos errados.

As ciências econômica e contábil se apoiam em diversas teorias, princípios, linhas de pensamento sociológicos, filosóficos, históricos e políticos, que procuram compreender como a sociedade se organiza econômica e politicamente. Assim, por exemplo, é preciso entender que a cotação do dólar de R$ 4,02 no início do ano de 2.020, e R$ 5,70 no dia 26/03/2021, teve forte reflexo nos preços de todos os produtos nacionais, tais como alimentos, combustíveis, medicamentos e outros. Isso é fruto da equivocada política do governo Bolsonaro.

É preciso conhecer a história. Penso que o presidente da ACIA/Araraquara deveria se debruçar nos livros, e refletir sobre a crise econômica, social e política ocorrida em 1929, conhecida domo “A Grande Depressão”. O colapso econômico começou nos Estados Unidos e espalhou por todo mundo capitalista. No governo democrata, presidido pelo Franklin Delano Roosevelt (1933 a 1938), houveram diversas medidas que alavancaram a economia, na contra mão do que o governo Bolsonaro está fazendo.

Atualmente o governo americano, Joe Biden, aprovou um pacote de ajuda de US$ 1,9 trilhão (R$ 10,92 trilhões), equivalente a 10% do PIB, para ser gasto com medidas emergenciais de proteção à população pobre, contra os problemas sociais causados pela pandemia do coronavírus. Biden aprovou um auxílio emergencial mensal de US$ 2 mil (R$ 11,5 mil) para cada americano pobre. Este dinheiro vai alavancar o consumo e, consequentemente, a economia americana.

O presidente da ACIA/Araraquara deveria exigir que o governo Bolsonaro apresente um plano para vacinação rápida de toda população; taxa de juros “0” para empréstimos bancários direcionados para os pequenos, médios e micros empresários e empreendedores, bem como para os trabalhadores, objetivando reduzir o desemprego, que se aproxima de 15 milhões de pessoas.

O adágio popular “em terra de cegos, quem tem um olho é rei”, infelizmente, tem sido utilizado pelo Governo, e seu ministro Paulo Guedes, para impedir que a maioria da população  perceba para quem eles governam. Evidentemente não é para a classe trabalhadora.

*Walter Miranda, presidente do Sindifisco Nacional-Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil/Delegacia Sindical de Araraquara, Diretor do SINSPREV-Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Saúde e Previdência do Estado de S. Paulo.

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do RCIARARAQUARA.COM.BR

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