terça-feira, dezembro 01, 2020

ACM Neto e Wagner dão largada ao ciclo eleitoral de 2022 na Bahia


por Fernando Duarte

ACM Neto e Wagner dão largada ao ciclo eleitoral de 2022 na Bahia
Foto: Max Haack/ Ag. Haack

A ressaca das eleições de 2020 começou com o início do próximo ciclo, que se encerra daqui a dois anos. Após o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), falar pela primeira vez sobre a “possibilidade grande” de ser candidato a governador em 2022, o ex-governador Jaques Wagner (PT) voltou a reiterar que o nome dele está disponível caso isso garanta a unidade do grupo político que hoje comanda o Palácio de Ondina. É, até aqui, o rascunho mais preciso do embate eleitoral da próxima disputa na Bahia.

 

ACM Neto é candidato a governador e nem precisava ser tão explícito para saber. Após toda a pressão em 2018, ele deixou claro que estaria apenas adiando o projeto. Com as vitórias expressivas em colégios eleitorais importantes, a musculatura do gestor soteropolitano aumentou e o cacife dele para negociar apoios também. Caso consiga costurar um arco de alianças similar ao feito na sucessão em Salvador, o presidente nacional do DEM se consolida como o principal nome na corrida pelo governo em 2022. Afinal, é o único posto, ainda que extraoficialmente.

 

Isso não significa a inexistência de outros postulantes nessa disputa. É apenas a constatação de que, depois de permanecer no DEM enquanto tudo parecia naufragar, o partido não apenas ganhou sobrevida como se tornou um protagonista no processo eleitoral. Nacionalmente, o DEM é a namoradinha do “centrão” - alcunha eufemista do fisiologismo de muitas legendas. Na Bahia, é praticamente a sigla responsável por dar as cartas na oposição, apesar de fingir bem dividir as atenções com os aliados.

 

Wagner é um dos melhores quadros da base aliada de Rui. Foi governador por dois mandatos e é responsável direto pela construção das alianças que garantiram a eleição, a reeleição e a sustentação de Rui Costa no governo. No meio de um mandato de senador, o petista é também o que menos tem a perder. A favor dele, a boa avaliação do período em que esteve em Ondina, ainda que alguns percalços, a exemplo das greves de policiais e professores, possam retornar dos mortos.

 

Contra ele, pesa um fato que se repete no PT em diversos planos: a dificuldade em formar novos quadros, ainda que tenha havido esse esforço com a candidatura de Major Denice em Salvador. Mesmo que nomes como Éden Valadares, presidente estadual do PT, despontem no plano da articulação, os petistas têm problemas históricos em lançar novas figuras a tempo de torná-las competitivas para o pleito. Esse desgaste é natural e independe do próprio Wagner. Até aqui, não houve sinal de que há um sucessor para Rui sendo construído paulatinamente e o perfil centralizador do governador inclusive mostra um caminho diferente.

 

Com esse novo ciclo iniciado, as peças do tabuleiro político local começam a ser mexidas. É cedo para cravar se teremos esse embate entre ACM Neto e Wagner daqui a dois anos. Porém essa disputa parece a mais provável com o retrato do atual momento.

 

Este texto integra o comentário desta terça-feira (1º) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para a rádio A Tarde FM. O comentário pode ser acompanhado também nas principais plataformas de streaming: SpotifyDeezerApple PodcastsGoogle Podcasts e TuneIn.

Jacques Wagner comemora surgimento de novos nomes da política e cita João Campos e Marília Arraes como exemplos: "A gente não pode ficar refém do Lula", declarou


Posted: 01 Dec 2020 12:36 AM PST





Do Bahia Notícias

Mesmo o PT não elegendo prefeito em nenhuma das capitais do Brasil nas eleições deste ano, o senador Jaques Wagner (@jaqueswagner) avaliou como positivo o aparecimento de novos nomes no campo da esquerda. 

O parlamentar também sugeriu nesta segunda-feira (30), em entrevista ao apresentador a Mário Kertész hoje, na Rádio Metrópole, que “não vai ficar refém” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "a vida inteira". 

"Parabéns à democracia. Quem ganhou, parabéns. Quem perdeu, que se prepare para a próxima. Só para fechar, não acho, de longe, que teve algum enterro. É evidente que o tempo vai passando e vai se sentindo. O surgimento do Boulos é altamente alvissareira, ou da Manuela ou da Marília, além do João em Pernambuco. São pessoas jovens que estão começando a ter reconhecimento público. Acho ótimo, a gente não pode ficar refém. Sou amigo irmão do Lula, mas vou ficar refém dele a vida inteira? Não tem sentido. É minha opinião sincera, parabéns aos jovens que participaram e ganharam", disse Wagner.

Blog da Noelia Brito

Aliados reprovam declarações de Bolsonaro avalizando denúncias de fraude na eleição dos EUA


Charge do Zé Dassilva (Arquivo do Google)

Valdo Cruz
G1

O presidente Jair Bolsonaro desagradou aliados ao endossar publicamente as denúncias sem provas feitas por Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos. As declarações de Bolsonaro foram vistas, inclusive por seus interlocutores, como uma tentativa de desviar o foco dos resultados das eleições municipais, que representaram uma derrota para o presidente brasileiro.

Neste domingo, dia 30, depois de votar, Bolsonaro disse que tinha informações, cujas fontes não iria revelar, de que houve, sim, fraudes na eleição norte-americana. O presidente dos Estados Unidos não apresentou provas de suas denúncias e suas alegações estão sendo derrubadas pela Justiça dos EUA.

VITÓRIA DE BIDEN – Os comentários de Bolsonaro preocupam aliados e também a parte mais pragmática do governo, que defendia, desde o início, que o Planalto reconhecesse a vitória do democrata Joe Biden. Na primeira vez em que falou publicamente sobre o tema, o presidente brasileiro disse ainda não ser o momento de reconhecer a vitória até que sejam esclarecidas as denúncias de fraudes no pleito norte-americano.

“O presidente, ao tentar desviar o foco do resultado da eleição municipal, na qual saiu derrotado, toma uma atitude na qual deixa prevalecer suas relações pessoais em detrimento dos interesses do país, subindo o tom que só vai prejudicar nossas relações com os Estados Unidos de Joe Biden”, disse ao blog um interlocutor do presidente brasileiro.

A ala mais pragmática do governo foi até surpreendida com as declarações de Bolsonaro neste domingo, porque esperava que, pelo menos, ele ficasse em silêncio sobre a eleição nos Estados Unidos até reconhecer a vitória de Biden.

DE OLHO – Na avaliação de assessores, a equipe de Biden está, com certeza, anotando em relatórios o comportamento de Bolsonaro e isso vai pesar nas negociações bilaterais. Para aliados de Bolsonaro, ele perdeu as eleições neste domingo, mas vai entoar o discurso contrário, na busca de amenizar o desgaste gerado pela disputa municipal.

Segundo esses aliados, o fato é que os partidos da base de apoio do governo é que ganharam, enquanto o grupo ligado diretamente ao presidente da República saiu derrotado. No Palácio do Planalto, o discurso oficial é que o resultado mais importante das eleições municipais foi a derrota da esquerda, principalmente do PT.

A equipe direta do presidente segue na linha de tentar manter acesa a disputa direta entre Bolsonaro e o PT, não escondendo que, numa campanha de reeleição, prefere enfrentar novamente os petistas num segundo turno.

Bolsonaro faz papel grotesco ao alardear que as eleições norte-americanas foram fraudadas

 

Bolsonaro barra Folha e outros jornais em primeira entrevista coletiva como  presidente eleito - 01/11/2018 - Poder - Folha

Jair Bolsonaro age sempre de maneira pouco diplomática

Pedro do Coutto

Na tarde de domingo, logo após votar na eleição do Rio, o presidente Jair Bolsonaro. ao responder a uma pergunta de um dos repórteres, afirmou não ter dúvida de que as eleições norte-americanas foram fraudadas, razão pela qual ele aguarda a decisão final da Justiça dos EUA. Com isso ele bateu seu próprio recorde em matéria de equívocos e de investidas excêntricas para dizer o mínimo. A curta entrevista colocada no ar pela TV Globo foi motivada por uma resposta inclusive comentada por William Bonner.

O apresentador da TV Globo dez questão de esclarecer que o presidente da Republica fez esta afirmação sem qualquer prova concreta.

CONSTRANGIMENTO – A observação de Jair Bolsonaro sem dúvida causou mal estar nos EUA, porque sustentar que as eleições foram fraudadas significa que o país não teve capacidade de realizá-las de forma limpa e de punir os fraudadores.

Bolsonaro esqueceu que todos os recursos até o momento acionados pelo residente Trump foram rejeitados pela Justiça. No caso de Michigan, Georgia e Pensilvânia, as recontagens confirmaram a vitória de Joe Biden.

Em consequência, o presidente Donald Trump assumiu um papel incapaz de ser levado a sério e causou perplexidade, não só nos EUA como também nos países cujos presidentes e primeiro-ministros pensam o contrário do que pensam Bolsonaro e Trump.

RIDÍCULO E GROTESCO – Trump  expõe os EUA a uma situação entre o ridículo e o grotesco. Nunca na história americana aconteceu esse tipo de revolta pelos presidentes que não conseguiram se reeleger. Casos de Nixon, em 1960, quando perdeu para Kennedy, tampouco George Bush, que foi derrotado por Bill Clinton, assim como  Jimmy Carter, que perdeu para Ronald Reagan. Portanto, a investida de Trump vai de encontro ao regime democrático e à tradição das campanhas eleitorais para presidente da República.

Joe Biden  inclusive já formou praticamente seu governo, convocando pessoas de sua confiança para postos-chaves da administração. Indicou também a nova representante do país na ONU. A equipe do presidente que assume a 20 de janeiro já se encontra em atividade para traçar o projeto básico para os próximos quatro anos, em transição autorizada por Trump na segunda-feira da semana passada.

CASO DIPLOMÁTICO – Ao afirmar que as eleições pela Casa Branca foram fraudadas o presidente Bolsonaro projetou um quadro anárquico na legislação dos EUA. Sua investida pode criar um grave caso diplomático porque no fundo contém uma desconfiança na capacidade americana de cumprir a lei e a ética.

Na mesma entrevista, o presidente Bolsonaro acentuou que tem desconfiança no sistema brasileiro, no qual as urnas eletrônicas têm um papel decisivo. Mas o ministro Luis Roberto Barroso, presidente do TSE, rebateu indiretamente a desconfiança de Bolsonaro. E acrescentou um toque irônico, ao dizer que Trump envereda por um estranho caminho, que expõe o país a uma reação mundial.

É preciso saber que os freios à política externa de Bolsonaro vêm da iniciativa privada

Posted on 

William Waack
Estadão

É preciso um pouco de paciência, mas a força dos interesses privados brasileiros está conseguindo impor severos limites aos rompantes de política externa do governo Jair Bolsonaro. A “linha” externa foi basicamente subordinar-se a Donald Trump, um erro grotesco do ponto de vista “técnico” de diplomacia e um exemplo já clássico de como a cegueira ideológica conduz a decisões que são pura estupidez.

O agronegócio foi o primeiro a gritar contra a gratuita hostilização de parceiros comerciais no Oriente Médio e na Ásia, seguido de perto por setores modernos industriais e do mundo financeiro em relação a políticas ambientais.

DAR UMA SEGURADA – Os mais novos grupos a entrar no “vamos dar uma segurada” são de setores tecnológicos ligados a telecomunicações e infraestrutura, preocupados com o dano que a hostilidade à China possa trazer a investimentos no 5G.

Especialmente no agro “tecnológico” – aquele que colocou o Brasil como uma superpotência na produção de grãos e proteínas – a postura externa do governo Bolsonaro é vista com consternação e abertamente criticada.

O racha já chegou à relação entre entidades que representam os variados grupos desse setor. Aqueles apelidados de “ruralistas”, e identificados com a soja e a pecuária “primitiva”, continuam apegados à noção de que, sendo o Brasil um campeão na produção de alimentos, não importa o que aconteça ou o que se diga, o mundo continuará comprando aqui.

OUTROS AGENTES – Mas coligação de peso é a que passa pelos bancos, grandes indústrias (química, por exemplo), instituições financeiras (plataformas de investimentos), empresas de ponta no setor digital (aplicação de inovação digital na agricultura, por exemplo), serviços e varejo de massa (por suas ligações com o exterior). Elas se entendem como parte de grandes cadeias internacionais, o que significa levar em grande consideração o que vai pela cabeça de massas de consumidores – e as preocupações de acionistas idem.

Estabeleceram com o presidente do Conselho da Amazônia, o general Hamilton Mourão, uma espécie de interlocução que se faz notar, por exemplo, na maneira como o vice-presidente reagiu ao anúncio de Biden de que retornaria aos acordos do clima de Paris – mais uma vez, a voz de Mourão é abertamente dissonante em relação à de Bolsonaro.

Aliás, na cabeça dos executivos desses grupos a vitória de Joe Biden é vista como uma excelente oportunidade de, pelo menos, restaurar parte das cadeias produtivas globais. E fala-se da China com bem menos hostilidade política.

SEM ISOLAMENTO – Nenhum desses dirigentes admite em conversas particulares enxergar qualquer vantagem no isolamento internacional a que as posturas de política externa de Bolsonaro levaram o País, e simplesmente ignoram o que diz o governo. Olham para os acordos de comércio recentemente assinados na Ásia (abrangendo 30% do PIB mundial e alguns países “ocidentais” como a Austrália, por exemplo) e examinam em grupos nutridos de análise da situação internacional como não perder o bonde (mais um).

Nesse sentido, a anunciada adesão do Brasil à iniciativa americana de “rede limpa” (clean network), que exclui a chinesa Huawei do 5G brasileiro, foi considerada prematura e desnecessária também por militares envolvidos em programas de Defesa – e que não viram na dedicação de Bolsonaro a Trump qualquer vantagem prática em termos de acesso a tecnologias sensitivas (notadamente nos setores nucleares e de mísseis) tradicionalmente bloqueadas por governos americanos, democratas ou republicanos.

FALANDO SOZINHOS – Qual o resultado de tudo isso: será o retorno às deliberações multilaterais (incluindo o acordo de Paris), a moderação na resposta às críticas à política ambiental, mais cuidado no trato com parceiros comerciais importantes na Ásia e Oriente Médio e a reiteração (bem antiga, já) aos que controlam tecnologias de Defesa de que somos internacionalmente “adultos e responsáveis”.

Em outras palavras, é deixar a área externa do governo, incluindo filhos, assessores e alguns ministros de Bolsonaro, falando sozinhos.

segunda-feira, novembro 30, 2020

Contratação de Moro por consultoria que presta serviços à Odebrecht e OAS gera críticas na web


Moro vira sócio em consultoria que administra recuperação judicial da Odebrecht e da OAS - Pequenas Empresas Grandes Negócios | Notícias

Sérgio Moro diz que não vai atuar na A&M como advogado 

Filipe Vidon
O Globo

A confirmação de que o ex-ministro Sérgio Moro vai trabalhar em uma empresa de consultoria que presta serviços para os grupos Odebrecht e OAS, ambos alvos da Operação Lava-Jato por pagamento de propina a políticos e empresários, gerou críticas e piadas nas redes sociais. No Twitter, o assunto alçou o nome da construtora aos tópicos mais comentados na manhã desta segunda-feira.

Moro confirmou através de seu perfil na rede que ocuparia o cargo de sócio-diretor na consultoria internacional Alvarez & Marsal. Protagonista da polêmica, tentou se defender no mesmo tuíte em que anunciou a novidade, alegando que não vai advogar para as empresas, e nem atuar em casos com conflitos de interesse.

DISSE MORO –“Ingresso nos quadros da renomada empresa de consultoria internacional Alvarez&Marsal para ajudar as empresas a fazer coisa certa, com políticas de integridade e anticorrupção. Não é advocacia, nem atuarei em casos de potencial conflito de interesses”— Sergio Moro (@SF_Moro) November 30, 2020

No cenário político, nomes da esquerda repercutiram no Twitter o novo emprego de Moro. O deputado Federal José Guimarães (PT-CE) afirmou que Moro era o “símbolo da moralidade lavajatista” e provocou dizendo “ainda tem quem o defenda”. O também deputado Henrique Fontana (PT-RS) acusou o ex-juiz de perseguir o ex-presidente Lula e agora prestar serviços para a Odebrecht: “Moro revela que nunca foi sobre corrupção”, declarou.  

Além dos políticos, muitos internautas se mostraram surpresos pela atitude do ex-juiz, que se tornou sinônimo da Lava-Jato, operação que fez uma devassa nas construtoras e acabou expondo nomes tradicionais da política envolvidos em esquemas de corrupção.

 “Goleiro bom bate o pênalti e defende”, comentou um usuário da plataforma. O cartunista Maurício Ricardo também comentou a polêmica e avaliou que “somos uma daquelas séries de roteiro forçado que a gente larga no segundo episódio”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Antes, quando era juiz federal, Moro era acusado de estar destruindo importantes empresas brasileiras de renome internacional. Agora o acusam de trabalhar para a recuperação dessas mesmas empresas.

Esse factoide de dupla interpretação faz lembrar um ditado árabe celebrizado por Ibrahim Sued: “Os cães ladram e a caravana passa…”. No caso dos políticos perseguidos por Moro, eles ladram porque são ladrões. (C.N.)  

Legendas do Centrão vão administrar quase metade dos municípios do país


Charge do Nani (nanihumor.com)

Fábio Vasconcellos
G1

O grupo de partidos que formam o chamado Centrão, base política na Câmara dos Deputados do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), vai administrar mais de 2,6 mil municípios a partir de 2021, o equivalente a 47% das cidades brasileiras. O número de moradores nesses municípios (cerca de 78 milhões de pessoas), por sua vez, representa aproximadamente 40% da população do país.

O desempenho do Centrão na disputa municipal, que realizou o segundo turno neste domingo, dia 29, é visto com atenção por lideranças políticas de olho nas eleições de 2022. Isso porque o bloco tem capilaridade em centenas de municípios e pode ajudar a mobilizar eleitores na corrida presidencial daqui a dois anos. O resultado das urnas pode também ampliar a força política do Centrão junto ao governo federal.

PREFEITURAS – Entre os 11 partidos que formam o grupo, PP, PSD e PL são as legendas com o maior número de prefeituras. Mas a diferença é pequena. Enquanto PP venceu em 685 municípios, o PSD vai administrar 655 a partir de 2021. O PL ficou em terceiro lugar, com 345 prefeituras.

Embora dispute com o PP a liderança das legendas do Centrão com maior força eleitoral, o PSD está à frente em um conjunto de cidades com maior número de moradores – o total é de aproximadamente 23 milhões. A legenda vai comandar, por exemplo, Belo Horizonte, onde o prefeito Alexandre Kalil venceu ainda no primeiro turno, com 63% dos votos.

A capital mineira é o maior município sob o comando do PSD no país. Entre as grandes cidades, a legenda vai administrar ainda Guarulhos (SP), Campo Grande (MS) e Campina Grande (PB). Já o PP vai administrar Nova Iguaçu (RJ), João Pessoa (PB), Uberlândia (MG) e Rio Branco (AC). No grupo do Centrão, não foram considerados o MDB e DEM, que anunciaram a saída do bloco em julho. Permaneceram na base de apoio do presidente PP, PSD, PL, PTB, Republicanos, Cidadania, PSC, Solidariedade, Avante, Patriota e Pros.

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