segunda-feira, outubro 26, 2020

Ala ideológica se sente traída com aliança de Bolsonaro e o Centrão, mas mira em Ramos por ter costurado acordo

Charge do Calyton (opovo.com.br)

Andréia Sadi
G1

A briga entre o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o ministro da articulação política, Luiz Eduardo Ramos, expôs, mais uma vez, os diferentes grupos que cercam — e apoiam — o presidente Jair Bolsonaro.

Salles, inflado pela chamada ala ideológica, partiu para cima de Ramos, com acusações a respeito de assuntos da pasta do Meio Ambiente. Mas, na verdade, o foco era outro. Nas últimas semanas, ministros da chamada ala militar viraram alvos nas redes sociais da ala ideológica.

CASO DAS VACINAS – Pazuello, da Saúde, foi criticado por assinar um acordo com o governador de São Paulo, João Doria, para comprar vacinas contra a Covid-19. O presidente estava ciente do acordo, mas foi surpreendido pelos ataques nas redes sociais por parte de sua base. Diante da repercussão, enquadrou Pazuello e disse que não ia comprar nada. A base nas redes sociais se acalmou — até criar a próxima crise.

Na sexta-feira passada, arrumaram um novo alvo: o ministro Ramos, também da ala militar. Na visão de auxiliares presidenciais ouvidos pelo blog, a ala ideológica atribui desde sempre a Ramos o acordo do presidente Bolsonaro com os partidos do chamado Centrão.

Como o presidente fez campanha em 2018 atacando o grupo, vendendo-se como o candidato da nova política, os apoiadores do presidente que votaram naquela bandeira se revoltaram com o acordo com partidos de investigados, por exemplo, na Lava Jato, enxergando uma espécie de traição.

AVAL DE BOLSONARO – Ocorre que o acordo com Centrão foi costurado por diversos ministros, entre eles Ramos e Fabio Faria, mas só foi para frente pois foi determinado — e avalizado — pelo presidente da República. Mas, nas palavras de um assessor presidencial: “Como eles não podem atacar o presidente, atacam o entorno e sempre alguém paga o pato”.

O acordo com Centrão foi feito para garantir sustentabilidade política ao presidente — e tem dado certo, garantindo uma melhor relação entre os Poderes —, diferentemente do que aconteceu no primeiro semestre, quando Bolsonaro ainda não estava preocupado em se relacionar com os demais Poderes.

O governo foi buscar o acordo logo após a prisão de Fabricio Queiroz e do avanço dos inquéritos abertos no STF que preocupam a família e aliados de Bolsonaro (fake news e manifestações antidemocráticas). Por sobrevivência política, Bolsonaro parou de atacar Congresso e STF. Mas seus aliados continuaram nas redes sociais. Incluindo os filhos, como Eduardo e Carlos.

ESTRAGO – Sobre a crise dos últimos dias, o governo viu o potencial de estrago na construção harmoniosa de ocasião com os demais poderes na briga Salles com Ramos, quando Ramos recebeu o apoio público dos presidentes da Câmara e do Senado e líderes do Centrão, além de ministros do STF e ministros do governo — em caráter reservado, em conversa com o blog — terem criticado a postura de Salles. Por isso, o ministro do Meio Ambiente recuou e pediu desculpas.

Tudo em nome da sobrevivência e estabilidade política do governo. Nada a ver com arrependimento de pensamento dos chamados ideológicos que apoiam — incluindo os próprios filhos — ou com uma promessa de parar com fogo amigo.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O comportamento da ala ideológica em relação a Bolsonaro se assemelha ao de uma mãe que nunca vê defeito no filho, mesmo sabendo a bagunça que ele faz. No fundo, boa parte dos apoiadores já enxergou o quão contraditório, incapaz e irresponsável o ainda presidente é. Aliás, sempre foi, vide o seu “trabalho” nas últimas décadas enquanto parlamentar. Nada fez e nada fará.

Não entende patavinas do riscado e se puder atrapalha mais do que ajuda. Mas voltando ao fatos, a ala ideológica, que não dá o braço a torcer, sempre justifica os atos insanos do seu presidente, tal e qual o marido traído que culpa o sofá.  Bolsonaro não foi obrigado por ministro algum a se vender. Fez por interesses particulares, em troca de uma esperada segurança no Congresso. Foi e continua a ser apenas mais do mesmo. E isso os seus apoiadores não engolem. Mas terão que engolir !

Seus comparsas utópicos tentam justificar o fato pela má influência dos que rodeiam Bolsonaro, ignorando que ele é o mandatário. Enquanto isso, o próprio se finge de bobo, de louco e continua livre, leve e sem as providenciais camisa de força e mordaça. (Marcelo Copelli)

Pensando bem, o fanatismo por Bolsonaro ou Lula tem muitas características em comum


TRIBUNA DA INTERNET | Fanatismo político é uma doença degenerativa da mente  e da alma. Pense nisso.Francisco Bendl

Bolsonetes prá cá, luletes prá lá, a verdade é que os dois responsáveis pela divisão de fãs, admiradores e sectários no Brasil, têm muito em comum: ambos sempre detestaram o pobre, o miserável e o desempregado e, como consequência, jamais se importaram com o ensino/educação, pois não há razão para se investir nessa área com a “qualidade” do povo brasileiro, pensam.

Lula aumentou a condenação de mais alguns milhões de brasileiros à condição de carentes e necessitados, ao ampliar o Bolsa Família; Bolsonaro agora quer mudar o nome da esmola para Renda Cidadã, um deboche sádico e cruel com os beneficiados, ao definir o auxílio como “renda”, e aumentar os condenados à miséria e à pobreza.

MOTIVAÇÕES – Lula deve ter tido como motivação – apoiava fervorosamente a Teologia da Libertação – que, de fato, Deus ama os pobres, pois os fez em quantidade, ora! Bolsonaro, crendo em Deus de uma forma diferente, imaginou que o Criador também ama os medíocres, pois fez alguns, então os escolheu para seu staff, conforme o seu alcance mental.

Ambos líderes de torcida não melhoraram a vida do povo, mas, em compensação, foram pródigos na manutenção e proteção às castas, elites e sistema econômico.

O comandante petista ainda tem um outro aspecto, pois lhe disseram que Jesus não era contra os ricos. Resultado: foi nos dois períodos governados por ele que os bancos mais lucraram na história brasileira!

AGORA, EMPOBRECENDO – E, curiosamente, tem sido no primeiro mandato de Bolsonaro, que o povo mais empobreceu, pois também o ex-capitão e ex-deputado federal entende que não se deve jogar pérolas aos porcos, haja vista ser essa a maneira como interpreta os desvalidos.

Lula é ateu, assim como a maioria absoluta dos petistas. Menos,  é claro, quando precisam do voto, então participam de missas, cultos, frequentam sinagogas, mesquitas, templos, santuários, e acendem velas para os santos católicos, morubixabas, e visitam terreiros de conhecidos pais de santos (o que não se faz por votos…).

Bolsonaro se diz fiel a Deus e afirma sempre tê-lo ao seu lado. Ainda diz ser católico, para não perder votos, mas se comporta como evangélico pentecostal, para ganhar votor.  Chegou a dizer que a sua eleição era obra divina, declarou-se “enviado de Deus”… No entanto, a sua forma de “entender” Deus é egoísta, vaidosa, ambiciosa, exclusivista e pretenciosa.

AO LADO DE DEUS – O presidente deveria saber que a sua preocupação não é se Deus está ao seu lado, porém, se ele, o presidente, está do lado de Deus.

Resumo da ópera: tanto os ateus quanto os crentes que nos governaram não se saíram bem. Hoje, um pseudo evangélico exerce a presidência, o que me deixa preocupado, pois receio  que Bolsonaro se ache o Moisés, e mais pragas ocasione contra o país e povo, imaginando que, até sem cajado, resolverá os nossos graves problemas!

Na medida que existem dificuldades imensas entre quem crê e quem descrê de Deus, ou seja, é difícil surgir um candidato que se declare agnóstico, pois não seria eleito.

A sina do povo será esta, permanentemente: com crentes, a miséria aumenta; com ateus, os ricos ficam mais ricos.

A escolher, em 2022!

domingo, outubro 25, 2020

Bolsonaro se irrita com pedido de redução de preço do arroz: “Vai comprar na Venezuela”, respondeu


| Últimas: Diario de Pernambuco

Jair Bolsonaro foi passear de moto e acabou se aborrecendo

Ingrid Soares
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro aproveitou o domingo (25/10) para deixar o Palácio da Alvorada e dar uma volta de moto por Brasília. O chefe do Executivo estava acompanhado do secretário de governo, Eduardo Ramos. No passeio, Bolsonaro fez uma rápida parada próximo à Feira Permanente do Cruzeiro, onde saltou para cumprimentar apoiadores.

No entanto, acabou se aborrecendo, ao ser interpelado por um dos populares, que lhe pediu que barateasse o preço do arroz, item essencial na cesta básica que sofreu alta nas últimas semanas.

NA CANETADA? – “Bolsonaro, baixa o preço do arroz, por favor. Não aguento mais”, pediu o homem.

O presidente então disparou: “Tu quer que eu baixe na canetada? Você quer que eu tabele? Se você quer que eu tabele, eu tabelo. Mas você vai comprar lá na Venezuela”.

Em setembro, Bolsonaro avisou que o governo federal não interferirá no mercado para baixar o preço do item.  “Não vamos interferir no mercado de jeito nenhum, não existe canetaço para resolver o problema da economia”, justificou. No entanto, prometeu manter conversa com representantes de supermercados, aos quais pediu “sacrifício e patriotismo” e que o lucro desses itens nos estabelecimentos fosse “próximo de zero”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em permanente campanha pela reeleição, com os generais vindo de carona, tudo o que Bolsonaro faz é pensando em ganhar votos.  Não entende a importância de ser presidente e a liturgia que o cargo requer. Comporta-se como se não fosse responsável pelos rumos do país. E os generais continuam grudados nele, como se fosse um governante de alta categoria, e não largam a carona que ele lhes oferece. (C.N.)  

“Conquistas” de Salles no Meio Ambiente: aumento da devastação e perda das doações externas


Nani Humor: RICARDO SALLES

Charge do Nani (nanihumor.com)

Pedro Henrique Gomes e Fernanda Vivas
G1 e TV Globo

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, admite que o governo federal não recriou o Conselho Orientador do Fundo Amazônia, extinto há mais de um ano, porque os países europeus doadores rejeitaram mudanças no modelo de gestão dos recursos.

De acordo com Salles, o governo queria mexer na composição do conselho e extinguir a necessidade de decisão unânime no colegiado. Sem acordo entre os governos estaduais, o comitê foi extinto em abril de 2019 e, desde então, o fundo está paralisado.

DOADORES DESISTIRAM – “Um eventual novo decreto contemplaria condições negociadas que traziam essas preocupações do governo federal. Por outro lado, mantinham algumas ponderações sobre a ótica dos doadores. Infelizmente, essas condições de acordo não foram encontradas. Os doadores não concordaram”, disse Salles.

A explicação foi dada por Salles em uma audiência pública convocada nesta sexta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a paralisação do Fundo Amazônia. O tribunal analisa uma ação de partidos de oposição, que apontam omissão da União ao não executar a verba doada pelos países europeus. A relatora do processo é a ministra Rosa Weber.

A extinção do conselho orientador foi feita por um decreto de “revogaço” do presidente Jair Bolsonaro. No mesmo ato, ele extinguiu outros mais de 250 decretos sobre diversos temas.

DOAÇÕES SUSPENSAS  – Com o impasse, o Brasil não aprovou nenhum projeto para receber verbas do Fundo Amazônia desde 2018.

O fundo foi criado em 2008 e capta doações para financiar projetos de combate ao desmatamento e uso sustentável da floresta. Noruega e Alemanha são os principais doadores. No Brasil, o fundo é gerido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo Ricardo Salles, essa nova formatação para o comitê gestor dos recursos seria definida em um novo decreto, junto com a recriação do colegiado e a reativação do Fundo Amazônia.

NOVA COMPOSIÇÃO – O ministro do Meio Ambiente afirma que as mudanças chegaram a ser negociadas com os representantes diplomáticos dos doadores. Salles diz que o governo queria “igualar” o número de cadeiras no conselho e extinguir a divisão de vagas entre segmentos.

Na formatação original, o conselho tinha nove representantes do governo federal, nove representantes dos governos estaduais (um de cada estado da Amazônia Legal) e seis da sociedade civil. Salles não explicou, na audiência pública, como ficaria o novo cálculo.

O ministro também declarou que pediu mudanças na forma de deliberação do conselho. Pelo regimento do grupo, todas as decisões deveriam ser tomadas por unanimidade – algo que Salles diz ser inviável.

SEM OPOSIÇÃO – “Em um comitê plural, em que certamente estariam presentes opositores do governo, não faria sentido que as decisões fossem tomadas, como era outrora, em caráter unânime apenas. Por que provavelmente essa unanimidade jamais seria alcançada”, disse.

O ministro do Meio Ambiente também diz que, na visão dele, o conselho deveria ter maior participação na escolha dos projetos financiados pelo Fundo Amazônia. Salles defende que as reuniões, antes semestrais, passassem a ocorrer a cada um ou dois meses.

Por fim, o ministro afirmou ao STF que defendeu a criação de um “comitê executivo” para o Fundo Amazônia, responsável por acompanhar a execução dos projetos. Isso evitaria, segundo ele, que o governo fosse surpreendido por problemas nas prestações de contas das iniciativas.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Em tradução simultânea, Salles conseguiu perder as doações da Alemanha e da Noruega. O único patrocinador que restou é a Petrobras. Porém, com a privatização de importantes subsidiárias, em breve a estatal não terá condições de patrocinar nada. Este é o balanço da gestão de Ricardo Salles no Ministério do Meio Ambiente. (C.N.)  

IGNORÂNCIA


 

A verdadeira ignorância não é a falta de estudo ou a ingenuidade, e nem mesmo a falta de inteligência, existe muito estúpido com diploma de faculdade. Porque o verdadeiro ignorante é aquele que, apesar de todos privilégios, não tem capacidade de transformar conhecimento em sabedoria e que age com arrogância para demonstrar uma ilusória superioridade. Quem ignora sua própria ignorância também desconhece o valor da generosidade e o dano de sua falta de caráter.

André Luis  Aquino

ACENTELHA

Nota da redação deste Blog - Qualquer semelhança com certos adeptos do atual (des)gverno não é mera coincidência.

O que esperar de um professor que na hora de expediente sai pelas ruas pedindo votos para candidatos?

 


Por: Anônimo

Assim como não entendo uns jovens falar no rádio quê " Deri fez e vai fazer muito mais " onde não fez nada. Pelo contrário, teve muitas demissões, principalmente no comércio onde ficou falido com os atrasos de salários, principalmente dos professores. Aliás, Diretores e Vices, sem a mínima vergonha ou escrúpulo, saem de casa em casa pedindo votos. Os professores que os acompanham são pra eles, marionetes. Inclusive, nos horários quê deveriam está trabalhando, nas escolas ou planejando aulas. Será quê esses diretores e Vices pegaram gosto pelo poder? Ou ficaram aliados a incompetência? O bom salário? E vocês professores, adjuntos dos diretores? Ganham o quê? Salários atrasados. Será quê é pporque é concursado para o interior do município e hoje estão na sede ? Tenham hombridade. Pensem no município. Pensem em seus filhos. Os professores estão recebendo com 45 dias de atraso. E olha que ele teve na eleição passada em torno de oitenta por cento dos votos dos professores. Isso sem falar no décimo terceiro salário. que seria por lei até 20de dezembro. Foi pago em fevereiro.

Atrasando o ano escolar. Prejudicando as creches.

Como ficaram essas mães?

Por isso, alunos e pai/mãe de família, essa administração prejudicou vocês.

Querem isso novamente?

Vocês precisam de segurança precisam cuidar de seus filhos. Vamos dar o troco. Isso nunca mais.

Esse governo municipal foi desastroso. Prejudicou alunos e familiares.

Nota da redação deste Blog - O simples uso de camiseta, boné ou botton com o nome do candidato durante o expediente de trabalho do servidor é proibido, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

O órgão cita a Lei das Eleições (9.504/97), que elenca um rol de condutas vedadas ao agente público, incluindo o Artigo 73, Inciso III, que trata da cessão de servidor como cabo eleitoral durante o horário normal de expediente.
Logo, segundo o MPF, o uso de qualquer objeto vinculado à imagem de determinado partido ou candidato estaria proibido pela legislação eleitoral. Essa prática, além de conduta vedada, também é considerada propaganda eleitoral irregular.

Leandro Mello Frota declarou que o servidor público que descumprir as normas sofrerá as sanções do Artigo 73 da Lei 9.504/97: “Pela perspectiva eleitoral, podendo resultar até mesmo na inelegibilidade do candidato. Por outro lado, o servidor pode estar sujeito à incidência da lei de improbidade, correndo risco de abertura prévia de uma sindicância contra o funcionário”.

Portanto cabe aos interessados apurar e documentar se esses professores e diretores estão servindo de cabos eleitorais para o prefeito ou vereadores no horário de expediente.

velharias: Novamente as histórias da família Montalvão: o brasão

velharias: Novamente as histórias da família Montalvão: o brasão:  Em dois posts anteriores abordei a história do brasão da família Montalvão. Expliquei que a pedra de armas que se encontra no solar d...

velharias: Tentando fazer as pedras falar sem êxito: o brasão...

velharias: Tentando fazer as pedras falar sem êxito: o brasão...: Como referi anteriormente, o verdadeiro brasão dos Montalvões esteve em tempos numa casa em Vila Meã, aldeia do Concelho de Chaves e depoi...

velharias: O solar dos Montalvões no Ruin'arte

velharias: O solar dos Montalvões no Ruin'arte: Foto de Gastão de Brito e Silva. http://ruinarte.blogspot.pt A antiga casa da minha família paterna, o solar dos Montalvões, que se e...

Conselho Monetário Nacional flexibiliza regras para crédito rural a pequenos produtores


por Folhapress

Conselho Monetário Nacional flexibiliza regras para crédito rural a pequenos produtores
Foto: Arquivo Agência Brasil / Reprodução

O Conselho Monetário Nacional (CMN) retirou a exigência de apresentação de coordenadas geodésicas para contratação de operações de crédito rural no âmbito de algumas linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). As informações são da Agência Brasil.

A mudança vale para os financiamentos destinados ao Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), ao Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), ao Programa Cadastro de Terras e Regularização Fundiária (PCRF) e às operações contratadas ao amparo do Microcrédito Produtivo Rural.

A decisão do colegiado, presidido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e composto pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, aprovou a medida em reunião ordinária realizada na quinta-feira (22).

A assessoria do BC explicou que desde junho era necessária a apresentação das coordenadas geodésicas para todas as operações de crédito rural de custeio e de investimento vinculadas a uma área delimitada do imóvel rural. "No caso específico desses financiamentos, a apresentação das coordenadas agrega custos ao processo de concessão sem o respectivo benefício, uma vez que os agricultores podem utilizar os recursos em uma gama de atividades não vinculadas à exploração agropecuária, como o artesanato e o turismo rural. Além disso, tais operações possuem ticket médio baixo, em torno de 2 mil reais, configurando financiamentos com forte cunho social. O entendimento do CMN é que, apesar dos custos reduzidos e da ampla difusão do uso das tecnologias de sensoriamento remoto, a exigência de fornecimento das coordenadas geodésicas nesses financiamentos encarece o processo de concessão sem ganhos para a fiscalização dessas operações", diz a nota oficial.

Captação externa

Em outra medida aprovada na quinta-feira, o CMN decidiu que os recursos obtidos por meio de empréstimos com bancos multilaterais ou agências internacionais de desenvolvimento destinados a operações de repasse poderão também ingressar no país a partir de contas especialmente designadas, tituladas pela instituição financeira nacional, que são abertas no exterior exclusivamente para depósito dos recursos do empréstimo ou financiamento concedido por esses agentes internacionais. A medida, segundo o conselho, tem como objetivo dar mais eficiência ao mercado financeiro, facilitando as captações externas para os agentes econômicos financiarem seus projetos no país.

Portabilidade de crédito e débito em conta

Também foi aprovada, na reunião do CNM, a prorrogação da entrada em vigor das novas regras para portabilidade de crédito nas operações com cheque especial e para a autorização de débito em conta de depósitos e de pagamento. Essas regras estavam previstas para valerem a partir de novembro deste ano, mas só vão entrar em vigor em março do ano que vem.

"Esses ajustes decorrem da necessidade de as instituições reguladas concentrarem esforços, especialmente em tecnologia, nos projetos prioritários e estruturantes para o Sistema Financeiro Nacional, o Pix e o Sistema Financeiro Aberto (Open Banking). No caso da portabilidade de crédito, o adiamento trata das regras envolvendo inclusão das operações com cheque especial, possibilidade de operações de crédito imobiliário contratadas originalmente fora do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) serem enquadradas no SFH na portabilidade e criação do 'Documento Descritivo de Crédito' (DDC)", informou o BC, em nota.

Celso de Mello viajará a Brasília para se despedir de colegas do STF

 Domingo, 25 de Outubro de 2020 - 08:00


Celso de Mello viajará a Brasília para se despedir de colegas do STF
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello deve viajar de São Paulo para Brasília para se despedir pessoalmente de seus colaboradores que serão realocados para outros gabinetes da Corte. 

 

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o ex-ministro deve fazer a viagem de carro. Celso de Mello não pega pega avião porque teme à covid-19.

 

Celso de Mello foi nomeado ministro em 15 de novembro de 1989 e pediu antecipação da aposentadoria para o próximo dia 13 de outubro (saiba mais aqui). 

Bahia Notícias

Guerra política em torno das vacinas pode prejudicar adesão à imunização

 

por Folhapress

Guerra política em torno das vacinas pode prejudicar adesão à imunização
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Mesmo sem prazo para que uma vacina contra o coronavírus possa ser oferecida, a guerra política já deflagrada em torno do tema traz preocupação entre gestores e especialistas em saúde. Eles temem a existência de planos de vacinação diferentes dentro do país e, o mais grave, uma queda na adesão à imunização.

Na última semana, as declarações do presidente Jair Bolsonaro contra a "vacina chinesa do João Doria", em referência ao governador paulista e seu adversário político, levaram o Ministério da Saúde a recuar de um anúncio de intenção de compra de 46 milhões de doses da Coronavac.

O imunizante, que está em desenvolvimento pela empresa chinesa Sinovac e será produzido no Brasil pelo Instituto Butantan, está na terceira e última fase de testes.

A Folha apurou que, caso a situação não seja revertida, São Paulo já tem o esboço de um plano estadual de vacinação para uso de parte das doses --não há informações sobre a quantidade.

Enquanto isso, alguns governadores já cogitam a possibilidade de um consórcio para a compra de vacinas. Outro possível efeito colateral dessa briga seria uma menor oferta de doses que poderiam ser incluídas no PNI (Programa Nacional de Imunizações).

"O risco é de imunizar menos pessoas do que a gente poderia", afirma Carlos Lula, presidente do Conass, conselho que reúne secretários estaduais de saúde.

Coordenadora do PNI entre 2011 a 2019, a epidemiologista Carla Domingues tem preocupação semelhante.

"A questão neste caso não é nem atrasar o cronograma, é diminuir a possível oferta de vacinas. E a tão discutida imunidade de grupo só acontec se a maioria das pessoas é vacinada", afirma.

Atualmente, o Ministério da Saúde já tem contratos para oferta de ao menos 140 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 quando estas estiverem disponíveis.

Dessas, 100 milhões viriam por meio de um acordo com a Universidade de Oxford (Reino Unido) e a farmacêutica AstraZeneca para transferência de tecnologia à Fiocruz. Essa vacina também está na última fase de testes.

Os outros 40 milhões seriam por meio da Covax, iniciativa vinculada a OMS (Organização Mundial de Saúde) e que acompanha estudos de nove potenciais vacinas para oferta entre países.

Domingues, porém, lembra que tanto a vacina de Oxford quanto a do Butantan devem ser aplicadas em duas doses, o que reduziria a previsão à metade.

A disputa em torno das vacinas pode acabar também desorganizando a estratégia de vacinação no SUS, centrada em planos nacionais, com iniciativas estaduais restritas a surtos ou ações pontuais.

Para Carlos Lula, do Conass, o ideal é que haja uma única estratégia nacional. "Por isso tentamos desde o início que todas as vacinas, ainda que haja alguma iniciativa paralela pelos estados, entrem no Programa Nacional de Imunizações. É um equívoco fracionar isso."

"Podemos ter uma região privilegiada em relação a outra, gente de outro estado viajando para tomar vacina e gente do próprio estado não querendo tomar", diz a epidemiologista Carla Domingues.

À Folha um representante do ministério disse que ainda não se pode falar em impactos, já que o plano final dependerá do resultado dos testes e da aprovação na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A pasta tem defendido que a ideia é trabalhar com diferentes vacinas.

Para Mauro Junqueira, do Conasems, conselho que reúne secretários municipais de saúde, a atual guerra política em torno das vacinas "não tem que ser levada em conta".

"É uma briga inútil de algo que ainda nem foi aprovado. Quando isso acontecer, sabemos vai ser incorporado."

Se não há consenso sobre os possíveis impactos nos planos de vacinação, um ponto é comum entre os especialistas ouvidos pela Folha: as declarações de Bolsonaro ameaçam reduzir a confiança nas vacinas e a adesão à imunização.

Nos últimos dias, o presidente disse que era contra a compra de uma vacina chinesa por não acreditar na sua segurança e que o brasileiro não poderia ser cobaia de vacinas. A fala desconsidera o fato de que a maior parte dos insumos usados em outros imunizantes também vem da China e que qualquer oferta de vacina só ocorrerá após comprovação de segurança e eficácia.

"Esses discursos contraditórios vão criar uma onda de desconfiança na vacinação, uma situação com vacina, gente treinada pra aplicar, postos de saúde, investimentos milionários e sem gente querendo se vacinar. Corremos esse risco", afirma Renato Kfouri, diretor da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações).

Outra discussão recente envolvendo a vacina, sobre a obrigatoriedade ou não da imunização, foi considerada fora de contexto por especialistas.

"O que elevou a cobertura vacinal nos últimos anos não foi a obrigatoriedade, mas, sim, o conhecimento da população sobre a importância da vacina. Essa questão de obrigatoriedade ficou lá em 1904, na Revolta da Vacina", diz Domingues. (Leia mais abaixo).

Para ela, as declarações recentes do presidente podem "pôr em risco a credibilidade do processo de vacinação". "Se o presidente diz que vacina quem quer porque não é obrigado e não precisa, ele passa a mensagem de que se vacinar é secundário. É uma mensagem dúbia, confusa e que vai impactar na adesão."

O Ministério da Saúde afirma que "tem realizado esforços para proteger a população com ações de prevenção e aquisição de vacinas e de transferência tecnológica". Segundo a pasta, além dos acordos com AstraZeneca e Covax, a previsão é que a Fiocruz tenha capacidade de produzir, de forma independente, de 100 a 165 milhões de doses a mais ao longo do segundo semestre de 2021.

A pasta diz ainda que "segue acompanhando estudos em desenvolvimento no mundo e não descarta novas aquisições, primando sempre pela segurança, eficácia, produção em escala e preço justo".

Questionada sobre se o protocolo de intenções com o Butantan, para a compra das vacinas da chinesa Sinovac ainda está mantido, a pasta não respondeu. A iniciativa, no entanto, já não era citada na nota enviada à Folha na sexta (23).

Sobre o risco de queda na adesão, o ministério disse apenas que "após registro junto à Anvisa, as doses chegarão à população por meio do PNI, que há décadas garante o sucesso das campanhas nacionais de vacinação."

Safadão questiona proibições durante pandemia: 'Não pode show, mas pode comício'


Safadão questiona proibições durante pandemia: 'Não pode show, mas pode comício'
Foto: Reprodução / Youtube

O cantor Wesley Safadão pediu neste sábado que governadores e prefeitos permitam a volta da realização de shows com público em todo Brasil. O cantor cearense questionou, durante transmissão do “Garota Vip” neste sábado (25), as aglomerações em comícios, praias e voos comerciais durante a paralisação do setor do entretenimento. 

 

“O meu apelo aos governadores, aos prefeitos de todas as cidades… Olhem um pouco para o entretenimento. Não pode fazer show, mas pode fazer comício. Não pode fazer show, mas praia está lotada. Não pode fazer show, mas voo comercial está lotado. Não pode fazer show, mas os cabarés estão funcionando. Não pode fazer show, mas… Olhem para o entretenimento! Pelo o amor de Deus, a gente precisa voltar a trabalhar. A gente precisa sentir essa energia novamente. Perguntem o povo, se o povo quer show ou se não quer também. Uma coisa é quando está todo mundo trabalhando, né? Quando ninguém pode fazer nada, mas todo mundo voltou e o entretenimento não voltou”, disse Safadão, recebendo aplausos e gritos de “Vai, Safadão” do público presente.

 

De acordo com jornal O Povo, o cantor recebeu 300 pessoas no espaço em que transmitiu o evento. Na apresentação, Safadão ainda falou sobre a união do setor. “Eu quero deixar um abraço aos companheiros do entretenimento. Nós precisamos nos unir, nós precisamos fazer alguma coisa para que a gente consiga voltar a trabalhar. Não está fácil não, não está fácil para ninguém. A gente sabe de notícias de pessoas que vivem do nosso segmento que precisam voltar a trabalhar… No meu estado (Ceará), estava evoluindo, mas já regrediu de novo. Mas, a gente vê as campanhas do povo… Tem mais de cinco mil nas campanhas do povo. Pelo a amor de Deus!”, declarou.

 


Em destaque

Com volta do recesso, oito bancadas da Câmara ainda não definiram seus líderes

Publicado em 1 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Lideranças serão definidas no próximo mês Victor...

Mais visitadas