segunda-feira, agosto 03, 2020

Braga Netto está com Covid-19 e governo Bolsonaro já soma sete ministros infectados


Braga Netto ficará em isolamento até novo teste e avaliação
Daniel Carvalho
Folha
O ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto, está com Covid-19, segundo informou a assessoria da pasta nesta segunda-feira, dia 3. Com ele, já são sete ministros infectados, além do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
“O ministro passa bem e está assintomático. Ele ficará em isolamento até novo teste e avaliação médica. Até lá, continuará cumprindo a sua agenda de forma remota”, informou a Casa Civil em nota. Para esta manhã, a agenda de Braga Netto trazia reuniões com os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), com o secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional, Douglas Bassoli, e com Bolsonaro.
INFECTADOS – A Casa Civil não informou se os encontros foram, de fato, realizados.Na sexta-feira, dia 31, o governo informou que ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário, está com Covid-19. Antes, ainda na semana passada, foram informados os casos de Michelle e do ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). Na semana anterior, os ministros Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Milton Ribeiro (Educação) informaram estar doentes.
Anteriormente, já haviam sido contaminados Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). O presidente Jair Bolsonaro também foi infectado pelo coronavírus. Ele anunciou o teste positivo em 7 de julho e ficou 20 dias longe do Palácio do Planalto, para onde retornou em 27 de julho.
Em sua live da semana passada, Bolsonaro afirmou estar com “mofo no pulmão”. “Acabei de fazer um exame de sangue, estava com um pouco de fraqueza ontem [quarta-feira], achava que estava com um pouco de infecção também. Tomei agora um antibiótico. Depois de 20 dias dentro de casa, a gente pega outros problemas, peguei mofo, mofo no pulmão deve ser”, disse Bolsonaro sem informar mais detalhes.
SEM MÁSCARA – Na sexta-feira, ele foi a Bagé (RS). No domingo, dia 2, Bolsonaro passeou de moto por Brasília sem utilizar máscara. De acordo com a Secretaria-Geral, em 24 de julho, 31 dos 3.400 servidores da Presidência da República estavam afastados do trabalho por terem apresentado resultado positivo para Covid-19. Ainda de acordo com a pasta, mais de 50% dos servidores estão em trabalho remoto ou em escala de revezamento.

Trump quer adiar eleições nos EUA, enquanto Toffoli propõe bloquear Sérgio Moro


Médico de Trump: presidente não fará quarentena nem teste após ...
Trump sabe que não está agradando e quer ganhar tempo
Pedro do Coutto
O presidente Donald Trump quer adiar as eleições de 3 de novembro e também impedir a votação pelo correio, pratica adotada pela legislação norte-americana em vigor há muito tempo. Reportagem de Marina Dias e Lucas Alonso destaca o tema cuja motivação tem base na posição que Donald Trump ocupa hoje nas pesquisas muito abaixo de Joe Biden.
O panorama não está favorável ao presidente sobretudo porque o Produto Interno Bruto caiu fortemente e o ex-presidente Obama ingressou na campanha do candidato Democrata, seu vice no governo dos EUA.
SEM ADIAMENTOS – Uma matéria publicada ontem na Folha de São Paulo lembra que em momentos excepcionais da história nunca as eleições presidenciais pela Casa Branca foram adiadas. A de 1864, vencida por Lincoln realizou-se na data prevista. Nessa eleição ele foi reeleito. E também há o exemplo de Franklin Roosevelt reeleito em 1944 quando o país encontrava-se em guerra.
Portanto, na minha opinião é quase impossível que Donald Trump consiga adiar o pleito deste ano, marcado para 3 de novembro. O presidente deixou claro que o adiamento seria a última cartada eleitoral.
No Brasil, o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo, de repente defende a tese de que a inelegibilidade dos magistrados deva ser ampliada dos atuais seis meses para 8 anos. A tese, no fundo, reflete o objetivo de impedir desde já uma possível candidatura de Sérgio Moro à presidência da República em 2022.
PERSEGUIÇÃO A MORO – Esse objetivo é encampado por deputados bolsonaristas que têm exposto o mesmo raciocínio nas redes sociais. O presidente Bolsonaro disse ser contrário, mas se for concretizado o projeto, tem enorme interesse na questão. Afinal de contas, Sérgio Moro divide sua base de votos.
O ministro Dias Toffoli, entretanto, não consultou a Constituição Federal a respeito do assunto. Se consultasse, veria que o art. 16 da Carta Magna diz que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, mas não se aplicando à eleição que ocorrer até um ano da vigência da modificação. Ou seja, para valer na eleição de 2022, terá de entrar em vigor no início de outubro de 2011.
GUEDES PEDE APOIO – O ministro da Economia está novamente recorrendo à ficção para rebater os argumentos de Rodrigo Maia e sonha em ser realizada uma manifestação popular de apoio ao novo tributo, considerado uma ressurreição da CPMF.
Francamente, a condicionante colocada por Guedes só pode resultar em derrota. Como pode haver apoio popular para recriação de um imposto? É impossível. O presidente Bolsonaro autorizou o ministro da Economia a testar a vontade popular para o destino do tributo revivido. O presidente e o ministro estão sonhando. Resta saber qual será o meio utilizado para acionar o termômetro da verdadeira posição da sociedade brasileira. Talvez possa ser através de simples pesquisas do Ibope e do Datafolha.

Salvador volta a ter 75% de ocupação dos leitos e pode alterar início da fase 2; entenda


Salvador volta a ter 75% de ocupação dos leitos e pode alterar início da fase 2; entenda  
Foto: Divulgação
De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Saúde do Município (SMS) neste domingo (2), o percentual de ocupação dos leitos da UTI adulta em Salvador voltou para 75%, mesmo patamar ocupado no dia 20 de julho. É a terceira alta consecutiva nos números no setor que chegou a ter 68%.  
  
Sendo assim, o número pode alterar o cronograma de início da implantação da segunda fase do protocolo da economia da cidade, que atende a academias de ginástica, barbearias, salões de beleza, centros culturais, museus, galerias de arte, lanchonetes, bares e restaurantes. A etapa só será colocada em prática se o índice ficar igual ou abaixo de 70%. 
  
Contudo, o prefeito de Salvador, ACM Neto, detalhou na última sexta-feira (31) sobre o protocolo para início da fase 2 de retomada econômica, que engloba reabertura de bares, restaurantes, salões de beleza, academias, entre outros estabelecimentos. Ele explicou que, para esta etapa ser acionada, não é necessário que a ocupação dos leitos de UTI atinja 70% por cinco dias consecutivos.  
  
“Eu não preciso ter 5 dias consecutivos, um atrás do outro. Ontem, nós fechamos em 68%. Se hoje fechar em 71%, um dia já contou. Eu não recomeço a contagem do zero”, afirmou Neto (entenda aqui). Vale dizer que o patamar de 75% foi considerado como limite para a implantação da Fase 1, que permitiu a reabertura dos shoppings. Ela será suspensa caso a ocupação atinja 80%. 
Bahia Notícias

Gilmar Mendes pediu vista de ação sobre prisão domiciliar para Geddel


Gilmar Mendes pediu vista de ação sobre prisão domiciliar para Geddel
Foto: Carlos Moura / SCO / STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pediu vista da ação sobre a concessão de prisão domiciliar ao ex-ministro baiano Geddel Vieira Lima. A pauta deve voltar a ser discutida pela 2ª Turma da Corte no retorno das atividades.

Geddel está em sua casa, em Salvador, desde o último dia 15. Ele foi transferido do presídio durante o Plantão Judiciário após o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, lhe conceder a prisão domiciliar por considerar "risco real de morte reconhecido" em decorrência da pandemia do novo coronavírus (saiba mais aqui).

Antes disso, o relator do processo, ministro Edson Fachin, havia negado o pedido feito pela defesa do baiano. Geddel cumpre prisão preventiva no âmbito do processo do bunker com R$ 51 milhões em espécie, encontrado em Salvador (saiba mais aqui).
Bahia Notícias

Collor pede perdão e diz que pessoas diminuem alcance que bloqueou ativos

por Lucas Arraz

Collor pede perdão e diz que pessoas diminuem alcance que bloqueou ativos
Foto: Divulgação
O senador Fernando Collor (Pros) voltou a pedir desculpas, na manhã desta segunda-feira (3), pelo sequestro de ativos durante a sua passagem pela presidência da República em 1990. Em entrevista ao Isso é Bahia, Collor ainda relatou que as pessoas tendem a diminuir o real alcance atingido pela medida, citando apenas o bloqueio das poupanças. 

“As pessoas diminuem o montante que foi bloqueado ao citar apenas as poupanças. O alcance foi muito maior. Bloqueamos também os depósitos em conta corrente, aplicações e todos os ativos”, disse Collor no programa do Bahia Notícias em parceria com A Tarde FM (103.9). 

“Ao longo desse tempo venho pedindo desculpas pelo extremo desconforto causado pela medida que tirou o sossego de inúmeras famílias brasileiras”, completou o ex-presidente. 

ELEIÇÕES NO SENADO
Collor ainda comentou que não deve ser candidato à presidência do Senado para o próximo biênio. “Meu projeto político é para, em 2022, ser candidato ao Senado novamente pelo estado de Alagoas”, relatou. 

O ex-presidente, no entanto, preferiu não comentar se apoiará ou não a possibilidade de reeleição do atual presidente, Davi Alcolumbre (DEM), que depende de mudanças nas Constituição para ser efetivada (saiba mais aqui). 
Bahia Notícias

Feira: Mulher é desenterrada após ser sepultada em lugar de outra

Segunda, 03 de Agosto de 2020 - 10:40
Feira: Mulher é desenterrada após ser sepultada em lugar de outra
Foto: Divulgação / Sesab
O corpo de uma mulher teve de ser desenterrado para ser novamente sepultado pela família correta. O caso ocorreu neste domingo (2) em Feira de Santana após duas mulheres que morreram vítimas de Covid-19 terem os corpos trocados no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Segundo a TV Subaé, as duas mulheres tinham o mesmo primeiro nome: Maria. A situação só foi descoberta quando a família de umas das vítimas, de nome Maria Luisa Brito Santos, 53 anos, foi até a unidade para fazer a identificação do corpo e percebeu que não era a mesma pessoa.

Devido ao fato, a polícia precisou ser acionada e o corpo de Maria Luisa, que já havia sido enterrado pela outra família, foi desenterrado e devolvido para os parentes. Segundo o hospital, antes o filho de uma das vítimas foi até o hospital, fez o reconhecimento e chamou uma funerária que fez a remoção. A unidade de saúde disse que esse é o procedimento para liberação dos corpos. O Hospital informou que os envolvidos no caso devem ser ouvidos.

OUTROS CASOS
Esse não é o primeiro caso que envolve troca de corpos durante a pandemia no estado. Em junho, dois corpos foram trocados no Hospital Espanhol, e o corpo de uma idosa foi trocado no Hospital da Mulher. Já em julho, duas pessoas vítimas da Covid-19 em Itapetinga, no Médio Sudoeste, tiveram os corpos trocados no Hospital Geral de Vitória da Conquista.

Bahia Notícias

Maia cita ataques a Felipe Neto e promete ‘acelerar’ o projeto contra fake news

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Youtuber Felipe Neto relata ameaças após protesto na Bienal do Rio ...
Felipe Neto afirma que o projeto ainda precisa ser aperfeiçoado
Por G1 — Brasília
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anuncia que a Mesa Diretora “vai acelerar” a análise do projeto sobre fake news já aprovado pelo Senado e que aguarda votação dos deputados. Maia fez a afirmação em uma rede social ao comentar recentes ataques ao youtuber e influenciador digital Felipe Neto.
O parlamentar também convidou Felipe Neto para discutir a proposta em uma reunião e “melhorar” o texto, e o youtuber aceitou o convite.
VIRTUDE DOS FRACOS – “Felipe Neto, a covardia é a virtude dos fracos. Esses ataques só reforçam o caráter daqueles que são incapazes de vencer um debate com argumentos e com respeito. Por tudo que você tem sofrido nesses dias, nós vamos acelerar o projeto de combate às fake news”, disse Rodrigo Maia.
Também em uma rede social, o influenciador disse ao presidente da Câmara que aceita o convite e agradeceu pelo apoio. “Vamos conversar”, disse o youtuber.
Felipe Neto relatou que tem conversado com deputados e senadores sobre o projeto, que, na avaliação do youtuber, “não está bom”.
PISAR NO FREIO – “Mantenho-me firme na posição de que o projeto não está bom e devemos pisar no freio para estabelecer diálogos e estudos sobre o tema”, afirmou no Twitter.
Nos últimos anos, Felipe Neto passou a fazer postagens sobre política nas redes sociais. O influenciador era crítico ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Depois que começou a fazer críticas públicas ao presidente Jair Bolsonaro, passou a ser vítima de acusações falsas e ameaças nas redes sociais, como mostrou o Jornal Nacional.
Na última quarta-feira (29), homens foram com um carro de som até a casa do youtuber fazer ataques verbais a ele.
O PROJETO – Aprovada pelos senadores em junho, a proposta sobre fake news, em linhas gerais, prevê: 1) rastreamento de mensagens reencaminhadas em aplicativos de conversa; 2) que provedores de redes sociais tenham sede no Brasil; 3) regras para impulsionamento e propaganda nas redes sociais.
O projeto é alvo de divergências entre parlamentares. Defensores do texto dizem que o objetivo da proposta é combater comportamentos inautênticos e distribuição artificial de conteúdo.
O texto, de acordo com esses congressistas, também visa à adoção de mecanismos e ferramentas de informação sobre conteúdos impulsionados e publicitários disponibilizados para o usuário.
PREOCUPAÇÃO – Senadores contrários ao texto, contudo, demonstram preocupação com a possibilidade de o projeto violar a privacidade e atingir a liberdade de expressão nas redes sociais.
Ainda não há na Câmara uma data estabelecida para a votação do projeto que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet.
Como o texto tem origem no Senado, se tiver o conteúdo modificado pelos deputados, terá de ser reexaminado pelos senadores.
‘TIRO DE BAZUCA’ – Em um debate com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Felipe Neto disse na última quinta-feira (30) que a proposta sobre fake news precisa ser mais discutida.
Para ele, do jeito que está, a proposta representa uma “certa ameaça” para a liberdade na internet.
“Não pode dar um tiro de bazuca para matar uma formiga”, disse. Na avaliação do youtuber, o projeto está sendo feito por pessoas que, muitas vezes, são vítimas de conteúdo falso e que a reação pode ser “precipitada”. Um tema sensível, afirma Felipe Neto, não pode ser decidido em um ou dois meses. No mesmo debate com Barroso, Felipe Neto defendeu a educação digital como principal forma de combate à disseminação de notícias fraudulentas.

Assessor de Bolsonaro publicava fake news e orquestrava ataques em páginas removidas pelo Facebook


Tercio Tomaz é um dos coordenadores do “Gabinete do Ódio”
Deu no O Globo
Páginas na internet com conteúdo bolsonarista removidas pelo Facebook no último dia 8 tentavam manipular discussões na rede, difundiam fake news e atacavam adversários da família Bolsonaro. O “Fantástico” da TV Globo divulgou neste domingo, dia 2, parte do conteúdo das contas.
Entre os administradores dos perfis está o assessor especial do presidente Jair Bolsonaro, Tércio Tomaz, que trabalha no Palácio do Planalto. Além de uma conta pessoal, o assessor mantinha outras duas, anônimas, chamadas de Bolsonaro News. Tércio é acusado por parlamentares de integrar o gabinete do ódio — grupo suspeito de promover ataques virtuais a desafetos dos Bolsonaro.
ATAQUES – Na página Bolsonaro News, Tércio se dedicou a atacar adversários políticos, principalmente o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. A conta também publicou notícias falsas sobre a pandemia do coronavírus. Na página, o assessor postou um vídeo em que tira de contexto uma entrevista do diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o isolamento social.
No mesmo dia, Bolsonaro compartilhou o vídeo, dizendo que a OMS defendia a reabertura das cidades. No dia seguinte, foi desmentido pelo diretor da OMS. Segundo o “Fantástico”, a página postou fake news sobre o governador e o prefeito de São Paulo: “João Doria e Bruno Covas mandam abrir covas para imprensa fotografar”.
A investigação apontou que a rede de contas falsas era operada por dois assessores ligados ao deputado federal Eduardo Bolsonaro deles é Eduardo Guimarães, alvo da CPI das Fake News, por ter usado um computador da Câmara dos Deputados pra criar a conta de ataques virtuais Bolsofeios.
REDAÇÕES FICTÍCIAS – O outro assessor é Paulo Eduardo Lopes, o Paulo Chuchu. Ex-policial militar, ele trabalhou no gabinete de Eduardo Bolsonaro até junho. Paulo teve seis contas derrubadas. Quatro se passavam por redações jornalísticas, como The Brazilian Post, The Brazilian Post ABC e Notícias São Bernardo do Campo.
Outro assessor que mantinha pelo menos oito páginas inautênticas era Leonardo Rodrigues de Barros. Ele trabalhava para deputada estadual Alana Passos (PSL), aliada da família Bolsonato. O presidente chegou a gravar um vídeo para uma dessas páginas: “Leonardo, parabéns pela página Bolsonéas. Está fazendo um trabalho excepcional, ficou muito feliz. Estamos juntos, tá ok?”, disse Bolsonaro.
Na página Bolsonéas havia mais fake news sobre a pandemia, culpando governadores e dizendo que a cloroquina cura a Covid-19. O medicamento que não teve a eficácia comprovada. E chamava Sergio Moro de “fofoqueiro”, depois que ele pediu demissão.
DESINFORMAÇÃO – Publicações da Bolsonéas eram as mesmas do site Jogo Político, também criado por Leonardo. As contas do Jogo Político no Facebook e no Instagram foram tiradas do ar. Hoje Leonardo tem pelo menos duas páginas ativas no Facebook, onde compartilha o mesmo tipo de conteúdo.
Postagens feitas por Leonardo eram compartilhadas pela noiva, Vanessa Navarro, assessora do deputado estadual Anderson Moraes (PSL). Sete páginas ligadas a Vanessa foram derrubadas. Os nomes eram parecidos, apesar de pertencerem à mesma pessoa — uma prova, segundo o Facebook, do comportamento enganoso.
ELEIÇÕES – O histórico de postagens mostra uma série de fake news nas eleições de 2018. Na campanha, a página Bolsonaro News disse que a candidata Marina Silva defendia a legalização do aborto, o que não era verdade. Contra Fernando Haddad, são várias postagens que misturam críticas e fake news, como a que vincula o petista a um suposto kit gay.
Bolsonaro e os filhos Eduardo e Flávio e Tércio Tomaz não retornaram ao “Fantástico”. A defesa de Paulo Eduardo Lopes afirmou que ele “jamais administrou qualquer página de conteúdo jornalístico”. O advogado de Leonardo Barros disse que “não há qualquer fundamento” nas investigações.
Alana Passos disse que “não responde por aquilo que servidores publicam em suas redes sociais pessoais”. Vanessa Navarro classificou a exclusão da conta como “atentado à liberdade de expressão”. Anderson Moraes afirmou que a derrubada das páginas configura censura prévia.
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG  Tercio Tomaz, um dos coordenadores do Gabinete do Ódio, dissemina ódio e ataques bancado pelo dinheiro público. Começou com uma página nas redes sociais propagando fake news. Logo foi chamado para “assessorar” Carluxo na Câmara do Rio. Foi se integrando ao clã, até chegar a ser um dos responsáveis por cuidar da “imagem de Bolsonaro”. Ocupando um apartamento funcional em Brasília,  o seu salário chega a quase R$ 14 mil por mês. Desde que assumiu o cargo, o assessor já acompanhou o presidente em 15 viagens pelo Brasil.  Em março de 2019, a sua esposa, Bianca Diniz Arnaud, ganhou um cargo no governo e passou a integrar a Coordenação de Saúde do Planalto. O ex-recepcionista de hotel, hoje, tem um papel fundamental no esquema de desinformação presidencial. (Marcelo Copelli)

Após relatório contra opositores, Mendonça diz que não vai admitir “perseguição a grupo de qualquer natureza”

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Órgão oficial produziu dossiê contra 579 servidores federais e estaduais
Leandro Prazeres
O Globo
 O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, disse neste domingo, dia 2, que não vai admitir “perseguição a grupo de qualquer natureza”. A declaração foi dada durante entrevista à Globo News e em resposta a questionamentos sobre a existência de um relatório de inteligência produzido por uma secretaria do ministério sobre 579 pessoas identificadas como integrantes de movimentos antifascistas. O caso foi revelado por uma reportagem do portal Uol.
Mendonça disse que mandou abrir uma sindicância para apurar o caso. “Dentro da minha administração não admito qualquer perseguição a grupo de qualquer natureza. Isso não é aceitável num estado democrático de direito”, afirmou Mendonça. Segundo a reportagem, a Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) teria produzido um relatório de inteligência sobre as atividades de centenas de pessoas que seriam integrantes de movimentos antifascistsas e contrárias ao presidente Jair Bolsonaro.
NEM SIM, NEM NÃO – Ao responder sobre o caso, Mendonça disse que não poderia negar e nem confirmar a existência do relatório, mas disse que o órgão não está fazendo perseguição política contra pessoas ou grupos específicos.
Ele disse, no entanto, que o simples fato de um movimento se autointitular como “antifascista” não o daria imunidade contra investigações ou ações de inteligência. “A questão não é ser antifascista ou não. Não é um rótulo que vai dizer o conteúdo de um eventual grupo que se manifesta pelo antifascismo […] Não estou nem qualificando e nem desqualificando. Precisamos de dados objetivos para que se produza um determinado”, afirmou.
Mendonça disse que pediu a participação de integrantes da Controladoria Geral da União (CGU) e da Advocacia Geral da União (AGU) na sindicância aberta para apurar a natureza do suposto relatório. Ele disse que se for identificada qualquer atividade “persecutória”, os responsáveis deverão ser demitidos.
APURAÇÕES – “Se for verificado que há qualquer atuação persecutória e ilegítima, essa pessoa não tem condições de continuar a trabalhar comigo […] Agora, precisa ter serenidade e fazer as apurações devidas. Qualquer indicativo de uma atuação persecutória a grupo A, B ou C que restrinja uma manifestação, por exemplo, não é aceitável dentro da democracia”, afirmou o ministro.
Durante a entrevista, André Mendonça também defendeu a operação Lava-Jato, que se tornou alvo de críticas tanto de partidos de oposição quanto do próprio Procurador Geral da República, Augusto Aras. Nas últimas semanas, Aras manifestou contrariedade em relação ao modelo de força-tarefa adotado pela Lava-Jato e questionou o volume de informações colhido por procuradores de Curitiba, principal braço da operação no país.
André Mendonça disse que erros ou “equívocos” cometidos pela operação Lava-Jato podem ser corrigidos, mas defendeu a investigação. “Temos que avaliar a operação Lava-Jato como uma conquista para o nosso país […]. Se há erros, se equívocos foram cometidos, que sejam corrigidos. Mas não podemos desqualificar as conquistas e as descobertas que foram feitas a partir da operação Lava-Jato”, disse o ministro.

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