terça-feira, abril 20, 2021

Internado em clínica psiquiátrica por dependência química, desembargador da carteirada consegue adiar processo


Siqueira ficou conhecido ao ser filmado ofendendo o guarda

Frederico Vasconcelos
Folha

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) prorrogou, a pedido da defesa, um processo disciplinar contra o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira, que, em julho de 2020, tentou intimidar um guarda civil municipal em Santos (SP). Seus advogados sustentaram no requerimento que o magistrado encontra-se internado em clínica psiquiátrica particular para tratamento de dependência química.

Siqueira ficou conhecido ao ser filmado ofendendo o guarda municipal Cícero Hilário, que o multara por não usar máscara anti-Covid 19 na orla da praia. O processo adiado foi instaurado em novembro último. (*)

AMEAÇA – O desembargador foi acusado de ter ameaçado –em setembro de 2015—uma policial militar que atendia o serviço de emergência da corporação. A gravação foi revelada na época pela TV Record. Sobre a internação na clínica, o relator do processo, desembargador Alex Zilenovski, proferiu despacho no último dia 26 de março. Registrou que “o contrato trazido [aos autos] encontra-se assinado tão somente pelo responsável pelo seu pagamento e representa prova apenas do negócio jurídico avençado, não se prestando a demonstrar o seu estado de saúde”.

Havia notícia nos autos de que o magistrado teria permanecido internado até o dia 20 de março. Zilenovski determinou que a defesa notifique a previsão de permanência do desembargador na clínica, com “informações pormenorizadas e atualizadas de  seu quadro clínico”, mediante declaração firmada pelo médico encarregado do tratamento.

O despacho não especifica qual é a dependência química do magistrado. O Órgão Especial aprovou a prorrogação de prazo do PAD. Procurados pelo Blog, os defensores de Siqueira, advogados Marcelo Knopfelmacher e Felipe Locke Cavalcanti não quiseram se pronunciar em razão do sigilo profissional.

MAIS DE 40 ACUSAÇÕES – Em julho de 2020, o TJ-SP enviou ofício à Corregedoria Nacional de Justiça, informando que há mais de 40 procedimentos contra Siqueira, “muito deles instaurados há mais de quinze anos, arquivados em meio físico”. O desembargador sofreu uma advertência e quatro censuras.

No ano passado, a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti afirmou ao site Conjur que Siqueira é uma “figura desprezível”. Ela já processou o colega por injúria e difamação. Quando estava no início da carreira, Siqueira depôs contra ela, tentando impedir que se tornasse juíza com direito a vitaliciedade. “Ele tinha uma postura bastante desagradável no trato pessoal, e eu fui obrigada a ser firme desde o começo da minha relação com ele. Eu tive que processá-lo por difamação e injúria”, disse Pizzotti.

“Meu advogado foi o meu colega de faculdade Alberto Toron. O desembargador da época arquivou o processo sob a alegação de que uma testemunha não poderia incorrer nos crimes de injúria e difamação. Recorremos, mas o processo acabou em decadência.”

ALEGAÇÃO – Na sessão administrativa do Órgão Especial em 25 de novembro de 2020, o advogado Marco Antônio Barone Rabello fez sustentação oral, representando o desembargador. Alegou prescrição da pretensão punitiva disciplinar e ausência de indícios de afronta à legislação.

Ressaltou que se tratava de fato da vida privada, ocorrido em 2015. Desde então, afirmou, o magistrado “continuou a exercer as atividades com presteza e competência, não havendo qualquer mácula na sua atuação funcional no período”. “Embora realmente tenha se exaltado indevidamente com a policial militar, o fez na sua vida particular”, disse, na sustentação.

O advogado admitiu que, ao ligar para o Serviço de Emergência 190, temendo que seu filho tivesse sido vítima de algum crime, Siqueira “estava alterado, fazendo afirmações desconexas e sem sentido, provavelmente por efeito de medicação para depressão e ansiedade que tomara antes de dormir”. Rabello afirmou acreditar que o Órgão Especial não compactuaria com a “verdadeira perseguição que mídia está promovendo contra o desembargador”.

ARROGÂNCIA –  O presidente do TJ-SP, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, votou pela rejeição da defesa prévia e pela instauração do PAD por violação, em tese, de artigos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e do Código de Ética da Magistratura. A decisão foi unânime.

O presidente entendeu que nervosismo, depressão ou ansiedade não justificam a prepotência e desdém do magistrado. Pinheiro Franco afirmou que o desembargador Siqueira “se arvorou no direito de não só ofender e ameaçar os policiais, como determinou providências”.

Não foi aprovada a sugestão de enviar, como informação, esse caso ao CNJ, que avocara as investigações sobre o desembargador. Pinheiro Franco entendeu que se tratava de um fato autônomo, e que o processo deveria ser instaurado pelo tribunal. Foi acompanhado pelos pares. Na avaliação do presidente, os policiais que atenderam o desembargador revelaram “postura impecável”.

AFASTAMENTO – Em agosto de 2020, o CNJ instaurou, de ofício, ou seja, sem provocação externa, processo administrativo disciplinar e afastou provisoriamente o desembargador Eduardo Siqueira, ao julgar duas reclamações disciplinares e um pedido de providências.

O então corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, depois de assistir um dos vídeos, determinou que o TJ-SP encaminhasse ao CNJ o procedimento instaurado no tribunal estadual. Nas informações que enviou ao CNJ, o advogado Marco Antônio Barone Rabello afirmou que os guardas municipais “envolvidos nos incidentes filmados com o cidadão Eduardo, e nas abordagens anteriores, abusaram da autoridade” e  exigiram o cumprimento de obrigação “sem amparo legal”.

“O cidadão Eduardo passou a ser perseguido e ilegalmente filmado pela Guarda Municipal de Santos, e, no dia 18 de julho de 2020, acabou sendo vítima de armação, pois o guarda municipal que permaneceu na viatura sabia das abordagens anteriores, especialmente a última, quando, pela primeira vez, houve uma altercação”, afirmou Rabello.

(*) Processo 78.324/2020

Gilmar Mendes, do STF, suspende três ações de improbidade contra Arthur Lira, presidente da Câmara


Decisão vale até o julgamento do mérito do caso pelo tribunal

Matheus Teixeira
Folha

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a tramitação de três ações de improbidade administrativa que corriam em primeira instância contra o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

A decisão vale até o julgamento do mérito da reclamação apresentada pelo parlamentar ao STF. Os autos do processo no Supremo estão sob sigilo, mas a informação da decisão de Gilmar Mendes consta no andamento processual de forma pública. As ações contra Lira tramitam na 1ª e na 11ª Varas Federais da Seção Judiciária do Paraná.

TRAMITAÇÃO – As ações suspensas foram apresentadas pela AGU (Advocacia-Geral da União) contra políticos no âmbito da Lava Jato. Gilmar, porém, afirmou que os processos não devem seguir em tramitação porque Lira já respondeu pelos mesmos fatos na seara penal. Segundo o ministro, o Supremo já arquivou investigação que envolvia Lira e que tratava dos mesmos fatos apontados nas ações de improbidade.

Em duas das ações, o ato ímprobo imputado ao presidente da Câmara é a solicitação e o recebimento de R$ 1,9 milhão em propina da empresa Jaraguá Equipamentos Industriais por meio de contratos fraudulentos firmados com uma empresa de fachada de propriedade do doleiro Alberto Youssef. Gilmar concordou com a tese da defesa de Lira de que o STF já analisou os fatos apontados pela AGU nas ações de improbidade.

A referência diz respeito a julgamento da Segunda Turma da corte de 2017 que rejeitou a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato contra o presidente da Câmara e seu pai, o ex-senador Benedito Lira.

OUTROS CASOS – No Supremo, há outros casos que envolvem o parlamentar. Em novembro, a Primeira Turma do STF formou maioria para manter Lira como réu acusado de corrupção passiva no processo em que é investigado por receber R$ 106 mil em propina. O julgamento foi suspenso.

Por causa disso, Lira não poderia, em tese, assumir a Presidência da República em caso de ausência de Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão (PRTB). Em 2016, o STF decidiu que réus não podem ocupar o cargo.

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA – Já a Segunda Turma da Corte aceitou denúncia contra o deputado pela acusação de organização criminosa no inquérito conhecido como “quadrilhão do PP”, resultado da Operação Lava Jato. Ainda no final do ano passado, Lira foi absolvido de acusações de prática de “rachadinha” pelo Tribunal de Justiça de Alagoas.

Além disso, Lira é alvo de ação apresentada por sua ex-mulher Jullyene Santos Lins, que o acusa de injúria e difamação e diz que “o medo a segue 24 horas por dia”. O deputado diz que, ao longo do tempo, as denúncias da ex-mulher “mostraram-se infundadas”.

Prefeitura de São Paulo muda orientação e pede que população procure médico no primeiro dia de sintomas de covid19

 

em Destaque

A prefeitura de São Paulo passou a orientar que pessoas procurem atendimento médico logo no primeiro dia de sintomas de covid19. A cidade e o estado de São Paulo são o epicentro da doença no Brasil, com o maior número de mortos por covid19, que passou de 80mil nesta segunda-feira.

A prefeitura atribuiu a mudança de orientação à variante P.1, que promoveria um agravamento rápido do quadro de saúde, levaria mais jovens para as UTIs e teria tempo de internação maior.
Segundo o secretário municipal de saúde de São Paulo, Edson Aparecido, estudos que comprovam estes fatos devem ser publicados nas próximas semanas.

A falta de um tratamento imediato e adequado pode estar por trás de boa parte das mortes por covid19 em São Paulo e em outros estados do Brasil. Os números aumentaram desde que políticos e veículos de imprensa começaram a atacar o chamado “tratamento precoce” contra a covid19.

Segundo relatos de médicos da linha de frente do combate à covid19 consultados pela equipe do Portal Novo Norte, a maioria dos casos de pacientes graves internados está ligada à demora na procura por atendimento médico. A mudança de orientação confirma este fato.

No início da Pandemia, o então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, disse que as pessoas só deveriam procurar atendimento médico quando começassem a sentir falta de ar. A falta de ar é um indicativo de que a doença já está em estado avançado. A fala foi considerada um erro e condenada por médicos de todo o Brasil.

Embora não exista um tratamento específico contra o coronavírus, um médico pode avaliar a condição clínica do paciente e começar a tratar os efeitos da doença logo nos primeiros sintomas, diminuindo riscos de sequelas graves e, até mesmo, internação e óbito.

A mudança no protocolo da Prefeitura de São Paulo mira principalmente os mais jovens porque esse grupo tende a procurar atendimento mais tardiamente, quando a doença está bastante agravada.

Com algumas informações da BBC Brasil.

https://portalnovonorte.com.br/prefeitura-de-sao-paulo-muda-orientacao-e-pede-que-populacao-procure-medico-no-primeiro-dia-de-sintomas/

Nota da redação deste Blog - Recebi uma mensagem de um vereador onde o mesmo informou que a respeito de fura-filas, não se omitiram, sua parte já fizerem, apenas mantiveram calados para não expor quem quer que seja.

Publiquei essas cobranças por ser dever da imprensa deixar a população bem informada; porém tinha quase certeza que os vereadores da oposição não iriam perder a credibilidade para apadrinhar ilicitudes.

Após publicar matéria a respeito dos fura-filas de Jeremoabo, recebi várias mensagens perguntando qual o motivo da omissão dos vereadores.

Por G1 CE

 

O prefeito e a secretária de saúde do município de Jijoca de Jericoacoara, no Ceará vão ter que pagar multas que somadas chegam a R$ 88.400,00 por terem furado a fila de vacinação contra a Covid-19. Lindbergh Martins e Joila Carneiro foram o segundo e terceiro a serem imunizados no município, mesmo sem fazer parte do grupo prioritário da 1ª fase da campanha. O acordo que decidiu pelo pagamento da multa e retratação pública foi assinado nesta terça-feira (6).

Em nota, a defesa de ambos informou que os próprios gestores do município procuraram o Ministério Público e propuseram um acordo para o pagamento da multa. Prefeito e secretária reforçam que reconhecem o erro e já pediram desculpas à população, sendo sempre transparentes em relação à situação.

De acordo com o Ministério Público, ao tomarem a vacina antes das pessoas que fazem parte do grupo prioritário, prefeito e secretária usaram de suas funções públicas para obter vantagem indevida, afrontando à impessoalidade e à moralidade, o que se configura como improbidade administrativa. Ambos terão ainda que fazer uma retratação pública, a ser realizada no primeiro dia útil após a homologação judicial.

O acordo assinado com o MPCE estabelece o parcelamento da multa em até cinco parcelas (no caso do prefeito, cinco parcelas de R$ 12.480, totalizando R$ 62.400,00; e no caso da secretária, cinco parcelas de R$ 5.200, somando R$ 26 mil) com vencimento no 5º dia útil de casa mês. Os valores serão destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do Estado do Ceará (FDID).

https://g1.globo.com/


Nota da redação deste Blog -  Ontem após publicar a matéria intitulada " Veterinário fazem ato, neste domingo(16)por prioridade na vacinação contra COVD-19", recebi várias mensagens perguntando qual o motivo dos vereadores de Jeremoabo permanecerem calados a respeito do assunto.

Lamento mas deixo de informar por não saber, talvez eles desconheçam a legislação a respeito do crime de omissão e prevaricação, ou talvez tenham as costas largas e não temam processos.

Penso eu que o vereado " Zé Miúdo " não tenha tomado conhecimento dessa relação.

Abençoada canalhice, preciosa para quem a pratica, mais preciosa ainda para os que dela se servem como assunto invariável; há quem não compreenda que um ato administrativo seja isento de lucro pessoal."

(RAMOS, Graciliano)

É bem mais fácil contrair coronavírus pelo ar do que por superfícies, mostra estudo

 

Conclusão, no entanto, não invalida a orientação clássica de não se levar a mão à boca, nariz ou olhos

Redação

Foto: Elói Corrêa/GOVBA
Foto: Elói Corrêa/GOVBA

 

A chance de contrair o novo coronavírus por contato com superfícies é muito baixa, e a transmissão aérea segue como a principal forma de contaminação, revela um artigo publicado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

Reportagem da CNN Brasil afirma, com base no texto, que a chance de infecção por contato com superfícies é menor que 1 em 10 mil. Ainda de acordo com o artigo, quase todos os vírus morrem em no máximo três dias em superfícies como vidro, aço e plástico.

Em um quadro da emissora denominado Correspondente Médico, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou que mais importante do que limpar objetos é ventilar bem os ambientes.

“Isso não invalida a orientação clássica de não se levar a mão à boca, nariz ou olhos porque isso facilitaria o processo de transmissão. Mas fazendo uma comparação a um pedestre, por exemplo, é muito mais fácil acontecer um acidente se ele estiver no meio da rua do que se estiver andando na calçada. No começo da pandemia, a gente não sabia [o principal meio de transmissão da Covid-19], por isso que a orientação foi genérica”, explicou Gomes.

“Hoje em dia sabemos que é a transmissão através do contato com superfícies existe, porém em número infinitamente menor do que o contágio pelo ar. Assim como utilizar máscara, lavar as mãos, manter o ambiente arejado e evitar aglomerações têm eficácias comprovadas por dados objetivos”, acrescentou o especialista.

bahia.ba

Polícia Federal deflagra operação contra desvios no combate à pandemia

 Publicado em 20/04/2021 às 11h17

Ações têm como alvo três municípios de São Paulo

Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

 

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta terça-feira (20) mandados de prisão contra cinco pessoas e 38 ordens de busca e apreensão na Operação Contágio, que apura o desvio de recursos públicos destinados ao combate da Covid-19. Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

As ações têm como alvo os municípios de Hortolândia (interior paulista), Embu das Artes e Itapecerica da Serra, esse dois últimos na Grande São Paulo.

A investigação foi iniciada a partir de informações fornecidas pela Controladoria-Geral da União (CGU) que indicam que esses municípios contrataram uma organização social (OS) sem capacidade técnica para prestação de serviços na área da saúde.

Segundo a PF, os contratos sob investigação têm valor total de mais de R$ 100 milhões. Alguns desses contratos foram assinados de forma emergencial para atender os pacientes de Covid-19.

De acordo com as investigações, a OS subcontratou empresas recém-criadas, também sem experiência na área, para a execução dos serviços demandados pelos municípios.

A partir dessas empresas foram sacados, em dinheiro, R$ 18 milhões, em retiradas fracionadas, segundo a PF, para burlar os mecanismos de controle.

Ainda de acordo com a polícia, os saques eram feitos sob escolta de um guarda civil municipal, que também era sócio de uma das empresas.

bahia;ba

Blindagem de Pazuello na CPI se tornou prioridade e Planalto articula para evitar o seu isolamento


Gestão de Pazuello será um dos principais alvos da CPI

Valdo Cruz
G1

Dentro das estratégias para enfrentar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, que se tornou a maior preocupação do presidente Jair Bolsonaro neste momento, se tornou prioridade uma operação do Palácio do Planalto para blindar o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e não deixá-lo isolado e sem proteção. O ex-ministro estará na lista de depoentes da comissão.

A CPI da Pandemia foi criada após uma determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) leu o ato de criação da Comissão nesta terça-feira, dia 13, e os nomes dos 18 senadores, entre titulares e suplentes, que vão compor a CPI nesta quinta-feira, dia 15. A Comissão pretende investigar ações e omissões do governo federal no combate à Covid-19.

ALVO DE INVESTIGAÇÃO – A gestão de Pazuello à frente do Ministério da Saúde será um dos principais alvos de investigação da CPI que deve começar a trabalhar na próxima semana. O ex-ministro da Saúde já é apontado por um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) como responsável por falhas no enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Segundo interlocutores do presidente da República, Pazuello “não pode se sentir abandonado” e “precisa se sentir prestigiado”, além de ser “bem treinado” para seu depoimento na CPI da Pandemia. A expectativa é que nos próximos dias ele possa ser nomeado para um cargo com sala no Palácio do Planalto.

Neste fim de semana, Bolsonaro foi a Goiás junto com Eduardo Pazuello. O presidente só decidiu demitir o general depois de pressões do Centrão e de receber informações de como o agravamento da pandemia estava afetando a sua imagem junto à população.

ALERTA – Em relação à CPI da Pandemia, o presidente Bolsonaro foi alertado por sua equipe que os sinais emitidos pelo Senado indicam que ele precisa se aproximar da Casa Alta. O Palácio do Planalto coleciona uma série de reveses desde que o STF mandou o Senado instalar a comissão. O governo tentou retirar assinaturas da CPI para evitar sua criação, mas não convenceu senadores.

Depois, tentou trocar senadores do PSD para inverter o jogo e deixar de ser minoria e passar a ser maioria. Até agora, não conseguiu. Buscou impedir que Renan Calheiros seja o relator, mas pelo visto não terá sucesso. Resultado, o governo terá dificuldades na CPI da Pandemia e, para reverter o jogo, terá de negociar com senadores, deixados em segundo plano até agora.

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