sábado, novembro 28, 2020

Ao desistir de depor, Bolsonaro fez “confissão de culpa” sobre interferência na Polícia Federal


Charge: Por que Bolsonaro recuou diante de Moro. Por Nando Motta

Charge do Nando Motta (Arquivo Google)

Carlos Newton

Circulam várias versões sobre a decisão tomada pelo presidente Jair Bolsonaro, que desistiu de prestar depoimento no inquérito que investiga suas tentativas de interferir nos trabalhos da Polícia Federal, conforme denúncia feita a 24 de abril pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

A versão mais curiosa, plantada pelo Palácio do Planalto, alega que o presidente fez um cálculo pragmático ao se recusar a depor, porque ele teria preferido “um pequeno desgaste político” do que enfrentar o risco jurídico do prosseguimento do inquérito, que a Advocacia-Geral da União está tentando arquivar.

ESTRATÉGIA ARRISCADA – É um direito constitucional do réu ficar em silêncio, para não se comprometer ao depor. Mas essa estratégia é um risco, porque quase sempre é considerada uma confissão de culpa, sobretudo quando o silêncio vem acompanhado de um pedido de arquivamento do inquérito.

No caso, a recusa de depor é ainda mais comprometedora, porque existe nos autos uma declaração do presidente, feita espontaneamente na reunião ministerial de 22 de abril, na qual ele demonstra claramente sua intenção de proteger a família e os amigos, ao pretender acompanhar os inquéritos contra eles na PF.

A decisão desconsiderando o pedido de arquivamento foi tomada imediatamente pelo ministro Alexandre de Moraes, que não tem poupado a família Bolsonaro e o Gabinete do Ódio nos processos das fakes news, além de ter tomado a iniciativa de fazer o STF restaurar a autonomia do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e da Receita Federal, que havia sido cerceada em manobra conjunta do presidente e dos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

POR ORDEM DE BOLSONARO – Ao decidir esse importantíssimo caso, Alexandre de Moraes certamente vai levar em conta que o inquérito foi aberto por determinação do próprio presidente da República, que se julgou ofendido pelas declarações de Sérgio Moro ao deixar o Ministério. Na petição inicial, assinada pelo procurador-geral Augusto Aras, o ex-ministro Moro é acusado de denunciação caluniosa e mais seis crimes.

Com a apresentação da defesa de Moro e a exibição do vídeo da reunião ministerial, em que há a confissão tácita de Bolsonaro, aconteceu algo jamais visto no Supremo. Como se sabe, o autor do pedido de inquérito foi Bolsonaro, e o investigado era Moro. Mas no site do Supremo é o presidente da República que passou a aparecer como investigado, e os nomes de Moro e de seu advogado até deixaram de constar na capa do inquérito, que se nada tivessem a ver com o feito.

É um erro brutal da Secretaria do Supremo. O inquérito foi aberto tendo Bolsonaro como “vítima”, jamais como “investigado”. Isso significa que ele poderia responder por escrito ao depoimento, ao contrário do que o bestial Celso de Mello afirmou.

POR QUE PAROU? – É o caso de se perguntar a esse tão elogiado ministro aposentado Celso de Mello: Por que parou o inquérito sob alegação de que Bolsonaro não podia depor por escrito, por ser o investigado, se na verdade o investigado é Moro? 

Tecnicamente, até agora Bolsonaro não foi nem se tornou  investigado. Portanto, seu nome deveria constar no Supremo como suposta vítima de denunciação caluniosa e outros seis crimes. Se no decorrer do inquérito surgiram provas de que Bolsonaro é culpado dos oito crimes a ele atribuídos pela defesa de Moro, isso não tira do ex-ministro a condição de “investigado” e de Bolsonaro ser a suposta “vítima”.

Essas denominações só podem mudar em fase posterior, se for aberto o processo, no qual então Bolsonaro figurará como “réu” e Moro como “vítima”.

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P. S. – É isso que o ministro Alexandre de Moraes vai julgar proximamente,  ao decidir se aceita a denúncia contra Bolsonaro, que transformará o inquérito em processo e poderá fundamentar o impeachment, enquanto la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C.N.)

Aliados reagem à filiação de Bolsonaro a alguma sigla do Centrão e defendem volta ao PSL

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CHARGE – Blog do Cardosinho

Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Andréia Sadi
G1 Política

Enquanto parte dos aliados querem que o presidente assuma o controle do PSL, sigla pela qual ele se elegeu, outra parte defende a migração para algum partido mais antigo, como PP.

Mas o  grupo mais ideológico ligado ao presidente Jair Bolsonaro reage à ideia de que o presidente possa se filiar a um partido do Centrão e trabalha para que ele volte ao PSL.

“BASE RAIZ” – Segundo o blog apurou, aliados que fazem oposição ao grupo militar e político do presidente avaliam que ficará cada vez mais difícil para o presidente convencer a sua “base raiz” de que ele não é um integrante do Centrão se deixar a digital ingressando em algum partido do bloco, criticado por Bolsonaro e aliados, como o general Heleno, na campanha de 2018.

Por isso, um grupo de aliados trabalha, nos bastidores, para que Bolsonaro volte ao PSL, partido pelo qual ele se elegeu. A ideia é que o presidente controle o fundo partidário (avaliado em R$ 200 milhões), além de manter o comando da sigla.

COM NOVO NOME – Também querem convencer o partido a trocar o nome de Partido Social Liberal (PSL) para Partido Conservador Liberal (PCL).

O blog procurou Luciano Bivar, presidente do PSL. Ele disse que não há acordo algum envolvendo entrega de fundo ou de comando partidário para o retorno de Bolsonaro ao partido. Perguntado se não seria bom para o partido o retorno do presidente, visando 2022, Bivar respondeu: “Partido não é negócio, não tem dono. Não estou preocupado com poder de 2022, estou preocupado com comunhão de ideias.”

Outro grupo dentro do governo defende que Bolsonaro migre para alguma sigla do Centrão, como o PP, pois já foi filiado à legenda.

sexta-feira, novembro 27, 2020

Reforma mantém privilégios da elite dos três Poderes e destrói conquistas dos servidores

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Charge reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

Excelente o teor da entrevista do presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da  União (Sindilegis), Petrus Elesbão (Eixo Capital- Correio Braziliense- 26/11). Sem meias palavras, firme,  isento  e esclarecedor, como todo bom líder sindical, Elesbão manifesta preocupação e repúdio com relação a proposta da Reforma Administrativa enviada pelo governo ao Congresso.

A seu ver, “sem a estabilidade do servidor, o Brasil voltará a ser um império travestido de democracia”. Em defesa de seus argumentos, Petrus salienta estudo do consultor Petrônio Portella Filho, publicado no Correio Braziliense, mostrando que, em 2018, o governo federal gastou 12% da despesa total com funcionalismo, enquanto a média mundial era 22% e a média na America Latina alcançou 23%.

VAMOS CORTAR ISSO? – “A maioria dos servidores atua em serviços essenciais, como saúde, educação e segurança. “Vamos cortar isso?”, indaga, perplexo, o presidente do Sindilegis.

Petrus enumera mais preocupações da entidade: “Não podemos aceitar a privatização do Estado; a flexibilização da estabilidade; o ingresso no serviço público sem concurso; a exclusão dos militares, juízes, parlamentares e Ministério Público”, assinala, acrescentando que não podem ser aceitos também “os superpoderes dados ao presidente, que não cabem numa democracia”.

Elesbão afirma que sua gestão à frente do Sindilegis, entre outras medidas saudáveis, “rompeu com as práticas do velho sindicalismo. Nosso trabalho se resumiu em quatro palavras: combate, gestão, transparência e modernidade”, concluiu.

NATAL DE SEMPRE – “Tem uma moeda aí, tio?”. É o clamor de crianças e adolescentes. Mãos estendidas. Vozes trêmulas.  Olhos tristes. As   caixinhas de sapatos ou latas de leite compõem o cenário humilhante e melancólico desta época do ano, em todo o Brasil.

Significam esperança de algo para comer. De um natal menos sofrido. Marcam a linha da fome e da miséria. Chegam juntas. Semáforos, estacionamentos e portas de restaurantes e lanchonetes fazem das caixinhas e latas o porto da gratidão à espera de bondosos corações.

Trump enfim diz que sairá da Casa Branca se o Colégio Eleitoral anunciar vitória de Biden


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participa de teleconferência com militares, no Dia de Ação de Graças, na Casa Branca, na quinta-feira (26) — Foto: AP Photo/Patrick Semansky

Trump afirma que será muito difícil aceitar a derrota, mas…

Deu no G1
Agência Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (26) que deixará a Casa Branca se o Colégio Eleitoral votar a favor do presidente eleito Joe Biden, na declaração mais próxima de uma admissão de sua derrota nas eleições do dia 3 de novembro, apesar de continuar repetindo suas acusações infundadas de que houve fraude eleitoral generalizada.

Ao falar com jornalistas no feriado de Ação de Graças, Trump disse que se Biden – que deve tomar posse no dia 20 de janeiro – for confirmado como vencedor das eleições pelo Colégio Eleitoral, ele deixará a Casa Branca.

SERÁ DIFÍCIL… – Mas Trump disse que seria difícil para ele admitir a derrota nas atuais circunstâncias, e se recusou a dizer se compareceria à posse de Biden.

“Essa eleição foi uma fraude”, insistiu Trump em um discurso por vezes incoerente na Casa Branca, no qual continuou sem oferecer evidências concretas da existência de irregularidades eleitorais generalizadas.

Biden venceu a eleição e assegurou 306 dos votos do Colégio Eleitoral (muito mais que os 270 necessários para garantir a vitória), contra 232 de Trump, e a reunião do Colégio Eleitoral está marcada para o dia 14 de dezembro para formalizar o resultado. Biden também supera Trump por mais de 6 milhões de votos na contagem de votos populares.

PRESSÃO DO PARTIDO – Trump até agora se recusou a reconhecer completamente sua derrota, embora na última semana, com o aumento da pressão vinda de seu próprio Partido Republicano, ele tenha aceitado autorizar o início do processo oficial de transição de poder.

Perguntado se deixaria a Casa Branca se o Colégio Eleitoral votar por Biden, Trump disse: “Certamente, eu irei. Certamente irei. E vocês sabem disso”, declarou. “Mas eu acredito que muitas coisas vão acontecer entre agora e o dia 20 de janeiro. Muitas coisas”, disse. “Fraudes massivas foram descobertas. Somos como um país de Terceiro Mundo.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Trump é um garoto mimado que julga ser dono do campo, das camisas do time e da bola e quer ser considerado o camisa 10. Ao se recusar a admitir a derrota, faz uma espécie de Piada do Ano permanente. Afinal, em suas próprias palavras, se “fraudes massivas foram descobertas”, porque até agora ele ainda não as revelou??? (C.N.)

Moraes reage e prorroga inquérito sobre interferência de Bolsonaro na Polícia Federal


Temer indica tucano Alexandre de Moraes para vaga de Teori no STF | Brasil  | EL PAÍS Brasil

Implacável, Moraes pede parecer e dá seguimento ao inquérito

Marcelo Rocha
Folha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), prorrogou por 60 dias o inquérito que apura se houve interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no comando da Polícia Federal. A decisão, tomada nesta sexta-feira (27), ocorre um dias após Bolsonaro pedir ao ministro que os autos fossem enviados à PF para elaboração de relatório final.

Moraes, no entanto, entendeu que há diligências ainda a serem cumpridas no caso. No mês passado, ele consultou a polícia sobre o estágio das investigações.

DEPOIMENTO DE BOLSONARO – No mesmo despacho, o ministro pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que se manifeste sobre a necessidade do depoimento do presidente.

Na véspera, quinta-feira (26), Bolsonaro comunicou ao STF, em ofício assinado pelo advogado-geral da União, José Levi do Amaral Júnior, que não vai depor no inquérito e pediu arquivamento da investigação.

A palavra final sobre a realização do interrogatório, no entanto, cabe a Moraes. Na condição de investigado, o presidente pode faltar ao compromisso caso o ministro determine que a PF marque o depoimento.

A PEDIDO DE BOLSONARO – O inquérito foi aberto no STF em abril pelo procurador-geral Aras, a pedido de Bolsonaro, para apurar as acusações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que o presidente da República tentou interferir na autonomia da PF para proteger familiares e aliados.

Moraes assumiu a relatoria do caso após a aposentadoria do ministro Celso de Mello no mês de setembro. Em um dos últimos atos no tribunal, Celso determinou que Bolsonaro prestasse depoimento presencial e autorizou a defesa de Moro a acompanhar o interrogatório.

O depoimento de Bolsonaro, segundo os investigadores encarregados do caso, é apontado como uma das providências finais da apuração.

DISSE BOLSONARO – O presidente afirmou ainda ao STF que a divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril “demonstrou completamente infundadas quaisquer das ilações que deram ensejo ao presente inquérito”.

Anexada ao inquérito, a gravação foi apontada por Moro como uma das provas de que Bolsonaro tentou interferir na polícia.

Tão logo assumiu a relatoria do caso, no final do mês passado, Moraes pediu à PF informações sobre as diligências em andamento.

CRÍTICAS A MORAES – Bolsonaro já fez críticas públicas a Moraes quando o ministro anulou, em decisão individual, a posse de Alexandre Ramagem para o comando da PF após a saída de Moro do governo e de seu indicado, Maurício Valeixo, da chefia da corporação.

Moraes também é relator de outros dois inquéritos sensíveis ao bolsonarismo. Um diz respeito à apuração de atos antidemocráticos realizados por aliados do presidente, e outro investiga a existência de uma rede de disseminação de ataques e ameaças a ministros do STF na internet —esse caso também atinge correligionários do chefe do Executivo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A cada dia aumenta minha admiração pelo ministro Alexandre de Moraes. Até agora, tem confirmado no Supremo seu notório saber, sua reputação ilibada e sua autonomia. Bolsonaro precisa desesperadamente arquivar esse inquérito, porém Moraes parece pretender levar a investigação até o final. É o assunto político mais importante e logo voltaremos a ele. (C.N.)

A candidata a prefeita Anabel agardece ao povo de Jeremoabo


A palavra de ordem: GRATIDÃO!!!!
🙏🏼🙏🏼🙏🏼🙏🏼
A DEUS por tudo, aos amigos e amigas de Jeremoabo que acreditaram no nosso Projeto de dias melhores para nosso povo.
Gratidão também aos candidatos a vereadores (as) da nossa coligação, que mostraram como podem contribuir para o futuro da nossa terra e parabéns aos vereadores eleitos .
JEREMOABO TERRA QUERIDA, CONTINUE SEMPRE CONTANDO COMIGO E COM O NOSSO GRUPO POLÍTICO !!!!
❤️❤️❤️❤️
Obrigada Jeremoabo e que DEUS NOS ABENÇOE !!!!🙏🏼🙏🏼🙏🏼🙏🏼

Nota da redação deste Blog - Grande líder Anabel, “eleições o candidato ganha ou perde. O que não pode é perder a dignidade, o caráter e se vender por uns cargos ou outros interesses.

 Você não foi bem sucedida apenas numa batalha; porém, a luta continua contra a  inexperiência, contra a continuidade da corrupção que tomou conta da prefeitura e hoje envergonha o cidadão.

Tenho muito orgulho e estou honrado em compartilhar com esse grupo político extraordinário, que já mostrou sua   capacidade e determinação na prefeitura .

 As suas lutas que começamos lá atrás,  mostraram que o verdadeiro sentido da política é o exercício diário da cidadania. 

Não abandonaremos nossa cidade,  a luta continua!

 Você e seu grupo não foram derrotados, não sairemos do campo de luta. Quem ama Jeremoabo vai continuar contigo.

O grupo elegeu sete vereadores  na Câmara composta de treze. São nossos companheiros com responsabilidade política e que estarão ao lado do Povo de Jeremoabo ao longo do mandato, fiscalizando, cobrando, direcionando suas ações na defesa dos interesses dos que mais precisam. Não creio que cedam à pressão do poder do coronel” 

Neto confirma suspensão do Carnaval em fevereiro e põe em dúvida realização em 2021


por Jade Coelho / Bruno Luiz

Neto confirma suspensão do Carnaval em fevereiro e põe em dúvida realização em 2021 
Fevereiro de 2021 não terá folia | Foto: Divulgação

Em decisão já esperada, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), confirmou nesta sexta-feira (27) que o Carnaval na capital baiana não vai acontecer em fevereiro. “Neste momento está suspenso”, anunciou em entrevista coletiva na Praça Municipal. 

 

O prefeito ainda disse que a realização da folia em outro momento do próximo ano está condicionada a existência de uma vacina contra a Covid-19.

 

“Pode acontecer em outro momento? Tudo vai depender de ter ou não vacina acessível a todos no Brasil. Não há prazo neste momento  estabelecido. Caso exista vacina, os prefeitos das maiores cidades se unem para, juntamente, decidir um eventual calendário e possibilidade de realização em outro momento. Agora nem eu, Bruno, nem ninguém pode estabelecer uma data”, enfatizou. 


Neto vinha conversando com prefeitos de outras capitais sobre a possibilidade de realizar a folia no segundo semestre do próximo ano, sendo julho o mês mais provável (relembre aqui). Entretanto, o gestor ponderou ser irresponsável fixar alguma data. 

 

Prefeito eleito, Bruno Reis (DEM) se comprometeu a, havendo vacina acessível em 2021, retomar as articulações pela realização do Carnaval em outro mês. “Tendo a vacina, eu farei as articulações, seja com o Congresso Nacional para, quando possível, estabelecer uma data nacional para o Carnaval, seja com os prefeitos de outras capitais para, se possível, fazermos um momento único de Carnaval em todo o Brasil”, disse. (Atualizada às 11h28)

Bahia Notícias

Operação cumpre mandados de prisão contra 11 policiais militares por prática de milícia


por Francis Juliano

Operação cumpre mandados de prisão contra 11 policiais militares por prática de milícia
Foto: Reprodução / Blog Valdiney Passos

Onze mandados de prisão são cumpridos nesta sexta-feira (27) nas cidades de Paulo Afonso, Lauro de Freitas, Camaçari e Salvador. A ação faz parte de nova fase da Operação Alcateia que investiga formação de milícia por policiais militares. Dos 11 com prisão preventiva decretada, cinco foram presos temporariamente no dia 29 de outubro passado (lembre aqui). São os PMs Júlio João Castor Júnior, o “Burra branca”, Sandro José de Oliveira, o “Lábios de mel”; Pedro Guibson Júnior, José Adelmo da Silva Feitosa e Valmir Dantas Félix, todos do 20° Batalhão de Paulo Afonso.

 

Naquela ocasião, o tenente-coronel Carlos Humberto, conhecido como “Cachorrão”, também foi afastado. Dois não-militares que também foram presos em outubro tiveram a preventiva decretada: Jeorge da Silva e Paulo Henrique de Souza Moreira, conhecido como “Paulinho” ou “Cego” (ver aqui).

 

Nesta sexta, os agentes colhem novas provas em endereços do tenente-coronel. Os outros policiais militares com prisão preventiva decretada são: George Humberto da Silva Moreira; Márcio André Ferreira Vaccarezza, Wesley Amorim Bulhões e Aislan de Andrada Cavalcante. Segundo o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado (MP-BA), que comanda a operação, nessa fase os agentes coletam novas provas em endereços do tenente-coronel Carlos Humberto, que segue afastado.

 

O trabalho visa desarticular uma organização criminosa que vinha praticando diversos crimes de homicídio, tráfico de drogas, além de outros delitos típicos de atividade de milícia, como tortura e extorsão. Além do Gaeco participam da operação o Grupo Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), além de promotores criminais de Paulo Afonso e da Auditoria Militar, em conjunto com a força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Combate a Grupos de Extermínio e Extorsões. Atualizado às 11h53.

Bahia Notícias

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