sexta-feira, novembro 27, 2020

Deputados pedirão que declarações de Eduardo Bolsonaro contra a China sejam incluídas em CPMI das fake news


Charge do Duke (domtotal.com)

Bela Megale
O Globo

Deputados federais estão se mobilizando para solicitar que notícias falsas que tenham potencial de comprometer o relacionamento do Brasil com países estrangeiros sejam alvos de investigação da CPMI das fake news. A ideia é apresentar um requerimento pedindo que a disseminação de mensagens como as que associam a China à Covid-19 e alimentam teses de fraudes nas eleições dos EUA sejam apuradas, além de mentiras sobre vacinas.

O alvo é claro. Com a iniciativa, os deputados miram o filho 03 de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que nesta semana deflagrou mais uma crise diplomática com o país asiático ao escrever um post sobre a tecnologia 5G. Eduardo cita uma suposta “espionagem da China”. Em resposta, a Embaixada do país asiático emitiu um comunicado em que pede o abandono da retórica americana para evitar “consequências negativas”.

“GABINETE DO ÓDIO”– Os parlamentares querem saber se o filho do presidente e assessores do Palácio do Planalto que integram o chamado “gabinete do ódio” – já na mira da CPMI – estão envolvidos com a disseminação dessas fake news e insultos. A CPMI, porém, segue suspensa por causa da pandemia.

As medidas não se limitam ao Congresso. O grupo de parlamentares também pedirá formalmente ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que o tema seja incluído no inquérito das fake news.

Essa é mais uma investida de deputados contra Eduardo Bolsonaro. Os parlamentares já solicitaram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que paute o afastamento do filho 03 da presidência da Comissão de Relações Exteriores da Casa.


Os preços disparam, a dívida aumenta, o tempo passa na janela, mas só Paulo Guedes não vê…


TRIBUNA DA INTERNET | Guedes diz que é 'irresponsável' furar teto de gastos  “para fazer política, para ganhar eleição”

Charge do Miguel (Jornal do Commercio/PE)

Pedro do Coutto

O Brasil passou a ser o país em que a alta de preços no atacado subiu em outubro, ocupando o segundo lugar na escala econômica. Reportagem  de Thais Barcelos, O Estadão desta quinta-feira, apresenta estudo de Andrea Damico, economista chefe da Armor Capital. Revela a pesquisa  que os preços no atacado atingiram no ano o percentual de 31%,somente ultrapassado pela Argentina cujos preços chegaram a 38%.

O Brasil ocupa assim o segundo lugar no mundo e certamente os preços do atacado se refletirão no varejo e na inflação, com  o consumidor pagando a conta. Mias um desafio para o cálculo inflacionário do IBGE.

ENDIVIDAMENTO – O mesmo jornal publica matéria de Lorena Rodrigues analisando os dados do Tesouro Nacional sobre o endividamento federal. Já chegou a 4,6 trilhões de reais, e uma parcela na escala de 27% vence em setembro de 2021.

Detalhe importantíssimo: o total de 4,6 trilhões não inclui as dívidas dos estados e municípios, o que elevaria o total para 6,4 trilhões, ultrapassando o PIB.

O montante do PIB atinge 6,3 trilhões de reais. Só em relação ao plano federal o endividamento representa 70% do PIB.

NOVOS TÍTULOS –  O governo vem emitindo novos títulos para financiar o déficit orçamentário que inclui despesas que ultrapassam os totais de arrecadação.

No mês passado o governo Bolsonaro emitiu títulos públicos no  total de 173 bilhões de reais, frisa Lorena Rodrigues, revelandio que esse foi o maior volume da história. O governo como se constata, está capitalizando juros que deveria desembolsar.

Agravando o panorama, os investimentos estrangeiros no país somaram 31 bilhões de dólares, menos da metade dos 69 milhões de dólares que ingressaram no país no ano passado.

BOLSONARO E GUEDES – Mas para o ministro Paulo Guedes tudo está bem, não há problemas, como ele próprio afirmou aos repórteres Manoel Ventura e Isabela Macedo, edição de ontem de O Globo.

O presidente Bolsonaro esquece todos esses números negativos e festeja a “recuperação dos empregos”, chegando a dizer que Guedes é “insubstituível”. Portanto, como na música de Chico Buarque, o tempo passou na janela e só Paulo Guedes não viu.

O problema diplomático é que Eduardo Bolsonaro expressa o pensamento de seu pai presidente


Eduardo Bolsonaro na embaixada: anúncio faz três meses, mas indicação ainda  é incerta | Congresso em Foco

Bolsonaro deu status de “embaixador” ao filho Eduardo

Merval Pereira
O Globo

O preocupante é que o que o deputado federal Eduardo Bolsonaro fez, colocando no twitter uma acusação à China de que usa a tecnologia 5G para fazer espionagem, corresponde ao que pensam seu pai, o presidente Bolsonaro, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Se fosse um deputado qualquer, como sempre foi, Eduardo ou seus irmãos poderiam fazer as bobagens que sempre fizeram, e ninguém ligaria, como nunca ninguém ligou antes de eles sairem do anonimato para o proscênio da vida política nacional pelos azares da sorte.

ATITUDE IRRESPONSÁVEL – Mas houve repercussão porque, além de filho do presidente, Eduardo Bolsonaro preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Então, o que ele diz vale mais do que qualquer deputado, vale como sendo o pensamento do presidente da República. Essa é a gravidade da atitude irresponsável que tomou.

Tentou remediar, apagou a mensagem, mas não dava mais para evitar a crise. É uma posição ideológica burra, e os membros da Comissão de Relações Exteriores já começam a se movimentar para retirá-lo da presidência. Ou pelo menos deixar claro que suas postagens pessoais no Twitter não representam o pensamento da maioria da Comissão.

A China é nosso maior parceiro, e tem sido o responsável pelo superávit de nossa balança comercial. O Brasil não tem que entrar nessa disputa ideológica dos EUA com a China.

DISPUTA DO FUTURO – Os EUA têm razões para essa postura, porque a a disputa pela tecnologia 5G é a disputa do futuro, e quanto mais países ficarem do lado dos EUA, melhor pra eles.

Faz sentido a Inglaterra, o Japão, e outros países barrarem as companhias chinesas em favor dos Estados Unidos, são regiões e países que dependem muito diretamente dos EUA, economicamente e até mesmo em questões de segurança nacional, e pretendem ser protegidos em caso de conflito.

Essa posição dificilmente mudará com o governo democrata de Joe Biden, mas provavelmente será menos truculenta do que atualmente. O objetivo, porém, é o mesmo: tentar neutralizar o avanço chinês. Mas o Brasil não tem nada a ver com essa geopolítica, tem que aproveitar o melhor dos dois mundos, dos EUA e da China.

ANÁLISE TÉCNICA – Não precisa necessariamente fechar com um deles para ter benefícios, tem que fazer uma análise técnica, ver o que é melhor para nosso estágio de desenvolvimento.

É certo que a tecnologia 5 G da China é mais adiantada, e se adapta melhor ao nosso sistema já instalado, porque muitas ferramentas e dispositivos já em uso no 4G são de empresas chinesas. Diante desse quadro, é preciso ver se há vantagem em optar por outra tecnologia.

A questão da espionagem chinesa parece ser uma fabulação trumpiniana, mas temos que ser realistas. A espionagem é uma atividade que todos os países utilizam, e é quase ridículo assumir que apenas um dos lados na disputa pelo predomínio internacional faz uso dela.

MADE IN USA – Recentemente, o Brasil já teve problemas com os Estados Unidos nessa área. Em 2015, o site Wikileaks divulgou uma lista classificada pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos como “ultrassecreta”, a qual revelava que, além da própria presidente Dilma Rousseff, cerca de 30 números telefônicos, incluindo o de ministros, diplomatas e assessores foram espionados.

Até mesmo o telefone via satélite instalado no avião presidencial era um desses números.  O então vice-presidente Joe Biden esteve no Brasil para tentar aparar as arestas depois da revelação. Provavelmente os Bolsonaro devem ter achado pouco e bom o governo petista ter sido espionado.

DEPUTADO SEM NOÇÃO – Não é necessário, pois, criar embates diplomáticos com o maior parceiro comercial do Brasil. A nota da embaixada da China foi dura, fora dos padrões diplomáticos, mas a mensagem de Eduardo Bolsonaro foi fora dos padrões diplomáticos também, sem falar na reincidência.

Meses antes, o deputado acusara pelo Twitter o governo da China de ter espalhado propositalmente o coronavírus Covid19. Como se vê, o filho 03 não tem a menor noção do que seja diplomacia. Queria ser embaixador do Brasil nos EUA, mas não tem a menor capacidade, nem mesmo de diálogo, quanto mais de usar uma linguagem mais sutil no embate diplomático.

TSE analisa casos de violência nas eleições 2020; estudo revela 107 assassinatos


TSE analisa casos de violência nas eleições 2020; estudo revela 107 assassinatos
Foto: Divulgação/STF

Após afirmar que crime político não é problema do Tribunal Superior Eleitoral (STE), o presidente da do órgão, ministro Luís Roberto Barroso, orientou a equipe de técnicos da Corte a levantar os casos de violência ligados às disputas municipais. 

 

Segundo Estadão, por decisão de Barroso a Assessoria Especial de Segurança e Inteligência divulgou um relatório parcial apontando 99 casos de homicídio ou tentativas de assassinato de pré-candidatos e candidatos neste ano. Porém, o tribunal não apresentou dados específicos e concretos sobre os assassinatos nas disputas pelo poder.

 

A reportagem ressalta que a gestão de Barroso na presidência do TSE coincide com o período mais violento na política dos últimos 40 anos de democracia. Monitoramento do Estadão mostra que o País registrou, em 2020, o maior número de mortes por motivações políticas desde a Lei de Anistia e o início da redemocratização, em 1979. De janeiro a novembro, foram 107 assassinatos. Das vítimas, 33 eram pré-candidatos e candidatos a prefeito e a vereador.

 

O estudo do tribunal aponta que houve um salto de crimes na política desde 2016, quando 46 candidatos e pré-candidatos teriam sido vítimas de atentado, sem dar detalhes. O monitoramento do Estadão, no entanto, destaca que, naquele ano, só o número de homicídios consumados de candidatos e pré-candidatos chegou a 47 casos.

Bahia Notícias

Quase 60 municípios não atendem requisitos da Lei Aldir Blanc e Estado recebe R$ 6 mi

 

por Ailma Teixeira / Mauricio Leiro

Quase 60 municípios não atendem requisitos da Lei Aldir Blanc e Estado recebe R$ 6 mi
Foto: Divulgação / TCA-BA

Entre os setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus no Brasil está o cultural. “Primeiro a parar, último a retornar”, repetiram as autoridades de saúde ao longo de 2020. Ainda assim, nem todos os gestores públicos aproveitaram o benefício implementado com a Lei Aldir Blanc, que garante um auxílio emergencial aos profissionais da área (saiba mais aqui).

 

Na Bahia, por exemplo, 59 dos 417 municípios não solicitaram ou não finalizaram o cadastro para receber esses recursos. Com isso, os valores devem ser encaminhados para o Governo da Bahia. 

 

Na semana passada, o governo estadual oficializou o repasse à Secretaria de Cultura do Estado (Secult). Em um decreto de crédito suplementar, publicado na edição do dia 19 de novembro do Diário Oficial do Estado, R$ 6.339.632 foram destinados ao "Apoio Emergencial ao Setor Cultural", tarefa a cargo da Assessoria de Planejamento e Gestão da Secult.

 

Procurada pelo Bahia Notícias, a pasta confirmou que os recursos são federais e provenientes da Lei nº 14.017/2020. "A suplementação para Apoio Emergencial ao Setor Cultural será prioritariamente executada no atendimento ao inciso III da Lei Aldir Blanc (Lei n° 14.017). Ou seja, para pagamento dos projetos recebidos das chamadas públicas realizadas pelo Programa Aldir Blanc Bahia", afirmou, em nota.

 

A medida é de projeção nacional. Em material enviado à imprensa no último dia 12, o Ministério do Turismo divulgou que R$ 111 milhões não utilizados pelos municípios brasileiros no âmbito dessa legislação foram devolvidos aos seus respectivos governos estaduais. Com isso, as secretarias de cultura mais contempladas foram as de Mato Grosso (R$ 16,6 milhões), Sergipe (R$ 13,1 milhões), Piauí (12,1 milhões), Maranhão (R$ 11,4 milhões) e Goiás (R$ 10,6 milhões).

 

Conforme indica o ministério, os estados agora terão 60 dias para divulgar sua programação para uso da verba. Os recursos poderão ser utilizados para a manutenção de espaços artísticos e culturais, por meio da oferta de um subsídio mensal que pode custar de R$ 3 mil a R$ 10 mil, e também para o fomento a atividades culturais a partir da publicação de editais, chamadas públicas e prêmios.

 

Confira:

Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Alimentos ficarão mais baratos em 2021, diz presidente do BC


por Bernardo Caram e Raissa Garcia | Folhapress

Alimentos ficarão mais baratos em 2021, diz presidente do BC
Foto: Reprodução/ A Gazeta

O presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira (26) que os alimentos ficarão mais baratos em 2021. Segundo ele, a inflação desses produtos chegou a um pico e voltará a cair.

Em entrevista ao SBT, o chefe da autoridade monetária também afirmou que não criticou o ministro Paulo Guedes (Economia) ao dizer que o Brasil precisa de um plano que demonstre preocupação com a trajetória da dívida pública para ganhar credibilidade.

De acordo com Campos Neto, o efeito na inflação é temporário, motivado por fatores como a desvalorização do real e a injeção de dinheiro na economia com os pagamentos do auxílio emergencial.

"Temos uma tendência mundial de alguns alimentos onde o preço foi transferido, que o preço internacional está caindo, então a gente entende que sim, alguns alimentos vão ficar mais baratos", disse.

"A inflação de alimentos, que chegou a um pico de 18%, vai voltar a cair. Dá para dizer, sim, que a parte de alimentação em domicílio tende a ter um ano melhor no ano que vem do que teve neste" afirmou.

Na quarta-feira (25), após Campos Neto dizer que o país precisa de um plano que demonstre preocupação com a trajetória da dívida pública, Guedes rebateu. "O presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, pergunte a ele qual o plano dele, qual o plano que vai recuperar a credibilidade" disse. "O dia que a bolsa estiver caindo 50%, o dólar explodindo, aí vou dizer que falta credibilidade".

Na entrevista desta quinta, o presidente do BC disse que estava apenas ecoando uma preocupação que havia sido dita por Guedes, de que é importante respeitar o teto de gastos e não buscar saídas que gerem gastos permanentes.

"Não era uma crítica. Eu estava, na verdade, ecoando uma mensagem que tinha sido propagada pelo ministro e pela área de economia, né? Nós temos um pensamento muito parecido", afirmou.

Para não se comprometer, Bolsonaro não prestará depoimento no inquérito que investiga interferência na PF


AGU informou decisão ao STF e pediu fim das investigações

Márcio Falcão e Fernanda Vivas
G1 / TV Globo

O presidente Jair Bolsonaro abriu mão de prestar depoimento à Polícia Federal no inquérito que apura suposta tentativa de interferência dele na autonomia da corporação. A decisão foi informada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Advocacia-Geral da União (AGU) nesta quinta-feira, dia 26.

O inquérito está paralisado desde 17 de setembro em razão da indefinição sobre o depoimento do presidente da República. Nesse dia, o ministro Marco Aurélio Mello suspendeu a tramitação do inquérito e decidiu que caberia ao plenário da Supremo definir se Bolsonaro poderia enviar depoimento por escrito ou, se preferisse, escolher o dia para ser ouvido. Mas até agora a questão não foi resolvida pelo tribunal.

POR ESCRITO – O governo tentava autorização para que Bolsonaro pudesse apresentar depoimento por escrito, em vez de comparecer presencialmente, como havia determinado o ministro aposentado Celso de Mello. Agora, a AGU informou ao tribunal que o presidente abriu mão de depor e que o inquérito pode ter a tramitação retomada.

No documento enviado ao STF, a AGU informa o desejo de “declinar do meio de defesa que lhe foi oportunizado unicamente por meio presencial no referido despacho”. A AGU diz ainda que “roga pronto encaminhamento dos autos à Polícia Federal para elaboração de relatório final a ser submetido, ato contínuo, ainda dentro da prorrogação em curso, ao Ministério Público Federal”.

PRERROGATIVA – Esse pedido da AGU sobre a conclusão das investigações será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso desde outubro. Como investigado, Bolsonaro tem a prerrogativa de permanecer em silêncio em um eventual depoimento. Mesmo se a Polícia Federal marcar data, Bolsonaro pode faltar ao compromisso sem ser punido.

Em 2018, o STF proibiu a chamada “condução coercitiva”, quando o investigado ou réu era obrigado a depor. A oitiva do presidente é apontada como uma das últimas medidas para o desfecho das investigações. A abertura do inquérito foi autorizada no final de abril e tem como base a denúncia feita pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que pediu demissão alegando suposta tentativa de Bolsonaro de interferir na Polícia Federal para proteger familiares e aliados.

DEPOIMENTO PRESENCIAL – Então relator do caso no STF, o ministro Celso de Mello determinou em 11 de setembro que o presidente Jair Bolsonaro prestasse depoimento presencial no inquérito sobre suposta interferência na PF. O ministro também negou que as respostas fossem apresentadas por escrito. Como investigado, Bolsonaro teria de comparecer ao agendamento da Polícia Federal – mas com o direito de permanecer em silêncio.

O relator determinou, ainda, que a defesa de Moro poderia acompanhar o interrogatório e fazer perguntas ao presidente. A AGU recorreu e, em plenário, o julgamento foi aberto apenas para o voto do próprio ministro Celso de Mello, que se aposentou na semana seguinte.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É um direito do réu ficar em silêncio para não se comprometer ao depor. Mas isso significa também uma confissão de culpa, sobretudo quando o silêncio vem acompanhado de um pedido de arquivamento do inquérito. Como todo mundo sabe que Bolsonaro é culpado de tentar interferir na Polícia Federal para proteger a família e amigos, conforme o presidente afirmou em reunião ministerial, nada mudou e vamos aguardar o parecer de Alexandre de Moraes. (C.N.)

Candidato de Flávio para chefiar MP-RJ ridiculariza ministros do STF e ofende mulheres em rede social


Bolsonarista declarado, Rocha não tem noção da cadeira que ocupa

Guilherme Amado e Eduardo Barretto
Globo / Época

O procurador Marcelo Rocha Monteiro, candidato de Flávio Bolsonaro para chefiar o MP do Rio de Janeiro, ofendeu ministros do STF e mulheres em redes sociais. Em 8 de junho, Monteiro publicou emoticons de fezes ao compartilhar a notícia “Gilmar Mendes concorda com Celso de Mello ao comparar Brasil à Alemanha Nazista”.”Fezes mais fezes = 2 fezes”, postou o procurador, comentando o texto.

Duas semanas depois, mirou em Cármen Lúcia. Após citar a matéria “Acho difícil superar a pandemia com esse governo, diz Cármen Lúcia”, escreveu Monteiro: “Mais uma comentarista política no que deveria ser uma corte de justiça. Acho difícil superar a mediocridade jurídica com esse tipo de magistrado”.

FACHIN – No dia 26 de junho, o alvo foi Edson Fachin. “Esdrúxula decisão do ministro Fachin de proibir operações policiais no Rio de Janeiro durante a pandemia”, publicou o procurador. Em 19 de agosto, Monteiro tornaria a mirar em Fachin: “A origem desse autoritarismo está exatamente no tribunal do qual o senhor Fachin é ministro. A quem esse cidadão pensa que engana?”, escreveu, comentando a matéria “Fachin diz que país vive escalada de autoritarismo”.

Gilmar Mendes também foi acusado pelo procurador de agir com “leviandade”. “Gilmar Mendes, com suprema leviandade, acusou as Forças Armadas de genocídio”, publicou em 13 de julho.

CRÍTICAS – No mês seguinte, atacou o STF como um todo: “O Supremo acaba de abrir as portas para devolver às ruas homicidas, estupradores, assaltantes, traficantes…”, sobre a matéria “STF determina fim da superlotação em unidades socioeducativas de todo o país”. Em 25 de agosto, debochou de Cármen Lúcia, após a ministra dar 40 horas para que o Banco Central explicasse a nota de R$ 200.

“Explicando para a brilhante ministra: Nota de 200 corresponde a duas de 100, Excelência. Entendeu?”. Três dias depois, insinuou que Luís Roberto Barroso era um “clown”, palhaço em inglês. “A clown”, postou, ao lado de um emoticon de palhaço, ao compartilhar o vídeo “Barroso is a Clown”, de Rodrigo Constantino.

Horas depois, ainda sobre Barroso, escreveu: “Palhaço, leviano, mentiroso”. A notícia compartilhada afirmava: “Barroso diz que Bolsonaro defende a ditadura”. Em 2018, após o atentado a Jair Bolsonaro, o procurador ofendeu mulheres em suas redes sociais.

XINGAMENTOS – “Cretina”, escreveu sobre uma mulher que repudiava o atentado e dizia que Lula, na visão dela, não alimentou ódio violento, ao contrário de Bolsonaro. Em outra publicação, seguiu: “Mais uma vagabunda”, respondendo a uma mulher que disse que Bolsonaro plantou ódio.

Em tempo: se Marcelo Rocha Monteiro for o próximo procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, como quer Flávio Bolsonaro, será o responsável por conduzir o processo contra o senador, acusado pelo MP de liderar uma organização criminosa que pegava dinheiro dos servidores de seu gabinete para repassar a ele.

 

 


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