terça-feira, maio 26, 2020

Veja os perfis das mais de 100 vítimas fatais da Covid-19 em Sergipe

26.05.2020


Veja a prevalência dos casos fatais por faixa etária (Foto: Ilustrativa/Pixabay)
No último fim de semana Sergipe superou o número de 100 mortes provocadas pela Covid-19. Há 72 dias imerso na pandemia, o estado vê o número de leitos ofertados se esgotar e fica cada vez mais próximo de um colapso em seu sistema de saúde. Para trás, vão ficando números, lições e perdas para famílias que por muito tempo sentirão a falta de familiares perdidos para o vírus.
O último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) atualizou o número de óbitos para 103. Embora as mulheres liderem o número de infecções pelo vírus, em Sergipe, no total de óbitos, 53 são homens e 50 mulheres.
Dados por faixa etária. Uma das vítimas não teve idade reconhecida (Imagem: SES)
Divididos por faixa etária, os óbitos têm maior prevalência em pessoas com mais de 60 anos. Foram 25 mortes de pessoas entre 60 e 69 anos, e 22 mortes em pessoas com mais de 80 anos. O número de crianças com menos de um ano de vida que também têm sido vítimas fatais da Covid-19 já chega a 5 casos. Veja ao lado os dados detalhados pela SES.

Como tem sido divulgado por autoridades da ciência por todo o mundo, o vírus é mais perigoso em pessoas com problemas crônicos de saúde e idosos, por atacar diretamente a imunidade. No entanto, a doença também fez vítimas sem registros de comorbidades no estado. Dos 103 mortos, 28 não apresentavam doenças crônicas, conforme informações da SES.
O Governo de Sergipe anunciou luto oficial de três dias em respeito às mais de 100 vítimas da doença e pretende, nesta semana, ampliar o número de leitos de UTI na rede pública de saúde. Atualmente há 299 pessoas internadas, 139 delas em leitos de UTI – que atualmente tem cerca de 90% da oferta ocupada.
Por Ícaro Novaes
Veja no infográfico abaixo o avanço da Covid-19 no estado:
Avanço da Covid-19 em Sergipe010105050606070710101515161618182020222224242727323232323636393940404242444445454646484853535858717186869292117117118118135135145145154154175175211211280280337337453453517517601601730730772772898898998998121412141438143815881588177117711800180020322032226822682494249428682868313531353343334335663566396739674277427747344734492249225131513153145314544854480202020203030404040404040404040404040404040404040404040405050505050507070707080808080909090911111212121214141414141414141717212123232525282833333434373737374242474750505353575759596363696976768282868693931031030606060614141414141417171717181818182020262626262727282831313737373737373737383838383939404043434545454545454545484854545454545479797979105105107107107107107107273273299299395395399399478478920920107310731213121312361236131813182177217721792179218921892209220922222222CasosÓbitosCurados14/0318/0321/0325/0331/0302/0404/0407/0409/0411/0414/0416/0418/0420/0422/0424/0426/0428/0430/0402/0504/0506/0508/0510/0512/0514/0516/0518/0520/0522/0524/0501k2k3k4k5k
Infográfico: Ícaro Novaes/Portal Infonet
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Moro diz que Bolsonaro o pressionou a aprovar portaria que aumentou em três vezes o acesso a munições


Moro alega que não quis abrir um novo ‘flanco’ de conflito com Bolsonaro
Patrik Camporez
Estadão
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro disse que sofreu pressão do presidente Jair Bolsonaro para aprovar a portaria que aumentou em três vezes o acesso a munições no País. Ao Estadão, Moro revelou que não se opôs ao presidente para não abrir um novo ‘flanco’ de conflito no momento em que tentava evitar a troca no comando da Polícia Federal, o que ele considera que daria margem para uma interferência indevida no órgão.
“A portaria elaborada no MD (Ministério da Defesa) foi assinada por conta da pressão do PR (Presidente da República) e naquele momento eu não poderia abrir outro flanco de conflito com o PR”, explicou o ex-ministro Sérgio Moro à reportagem.
PARECERES – Sérgio Moro falou com Estadão logo após o jornal revelar, com exclusividade, que a portaria do governo foi fundamentada em pareceres de três linhas, um deles assinado pelo general Eugênio Pacelli, quando ele já estava exonerado do cargo de diretor de Fiscalização de Produtos Controlados.
A pressão de Bolsonaro para armar a população e aprovar a portaria ficou evidente com a divulgação da tensa reunião ministerial do dia 22 de abril. O vídeo veio à tona na última sexta-feira por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e mostra Jair Bolsonaro determinando, nominalmente, que os ministros Sérgio Moro e Fernando Azevedo (da Defesa) providenciem a portaria que ampliava o acesso a munições. A norma foi publicada no dia seguinte.
“Peço ao Fernando e ao Moro que, por favor, assinem essa portaria hoje que eu quero dar um puta de um recado pra esses bosta! Por que eu tô armando o povo? Porque eu não quero uma ditadura! E não dá para segurar mais! Não é? Não dá pra segurar mais”, disse Bolsonaro, na frente dos outros ministros.
XINGAMENTOS – Bolsonaro desferia seus xingamentos a governadores e prefeitos, que, na visão dele, se aproveitam da população desarmada para impôr medidas, na visão dele, “ditatoriais”, como as de isolamento durante a pandemia do novo coronavírus.
“Por isso que eu quero, ministro da Justiça e ministro da Defesa, que o povo se arme! Que é a garantia que não vai ter um filho da puta aparecer pra impor uma ditadura aqui! Que é fácil impor uma ditadura! Facílimo! Um bosta de um prefeito faz um bosta de um decreto, algema, e deixa todo mundo dentro de casa. Se tivesse armado, ia pra rua”.
TODOS ARMADOS – O presidente ainda ordenou à equipe ministerial: “É escancarar a questão do armamento aqui. Eu quero todo mundo armado! Que povo armado jamais será escravizado.”
Em entrevista exclusiva ao Fantástico, da TV Globo, o ex-ministro comentou sobre o assunto. Moro justificou por que não questionou a ordem de Bolsonaro: “Não há espaço ali dentro das reuniões – me pareceu muito claro -, não existe um espaço ali para o contraditório”.
E confirmou que assinou a portaria devido à pressão do presidente e não por estar de acordo com ela ou haver elementos técnicos para justifica-la. “Certamente. Eu não queria também que isso fosse utilizado como um subterfúgio para desviar a questão da Polícia Federal, da interferência na Polícia Federal”, disse.
EXONERAÇÃO –  Como revelou o Estadão, o parecer do general Pacelli foi enviado à assessoria jurídica do Ministério da Defesa às 22h18 de 15 de abril, por um e-mail particular, num horário de fora do expediente da repartição. A exoneração dele saiu no DOU dia 30 de março, mesmo dia em que seu substituto foi nomeado.
Principais especialistas em Direito Administrativo no País ouvidos pelo Estadão consideraram “grave” e possível “fraude” a decisão do Ministério da Defesa de utilizar um parecer de um general exonerado e sem função numa portaria para aumentar o limite de compra de munições. O número de balas passou de 200 para 600, por registro de arma de fogo, com a portaria.
NOTA – No País, 379.471 armas estão nas mãos da população, segundo a Polícia Federal. Dessa forma, o novo decreto pode possibilitar a compra de 227.682.600 balas (600 munições por arma). Após a divulgação da reportagem, o Ministério da Defesa encaminhou nota ao jornal para afirmar que “o militar estava em pleno exercício legal do seu cargo ao assinar os documentos”.
No entendimento da Defesa, uma regra expressa do art. 22 da Lei 6.880/80 permite que o militar possa assinar atos mesmo já exonerado e com um substituto nomeado em seu lugar.
CONTROVÉRSIA – Não é o que pensa Carlos Ari Sundfeld, professor de direito administrativo da FGV Direito SP e um dos autores da nova Lei de Introdução às Normas de Direito Brasileiro. “O substituto poderia não estar em exercício, mas como Pacelli foi o exonerado, a partir daquele momento não pode exercer a função. O exonerado nunca pode responder pelo órgão, a partir da data da publicação da exoneração”, afirmou.
Rafael Maffini, advogado e professor de Direito Administrativo da UFRGS, também pensa dessa forma. “É pressuposto de validade dos atos administrativos que eles sejam praticados por quem tenha atribuição legal para tanto. Em 26/03 foram publicados decretos que exoneraram, a partir de 31/03, o General Pacelli Mota do cargo de Diretor de Fiscalização de Produtos Controlados e o transferiram para a reserva remunerada. Desta forma, em meados de abril, não mais teria ele atribuição legal, pois excluído do serviço ativo das Forças Armadas (art. 94, I, da Lei 6.880/80). E são igualmente inválidos os atos administrativos que foram praticados com base na indevida manifestação de agente público sem atribuição legal, inclusive com expressa menção a tal manifestação”.
COMPETÊNCIA – Vera Monteiro, professora de Direito Administrativo da FGV Direito São Paulo, avaliou os fatos a pedido do Estadão. “É um episódio grave mudar uma política pública dessa maneira. A portaria foi assinada por quem tem competência pra fazer – os ministros da Defesa e da Justiça. São superiores hierárquicos. No entanto, a invalidade da portaria está relacionada à falta de motivação. A motivação para tomar essa decisão foi um ‘ok’ por WhatsApp, e foi um e-mail de alguém que não ocupava mais a função dentro do departamento, dizendo que não observa “qualquer impedimento”.
O advogado Saulo Stefanone Alle, doutor em direito pela USP, concorda. “Da forma como foi praticado, o ato do general não tem validade”, disse. “O que a gente tem que avaliar, no caso do general, é se, ao praticar esse ato, ele cometeu improbidade diante da administração pública. Se teve a violação de um princípio. Para essa improbidade tenho que verificar se ele agiu de forma dolosa.”

Celso de Mello nega acesso de Flávio Bolsonaro ao depoimento de Paulo Marinho


Defesa de Flávio diz que Marinho já antecipou “propósito” de incriminá-lo
Márcio Falcão e Fernanda Vivas
G1 / TV Globo
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta segunda-feira (25) impor sigilo no depoimento que será prestado pelo empresário  Paulo Marinho. O ministro atendeu a um pedido da Polícia Federal. Celso de Mello ainda negou acesso do senador Flávio Bolsonaro e dos seus advogados aos depoimentos do empresário e também de Miguel Ângelo Braga Grillo, em virtude do regime de sigilo.
A defesa de Flávio Bolsonaro pediu ao Supremo para acompanhar o depoimento, o que também foi negado.
NÃO PODEM ASSISTIR – Pela decisão, os advogados de Sergio Moro e a Advocacia-Geral da União, (AGU) que representa o presidente Jair Bolsonaro, também não vão poder acompanhar os depoimentos.
Na decisão, Celso de Mello afirmou que apenas o Ministério Público, “em sua condição de ‘dominus litis”, poderá acessar tais depoimentos, os respectivos termos e eventuais diligências de Polícia Judiciária subsequentes a tais declarações testemunhais.

O empresário será ouvido pela Polícia Federal nesta terça-feira, dia 26, por policiais e procuradores na superintendência da PF no Rio de Janeiro.
VAZAMENTO NA PF -Um dos principais aliados de Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, Paulo Marinho disse ao jornal “Folha de S.Paulo” que Flávio Bolsonaro, filho do atual presidente, foi avisado com antecedência por um delegado da PF sobre a deflagração da operação Furna da Onça.  A operação levou à prisão de diversos parlamentares do estado do Rio, em novembro de 2018. A defesa de Flávio Bolsonaro nega a acusação.
O chefe do gabinete do senador, Miguel Angelo Grillo, também será ouvido na quarta-feira, dia 27, pela PF, em Brasília.
No pedido feito ao ministro Celso de Mello, relator do inquérito sobre a suposta interferência de Bolsonaro, a defesa de Flávio afirmou que Marinho já antecipou à imprensa o propósito de tentar de alguma forma incriminar o senador.
CASO MORO – A partir do depoimento do empresário, os investigadores vão avaliar se o caso tem conexão com as declarações dadas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, sobre a suposta ingerência de Bolsonaro na PF, ou se deve ser apurado em outra frente de investigação.
Segundo Moro, uma das provas da tentativa de interferência de Bolsonaro na PF é a gravação da reunião ministerial de 22 de abril. Nesta sexta-feira, dia 22, Celso de Mello retirou o sigilo do material, e o conteúdo se tornou público.
Na reunião, Bolsonaro disse que gostaria de trocar a “segurança” no Rio de Janeiro e olhou para o então ministro da Justiça. Em depoimento, Sergio Moro disse que o presidente se referia à Superintendência da PF no estado. Bolsonaro, por sua vez, diz que se referia à segurança pessoal dele, não à Polícia Federal. Afirma também que a gravação da reunião mostra que ele não tentou interferir na corporação.

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