terça-feira, maio 26, 2020

‘Boiada’ de Salles incluiu demissão de fiscais, anistia a desmatadores e submissão do Ibama


MPF pede anulação de ato de Ricardo Salles sobre a legalidade de ...
Salles faz uma gestão caótica no Ministério do Meio Ambiente
Leandro PrazeresO Globo
 A sugestão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para que o governo aproveitasse que as atenções da imprensa estavam voltadas para a epidemia de Covid-19 para “passar a boiada” e, segundo ele, “simplificar” normas ambientais no país gerou críticas entre ambientalistas no Brasil e no exterior. O GLOBO reuniu as principais mudanças orquestradas pelo governo na área ambiental enquanto o número de mortes pela Covid-19 aumentava.
No período, o governo, Salles e seus subordinados promoveram mudanças que vão desde o afrouxamento na fiscalização de exportação de madeira nativa até a anistia a desmatadores de áreas da Mata Atlântica. Em nota ao GLOBO, Salles afirma que sua intenção é “desburocratizar e simplificar normas”, mas “dentro da lei”.
APROVEITAR O MOMENTO – Durante a reunião, Salles sugeriu que o governo unisse “esforços” para aproveitar o momento em que a atenção da mídia estava voltada para a epidemia causada pelo novo coronavírus para passar reformas “infralegais”, aquelas que não precisam de aprovação pelo Congresso Nacional e que podem ser feitas por meio de portarias, instruções normativas ou decretos.
— A oportunidade que nós temos, que a imprensa não tá … tá nos dando um pouco de alívio nos outros temas, é passar as reformas infralegais de desregulamentação, simplificação, todas as reformas que o mundo inteiro nessas viagens que se referiu o Onyx (Lorenzoni) certamente cobrou dele, cobrou do Paulo (Guedes) — disse Salles na reunião.
Um dos casos mais emblemáticos das mudanças “infralegais” citadas por Salles na reunião foi o despacho assinado por ele que reconhece como áreas de ocupação consolidada as áreas de preservação permanente (APPs) desmatadas até julho de 2008. Com isso, fica permitido o retorno de atividades agropecuárias nessas áreas.
MATA ATLÂNTICA – A medida tem impactos diretos na preservação da Mata Atlântica, bioma mais devastado do Brasil, porque as APPs são consideradas fundamentais para a segurança hídrica da região. Além disso, ao reconhecer essas áreas desmatadas como consolidadas, a medida abre brecha para que os proprietários que foram multados pelo desmatamento sejam anistiados. A medida foi questionada na Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF).
O caso foi até mencionado por Salles durante a reunião, quando ele enfatizou a necessidade de fazer uma dobradinha com a Advocacia-Geral da União (AGU).
— Essa semana mesmo nós assinamos uma medida a pedido do Ministério da Agricultura, que foi a simplificação da lei da mata atlântica, pra usar o código florestal. Hoje já tá nos jornais dizendo que vão entrar com medi…com ações judiciais e ação civil pública no Brasil inteiro contra a medida. Então pra isso nós temos que tá com a artilharia da AGU preparada — disse Salles.
MADEIRA ILEGAL – Um dia antes da confirmação do primeiro caso de Covid-19, no dia 25 de fevereiro, em plena terça-feira de Carnaval, o presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, liberou exportações de madeira nativa sem autorização do Ibama.
Até então, para que uma carga de madeira retirada de floresta nativa fosse exportada, era preciso que o Ibama desse uma autorização. O mecanismo era visto como uma forma de diminuir as chances de fraude e exportação de madeira retirada de área ilegal. A medida foi tomada após o pedido de duas associações de madeireiros do Pará.
Pouco depois do caso, em março, outra mudança. Em meio à repercussão da liberação da exportação de madeira, Eduardo Bim assinou uma portaria interna que restringiu o acesso de servidores do órgão à imprensa. Funcionários que descumprirem a portaria poderão ser punidos.
MORDAÇA INTERNA – A medida é tratada internamente com uma “mordaça” a servidores contrários à gestão de Bim e Salles. Outra mudança adotada na área ambiental foi a reestruturação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável por pela gestão de unidades de conservação em todo o Brasil.
A alteração é outro exemplo de mudança infralegal, porque não precisou passar pela chancela do Legislativo, e entrou em vigor em maio.
O órgão, que já vinha passando por um processo de militarização com a nomeação cada vez maior de policiais militares para cargos de chefia em detrimento dos servidores de carreira, viu esse processo se intensificar.
FORA DA CARREIRA – O governo reduziu de 11 para cinco o número de gerências do órgão que é responsável por 334 unidades em todo o Brasil. Por meio de portaria, o comando do ICMBio abriu a possibilidade para que as gerências pudessem ser ocupadas por pessoas de fora do órgão.
O resultado é que das cinco gerências do ICMBio, apenas uma é ocupada por um agente de carreira do órgão. As outras quatro são comandadas por policiais militares. No mesmo dia em que Salles sugeria que o governo aproveitasse o momento para “passar a boiada”, a Fundação Nacional do Índio (Funai) publicou uma instrução normativa que permite a regularização de fazendas em áreas que hoje fazem parte de terras indígenas que ainda estão em processo de homologação.
Como o processo de homologação de uma terra indígena demora muitos anos, a instrução permite que fazendeiros ou grileiros ocupem e regularizem terras em áreas onde haja indícios, por exemplo, de povos indígenas isolados. O risco é que, quando a terra seja efetivamente homologada, boa parte dela já tenha sido desmatada. A medida não teve a assinatura de Salles, mas era uma antiga reivindicação de ruralistas com os quais o ministro tem proximidade. No dia 14 de abril, Salles tomou uma das decisões que causou mais ruído desde o início de sua gestão. 
DEMISSÃO INJUSTA – O ministro demitiu o então diretor de fiscalização do Ibama Olivaldi Azevedo após uma série de operações do órgão contra garimpeiros que atuavam em terras indígenas.
Olivaldi, porém, foi apenas o primeiro de uma série de exonerações no setor de fiscalização do Ibama após essas operações. Depois dele, outros dois servidores foram exonerados. Ambos haviam sido responsáveis pelas operações de combate a garimpeiros.
Outro exemplo de alteração infralegal aconteceu em maio, quando o presidente Jair Bolsonaro decretou a segunda operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para combater crimes ambientais na Amazônia. A primeira foi decretada em 2019, em meio à repercussão negativa internacional sobre o aumento no número de queimadas na Amazônia.
SUBORDINAÇÃO – Mas ao contrário do que ocorreu em 2019, a GLO deste ano trouxe uma novidade que retirou ainda mais poder dos órgãos ambientais ligados ao MMA. O decreto determina que o Ibama e o ICMBio ficarão subordinados às Forças Armadas nas operações que forem realizadas durante a GLO.
A mudança veio com a inclusão de uma pequena frase no decreto de 2020 em relação ao de 2019. A subordinação aos militares foi criticada por servidores e ambientalistas.
Salles respondeu ao GLOBO por meio de nota: “Sempre defendi desburocratizar e simplificar normas, em todas as áreas, com bom senso e tudo dentro da lei. O emaranhado de regras irracionais atrapalha investimentos, a geração de empregos e, portanto, o desenvolvimento sustentável no Brasil.”
‘CONVERSA DE COMPARSAS’ – Na avaliação do coordenador de políticas públicas do Greenpeace no Brasil e secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, a fala de Salles soa como uma convocação a uma “força-tarefa” de destruição do meio ambiente.
— A gente viu um ministro de estado numa conversas de comparsas convocando para aproveitar o momento da pandemia, em que todo mundo está preocupado com a vida, para fazer uma força-tarefa de destruição do meio ambiente — afirmou.
Astrini diz que, a partir da fala de Salles, é possível perceber que ele sabia que o que estava fazendo era errado. Tanto assim que Salles fez questão de enfatizar a necessidade de ter respaldo jurídico da AGU. “Ele sabia que, para evitar problemas jurídicos, ele precisou encomendar pareceres jurídicos junto à AGU. É um absurdo por si só” — disse Astrini.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como se vê, a palavra de ordem não é preservar. o empenho de governo é para desmatar. Salles é um criminoso. Apenas isso. (C.N.)

Barroso assume o TSE, defende a democracia e critica milícias digitais: “São terroristas virtuais”


Barroso disse que povo deve ser armar com “educação, cultura e ciência”.
Julia Lindner e Gustavo Porto
Estadão
Ao tomar posse nesta segunda-feira, dia 25, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso destacou a importância da democracia e rebateu ataques contra o Supremo Tribunal Federal (STF), alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.
Barroso também defendeu a importância da participação feminina na política e fez duras críticas ao que chamou de “milícias digitais” que disseminam fake news nas eleições. Bolsonaro acompanhou a cerimônia de posse por videoconferência, mas não discursou.
DITADURA –  Barroso afirmou que um dos principais legados de sua geração é ter um País “sem presos políticos, sem exilados, sem violência contra os adversários”. Ele fez referência aos crimes cometidos durante a ditadura militar.
“Como qualquer instituição em uma democracia, o Supremo está sujeito à crítica pública e deve estar aberto ao sentimento da sociedade. Cabe lembrar, porém, que o ataque destrutivo às instituições, a pretexto de salvá-las, depurá-las ou expurgá-las, já nos trouxe duas longas ditaduras na República. São feridas profundas na nossa história, que ninguém há de querer reabrir”, afirmou Barroso nesta segunda.
POPULAÇÃO ARMADA – Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro foi flagrado falando em armar a população para impedir uma suposta ditadura no Brasil. A declaração do presidente ocorreu durante reunião ministerial do dia 22 de abril, tornada pública por decisão do Supremo na última sexta-feira. Nesta segunda-feira, sem citar o Presidente da República diretamente, Barroso falou que “precisamos armar o povo com educação, cultura e ciência”.
“A educação, mais que tudo, não pode ser capturada pela mediocridade, pela grosseria e por visões pré-iluministas do mundo. Precisamos armar o povo com educação, cultura e ciência”, disse o novo presidente do TSE e ministro do STF.
PLURALIDADE – Barroso também falou sobre a necessidade de encontrarmos “denominadores comuns e patrióticos”. “Pontes, e não muros. Diálogo, em vez de confronto. Razão pública no lugar das paixões extremadas”, defendeu. “Quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, mas meu parceiro na construção de um mundo plural. A democracia tem lugar para conservadores, liberais e progressistas. Nela só não há lugar para a intolerância, a desonestidade e a violência.”
Ao assumir a presidência do TSE, Barroso também condenou as chamadas milícias digitais, que, segundo ele, possuem uma “atuação perversa” para disseminar “ódio e radicalização”. “São terroristas virtuais que utilizam como tática a violência de ideias, e não o debate construtivo. A Justiça Eleitoral deve enfrentar esses desvios”, disse.
EQUIDADE DE GÊNERO – Com um discurso sobre a importância da equidade de gênero na política, Barroso também enalteceu a condução bem sucedida de mulheres na liderança de países que se tornaram referência no combate ao novo coronavírus. Barroso citou como exemplo a premiê Angela Merkel, da Alemanha, e a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern.
O Brasil tem sido criticado internacionalmente pela condução no combate à covid-19. Esta semana, o País chegou ao segundo lugar entre os que mais possuem casos confirmados da doença (são mais de 360 mil diagnósticos).

Alvo de operação da PF, Witzel acusa Bolsonaro por “perseguição política” e diz que Flávio “deveria estar preso”


Governador classificou a operação como “desproporcional”
Rafael Nascimento de Souza
O Globo
Horas após ser alvo da Operação Placebo da Polícia Federal, o governador Wilson Witzel (PSC-RJ) fez um pronunciamento nesta terça-feira, dia 26, no Palácio Laranjeiras. O governador classificou a operação como “desproporcional” e chamou a investigação de “fantasiosa”.
Ele voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro e disse que quem deveria estar na cadeia é o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos). O governador disse ainda que continuará “lutando contra esse fascismo que se instala no país e contra essa ditadura de perseguição”.
FANTASIA – “Quero manifestar a minha absoluta indignação com o ato de violência que o Estado de Direito sofreu. Tenho todo respeito ao ministro Benedito Gonçalves (do Superior Tribunal de Justiça), mas essa busca e apreensão foi construída com uma narrativa fantasiosa. O ministro foi induzido ao erro”, afirmou Witzel, que se mostrou irritado com a operação da Polícia Federal que apreendeu seus computadores e celulares.
“Esse é um ato de perseguição política que se inicia nesse país e isso vai acontecer com governadores inimigos. O senador Flávio Bolsonaro, com todas a provas que já temos contra ele, que já estão aí sendo apresentadas, dinheiro em espécie depositado em conta corrente, lavagem de dinheiro, bens injustificáveis, ele já deveria estar preso”, pontuou.
O governador disse ainda que vai manter sua rotina de trabalho “para salvar vidas e corrigir erros que são passíveis”. “Vou lutar contra esse perigo que estamos passando. Inicia uma perseguição política para aqueles que ele considera inimigo. Continuarei lutando contra esse fascismo que se instala no país e contra essa ditadura de perseguição. Não permitirei que esse presidente, que eu ajudei a eleger, se torne mais um ditador da América Latina. Não abaixarei minha cabeça, não desistirei do estado do Rio de Janeiro, e continuarei trabalhando para uma democracia melhor”, afirmou.
DESVIOS – Antes do pronunciamento, o governador já havia negado qualquer tipo de envolvimento no esquema de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência de saúde pública. Quinze equipes da PF participaram da ação, que teve a finalidade de apurar os indícios de desvios em hospitais de campanha.
“Não há absolutamente nenhuma participação ou autoria minha em nenhum tipo de irregularidade. Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará. A interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada”, disse, em nota oficial.
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ÍNTEGRA DO PRONUCIAMENTO
“Quero manifestar minha absoluta indignação com o ato de violência que, hoje, o Estado Democrático de Direito sofreu. Uma busca e apreensão que, eu tenho todo respeito ao ministro Benedito (Gonçalves), mas a narrativa que foi construída e levada ao ministro Benedito é absolutamente fantasiosa. Não vão conseguir colocar em mim o rótulo da corrupção. Todas essas irregularidades foram investigadas e estão sendo investigadas por determinação minha. A busca e apreensão, além de ser desnecessária, porque o ministro foi induzido ao erro, é fantasiosa a construção que se fez e não resultou em absolutamente nada.
Não foram encontrados valores, não foram encontrados joias. Se encontrou, foi apenas a tristeza de um homem e de uma mulher pela violência com que esse ato de perseguição política está se iniciando no nosso país. O que aconteceu comigo vai acontecer com outros governadores que forem considerados inimigos. Narrativas fantasiosas, investigações precipitadas, um mínimo de cuidado na investigação do processo penal, levaria aos esclarecimentos necessários. Ao contrário, o que se vê na família do presidente Bolsonaro é a Polícia Federal engavetar inquéritos e vaza informações. O senador Flávio Bolsonaro, com todas a provas que já temos contra ele, que já estão aí sendo apresentadas, dinheiros em espécie depositado em conta corrente, lavagem de dinheiro, bens injustificáveis, ele já deveria estar preso. Esse sim.
A Polícia Federal deveria fazer o seu trabalho com a mesma severidade que passou a fazer no estado do rio de Janeiro, porque o presidente acredita que eu estou perseguido a família dele, e ele só tem essa alternativa de me perseguir politicamente. Acusações levianas estão feitas em relação a mim, mas tudo isso será absolutamente demonstrado de forma clara e precisa nos processos que tramitam no STJ.
Quero dizer ao povo do Rio de Janeiro que estou com a minha consciência tranquila. Eu prometi ao povo que não os decepcionarei e não irei decepcioná-los, mesmo lutando contra forças muito superiores a mim. Continuarei trabalhando de cabeça erguida, manterei minha rotina de trabalho, para continuar salvando vidas e corrigindo erros que todos nós estamos passíveis de sofrermos diante desse momento tão difícil que atravessa o Brasil, governado por um líder que, além de ignorar o perigo que estamos passando, inicia perseguições políticas a quem ele considera inimigo.
Continuarei lutando contra esse fascismo que se instala no país e contra essa ditadura de perseguição. Não permitirei que esse presidente que ajudei a eleger se torne mais um ditador da América Latina. Não abaixarei minha cabeça, não desistirei do estado do Rio de Janeiro, e continuarei trabalhando para uma democracia melhor.
Eu continuarei lutando contra esse fascismo que está se instalando no país, contra essa nova ditadura de perseguição. Até o último dos meus dias, eu não permitirei que, infelizmente esse presidente que eu ajudei a eleger, se torna mais um ditador na América Latina. Vamos lutar contra isso, vou apresentar tudo que for necessário para esclarecer e acabar com esse circo que está sendo feito em relação ao Estado do Rio de Janeiro. A democracia vai vencer. Nós vamos lutar e, tenho certeza, que a Justiça será feita em momento oportuno”.

Apesar de ter antecipado ações da PF contra governadores, Zambelli nega conhecimento prévio de operações


A auxiliar informal de Bolsonaro cantou a pedra com antencedência
Renato Machado
Folha
A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) negou nesta terça-feira, dia 26, que tivesse informações prévias sobre operações da Polícia Federal contra governos estaduais, como a lançada nesta manhã no Rio de Janeiro. Em suas redes sociais, Zambelli foi cobrada pela parlamentar Talíria Petrone (PSOL-RJ) sobre ter falado em entrevista sobre a ocorrência de “operações” nos próximos meses.
“Se eu tivesse informações privilegiadas e relações promíscuas com a PF, a operação de hoje seria chamada de “Estrume” e não “Placebo”. Está aí sua explicação, defensora de maconheiro”, respondeu a deputada.
CONTROVÉRSIA – Na noite de segunda-feira, em entrevista à Rádio Gaúcha, a deputada disse ter conhecimento de que havia investigações contra governadores estavam em andamento, por conta dos gastos para combater a Covid-19, e que em breve operações seriam lançadas.
“A gente já teve algumas operações da Polícia Federal que estavam ali, na agulha, para sair, mas não saíam. E a gente deve ter nos próximos meses, o que a gente vai chamar, talvez de ‘Covidão’ ou de…não sei qual vai ser o nome que eles vão dar. Mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”, disse Zambelli.
Com um pouco mais de cuidado, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também deu a entender que poderia ter conhecimento prévio de novas ações da Polícia Federal. Na noite desta segunda-feira, o parlamentar divulgou o vídeo de uma ação de busca e apreensão em Fortaleza, quando sugeriu que outras poderiam acontecer.
MAIS OPERAÇÕES – “Os que achavam que se aproveitariam da pandemia para roubar e ficar impunes se enganaram. E acredito que tenha muito mais operação para vir aí. O que vocês acham?”, postou Eduardo Bolsonaro, em suas redes sociais.
Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal realizou a operação Placebo, no Rio de Janeiro, para apurar indícios de desvios de recursos públicos destinados para o combate à pandemia do novo coronavírus. Estão sendo feitas buscas em 12 locais, entre eles o Palácio Laranjeira, residência oficial do governador Wilson Witzel.
CONHECIMENTO PRÉVIO – Em entrevista à CNN, Zambelli disse que “não seria burra” de falar sobre operações da Polícia Federal, se tivesse conhecimento antecipado. E que sua fala no dia anterior foi uma “força de expressão”, por saber que a corrupção é endêmica no país.
“Eu não sabia, eu não tinha conhecimento. Falei como cidadã, como deputada, como alguém que observa o que está acontecendo no nosso país, que sabe que corrupção é endêmica no nosso país”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É evidente que Zambelli tinha conhecimento das operações, a exemplo dos filhos de Bolsonaro. A deputada inclusive quis demonstrar isso na entrevista, transparecendo a sua “intimidade” com o governo, falando inclusive na primeira pessoa do plural. Há anos que o seu vínculo com a Associação de Delegados, desde quando era líder do movimento Nas Ruas é conhecido, evidenciado pela sua participação em eventos, vídeos e homenagens. Se Zambelli não sabia das operações previamente, conforme tenta convencer, está se tornando uma ótima vidente. E nessa ninguém acredita. (Marcelo Copelli)

PT lança vídeos pedindo impeachment e acusa Bolsonaro de querer guerra civil


Vídeos aproveitaram trechos da reunião ministerial do dia 22 de abril
Mariana Carneiro e Guilherme Seto
Folha
O PT lançou na tarde desta segunda-feira, dia 25, vídeos pedindo o impeachment de Jair Bolsonaro, aproveitando trechos da reunião ministerial do dia 22 de abril. Em uma das peças, é destacada a parte em que Bolsonaro afirma que quer ampliar o uso de armas de fogo pela população, o que hoje é proibido e restrito a autoridades policiais e a colecionadores.
O vídeo afirma que o Brasil vive a pior crise da história, com 23 mil mortos pelo coronavírus, “mas o presidente quer é guerra civil”. E é encerrado com a afirmação de que “ainda dá tempo de salvar vidas e o país”, além de pedidos pelo impeachment e “Fora Bolsonaro”.
FALA DE GUEDES – Em outra peça, que já circula nas redes sociais, foi selecionada a parte da reunião em que Paulo Guedes (Economia) fala sobre como o governo está agindo no crédito às empresas afetadas.
O vídeo afirma que “Guedes está perdido” e dá ênfase à parte em que Bolsonaro diz que o barco pode estar indo em direção a um iceberg. Novamente, afirma que o número de mortos chega a 23 mil, e lembra a resposta de Bolsonaro: “E daí?”, quando o Brasil ultrapassou 5 mil mortes pela doença.

Informação privilegiada? Carla Zambelli anuncia operações da PF contra governadores


 Informação privilegiada? Carla Zambelli anuncia operações da PF contra governadores 
Foto: Wagner Pires/ Futura Press/ Folhapress
Uma das principais aliadas do presidente Jair Bolsonaro, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que a Polícia Federal irá deflagrar operações para investigar possíveis irregularidades cometidas por governadores durante a pandemia do coronavírus. 

“A gente já teve algumas operações da Polícia Federal que estavam ali, na agulha, para sair, mas não saíam, tá?  E a gente deve ter, nos próximos meses, o que a gente vai chamar, talvez, de Covidão ou de... não sei qual vai ser o nome que eles vão dar... mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”, disse a deputada em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre (RS).

Coincidência ou não, a PF iniciou uma operação nesta terça-feira (26) no Rio de Janeiro para apurar indícios de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 (saiba mais aqui). A Polícia esteve no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel (PSC).

Grupo de extremistas ameaça explodir juizados e delegacias do Distrito Federal
Foto: Divulgação
Quatro dias após a Polícia Civil prender dois homens que ameaçaram juízes do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), magistrados de dez varas receberam novas intimidações por e-mail. De acordo com o Metrópoles, a mensagem eletrônica foi recebida no último sábado (23), às 22h27. O texto saiu de um servidor de correio eletrônico hospedado na Rússia.

A Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) e promotores do Núcleo Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Ncyber) do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) estão investigando o caso.

“Vamos fazer um massacre histórico em delegacias e fórum (sic), com nossos conhecimentos em química e acesso a armamento de guerra militar, podemos fazer algo esplêndido”, diz o texto, que é assinado por um grupo que se intitula Comando Invisível.

Nas mensagens, os extremistas chamam os magistrados de “semideuses e juizecos” e garantem ter o poder de fogo necessário para cumprir as ameaças.

"Temos armamento militar de grosso calibre, armamento de guerra que inclui lança-foguetes, explosivos e granadas. Iremos explodir diversas delegacias e juizados pelo DF, com carros-bombas e lança-foguetes, se a coisa ficar feia para o povo de bem", afirmam.

De acordo com fontes ligadas à investigação,s erá um trabalho de alta complexidade tentar chegar ao ponto de origem do e-mail que ameaça os magistrados do TJDFT. "Se, de fato, a mensagem tiver sido enviada de servidores russos, será uma investigação altamente técnica, além de árdua", explicou um investigador. Confira a carta (clique para ampliar):

Bahia Notíicias 

Morre ex-deputado federal pela Bahia Sérgio Gaudenzi; PSB lamenta

Terça, 26 de Maio de 2020 - 10:16


Morre ex-deputado federal pela Bahia Sérgio Gaudenzi; PSB lamenta
Foto: Divulgação
O PSB Bahia, na pessoa da presidente estadual Lídice da Mata, lamentou a morte do ex-deputado federal Sérgio Gaudenzi, ocorrida na madrugada desta terça-feira (26).

“Meus sentimentos de pesar a toda família deste grande companheiro de partido e de luta democrática. Sérgio Gaudenzi foi um grande quadro do PSB, sempre emprestando seu talento e competência por onde passou. Estamos todos muito tristes, pois em meio a essa pandemia, ele não terá uma despedida a altura do que sempre representou”, lamentou Lídice. 

Sérgio Gaudenzi iniciou sua trajetória política no Movimento Estudantil na década de 1960.  Bastante ligado ao ex-governador Waldir Pires, foi secretário-geral do Ministério da Previdência Social e deputado estadual nos anos 1980, onde foi relator da Constituinte Baiana, além de secretário da Fazenda do Estado e deputado federal nos anos 1990. Na década de 2000 foi presidente da Agência Espacial Brasileira, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e da Infraero, onde exerceu papel de destaque. Era filiado ao PSB desde 1997, sendo o primeiro baiano a ocupar uma cadeira na executiva nacional.
Bahia Notícias

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