quarta-feira, setembro 23, 2020

Aos 20 anos, Carluxo comprou apartamento e pagou em dinheiro vivo


Prática não é crime, mas pode ser indício de lavagem de recursos

Caio Sartori e Wilson Tosta
Estadão

O vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos) tinha apenas 20 anos, em 2003, quando se dirigiu a um cartório no Centro do Rio e pagou R$ 150 mil em dinheiro por um imóvel. O montante corresponde hoje a R$ 366 mil, em valores corrigidos pelo IPCA. Investigado por supostamente se apropriar dos salários de funcionários “fantasmas” na Câmara Municipal, Carlos vai disputar o sexto mandato este ano.

O apartamento pago em “moeda corrente do País, contada e achada certa”, como diz a escritura que oficializou o negócio, fica na Rua Itacuruçá, na Tijuca, e ainda pertence ao parlamentar. Na eleição de 2016, ele declarou que o imóvel valia R$ 205 mil. O documento de compra e venda foi obtido pelo Estadão no cartório em que o negócio foi fechado. Foi a primeira aquisição imobiliária de Carlos, lançado à política pelo pai, o hoje presidente Jair Bolsonaro, em 2000, antes de fazer 18 anos. Procurado, o vereador não respondeu à reportagem.

INDÍCIO – Uma advogada ouvida pelo Estadão sob condição de anonimato disse que a expressão “moeda corrente, contada e achada certa” na escritura não deixa dúvidas de que o pagamento foi feito em espécie. Essa prática não é crime, mas costuma ser apontada como indício de suposta lavagem de recursos, já que não deixa rastro no sistema financeiro se o dinheiro não passar por um banco. Segundo a especialista, a aquisição do imóvel por essa forma de pagamento só desperta estranheza se a origem dos recursos não estiver evidente. A reportagem não conseguiu contato com o casal que vendeu o apartamento.

Carlos Bolsonaro é investigado por suspeita de nomear no seu gabinete funcionários que lhe repassariam, totalmente ou em parte, seus salários. Ao todo, 11 servidores estão sob investigação do Ministério Público. A maioria é ligada a Ana Cristina Siqueira Valle, que não é mãe de Carlos, mas foi casada com o pai do vereador.

Irmão de Carlos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) também é investigado pelo Ministério Público do Rio por suposta prática de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no processo das “rachadinhas” (apropriação dos salários dos assessores) quando era deputado estadual. Neste processo, em que constam nomes coincidentes com a apuração que mira Carlos, investigadores se debruçam sobre pagamentos em dinheiro vivo feitos pelo parlamentar.

“POR FORA” – O MP aponta indícios de que o senador fez pagamento “por fora”, em dinheiro, na aquisição de dois apartamentos em Copacabana, na Zona Sul. Nas escrituras, o valor declarado oficialmente era R$ 310 mil, mas no mesmo dia em que o negócio foi fechado, em novembro de 2012, o vendedor depositou em espécie, na própria conta, R$ 638 mil – e ele não havia feito nenhuma outra venda naquele semestre.

O MP suspeita de lavagem dos recursos oriundos de esquema de “rachadinha”. Flávio nega ter cometido irregularidades e diz ser alvo de perseguição política, cujo objetivo seria atingir o governo Bolsonaro. 

BENS – A apuração sobre o vereador Carlos Bolsonaro ainda está no início. O imóvel na Tijuca é um dos três que compunham a declaração de bens apresentada por ele em 2016 à Justiça Eleitoral – a deste ano ainda não está disponível. Os outros são em Copacabana e no Centro, que valeriam, há quatro anos, R$ 85 mil e R$ 180 mil, respectivamente.

O imóvel de Copacabana, comprado em 2009 por R$ 70 mil, foi pago por transferência eletrônica, segundo a escritura. O pagamento do imóvel do Centro foi dividido entre um sinal de R$ 40 mil em formato não especificado, R$ 120 mil por meio de transferência no fechamento do negócio e R$ 20 mil em uma nota promissória.

EM ESPÉCIE – Antes de adquirir seu primeiro apartamento, Carlos morava com a mãe, Rogéria Nantes Bolsonaro, em um imóvel em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Rogéria, que tentará voltar à Câmara Municipal em novembro, depois de 20 anos fora da política, também comprou o imóvel pagando em dinheiro em espécie. O preço em 1996 foi de R$ 95 mil, revelou o jornal O Globo. O Estadão confirmou a informação em cópia da escritura.

Ana Cristina Valle teve participação ainda mais ativa no mercado imobiliário enquanto foi casada com Bolsonaro, entre 1997 e 2008. Ela adquiriu 14 imóveis no período; cinco pagos em dinheiro vivo, segundo reportagem da revista Época publicada em julho. Em valores corrigidos, os pagamentos em espécie somam R$ 680 mil. Ela não foi localizada pela reportagem.

Defesa tenta encerrar investigações sobre Guedes, que se recusa a depor sobre gestão temerária

 

Julgamento foi suspenso por pedido de vista de desembargadora

Márcio Falcão
TV Globo — Brasília

O desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), votou nesta terça-feira (22) a favor do encerramento das investigações sobre o ministro da Economia, Paulo Guedes, na Operação Greenfield, que apura supostas fraudes em fundos de pensão.

A decisão do tribunal sobre o caso, contudo, foi adiada após a desembargadora Maria do Carmo Cardoso ter pedido vista, ou seja, mais tempo para analisar o processo. Não há prazo para a retomada.

SUPOSTAS FRAUDES – A defesa de Paulo Guedes pediu ao TRF-1 que tranque as investigações sobre ele, isto é, encerre as apurações. A Greenfield apura se Guedes participou de supostas fraudes em fundos de pensão por meio da gestora da qual era sócio, antes de ser ministro. Guedes nega a acusação.

Os crimes investigados são gestão temerária e fraudulenta, utilizando recursos financiados por fundos de pensão.

Paulo Guedes é investigado pelo vínculo que mantinha com BR Educacional, Brasil Governança e Caixa Modal Óleo e Gás Investimentos, gestora dos fundos Fundos de Investimento em Participações (FIPs). Os investigadores apuram aportes realizados por esses FIPs em empresas que geraram prejuízos milionários aos fundos de pensão: a HSM Brasil e a Enesa.

DEFESA DE GUEDES – Os advogados argumentam que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) arquivou as mesmas suspeitas do MPF; se manifestou no sentido de que não houve ato ilícito; e encontrou ausência de responsabilidade em razão de, ao gestor, não ser atribuída a função de escolher investimentos.

A defesa argumenta ainda que os investimentos com recursos dos fundos foram superavitários e geraram ganhos de capital. Alega, também, que a aprovação dos investimentos teria sido feita por um conselho de investidores.

MINISTÉRIO PÚBLICO – O MPF afirma que os crimes teriam ocorrido entre fevereiro de 2009 e junho de 2013, provocando prejuízos. Diz que os investimentos causaram mais de R$7 2 milhões em perdas para os fundos de pensão. O rombo provocado aos investidores supera atualmente R$ 700 milhões, dizem os investigadores.

O procurador Wellington Bonfim disse que a CVM não examinou o mérito do caso e somente negou-se a abrir procedimento para apurar os fatos.

“A CVM não julgou. De forma superficial, se negou a investigar o caso. Juízo superficial e meramente derivatório e, hoje, a constatação é que não foi apenas o caso de não performar, houve a perda, prejuízo de R$ 700 milhões. Diante desses elementos que foram trazidos, considerando que há indícios da prática de ilícitos penais, o MP roga se permitir que as investigações continuem e cheguem ao resultado que for cabível ao caso, de acordo com o que afirmar ao final”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Se as aplicações deram lucro e foi tudo normal, por que a defesa de Guedes luta tanto para interromper as investigações? É claro que há algo de podre nisso tudo e o fedor é insuportável. Como diria Fernando Pessoa, investigar é preciso. Mas Guedes se recusa a prestar depoimento..(C.N.)

MPF pede que PGR investigue Flávio Bolsonaro por desobediência no caso da acareação com Paulo Marinho


Flavio Bolsonaro faltou em acareação para participar de programa de TV

Caio Sartori
Estadão

O Ministério Público Federal no Rio apresentou nesta terça-feira, dia 22, uma representação à Procuradoria-Geral da República em que aponta indícios de crime de desobediência por parte do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O parlamentar não compareceu nesta se à acareação com o empresário Paulo Marinho, que o acusa de ter recebido informações vazadas sobre a operação Furna da Onça.

No documento, o procurador Eduardo Benones, que comanda a investigação aberta com base nas afirmações de Marinho à Folha de S. Paulo, pede que o procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifeste sobre a possível prática do crime de desobediência. A defesa de Flávio alegou que, por ser senador, ele tem direito a escolher a data e o local da acareação – e sugeriu que ela seja feita no dia 5 de outubro, em Brasília.

CONVOCAÇÃO – Benones, contudo, afirma à PGR que, por ser testemunha e não investigado nesse caso, Flávio devia ter comparecido ao encontro, para o qual foi convocado com antecedência, “sendo certo que ninguém pode se eximir da obrigação legal a todos imposta de colaborar com as investigações criminais e processos judiciais na condição de testemunha.”

O procurador também criticou o que considera um desrespeito institucional por parte do senador, que “convidou” o MPF a comparecer a seu gabinete em Brasília. “Desrespeito institucional, sim, tendo em vista que se trata de um ato oficial, realizado e presidido pelo Ministério Público Federal enquanto autoridade constituída e, no bojo de procedimento investigatório criminal, regularmente instaurado e conduzido”, escreve.

Apesar de Flávio não ter sido alvo da Furna da Onça, que atingiu deputados envolvidos em esquemas do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), foi no âmbito dela que surgiu o relatório de inteligência financeira que identificou movimentações atípicas na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual. A partir de então, o Ministério Público do Rio abriu a investigação contra ele – que está prestes a ser converter em denúncia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Conforme publicado nesta TI, o “compromisso” inadiável na agenda de Flávio Bolsonaro e que o impediu de comparecer à acareação foi a gravação do programa do apresentador Sikêra Júnior, para o Alerta Amazonas, na TV A Crítica, em Manaus. Sem pudor algum, em um vídeo que circula nas redes sociais, a presença contou até com dancinha de Flávio ao lado do irmão Eduardo, do secretário da Pesca do governo federal, Jorge Seif, e do presidente da Embratur, Gilson Machado. Desobediência ou afronta? (Marcelo Copelli)

Fux suspende julgamento sobre a criminosa privatização de refinarias em manobra da Petrobrás

 

STF suspende julgamento sobre venda de refinarias pela Petrobras - InfoJud

Luiz Fux evita que a Petrobras entregue suas refinarias

Rafael Moraes Moura
Estadão

Um pedido de destaque do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, suspendeu o julgamento de uma ação do Congresso que busca barrar o processo de venda de refinarias da Petrobrás. A discussão foi iniciada na última sexta-feira, 18, no plenário virtual da Corte, uma ferramenta online que permite que os ministros analisem casos sem se reunirem pessoalmente ou por videoconferência.

O relator da ação, Edson Fachin, havia votado para conceder a liminar pedida pelo Senado Federal com o objetivo de suspender a venda das refinarias, sendo acompanhado por Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello. Com o pedido de destaque (mais tempo para a análise) de Fux, o caso deve migrar do plenário virtual para as tradicionais sessões do STF, recomeçando da estaca zero.

NOVA DATA – Não há previsão de quando a análise do tema será retomada pelo Supremo. Caberá ao próprio Fux marcar a data do novo julgamento.

Na última segunda-feira, 21, depois que o julgamento foi interrompido por Fux, o Senado enviou um novo pedido ao STF, solicitando que sejam suspensos os atos de criação de novas subsidiárias da Petrobrás “que não estejam orientados por novas oportunidades de negócios em segmentos específicos do mercado, mas sim pelo objetivo de alienar os ativos da estatal”.

O Senado também solicitou que a Petrobrás seja proibida de prosseguir nas etapas que visem à transferência de titularidade (total ou parcial) das refinarias. Com a ação, o Senado pretende que seja considerado inconstitucional “toda criação de subsidiárias, por qualquer empresa estatal, sem autorização legislativa, por meio de fatiamento da empresa-matriz com o objeto único de ulterior alienação de ativos em mercado”.

MEDIDA CAUTELAR – Em julho, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pediram ao STF a concessão de uma cautelar para impedir a venda das refinarias da Petrobrás na Bahia e no Paraná. Eles consideram que a companhia burlou a legislação para repassar esses ativos à iniciativa privada sem aval do Legislativo.

A venda de refinarias é parte do plano de desinvestimentos da Petrobrás, anunciado em 2016, por meio do qual a companhia informou que iria focar sua atuação nas atividades de exploração de petróleo e gás em águas profundas. Utilizando-se da Lei das Estatais (13.303/2016) e de um entendimento do STF, que deu aval prévio à venda de subsidiárias pela empresa-mãe sem que seja necessária autorização do Congresso, a companhia deu início às tratativas para a venda dessas duas refinarias.

MAIA VOLTOU ATRÁS – Depois de um encontro com o ministro da Economia, Maia mudou de posição e desistiu do pedido. O Senado, no entanto, manteve a estratégia de contestar a atuação da Petrobrás.

Segundo Maia, a Câmara fez uma consulta ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) – com quem a Petrobrás firmou termo de compromisso para suspender multas em troca do compromisso de venda das refinarias.

A resposta do Cade foi suficiente para que Maia tomasse a decisão de desistir da ação. Segundo a equipe do presidente da Câmara, o Cade avalia que a operação não é uma burla à legislação para tentar privatizar um ativo sem aval do Congresso. O Cade reforçou ainda que a venda das refinarias atende a uma decisão do órgão.

AGU INSISTE – Em manifestação enviada ao STF em julho, a Advocacia-Geral da União (AGU) apontou que a Câmara e o Senado não apresentaram provas de qualquer conduta ilícita da Petrobrás, além de terem perdido o prazo para pedir esclarecimentos sobre a decisão da Corte no caso julgado em 2019.

“Dito de outra forma, os peticionantes (Câmara e Senado) não indicam qualquer irregularidade na criação das novas empresas subsidiárias, exceto o suposto intuito de burlar a decisão dessa Suprema Corte, mediante a subsequente venda de ativos de tais empresas recém-criadas”, diz a manifestação, assinada pelo ministro-chefe da Advocacia-Geral da União AGU, José Levi Mello do Amaral Junior.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Matéria importantíssima, enviada por Carlos Alverga. Ao que parece, Fux vai fazer história no Supremo. Está certíssimo nessa decisão sobre as refinarias, que é um crime de lesa-pátria. E os militares assistem tudo, calados e coniventes. Cadê o Clube Militar, o Clube Naval e o Clube da Aeronáutica? Não acredito que apoiem esse entreguismo apenas porque Bolsonaro lhes aumentou os salários… (C.N.)

Será que a imprensa de Jeremoabo é realmente independente e cumpre seu papel, será que é a vista da Jeremoabo?’

 Categoricamente digo que não, é covarde, omissão e tem medo de exercer seu verdadeiro papel de fiscalizar e denunciar todos os órgãos público, não só o prefeito ou vereadores.

‘A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça’. (Rui Barbosa).

Como já se disse, somente as crianças e os loucos dizem a verdade. Por isso, às primeiras se educa; aos segundos, interna-se…


Verdadeiro, queria Platão, é o discurso que diz as coisas como são; falso é aquele que as diz como não são. Ou seja, e com licença filosófica, verdade é a exata correspondência entre o conhecimento e a coisa.

Operadora dessa ligação entre a coisa e a correspondente ciência, a imprensa tem o dever de fazer com que a coletividade conheça as coisas como elas efetivamente são, e nunca como os jornais e os jornalistas – nesse ponto nada importando se de boa ou má-fé – gostariam que fossem. É o fato, não a interpretação dele, que os noticiários estão obrigados a transmitir. O fato é neutro, inodoro e insípido. A interpretação é subjetiva, odorante e sápida. Naquele, a tônica da isenção, a marca do relato factual; nesta, a paixão, o aplauso entusiasmado ou a enérgica reprovação, ainda que ambos descabidos e injustos.

No conhecido ensaio O Jornalismo como Gênero Literário, Alceu Amoroso Lima foi ao ponto: ‘O importante é manter contato com o fato. Tudo mais deriva daí: a informação do fato; a formação pelo fato; a atualidade do fato; o estilo determinado pelo fato. O fato, o acontecimento, é a medida do jornalista’ [LIMA, Alceu Amoroso. O Jornalismo como Gênero Literário.São Paulo, Edusp, 1981. p.65]. Tristão de Athayde, pseudônimo de Alceu Amoroso Lima, acrescentou: ‘O jornalista que divaga em torno do fato ou o deturpa, toma-o apenas como pretexto, generaliza facilmente, ou está mal-informado, não é um bom jornalista’ [idem, ibidem, p.66]. Concluiu meu saudoso avô: ‘O jornalismo é uma arte da inteligência, antes de ser da emoção’ [idem, ibidem, p.69], razão por que ‘o jornalista autêntico tem o dever de não fornecer ao público o ópio que ele possa pedir, mas a verdade de que ele sempre precisa’ [idem, ibidem, p.70] (por Manuel Alceu Affonso )Ferreira )- http://www.observatoriodaimprensa.com.br/

Nota da redação deste Blog - Para Confirmar o acima exposto, citarei apenas um caso concreto dentre muitas aberrações que acontecem na Jurema em Flor.

Toda a imprensa de Jeremoabo tem conhecimentos que segundo os vereadores o dinheiro do COVID-19 supostamente está sendo desviado pelo prefeito, toda a imprensa tem conhecimento que os protocolos no que diz respeito ao combate a COVID-19 estão sendo desrespeitados, que é um atentado contra a vida; as aglomerações estão expandindo a proliferação do COVID-19 no Município de Jeremoabo, entre outras ilicitudes.

A pergunta que faço é: qual o órgão local de imprensa que Provocou o Ministério público Estadual ou Federal para fazer valer o cumprimento da Lei do Combate ao COVID-19?

Recentemente entrou em vigor a Resolução Nº 30/2020 do TRE-BA, vamos aguardar para quando a mesma for desrespeita quem irá cobrar o seu cumprimento.

Em resolução, TRE-BA reforça obrigação de atos de campanha respeitarem normas sanitárias

 

Em resolução, TRE-BA reforça obrigação de atos de campanha respeitarem normas sanitárias
Foto: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) reforçou através de uma resolução que as medidas sanitárias devem ser cumpridas para as Eleições 2020 no estado. A resolução Nº 30, assinada pelo Presidente do Tribunal, o desembargador Jatahy Júnior, também reforça os protocolos e condutas durante as eleições. 

“A Justiça Eleitoral da Bahia está atenta ao singular momento vivido pela humanidade, razão pela qual baixou a Resolução nº 30/2020, para garantir que os atos de campanha se realizem com observância as normas sanitárias vigentes. Aproveito para exortar a todos, em especial os Partidos Políticos e candidatos, para o dever de cumprir rigorosamente as normas  sanitárias, sob pena de incorrer em graves sanções, desde multa, cassação de registro e até inelegibilidade por 8 anos. A responsabilidade de preservação da saúde e da vida é de todos. Com bom senso, respeito a si próprio e ao próximo e observando a legislação vigente, faremos mais uma eleição com plena lisura, livre e democrática”, pontuou Jatahy. 

 

Segundo a resolução, os partidos e coligações, por seus representantes, bem como os candidatos deverão adotar as medidas necessárias para que os atos de propaganda e de campanha em geral atendam integralmente às recomendações estabelecidas pelas autoridades sanitárias. "Todos do Governo do Estado da Bahia, de forma a minimizar o risco de transmissão do Covid-19, em especial, quanto ao uso de máscaras, ao
distanciamento social e ao limite de público máximo de 100 pessoas por evento", acrescenta.

 

Outro ponto é que as decisões judiciais para restauração da ordem, no que se refere à aglomeração irregular de pessoas e à inobservância das demais medidas sanitárias obrigatórias, em atos de campanha, "deverão ressalvar que, nos termos do artigo 347 do Código Eleitoral, constitui crime de desobediência ‘recusar alguém cumprimento ou obediência a diligências, ordens ou instruções da Justiça Eleitoral ou opor embaraços à  sua execução’".

Bahia Notícias


Nota da redação deste Blog - A Lei existe, está ai em pleno vigor, cabe ao povo e principalmente aos partidos políticos ajudar na fiscalização e cobrar das autoridades competentes a sua aplicação.

Medicamento para tratar pacientes adultos com psoríase é incorporado ao SUS


por Jade Coelho

Medicamento para tratar pacientes adultos com psoríase é incorporado ao SUS
Foto: Positive Focus/iStock

O Ministério da Saúde decidiu incorporar uma nova medicação para tratamento da psoríase no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (21). E incorporou o risanquizumabe para tratamento de pacientes adultos com psoríase em placas moderada a grave, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde.

 

A psoríase é uma doença inflamatória da pele. Se trata de uma doença autoimune, não contagiosa e sem cura. Se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em placas no couro cabeludo, cotovelos, joelhos, pés, mãos, unhas, região genital ou por todo corpo. A estimativa é de que no Brasil a doença atinja 1,3% da população jovem e adulta. 

Bahia Notícias

Monte Santo: Justiça suspende contratos da prefeitura por suspeita de fraude


por Lula Bonfim

Monte Santo: Justiça suspende contratos da prefeitura por suspeita de fraude
Prefeito de Monte Santo | Foto: Reprodução / Portal de Notícias

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) suspendeu, nesta segunda-feira (21), três contratos da prefeitura de Monte Santo, na região sisaleira, com a empresa Nutricash Serviços Ltda., devido a uma suspeita de fraude na contratação de “auxílio alimentação” para servidores públicos do município. A decisão atendeu parcialmente aos pedidos de uma ação popular, de autoria de Emicleiton Rubem da Conceição.

 

Os contratos de nº 68, 69 e 70 de 2018, suspensos pela juíza Sirlei Caroline Alves Santos, somam R$ 3.432.431,60. Entretanto, conforme os autos, ele não especifica quem seriam os beneficiados com os vales refeição/alimentação, quais os critérios utilizados para sua fixação e qual a lei que teria implementado referido pagamento.

 

A ação popular ainda pedia o afastamento do prefeito de Monte Santo, Edvan Fernandes de Almeida, mais conhecido como Vando (PSC). Entretanto, a magistrada entendeu que a medida seria “drástica” e “comprometeria a própria vontade do povo como expressão maior da soberania popular ao eleger o gestor público”, aceitando apenas o pedido de suspensão dos contratos.

 

O município de Monte Santo fica proibido de realizar quaisquer pagamentos à Nutricash, até que haja uma nova decisão judicial acerca do caso.

Bahia Notícias

PF cumpre mandados em Salvador e Catu em operação contra fraude milionária

 

PF cumpre mandados em Salvador e Catu em operação contra fraude milionária
Agentes cumprem mandados em agência do INSS em Salvador | Foto: Divulgação/Ascom

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quarta-feira (23), nos municípios de Salvador e Catu, seis mandados de busca e apreensão em operação para desarticular esquema que desviou mais de R$ 7,5 milhões da Previdência Social. O principal alvo da ação é um servidor público federal lotado na agência do INSS no bairro das Mercês, na capital baiana. Dos mandados, cinco são cumpridos em Salvador e um em Catu. A estimativa é de que 75 benefícios de Previdência Social tenham sido fraudados desde 2017. No entanto, ao longo das investigações, o número pode se revelar maior.

 

A Justiça Federal, que expediu os mandados, também decretou o afastamento do funcionário das funções públicas e o bloqueio e sequestro de bens e valores em nome dos investigados. a operação tem apoio também da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.  Conforme apurado, pelo menos desde 2017, o servidor público fraudava processos de aposentadoria, aumentando irregularmente o tempo de contribuição. Há indícios de que, para isso, valendo-se de fragilidade do sistema de cálculo de contribuições individuais, lançava valores bem abaixo do efetivamente devido, permitindo o pagamento de quantias irrisórias para o cômputo de tempo de contribuição, bem como alterava ou incluía vínculos empregatícios fictícios com a mesma finalidade. 

 

As investigações apontam também que o servidor do INSS tinha o auxílio de terceiros na captação de clientes e que recebia, em retribuição às fraudes implementadas, valores pagos pelos beneficiários do esquema criminoso, por meio de transferências e depósitos em contas bancárias gerenciadas por ele. A movimentação bancária do servidor investigado indica o recebimento de transferências e depósitos de terceiros em montante superior a R$ 1,5 milhão de reais desde 2017.

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Juazeiro: Ministério Público pede a candidatos cumprimento de normas contra Covid-19


Juazeiro: Ministério Público pede a candidatos cumprimento de normas contra Covid-19
Foto: Divulgação

Os pré-candidatos a cargos eleitorais do município de Juazeiro foram orientados pelo Ministério Público Eleitoral a cumprirem as medidas higiênico-sanitárias necessárias à prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. O Ministério Público cobrou a utilização de máscaras nas vias públicas, disponibilização de álcool em gel, distanciamento físico em comitês ou reuniões político-partidárias e evitar eventos que ocasionem aglomeração, a exemplo de comícios, caminhadas e carreatas. 

 

Segundo a recomendação expedida nesta terça-feira (22), pela promotora de Justiça Andréa Mendonça da Costa, os pré-candidatos devem dar preferência ao marketing digital e evitar o compartilhamento de publicações impressas, como cartilhas, jornais, panfletos, santinhos e folders. A promotora recomendou também que a Prefeitura de Juazeiro oriente toda a equipe de fiscalização, especialmente guardas municipais ou agentes de vigilância sanitária, a fiscalizar de forma permanente e aplicar, quando necessário, as sanções previstas em normas municipais ou mesmo acionar a polícia, em caso de crime previsto no artigo 268 do Código Penal. 

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