quinta-feira, abril 15, 2021

TCU aponta graves omissões e falhas da Saúde no combate à pandemia em gestão de Pazuello e sugere punição


Ministro diz que a gestão do ministério da Saúde ‘envergonha’ 

Mateus Vargas e André Borges
Estadão

Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) sinalizaram nesta quarta-feira, dia 14, que devem punir o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e seus auxiliares por omissões na gestão da pandemia da Covid-19. Relator da ação sobre a conduta da Saúde na crise sanitária, o ministro Benjamin Zymler disse que a pasta evitou assumir a liderança do combate ao novo coronavírus.

Segundo o relator, uma das ações da gestão de Pazuello foi mudar o plano de contingência do órgão na pandemia, com a finalidade de retirar responsabilidades do governo federal sobre o gerenciamento de estoques de medicamentos, insumos e testes. “Em vez de expandir as ações para a assunção da centralidade da assistência farmacêutica e garantia de insumos necessários, o ministério excluiu, por meio de regulamento, as suas responsabilidades”, disse Zymler.

OMISSÕES NA SAÚDE – O relator sugeriu a abertura de processos para avaliar omissões da Saúde na pandemia sobre estratégias de comunicação, testagem e distribuição de insumos e medicamentos. Segundo Zymler, o ministério descumpriu determinações anteriores feitas pelo TCU, as quais já apontavam a falta de planejamento em diversas áreas.

Em análises deste tipo, o TCU pode aplicar multas, indisponibilidade dos bens e determinar que o alvo da apuração não possa exercer cargo em comissão ou função de confiança no serviço federal por até oito anos.

O ministro Bruno Dantas disse que a gestão do ministério “envergonha” e que já há argumentos de sobra para impor “condenações severas” a gestores da pasta. Para Dantas, as responsabilidades podem ser medidas “em números de mortos”.

PEDIDO DE VISTA – Os ministros Augusto Nardes e Jorge Oliveira pediram vista e o caso deve retornar à pauta em 30 dias. Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao TCU, Jorge Oliveira é ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência do atual governo.

Oliveira disse que concorda “no mérito”, com o relatório, mas alertou que o tribunal não deve extrapolar as suas atribuições e “desgastar” a relação entre as instituições. “(Peço) que o tribunal não extrapole suas funções, não faça desgastar uma relação que, por motivos alheios à nossa vontade, já está muito desgastada, que as instituições respeitem umas as outras”, disse. Segundo o ministro, o TCU poderia estar indo além das suas atribuições ao determinar, por exemplo, que a Saúde altere as suas campanhas de comunicação.

Em seu relatório, a área técnica do TCU sugeriu que os ministros já aprovassem a aplicação de multa a Pazuello, além do ex-secretário executivo da Saúde, Elcio Franco, do atual secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da Saúde, Helio Angotti Neto; e do atual secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros. O tribunal pode aplicar multa de, no máximo, R$ 67,854 mil. Zymler, porém, optou por não seguir a área técnica e sugeriu a abertura de processos separados, que poderão levar às sanções.

DESDOBRAMENTOS – O posicionamento do tribunal pode ter desdobramentos cruciais sobre o governo, principalmente se considerada a abertura de uma CPI da Covid no Senado, que tem justamente a missão de apurar a conduta do governo federal na gestão da crise na saúde.

O TCU é, por definição, um órgão de assessoria do Congresso Nacional. Foi do TCU que saiu, em 2015, o relatório final que recomendava a rejeição das contas do governo Dilma Rousseff de 2014. O julgamento das chamadas “pedaladas fiscais” foi a base onde se ergueu o impeachment da ex-presidente. Procurado, o Ministério da Saúde não se manifestou.

RELATÓRIO DO TCU – O relatório técnico do tribunal lista uma série de medidas tomadas pelo Ministério da Saúde em relação ao Plano de Contingência Nacional. No entendimento do TCU, as mudanças tiveram o efeito prático de apenas reduzir as responsabilidades da pasta.

A área técnica do TCU afirma que a redução de responsabilidades pode ter comprometido a capacidade de monitorar estoques nacionais de insumos e medicamentos. Durante a pandemia, a Saúde demorou para agir e deixou faltar oxigênio e medicamentos para intubar pacientes em diversas regiões do País, além de insumos usados no processo de testagem da população.

O plano original previa, por exemplo, que o governo federal devia “garantir estoque estratégico de medicamentos para atendimento de casos suspeitos e confirmados para o vírus. Esse missão, porém, foi alterada para o papel de “apoiar nos processos de aquisição não programada de medicamentos utilizados no tratamento de pacientes com Covid-19, em articulação com as áreas técnicas demandantes”.

JUSTIFICATIVA – O MS justificou que o financiamento da assistência farmacêutica é de responsabilidade das três esferas de gestão do SUS. Dessa forma, parte dos medicamentos é adquirida pelos Estados ou municípios, conforme pactuação e, por isso, caberia a cada ente a gestão de seus estoques.

O TCU, porém, apontou que, ao contrário do afirmado pelo ministério, a função de garantir estoque de medicamentos não se referia à responsabilidade de aquisição de todos os medicamentos, mas o monitoramento dos insumos essenciais e a aquisição, de forma a evitar desabastecimentos.

“A alteração da ação, conforme realizada, tende a enfraquecer a gestão logística da pasta, atribuindo responsabilidade ao MS apenas para aquisições pontuais, não programadas, ou seja, sem planejamento, e levando ao abandono da função de controle do estoque, princípio essencial para fiscalização/monitoramento”, conclui.

REDUÇÃO NO ESCOPO –  O tribunal aponta ainda as alterações realizadas em ações de assistência farmacêutica, que representaram uma redução no escopo das atividades de gestão logística do ministério.

Zymler também disse que o TCU irá acompanhar mais de perto os trabalhos da Fiocruz para produção de 100% da vacina de Oxford/AstraZeneca no País, o que deve ganhar corpo no segundo semestre. Hoje o laboratório público envasa os insumos que são enviados de fábrica na China.

“Estamos um pouco preocupados com a Fiocruz. Ela tem diversas incumbências. Há percepção de que está estressada com diversas competências que lhe foram outorgadas na produção de vacinas e em outras ações de combate ao novo coronavírus”, disse o relator das ações da Saúde na pandemia.

COBERTURA VACINAL –  ministro ainda apontou preocupação pela queda na cobertura vacinal de crianças abaixo de 1 ano. Ele atribuiu os números à dificuldade de circulação por causa da pandemia, mas ponderou que há impacto das informações falsas. “Temos de reconhecer que há movimentos antivacina. Vinculados, e isso não é uma brincadeira, a movimentos terraplanistas”, disse ele.

O relator também apontou que falta planejamento da Saúde sobre o orçamento da pandemia. Ele ressaltou que nem sequer há discursos reservados em ação específica sobre a pandemia na proposta de lei orçamentária deste ano. “A chamada segunda onda, era anunciada e exigiam-se medidas adicionais de prevenção e preparo da estrutura de saúde. Não foi o que aconteceu, entretanto”, escreveu Zymler, em seu voto.

O relator disse que o Brasil caminha a passos largos para chegar ao topo no ranking de mortos em relação à população. Ele ainda lembrou que, se fossem países, Amazonas e Rio de Janeiro teriam as maiores taxas de mortos por 100 mil habitantes do planeta.

PLANEJAMENTO – A Corte de contas chama a atenção para uma nota técnica da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, a qual chama a atenção para o fato de que não existe uma fórmula a ser seguida para o enfrentamento de pandemias em todo mundo, mas que os países com melhores resultados no controle da pandemia compartilham, ao menos, uma característica em comum: a adoção, de modo rápido possível, de medidas planejadas e coordenadas para o controle da disseminação do vírus, além da preparação do sistema de saúde para cuidar adequadamente das pessoas infectadas.

“Um bom planejamento é a base para uma ação coordenada e eficaz. Contudo, o que se vê, até o momento, é que o Ministério da Saúde tem atuado de forma reativa e não planejada. A SecexSaúde (Secretaria de Controle Externo da Saúde) está acompanhando as ações do Ministério da Saúde desde o mês de março de 2020 e nunca conseguiu acesso a planos ou documentos afins que identifiquem e formalizem de forma clara a estratégia de enfrentamento à crise e sua operacionalização pelo MS”, afirma o relatório.

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ARGUMENTOS APONTADOS PELO RELATOR PARA PEDIR A ABERTURA DE PROCESSOS SOBRE OMISSÕES DA SAÚDE NA PANDEMIA:

1. Comunicação falha

Em seu relatório, Zymler aponta que o ministério descumpriu determinações de criar uma estratégia de comunicação que atinja toda a população brasileira para a divulgação de medidas farmacológicas de eficácia comprovada.

O ministro afirma que a Saúde gastou cerca de R$ 290 milhões em campanhas de comunicação na pandemia, mas R$ 88 milhões foram destinados a propagandas sobre o agronegócio e a retomada das atividades comerciais. Ele também cita reportagem do Estadão que revelou que o aplicativo TrateCov, da Saúde, indicava cloroquina até para um bebe recém-nascido com diarréia e náusea.

Para Zymler, a conduta do ministério pode caracterizar omissão e desvio de finalidade no uso de recursos para campanhas de comunicação, pois as peças serviram para informar sobre cuidados sérios contra a covid-19.

2. Falta de assistência farmacêutica

O relator também propôs um processo separado para avaliar omissões na definição de responsabilidades sobre monitoramento de estoques e distribuição de medicamentos e insumos.

O relator afirma que o tribunal já havia recomendado mudanças na gestão da Saúde em ações deste tipo, mas a pasta seguiu na direção contrária. Em vez de ampliar a sua liderança, o ministério mudou o plano de contingência para se isentar de responsabilidades como monitorar estoques nacionais de insumos para diagnóstico e medicamentos para a covid-19.

Segundo Zymler, a Saúde pode ter contrariado a lei de criação do SUS ao fugir de responsabilidades na pandemia. Ainda assim, o relator disse que a Saúde não feriu uma determinação anterior do tribunal, apenas interpretou à sua maneira. “É uma percepção diferencial do Ministério da Saúde acerca das determinações do tribunal e eventualmente do que a lei e regulamentos sugerem”, disse Zymler.

3. Estratégia de testagem falha

Segundo o relator, a área técnica do TCU não encontrou qualquer organização na estratégia de testagem da população. “Surpreende que o Brasil tenha implantado como estratégia esperar que os cidadãos com sintomas procurem os serviços de saúde e realizem um teste de detecção da doença, sem estabelecer qualquer meta, ação ou objetivo de acordo com os resultados”, afirma a área técnica do tribunal.

O tribunal cita estoque de testes prestes a vencer, revelado pelo Estadão, e afirma que com estes exames a Saúde poderia ter conduzido ampla estratégia de testagem. A área técnica do órgão disse ainda que a distribuição dos exames não obedece a nenhum critério.

Embaixador dos EUA avisa que Cúpula sobre o Clima é a última chance de Bolsonaro em metas ambientais


Recado  foi dado por Chapman durante reunião virtual privada

Marina Dias
Folha

O governo dos EUA considera a Cúpula de Líderes sobre o Clima, marcada por Joe Biden para a próxima semana, como a última chance de o Brasil mostrar preocupação ambiental para recuperar a confiança dos americanos e ampliar as relações com a Casa Branca.

O recado contundente foi dado pelo embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, durante reunião virtual privada no domingo, dia 11, com políticos, economistas, diplomatas e empresários

ULTIMATO – Participantes do encontro, promovido pelo Grupo Parlatório, relataram à reportagem que Chapman foi firme ao dizer que o meio ambiente vai nortear as relações entre Brasil e EUA, e que acordos comerciais entre os dois países e a entrada do Brasil na OCDE, por exemplo, dependem da latitude do plano que o governo Jair Bolsonaro vai apresentar na cúpula organizada por Biden, entre os dias 22 e 23 de abril.

“As relações entre nossos países dependerão muito dessa postura ambiental do Brasil”, disse Chapman. O diplomata afirmou que existe uma percepção de que o desmatamento ilegal na Amazônia cresceu muito e que esse “não é um problema de comunicação”, como justificam auxiliares de Bolsonaro, mas uma realidade que precisa ser revertida, inclusive com o envolvimento do setor privado.

De acordo com dados divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o desmatamento na Amazônia voltou a bater recordes em março e foi o maior dos últimos seis anos. A destruição da floresta no mês passado teve crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período de 2020, ano em que o desmatamento atingiu os níveis mais elevados em 12 anos, mesmo em meio à pandemia da Covid-19.

OPORTUNIDADE – O embaixador americano classificou a cúpula do clima como “uma oportunidade” para o Brasil virar o jogo e resgatar a preocupação ambiental diante dos olhos do mundo, e disse que o país vai “se tornar herói” se fizer uma “declaração contundente” e retomar seu papel de protagonista no debate sobre meio ambiente.

A mensagem foi vista pelos participantes da reunião como a forma mais firme de traçar as prioridades da agenda de Biden e dar um ultimato a Bolsonaro diante de influentes nomes dos setores público e privado, que podem capitanear pressões sobre o Planalto quando o assunto for mudanças climáticas.

Os EUA querem que o Brasil se comprometa durante a cúpula com metas objetivas de redução de desmatamento ilegal, zerando a prática até 2030, e apresente resultados ainda neste ano.

DINHEIRO ANTECIPADO – O ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), por sua vez, insiste na ideia de que o Brasil vai se comprometer com números apenas se receber dinheiro antecipado de países estrangeiros, mas os americanos condicionam o financiamento a resultados concretos.

Nos últimos dias, equipes técnicas dos governos brasileiro e americano mergulharam em uma série de reuniões em busca de um acordo. Chapman conversou nesta semana também com Salles e com integrantes da Apib (Articulação dos Povos Indígenas), que pediram abertura de um canal direto com o governo Biden para tratar da preservação da Amazônia.

A entidade questiona o comprometimento americano com uma gestão como a de Bolsonaro, que patrocina políticas ambientais negligentes.

CONVIDADOS – Entre os convidados para a reunião com Chapman no domingo, estavam o ex-ministro da Justiça Sergio Moro e o ex-embaixador dos EUA no Brasil Rubens Barbosa, que quis saber o motivo de o Brasil ter ficado de fora da primeira viagem do enviado de Biden à América do Sul.

Diretor sênior para o Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional, Juan Gonzalez viajou nesta semana para Colômbia, Argentina e Uruguai na esteira da agenda verde e da pandemia. Chapman respondeu que Gonzalez passaria pelos países onde as conversas estavam mais avançadas, o que foi entendido pelos presentes como a sinalização de que as tratativas com o Brasil não caminham no ritmo desejado.

Moro, por sua vez, perguntou se haveria alguma coisa que o setor privado pudesse fazer caso o governo brasileiro não cooperasse com o meio ambiente, e ouviu de Chapman que muitas empresas americanas estão exigindo uma resposta mais contundente sobre meio ambiente, porque não querem pagar a conta de quem está envolvido com ilegalidades e desmatamento.

“SALVAR A AMAZÔNIA” – Segundo o diplomata, não há marca melhor que “salvar a Amazônia”, e é preciso um acordo global sobre mercado de carbono.

Outro tema em que Chapman destacou a necessidade de envolvimento do setor privado foi o 5G. Os EUA tentam banir ou ao menos limitar a participação da empresa chinesa Huawei no leilão da frequência no Brasil. O embaixador disse que a decisão sobre a tecnologia é do Brasil, mas que é preciso decidir se o país quer “tecnologia de ponta ou tecnologia sem compromisso com proteção de dados”. “O setor privado precisa se manifestar”, insistiu Chapman.

O argumento dos americanos é que a Huawei repassa informações sigilosas ao governo chinês, o que ameaça a segurança de dados do Brasil e a cooperação com os EUA.

Mais uma vez o pobre paga o pato com idosos enfrentando fila e aglomeração em Jeremoabo, se contaminando ainda mais.




Local dessa fábrica de COVID-19 - Escola Dr. Carvalho Sá


Nesta quinta-feira (15), populares flagraram idosos enfrentando  intensos aglomerados na fila para vacinação na cidade de Jeremoabo; tudo isso por falta de organização e planejamento, mesmo os vereadores em sessão do dia 13.04 haver cobrado ação e providências por parte da secretária de saúde.

Além das longas filas e aglomeração nem cadeiras para sentar enquanto espera existe, situação humilhante e desumana já que muitos que ali estão sofrem com morbidades.

Quero alertar aos responsáveis por essas filas que os infectologistas ressaltaram que nem mesmo o uso de máscara livra a pessoa totalmente da contaminação nas filas, portanto, com certeza essa fila é um local apropriado para contaminar as pessoas.

"Agora, quem está na fila, em pé, assim como a gripe, pode pegar mais facilmente a Covid-19. É horrível ver a aglomeração que se forma nas filas com idosos. Quem tem condição, vai de carro e prova mais uma vez como a Covid se mostra mais insidiosa nos pobres, nos que não têm a condição de ir de carro.” (Alexandre Naime, chefe do Departamento de Infectologia da UNESP).

Enquanto "autoridades, chefes e secretários não entenderem o significado de Não vá o sapateiro além do sapato!", o povo é quem continuará pagando o preço da incompetência, não adianta justificar a ineficácia e o despreparo informando que a saúde de Jeremoabo está boa porque no hospital mulheres já estão parindo.

Cabe aos vereadores anexarem as fotos desse " pela vivo" e provocar o Ministério Público, já que a próxima vitima poderá ser um dos seus parentes.


Ao menos 22 países impõem barreiras de entrada ao Brasil para conter Covid


por Folhapress

Ao menos 22 países impõem barreiras de entrada ao Brasil para conter Covid
Foto: Reprodução / Poder360

Com o anúncio das restrições aos viajantes do Brasil feito pela França nesta terça-feira (13), o país soma barreiras de entrada impostas como forma de tentar conter o avanço da pandemia de Covid-19 - particularmente, a variante brasileira do vírus - em ao menos 22 nações, de acordo com levantamento feito a partir dos dados da Iata (associação internacional de transporte aéreo).

Os dados atualizados até esta quarta-feira (14) referem-se apenas a países que adotaram medidas específicas contra o Brasil. Assim, ficam de fora do levantamento lugares como a China, por exemplo, que fechou suas fronteiras de maneira mais generalizada.

Pessoas que estiveram no Brasil em um período de 14 dias antes de viajar não podem entrar na Arábia Saudita, Irã, Itália, Japão, Omã, San Marino e Vaticano. No Reino Unido, o prazo estabelecido como margem de segurança é de dez dias, mas os viajantes precisam se comprometer a ficar em quarentena em solo britânico por 11 noites.

Na Alemanha, quem esteve no Brasil só pode entrar se comprovar fazer parte de algumas das poucas exceções às regras, sendo familiar de um cidadão alemão, por exemplo. Mesmo a vizinha Argentina fechou as portas até pelo menos o final deste mês a quem sair do Brasil.

Na Áustria, segundo a Iata, os voos do Brasil e da África do Sul estão suspensos até, pelo menos, o próximo domingo (18), quando também expiram as restrições em Bangladesh e no Peru. Na segunda-feira (19), também deve cair a barreira imposta pela França e, no dia seguinte, a do Paquistão.

O principal temor desses países é o maior potencial de contágio e letalidade das variantes brasileiras do coronavírus. São elas a P.1, originária de Manaus e já dominante em pelo menos seis estados brasileiros fora do Amazonas, e a P.2, de grande circulação no Brasil e primeiro identificada no Rio de Janeiro.

Além das cepas brasileiras, também foram identificadas variantes do coronavírus no Reino Unido, na África do Sul e nos EUA. Em geral, de acordo com o conhecimento científico acumulado até agora, essas novas versões do coronavírus tendem a ser mais transmissíveis e surgem como consequência do descontrole da pandemia e da alta circulação de pessoas --caso do Brasil.

Quanto mais o vírus circula, maiores as chances de mutações surgirem -algumas delas facilitam a entrada do vírus nas células ou então impedem a ação de anticorpos neutralizantes.

Assim, embora a maior parte dos países que impuseram restrições ao Brasil tenham taxas de transmissões maiores que a brasileira, as medidas se justificam pelo temor de que as variantes agravem a crise sanitária, sobrecarregando sistemas de saúde e elevando o número de mortes.

A taxa de transmissão, também chamada de "R", indica para quantas pessoas, em média, cada infectado transmite o vírus; quando está acima de 1, significa que a velocidade de contágio é crescente.

Entre os 22 países analisados, o Irã é o que apresenta o maior índice (1,43), segundo os dados compilados pelo portal Our World in Data. Isso significa que cada 100 infectados por coronavírus no Irã contaminam outros 143, que, por sua vez, infectam mais 204, que contagiam 292 e assim sucessivamente, espalhando a doença de forma cada vez mais rápida.

A taxa do Brasil é 1,01 -o quinto menor da lista-, o que significa, segundo o índice, que a transmissão é mais lenta, mas ainda progressiva. Com R abaixo de 1, nos países da lista, estão apenas San Marino (0,96), Reino Unido (0,93), Áustria (0,91) e Itália (0,81).

 

PAÍSES QUE IMPÕEM BARREIRAS AO BRASIL

  • Alemanha
  • Arábia Saudita
  • Argentina
  • Áustria
  • Bangladesh
  • Cidade do Vaticano
  • Colômbia
  • Espanha
  • EUA
  • França
  • Holanda
  • Irã
  • Itália
  • Japão
  • Marrocos
  • Omã
  • Paquistão
  • Peru
  • Reino Unido
  • San Marino
  • São Martinho
  • Turquia

Operação Faroeste: Grupo Franciosi diz que sempre atuou de forma legal, proba e límpida

 

Operação Faroeste: Grupo Franciosi diz que sempre atuou de forma legal, proba e límpida
Foto: Reprodução / Facebook

Em nota de esclarecimento encaminhada ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (14), o Grupo Franciosi, citado pelo contador Edson Cella em um áudio obtido pelo site no âmbito da Operação Faroeste (saiba mais aqui), afirmou que sempre se pauta pela boa-fé em suas relações e reforçou que atua de forma legal, proba e límpida.

 

Na nota, a empresa esclarece que se negou a estabelecer qualquer formatação de negócio jurídico que não tivesse relação com a realidade fática. Além disso, o grupo afirma que não realizou qualquer contato com a família Maturino.

 

Confira abaixo a nota na íntegra:

 

Tendo em vista a divulgação de áudio de conversas entre Geciane Maturino e o contador Edson Cella, o Grupo Franciosi vem a público esclarecer: 

 

1. Em 12 de junho de 2012, as partes do processo judicial n° 15761.1990.8.05.0081 – Reintegração de Posse proposta por José Valter Dias em face da família Okamoto em 1985 – apresentaram, por meio de seus advogados, minuta de acordo para pacificação do litígio; 

 

2. O acordo foi homologado judicialmente por meio de sentença judicial proferida durante audiência no dia 25 de junho de 2012; 

 

3. O teor do acordo garantia à José Valter Dias e sua esposa o reconhecimento da propriedade de uma área de terra equivalente a pouco mais de 21 mil hectares; 

 

4. No ano de 2013 o corretor Dagonez Junior Triaca apresentou ao Grupo Franciosi áreas livres e desembaraçadas, quais sejam as que foram objeto de acordo homologado judicialmente pela família Dias;

 

5. Em face da existência de decisão judicial homologando o acordo desde 2012, bem como da inexistência de contestação dos seus termos naquela época, o Grupo Franciosi entendeu que não existia qualquer óbice ou litígio que impedisse a aquisição da área naquele momento; 

 

6. Vale dizer que as terras objeto da transação constituíam terra nua, sem benfeitorias, ou seja, não tinham ocupação humana. Com isso, à época, não haviam no local nenhuma plantação, agricultor ou família, ou seja, ninguém foi retirado da terra para que o Grupo Franciosi pudesse exercer sua posse; 

 

7. Em novembro de 2013 foi formalizada a promessa de compra e venda de 22.000 hectares correspondentes às Fazendas Triângulo, Jézer, Lilita, Marcella e São Felipe, por um valor total equivalente de 1.567.801 sacas de soja; 

 

8. O negócio jurídico foi formalizado seguindo todos os trâmites legais, inclusive com o pagamento dos tributos, a entrega da escritura e a posterior expedição das licenças ambientais pertinentes; 

 

9. A aquisição das referidas áreas no ano de 2013, envolveu apenas a intermediação do corretor Dagonez Triaca, a família Dias e membro do Grupo Franciosi; 

 

10. Desta forma, na referida aquisição formalizada em 2013, não houve participação ou contato com a família Maturino;

 

11. O pagamento do valor total passou a ser efetuado de forma parcelada ao longo dos anos para José Valter Dias ou para aqueles a quem este, como credor, determinasse;

 

12. O montante das parcelas abarcava o valor em dinheiro devidamente atualizado, considerando o preço de mercado de cada saca de soja. Assim, as parcelas eram pagas em dinheiro tendo como base o valor de cada saca de soja devida; 

 

13. O Grupo Franciosi sempre pautou sua atividade pelo cumprimento das normas contábeis e todos os pagamentos foram efetuados de acordo com os respectivos termos contratuais; 

 

14. Toda a documentação de aquisição das áreas fora devidamente apresentada, de forma livre e espontânea, à Polícia Federal desde fevereiro de 2020; 

 

15. O conteúdo do áudio, em seu inteiro teor, revela a negativa do Grupo Franciosi em estabelecer qualquer formatação de negócio jurídico que não tivesse relação com a realidade fática e os termos contratuais fixados; 

 

16. As imputações feitas pelo contador revelam, em verdade, o desconhecimento deste sobre o negócio jurídico formulado entre José Valter Dias e o Grupo Franciosi, o que o levou a conclusões equivocadas sobre a origem dos pagamentos e aportes efetuados. 

 

17. Por fim, as áreas adquiridas pelo Grupo Franciosi em 2013 estão atualmente na posse indireta de terceiros em decorrência da decisão da Desembargadora Sandra Inês, objeto de ação controlada pela Polícia Federal. 

 

Diante dos esclarecimentos acima, o Grupo Franciosi reitera que sua atuação sempre foi pautada na boa-fé e no adimplemento dos termos contratuais estabelecidos, de forma que as imputações feitas não possuem verossimilhança com o decorrer dos fatos. Assim, reforça a sua atuação legal, proba e límpida, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários para elucidar as informações errôneas divulgadas por terceiros.”

Bahia Notícias

Rui Costa escolhe Geder Gomes para vaga de desembargador no TJ-BA


por Ailma Teixeira / Cláudia Cardozo

Rui Costa escolhe Geder Gomes para vaga de desembargador no TJ-BA
Foto: Francisco Colombo/ CCOM-MPMA

O procurador de Justiça Geder Gomes foi nomeado desembargador pelo governador Rui Costa (PT) nesta quinta-feira (15). O nome de Geder integrou uma lista tríplice, encabeçada pelo procurador de Justiça Adriano Pazelli. Geder foi o segundo nome na lista, seguido Nivaldo Aquino. A lista foi formada nesta quarta (14) pelos desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A vaga era destinada ao quinto constitucional pela classe do Ministério Público (saiba mais aqui).

 

Essa foi a nomeação mais célere para o cargo de desembargador dos últimos anos. A última nomeação de Rui para o TJ-BA foi no final de 2019, com a indicação de José Aras para o cargo. A posse de Geder deve ocorrer nos próximos dias.

Bahia Notícias

Vacinação de professores é aprovada e deve iniciar na próxima semana na Bahia


por Bruno Luiz

Vacinação de professores é aprovada e deve iniciar na próxima semana na Bahia
Foto: Divulgação

A Comissão Intergestores Bipartite (CIB) aprovou, em reunião nesta quarta-feira (14), o início da vacinação dos trabalhadores da educação com 55 anos ou mais. Ainda não há data certa para a imunização deste público, mas a perspectiva é de que a aplicação comece na próxima semana, a depender da quantidade de doses disponíveis da vacina nos municípios.

 

A CIB é um órgão composto pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) e secretários municipais de Saúde e define como será feita a aplicação da vacina contra Covid-19 no estado. A resolução sobre o início da imunização dos trabalhadores da educação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta (15).

 

O documento ainda diz que os municípios que finalizerem a etapa de 59 a 50 anos anos do grupo das forças de segurança e salvamento poderão avançar para a faixa dos 49 a 45 anos. A CIB também estabeleceu como se dará a vacinação para outros grupos prioritários, como pessoas entre 60 e 64 anos, quilombolas e pacientes com comorbidades. 

Bahia Notícias

Bolsonaro articula e tenta emplacar nomes de fora da base aliada para evitar Calheiros e Randolfe no comando da CPI


Charge do Gilmar Fraga (gauchazh.clicrbs.com.br)

Gustavo Uribe e Daniel Carvalho
Folha

Com pouca chance de emplacar uma maioria governista na CPI da Covid do Senado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem defendido que os postos de presidente e relator da comissão parlamentar sejam ocupados por senadores que não sejam alinhados nem ao governo nem à oposição.

A estratégia ao pregar uma alternativa que represente um meio-termo é evitar que senadores como Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL), críticos recorrentes do presidente, ocupem cargos de destaque e aumentem ainda mais o desgaste que a investigação pode provocar.

LINHA NEUTRA – Nesta terça-feira, dia 13, horas depois da sessão que criou a comissão de inquérito, assessores do presidente já defendiam que a investigação deve seguir uma linha neutra e que não seja contaminada pelo que chamam de paixões políticas.

O receio principal do Palácio do Planalto é que a investigação sobre a condução do combate ao coronavírus pelo Poder Executivo afete a popularidade do presidente a um ano da campanha à reeleição e leve o governo a responder por eventuais acusações criminais.

A avaliação na equipe presidencial é que, por contar com a maior bancada federal no Senado, é natural que o MDB ocupe um dos postos.Para evitar que o escolhido seja Renan, integrantes da articulação política não descartam um apoio a Eduardo Braga (AM) para o posto de relator. O senador é considerado pelo presidente um nome mais aberto ao diálogo.

ELOGIO – Em cerimônia de posse do ministro do Turismo, Gilson Machado, no fim de 2020, Bolsonaro elogiou Braga, que estava sentado na cerimônia ao lado dos senadores Eduardo Gomes (MDB-TO) e Fernando Bezerra (MDB-PE).

“Tenho certeza de que esse trio maravilhoso, que está na minha frente aqui, resolvendo a questão da Mesa da Câmara e do Senado, vai ser bem resolvido, tenho certeza disso”, afirmou.Para o cargo de presidente da comissão de inquérito, a articulação política do Palácio do Planalto tem atuado para evitar a escolha de Randolfe, autor do requerimento de criação da CPI da Covid. O senador já manifestou interesse no posto.

O Planalto também não tem simpatia por uma indicação para a função do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que deve compor a comissão de inquérito e já disse que é preciso parar Bolsonaro.

GOVERNISTAS – A base aliada cita como nomes que poderiam representar um meio-termo para a presidência os dos senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Mello (PL-SC), apesar de ambos serem considerados governistas por congressistas de oposição.

Apesar de a CPI ter sido criada na terça-feira, o governo federal aposta que o STF (Supremo Tribunal Federal), em sessão nesta quarta-feira, dia 14, deve estabelecer que ela inicie os trabalhos mais para frente, quando forem permitidas as reuniões presenciais no Senado.

Mesmo que ocorra um adiamento, o Planalto quer ganhar tempo. A ideia é que já seja preparada uma espécie de cartilha com indicadores e realizações da gestão federal para municiar a tropa de choque do governo na CPI. O material deve ser preparado em conjunto pelos ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e das Comunicações, Fábio Faria.

ANÁLISE DE CONTRATOS – Além disso, para evitar surpresas indesejáveis, a articulação política defende que seja promovida uma análise prévia nos contratos principais da Saúde para afastar indícios de irregularidades.

Na avaliação do entorno do presidente, questões como a crise do oxigênio em Manaus podem ser terceirizadas por Bolsonaro. Nesse caso, ele pode responsabilizar o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, ou o governo estadual.

Em relação à recusa de ofertas da Pfizer, o que permitiria entrega de vacinas ainda no ano passado, o governo já vem adotando a narrativa de que as cláusulas do contrato só podiam ser atendidas depois da aprovação de um projeto pelo Congresso.

CALCANHAR DE AQUILES – Bolsonaro, porém, tem um calcanhar de Aquiles, na avaliação de ocupantes do Planalto. A politização da Coronavac —uma guerra que ele travou com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB)— tem todas as digitais do presidente.

Bolsonaro chegou a chamar o imunizante de “vacina chinesa” e a desautorizar Pazuello no dia seguinte ao anúncio de um acordo para aquisição da vacina, alvo de críticas presidenciais até se tornar a solução para o início da campanha de imunização no Brasil.

Para tirar o foco do governo federal, a estratégia desenha da pelo presidente é que a tropa de choque foque nos recursos federais enviados durante a pandemia do coronavírus a estados e municípios. Apesar de a CPI ser proibida de investigar estados, ela pode se debruçar sobre repasses federais.

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PROVÁVEIS NOMES INDICADOS PARA A CPI DA COVID:

Ligados ao governo Bolsonaro: Ciro Nogueira (PP-PI), Jorginho Mello (PL-SC), Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO)

Independentes ou de oposição: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Humberto Costa (PT-CE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Distribuição das vagas na CPI da Covid:

MDB, PP e Republicanos: 3 titulares e 2 suplentes
PSDB, Podemos e PSL: 2 titulares e 1 suplente
DEM, PL e PSC: 2 titulares e 1 suplente
PT e PROS: 1 titular e 1 suplente
PDT, Cidadania, Rede e PSB: 1 titular e 1 suplente
PSD: 2 titulares e 1 suplente


A nação espera que Luiz Fux cumpra logo seu dever, agendando o julgamento de Bolsonaro

 

A abertura do pedido de Bolsonaro está nas mãos de Fux

Carlos Newton

Ninguém aguenta mais, a nação não merece ser governada por um político como Jair Bolsonaro, que mistura ignorância, despreparo, agressividade e desequilíbrio emocional. É preciso sustar a sangria e entregar o governo a seu substituto constitucional, para que o país possa voltar à normalidade de suas instituições e à democracia plena, sem pactos, sem conchavos e sem conluios visando à impunidade dos criminosos da elite, que enriquecem ilicitamente com o desvio de verbas públicas.

O fim desse pesadelo está nas mãos do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, a quem cabe ser endereçado um desesperado apelo – Ministro, a nação espera que o senhor cumpra seu dever e coloque em pauta, o mais rápido possível, o pedido de abertura de processo contra o Presidente da República por ter negado fornecimento água potável e medicamentos aos indígenas e quilombolas durante a pandemia.   

FORA DA PAUTA – Em março, a relatora Cármen Lúcia pediu ao presidente Fux que a queixa-crime contra Bolsonaro seja incluída na pauta de julgamentos, mas ainda não há data marcada.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, tentou arquivar a queixa-crime, sob alegação de que o presidente vetou a concessão de água potável e remédios “pelo fato de não ter sido feita a estimativa do impacto orçamentário e financeiro da despesa decorrente da disponibilização de água potável para comunidades tradicionais”.

A argumentação é mentirosa, ardilosa e inescrupulosa, porque o Congresso aprovou todos os pedidos de verbas extras para o governo e no final de março de 2020 já havia R$ 750 bilhões destinados à pandemia e seus efeitos.

RECURSO PROVIDO – A relatora Cármen Lúcia chegou a ser iludida pelos argumentos de Aras e mandou arquivar o caso, mas o autor da queixa-crime, advogado André Magalhães Barros, recorreu, requerendo que a questão fosse submetida ao Plenário.

Desde 9 de março, o pedido de Cármen Lúcia está incluído na pauta de julgamentos, mas ainda não há data marcada para a discussão. E como dizia o grande jornalista e compositor Miguel Gustavo, o suspense já é de matar o Hitchcock.

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P.S. –
 Agora, aguarda-se que o ministro Fux se recorde das palavras do almirante Francisco Barroso e se compenetre de que o país realmente espera que cada um cumpra seu dever, porque, se o Supremo aprovar a denúncia, o impeachment de Bolsonaro se tornará uma realidade palpável(C.N.)

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