domingo, maio 24, 2020

Após enxurrada de denúncias, Planalto apaga fake news sobre eficácia da cloroquina para pandemia


Charge do Duke (domtotal.com)
Mariana Carneiro e Guilherme Seto
Folha
A Secretaria de Comunicação do governo Jair Bolsonaro apagou um tuíte em que dizia que a “hidroxicloroquina é o tratamento mais eficaz contra o coronavírus atualmente disponível”.
Estudos científicos diversos têm mostrado que o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina não tem eficácia no tratamento do coronavírus e, mais que isso, pode estar relacionado a um aumento no risco de morte por problemas cardíacos, como arritmia.
NOVO PROTOCOLO – Mesmo assim, o governo Bolsonaro publicou novo protocolo para uso de cloroquina, ampliando sua possibilidade de aplicação também para pacientes com sintomas leves.
“O Brasil ganhou mais uma esperança no tratamento do coronavírus. O Ministério da Saúde adotou um novo protocolo para receita da cloroquina/hidroxicloroquina. O medicamento, que já é adotado em diversas partes do mundo, é considerado o mais promissor no combate à Covid-19”, dizia a mensagem apagada pelo Ministério da Saúde.
No Twitter, centenas de usuários relataram ter denunciado a publicação como “incitação ao suicídio”, na tentativa de que a plataforma excluísse o conteúdo. No entanto, antes que o Twitter tomasse qualquer decisão, a Secom presidencial apagou a mensagem.
FAKE NEWS – Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, disse nesta quinta-feira, dia 21, que a rede social está removendo informações falsas sobre o coronavírus e deu o exemplo sobre a exclusão de publicação de Bolsonaro. O Facebook retirou uma alegação do presidente brasileiro de que os cientistas “mostraram” que havia uma cura para o coronavírus.
“Isso obviamente não é verdade e é por isso que a removemos. Não importa quem diga isso”, disse Zuckerberg, em entrevista à rádio pública britânica BBC. O Facebook removerá da plataforma todo o conteúdo que cause “dano imediato” a qualquer usuário, acrescentou Zuckerberg. No final de março, Facebook e Instagram removeram vídeo publicado por Bolsonaro por violação das regras das redes sociais.

País está no meio da tempestade e o governo não tem nenhum projeto de recuperação


Reunião ministerial
Esperava-se que grandes projetos fossem colocados em discussão
Pedro do Coutto
A liberação do vídeo gravado na reunião ministerial de 22 de abril comprova que nosso país encontra-se no meio de uma tempestade política e que o governo Bolsonaro não possui um projeto construtivo para o desenvolvimento econômico e social. Parecia algo inacreditável. Mas a verdade se impôs e chego à conclusão a respeito da gravidade de um conflito ideológico que dificilmente poderá encontrar uma saída.
A análise política para ser eficaz tem de ter como base uma serenidade crítica. Exatamente o contrário daquilo que o vídeo revelou. Não há serenidade crítica nem autocrítica.
ATAQUE AO SUPREMO – O ministro da educação atacou o Supremo Tribunal Federal defendeu a prisão dos ministros o que, na prática, corresponde ao fechamento do Poder Judiciário. Sim, porque a ordem de prisão abriria um vazio institucional deixando tudo na mão do Executivo. Se o STF fosse fechado, o mesmo aconteceria com o Poder Legislativo. Estaríamos assim em uma ditadura.
É bom lembrar que nem Getúlio Vargas na ditadura de 37 a 45 fechou a Corte Suprema. Na ditadura que o país enfrentou de 1964 a 1985 o STF funcionou, mas três ministros foram aposentados compulsoriamente. Evandro Lins e Silva, Gonçalves de Oliveira e Vitor Nunes Leal.  O governo Castelo Branco impôs, com a nomeação dos substitutos uma maioria na Corte. Mas esta é uma questão que está incorporada à História.
REINO DA INTOLERÂNCIA – Hoje enfrentamos uma outra realidade, um novo cenário, um novo estilo que nasce da multiplicidade de opiniões, porém todas elas convergentes num só propósito: implantar a intolerância na Nação. O ministro da Educação sequer causou reação contrária de Jair Bolsonaro. O do Meio Ambiente defendeu de forma quase direta o processo de desmatamento que está agredindo a Amazônia. O ministro do Exterior dois meses antes da reunião havia se pronunciado criticando o relacionamento do Brasil com outros países nos quais ele interpreta como sabotadores do nosso país.
Outro ministro defendeu a reimplantação dos cassinos que foram proibidos de funcionar em 1946, logo no primeiro decreto-lei do presidente Eurico Dutra. De 46 até agora estão fechados. A ministra Damares, da Mulher e da Família, viu nos cassinos a presença de algo diabólico.
UM POVO ARMADO – O mais importante de tudo, de fato, foi o presidente da república defender com emoção o armamento geral no país. Um povo armado jamais será escravizado, ele disse. Identifiquei nessa afirmativa uma ameaça à segurança interna brasileira, como se o país estivesse em guerra civil. O fato de pessoas adquirirem armas é perigosíssimo por dois motivos fundamentais. Acirra questões de divergências simples e também insinua a eclosão de uma guerra civil.
Além disso contribui para que os grupos criminosos tenham acesso facilitado à compra de armas. Ao invés de desarmar os bandidos proporcionaria mais ainda seu fortalecimento. Sobretudo no Rio de Janeiro, cidade ocupada flagrantemente pelo crime organizado e também pela violência generalizada, inclusive com existência de milícias.
NÃO HÁ PROJETO – Nem uma palavra foi pronunciada em relação a qualquer projeto construtivo capaz de levar o Brasil a um processo consolidado de desenvolvimento econômico e social. Nada se ouviu a respeito de medidas voltadas para a recuperação da economia, abalada por contradições que surgem no dia a dia da vida nacional.
A frase usada pelo ministro Paulo Guedes em relação ao Banco do Brasil sintetiza uma visão global sobre o que se passou numa tarde de abril. Guedes disse que temos de vender logo o BB. Desdenhou da importância do Banco, reduzindo-o a uma coisa qualquer.
O desprezo ficou evidente.

Heleno pensa (?) que fala em nome dos militares, mas está completamente enganado


Charge do Amarildo | VEJA
Charge do Amarido (Revista Veja)
Carlos Newton
O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, que é conhecido por sua sobriedade, recentemente emitiu duas notas oficiais para tranquilizar a nação, garantindo que as Forças Armadas não aceitarão um novo golpe militar. Mas parece que seu recado não foi entendido pelo general Augusto Heleno, que tenta se comportar como se fosse (?) líder das Forças Armadas.
É triste ver um oficial de carreira brilhante enveredar por caminhos tristonhos, como dizia Ary Barroso em “Folha Morta”. O general Augusto Heleno precisa ser lembrado que está num posto civil, que não lhe dá direito de falar em nome dos militares.
DOIS ROMPANTES – Nas últimas semanas, o ministro-chefe do Gabinete Institucional da Presidência já teve dois rompantes. O primeiro, ao receber a intimação para depor no inquérito contra o ex-ministro Sérgio Moro, por entender que estava sendo ameaçado de condução coercitiva, sem saber que se trata de um texto-padrão, que todo condutor de inquérito, seja delegado ou juiz, utiliza ao determinar intimações. Para que fique claro que não se trata de um convite, mas de uma ordem judicial. Deveria ter pedido desculpas ao ministro.
Nesta sexta-feira, o segundo rompante, ao ser informado sobre pedido de apreensão dos celulares de Bolsonaro e de Carluxo.  Mais uma vez, o ilustre general desconhecia que o relator é obrigado, na forma da lei processual, a pedir manifestação da Procuradoria-Geral da República. Pagou outro mico e não se desculpou junto a Celso de Mello.
E AINDA FAZ AMEAÇAS… – O pior foi o ministro Heleno ter ameaçado com uma crise institucional. Na sua ignorância jurídica, soltou nota oficial considerando o ato de Celso de Mello como “evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.  
É muito triste assistir à decadência de um chefe militar que havia conquistado a admiração dos brasileiros. E a gente fica na dúvida: será que o general Heleno mudou ou na verdade ele sempre foi destemperado assim?
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P.S. –
 Heleno pensa (?) que fala em nome das Forças Armadas. Acontece que os militares não estão nada satisfeitos com esse governo caricato, incompetente e desbocado.  Achar que as Forças Armadas se sentem “representadas” por esse governo é um bocado de exagero. Os militares vão deixar Bolsonado apodrecer até desabar sozinho. Apenas isso. (C.N.)

Novas mensagens reforçam acusações de Moro sobre tentativa de interferência de Bolsonaro na PF


‘Moro, Valeixo sai esta semana’, escreveu Bolsonaro antes de reunião
Jussara Soares
Estadão
Uma série de mensagens trocadas entre Jair Bolsonaro e o então ministro da Justiça, Sérgio Moro, evidencia que o presidente falava da Polícia Federal, e não da sua segurança pessoal, quando exigiu substituições nessa área na reunião ministerial do dia 22 de abril.
A cronologia de oito diálogos aos quais o Estado teve acesso mostra que, três horas antes da reunião, Bolsonaro havia comunicado a Moro que o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, seria demitido, sem dar ao seu ministro qualquer alternativa.
INVESTIGAÇÃO – As oito mensagens por WhatsApp obtidas pelo Estado constam do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura se Bolsonaro interferiu na Polícia Federal para ter acesso a informações de investigações sigilosas contra seus filhos e amigos, como acusou Moro.
A reunião ministerial é uma das provas anexadas ao inquérito, que tem como relator o ministro do STF Celso de Mello. Foi o magistrado quem autorizou a divulgação do vídeo com o conteúdo da reunião, na última sexta-feira.
Bolsonaro disse que o encontro do dia 22 de abril não comprova que ele atuou para blindar seus parentes. Repetiu, ainda, que falou em trocar a sua “segurança” no Rio, e não o comando da Polícia Federal. As novas mensagens reveladas, contudo, mostram que ele chegou à reunião com a decisão já tomada de demitir o diretor-geral da PF.
“ESTÁ DECIDIDO” – “Moro, Valeixo sai esta semana”, escreveu o presidente às 6h26 do dia 22 de abril. “Está decidido”, continuou ele, em outra mensagem enviada na sequência. “Você pode dizer apenas a forma. A pedido ou ex oficio” (sic).
A resposta de Moro foi enviada 11 minutos depois, às 6h37. “Presidente, sobre esse assunto precisamos conversar pessoalmente. Estou ah (sic) disposição para tanto”, respondeu o então ministro.
Em outra sequência de mensagens, enviadas também antes da reunião ministerial, Bolsonaro encaminha dois vídeos e reclama com Moro de ser informado por “terceiros”. “Força Nacional, Ibama, Funai… As coisas chegam para mim por terceiros… Eu não vou me omitir”, disse o presidente às 8h01m.
RELATÓRIOS – Horas depois na reunião do primeiro escalão, o chefe do Executivo voltou reclamar da faltar de relatórios de inteligência e mencionou ter um sistema pessoal de informação.  “Sistemas de informações, o meu funciona. O meu particular funciona. Os que têm oficialmente, desinforma. E voltando ao tema prefiro não ter informação a ser desinformado em cima de informações que eu tenho”, reclamou Bolsonaro na reunião.
Na reunião ministerial, que começou às 10 horas, Bolsonaro demonstrou irritação com a falta de acesso a relatórios de inteligência. “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu (sic), porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira”, disse o presidente, olhando para Moro.
CONTROVÉRSIA – As mensagens que agora vêm à tona, trocadas entre o presidente e o então ministro, contrariam a versão de Bolsonaro de que Valeixo pediu para ser demitido. Além disso, ajudam a explicar o comportamento de Moro na reunião ministerial. O ex-juiz da Lava Jato ficou em silêncio quando foi constrangido por Bolsonaro, que cobrou mudanças nas áreas de inteligência. Àquela altura, ele já havia sido comunicado da decisão unilateral de demitir Valeixo, sem que pudesse opinar a respeito.
Bolsonaro tem sustentado em entrevistas que foi Valeixo quem pediu para ser demitido. Segundo ele, isso comprova que não houve interferência da sua parte. “O senhor Valeixo de há muito vinha falando que queria sair. Na véspera da coletiva do senhor Sérgio Moro, dia 24 (de abril), o senhor Valeixo fez uma videoconferência com os 27 superintendentes do Brasil, onde disse que iria sair. Eu liguei pro senhor Valeixo, o qual respeito, na quinta-feira, à noite. Primeiro ele ligou pra mim. Depois eu retornei a ligação pra ele. ‘Valeixo, tudo bem?. Sai amanhã? Ex-officio ou a pedido?’. A pedido (foi a resposta de Valeixo, segundo Bolsonaro). E assim foi publicado no DOU. Lamento ter constado o nome do ministro da Justiça ali. É porque é praxe”, disse Bolsonaro, na noite de sexta-feira, após a divulgação do vídeo.
TELEFONEMA – Em depoimento no inquérito, no dia 11 de maio, Valeixo contou que jamais formalizou um pedido de demissão. De acordo com ele, um dia antes da publicação no Diário Oficial da União, recebeu um telefonema do próprio presidente questionando se ele concordava que sua exoneração saísse a pedido. Sem alternativa, assentiu. Valeixo relatou, ainda, que Bolsonaro justificou que queria alguém no cargo com quem tivesse “afinidade”.
Próximo da família Bolsonaro, o delegado Alexandre Ramagem, atual chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi nomeado para o comando da PF, mas não pôde tomar posse por uma decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes. Com isso, a direção-geral da corporação foi entregue ao delegado Rolando Alexandre de Souza, considerado braço direito de Ramagem.
VARREDURA – A troca de mensagens foi retirada do celular do ex-ministro Sérgio Moro durante seu depoimento à Polícia Federal. Na ocasião, peritos da PF fizeram uma varredura completa no celular do ex-juiz para extrair mensagens que poderiam comprovar a acusação contra o presidente.
Na sexta-feira, o ministro Celso de Mello encaminhou à Procuradoria-Geral da República um pedido de partidos de oposição para que o celular de Bolsonaro fosse apreendido em busca de mais provas da suposta interferência dele na PF.
A reação do Planalto veio do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, que, em nota, disse que uma decisão favorável a esse pedido poderia ter “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.
“SEGURANÇA” – Três horas depois dos diálogos obtidos pelo Estado nos quais Bolsonaro dá a ordem para mudar a Polícia Federal ocorreria a reunião ministerial tornada pública na sexta-feira, na qual Bolsonaro afirma claramente que desejava troca na “segurança” do Rio. Chegou a dizer que era alvo de “putaria o tempo todo” para atingir não só ele como sua família.
Bolsonaro disse ali que não podia ser “surpreendido com notícias” e revelou ter um sistema particular de informações. “Pô, eu tenho a PF que não me dá informações”, reclamou. O presidente assegurou, ainda, que ia interferir em todos os ministérios. “E não dá pra trabalhar assim. Fica difícil. Por isso, vou interferir! E ponto final, pô! Não é ameaça, não é uma … uma extrapolação da minha parte. É uma verdade”, afirmou Bolsonaro, olhando para o lado onde estava Moro.
EM XEQUE – A versão de que o presidente se referia à sua segurança pessoal no Rio, e não à PF, é colocada em xeque por mudanças ocorridas no escritório do GSI no Rio, dois meses antes da reunião ministerial. A contradição foi revelada pelo Jornal Nacional, da TV Globo. A reportagem mostrou também que, 28 dias antes daquela reunião, o responsável pela segurança do presidente havia sido promovido.
O Estado procurou a Secretaria Especial de Comunicação (Secom) para falar sobre as mensagens, mas o Planalto informou que não iria comentar. A defesa de Moro disse que “as declarações do presidente da República demonstram, de maneira inquestionável, sua vontade de interferir indevidamente” na Polícia Federal.
“Esses elementos probatórios somam-se às demais diligências investigatórias, inclusive ao vídeo da reunião de 22 de abril, comprovando as afirmações do ex-ministro Sérgio Moro”, afirmou o advogado Rodrigo Rios.

sábado, maio 23, 2020

Barreira Sanitária em Jeremoabo para combater o COVID 19, é construída com lixo

Fonte: Facebook e ZAP

Infelizmente há fortes evidências que alguns Secretários Municipais de Jeremoabo esperam  o Covid 19 de braços abertos.
Enquanto o mundo luta contra  o Coronavírus, enquanto a população faz o possível e o impossível para enfrentar e se livrar dessa epidemia, as autoridades municipais de Jeremoabo através de atos e fatos não estão nem ai, salve-se quem puder.
É inadmissível e condenável sobre todos os aspectos, essa implantação de "Câmara Mortífera" a que estão submetendo os moradores do Município de Jeremoabo, já que os responsáveis insatisfeitos com o estrago que está sendo praticado pelo Covid 19, instalaram um criadouro, de cobras,, ratos, escorpião, e mosquitos de todas espécie.
Na reunião  passada os vereadores da oposição, denunciaram o pânico a que estão submetidos os pacientes e o pessoal paramédico, devido ao afastamento de uma médica com suspeita do coronavírus, que segundo aqueles edis, a mesma não sentindo-se bem, se afastou do serviço sem submeter-se ao teste em Jeremoabo.
  Até a data da reunião ninguém teve conhecimento de qualquer resultado de  forma oficial conforme determina  protocolo; , enquanto isso, o pessoal da zona rural que foi atendido por aquela profissional, está vivendo verdadeiro filme de terror.
Quando pensei que já tinha visto tudo na minha vida, deparo-me com tamanha aberração, construção de barreira sanitária cuja matéria prima é o  lixo.
Como não há um mal que não traga um bem, que esse ato nefasto sirva de exemplo para agora no próximo dia 15 de dezembro, o povo saiba escolher seu representante que pelo menos tenha noção do que seja  saúde, educação e saneamento básico.

Chamado de 'bosta' por Bolsonaro, prefeito de Manaus diz ofensas são 'strip-tease moral'


Chamado de 'bosta' por Bolsonaro, prefeito de Manaus diz ofensas são 'strip-tease moral'
Foto: Divulgação
Classificado como “bosta” pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no vídeo divulgado da reunião ministerial divulgado nesta sexta-feira (22), o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), afirmou que os insultos ditos pelo chefe de Estado contra ele são “representam um strip-tease moral”.

"Transforma a solenidade de uma reunião de Ministério em uma conversa de malandros de esquina. Quebra a liturgia do cargo. Vulgariza a instituição que deveria saber honrar. Exibe despreparo e me põe a questionar todos os presentes: como um ministro pode, sem se desmoralizar, conviver com uma pessoa dessa baixa extração? Que tempos! Que costumes", afirma o prefeito, de acordo com o jornal Em Tempo.

Em um dos trechos da reunião, além ofender os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), Bolsonaro diz que “o bosta do prefeito de Manaus está agora abrindo covas coletivas”

Bahia Notícias. 

Justiça suspende processo de impeachment contra prefeito de Palmeiras


por Lula Bonfim / Mauricio Leiro
Justiça suspende processo de impeachment contra prefeito de Palmeiras
Foto: Reprodução
A Justiça suspendeu nesta sexta-feira (22), o pedido de  processo de impeachment contra o prefeito de Palmeiras, na Chapada Diamantina, Ricardo Guimarães (PSD), após o chefe do executivo local protocolar um mandado de segurança. A Câmara municipal tinha negado o pedido de arquivamento do processo (reveja aqui).

O prefeito pediu a anulação da Comissão Parlamentar Processante instaurada pela mesa diretiva da Câmara de Vereadores de Palmeiras/BA e a anulação de todos os atos praticados pela Comissão Parlamentar Processante Parlamentar instituída pela Resolução nº 001/2020.

Ricardo sustentou que "a denúncia foi apresentada denúncia no dia 02/03/2020 as 14:10 hs, primeiramente, deveria ter sido incluída em pauta de deliberação e a ocorrência da sessão deliberativa 48 horas após e, devendo os edis serem ainda intimados e lhes sere ofertados todos os termos da denuncia e dos documentos que foram apensados a mesma, o que não se fez presente na situação em exame". 

O juiz Pablo Venício Novais, da 1ª Vara das relações de consumo Cíveis de Iraquara, analisou que o "pedido (que não se confundem com sua fundamentação legal) é o direito, constitucionalmente garantido ao devido processo legal. Visto que o ato atacado foi o deflagrador do procedimento de impedimento do Prefeito Municipal".

O magistrado suspendeu os trabalhos da Comissão Parlamentar, e fixou  multa de R$ 50.000,00, em caso de descumprimento do vereador Kleber Alves (PCdoB) e do presidente da Câmara local Luciano Teixeira, conhecido como Piriri (PDT).

Assaltante deixa bilhete em veículo pedindo desculpas por roubo

O bilhete com o pedido de desculpas foi encontrado dentro do veículo (Foto: Getam/PMSE)

22.05.2020

Policiais do Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) localizaram nesta sexta-feira, 22, no bairro Farolândia um veículo HB20 roubado. O que chama atenção é que dentro do veículo, os policiais encontraram um bilhete do assaltante pedindo desculpas a proprietária pelo ocorrido.
Equipes do Getam realizavam o policiamento preventivo quando deparou-se com o veículo. Após checar a placa do automóvel, foi constatado que o veículo tinha sido roubado no dia 11 de maio deste ano.
Além da chave na ignição, foi localizado o bilhete com o pedido de desculpas: “Me desculpe! Cuide bem do seu filho, esse método não condiz com minha moral”.
A proprietária foi localizada e o caso encaminhado a Central de Flagrantes.
por Aisla Vasconcelos
INFONET







Celso de Mello derruba sigilo de reunião ministerial em inquérito que investiga Bolsonaro


Inquérito apura se Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal
Rafael Moraes Moura, Amanda Pupo, Julia Lindner, Jussara Soares, Pepita Ortega, Paulo Roberto Netto
Estadão
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, decidiu nesta sexta-feira, dia 22,  levantar o sigilo de quase todo o vídeo da reunião ministerial ocorrida em 22 de abril no Palácio do Planalto.
O vídeo é considerado uma das peças-chave no inquérito que investiga as acusações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal para obter relatórios de inteligência.
PRÁTICA CRIMINOSA – Em sua decisão, Celso de Mello apontou aparente “prática criminosa” cometida pelo Ministro da Educação, Abraham Weintraub. “Não vislumbro, na gravação em causa, matéria que se possa validamente qualificar como sendo de segurança nacional nem constato ofensa ao direito à intimidade dos agentes públicos que participaram da reunião ministerial em questão, mesmo porque inexistente, quanto a tais agentes estatais, qualquer expectativa de intimidade, ainda mais se se considerar que se tratava de encontro para debater assuntos de interesse geral, na presença de inúmeros participantes”, escreveu Celso de Mello.
“Assinalo que o sigilo que anteriormente decretei somente subsistirá quanto às poucas passagens do vídeo e da respectiva degravação nas quais há referência a determinados Estados estrangeiros”, concluiu o ministro.
PALAVRÕES – A reunião foi marcada por palavrões, briga de ministros, anúncio de distribuição de cargos para o Centrão e ameaça do presidente Jair Bolsonaro de demissão “generalizada” a quem não adotasse a defesa das pautas do governo. Participaram da reunião ao menos 40 pessoas, entre ministros, presidentes de bancos públicos, assessores especiais, ajudantes de ordens, cinegrafista e fotógrafo.
O vídeo da reunião ministerial também registra o ministro da Educação Abraham Weintraub dizendo “que todos tinham que ir para a cadeia, começando pelos ministros do STF”. “Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia”, disse Weintraub na reunião.
A Advocacia-Geral da União (AGU) havia pedido o levantamento do sigilo apenas das declarações do presidente na reunião. O governo chegou a se opor à divulgação da íntegra do material sob a alegação de que foram tratados “assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado”. Segundo o Estadão apurou, Celso de Mello ficou “incrédulo” ao assistir ao vídeo no início desta semana.
TRANSCRIÇÃO – A manifestação da AGU, encaminhada ao Supremo na semana passada, contém a transcrição de trechos da fala de Bolsonaro na reunião. Segundo relatos de pessoas que viram o vídeo, o presidente chamou a superintendência da Polícia Federal no Rio de “segurança no Rio”. Bolsonaro alega, por outro lado, que se referia à sua segurança pessoal, que é feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e não pela PF.
Até então, apenas dois trechos da reunião haviam sido tornados públicos, conforme transcrição feita pelo próprio governo. “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. isso acabou. Eu não vou esperar f. minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar; se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o Ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira”, afirmou o presidente na ocasião.
SURPRESAS – Em outro trecho divulgado na semana passada, Bolsonaro disse aos auxiliares que não pode ser “surpreendido com notícias”. “Pô, eu tenho a PF que não me dá informações; eu tenho as inteligências das Forças Armadas que não têm informações; a ABIN tem os seus problemas, tem algumas informações, só não tem mais porque tá faltando realmente… temos problemas… aparelhamento, etc. A gente não pode viver sem informação”, disse Bolsonaro.
“Quem é que nunca “ficou atrás da… da… da… porta ouvindo o que o seu filho ou a sua filha tá comentando? Tem que ver pra depois… depois que ela engravida não adianta falar com ela mais. Tem que ver antes. Depois que o moleque encheu os cornos de droga, não adianta mais falar com ele: já era. E informação é assim. [referências a Nações amigas] Então essa é a preocupação que temos que ter: “a questão estratégia”. E não estamos tendo. E me desculpe o serviço de informação nosso — todos -— é uma vergonha, uma vergonha, que eu não sou informado, e não dá para trabalhar assim, fica difícil. Por isso, vou interferir. Ponto final. Não é ameaça, não e’ extrapolação da minha parte. É uma verdade”, afirmou Bolsonaro.

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Publicado em 2 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Diego Felix e Paulo Ricardo Martins Folha A hold...

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